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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

15
Jun22

Revista francesa visita cidade onde Bolsonaro cresceu e afirma que presidente não é unanimidade

Talis Andrade

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A reportagem da revista semanal do jornal francês Le Monde foi até Eldorado, onde Bolsonaro passou sua adolescência, para investigar o passado do atual chefe de Estado. AP - Eraldo Peres

A juventude do presidente brasileiro Jair Bolsonaro foi tema de uma longa reportagem publicada na revista semanal do jornal francês Le Monde. O correspondente do vespertino no Brasil foi até Eldorado, no interior de São Paulo, para tentar entender a história do chefe de Estado e descobriu que nem tudo o que se conta sobre sua trajetória corresponde à versão dos moradores do local.Caverna do Diabo (Eldorado) - ATUALIZADO 2022 O que saber antes de ir -  Sobre o que as pessoas estão falando - Tripadvisor

Caverna do Diabo = Eldorado

 

Com o título “O Eldorado perdido de Jair Bolsonaro”, a revista Mrelata, em sete páginas com texto e fotos, parte da infância e adolescência do atual presidente brasileiro. O jornalista explica que a região, conhecida como Vale da Miséria, foi o local onde o chefe de Estado fez todas as travessuras da juventude, mas também onde inventou “um percurso legendário”.

O correspondente se encontrou com amigos de infância de presidente, como Narcisa dos Santos. Ela conta que, desde jovem, “Palmito”, como Bolsonaro era chamado por causa de sua estatura e sua pele clara, já era ambicioso. Como mostrou certa vez, ao apanhar de Narcisa e gritar, diante da gozação dos coleguinhas, que “se tornaria presidente do Brasil e iria se vingar”.

Aos 11 anos, quando chegou em Eldorado, Bolsonaro era um “brincalhão”, resume o texto. Mas segundo seus colegas, o pré-adolescente muitas vezes era “malvado”. “Ele era terrível (...) Na época, já tinha a língua afiada”, se recorda Narcisa.

História, no mínimo, exagerada

 

A reportagem descreve em detalhes a cidade e suas histórias, lembrando que, nos anos 1970, Eldorado era muito isolada. Enquanto movimentos de resistência pipocavam pelo Brasil em plena ditadura, a cidade do interior estava "afastada das convulsões do país, bloqueada em um conservadorismo católico do passado”. E, segundo a revista, "a cidade não mudou muito" desde então. 

O texto também relata um dos episódios mais emblemáticos da história da pequena Eldorado: a disputa em 1970 entre o grupo de Carlos Lamarca, chefe de uma guerrilha marxista, e a polícia local. Após uma troca de tiros no centro da cidade, o revolucionário fugiu para a mata e, segundo o relato cultivado até hoje nas biografias do presidente, o jovem Jair Bolsonaro, na época com cerca de 15 anos, teria ajudado os militares a encontrar o comunista Lamarca. Esse ato, aliás, teria sido o momento que despertou no atual presidente o fascínio pelo Exército.

“A história é bela. Mas ela é difícil de verificar e, no mínimo, exagerada”, lança a reportagem da revista francesa. “Em Eldorado, ninguém se lembra de ter visto o jovem Palmito dando informações aos soldados”, diz o texto, baseado em relatos de seus amigos de infância.

Bolsonaro atleta? Imagens viralizam e presidente vira piada na web -  25/03/2020 - UOL Notícias

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"Cidade de Bolsonaro não é bolsonarista”

 

No entanto, mesmo com a mitologia em torno do atual presidente e sua juventude, Bolsonaro não é unanimidade em Eldorado, aponta o texto. “Em 2018, o candidato venceu em ‘sua’ cidade com apenas 54,44% dos votos, ou seja, abaixo dos 55,13% obtidos no âmbito nacional”, calcula. 

“A cidade de Bolsonaro não é bolsonarista”, lança o prefeito de Eldorado, Dinoel Pedroso Rocha, entrevistado pela revista. Principalmente porque, “desde que chegou ao poder, o presidente não fez muita coisa pela terra de sua infância”, afirma a reportagem, lembrando que nem mesmo uma ponte, que o atual chefe de Estado prometeu construir para facilitar o transporte sobre o rio Ribeira, saiu do papel.

Apesar de ser conservadora, “a cidade não é um bastião da extrema direita”, enfatiza o texto. Inclusive, deduz a reportagem, na eleição presidencial de outubro que vem, “Lula poderá vencer” em Eldorado, “assim como no resto do Brasil”.   

