Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

O CORRESPONDENTE

09
Nov23

A jogada suja de Netanyahu e Bolsonaro para afrontar Lula e a Justiça

Talis Andrade
 
 
Image
 

por Moisés Mendes

A reunião de Bolsonaro com o embaixador de Israel, na Câmara dos Deputados, não teria acontecido se o anfitrião já estivesse preso ou pelo menos se sentisse sem cara e sem forças para aparições públicas.

Mas Bolsonaro anda por aí com desenvoltura e apareceu de terno e gravata para o encontro, dentro do Congresso, com suporte de gente da bancada de extrema direita. Foi assim que deu exposição cerimoniosa ao evento.

Bolsonaro e o embaixador afrontaram Lula, o governo, o Itamaraty, toda a diplomacia, o Ministério Público, o Judiciário, o Congresso, as instituições e o Brasil. Tudo com roteiro e liturgia e numa sala do Parlamento.

Uma afronta com um detalhe só aparentemente insignificante. Assessores e fotógrafos fizeram registros protocolares e foram retirados da sala, porque o resto ninguém poderia ver.

O Bolsonaro moribundo, que frequenta rodas de conversa no PL, cultos e entrevistas, agora se encontra em reunião fechada no Congresso com o embaixador de um país empenhado em destruir um povo.

A afronta cumpre seu objetivo de desafiar a autoridade de Lula e também o de mostrar que Bolsonaro é um fora da lei avariado, mas ainda vivo e temeroso.

A diplomacia de guerra de Daniel Zohar Zonshine ajuda na sobrevida de Bolsonaro, que se oferece como escada para que Israel tente colocar o dedo na cara de Lula.

Podem dizer que não faz sentido, se Bolsonaro não tem mandato e foi derrotado em duas tentativas de se manter no governo, numa eleição e num golpe tabajara.

A reunião executa o plano de jogar para a torcida e mantê-la acordada, ao mesmo tempo em que Benjamin Netanyahu manda dizer que seu emissário conversa com Bolsonaro.

Foi uma troca. Israel contribui para a sensação de normalidade na vida de Bolsonaro, e o sujeito lhe oferece a vitrine para o desaforo. Netanyahu mandou dizer que Bolsonaro ainda tem poder interno e de interlocução internacional.

Como foi alcançado até agora apenas pela Justiça Eleitoral, Bolsonaro é o elefante que qualquer um enxerga como quiser, apalpando isoladamente a tromba, a orelha, a barriga, o Pix ou o rabo.

Não se tem ideia do conjunto e da sua utilidade política. O que Bolsonaro ainda é capaz de fazer? O sistema de Justiça não o alcançou pelos crimes que cometeu. A inelegibilidade é um dano, mas ainda falta imobilizá-lo criminalmente.

Bolsonaro poderia estar morto politicamente, depois da eleição e da invasão de 8 de janeiro, se já tivesse sido submetido ao código penal, e não só ao código eleitoral.

A punição eleitoral é o que temos para as circunstâncias, porque a base para decisões mais drásticas é tão nebulosa quanto o poder real de Bolsonaro. Ainda não há lastro na sociedade para que ele seja condenado e contido numa prisão.

Por isso combinaram a reunião. Para que uma autoridade estrangeira também dissesse que Bolsonaro vive e circula à vontade, cumprindo compromissos, com terno e gravata, desta vez com a diplomacia de um país mergulhado no sangue de crianças palestinas.

Duas expressões do que existe de pior no mundo hoje confraternizam, numa reunião que parece não ter sentido, pela só aparente impossibilidade de efeitos práticos imediatos.

O efeito é este: o embaixador decidiu dizer aqui, como andam dizendo em outros lugares, que Israel vai manter o massacre e mantém por quanto tempo quiser os reféns brasileiros no sul de Gaza.

Judeus progressistas podem admitir que é constrangedor ver um embaixador de Israel sentado ao lado de uma figura que já tirou fotos com nazistas e tem parte do entorno e da base social com conexões comprovadas com essa gente.

Mas hoje nada mais constrange ninguém. A afronta está feita. O embaixador afrontou o presidente da República e as instituições brasileiras. E Bolsonaro apenas continuou afrontando o Ministério Público e o Judiciário.

