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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

12
Mar21

Novos diálogos mostram Moro discutindo competência! Ele sabia!

Talis Andrade

TRIBUNA DA INTERNET | Se busca o lucro acima de tudo, a Petrobras está  sendo gerida inadequadamente

Fontes fidedignas apresentam novos diálogos sobre a “questão da incompetência” do ex-juiz Sérgio Moro. Um novo vazamento mostra diálogos em que Moro fala sobre isso com Deltan e outro procurador. Vejamos:

“(…)
23h15min13. Moro: — Delta, estou triste. Os ‘juristas’ Reinaldo Azevedo, Lenio Streck, Pedro Serrano e a defesa de Lula estão dizendo, aos quatro ventos, que sou um juiz incompetente. Andam dizendo, em palestras por aí, que se der uma briga em um Posto Petrobrás isso atrai minha competência. Não entendi. O que eles querem dizer com isso? São uns … (parte apagada).
23h15min18: Deltan: — Que nada, mestre. Não perca energias com isso. São uns invejosos. Não sabem nada. Nunca escreveram nada. Não conhecem processo e nem constituição. Principalmente os “juristas” Reinaldo e Streck.
23h17min01: Outro procurador entra: — Poxa, Dr. Moro. Chamar o senhor de incompetente é mesmo uma sacanagem. O senhor é muito competente. O que essa gente pensa que é para chamar um juiz como o senhor de incompetente?
23h18min00: Deltan: — Tem mais. Vou criar um restegi assim: #moro.com(PeTente)…kkkk. Sentiu a sutileza, mestre? Mostra que você é competente e ainda tira uma onda com o PT. kkkk
23h19min17: Moro: — Gostei. Essa gente é burra. Será que eles vão entender essa sua restegi? Kkkk Mas, estou muito irritado. Ora, chamando a mim de incompetente. É uma ofensa para um magistrado.
23h19min35: Deltan: — Com certeza. No mínimo devem estar criticando também as suas roupas, mestre. Invejosos de sua elegância com esse terno preto, camisa preta e gravata bem vermelha. Lindo esse seu composê.
23h20min15: Moro: — É, é. Tenho vários desses ternos. Kkkk. Aposto que eles não têm.
23h21min18: Deltan: — Mestre, você deve continuar usando essa roupa; sobretudo nas audiências.
23h22min55: Moro: — Mas, Delta, não vai ficar muito quente fazer audiência de sobretudo?
(…)” [1].Sol do Carajás: AEPET: Entenda o "America First" da Lava Jato de Sérgio Moro  que lesa a Petrobrás e "rouba" o brasileiro no posto de gasolina

Pronto. Assim está explicado como um juiz e procuradores mantiveram vários processos por mais de três anos quando não tinham competência para isso. Um juiz incompetente impediu um candidato a disputar a eleição, prendeu-o por mais de 500 dias, processou-o e o condenou.

Os diálogos acima podem ajudar a explicar o fenômeno.

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Esta é uma obra estritamente de ficção. Ninguém foi ferido. Tudo feito em laboratório. Houve acompanhamento de um psicólogo e de um autor de livros simplificados. Foi difícil entender a anedota “textualista”. Por isso, foram convocados autores de livros sem as partes difíceis e chatas para ajudar. Houve bateção de cabeça. Por que “sobretudo”? “Sobretudo”? Além disso, o material é todo produto de produção auto-sustentável. E qualquer semelhança com personagens verdadeiros é apenas semelhança.

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Certo. Feita a brincadeira, falemos sério novamente — se ainda se pode falar sério num país em que o deboche vira regra e é aplaudido. É claro que estou brincando. É claro que estou fazendo pilhéria. É claro que estou senso sarcástico. Mas pergunto: como não fazer graça quando a avacalhação institucional é desse tamanho? Leitor, leitora: a piada não começou comigo.

É duro dizer isso. Mas só o humor nos salva. Porque encarar a verdade e levá-la a sério é estarrecedor, angustiante. Como é possível isso? Como é possível que a mais óbvia das incompetências territoriais (incompetência “chapada”) — ironizada no voto do ministro Gilmar como decorrente de “gasolina Petrobras” e por mim, já de há muito, com a alegoria da “briga no Posto Petrobras que arrasta a competência para Curitiba” — tenha ficado obnubilada por tanto tempo?