A revista termina contando uma visita a uma das casas onde viveu Bolsonaro que, transformada em um escritório contábil, hoje está irreconhecível. “Ninguém achou interessante transformá-la em um memorial. Em Eldorado, Bolsonaro parece já fazer parte de uma história do passado”, conclui o texto. da revista M.

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15
Jun22

Golpismo militar vai parar no ‘NYTimes’

Talis Andrade

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por Fernando Brito

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Pronto, general Paulo Sérgio, o senhor conseguiu: colocou-se, e ao Brasil, nas páginas do The New York Times e na capa do site do jornal norte-americano.

Mas pelas piores razões possíveis: o jornal diz que as Forças Armada são o “novo aliado” de Jair Bolsonaro para colocar sob ameaça o processo eleitoral brasileiro:

“O presidente Jair Bolsonaro, do Brasil, está há meses atrás nas pesquisas para a crucial corrida presidencial do país. E por meses, ele questionou repetidamente seus sistemas de votação , alertando que se ele perder a eleição de outubro, provavelmente será graças ao roubo de votos.
Essas alegações foram amplamente consideradas simples conversa. Mas agora, Bolsonaro alistou um novo aliado em sua luta contra o processo eleitoral: os militares do país.”

O texto é assinado por Jack Nicas, chefe da sucursal do Brasil, que conversou com generais, juízes e políticos brasileiros para escrever o artigo. E diz que, faltando quatro meses ” para uma das votações mais importantes da América Latina em anos, um confronto de alto risco está se formando. De um lado, o presidente, alguns líderes militares e muitos eleitores de direita argumentam que a eleição está aberta a fraudes. Do outro, políticos, juízes, diplomatas estrangeiros e jornalistas estão soando o alarme de que Bolsonaro está preparando o cenário para uma tentativa de golpe.”

A reportagem é longa – está aberta para não assinantes – reunindo as informações que tem se espalhado por aqui, mas tem um dado irônico, em meio às sessões que apuram as responsabilidades pela invasão do Capitólio, com a qual se traça um paralelo brasileiro:

“As táticas de Bolsonaro parecem ter sido adotadas do manual do ex-presidente Donald J. Trump, e Trump e seus aliados trabalharam para apoiar as alegações de fraude de Bolsonaro . Os dois homens refletem um retrocesso democrático mais amplo que se desdobra em todo o mundo.
O motim do ano passado no Capitólio dos EUA mostrou que as transferências pacíficas de poder não são mais garantidas mesmo em democracias maduras. No Brasil, onde as instituições democráticas são muito mais jovens, o envolvimento dos militares nas eleições aumenta os temores.”

Nos tempos do autoritarismo, o “Deu no New York Times” era uma criação genial do humorista Henfil, para simbolizar o controle da informação numa ditadura latinoamericana. Agora não andamos tão silenciados, mas ser apontado como golpista no mais importante jornal do mundo ainda é proeza que poucos conseguem.

E que superou em importância na mídia dos EUA o mal-explicado encontro com Biden na semana passada.Mídia internacional sobre o desfile militar de Bolsonaro: 'República de  bananas'Charge do Zé Dassilva: urna eletrônica nos holofotes | NSC Total

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12
Jun22

Bolsonaro comete crime de lesa-pátria e diz a Biden que, ao contrário de Lula, trabalha para defender os interesses dos EUA

Talis Andrade

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Reportagem da Bloomberg informa que Jair Bolsonaro pediu ajuda ao presidente Joe Biden e disse que Lula, ao contrário dele, defende os interesses do Brasil. Bolsonaro sonha com os soldados de Biden. A transformação do Brasil numa Ucrânia, as cidades destruídas pela guerra civil

 

247 – Uma reportagem da agência Bloomberg confirma o que muitos brasileiros já sabem: Jair Bolsonaro trabalha contra os interesses nacionais e, portanto, comete o crime de lesa-pátria. "O presidente brasileiro Jair Bolsonaro pediu ajuda ao presidente dos EUA, Joe Biden, em sua candidatura à reeleição durante uma reunião privada à margem de uma cúpula regional nesta semana, retratando seu oponente de esquerda como um perigo para os interesses dos EUA, segundo pessoas familiarizadas com o assunto", informa o jornalista Eric Martin, da Bloomberg.

