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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

18
Jan21

A estrutura da morte

Talis Andrade

 

 
"A gente está sem oxigênio para os pacientes, a previsão é que acabe em duas horas. Já tivemos baixas de pacientes, então quem tiver oxigênio em casa sobrando, por favor, traga aqui para o hospital", suplicou o médico intensivista do HUGV, Anfremon D'Amazonas Monteiro Neto nas redes sociais.

"Acabou o oxigênio e os hospitais viraram câmaras de asfixia", diz o pesquisador Jesem Orellana. 

"Os pacientes que conseguirem sobreviver, além de tudo, devem ficar com sequelas cerebrais permanentes."

As frases acima são do dia 14 de janeiro de 2021 e se referem à situação no Estado do Amazonas. Entrará para a história de nosso país como o Dia da Infâmia.

O tenente, que nunca escondeu quem é, que sempre disse que sua especialidade era matar, escolheu a dedo o Ministro da Saúde. Escolheu um general que é mais do que um especialista em logística, é um gênio em sua especialidade e tem os mesmos objetivos que seu chefe.

Peça por peça, juntos montaram a estrutura da morte. Peça por peça, como num grande quebra cabeça, essa estrutura agora se mostra em todo seu horror e eficácia, com seringas que viajam de navio e pessoas que morrem asfixiadas.

Que sejam malditos os que a conceberam.
 
Que sejam malditos os que podem, por vias constitucionais, retirá-los do poder e não o fazem.

Não podemos mais contemporizar. 

Esta chusma imunda que se aboletou no Planalto tem que ser removida. Todos, a começar pelo chefe, têm que ser, com as armas que a democracia nos dá e que estão num livrinho chamado Constituição, defenestrados do poder que nunca deveria ter lhes sido entregue já que nunca fizeram segredo de seus objetivos.

Em 05 de agosto de 2010 o genocida, então deputado, fez um discurso na Câmara onde culpava o crescimento populacional pela miséria e a violência em nosso país. 

Sua fala está circulando em vídeo com o intuito de alertar para o fato de que o extermínio da população, a que estamos assistindo por causa de sua inaceitável conduta ao minimizar os efeitos da pandemia que assombra o mundo, é um projeto de governo.

No vídeo encontramos frases como “Tem gente demais. Nós temos que colocar um ponto final nisso se quisermos produzir felicidade em nosso país. E não fiquem botando cada vez mais gente no mundo que infelizmente sua grande maioria não servirá para o futuro de nosso país”.

Este não foi seu único discurso defendendo essa tese. Em rápida pesquisa na internet é possível encontrar diversas falas em que defende a esterilização e a laqueadura - sempre dos menos favorecidos. Agora, a Covid-19 vem a calhar, abrindo espaço para sua política de extermínio. 

Deixa-o livre para continuar a afirmar que nosso mal não vem de uma política social errada. Tão profundamente errada que só nos fez não figurar no mapa da fome – onde agora estamos de volta – durante os governos do PT.

Líderes nazistas reuniram-se em Berlim, no dia 20 de janeiro de 1942, para, naquela que ficou conhecida como a Conferência de Wannsee, discutir detalhes operacionais do extermínio dos judeus na Europa. 

Numa rápida reunião que durou talvez menos de duas horas, Reinhard Heydrich, diretor do Departamento Geral de Segurança do Reich, reuniu apenas catorze pessoas. Um número pequeno para um projeto tão monstruosamente grande.

Se no projeto alemão a asfixia era levada a cabo em câmaras de gás, aqui, onde o tenente talvez tenha se reunido com meia dúzia ou uma dúzia, de fiéis integrantes de seu asqueroso grupelho homicida, ela se dá apenas com descaso e logística.

Só conheceremos os detalhes quando, identificados um por um, assistirmos a seus julgamentos pelo eficiente trabalho de apenas deixar morrer.
 
 
14
Jan21

Prefeitura de Manaus instala câmaras frigoríficas para auxiliar serviço em cemitério público

Talis Andrade

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A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), instalou no cemitério público Nossa Senhora Aparecida, localizado no bairro Tarumã, zona Oeste, duas câmaras frigoríficas que irão prestar suporte ao SOS Funeral, da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc).

A medida visa atender às vítimas da Covid-19, que morrerem nos horários em que os cemitérios estão fechados, garantindo o cuidado com os corpos para o sepultamento. As câmaras têm capacidade para armazenar até 60 caixões e começarão a ser utilizadas, a partir desta quinta-feira, 14/1.

“O secretário Sabá Reis e eu acompanhamos a instalação dessas câmaras e esse serviço será fundamental para melhorar nosso atendimento, evitando  qualquer transtorno e prejuízo relacionados ao não reconhecimento”, afirmou a secretária da Semasc, Jane Mara Moraes.

A Semasc também vai instalar no cemitério Nossa Senhora Aparecida um micro-ônibus, que permanecerá no local 24 horas, para atender as demandas do serviço, dando mais agilidade aos trabalhos.

Sobre o SOS Funeral

O serviço SOS Funeral oferece gratuitamente cortejo, remoção, translado fúnebre, doação de urna funerária, isenção da taxa do sepultamento e o atendimento psicossocial às famílias no perfil de vulnerabilidade social e econômica, que não podem arcar com os custos nos casos de mortes ocorridas em qualquer circunstância no município de Manaus. O serviço funciona 24 horas, todos os dias. Os números de atendimento são o (92) 3215-2649 e o 3631-9983.

Texto Leonardo Fierro / Semasc

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Oxigênio acaba em hospitais de Manaus e vítimas de Covid estão morrendo sufocadas

247 - Acabou o oxigênio nos hospitais de Manaus e as pessoas doentes de Covid-19 estão morrendo sufocadas.  "Estão relatando efusivamente que o oxigênio acabou em instituições como o Hospital Universitário Getúlio Vargas e serviços de pronto atendimento, como o SPA José de Jesus Lins de Albuquerque", diz o pesquisador Jesem Oerellana, da Fiocruz-Amazônia. A mortandade em Manaus é resultado direto da maneira como o governo Bolsonaro está agindo durante a pandemia.
 

"Acabou o oxigênio e os hospitais viraram câmaras de asfixia", disse o pesquisador, segundo reportagem da coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo. "Os pacientes que conseguirem sobreviver, além de tudo, deve ficar com sequelas cerebrais permanentes", completou.

Ainda segundo a reportagem, uma atendente teria relatado, “chorando, que os pacientes estão sendo "ambuzados", ou seja, recebendo oxigenação de forma manual, já que os respiradores estão sem oxigênio”.

Anna Moser
The hospitals in #Manaus, city in the Brazilian Amazon with 2 million habitants, are out of #oxygen. Before the pandemic, Manaus had around 38 daily burials. Now: 198 ! #SOSManaus
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Diogo Cabral
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Uma cidade com 2.219.580 habitantes sem oxigênio nos hospitais. Manaus é o epicentro global da tragédia do coronavírus no Brasil. Bolsonaro é responsável direto por essa barbárie #ManausSemOxigenioImage
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