Como é possível que ainda se duvide que o ex-juiz Moro e a força-tarefa tenham atuado de modo parcial e com suspeição nos processos agora sob julgamento no STF? Todos sabemos que sabemos, como na antítese da angústia do personagem-juiz de “A Espera dos Bárbaros”.

A mais chapada das incompetências territoriais ficou velada tanto tempo. Ora, eu mesmo chamei a isso de “pan-competência” no início da operação. Só resta fazer, “sobretudo”, ironias. Lendo e sabendo tudo o que se sabe, parece bizarro Moro falar em rule of law.

A palavra que escapou da ministra Carmen Lúcia durante o voto do ministro Gilmar no dia 9 de março último, no momento em este relatava as escutas clandestinas feitas a escritório de advocacia da defesa, foi lancinante:

“Gravíssimo”.

Perfeito, ministra Cármen. Quando ouvia a sua voz dizendo “gravíssimo” lembrei da senhora brandindo aquela pequena Constituição, nos idos de 90, nos tantos Congressos de que participamos, comandados por James Tubenchlak. A então advogada e professora doutora Carmen Lúcia levantava multidões. Com aquela pequena Constituição na ponta dos dedos.

E na primeira fila estávamos Ovidio Baptista, Cezar Bitencourt, os saudosos Calmon de Passos e Sylvio Capanema, Jacinto Coutinho, Amilton Bueno de Carvalho, Luiz Fux, Nagib e este escriba, todos integrantes quase que efetivos do Instituto de Direito. Mas havia mais gente defendendo a então novel Constituição, como Gilmar Mendes, Luis Roberto Barroso e tantos mais, pedindo escusas pelo esquecimento.

Tenho imensas saudades dos congressos do Hotel Glória. 1,5 mil pessoas, mais o telão. E James nos “inticando” para ver quem seria mais aplaudido. Por vezes era Amilton, Calmon quase sempre, por vezes eu e muitas vezes Carmen Lúcia. Com sua pequena Constituição.É êxito: Cármen Lúcia Antunes Rocha – Bernadete Alves

Lembrei, com forte emoção, de tudo isso, daqueles tempos, bem na hora em que ouvi a palavra “gravíssimo”!


[1] Nota: Escrita dos mantidos conforme o original.

A desintegração da Petrobras – blog da kikacastro

20
Fev21

Lava Jato, mídia e os 11 princípios de Joseph Goebbels

Talis Andrade

Operação Lava Jato vai virar série na Netflix

 

Os abusos que, na ditadura civil-militar, transitavam do general ao guarda da esquina, agora também transitam nos arroubos autoritários de juízes de piso atuando descontroladamente

por Carol Proner

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A Lava Jato não existiria sem uma aliança bem ajustada com setores da mídia para, por meio de notícias espetaculosas, comprometer a imagem de acusados antes mesmo da instauração de processos formais. Essa fórmula obedeceu o modelo importado das “forças-tarefa” dos Estados Unidos, conforme revelam informações sobre cursos de treinamento em cooperação internacional de procuradores e agentes da polícia federal.

O Papa Francisco, ao perceber o uso da mídia em processos de perseguição judicial na América Latina, passou a se insurgir publicamente contra o que considerou um grave problema da justiça penal. O Pontífice ensaiou uma explicação para o fenômeno: “O lawfare ocorre quando são imputadas acusações falsas contra dirigentes políticos, promovidas conjuntamente pelos meios de comunicação e órgãos judiciais colonizados” (...) “O sempre necessário combate à corrupção é instrumentalizado, por meio do lawfare, para combater governos indesejáveis, reduzir direitos sociais e promover um sentimento de antipolítica do qual se beneficiam os que aspiram a exercer o poder autoritário: a macro delinquência das corporações” 

O jurista argentino Eugenio Zaffaroni também abordou o tema do lawfare em entrevista na qual comentou a degradação política e institucional que ocorreu na Argentina. Tendo sido, até recentemente, juiz da Corte Interamericana de Direitos Humanos, Zaffaroni toma como referência os 11 princípios de Joseph Goebbels para descrever o raciocínio ideológico por trás do fenômeno das guerras jurídicas. Segundo ele, “o lawfare de hoje usa as mesmas técnicas, embora com uma tecnologia mais refinada”.  Será que a comparação dos 11 princípios vale para o Brasil? 

