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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

30
Mai21

"É necessário enfrentar o bolsonarismo dentro das forças policiais", diz Liana Cirne Lins

Talis Andrade

 

247 - A vereadora do Recife Liana Cirne Lins (PT-PE) falou neste domingo (30), ao Bom Dia 247, sobre a agressão que sofreu da Polícia Militar de Pernambuco durante a forte repressão às manifestações contra Jair Bolsonaro que ocorreram em 227 cidades do Brasil e do exterior. 

Vítima de um jato de spray de pimenta no rosto ao tentar dialogar com policiais militares, a líder do PT na Câmara Municipal do Recife defendeu que é preciso enfrentar o bolsonarismo dentro das corporações militares do País. 

"O governador de Pernambuco já se pronunciou, o que é positivo, mas é preciso ir além. É necessário estabelecer um protocolo rigoroso da polícia em ações como essa, e é necessário enfrentar o bolsonarismo dentro das forças policiais. Isso é urgente", afirmou Liana.

Renato Rovai
O governador Paulo Câmara tem a placa da viatura que agrediu a vereadora Ele tem obrigação de demitir o agressor agora por justa causa ou será cúmplice da agressão. Sem mais.
Marcia Tiburi
Toda a solidariedade à querida pela coragem! Coisa que falta nesse governo de covardes genocidas!
Liana Cirne Lins
É necessário estabelecer novas diretrizes, rígidas, sobre como deve se conduzir a polícia em atos pacíficos.
Lola Aronovich
Heroína! Muito guerreira a , vereadora do PT q tentou barrar a violência covarde da polícia contra os manifestantes #ForaBolsonaro em Recife. Imagem do dia! É esta a imagem q devemos espalhar, ñ a do fascista jogando spray de pimenta no rosto da vereadora!
Jandira Feghali 
Injustificável a violência contra a vereadora ! É preciso apurar as ações e sentimentos anti democráticos e odiosos que se instalam nos quartéis
Liana Cirne Lins
Quando cheguei a Central de Plantões, me deparei com a viatura que me agrediu. Fui falar com os policiais e dizer que o que tinham feito tinha sido COVARDIA. Todos permaneceram de olhos baixos. Em seguida, gravei este vídeo. É preciso dizer e que todos saibam: não temos medo.
Que coisa linda, . Você é referência de coragem  Não vejo a hora de nos abraçarmos.
Jean Wyll
LUTE COMO ESTA MULHER: NÃO PASSARÃO [rotuladores sobre papel] (para @LianaCirne )Image
 

Atos 'Fora Bolsonaro' mobilizaram 400 mil pessoas

Em entrevista ao programa Boa Noite 247, da TV 247, o coordenador da Central dos Movimentos Populares (CMP), Raimundo Bonfim, afirmou que a estimativa é que os atos mobilizaram 400 mil pessoas presencialmente

Segundo dados da CMP, que foi uma das entidades que organizaram as manifestações, os atos presenciais aconteceram em 213 cidades no Brasil e outras 14 cidades em diversos países do exterior, reunindo ao todo cerca de 420 mil pessoas. 

 

29
Mai21

Manifestantes fazem ato contra Bolsonaro, e PM atira balas de borracha e gás lacrimogênio nos participantes; veja vídeo

Talis Andrade

Manifestantes se organizaram em filas durante protesto contra Bolsonaro, no Recife — Foto: Suzana Souza/G1

por G1

Manifestantes realizaram, neste sábado (29), no Recife, um ato contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e pedindo a aceleração de medidas de prevenção à Covid-19, como a campanha de vacinação e auxílio emergencial de, ao menos, R$ 600.

Durante o ato, a Polícia Militar atirou balas de borracha e gás lacrimogênio contra os participantes. A manifestação terminou por volta das 13h.

O protesto é parte de uma ação nacional, realizada em diversas cidades do Brasil. Com faixas e cartazes contrários ao presidente, eles cantaram e gritaram palavras de ordem.

O grupo de pessoas se reuniu na Praça do Derby, no centro do Recife. Eles seguiram em caminhada para a Avenida Conde da Boa Vista, na mesma região. A via foi interditada nos dois sentidos.

Por volta das 11h30, a manifestação chegou à Ponte Duarte Coelho. No local, a Polícia Militar começou a dispersar os manifestantes.Bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha foram atiradas contra os participantes do ato. Vídeos mostram as pessoas correndo após a chegada dos PMs e as bombas de gás sendo jogadas. A confusão ocorreu, também, na Rua da Aurora.Manifestante monta estrutura de ferro para manter distanciamento social em protesto contra Bolsonaro no Recife — Foto: Reprodução/WhatsApp

Manifestantes levaram cartazes contra Bolsonaro a protesto no Centro do Recife — Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press
Manifestantes se concentraram na Praça do Derby, no Recife, para manifestação contra Bolsonaro — Foto: Marlon Costa/Pernambuco PressManifestante ferido em Recife – 29 de maio

Repúdio à ação da PM

 

A Câmara Municipal do Recife divulgou uma nota de repúdio à ação da Polícia Militar durante o protesto. "Uma das vítimas destes atos foi a vereadora Liana Cirne (PT), covardemente atingida nos olhos com spray de pimenta, quando tentava dialogar com policiais militares na Ponte Santa Isabel", afirma a nota.

