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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

07
Set21

Bolsonato tem ideia fixa de que será preso

Talis Andrade

bozo moraes por aroeira.jpeg

 

 por Fernando Brito

- - -

Jair Bolsonaro não está denunciado em nenhuma ação penal e nada indica que venha a ser sendo Augusto Aras o Procurador Geral da República e Arthur Lira, o presidente da Câmara, que teria de aprovar a abertura de processo contra ele.

Pelo menos enquanto continuar no Governo tem esta “tranquilidade”. E com as maiorias de que dispõe no parlamento, não teria dificuldade de negociar mecanismos que o deixassem continuar “seguro”.

O mais provável é que o “não vou ser preso” de Bolsonaro se refira a seus filhos trambiqueiros, justamente porque os inquéritos sob a condução de Alexandre de Moraes estão cada vez mais próximos de evidenciar suas ações ilegais.

Só que Bolsonaro levou as coisas a um ponto que obteve uma quase unanimidade contra si no Supremo Tribunal, exceto por um constrangido Nunes Marques, ministro terrivelmente bolsonarista.

“Sai Alexandre de Moraes, deixa de ser canalha”, “Não cumpro mais decisões deste ministro” e “pega o seu boné e vai embora” são frases que ele só poderia dizer do alto da torreta de um tanque e ele não está numa.

É óbvio que o Supremo Tribunal Federal vai reagir, institucional e judicialmente. Não terá melhor sorte no Senado e mesmo na Câmara, com o dócil Arthur Lira, abriu uma linha de confronto, voltando à questão do voto contado manualmente.

O mesmo ocorrerá na Câmara e muito mais no Senado. Coisa alguma passa, nem título de cidadão honorário.

Jair Bolsonaro não consegue sustentar suas bravatas, como esta da convocação do Conselho da República, para a decretação de um possível Estado de Defesa, já trocada por uma reunião ministerial, certamente com uma vocabulário pior do que aquela da saída de Moro, que a Justiça tornou pública.

O presidente, à frente de um não-governo, não tem mais o que fazer, senão danos ao país, ocupando o Palácio do Planalto. E, portanto, desistiu de qualquer diálogo ou articulação política.

Seu único objetivo, agora, é preservar a impunidade e a sua própria.

Mas até nisso a coisa ficou-lhe mais difícil. O impeachment, que já parecia enterrado, levanta de novo a sua mão e agora com pressões de outros poderes, o que não havia.

E por infrações as mais graves, como as são a de atentar contra a autonomia dos poderes republicanos.

Bolsonaro tem talento como demagogo, mas demagogia não é inteligência, é apenas esperteza.

E gente muito esperta é burra.Image

 

02
Set21

Bolsonaro segue blefando com Sete de Setembro

Talis Andrade

 

por Fernando Brito

- - -

Jair Bolsonaro – provavelmente repetindo algo que ouviu falar – apelou hoje para uma frase do romano Flavius Vegecio, que passou à história como Se vis pacem, para bellum – Se queres a paz, prepara-te para a guerra.

Numa homenagem a atletas medalhistas em Tóquio que são mantidos pelas Forças Armadas, depois de um conselho “esportivo” dado a um boxeador – “Enfia a porrada, Hebert [Conceição, medalha de ouro]!

Ok, mas para qual guerra e contra quem se prepara Bolsonaro. Guerra às urnas, se vão se delineando contra ele? Contra o Supremo, que tem colocado limites aos urros armamentistas de seus adeptos? Contra os 60% dos brasileiros que o consideram ruim ou péssimo presidente?

Qual seria a “oportunidade para o povo brasileiro (que nunca) foi tão importante ou será importante quanto esse nosso próximo 7 de Setembro”? O “o norte para todos nós que estamos em Brasília”, o que será ““um recado para o Brasil e para o mundo, dizendo para onde esse país irá”?

A menos que tenha havido uma capitulação das Forças Armadas aos desejos golpistas, tudo indica que estamos diante de um grande blefe, esperando que todos recuem e deem poderes imperiais ao presidente da República diante dos urros e gritos de sua falange, rebocada por ônibus fretados, dinheiro como o apreendido com o prefeito de Cerro Grande, um certo Gilmar João Alba ( do PSL bolsonarista e conhecido como “Gringo Loco”) e por “ordens unidas” dentro das polícias militares.

Não importa quanta gente irá, mas o seu grau de selvageria.

Qualquer transbordamento, com tentativas de invasão ao Senado ou ao Supremo vai ser debitado a ordens presidenciais e gerar consequências. A menos que se feche o Supremo, o que beira a impossibilidade e que, politicamente, não se faz com um cabo e um soldado.

Tenho insistido que Bolsonaro se comporta como um jogador, ambicioso e imprudente.

Ele próprio disse ter três opções: vitória, morte ou prisão.

A vitória não está ao alcance de um autogolpe, a morte é inevitável para todos e a prisão, bem , a prisão é sugestão dele próprio.

cercadinho bozo direita e avesso.jpg

 

01
Set21

Os pilares da democracia estão hoje sob ataque

Talis Andrade

 

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Reinaldo Azevedo no Twitter

 
Reinaldo Azevedo
Bolsonaro e o "parabelo". A gente é Corisco e não se entrega ao capitão

arma bolsonaro.gif

Bolsonaro agora se esforça para retirar o caráter golpista do 7 de setembro. Medo de decepcionar a malta. Não nos esqueçamos do q ele mesmo disse no sábado. Terá um de 3 destinos: - morte - cadeia - vitória (do golpe). Ganhar ele não vai. Sou cristão. Q seja a cadeia.

 
Expectativa: Bolsonaro sendo um animador de auditório, falando absurdos sem importância prática, enquanto a mão invisível do mercado e a mão pesada da milicada iriam "mudando o Brasil", Realidade: os prejuízos se avolumam e as perspectivas são péssimas

   Pesquisa 1: Lula poderia vencer no 1º turno; 62% não votariam em Bolsonaro

Pesquisa 2: Petista vence adversários no 2º turno; economia corrói governo
 
Se a eleição fosse hoje, Luiz Inácio Lula da Silva venceria todos os possíveis postulantes...
 
Agro real repudia golpe com uma nota que tem o a coragem que faltou aos bancos/Fiesp que adiaram seu manifesto. É um texto contra o governo? Não se toca, claro, no nome de Bolsonaro, mas é evidente que os pilares da democracia, identificados no manifesto, estão hoje sob ataque.
E quem os ataca é o presidente. Que pilares são esses? Listo: - estado democrático e de direito; - liberdade e pluralismo; - alternância de poder; - inovação e sustentabilidade. É claro que a mensagem tem como destinatário o presidente da República.
 
Image

Bolsonaro faz da viola um fuzil e do Brasil um cemitério. Que tipo de gente ri desse gesto?

Que tipo de gente ri de piada com a morte? o mesmo tipo de que exporta toneladas de alimentos num país de famintos.

01
Set21

Xadrez das saídas possíveis para Bolsonaro

Talis Andrade

Não haverá mais espaço para blefar. Depois do desfile de tanques velhos, de não conseguir mobilizar as FFAAs e o Congresso contra o STF, esgotaram-se todos os factoides. Terão que aparecer fatos novos. E quais seriam?

 

 

por Luis Nassif /Jornal GGN

 

Peça 1 – o maior pavor de Bolsonaro

O maior pavor de Bolsonaro atende pelo nome de Alexandre Moraes, Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Dele provavelmente sairá a ordem de prisão de Eduardo Bolsonaro, provavelmente depois que a Justiça do Rio de Janeiro decretar a de Carlos Bolsonaro, por crimes relacionados ao gabinete do ódio. Mais à frente, provavelmente sairá do Pleno ou da 2a Turma a ordem de prisão de Flávio Bolsonaro, por crimes diversos, envolvendo não apenas as rachadinhas, mas enriquecimento ilícito.

Mais à frente, ou impichado, ou derrotado nas urnas, será a vez da condenação e provável prisão do próprio Bolsonaro.

Este é o pesadelo recorrente de Bolsonaro que, mais de uma vez, tem demonstrado um medo pânico desse destino manifesto.

Todos os seus atos devem ser analisados sob esta ótica: como anular a ofensiva do Supremo.

 

Peça 2 – o fracasso dos golpes convencionais

De início, Bolsonaro tentou um auto-golpe militar, com a história do “meu Exército”, ou “minhas Forças Armadas”. Não colou. Acabou demitindo o Ministro da Defesa legalista e colocando em seu lugar o general Braga Neto.

O máximo que conseguiu foi a criação de um álibi para atacar o Congresso – o discurso do senador Omar Aziz sobre militares suspeitos – para atacar o Congresso, que resultou em uma carta articulada por Braga Neto, e assinada pelos três ministros militares. Pensava em pressionar a CPI e, por tabela, o Supremo. Não colou. Houve uma crítica generalizada contra a carta, a convocação de Braga Neto à Câmara onde ouviu de um deputado do PT, Paulo Teixeira, que, se tentasse boicotar as eleições, seria preso.

O STF pagou para ver, a própria CPI pagou para ver e Bolsonaro não tinha cartas para mostrar.

 

Peça 3 – a aliança com o Centrão

Em franco desespero, entregou-se completamente ao Centrão. Passou a ele o comando da Casa Civil, entregou o controle total do orçamento, vai entregar mais ministérios.

Foi suficiente para barrar qualquer intenção de abertura de impeachment, mas foi insuficiente para deter a armada Alexandre Moraes e a CPI do Covid.

Para ampliar seu desgosto, a popularidade está se esvaindo e Bolsonaro sabe que a crise de energia trará um desgaste enorme pela frente, ao qual se somarão os desgastes com o fracasso da luta contra a pandemia, e os aumentos da inflação e dos combustíveis.

Ao mesmo tempo, a cada sessão a CPI dos Precatórios continua demolindo a imagem do governo. Será sucedida pela CPI das FakeNews, ai envolvendo diretamente os filhos de Bolsonaro.

