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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

23
Jun22

Bolsonaristas atacam e ameaçam juiz que mandou prender Milton Ribeiro

Talis Andrade

www.brasil247.com - Juiz Renato Borelli e Milton Ribeiro

Juiz Renato Borelli e Milton Ribeiro (Foto: Reprodução/Youtube | Walterson Rosa/MS)Image

 

 

Juiz Renato Borelli, que determinou a prisão do ex-ministro Milton Ribeiro, vem sofrendo ataques e ameaças de bolsonaristas e de "grupos de apoio" ao ex-ministro

Segundo a assessoria de imprensa da 15ª Vara Federal de Brasília, Borelli vem recebendo “centenas de ameaças” originárias de "grupos de apoio" ao ex-ministro. "Os pedidos de investigação já foram encaminhados para a PF [Polícia Federal]", destacou a corte por meio de nota.

Apesar das acusações feitas pelos bolsonaristas, Borreli já condenou políticos de variados espectros e partidos políticos.

  • Determinou que João Paulo Cunha devolvesse R$ 11 milhões aos cofres públicos e Marcos Valério, R$ 536,4 mil.
  • Determinou que Bolsonaro fosse obrigado a usar máscara em 2020 com R$2mil/dia de multa por descumprimento.
  • Determinou suspensão da assistência médica da Câmara ao ex-deputado Rocha Loures (MDB), ex-assessor especial de Temer, e obrigou o emedebista a devolver salários recebidos no período em que esteve afastado.

     

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20
Abr22

Augusto Aras vai investigar... professor universitário e escritor

Talis Andrade

 

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Conrado Hubner
Viagra: 35 mil comprimidos Prótese peniana: R$ 3,5 milhões Gel lubrificante íntimo: R$ 37 mil Botox: R$ 546 mil Imbrochabilidade verde oliva: não tem preço
ImageTSE e PGR estão atentos Fiquem tranquilos, a enésima motociata, também conhecida juridicamente como campanha antecipada, será devidamente investigada e julgada antes de a democracia acabarImage
 
Augusto Aras bem acompanhado em Paris. Veja vídeo:
 

  

A Planta Geral da República foi verificar se gozava de algum respeito entre as plantas do Les Jardins Du Luxembourg O elegante Paris Geral da República lembrado de que sua descriminalização da política mata e deixa roubar

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Ainda vamos sistematizar as múltiplas formas de corrupção do governo além das rachadinhas passadas (orçamento secreto, bíblia do pastor, superfaturamento de vacina, sigilo para cartão corporativo etc) Novo tipo: milhões para ONGs inativas de boleiros

Bolsonaro ameaça Lula de morte. Idem general Girão Monteiro, coronéis Washington Lee Abe, Paulo Adriano Lopes Lucinda Telhada, André Azevedo, Tadeu Anhaia de Lemos, sargento Anderson Alves Simões, cabo Junio Amaral, pastor Otoni de Paula. Ameaça de assassinos deveria ser levada a sério por Aras. Tem serial killers. Gente ruim que já metralhou mais de trinta sem nada, sem terra, sem teto. Gente necrófila ou sádica, que admira o coronel Paulo Manhães, Ustra marechal de Bolsonaro, delegados Fleury e Pedro Seelig. Ameaçar de morte é crime. Áudios do Superior Tribunal Militar provam tortura na ditadura.

A planta jacobina e negacionista "Diante das evidências de corrupção no MEC de Bolsonaro, a omissão da PGR é ainda mais escandalosa. O MP deve defender a lei, sem jacobinismo e sem negacionismo". Onde está o Ministério Público?Image
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"TRF-1 aceitou nesta terça-feira (19), por dois votos a um, um recurso apresentado pelo Procurador-Geral de República, Augusto Aras" contra Conrado Hubner MendesImage
A institucionalidade da tortura, esse legado intangível da covardia e delinquência militarImage
 

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16
Abr22

Mais denúncias de corrupção no MEC

Talis Andrade

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por revista Focus

Há mais de quinze dias, novos casos e denúncias de corrupção no governo vão se sucedendo nos jornais. Na última semana, mais três escândalos de fraudes no governo surgiram no horizonte contra Bolsonaro. A mídia revelou que o Ministério da Educação transferiu R$ 26 milhões para a compra de kits de robóticas a escolas públicas que sequer têm água. As suspeitas de desvio de recursos levou o PT e a oposição no Senado se mobilizarem para a instalação de uma CPI para apurar os casos.