Alguém diria, que exagero! Comparar o diabólico projeto de propaganda nazifascista ao raciocínio ideológico subjacente à Lava Jato, é um pouco demais.

Porém, lembro-me de extravagâncias marcantes na propaganda publicitária da megaoperação, como a preferência por “camisas negras” no vestuário de Sérgio Moro. O juiz nega a associação com os “camisas-negras” do fascismo de Mussolini, mas é inegável a violência real e simbólica de seus interrogatórios em audiências, os abusos às garantias do processo penal e outras “licenças” que disse ter trazido da influencia italiana da Operação Mani Pulite.  Isso sem contar a justificativa do “estado de necessidade”– combater a corrupção sistêmica transnacional –  alardeada com a ajuda da imprensa para justificar exceção ao devido processo, algo que aproxima a corrompida República de Weimar da República de Curitiba.

Delegados abraçam sede da PF em Porto Alegre em apoio à Lava Jato, março 2016

 

Efetivamente, os 11 princípios da propaganda nazista podem nem ser do conhecimento do bando de procuradores ou do próprio juiz. A camisa negra pode ser apenas mau gosto, mas há coincidências impressionantes e que sugerem que na Lava Jato nada acontece por acaso. 

Vejamos como se adaptam os princípios de Goebbels à Operação Lava Jato:

1º. Princípio da simplificação e do inimigo único. Apregoa a simplificação, e não a diversificação, na escolha de um inimigo único. Deve-se escolher um inimigo por vez: o Nine.  Deve-se ignorar o que os outros fazem e concentre-se em um até acabar com ele:  “Depois de ontem, precisamos atingir Lula na cabeça (prioridade número 1)” (...)“Vamos torcer pra esta semana as coisas se acalmarem e conseguirmos mais elementos contra o infeliz do Lula”.  

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2º. Princípio do método de contágio: Deve-se reunir diversos adversários em uma só categoria. Os adversários devem se constituir em uma soma individualizada, contagiada:  lulismo, petismo, lulopetismo, expressões amplamente difundidas pela imprensa como sinônimos de corrupção tanto no Mensalão como na Lava Jato.

3º. Princípio da Transposição. Deve-se transladar todos os males sociais a este inimigo e, se não puder negar más notícias, deve-se inventar outras que as distraiam. Este mandamento lembra muito a associação que a mídia fez com o PT como sendo a origem de todo o mal da corrupção no país, do Mensalão à Lava Jato. Apenas como exemplo, um editorial do Jornal O Globo de 2015 definiu como título: “O DNA da corrupção no lulopetismo”.

4º. Princípio da Exageração e desfiguração. Deve-se exagerar as más notícias até o ponto de desfigurá-las, transformando um delito pequeno ou menor em ameaça grave, em mil delitos, criando assim um clima de profunda insegurança e temor. O medo difuso da corrupção associado a capas de revista e cobertura da imprensa geraram um clima de agressividade e ódio contra o inimigo número 1. O auge do grotesco foi a capa da revista Veja – edição 2496 –  que trouxe um ataque violento contra o ex-presidente Lula. A agressão, que também foi um plágio da revista norte-americana Newsweek, trouxe a imagem da cabeça decapitada de Lula, com um fundo totalmente vermelho gerando um efeito similar a sangue escorrendo ou um líquido fluindo como se indicasse um derretimento. A mesma figura havia sido estampada na capa de uma edição da Newsweek de 2011, após a morte do presidente líbio Muammar Kadafi.Resultado de imagem para capas revista veja

5º. Princípio da Vulgarização. Toda a propaganda deve ser popular e adaptada ao nível mais elementar entre os destinatários. Quanto maior seja a massa a convencer, menor será o esforço mental a realizar. O objetivo do principio é transformar tudo numa coisa torpe e de má índole de modo que as ações do inimigo sejam compreendidas como vulgares, ordinárias, fáceis de descobrir. Aqui, o exemplo mais evidente é o uso do Power Point em rede nacional para apontar com flechas o inimigo número 1: “Não temos provas, temos convicção”