"Durante a reunião desta quinta-feira, Biden destacou a importância de preservar a integridade do processo eleitoral democrático no Brasil e, quando Bolsonaro pediu ajuda, Biden mudou de assunto, disse uma das pessoas. Os comentários de Bolsonaro a Biden sobre seu rival, Luiz Inácio Lula da Silva, ecoaram suas advertências públicas sobre o ex-presidente de dois mandatos, segundo as pessoas, que pediram anonimato para discutir uma conversa privada. A assessoria de imprensa da presidência do Brasil não respondeu imediatamente a um pedido de comentário, enquanto a assessoria de imprensa da Casa Branca se recusou a comentar imediatamente", acrescentou o jornalista.

Ao contrário de Bolsonaro, que entrega todas as riquezas nacionais, como fez com a Eletrobrás e pretende fazer com o pré-sal, Lula defende boas relações com os Estados Unidos, mas sem abrir mão da soberania nacional.Nos cartazes e charges, a submissão de Bolsonaro aos EUA - Esquerda Online

[Bolsonaro, em 2018, lançou sua campanha eleitoral a presidente nos Estados Unidos, e repete o feito de lesa-pátria ao dizer, ao se proclamar candidato a reeleição fora do Brasil.

Em 2018, bateu continência para a bandeira dos Estados Unidos e para Trump, transformando o filho 03 Eduardo Bolsonaro, deputado federal, uma espécie de embaixador in pectore para a trama de golpes inclusive a invasão do Capitólio. 

Agora diz que Lula eleito não é bom para os Estados Unidos. Uma deduragem que só um traidor da pátria é capaz. Ele, Bolsonaro, da extrema direita de Trump, fica de quatro para Biden, ele e todos os seus marechais, para receber pomposas aposentadorias, e generais vassalos e golpistas que não pretendem perder as mamatas. Quando democracia é um governo que o povo exerce a soberania. Os militares não representam o povo. Os militares não foram eleitos pelo povo. Como castas pretendem ser fiscais de urnas. Quando Bolsonaro passou quatro anos malandrando, ele e sua corja. Que o povo julgue se devem permanecer mamando nas alturas, e os civis passando fome. 33 milhões de brasileiros civis passam fome, e 116 milhões de civis sofrem de insuficiência alimentar, isto é, não atingem o consumo básico de 2.100 calorias por dia, ou não tem garantida a alimentação]Image 

Forbes e Financial Times detonam Bolsonaro - Patria Latina

 

 

13
Mai22

Bolsonaro troca um almirante por um comediante; 1º ato feito de duas piadas, diz Josias de Souza

Talis Andrade

 

A primeira manifestação de Adolfo Sachsida, novo ministro de Minas e Energia, era aguardada com enorme expectativa. Esperava-se que o substituto do almirante Bento Albuquerque dissesse meia dúzia de palavras sobre dois temas: a política de preços da Petrobras e a trama do centrão para destinar R$ 100 bilhões do pré-sal à construção de uma rede de gasodutos que se ajusta às conveniências do empresário Carlos Suarez. Sachsida preferiu contar duas anedotas.

O novo ministro convidou os jornalistas para anunciar o que chamou de "primeiro ato". E contou duas piadas. Numa, disse que será incluída no programa de privatização do governo a PPSA, estatal criada para explorar o pré-sal. Noutra anedota, disse ter encomendado estudos para privatizar também a Petrobras. Tudo isso a cinco meses da eleição e a sete meses do final do mandato. Sachsida desceu do palco sem responder a perguntas. Antes, esclareceu que suas anedotas são 100% avalizadas por Bolsonaro.

Ex-chefe de Sachsida, o ministro Paulo Guedes, da Economia, prometeu arrecadar R$ 1 trilhão com a venda de estatais no primeiro ano da gestão Bolsonaro. Não privatizou nenhuma empresa. O governo havia fixado esta sexta-feira, 13 de maio, como data-limite para a venda da Eletrobras. Isso não vai ocorrer. O processo está travado no Tribunal de Contas da União.

Ao fazer graça com privatizações sem dizer coisa nenhuma sobre os planos do governo para frear os reajustes dos combustíveis, Sachsida deixou Bolsonaro com a dos vira-latas de antigamente, que corriam atrás de carros na rua. Latiam como se desejassem morder os pneus. A diferença no caso de Bolsonaro é que ele corre atrás de um carro parado. Passa a mesma impressão de que vai trucidar a estatal a cada novo aumento dos combustíveis. Mas acaba mordendo apenas o próprio rabo. Neste último surto, o capitão trocou um almirante por um comediante.

 

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