Embaixador de Israel se reúne com Bolsonaro

30
Jun23

COVARDIA Abílio Brunini condenado por propagar fake news contra esposa de vereador

Talis Andrade

safado e covarde.jpg

Mentiroso uma vez. Sempre mentiroso

Frouxo e mentiroso

 

por Khayo Ribeiro

- - -

A juíza do 8º Juizado Especial Cível de Cuiabá, Patrícia Ceni, condenou o ex-vereador Abílio Brunini  por propagar fake news contra a esposa do vereador Paulo Henrique (PV).

A decisão da Justiça acatou ação movida por Luany Vieira Masson, esposa de Paulo Henrique, que publicou fotos do aniversário do esposo em seu perfil do Facebook que posteriormente foram tiradas de contexto por Abílio.

O caso ocorreu após o ex-vereador compartilhar as fotos publicadas pela vítima acusando Luany e as demais pessoas que apareciam na imagem de estarem descumprindo decreto municipal que restringia aglomerações em virtude da covid.

Segundo Luany, o ex-vereador compartilhou a imagem com finalidades políticas, uma vez que o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) - que derrotou Abílio no último pleito - estava presente no evento.

"Não é preciso muito esforço para perceber que a postagem realizada pelo demandado, da forma como fora feita, repercutiria entre seus pretensos eleitores", avaliou a magistrada.

Porém, ao contrário da postagem feita por Abílio, a foto fora tirada antes da validade do decreto, o que não implicaria em desrespeito à norma. Contudo, mesmo após saber da incoerência sobre a data da imagem, o ex-vereador não se justificou sobre o fato.

Ao avaliar o caso, a juíza apontou sobre os riscos de ser promover fake news, destacando o "cancelamento" e o "linchamento virtual".

"[...] pois, basta um clique de uma mensagem enviada, sendo ela verdadeira ou não, para que uma pessoa seja 'cancelada' nas redes sociais, sofrendo o usuário um verdadeiro linchamento virtual 'revestido de boas intenções', sofrendo represálias desmedidas e ainda ofensas graves", destacou a magistrada.

Ao julgar o caso, a juíza determinou que Abílio se retratasse publicamente sobre a propagação da fake news e também o condenou ao pagamento por danos morais de R$ 6 mil à vítima.

Na quarta-feira (14), Abílio postou a retratação em seu perfil no Facebook dizendo que se "equivocou" e reconhecendo que o ato repercutiu de "forma negativa" para a vítima. Confira a seguir o texto compartilhado pelo ex-vereador.

"Eu, ABILIO JACQUES BRUNINI MOUMER, venho através desta, apresentar publicamente, Termo de retratação, com relação ao respost do facebook da Sra LUANY VIEIRA MASSON, onde de forma equivocada informei que ela estava promovendo festa em época de pandemia, sendo que a festa menciona fora feita muito antes do decreto de lockdown em 2020, em 15/03/2020.

Sendo que a minha atitude trouxe respost das publicações de forma negativa a imagem da Sra LUANY e sua família, reconhecendo que não são verdadeiras que esta e sua família estavam promovendo festa em período de quarentena. Pedindo desculpas pelo transtorno causado e pela publicação do facebook da Sra Luany onde afirmei que esta e sua familia estavam em desrespeito ao decreto municipal e estadual, servindo a presente nota de retratação pública para reestabelecer a verdade e idoneidade moral da Sra LUANY e de toda a sua familia, conforme sentença processo: 1017211-51.2020.8.11.0001, em tramite no 8o JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DE CUIABÁ".

Golpista confesso. O deputado federal Abilio Brunini (PL-MT) foi flagrado enquanto realizava uma live propagando informações falsas sobre os ataques ocorridos nas sedes dos 3 poderes em Brasília no último dia 8 de janeiro.

Covarde, o deputado eleito Abílio Brunini afirmou à CNN que sua fala relativizando as depredações dos atos criminosos que destruíram as sedes dos Três Poderes, no último dia 8 de janeiro, foi tirada de contexto e que se trata de um mal-entendido. #CNNBrasil

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, ironizou uma pergunta do deputado Abílio Brunini (PL) durante audiência nesta quarta-feira (3/5) na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2024
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2023
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2022
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2021
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2020
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2019
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2018
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2017
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub