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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

03
Out21

Como os EUA influenciaram na criação da Lava Jato: desembargador revela conversa que teve no Banco Mundial

Talis Andrade

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por Joaquim de Carvalho

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O desembargador Alfredo Attié, do Tribunal de Justiça de São Paulo, revelou em entrevista à TV 247 uma conversa que teve no Banco Mundial que indica que a Lava Jato já era do conhecimento das autoridades americanas antes mesmo da operação ser deflagrada, em fevereiro de 2014.

“Eu estive durante muito tempo indo a algumas agências internacionais, participando de trabalhos, levando conhecimento sobre essa questão de parcerias, pequenas parcerias, como é que as comunidades, as cooperativas fazem para resolver os próprios problemas, e conversando com pessoas de várias escolas. Um dos lugares em que estive foi no Banco Mundial. Certa feita, no final do encontro, que durou aí uns três dias lá no Banco Mundial, eu sentado em uma mesa de almoço fui indagado por um advogado (norte-americano) que estava ali participando há muito tempo dos trabalhos do Banco Mundial, e ele me perguntou sobre a questão da corrupção no Brasil. E eu falei: o Brasil tem corrupção, é claro, como em muitos lugares e a gente precisa ter uma compreensão mais ampla de corrupção, e corrupção não é apenas essa história de dar um dinheiro e receber um favor, nada disso. A corrupção é um abuso de poder. Então, a corrupção pode existir no próprio Poder (Judiciário). Quando um juiz contraria a lei, isso é corrupção. Isso é cometer corrupção, claramente. Mas ele me disse assim: ‘Bom, mas”. E eu falei: eu sei que nos Estados Unidos vocês também vivem esse problema de corrupção, vocês viveram isso com muito mais intensidade, e isso foi superado lá na época do Franklin Delano Roosevelt, por causa dessa questão da crise, etc, etc. E ele me disse assim: ‘Mas como é que vocês vão resolver o problema da corrupção? Por que no Brasil não se resolve o problema da corrupção?’ E eu falei: bom, as sociedades vão se desenvolvendo, vão se informando, a educação. E ele me disse assim: ‘Mas você não acha que o grande problema é que o Brasil não tem um herói anticorrupção?’ E eu disse assim: “O Brasil não tem um herói anticorrupção, ainda bem. E o Brasil não precisa desse herói. Isso foi às vésperas de iniciar esse processo da Lava Jato, em que se criou essa figura do herói anticorrupção”.

Para Attié, a conversa indicou a ele que "isso (a Lava Jato) “já estava sendo planejado há muito tempo, e isso foi feito propositalmente.” Attié, que é presidente da Academia Paulista de Direito, acredita que a Lava Jato teve a influência do Estado norte-americano. “Houve a influência sobre esse Direito brasileiro elitista brasileiro”.

O desembargador diz que não foi a influência do povo americano, mas "dessa estrutura conservadora dos EUA”. Ele lembra que, até então, o Brasil vinha sendo governado de “forma maravilhosa, diga-se de passagem, porque, fora desse ambiente, só se ouvia absolutamente elogios. Tudo aquilo que o Brasil conquistou, sobretudo no século XXI — claro, méritos pela estabilização da moeda, ótimo, sem problema nenhum. Mas a gestão genial de um trabalhador na Presidência da República, isso é uma coisa que precisa ser dita, sem nenhum espírito partidário. Uma gestão de pessoas que foram auxiliá-lo nesse projeto, figuras extraordinárias, como foi o caso do Celso Amorim. Foi uma grande reviravolta importantíssima nas relações exteriores brasileiras, e fez o Brasil ser absolutamente respeitado”.

Como se sabe, depois da Lava Jato, o País viu a economia encolher. Segundo levantamento do Dieese, o Departamento Intersindical de Estudos Estatísticos e Socioeconômicos, o Brasil perdeu 4,4 milhões de empregos e houve desinvestimento de mais de R$ 170 bilhões. A maior empresa de engenharia brasileira, a Odebrecht, quase foi levada à falência e a Petrobras perdeu valor. O Brasil era a sexta economia do mundo e não está mais nem entre as dez maiores.

Ao mesmo tempo, Sergio Moro — o herói a que o advogado norte-americano ligado ao Banco Mundial provavelmente fez referência — enriqueceu, assim como o coordenador da Lava Jato, o procurador da república Deltan Dallagnol.