Na quinta, 7, a Folha apontou que o MEC beneficiou empresa de aliado do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), em Alagoas. Ele é um dos mais próximos aliados do presidente da República e figura como representante máximo do Centrão. O segundo escândalo surgiu no mesmo dia. O Estadão revelou conduta suspeita de servidores da pasta.

Servidores públicos do primeiro escalão do MEC dão sinais exteriores de riqueza e patrimônio incompatível com rendimentos. Diretores do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE) compraram carros luxuosos que custam até 30 vezes seus salários. Os suspeitos foram indicados pelo centrão e adquiriram recentemente SUVs após assumirem os cargos no órgão.

O mesmo FNDE apareceu em uma história suspeita. O órgão ia  fazer na terça, 5, um pregão suspeita de sobrepreço para a compra de ônibus escolares. Um negócio milionário com sobrepreço estimado em R$ 732 milhões. O pregão não aconteceu porque o TCU suspendeu e anunciou uma investigação. O jornal também revela que o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, se reuniu com presidente do FNDE antes da liberação do pregão.

Em março, surgiu a denúncia de prefeitos teriam recebido pedidos de pagamento de propina a pastores ligados ao ex-ministro da Educação Milton Ribeiro. Em depoimento à Comissão de Educação, cinco prefeitos confirmaram ter recebido pedidos de suborno dos pastores. O prefeito de Bonfinópolis (GO) declarou ter sentido “ânsia de vômito” ao ouvir que teria que pagar R$ 15 mil pela liberação de R$ 7 milhões para a construção de uma escola. Outro prefeito, de Luís Domingues (MA), afirmou que o grupo pediu 1 kg de ouro, além da propina de R$ 15 mil.

Como se não bastasse isso tudo, mais um filho do presidente Jair Bolsonaro se vê sob a suspeita de negócios escusos. A Polícia Federal intimou o filho Zero Quatro de Bolsonaro, Jair Renan, para depor em inquérito sobre tráfico de influência no governo, corrupção e lavagem de dinheiro. 

Urgência da CPI do MEC para cutucar a ferida

 
 
15
Abr22

Pacheco, e a CPI do Mec?

Talis Andrade

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por Cristina Serra

- - -

São abundantes as denúncias feitas pela imprensa sobre o assalto de predadores da educação ao cofre do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). É como praga em plantação. Deixa terra arrasada, mas enche o bolso de pastores trambiqueiros, da escumalha do centrão e de empresários de fachada.

Na esbórnia com o dinheiro público, propina é cobrada em ouro e empurram-se jogos de robótica para escolas que não têm água nem internet, onde as aulas são suspensas por causa do calor e a descarga nos banheiros não funciona. O destino dos robôs será ferrugem e poeira.

Apesar da fartura de indícios criminosos, senadores da oposição têm tido enorme dificuldade para criar a CPI do MEC. Enfrentam a pressão do governo e da bancada evangélica, fortemente mobilizada para proteger os cupinchas do presidente, Gilmar dos Santos e Arilton Moura, e o ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, todos pastores.

Outra frente de embaraço à CPI tem origem na letargia do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que repete seu comportamento quando da CPI da Covid. Na época, Pacheco resistiu o quanto pôde, mesmo quando o Brasil chegava, então, a 4.000 mortos por dia. Era como se vinte aviões caíssem todos os dias em solo brasileiro sem nenhum sobrevivente! E Pacheco falava em buscar um “pacto” com o governo.

