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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

06
Mai18

Bruno Farina "vive de vinho, flores e amigos bêbados" na ponte aérea Brasil-Paraguai e paraísos fiscais

Talis Andrade

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 Residência de Bruno Farina no Paraguai

 

Bruno Farina, que a Lava Jato do Rio de Janeiro, espetacularmente, acaba de solitar a prisão, e que a imprensa noticiou, mentirosamente, que teve a casa arrombada pela polícia no Paraguai, já esteve preso no Brasil, por um dos poucos crimes capazes de condenar a classe média: Pensão alimentícia. 

 

Farina, ex-dono da corretora Action, vendida por US$ 40 milhões ao Banco Rendimento, deve R$ 675 mil em pensão alimentícia para as três filhas que teve com Neusa Tahan. Sua prisão foi decretada em agosto de 2009, e desde então se escondia para não ser preso.

 

Acossado pela ex-mulher, Farina protagonizou um vexame. No dia 25 de março de 2010, o voo 3357 da TAM se preparava para decolar do aeroporto internacional de Cumbica, com destino a Foz do Iguaçu, o paraíso dos doleiros. Dentro da aeronave, Bruno Farina, que estava acompanhado da namorada, uma paraguaia de 25 anos, grávida do seu sexto filho, o único que não conseguiu chegar ao destino. Foi retirado pelos policiais brasileiros, que o levaram diretamente ao presídio. 

 

Narra Istoé: Neusinha, neta de fazendeiro e filha do ex-presidente da liga Árabe-Brasil Hassa Ahmad Tahan, não se comove: "Juntos, ganhamos muito dinheiro. Eu era parceira dele. Ia a viagens de negócios e promovia jantares na minha casa". E relembra que, nos primeiros dois anos do casamento, chegaram a morar em um apartamento alugado. Mas depois desfrutaram de elevado padrão de vida, com viagens a Aspen, Miami e Saint-Tropez. De tanto visitar a França, Farina refinou o paladar, e passou a apreciar vinhos. Criou até uma confraria com o seu nome, a Confrarina.

 

Em 23 de agosto de 2016, Neusinha Tahan voltou a denuncia: "Gente! Hoje estou inconformada! Cansei de ficar calada! São 7 anos passando por injustiças, e tentando olhar o melhor em tudo, criando minhas 3 filhas sozinha, e com ajuda de grandes amigos!


Hoje preciso falar! Meu ex marido, Bruno Farina (vídeo), não paga pensão para as FILHAS, usando o Facebook para falar de vinhos  ".

 

Bruno Farina está novamente foragido. Junto com Dario Messer, promovido a "doleiro dos doleiros". Este slogan promocional, encomendado e criado por uma agência de publicidade de Curitiba, que promove Sergio Moro, visa esconder a fortuna incalculável, os favorecimentos recebidos, a impunidade, a liberdade de Alberto Youssef e de sua família criminosa (esposa, amante, filha mais velha). Youssef é considerado o "rei dos doleiros", e protegido de Moro. O ano chave de sua carreira criminosa foi 2002, quando administrou as contas CC5 do Banco do Estado do Paraná - BanEstado, para enviar irregularmente para o exterior 30 bilhões de dólares. 

 

 

Ainda em 2002, Youssef foi flagrado acompanhando um pagamento total de 39,6 milhões de reais da Companhia Paranaense de Energia (Copel) numa agência do Banco do Brasil em Curitiba. Segundo o Ministério Público (MP) do estado do Paraná e da Procuradoria Geral do Estado, os recursos se referiam à compra de créditos de ICMS de uma empresa falida, a Óleos e Vegetais Paraná S/A (Olvepar). A transação teve autorização de Ingo Henrique Hubert, então secretário da Fazenda. Youssef e outros envolvidos foram denunciados pelo MP por formação de quadrilha. 

 

Veja que o crime compensa. A imprensa em novembro de 2014 publicou: O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, determinou que o policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, que teria sido responsável pelo transporte de ao menos R$ 13 milhões para o doleiro Alberto Youssef, seja afastado de suas funções.


O prazo do afastamento será "até nova deliberação judicial" e ocorrerá "sem prejuízo da remuneração", diz o despacho de Moro.


Jayme foi um dos presos temporários nessa sétima fase da Operação Lava Jato. Como sua soltura foi determinada, o afastamento dele da PF foi uma "medida substitutiva" à prisão.


A PF identificou Jayme como sendo chamado pelo apelido de "Careca".


"Observa-se que, apenas nos anos de 2011/2012, Careca efetuou o transporte/entrega de R$ 13.042.800,00 em vivos (Reais em espécie), 991.300,00 em papel (dólar americano) e 375.000 roxos (euros)", diz o relatório da PF que pediu as prisões. Folhapress.

 

Alberto Youssef está livre e solto, no gozo de sua imensa fortuna, de rei dos tráficos de drogas e de moedas.

 

 

 

 

 

 

 

06
Mai18

Que mentira da imprensa safada do Brasil: "Polícia arromba casa de doleiros no Paraguai"

Talis Andrade

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Propaganda do jornal ABC hoje 

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Atentem: Messer fugiu do Brasil em 2009 

 

Pretendem espetacularizar a promoção de Dario Messer a "doleiro dos doleiros". Isso não existe. A coroa de rei pertence ao traficante de moedas Youssef, duas vezes beneficiado por Sergio Moro com delação mais do que premiada.

 

Estado de São Paulo anunciou como manchete: "Polícia arromba casas de doleiros". Que nada. Veja filmete da casa de Messer. E da casa de Bruno Farina

 

 

Os policiais encontram as casas com as portas abertas. Disse o fiscal Manuel Rojas: “Aparentemente, Messer vivia só. Havia poucos móveis. Roupa já não havia. Nem deixaram documentos. Havia dois veículos, porém se as chaves", precisou vivía solo. Había pocos muebles. Ropa ya no había. Ni documentos dejaron. Había dos vehículos, pero sin las llaves”, precisó el fiscal Rojas.

 

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A polícia encontrou a casa de Messer de porta aberta. Foto ABC 

 

 

“Aparentemente, já estavam nos esperando. Inclusive a porta estava aberta para evitar arrombamento", acrescentou o fiscal. (Nos estaban esperando. Incluso la puerta trasera estaba abierta para evitar que rompiéramos algo”).

 

 

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