Quatro anos depois dessa conversa de Attié no Banco Mudnial, o Brasil elegeu um político que, durante a campanha, bateu continência para a bandeira dos Estados Unidos.

Está claro ou é preciso desenhar o que aconteceu?

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14
Set20

Por que Lula foi preso sem provas e Dilma afastada sem cometer crime?

Talis Andrade

Bolsonaro-Entregando-a- Petrobras.jpg

 

 

por Emanuel Cancella

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Os brasileiros sabem os porquês, mas nada aconteceu com os responsáveis, muito pelo contrário, tanto que o juiz Sergio Moro, que prendeu Lula sem provas, ganhou do favorecido, Bolsonaro o ministério da Justiça e a promessa de ser indicado ministro do STF, para que ninguém tenha dúvida de que hoje, no Brasil de Bolsonaro, o crime compensa (3,10)). 

Dilma, segundo juristas, foi afastada do governo sem cometer nenhum crime, principalmente de responsabilidade (1,2). Na verdade,  o principal motivo do afastamento de Dilma e da prisão de Lula foi para que o caminho ficasse livre para a entrega da Petrobrás, principalmente do pré-sal.  Tanto que hoje é isso que está acontecendo! 

O interesse dos americanos e aliados em abocanhar a Petrobrás foi maior depois que os petroleiros desenvolveram tecnologia inédita no mundo que permitiu a descoberta do pré-sal. Ganharam por isso reconhecimento internacional,  sendo premiada 4 vezes, nos EUA, em Houston, com o prêmio OTC, considerado o “Oscar” da indústria do petróleo. A última premiação em 2020 (8,9).

Mas, ao que parece, a Globo determinou o destino do pré-sal quando, no mesmo ano da 3ª premiação, em 2015, disse em editorial: “O pré-sal pode ser patrimônio inútil (4)”. 

E todos sabemos, principalmente os brasileiros entreguistas e os estrangeiros que levam quase de graça nosso patrimônio, que o pré-sal é a maior descoberta petrolífera no mundo contemporâneo e já responde por quase 70% da produção nacional do petróleo (5). 

Apesar da previsão da Globo, parece que o pré-sal vai ser muito útil, só que para os gringos! (5). 

Bolsonaro já fez o mega leilão do pré-sal e, para ele, a rodada da ANP foi um fracasso, pois a Petrobrás foi a grande vencedora (6). Assim Bolsonaro já está mudando a lei dos leilões da ANP para que os próximos leilões do pré-sal sejam um sucesso, mas para os gringos (7)!    

O bolsomínions tentam nos convencer de que a terra é plana, que a Covid-19 é uma gripezinha e vai tentar nos convencer de que o pré-sal é um patrimônio inútil!

Fonte: 1 - https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2016/05/03/presidente-dilma-nao-cometeu-qualquer-crime-que-justifique-o-impeachment-afirmam-juristas

2 - http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2016/06/pericia-conclui-que-dilma-nao-participou-de-pedaladas-fiscais.html

3 - https://brasil.elpais.com/brasil/2019/05/12/politica/1557677235_562717.html

4 - https://oglobo.globo.com/opiniao/o-pre-sal-pode-ser-patrimonio-inutil-18331727

5 - http://www.anp.gov.br/noticias/5779-pre-sal-ja-responde-por-quase-70-da-producao-nacional#:~:text=A%20produ%C3%A7%C3%A3o%20nacional%20foi%20de,compara%C3%A7%C3%A3o%20com%20abril%20de%202019.

6 - https://www.jb.com.br/economia/2019/11/1019907-megaleilao-do-pre-sal-foi-um-fracasso--so-a-petrobras-comprou.html

7 - https://www.gazetadopovo.com.br/republica/leiloes-do-pre-sal-mudar-regras-exploracao/

8 - https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Petrobras-Maior-premio-da-industria-de-petroleo-e-gas-offshore-mundial/4/32840

9 -  https://www.brasil247.com/blog/petrobras-conquista-o-4-oscar-da-industria-de-petroleo-vao-vende-lo-tambem

10 - https://www.diariodocentrodomundo.com.br/nao-temos-provas-mas-conviccao-o-powerpoint-de-dallagnol-nos-jogou-de-vez-no-paraguai-por-kiko-nogueira/

29
Jul20

Lula: embaixador dos Estados Unidos deveria se calar e pedir desculpas ao Brasil

Talis Andrade

Lula e Todd Crawford Chapman

 

247 - O ex-presdiente Luiz Inácio Lula da Silva  criticou em suas redes sociais nesta quarta-feira (29) a fala do embaixador estadunidense Todd Chapman, que ameaçou o Brasil ao dizer que “se Huwaei não for banida haverá consequências". Na visão do ex-presidente, o “embaixador dos Estados Unidos deveria se calar e pedir desculpas ao Brasil”. 