6º. Princípio da Orquestração. A propaganda deve limitar-se a um número pequeno de ideias que devem ser repetidas incansavelmente, apresentadas uma e outra vez desde diferentes perspectivas, mas sempre convergindo para um mesmo conceito, sem fissuras nem dúvidas. Deve-se fazer ressonar os boatos até se transformarem em notícias, sendo estas replicadas pela “imprensa oficial’. Aqui os exemplos são inúmeros, frases de efeito, símbolos associativos, pixulecos com roupa de presidiário, verdadeiras campanhas publicitárias para massacrar a imagem pública de Lula e do PT: “Lula ladrão. Basta de corrupção. Sua hora chegou corrupto” (pichação no muro do Instituto Lula em 2016). Cito também uma expressão atribuída ao jornalista Reinaldo Azevedo e que consagrou a ideia de petista como corrupto: petralha Resultado de imagem para insttuto lula pichacao

7º. Princípio da Renovação. Há sempre que se emitir informações e argumentos novos a um ritmo tal que, quando o adversário responda o público, este já está interessado noutra coisa. A respostas ao adversário nunca devem superar o nível crescente de acusações, um bombardeamento de notícias (sobre o inimigo escolhido) para que o receptor não tenha tempo de pensar, pois está sufocado por elas. Aqui também os exemplos são fartos e a chamada “narrativa da Lava Jato” prevaleceu muito tempo encobrindo os verdadeiros fatos. Nesta última leva de diálogos da Spoofing, há um trecho em que Sérgio Moro questiona os procuradores: “Não é muito tempo sem Operação?”

8º. Princípio do Verossímil. É necessário construir argumentos a partir de fontes diversas, a partir dos chamados globos sondas ou de informações fragmentadas para diversificar opiniões por meio de interpretações de especialistas, mas todas opiniões contra o inimigo escolhido. Aqui entra em jogo a máquina de propaganda da Lava Jato: de séries da Netflix a outdoors com a foto da Liga da Justiça contra a corrupção, incluindo quiosques em aeroportos com dinheiro de mentira para criar um clima de revolta seletiva . Articulistas em jornais de grande circulação desenvolveram a fundamentação e a justificativa que contribuiu para o clima de vale-tudo contra a corrupção.PREMIOS...Resultado de imagem para lava jato netflix

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9º. Princípio do Silêncio. Deve-se silenciar as informações sobre as quais não se têm argumentos e dissimular ou ocultar as notícias que favorecem o adversário. É importante ocultar toda a informação que não seja conveniente. O principal exemplo aqui é a tentativa de censurar todo o material que emergiu com os vazamentos tanto na Vaza Jato como na Spoofing, ao mesmo tempo em que também atua o corporativismo e a cumplicidade de todos os envolvidos na grande trama da Operação Lava Jato, incluindo os órgãos correcionais, que engavetaram procedimentos administrativos e judiciais, e a censura seletiva da mídia. 

10º. Princípio da Transferência.  A regra geral da propaganda opera sempre a partir de um substrato preexistente, ou seja, uma mitologia nacional, um complexo de ódios, de preconceitos tradicionais. Então aqui o que vale é difundir argumentos que possam arraigar em atitudes primitivas. Talvez este seja o mais perverso dos princípios, pois que potencializa o ódio fascista ressignificado nos preconceitos contra a esquerda, contra os negros e as cotas, contra o nordestino, contra o petista e tudo o que possa remeter ao projetos de inclusão social das últimas décadas. Conforme já referido nos exemplos anteriores, como as odiosas capas de revista, todo o jargão antipetista levou as pessoas ao ponto de pendurarem pixulecos de Lula enforcados nas janelas das casas, efetivamente arraigando atitudes primitivas e violentas.Resultado de imagem para pixulecos

11º. Princípio de Unanimidade. O último princípio funciona como amalgama aos demais, buscando a convergência em assuntos de interesse geral para apoderar-se do sentimento de clamor popular contra o inimigo escolhido. A sensação que se busca é a da unanimidade, a de que “todo mundo pensa assim”. Aqui atinge-se o senso comum que opera a licença para exercer a “exceção” contra o inimigo, o “estado de exceção”. Muitos exemplos poderiam ser lembrados, mas o que melhor ilustra é a própria ascensão de Jair Bolsonaro, consequência direta da propaganda lavajatista. Lembremos do discurso odioso que o Capitão proferiu logo após ser eleito em 2018, projetando um clima de ódio como jamais visto no país.