Agora, diz-se preocupado com o “viés eleitoral” de uma CPI para investigar falcatruas no MEC. Com modos melífluos de causídico de província, Pacheco até consegue dar algum verniz de civilidade à sua atuação no comando do Senado. Não tem os maus bofes de jagunço e a truculência de um Arthur Lira (PP-AL), por exemplo. Nem por isso deixa de ser linha auxiliar de Bolsonaro.

A CPI da Covid só foi criada por determinação do STF. Caso a oposição consiga o número de assinaturas necessárias agora, o enredo se repetirá? Legislativo que não cumpre seu papel se rebaixa, age como cúmplice e colabora com a ruína da democracia.

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15
Abr22

Só opinião pública trará verdade sobre pastores 35 vezes palacianos

Talis Andrade

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por Fernando Brito

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A certeza de que o “sigilo” ilegalmente imposto à divulgação das agendas palacianas dos pastores-picaretas Arilton Moura Correia e Gilmar Santos iria cair fez o Planalto recuar e divulgar que por 35 vezes em três anos, os dois estiveram na sede do Governo, certamente não para oferecer assistência espiritual aos donos do poder.

Ambos foram fazer lobby e não orações e foram tantas vezes que não é possível, tanto a eles quanto aos “visitados” darem respostas genéricas cobre o que foram fazer.

Muito menos porque foram recebidos e quais os interesses envolvidos na interlocução direta de Arílton e Gilmar, que não têm funções públicas, com ministros palacianos e quem intercedeu para que obtivessem tantas agendas impossíveis a qualquer mortal.

A alegação de que ambos estavam sendo investigados pela Controladoria Geral da União cai, igualmente, por terra, porque continuaram tendo acesso franqueado aos principais gabinetes da República.www.brasil247.com - { imgCaption }}

Tudo isso teria de ser inquirido e revelado por uma CPI, mas justamente por isso ela foi bloqueada e sabotada pelo Governo.

Por mais pontas que haja para serem puxadas, neste caso, a investigação não avançará se não for feita à frente da opinião pública, como a quebra do sigilo das agendas palacianas não teria sido feita sem a pressão da reação ao impacto que a sua ocultação causou.

A menos que pareça uma “testemunha-bomba” – isso não é impossível, como a CPI da Covid o demonstrou – o caso tende a ficar sob o abafamento que está evidente que se faz sobre ele.

Porque não se trata do encobrir o que Gilmar a Arílton fizeram, mas de ocultar um esquema que fez, com eles e com outros, Bolsonaro se tornar o “príncipe do fundamentalismo” religioso, que é de fato, embora não de direito, o seu partido político.

Gilmar e Arílton são a pena por onde se puxará uma galinha ou um galinheiro inteiro.

13
Abr22

Corrupção: Por que Bolsonaro tem medo da CPI do MEC?

Talis Andrade

Arquivos CPI do MEC - Hora do Povo

 

Precisamos salvar a educação das garras do fundamentalismo religioso e da rapina de empresários, que nada têm a ver com o interesse público. CPI do MEC Já!

 

professora Francisca

- - -

Desde o dia 28 de março, Milton Ribeiro não é mais o ministro da Educação (e já vai tarde), envolto em denúncias de desvio de verbas para pastores evangélicos “amigos” do presidente. Com denúncia no jornal O Estado de S. Paulo e vazamento de áudios no jornal Folha de S.Paulo, a situação do ex-ministro ficou insustentável.

Principalmente porque no desgoverno Bolsonaro, a educação tem sofrido cortes constantes de verbas e as escolas públicas do ensino básico se veem em situação de muita precariedade. Somente sobre a denúncia de corrupção envolvendo pastores e a formação de um gabinete paralelo no MEC, trata-se de R$ 9,7 milhões.

Além disso, o Estadão denuncia também a autorização dada por Bolsonaro para a construção de 2 mil novas escolas sem disponibilizar recurso para finalizar as obras paralisadas em outras 3,5 mil. O caso está sendo chamado de Escolas Fake News (a que ponto chegaram as mentiras do atual presidente) e conta com o envolvimento do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, líder do chamado Centrão.