Nesse ínterim, as instituições continuaram cercando os radicais. A CPI das Fakenews obrigou a prestar depoimentos o general Ramos e o próprio MInistro da Justiça. O STF ordenou a prisão de youtubers e deputados terroristas. O Ministério da Saúde teve que cancelar as operações de compra de vacinas e assim pior diante, uma derrota atrás de outra.

 

Peça 4 – a armadilha da radicalização

Depois de tantos lances mal sucedidos, restou claro para Bolsonaro que sua última arma é a mobilização dos seus radicais. Daí o fato de ter levantado uma série de temas mobilizadores para sua base.

O bolsonarismo raiz está restrito a três grupos:

1. Ruralistas e garimpeiros, de olho nas terras indígenas.

2. Evangélicos e terraplanistas em geral.

3. As milícias propriamente ditas e as bases de policiais militares estaduais.

Para mantê-los mobilizados, Bolsonaro empunha três bandeiras:

1. A história do voto impresso, peça central para conseguir fraudar ou colocar em dúvida as próximas eleições.

2. Os ataques ao Supremo, apresentado como o grande inimigo da liberdade.

3. A discussão, no âmbito do Supremo, sobre o destino das reservas indígenas.

Mesmo assim, não se trata de tarefa comezinha atender à sede de violência desses três grupos.

O relacionamento de Bolsonaro com sua base exige uma radicalização progressiva. Não pode haver recuo, não pode demonstrar nenhum sinal de fraqueza, sob risco da base debandar. E aí entra em uma armadilha com apenas um desfecho possível.

Bolsonaro ameaça verbalmente o Supremo. 

A resposta tem sido medidas objetivas de punição dos radicais. 

Bolsonaro não pode repetir o movimento anterior, pelo fato do blefe ter sido desmascarado. 

Sua única alternativa é dobrar a aposta, num fenômeno típico do priapismo político que não pode nunca terminar em empate.

Dobrando a aposta, torna-se mais suscetível às reações do Supremo que, no limite, poderá levar ao impeachment.

Nessa roda viva, Bolsonaro criou seu Dia D, as manifestações de 7 de Setembro.

 

Peça 5 – 7 de Setembro, o dia D

A única maneira de segurar o Supremo seria através de um golpe. E golpe só pode ser dado com o endosso das instituições. As duas instituições centrais já pularam foram: Forças Armadas e o Congresso do Centrão.

Sem as armas institucionais, aparentemente, Bolsonaro jogou todas suas fichas nas manifestações de 7 de Setembro. Mas o que ocorrerá no dia 8?

As manifestações terão dois resultados: ou ser muito bem sucedido, ou fracasso. Mesmo se for um sucesso, cinco dias depois haverá as manifestações da oposição, fazendo o mesmo barulho. Jogadas teatrais, como motociatas ou ajuntamento de pessoas em locais específicos – avenida Paulista ou Praça dos Três Poderes – não colam mais. Cada vez mais são aglomerações isoladas, já que as pesquisas de opinião mostram o esvaziamento gradativo do bolsonarismo.

Qual o passo seguinte, então? cha inexorável rumo ao fim?

Tente raciocinar com a cabeça de Bolsonaro.

Na quadra atual, não haverá mais espaço para blefar. Depois do desfile de tranques de guerra velhos, de ameaças diárias, de não conseguir mobilizar FFAAs e Congresso contra o STF, esgotaram-se todos os factoides possíveis. Terão que aparecer fatos novos. E quais seriam?

1. Ações localizadas de violência, tentando criar um clima de insegurança nacional capaz de justificar a convocação da Força Nacional.

Será um gesto de desespero, contra o qual há anticorpos. O Ministro Ricardo Lewandowski previu essa possibilidade e alertou que, uma tentativa nessa direção poderia ser enquadrada em crime inafiançável.

2. Atentados isolados

Sem haver necessariamente palavras de ordem, estímulos indiretos para a ação dos seus radicais.

3. Um incêndio de Reichstag

Refiro-me, no caso, ao incêndio do Reichstag, preparado por Hitler, atribuído à esquerda e que serviu de motivação para a tomada do poder pelo nazismo.

 
08
Ago21

Reinaldo Azevedo diz que Bolsonaro ainda será preso

Talis Andrade

Image

"E será por juiz imparcial", diz o jornalista do É da Coisa, Uol e Folha de S. Paulo

 

247 – O jornalista Reinaldo Azevedo afirma que Jair Bolsonaro, que já cometeu dezenas de crimes de responsabilidade desde que chegou à presidência da República por meio de uma eleição fraudada, posto que sem a participação do ex-presidente Lula, prevê que ele ainda será preso. Confira:

Reinaldo Azevedo
@reinaldoazevedo
Tem lá a sua graça quando a bozolândia se refere a Lula como “ex-presidiário”, né? Afinal, estão falando os partidários do futuro presidiário. E será com juiz natural e imparcial.

 

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