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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

21
Set22

Conheça a verdade sobre Bolsonaro

Talis Andrade

Charge do dia - Jornal de Brasília

 

Bolsonaro não fez nada fez por

Ceilândia ceilândia

Ceilândia ceilândia

Respeito todas as quebradas becos e vielas

Quebras cabulosas satélites e qualquer favela

Todas se parecem muito só que a cei é diferente

Na nossa quebrada a parada é mais quente

Mais de 500 mil e pra eles somos lixo

Lutando pra sobreviver tratados como bichos

Escrotos ratos de esgotos vermes rastejantes

Cobras bichos peçonhentos monstros repugnantes

Terra sem lei nova babel casa do caralho

Cu do mundo baixa da égua 

(Começo da letra de "Ceilândia Revanche do Gueto", de Câmbio Negro. Leia mais e conheça a músicaque descreve a maior favela da América Latina, onde nasceu a primeira-dama Michelle Bolsonaro, neta da Rainha do Sol Poente. Terra sem governador, terra dos marechais de contracheques, das Marias Candelária, dos marajás, das princesas que herdam, pra toda vida, ricas pensões pra não casar, pra não trabalhar, pra uma vida de gozos, sombra e água fresca. E o povo com fome, e o favelado na fila do osso, na fila da fome, na fila da morte)

chacina do Cabula – andradetalis

Bolsonaro nada fez pelo Rio de Janeiro, e aprova o Rio de Sangue de Cláudio Castro, que já pode - escreve a jornalista Cristina Serra = "ostentar os títulos de rei das chacinas, campeão dos banhos de sangue e governador mais letal da história do Rio de Janeiro. Três dos maiores massacres cometidos por forças policiais no estado ocorreram sob seu comando. O do Jacarezinho, em maio do ano passado, com 28 pessoas assassinadas; o da Vila Cruzeiro, em maio deste ano, com 25 mortos, e agora o do Complexo do Alemão, com 19 vítimas. Castro transformou a carnificina em espetáculo midiático-eleitoral". Mandou dar uma arma para os policiais aposentados, convocou vários deles para receber mensalmente grana do orçamento secreto que banca funcionários fantasmas das milícias eleitorais armadas defendidas por Bolsonaro para garantir o golpe anunciado, o Bolsonaro que proclamou fraude nas eleições que ainda vão acontecer, que proclamou o golpe branco ou sangrento, a guerra civil 

E proclamou : “Policial tem que matar,

Tem que matar, senão não é policial.

Matar com dez ou trinta tiros o bandido,

Pois criminoso é um ser humano anormal.

Matar uns quinze ou vinte e ser condecorado,

Não processado” e condenado no país.

Por essa fala inflexível, inflamável,

Que só a morte, a violência e o mal bendiz,

Por tal discurso de ódio, odiável,

O que resolve são canhões, revólveres.

“A minha especialidade é matar,

Sou capitão do exército”, assim grunhiu.

E induziu o brasileiro a se armar,

Que “todo mundo, pô, tem que comprar fuzil”,

Pois “povo armado não será escravizado”,

Numa cruzada pela morte no país

E num desprezo pela vida inolvidável,

Que nem quando lotavam UTIs

E o número de mortos era inumerável,

Disse “E daí? Não sou coveiro”. “E daí?”

Cante o "Hino ao Inominável", de Carlos Rennó, musicado por Chico Brown e Pedro Luís.

 

 

 

11
Set22

Satélites e qualquer favela todas se parecem muito só que a Cei é diferente

Talis Andrade

Ceilândia Revanche do Gueto - song and lyrics by Câmbio Negro | Spotify

 

A primeira-dama Michello Bolsonaro nasceu na Ceilândia, DF.

Outro morador do lugar, oferece seu testemunhal: 

A sigla CEI, que significa Campanha de Erradicação de Invasões, junto à palavra "lândia" que significa cidade, formaram o nome da cidade satélite do Distrito Federal. Até 1989, Ceilândia era considerada uma grande "favela" da cidade de Taguatinga. 

Ceilândia Revanche do Gueto

por Câmbio Negro

- - -

Ceilândia ceilândia

Ceilândia ceilândia

Respeito todas as quebradas becos e vielas

Quebras cabulosas satélites e qualquer favela

Todas se parecem muito só que a cei é diferente

Na nossa quebrada a parada é mais quente

Mais de 500 mil e pra eles somos lixo

Lutando pra sobreviver tratados como bichos

Escrotos ratos de esgotos vermes rastejantes

Cobras bichos peçonhentos monstros repugnantes

Terra sem lei nova babel casa do caralho

Cu do mundo baixa da égua

Foda-se o que dizem véi

Ceilândia é minha quebra

Movimento aos sábados em frente ao quarteirão

Df zulu ta na barca e aí moleque então

Domingo tem feira roda de capoeira

Meia lua queixada bença armada

Mortal martelo rodado "s" dobrado rasteira

Pernas subindo suor descendo molhando o asfalto

E o berimbau fala alto

Sou da ceilândia eu sou mais eu

Falo faço e aconteço

Por essa terra tenho apreço

Essa é minha quebrada não pega nada

Câmbio negro ta na área falando sem embaraço

Se o bicho pega pro seu lado colega véi um abraço

Agora sim:

Com o passar dos tempos a periferia passa a ter voz

Não que não houvesse no passado só que nos bboys

Éramos mais oprimidos que na atualidade

Seguindo em frente rap nacional é a revanche do gueto

X diz a verdade

Na hora grande é a hora em que tudo acontece

Mau ta solto na rua a mortalidade cresce

Criança jovem ou velho quase ninguém vê as caras

Não adianta chorara na hora de ir pra vala

Chuva de balas confronto polícia e ladrão

Irmão matando irmão

Prostitutas na esquinas churrasquinho de gato

A boca na rua de baixo

Moleque troca o ferro pelo fumo barato

Cana recebe seu troco

Pra manter o puteiro aberto e é certo

Semana que vem ta na área de novo

Paparicando o cafetão e babando o seu ovo

Assim é a minha quebrada pontos bons e ruins enfim

Aqui é assim gosto mesmo assim

Nasci pra ela e ela pra mim

Ceilândia

Mesmo que muitos considerem parada indigesta

Pra quem sobrevive na bocada véi todo dia é festa

Skatitas e bikers voam no radical

Curtem gog racionais thaíde câmbio negro normal

Cirurgia moral morte cerebral

Reverso da moeda revanche do gueto

Amarelos brancos negros ou pretos

Lado sujo da história porco na engorda síndrome de caím

Moleque de atitude te boda

Ceilândia, você é fóda!!!

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