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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

21
Mar21

Aumentam casos de crianças com Covid-19 em UTIs do Distrito Federal

Talis Andrade

Covid-19: Crianças pegam menos coronavírus? Saiba como a doença afeta os  pequenos | Bebe.com.br

 

Número de meninas e meninos internados nos primeiros três meses de 2021 com a doença ultrapassa a quantidade de todo o ano de 2020

 

As crianças têm a mesma propensão que os adultos para se infectar com a Covid-19. No entanto, apresentam menos sintomas ou risco de desenvolver formas graves da doença. Apesar disso, o número de internações de meninos e meninas da capital em decorrência do novo coronavírus cresceu com o avanço da pandemia.

No Distrito Federal, as internações de menores de 14 anos em unidades de terapia intensiva (UTIs) nos primeiros três meses de 2021 já ultrapassou o total de 2020. Foram sete casos no ano passado, contra 10 registrados só na sexta-feira (19/3), quando a taxa de internação em leitos pediátricos de UTI chegou a 100%. Apesar da situação crítica, não houve óbitos entre os pequenos pacientes.
 

Até agora, o DF registrou cinco mortes de crianças com menos de 14 anos em decorrência da Covid-19. Nenhum dos óbitos aconteceu em 2021, mesmo com o aumento de internações. Desde o início da pandemia até a última sexta-feira, 14.468 crianças foram diagnosticadas com o novo coronavírus em Brasília.

A tendência de aumento das internações, mas de redução de mortes, foi observada pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). De acordo com relatório emitido pela entidade, em todo o Brasil, apenas em 2021, 65 crianças com menos de 5 anos faleceram em decorrência da Covid-19, média de 1,16 por dia. No ano passado, foram 562 óbitos registrados na faixa etária, com média de 1,5 por dia.

09
Ago20

Assembléia de Deus: Estamos fazendo o trabalho da polícia

Talis Andrade

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Abordagem dos falsos policiais na periferia do Distrito Federal: Comissão de Direitos Humanos da Câmara Distrital vê constrangimento a cidadãos e encaminhamento forçado a internação em comunidades terapêuticas.Fotos: Reprodução/Facebook

 

II - PASTORES FINGEM SER PMS PARA INTERNAR USUÁRIOS DE DROGAS À FORÇA EM BRASÍLIA

por Amanda Audi

- - -

O pastor Bezerra, comandante do “batalhão”, é ligado à Assembleia de Deus do Guará, uma das unidades administrativas do Distrito Federal. Ele afirma liderar um grupo de 103 membros, com cerca de 40 pessoas ativas que se revezam em escala de plantão, tal qual uma força policial. Segundo seu líder, a tropa contém fiéis de várias denominações evangélicas.

Bezerra me disse ter comprado três “viaturas” com dinheiro do próprio bolso após vender uma pizzaria. A quarta, afirmou, foi doada por um supermercado de Ceilândia, uma das localidades mais pobres do Distrito Federal. São veículos comumente encontrados na frota de PMs brasileiras: três peruas Blazer, da Chevrolet (também usadas pela Rota, de São Paulo), e um Siena, modelo médio da Fiat. O grupo ainda dispõe de quatro motocicletas. Os custos de manutenção e combustível, me garantiu o pastor, são feitos por doações de fiéis. Pedi que me apresentasse recibos, que ele disse não ter por se tratar de pagamentos informais.

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As viaturas do Batalhão da Patrulha da Paz compradas pelo pastor Gilmar Bezerra Campos: similares às usadas pela Rota, da PM de São Paulo.

 

O pastor-comandante diz ter adotado os paramentos militares para dar um “tratamento diferenciado” a suas pregações e levar “conforto, segurança e confiança” aos atendidos. Também admitiu já ter sido confundido com a polícia. “Mas agora todo mundo já conhece a patrulha”, despistou.