O presidente da Câmara, Romerinho Jatobá (PSB), afirmou que espera do governo do estado "uma apuração rígida sobre os responsáveis por estas ações" e que "a democracia é um patrimônio do povo brasileiro, que precisa ser respeitado e resguardado por todos nós".

A Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB) também divulgou uma nota de repúdio à ação da polícia, e disse que “vem a público exigir uma apuração rigorosa por parte do governo do estado de Pernambuco e punição dos responsáveis pela atuação da Polícia Militar durante toda a manifestação ocorrida neste sábado”.

“Imagens reportam uma repressão absolutamente desproporcional por parte da PMPE, com uso de balas de borracha, gás lacrimogêneo e spray de pimenta, contra grupos que realizavam o ato na área central da cidade”, afirmou.

A OAB de Pernambuco também disse que “condena e repudia a covarde agressão sofrida pela advogada e vereadora do Recife Liane Cirne por parte de um policial militar até o momento ainda não identificado”.

A agressão foi filmada e, segundo a OAB, “as imagens demonstram que a atitude do policial não guarda amparo em qualquer regra ou protocolo sobre o uso legítimo da força. Muito pelo contrário. Tais imagens ressaltam uma agressão gratuita e covarde a uma mulher pública no exercício de um ato de cidadania, que não praticava qualquer atitude ao ponto de colocar em risco a integridade do militar”.

Por fim, a OAB de Pernambuco, por meio da Comissão de Direitos Humanos e da Comissão de Defesa e Assistência às Prerrogativas Profissionais, “irá levar o caso aos órgãos competentes e estará à disposição para prestar assistência no caso”.Manifestantes protestaram contra Bolsonaro no Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

Mídia NINJA
Cenas fortes da reação violenta da policia pernambucana em Recife contra um ato pacífico. Genocidas não passarão! Fotos: Hugo Muniz #29MForaBolsonaro
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26
Jun20

Ex-PMs suspeitos de chefiar milícias assassinas do Rio de Janeiro

Talis Andrade

O vereador e ex-cabo da PM Jair Barbosa Tavares, o Zico Bacana.

Antes de chegar à Câmara de Vereadores, Zico Bacana foi citado como chefe de uma milícia na zona oeste do Rio no relatório da CPI das Milícias, publicado em 2008. Foto: Facebook/Vereador Zico Bacana

III - CONTATINHOS PERIGOSOS

Investigação do caso Marielle expõe conexões de quatro vereadores com milícias do Rio

 

Além de Siciliano e Chiquinho Brazão, o inquérito vê fortes ligações com milicianos de outros dois vereadores cariocas: o ex-cabo da PM Jair Barbosa Tavares, o Zico Bacana, e o tenente reformado da PM Ítalo Pereira Campos, o Ítalo Ciba.

Zico foi relacionado à milícia pela primeira vez no relatório da CPI das Milícias, em 2008. Na época, ele foi apontado como chefe do grupo paramilitar que atua nos bairros de Guadalupe e Ricardo de Albuquerque, na zona oeste. Oito anos depois, em 2016, se elegeuvereador pela primeira vez. Na mesma eleição Marielle Franco chegou à Câmara. Antes, ela ajudara na apuração do relatório da CPI quando trabalhava como assessora parlamentar do então deputado estadual Marcelo Freixo.

O vereador nomeou como assessor parlamentar Marcos José Tavares Muniz, o Juca, identificado pelos investigadores como seu sucessor no comando da milícia. Em depoimento, Zico negou as acusações e afirmou não ter nenhum assessor envolvido com os paramilitares. Segundo os documentos a que tivemos acesso, Juca comanda a área de Guadalupe, sendo consultado tanto por criminosos quanto por moradores para a realização de atividades na área.Trecho do inquérito em que o assessor Marcos da Silva Muniz, o Juca, é apontado como líder da milícia.

Trecho do inquérito em que o assessor de Zico Bacana, Marcos da Silva Muniz, o Juca, é apontado como líder da milícia pelos investigadores.

 

Já Ítalo Ciba tem em sua agenda telefônica uma série de contatos de PMs e ex-PMs envolvidos em grupos milicianos de Jacarepaguá e de Seropédica, município da região metropolitana do Rio. Segundo o relato dos investigadores nos documentos, fica clara a relação dele com esses grupos. Antes de entrar para a política, Ciba foi companheiro de guarnição do ex-capitão Adriano da Nóbrega e chegou a ser preso juntamente com o ex-caveira, acusados de terem executado um guardador de carros.