Muitas outras associações poderiam ser feitas, mas sem dúvida a chegada da extrema direita ao poder sintetiza o resultado da produção do sentimento fascista que é alicerce da Lava Jato. A extrema direita chegou ao poder no embalo do sentimento antipetista que promoveu a prisão política de Lula com a condescendência dos demais poderes e com a tutela militar de plantão para qualquer inconveniente. 

E a condescendência traz o efeito da normalização das condutas arbitrárias. Os abusos que, na ditadura civil-militar, transitavam do general ao guarda da esquina, agora também transitam nos arroubos autoritários de juízes de piso atuando descontroladamente (Recordemos o recente episódio do juiz substituto Waldemar Cláudio de Carvalho, da 10ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, que decidiu simplesmente não cumprir a decisão do ministro Ricardo Lewandowski, de garantir ao ex-presidente Lula acesso a mensagens obtidas na Operação Spoofing). 

O juiz Waldemar Cláudio de Carvalho

Juiz Waldemar Cláudio de Carvalho 

14
Out18

Slogans e símbolos nazistas proibidos na Alemanha propagam o ódio no Brasil

Talis Andrade

 Já escrevi que as camisas pretas fascistas foram introduzidas pelos delegados da Polícia Federal (turma de Romeu Tuma) e procuradores da Lava Jato de Curitiba e, imediatamente, adotadas pelo Movimento (nazista) Brasil Livre - MBL.

 

Foi criada uma secreta e marginal Liga da Justiça para executar prisões sob vara por dentro e por fora da Lei. Dessas prisões surgiram a indústria das colaborações dos delatores. Tacla Durán, que participou com um primo de Rosangela Moro das cobranças milionárias dos pedágios no Paraná, denunciou que se pode comprar por cinco milhões de dólares o prêmio de uma delação. 

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Carlos Fernando apresenta a camisa da Liga

 

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Wanderlei Silva, que ficou conhecido nos ringues como ‘Cachorro Louco’ por causa de sua agressividade ao tentar nocautear os adversários, exibe a camisa das manifestações da república de Curitiba pela cassação de Dilma Rousseff.

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Na campanha do impeachment de Dilma, Sergio Moro sempre vestia uma camisa preta, com ou sem paletó. Na foto, com o corrupto Joel Malucelli (primeiro à esquerda), num show de Fagner

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Líderanças do MBL apresentam uma das variações das camisas pretas  

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 Foto divugação do MBL de apoio ao procurador Dallagnol, que fez jejum pela prisão do presidente Lula

 

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 Passeata pela derrubada de Dilma, e todo poder ao MDB de Michel Temer, com o apoio de Bolsonaro

 

Camisas pretas fascistas e slogans nazistas marcam o resurgimento do nazismo no Brasil, iniciado com o Partido Intregalista de Plínio Salgado. 

 

A primeira tentativa foi na campanha de Aécio Neves para presidente, mas foi denunciado o slogan pela sua origem nazista. Bolsonaro não tem escrúpulo adotou com a aprovação das urnas.

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Felipe Miguel escreve:

 

Andando por Brasília, identificado como eleitor de Haddad, cruzo volta e meia com os defensores do Coiso. Seus olhares às vezes são de espanto, espanto por alguém ter a coragem de se manifestar à esquerda. Mas em geral são de desprezo e ódio.

 

Alguns andam com a camiseta verde e amarela com a inscrição "Meu partido é o Brasil". Eles provavelmente nem sabem, mas estão fazendo uma profissão de fé fascista. Se o partido deles é o Brasil, qualquer outro partido será contra o Brasil. A dissensão vira traição, a discordância fica interdita. Não há espaço para a democracia - cujo "gesto inaugural", de acordo com a bela fórmula de Claude Lefort, "é o reconhecimento da legitimidade do conflito".

 

Discursos políticos de vários matizes costumam evocar uma harmonia perdida, que seria preciso restaurar, mas a exacerbação desse traço no bolsonarismo é claramente uma opção autoritária. Descende das afirmações tão repetidas de que "o PT criou a luta de classe no Brasil" ou "o PT jogou negros contra brancos no Brasil" (assim como as feministas jogam mulheres contra homens etc.). O conflito não nasce da organização social e das formas de exploração e dominação que ela engendra, mas da ação deliberada de agentes nefastos.