Não é o que parece ao se assistir a outro vídeo da patrulha, gravado em 19 de junho. Abordado, um homem idoso chora ao ser acordado por um dos pastores enquanto dormia na rua. “Quem vê farda vai correr, porque pensa que vai preso, mas não, nós viemos libertar a vida pro senhor”, diz o pastor fantasiado.

Noutra situação, um morador de rua abordado se recusa a ouvir as palavras dos pastores, dizendo já possuir a própria convicção religiosa. “Se tivesse tomado a decisão de servir a Deus, nunca teria ficado desamparado”, ele ouve, em seguida.

página do grupo no Facebook reúne várias abordagens semelhantes. “Nós estamos em parceria (sic) com o estado, estamos dando apoio naquilo que está tendo uma precisão (sic) muito grande”, me disse Bezerra. “Estamos tirando esses infratores da rua e fazendo o trabalho deles [policiais]”, confessou.

A Polícia Militar não parece se incomodar com o dublê que percorre o Distrito Federal de bíblia na mão. Questionada a respeito, a corporação afirmou, via assessoria de imprensa, que cabe à polícia investigativa analisar esses fatos, e não a ela. A resposta enviada por e-mail diz, ainda, que o fato não chegou ao seu conhecimento – o que não combina com o que diz o pastor Bezerra.

O Batalhão da Patrulha da Paz surgiu em 2011 e desde 2014 é a atividade principal de Bezerra, segundo ele próprio. Pelo trabalho na patrulha e como pastor, ele afirma que não recebe salário. Quem paga suas contas, diz, é a esposa, manicure. O pastor inclusive registrou seu batalhão como organização da sociedade civil de interesse público, um tipo de ONG conhecido pela sigla Oscip e que tem facilidade para conseguir parcerias com governos.

Uma das comunidades terapêuticas abastecidas pelo batalhão do pastor Bezerra é a Casa Reino Unido, que funciona em Abadiânia, cidade goiana próxima ao Distrito Federal. Ligada à Assembleia de Deus, tem 30 vagas custeadas pelo governo – todas atualmente ocupadas. A clínica também presta atendimento particular a uma taxa única de R$ 500. A instituição afirma que não faz pagamentos à patrulha dos evangélicos.

Precavidos, nos vídeos em que mostram as internações, os patrulheiros pedem aos pacientes para que digam ter sido bem tratados e estar ali voluntariamente. Para a Comissão de Direitos Humanos, porém, a abordagem que simula uma batida policial deixa pouca opção para eles.

 
 
07
Jun20

PM fascista do Distrito Federal bloqueia manifestação democrática na Praça dos três Poderes

Talis Andrade

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247 - Os manifestantes que participam do ato contra o governo Jair Bolsonaro, o racismo e o fascismo no Brasil, neste domingo (7), foram impedidos de chegar à Praça dos Três Poderes por um forte aparato de segurança montado pela Polícia Militar do Distrito Federal, ao contrários dos manifestantes favoráveis ao ex-capitão. Na manifestação favorável a Bolsonaro, os participantes portavam faixas pedindo intervenção militar. 

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G1 - Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, os integrantes da marcha antifascista começaram a manifestação por volta das 9h, em frente à Biblioteca Nacional. Em seguida, o grupo – estimado em milhares de pessoas, uma vez que a Policia Militar não divulgou a estimativa dos participantes do ato – seguiu margeando a Esplanada dos Ministérios e retornou ao local de início. 

O grupo que se intitulava "a favor da democracia" entoou palavras de ordem. Os manifestantes, em sua maioria, usaram máscara de proteção facial.

Houve ainda a distribuição gratuita de máscaras, que são obrigatórias no Distrito Federal. Água, sabão e álcool em gel também eram entregues em um espaço chamado de "ponto anticovid".

Os manifestantes carregaram faixas e bandeiras com dizeres contra o racismo, antifascismo, pela democracia, por respeito às mulheres e em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS). Alguns, vestindo jalecos brancos, representaram os profissionais de saúde e carregaram cruzes pretas em sinal de luto.

Outros cartazes também faziam referência ao "Estado genocida" e destacavam que "vidas negras importam". Torcedores do Corinthianscarregavam faixas pedindo respeito às mulheres.

 
16
Mar20

Um imbecil

Talis Andrade

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por Fernando Brito

Jair Bolsonaro perdeu o último dos limites: o do respeito à vida de seus próprios simpatizantes.

Leia o relato da Folha, agora há pouco, sobre seu comportamento, apesar e lhe ter sido determinado, pelo médicos, o isolamento até que se afastem ou confirmem as suspeitas de que ele possa ter contraído coronavírus na expedição-moléstia à Flórida, na qual já se confirmaram seis pessoas como portadoras do novo coronavírus:

Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada por volta do meio-dia e seguiu para a Esplanada dos Ministérios, onde um grupo de apoiadores realiza o ato. O presidente não desceu do comboio presidencial e, de carro, passou a ser seguido por veículos com simpatizantes.
O comboio percorreu diferentes pontos de Brasília até entrar no Palácio do Planalto, de onde, do alto da rampa e sob os gritos de ‘mito’, o presidente acenou aos manifestantes por volta das 13h.
O presidente desceu a rampa em seguida e passou a esticar o braço para tocar nos manifestantes, separados por uma grade. Havia cerca de cem simpatizantes diante do Planalto. O presidente também manuseou o celular de alguns manifestantes para fazer selfies. “Isso não tem preço”, disse, durante transmissão ao vivo em suas redes sociais.

Não, não tem preço expor a saúde alheia a risco. É inominável.

Jair Bolsonaro não tem de ser impichado, tem de ser interditado psiquiatricamente.

Queria saudar sua matilha? Mandasse para lá o palhaço que usou com os jornalistas, dava no mesmo.

Aquele nem de rir mata.

06
Fev20

Índio pankará pernambucano primeiro lugar vestibular medicina universidade de Brasília

Talis Andrade

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João Emanuel Lopes Pereira Basto, 17 anos, 1° lugar no vestibular para medicina, na Universidade de Brasília.  
 
Basto é índio do Povo Pankará da Serra do Arapuá - Carnaubeira da Penha, PE.

Seus pais estão entre as maiores lideranças indígenas do Nordeste, Cacique Ary Pankará e Luciete Pankará.
 
Mais uma conquista e fruto da luta dos povos indígenas de Pernambuco, uma vitória da nação Pankará - povos geográficamente com uma certa distância, cada um com sua cultura própria, porém unidos na mesma luta: a preservação e manutenção do seus territórios, das suas culturas e costumes.
 

O guerreiro Pankará afirma que não será fácil. Sair do aconchego da sua família é se afastar um pouco da sua cultura, mas com as forças dos encantos de Luz, irá vencer, até porque estará representando seu povo.

 

24
Jan20

Aliado de Bolsonaro acusa Moro de agir como imperador da segurança. Ex-juiz depende do cargo de ministro para ser candidato em 2022

Talis Andrade

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O ex-juiz federal Sergio Moro, ministro da Justiça e da Segurança Pública, diz que não é candidato.

Em cargo público, não filiado a um partido, ele se mantém na posição confortável de argumentar que é “apolítico” e “apartidário”.

Não se envolve em polêmicas com o chefe, o presidente Jair Bolsonaro, e pode muito bem dizer nos bastidores que é para poder fazer avançar a luta contra a corrupção “por dentro”, inclusive em relação aos malfeitos do entorno bolsonarista.

Alheio às questões econômicas, também pode argumentar que o Brasil não avançou tanto nesta área porque o combate à corrupção ainda depende de medidas que só ele, com o poder da caneta presidencial, poderia tomar.

A posição de ministro garante a Moro a visibilidade necessária para manter em banho maria sua possível candidatura ao Planalto em 2022.