“Em qualquer governo que preza pela soberania, um embaixador que falasse o que falou o embaixador dos EUA sobre a disputa do 5G no Brasil seria convidado a se calar e pedir desculpas”, disse Lula. 

O ex-presidente ainda criticou a submissão completa do atual governo. “No caso do Brasil atual parece que o Bolsonaro não se faz respeitar pelo embaixador americano”. 

No momento em que o Brasil se encontra praticamente ocupado pelos Estados Unidos, com um governo totalmente submisso a seus interesses, o embaixador estadunidense em Brasília, fez questão de deixar claro que o País não tem autonomia para selecionar seus fornecedores para rede de 5G – a internet de altíssima velocidade – na banda larga.

"É uma tema bastante importante para o mundo. É a próxima geração de telecomunicações que será a base da revolução tecnológica que vai beneficiar a todos. Nosso interesse é que essa tecnologia seja usada para promoção de atividades econômicas, avanço da sociedade e para o bem de nossos princípios, como a democracia. E que essa tecnologia não seja usada para reprimir a sociedade, como estamos vendo em vários regimes autoritários no mundo. A tecnologia deve liberar e não reprimir as pessoas. É importante que os fornecedores de um produto tão sensível tenham os mesmos princípios que você. Por isso, a posição dos EUA e nosso alerta para nossos amigos e aliados, como o Brasil, é saber com quem se está trabalhando. Nós já sabemos que Huawei e outras empresas da China, como a ZTE, têm a obrigação, por lei, de entregar toda a informação que passa por elas. Trata-se da segurança nacional dos Estados", disse ele, em entrevista aos jornalistas Bruno Rosa e Claudia Antunes, publicada no Globo.

O embaixador também fez ameaças ao país e que haverá consequências se o Brasil não seguir a cartilha do governo estadunidense. "Eu diria que represálias não, consequências sim”, alertou. 

 

16
Jun20

A compra do Centrão, executada pela mão de generais palacianos que praticam fisiologismo e corrupção

Talis Andrade

militares.jpg

 

VI - Os militares voltaram dispostos a ficar

por Jeferson Miola

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A questão, hoje, não é se perguntar se esse é um governo militar. Porque este é, de fato – e também será, em seguida, de direito –, um governo militar. Tampouco restam dúvidas quanto à sinergia entre Bolsonaro, o comando da ativa e os setores influentes da reserva das FFAA.

Bolsonaro até poderá ser descartado em determinadas circunstâncias, se esta for a medida mais producente para a continuidade do projeto militar – o que não é uma realidade no cenário presente. A compra do Centrão, executada pela mão de generais palacianos que praticam fisiologismo e corrupção para salvar o projeto, é prova disso.

A questão que se coloca, portanto, é: qual o projeto dos militares hoje, uma vez que eles

[i] não têm um ideal de nação,

[ii] abdicaram da defesa da soberania nacional,

[iii] endossam políticas ultraliberais e liquidacionistas do Paulo Guedes,

[iv] rechaçam um projeto nacional-desenvolvimentista,

[v] aniquilam os direitos dos trabalhadores e, como deixa evidente a opção criminosa e genocida diretamente planejada, concebida, dirigida e executada por eles, militares, na pandemia, eles

[vi] não têm nenhum compromisso em defender e proteger a vida do seu próprio povo.

Ao contrário, são indiferentes ao extermínio em curso – o extermínio de pobres, negros, desempregados, descartáveis, idosos, indígenas, quilombolas ….

Uma hipótese é que estes militares – entreguistas, anti-nação, anti-povo, anti-democracia, anti-soberania etc – enxergam que este é o lugar do Brasil na geopolítica mundial.

O Brasil, na visão deles, que não superaram a doença da colonialidade dependente, além de escória e pária internacional, se realiza como país-cônsul de uma potência estrangeira. No caso, como país-cônsul dos EUA.

As Forças Armadas brasileiras se enxergam como guarda pretoriana, no próprio território brasileiro, do exército invasor que ocupa, domina, explora,  saqueia e pilha nosso território e extermina nosso povo.

 

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