E falta dinheiro para a estruturação das escolas, para os salários dos profissionais da educação, para as universidades, para a pesquisa e a ciência. Não há dinheiro para a compra de absorventes para meninas e mulheres carentes (felizmente o Congresso derrubou esse veto desumano à compra dos absorventes), mas sobra dinheiro para os amigos e para as Forças Armadas comprarem viagra e remédio contra a calvície, tão fundamentais para a defesa da nação. É de pasmar.

Estranhamente, a mídia patronal e conservadora parece ter esquecido a corrupção no Ministério da Educação (MEC). Mas nós não esquecemos e jamais esqueceremos. Porque esse desgoverno somente reajustou o Piso Nacional Salarial dos Professores sob intensa pressão dos sindicatos representantes da categoria no país inteiro.

Todo apoio, portanto, à instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), proposta pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Os senadores não podem ceder aos apelos insistentes do governo contra a CPI.

Quem não deve não teme e as denúncias de corrupção no MEC são gravíssimas. A sociedade brasileira precisa de esclarecimentos e, comprovado o ilícito, os responsáveis devem ser punidos como determina a lei.

Precisamos salvar a educação brasileira das garras do fundamentalismo religioso e da rapina de empresários, que nada têm a ver com o interesse público. CPI do MEC Já!ImageImage

Marília Arraes
@MariliaArraes
O #TBT do dia é mais do que especial. Hoje faz 1 semana que conseguimos derrubar o veto de Bolsonaro ao nosso projeto que cria o Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual.  As mulheres do Brasil inteiro comemoraram essa vitória histórica! 
Natália Bonavides
A mobilização para derrubar o veto de Bolsonaro ao projeto da companheira
@MariliaArraes que garante dignidade menstrual para as mulheres é urgente. Vamos simbora garantir esse direito! Não daremos um minuto de paz! #DignidadeMenstrualJá
Cruz Vermelha Brasileira - Você sabe o que é pobreza menstrual ? Pobreza  Menstrual é a falta de acesso a itens básicos de higiene durante a  menstruação, seja por falta de informação, 
É hoje! A luta das mulheres vai derrubar o veto de Bolsonaro ao projeto da companheira
@MariliaArraes, e de nossa relatoria, para garantir absorventes a quem precisa. É uma luta pelo direito à saúde e por dignidade! Toda mobilização pela derrubada do veto! #DerrubaVeto59Image

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ImageCharge do Lute - 12/04/2022

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ana maria BOLSONARO (@anamaria060651) / TwitterOVELHA NEGRA: Rodrigo Cunha diz “NÃO” à CPI do Ministério da Educação – A  Notícia Alagoas

Charge do Amarildo

Charge do Amarildo

Confira a charge de Jota A publicada nesta terça-feira (12) no Jornal O Dia  - Jota A! - Portal O Dia

A cutucada de Cappelli em Weverton • Blog do Jorge Aragão

O homem de ouro de Bolsonaro - 24/03/2022 - Cláudio Hebdô - Folha

11
Abr22

Basta de ordem unida vamos aprender a dançar e cantar o frevo

Talis Andrade

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Nenhuma descrição de foto disponível.

Flaira Ferro

 

O Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares é uma iniciativa do Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Defesa, que apresenta um conceito de gestão nas áreas educacional, didático-pedagógica e administrativa com a participação do corpo docente da escola e apoio dos militares.

O Estado do Paraná da supremacia branca, do racismo, do conservadorismo, do prefeito de Curitiba que tem nojo de pobre, do Ratinho pai que ameaça mulheres de morte, do Ratinho Filho também podre de rico, seguindo a política da extrema direita do governador Richa, danou-se a criar escolas cívico-militares. Foi a represália, o castigo imposto pela ousadia dos estudantes com o Movimento Ocupa Escola.

As escolas cívico-militares é uma pobre compensação, que nas escolas militares impera o corporativismo. A prioridade das matrículas uma herança dos filhos dos militares. 

As escolas cívico-militares ensinam ordem unida, valores do conservadorismo caduco da Tradição, Família, Propriedade - a triunfante TFP da pregação do golpe de 1964, misturada com a Teologia da Prosperidade da campanha bolsonarista de 2018, bem representada pelos pastores dos negócios da educação, e pelos coronéis da vacina na militarização do Ministério da Saúde.Nenhuma descrição de foto disponível.

Ana Júlia Ribeiro Ocupa Escola

 

Duvido nas escolas militares e nas escolas cívico-militares um movimento ocupa escola para prostestar contra o kit robótica (roubótica), para um exemplo. Duvido chegar uma Ana Júlia, que liderou o Ocupa Escola no Paraná, para falar na sala de aula:

"O pior ministro da educação da história acaba de ser exonerado. Milton Ribeiro sucedeu o pior ministro da educação da História, Abraham Weintraub, que sucedeu o pior ministro da educação da história, Vélez, e deve dar lugar, mais uma vez, ao pior ministro da educação da história.

Milton Ribeiro correu e se escondeu pra evitar que o governo sangrasse com mais um escândalo. Mas e agora? Os atos do ex-ministro precisam ser investigados e punidos".

O governo Bolsonaro forma o aluno disciplinado, obediente, subordinado, hierarquizado, nivelado, passivo, decoreba, elogiado pelo comportamento automático, treinado na ordem unida, no passo de ganso. Um estudante robotizado. 

A corrupção do Mec vai além da comelança do dinheiro público. 

Não vou teorizar aqui. 

E sim propor a volta das aulas de História. 

Que a ginástica da ordem unida e as aulas de hinos marciais sejam substituídas pelo frevo. O frevo é ritmo, arte, educação física, ginástica, dança, cântico, poesia, música, cultura popuar, alegria, liberdade, democracia, fraternidade, igualdade, felicidade, (re) união, união, povo. 

Ditadura nunca mais

Tortura nunca mais

Exílio nunca mais

A Democracia não constrói cemitérios clandestinos

10
Abr22

FNDE vira esgoto moral do governo Bolsonaro-Centrão; MEC está em demolição

Talis Andrade

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por Reinaldo Avevedo

- - -

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação é hoje o esgoto moral do governo Bolsonaro. É o maior fundo controlado pelo Ministério da Educação, com um Orçamento, neste ano, de R$ 45,6 bilhões. Mais de 10% dessa grana — R$ 5 bilhões — viram despesas discricionárias e emendas parlamentares. O presidente do dito-cujo é Marcelo Ponte, que trabalhava com Ciro Nogueira, chefe da Casa Civil e ex-presidente do PP. Deixou a função para ser ministro. Garigham Amarante, o diretor de Ações Educacionais, é peixinho de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, que reclamava, nesta quinta, que precisa de doações para tocar a campanha de Bolsonaro à reeleição.

Assim, por intermédio do aparelhamento do FNDE, Nogueira e Valdemar controlam o MEC, hoje transformado num balcão de negócios como nunca se viu. Ponte falou, nesta quinta, à Comissão de Educação do Senado. O desempenho foi estupefaciente. Acabou admitindo, embora tentasse negar, que os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, faziam algo mais do que simples orações. Eles, de fato, intermediavam encontros e reuniões com prefeitos, dos quais se cobrava uma taxa de R$ 15 mil, segundo contam alguns deles, só para levar um pleito ao Ministério. Sem contar a posterior cobrança da taxa de sucesso.

Mas a coisa não parou por aí: se, no caso acima, Ponte acabou contando a verdade sem querer, decidiu, em outro, de forma deliberada, falar mentiras aos senadores. Afirmou que foi a direção do FNDE, de moto próprio, a reduzir o valor máximo para a licitação de 3.850 ônibus escolares rurais: de R$ 2,082 bilhões para R$ 1,5 bilhão. Não!

A área técnica do fundo havia definido um valor pouco acima de R$ 1,3 bilhão para o pregão. Depois de passar pelas mãos de Amarante, o troço saltou para R$ 2,082 bilhões. Diante de uma advertência de técnicos da CGU (Controladoria Geral da União), o preço caiu para R$ 2,045 bilhões. Mudança irrelevante. Após reportagem do Estadão relatando a lambança, eis que o preço máximo despencou para R$ 1,5 bilhão — ainda assim, mais de R$ 200 milhões acima do definido pela área técnica do fundo.