 

Com isso, as estruturas de exploração e dominação são protegidas, já que a culpa da divisão social não é delas, mas de quem as denuncia. A camisa da seleção, que inspira a camiseta "Meu partido é o Brasil" e é adotada ela própria por muitos bolsonarianos, é um símbolo inconscientemente poderoso. Todos torcemos juntos. Mas quem ganha são os cartolas corruptos da CBF.

 

Quando não é a camiseta amarela, é a camiseta preta, cuja estética é inegavelmente fascista, muitas vezes adornada com desenhos de rifles. Uma delas, entre as que vi, trazia a caveira do Punisher, "herói" da Marvel dedicado a assassinar aqueles que ele julga que são bandidos. A intimidação e a violência são assumidas como soluções - sem disfarce, sem rodeios.

 

É claro que Bolsonaro não quer ir aos debates. Não é por recomendação médica. Não é nem mesmo por estratégia política, como ele disse outro dia. É por princípio. A posição que ele encarna tem como um de seus elementos básicos a recusa do debate político.

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 Eduardo Bolsonaro, reeleito deputado federal por São Paulo e sua campanha de intimidação

 

 

 

 

03
Set18

Barroso e o tempo dos canalhas

Talis Andrade

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por Fernando Brito

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O ministro Luís Roberto Barroso tem uma visão muito particular da lei.

 

A lei é o que ele quer que seja.

 

Se a lei da ficha limpa prevê que, havendo recurso plausível da condenação em segunda instância, o registro de um candidato deve ser mantido, ele a transforma em uma hipótese que só existe se o STJ ou o STF decretarem esta suspensão.

 

E o diz, apenas por uma razão: a de que não darão tal decisão, não porque não poderiam e até deveriam – dada a evidente politização do processo criminal que condenou o ex-presidente – concedê-la, mas porque o sistema de poder brasileiro, o dinheiro e a mídia, não o permitem.

 

Mas, como disse ontem, Barroso foi ao inacreditável em seu poder de “reescrever a lei”.

 

Embora seja claríssimo que um candidato conserve seu direito mais amplo de concorrer (Art. 16-A. O candidato cujo registro esteja sub judice poderá efetuar todos os atos relativos à campanha eleitoral, inclusive utilizar o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão e ter seu nome mantido na urna eletrônica enquanto estiver sob essa condição), Barroso decidiu o contrário.

 

O sub judice, para ele, termina com a decisão dele.

 

Como está cercado de medrosos, sabujos e odiosos, acabou por conduzir o TSE – alguém acredita que Rosa Weber preside alguma coisa? – para a vergonhosa “sessão de conchavo” secreta, para decidir, de forma completamente anti-regimental, por um outra completa ilegalidade: Lula, a quem a lei garante o direito de ser candidato, não pode aparecer como candidato, Mas pode como apoiador, dando declarações.

 

Desta parte, basta que a Dra. Carolina Lebbos, aquela que manda a PF investigar deputado italiano para saber se ele cometeu o crime de gravar alguma palavra de Lula.

 

Então ficamos assim: Lula pode participar da campanha em áudio e vídeo, só que não pode gravar, uma palavra que seja.

 

Como dizia Tim Maia, a demagogia é pior que que uma mentira, porque é uma “mentira mentirosa”.

 

03
Set18

XICO SÁ: BARROSO FOI CANALHA COM CARA DE QUENGA

Talis Andrade

"Quando um canalha quer ser canalha-mor, começa sempre citando uma base mística poética e outra base razão pura. Foi o caso do canalha-mor Barroso, que foi de Bhagavad Gita a Kant e sempre com aquela cara de quenga culpada de cabaré de interior. Com todo respeito às quengas", criticou o jornalista sobre o ministro do TSE durante o julgamento de Lula

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247 - O jornalista Xico Sá postou críticas ao ministro Luís Roberto Barroso por seu voto contra a candidatura do ex-presidente Lula em julgamento no TSE na última sexta-feira 31. Para ele, Barroso "candidatou-se ao maior canalha na linha dos canalhas".

 

"A angústia confessa do ministro Barroso ao julgar o Lula é uma das maiores canalhices que uma autoridade já pode confessar. Candidatou-se ao maior canalha na linha dos canalhas que Nelson Rodrigues listou na sua bela vida de cronista. Tem canalha maior? Nem o Palhares", postou no Twitter.