Ele tem salário, verba para viagem, exposição na mídia, poder para fazer articulações e uma plataforma: combate à corrupção e, especialmente, à criminalidade.

O ex-presidente Lula acredita que Moro ganha tempo dentro do governo para eventualmente se lançar candidato.

No tweeter, ele escreveu:

Eu acho que o Moro quer estar nas urnas sim. A sentença contra mim já mostrava que ele já era político. Um juiz político que me condenou por “atos” indeterminados. Ou seja, nem ele sabe porque me condenou.

Com Lula fora do páreo em 2022, ir ao segundo turno ficaria mais fácil para Moro, razão pela qual o ex-juiz batalha para manter o ex-presidente inelegível, dando sequencia ao trabalho que fez pré 2018, para impedir o petista de concorrer.

Lula era favorito e, mesmo substituído, conseguiu levar Fernando Haddad ao segundo turno. Moro aceitou o cargo de ministro de Bolsonaro ainda durante a campanha presidencial e agiu na surdina para bombardear a chapa petista, o que ficou exposto pelos vazamentos do Intercept Brasil.

Hoje, o governador do DF Ibaneis escancarou as portas do descontentamento político dos governadores e secretários de Segurança, que parecem enxergar um ministro Moro afoito por “roubar” o crédito alheio, sem assumir a culpa por eventuais problemas na segurança pública.

De acordo com Ibaneis, eles se comunicam através de um grupo de WhatsApp.

Mas de quem partiu a iniciativa de recriar o Ministério da Segurança Pública?, perguntou o Estadão ao aliado de Bolsonaro.

Eu estou desde o ano passado batendo nisso. […] Agora eu estou com um problema com o Moro muito sério que é esse presídio federal que ele tem aqui (no DF). Aí veja o que aconteceu: eu tive uma tentativa de fuga que foi contornada pelo Exército, sem comunicar a Secretaria de Segurança. Aí, logo em seguida, eu tenho uma tentativa de fuga do presídio no Paraguai. O Marcola vai (é levado) para o nosso instituto de gestão hospitalar, sem comunicação com o secretário de Segurança. Daqui a pouco, nós vamos ter o PCC tocando fogo em Brasília e o Moro não está nem aí para isso. [Transcrevi trechos. Leia mais no VioMundo]

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10
Nov19

Uma Igreja que conta com os pobres

Talis Andrade

Em colóquio com o cardeal Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília 

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A Igreja no Brasil trabalha desde sempre com os pobres e conta com eles. «Foram precisamente os pobres que me deram a notícia da minha nomeação cardinalícia», confidenciou sorrindo Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília e presidente da Cnbb, ao qual o Papa Francisco conferiu a púrpura no consistório do dia 19 de novembro passado. «Penso que foi um sinal» disse nesta entrevista a L’Osservatore Romano, frisando que o Brasil, com as suas desigualdades e contradições, mas também com os valores e as grandes potencialidades, é um laboratório para uma Igreja verdadeiramente em saída que se mistura com o povo e vai à procura dos distantes.

 

Como recebeu a sua nomeação a cardeal?

Com surpresa, alegria, sentido de responsabilidade e esperança. Realizava uma visita pastoral e missionária a uma das paróquias mais pobres de Brasília. Era um domingo de manhã, por volta das 7h00, e encontrava-me numa das «ocupações», lugares que os pobres escolhem para aí morar, não tendo onde residir. Foram precisamente os pobres que me deram a notícia. Penso que foi um sinal.

 

Que significa ser bispo de uma arquidiocese como Brasília?

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O Distrito Federal de Brasília tem um valor que ultrapassa os seus confins e deve ser considerado no contexto de todo o Brasil. É formado por pessoas de todas as partes do país. Fundada há pouco mais de cinquenta anos, Brasília é composta por diversas cidades unidas para formar o Distrito Federal. No seu interior vivem pessoas de culturas e religiões diferentes. A convivência, o estar juntos de modo fraterno e cordial é um valor que deve ser evidenciado no mundo de hoje, no qual há tanta dificuldade nas relações entre as culturas. Se existe uma característica de Brasília é exatamente esta convivência de pessoas provenientes de todas as partes do país: poucos dos seus habitantes – só os mais jovens – nasceram na cidade. Com efeito, somos todos imigrados, inclusive eu. Infelizmente, há também a desigualdade social. Com mais de três milhões de habitantes, há zonas muito ricas e outras paupérrimas. Na capital federal há um grande fosso entre enormes riquezas e pobreza extrema. Atualmente a maior favela do país está em Brasília e não no Rio de Janeiro: chama-se «Sol nascente».

 

O que restou da teologia da libertação na Igreja no Brasil?

Ainda há muitos valores: entre eles, uma maior atenção aos pobres, mais solidariedade, mais serviço aos últimos. Permaneceu, sobretudo, o reconhecimento de valores e de experiências, porque às vezes corremos o risco de reduzir os pobres a um problema. Pelo contrário, realizou-se um esforço para reconhecer os pobres como sujeito da ação. Procurou-se também organizar um pouco mais a comunidade. O que a pastoral social faz hoje com diversas motivações, de qualquer maneira já tinha sido feito naquela época, naqueles âmbitos onde a evangelização foi mais explícita. Certamente, seria preciso falar no plural: não houve só uma teologia da libertação. E nem toda a comunidade eclesial no Brasil nem o povo conheciam esta teologia. Entretanto, a Igreja trabalha desde sempre com os pobres e conta com eles. Não é um aspeto descoberto com a teologia da libertação. Contudo, ela desenvolveu-o com uma modalidade e um destaque particulares. Nas organizações populares ainda há contributos que provêm daquela experiência, embora nem sempre haja uma relação direta e automática com aquela teologia. Todavia, acredito que a referência ao Evangelho e a Jesus nunca pode faltar. Devemos procurar o modo de o traduzir nos nossos dias com uma teologia que tem o seu valor e o seu papel específico. Não nos devemos esquecer que precisamos dos teólogos, não tanto para a vida diária, mas para aprofundar as questões pastorais, caso contrário falta o fundamento e só resta a prática.

Nicola Gori

 

11
Ago19

ABANDONO Avó de Michelle Bolsonaro fica três dias no corredor da morte do hospital do Sus em Ceilândia Brasília

Talis Andrade

Ela sofreu uma queda e quebrou a perna direita

maria aparecida firmo ferreira avo michelle bolson

Maria Aparecida Firmo Ferreira, 78 anos, sofreu uma fratura na perna depois de cair dentro de casa (foto: Reprodução/TV Brasília)

BL Bruna Lima

Correio Braziliense - Após ficar três dias nos corredores do Hospital Regional de Ceilândia (HRC), a avó da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, foi transferida para o Hospital de Base neste sábado (10/8). Maria Aparecida Firmo Ferreira, 78 anos, sofreu uma fratura na perna depois de cair dentro de casa, no Sol Nascente.

Ela deu entrada no HRC na quinta-feira (7/8) e, após ser realocada, passou por exames para avaliar se será ou não necessário submetê-la a um procedimento cirúrgico. Maria Aparecida sofre de osteoporose e precisa de muletas para se locomover. Há cinco anos ela aguarda uma cirurgia na perna direita, a mesma lesionada durante a recente queda.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF), Maria Aparecida estava sendo atendida e medicada pela equipe de ortopedistas do HRC, composta por 31 profissionais.