Questionados sobre as informações citadas pelos investigadores, Siciliano, Brazão, Zico e Ciba não responderam até a publicação desta reportagem.

Resta saber – além de quem mandou matar Marielle – quantos vereadores seriam indiciados por ligações com paramilitares caso a CPI das Milícias fosse realizada hoje.

25
Jun20

Vereadores do Rio de Janeiro votaram pela execução de Marielle Franco

Talis Andrade

marielle-e- pistoleiros.png

 

II - CONTATINHOS PERIGOSOS

Investigação do caso Marielle expõe conexões de quatro vereadores com milícias do Rio

Documentos sigilosos mostram que telefones de Marcello Siciliano, Ítalo Ciba, Zico Bacana e do agora deputado federal Chiquinho Brazão estão recheados de contatos…

 

A grilagem seria o foco de desavenças entre os milicianos que atuam nas áreas de influência de Chiquinho Brazão e Marcello Siciliano, de acordo com o inquérito. Os dois vereadores disputam o mesmo reduto eleitoral e foram em 2018, respectivamente, presidente e a vice-presidente da Comissão de Assuntos Urbanos da Câmara. A comissão tem entre suas atribuições definir as regras para o uso de áreas públicas, do cadastro territorial e a realização de obras e de serviços nas áreas municipais.

 

 

 

 

A disputa pelo lucrativo mercado imobiliário ilegal nas favelas também é uma das linhas de investigação para tentar esclarecer a motivação por trás da execução de Marielle. Uma das hipóteses levantada pelos investigadores é a de que um projeto de leiapresentado pela vereadora para regulamentar a ocupação do solo em favelas, que recebeu o número 642/2017, motivou sua execução. Se aprovada, a lei criaria obstáculos à grilagem de terras e às construções irregulares de prédios – atividades que se tornaram importante fonte de renda dos milicianos que agem em comunidades da zona oeste do Rio.

Em depoimentos à polícia, Brazão e Siciliano negaram envolvimento na execução de Marielle e disputa por territórios. Chiquinho Brazão saiu do alcance dos investigadores fluminenses assim que tomou posse como deputado federal, mas seu nome e o do irmão foram mencionados como os de possíveis mandantes do assassinato da vereadora e seu motorista em depoimento de Orlando da Curicica à  PGR. Depois disso, Raquel Dodge solicitou a federalização do caso. O pedido foi negado pelo STJ no fim de maio.

Procuramos os promotores do Rio responsáveis pela investigação da execução de Marielle e Anderson para que comentassem as informações do inquérito, mas eles se negaram a dar entrevista, alegando que o caso está sob segredo de justiça (Continua)

 

03
Abr20

Rui Falcão pede à Justiça afastamento de Carlos Bolsonaro de atividades no Planalto

Talis Andrade

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carlos bolsonaro ministro sem pasta.jpg

Ao lado de um general fardado, Carluxo participa de reunião ministerial para tratar de ações para deter o coronavírus. Detalhe: Ele está digitando mensagem no celular. 

 

247 - O deputado federal Rui Falcão (PT-SP) protocolou nesta sexta-feira, 3, na Justiça Federal de Brasília, uma ação popular contra Jair Bolsonaro e contra o vereador Carlos Bolsonaro. 

Falcão pede que a Justiça determine o afastamento de Carlos de suas atividades desempenhadas no Palácio do Planalto. O filho de Jair Bolsonaro, o 'Carluxo', o 'Pavão Misterioso', o 'O2' teria reservada sala na sede administrativa do Governo Federal, onde exerceria funções não compatíveis com seu mandato de vereador.

"Atividade ilegal e lesiva, a presença do vereador junto ao gabinete presidencial constitui desvio de finalidade e usurpação de função pública, a requerem da Justiça imediato afastamento do indigitado, bem como da proibição para que continue a exercer funções e atividades na esfera federal que extrapole as funções de vereador na cidade do Rio de Janeiro", diz o parlamentar na ação.

A ação popular, que tramita na 16ª Vara Cível da Justiça Federal do Distrito Federal, pede a condenação dos réus ao pagamento das custas e despesas processuais, oferta ao Município e à Câmara Municipal do Rio de Janeiro a possibilidade de ingressarem nos autos.

Folha de S. Paulo narra as conspirações do Carluxo, ministro sem pasta: "Carlos incendeia uma situação bastante densa dentro das alas militares do governo", que conspiram para o general Braga, para o general Mourão, para o 'general' Olavo de Carvalho, filósofo, também conhecido como o Merlim do governo militar de Bolsonaro.

 

 

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