 

"Quando um canalha quer ser canalha-mor, começa sempre citando uma base mística poética e outra base razão pura. Foi o caso do canalha-mor Barroso, que foi de Bhagavad Gita a Kant e sempre com aquela cara de quenga culpada de cabaré de interior. Com todo respeito às quengas", publicou ainda.

 

 

03
Set18

IRA DA IMPRENSA MOSTRA ACERTO DA REAÇÃO PRÓ-LULA DO PT

Talis Andrade

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 por Fernando Brito

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03
Set18

A ditadura das togas negras

Talis Andrade

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por Chico Vigilante

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A inclusão de última hora do julgamento do registro da candidatura Lula, na pauta de uma sessão extraordinária do Tribunal Superior Eleitoral demonstra que o golpe no Brasil se aprofunda.

 

Um golpe sem metralhadoras, sem coturnos e sem quarteladas. Deixa, no entanto, claro que definitivamente, estamos vivendo sob uma ditadura - a das togas negras.

 

Numa sessão que entrou pela madrugada a maioria dos ministros do TSE, enterra a candidatura apoiada por metade do povo brasileiro, a de Luiz Inácio Lula da Silva, o homem mais amado deste país, preso político, encerrado numa solitária em Curitiba.

 

A maioria do tribunal também votou para impedir que Lula mantenha atividades de campanha - como o horário eleitoral no rádio e na televisão - até que a sua coligação faça sua substituição na cabeça de chapa.

 

A defesa de Lula, protocolada ontem à noite, com cerca de 200 páginas contém provas e argumentos sob seu direito legal de ser candidato e participar da campanha eleitoral.

 

Imaginem se em oito horas foi possível ler com a devida atenção tantas páginas sobre questão desta complexidade.

 

Na verdade, os togados já tinham uma decisão pré concebida, não importa os argumentos da defesa, do Comitê de Direitos Humanos da ONU ou o desejo do povo brasileiro.

 

Os ministros sabem que se Lula disputar as eleições será o vencedor, portanto, a missão que se impõe é tira-lo da disputa.

 

Mesmo que para isso joguem o país na incerteza, empurrem o Brasil para o despenhadeiro, e contribuam para a desmoralização de uma grande Nação, hoje não mais considerada uma democracia.

 

A consolidação do golpe no Brasil é alardeada no mundo inteiro, na mídia, nos parlamentos, nas praças, teatros, universidades, igrejas ou arenas de futebol.

 

Todos sabem que o Legislativo é um poder de faz de conta, comprado; que o Executivo é comandado por uma quadrilha; e que o poder no Brasil de hoje está nas mãos dos magistrados.

 

Durante o julgamento o advogado do ex-presidente Lula, Luiz Fernando Pereira, lembrou aos ministros que cerca de 1500 casos de candidatos a eleições no Brasil com candidaturas indeferidas tiveram o direito de participar das eleições, se elegeram e uma vez eleitos reverteram a situação, inclusive dois candidatos à presidência da República, em 2006, Rui Pimenta e Ana Maria.

 

E alertou: negar a Lula o direito de participar das eleições será uma "decisão fora do script, fora do 'pret a porter' e bem diferente das anteriores tomadas pelo TSE"...e poderá receber da história o "rótulo de casuísmo".

 

A verdade é que parte do Judiciário brasileiro está transformando o Brasil num país fora da lei e onde os fora da lei estão no comando.



02
Set18

As relações perigosas dos camisas pretas da lava jato

Talis Andrade

A Istoé desta semana faz retrospectiva dos tempos de chumbo, e revela que candidatos hoje da direita eram espionados pelas polícias estaduais, federal, serviços de inteligência das forças armadas e SNI.

 

Jair Bolsonaro, nunca passou de capitão, foi expulso do Exército como terrorista. Publicou Istoé sobre Bolsonaro:

A ameaça totalitária. O candidato que reverencia torturadores, chama os direitos humanos de “esterco da vagabundagem”, diz que só quem “fraqueja” gera filha mulher e que preferiria um filho morto a ser homossexual ostenta quase 20% nas pesquisas. Agora, finge ser liberal para encantar o mercado. Ele pode ser presidente. E o perigo é exatamente esse

 

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Nos tempos atuais de exceção, do golpe de 2016 que derrubou Dilma Rousseff para entregar o poder à turma de Michel Temer, os serviços de espionagem são realizados pela Liga da Justiça de Sergio Moro/ Dallas Dallagnol, que tem como agitadores o MBL, Movimento Brasil Livre, e como agentes, o Japonês Bonzinho, ex-agente da didatura militar de 1964.

 

Sergio Moro criou uma rede de espionagem, possivelmente com agentes da CIA e/ou do FBI, que espionou Dilma Roussef quando presidenta do Brasil.

 

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O Japonês da Federal, Newton Hidenori Ishii, suspeito de vender informações secretas, continua realizando para Moro, os mesmo ser√iços sujos dos tempos da ditadura militar de 1964, quando atuava como espião.   

 

Newton Ishii, que entregava os estudantes para a tortura e morte, continua a trabalhar como torturador na Lava Jato. Comenta Pedro Canário no importante portal ConJur: 

 

Agente da PF durante mais de 20 anos, ele ficou famoso por conduzir os presos de suas casas aos carros da corporação, ou dos veículos à carceragem. Mas também era o chefe da carceragem e tinha contato diário com os presos (...) 'Com o talento para induzir pessoas a pensarem que chegaram por conta própria a uma conclusão sugerida, o agente poderia ser um instrumento valioso. Não foram poucas as vezes que os jovens delegados, de barba cerrada e cara de mau, recorreram a ele', segundo a versão contada no livro O Carceiro. O primeiro dilema descrito por Ishii entre os presos da operação é o do medo. Os presos da lava jato ficam presos num setor separado da carceragem da PF em Curitiba (...) Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil, e o lobista Fernando Baiano, operador do PMDB, são apontados como dois casos que optaram por falar para se proteger de um medo descrito como irracional pelo Japonês.

 

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O suspeito procurador Santos Lima do BanEstado e da lava jato faz propaganda da Liga da Justiça

 

A Liga da Justiça, para a agitação das ruas, conta com o MBL, o nazi-fascista Movimento Brasil Livre. Propaga a Wikipédia:

 

O MBL, em 2016, combinou forças com as bancadas evangélica e ruralista do Congresso por uma agenda de Estado mínimoreforma trabalhista, ajuste fiscal e redução da maioridade penal. Com sede nacional em São Paulo, o movimento realizou frequentes protestos a favor do impeachment de Dilma Rousseff e ações políticas em todo país. Inicialmente, a estratégia política do MBL foi pela convocação das manifestações dos dias 15 de março e 12 de abril de 2015, embora esse aspecto tenha sido posteriormente minimizado, a fim de auxiliar o governo na promoção de estratégias impopulares relacionadas às reformas trabalhistas e previdenciárias. Formado em sua maioria por jovens com menos de trinta anos, seus integrantes são conhecidos por seus discursos incisivos, sendo comparados pela revista Exame a uma startup que nasceu para fazer protestos. Segundo a revista Época, nos protestos de 16 de agosto de 2015, Kim Kataguiri e Fernando Holiday, duas lideranças do movimento, foram recebidos pela população participante como estrelas da política brasileira.

 

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 Agitadores do MBL com as camisas pretas de apoio ao procurador Dallas Dallagnol, acusado de ser o DD da propina de cinco milhões de dólares cobrada de Tacla Duran 

 

O MBL promovia a agitação e uma onda de terror e intimidação, financiado pela Fiesp, na pessoa de Paulo Skaf, e milionários paulistas do grupo de João Doria, candidatos a governador de São Paulo, respectivamente, pelo MDB e PSDB, e principais fortunas da ditadura militar de 64, dos leilões da privataria tucana e do tráfico de dinheiro do Banco do Estado do Paraná - BanEstado. Outro patrocinador, o homem mais rico do Brasil, e segunda maior fortuna da Suíça onde reside, Jorge Paulo Lemann vende nas suas Lojas Americanas, com apoio do TSE, camisas de propaganda do "mito" Bolsonaro, e de Lula como ladrão ou "five", conforme alcunha de Moro.

 

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Sergio Moro costumava pousar ao lado de políticos nos tempos da popularidade da lava jato, e a mosca azul de uma candidatura presidencial animava a corriola de Curitiba, tendo Rosangela Moro uma coluna nas redes sociais com o título "Eu Moro Com Ele". A coluna desapareceu com Roseana acusada de corrupção: caso da Apae e caso Tacla Durán de venda de delações premiadas.

 

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A lava jato politicamente podia tudo, e Moro candidato a presidente promovia alianças políticas

 

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