Sem contato com a neta, Maria Aparecida acompanha de longe a vida de Michelle Bolsonaro. Com carinho, ela guarda fotos do casamento de Michelle e Bolsonaro, em 2013, no Rio, enviadas por meio eletrônico e impressas em uma folha de sulfite. "Fiquei muito feliz. Ela nem pensa como eu fiquei feliz por ela, de eu saber que ela era quem ela era, tadinha, e hoje ela é daquele jeito porque ela teve atitude, procurou, correu atrás. Toda a vida ela trabalhou", contou Maria em entrevista exclusiva, realizada em novembro do ano passado. A avó não esteve presente no casamento.

 

26
Jun19

Senador-empresário em prisão domiciliar vai para férias no Caribe; a Lula, Judiciário proibiu ir ao enterro do irmão

Talis Andrade

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247 - O Poder Judiciário autorizou o senador-empresário Acir Gurgacz (PDT-DF), condenado a mais de 4 anos por fraudes contra o sistema financeiro e que cumpre pena em regime domiciliar a passar férias em resort na ilha de Aruba, no Caribe; a diária custa, em média, R$ 4 mil. A viagem está prevista para ocorrer de 17 de julho a 3 de agosto.

O mesmo Poder Judiciário negou a Lula o direito de ir ao velório e enterro do irmão Vavá, que morreu em 29 de janeiro.

Em 2018, Gurgacz foi condenado a 4 anos e 6 meses de prisão baseado em uma denúncia de que teria fraudado um financiamento no Banco da Amazônia e conseguido R$ 525 mil.

Enquanto estiver de férias, Gurgacz pretende se hospedar por 18 dias no Renaissance Aruba Resort & Casino. Uma diária no hotel, no mar do Caribe, custa em média R$ 4 mil, segundo a página do estabelecimento na internet, informam os jornalistas  Marília Marques e Gabriel Luiz

Em 2018, Gurgacz informou à Justiça Eleitoral ter um patrimônio superior a R$ 11 milhões - a declaração não incluiu o valor efefivo de seu império empresarial. Ele é dono do Sistema Gurgacz de Comunicação, de empresas de transporte rodoviário e urbano, além de escolas e faculdades. 

Em 2016, votou a favor do golpe contra a presidente Dilma Roussef; em 2017 votou a favor da "reforma trabalhista"; no mesmo ano,  votou contra a cassação de Aécio Neves no Conselho de Ética do Senado

 

30
Mai19

Moro manda Força Nacional proteger MEC dos protestos da esquerda

Talis Andrade

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por Tarciso Morais

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Protestos foram convocados por movimentos estudantis em ao menos 150 cidades, segundo a União Nacional dos Estudantes (UNE).


O ministro da Segurança Pública, Sérgio Moro, mandou a Força Nacional cercar e proteger [proteger dos estudantes?] a sede do Ministério da Educação na Esplanada dos Ministérios, em Brasília [O Ministério deixou de ser da Educação? Deixou de ser a casa dos estudantes?]

O pedido partiu do próprio MEC, comandado pelo ministro [indicado por Olavo de Carvalho, astrólogo residente nos Estados Unidos] Abraham Weintraub, e foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (30).

A principal pauta dos protestos, segundo os movimentos estudantis, é o fim do contingenciamento de verbas de universidades públicas [Contingenciamento, eufemismo para cortes no Orçamento, tesourada na Educação]

Em Brasília, a manifestação foi marcada no Museu Nacional, às 10h. Segundo evento publicado na rede social Facebook, ao menos 2.700 pessoas comparecerão ao ato.

Nesta quarta-feira (29), em vídeo publicado no YouTube, o ministro Weintraub denunciou que há “coação” por parte de professores pela participação de estudantes nos atos.

“Estamos recebendo aqui no MEC cartas e mensagens de muitos pais de alunos citando explicitamente que alguns professores, funcionários públicos, estão coagindo os alunos e que serão punidos de alguma forma caso eles não participem das manifestações”, afirmou o ministro. Confira aqui. Apenas 2.700 pessoas em Brasília é de fazer rir. Não se sabe quem mente mais: se o jornalista ou o ministro do guarda-chuva. 

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