Reportagem do Estadão desta quinta informa que Amarante e outro diretor do FNDE, Gabriel Vilar, compraram carros de luxo avaliados em R$ 330 mil e R$ 250 mil, respectivamente. Informa o jornal:

"Amarante comprou um SUV Mercedes-Benz GLB 200 Progressive, avaliado em R$ 330 mil. Adquirido por meio de financiamento, o veículo pode ter prestações equivalentes ao salário do diretor no órgão público, de acordo com a estimativa de um simulador online da fabricante. No último contracheque, disponível no Portal da Transparência, ele recebeu R$ 10.302,16 líquidos. A prestação mensal do veículo, em condições similares às usadas por Amarante, é de R$ 10.299,35. O que significa um comprometimento de 99,97% de sua renda. Além disso, o IPVA tem um custo de R$ 9.748 por ano."

Vai ver os pastores Gilmar e Arilton continuam a operar milagres.

O MEC aparece em outro caso escabroso, segundo informa reportagem da Folha:

"O governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) destinou R$ 26 milhões de recursos do MEC (Ministério da Educação) para a compra de kits de robótica para escolas de pequenas cidades de Alagoas que sofrem com uma série de deficiências de infraestrutura básica, como falta de salas de aula, de computadores, de internet e até de água encanada. Todos os municípios têm contratos com uma mesma empresa de aliados do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), responsável por controlar em Brasília a distribuição de parte das bilionárias emendas de relator do Orçamento, fonte dos recursos dos kits de robótica. Cada kit foi adquirido pelas prefeituras por R$ 14 mil, valor muito superior ao praticado no mercado e ao de produtos de ponta de nível internacional."

Os recursos saem da parcela do FNDE destinada a emendas. Em sua "live", nesta quinta, Bolsonaro atuou com a irresponsabilidade habitual, como se não fosse chefe do Executivo e o beneficiário pela liberação não fosse um dos seus principais operadores no Congresso. Disse, referindo-se à robótica superfaturada para escolas que não têm água e Internet:

"Vai botar a culpa em mim? Não tenho nada a ver com isso. Kit robótica, então, são RP9, não tem o que discutir".

RP9 é a rubrica que designa as chamadas "emendas do relator", a dinheirama que teve um salto brutal depois que ele celebrou o acordo com o Centrão para não ser enxotado do Planalto por meio de um processo de impeachment em razão de sua incompetência, de seu negacionismo e de seu golpismo. Finalmente, chegamos ao estado da arte da gestão pública: "Rouba e não faz".

Ah, então não era verdade que o Ministério da Educação se preocupava apenas com a conversão das almas e em honrar a, como é mesmo?, "tradicional família brasileira", por intermédio do combate à "ideologia de gênero", buscando uma "escola sem partido".

Os partidos estão lá, no comando do caixa: PP e PL. A conversão aos mais altos valores espirituais da pátria pode cobrar uma taxa de R$ 15 mil para ingresso no Paraíso das verbas e uma barra de ouro quando se opera o milagre. Aí basta vociferar que, nas escolas sem água e sem Internet, mas com kit superfaturado de robótica, "menina veste rosa, e menino, azul".

Esse governo não é um lupanar porque, nos lupanares, as pessoas fazem comércio com o que lhe pertencem.         

Uma das tarefas do próximo governo — desde que não seja de continuidade — é retomar o controle do Orçamento. Não será tarefa simples. Montou-se um serviço de clientela no Congresso Nacional como nunca se viu. Os R$ 16,5 bilhões das chamadas "emendas do relator", como se nota, não matam a fome dos gigantes. O MEC terá de ser reconstruído depois da descupinização.

E não se esqueçam: Valdemar Costa Neto diz que precisa de mais dinheiro para tocar a campanha de Bolsonaro, cujo orientador espiritual é Ciro Nogueira. Eis aí uma verdadeira frente patriótica.

É o abismo.

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