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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

14
Jun22

DOSSIÊ INÉDITO MOSTRA COMO BOLSONARO CUMPRIU A PROMESSA DA ‘FOIÇADA NO PESCOÇO DA FUNAI

Talis Andrade

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Marcelo Xavier, da PF, Álvaro Simeão, da AGU, e o ruralista Nabhan Garcia são os responsáveis por colocar a Funai contra os povos indígenas que deveria proteger

 

12
Jun22

Bolsonaro comete crime de lesa-pátria e diz a Biden que, ao contrário de Lula, trabalha para defender os interesses dos EUA

Talis Andrade

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Reportagem da Bloomberg informa que Jair Bolsonaro pediu ajuda ao presidente Joe Biden e disse que Lula, ao contrário dele, defende os interesses do Brasil. Bolsonaro sonha com os soldados de Biden. A transformação do Brasil numa Ucrânia, as cidades destruídas pela guerra civil

 

247 – Uma reportagem da agência Bloomberg confirma o que muitos brasileiros já sabem: Jair Bolsonaro trabalha contra os interesses nacionais e, portanto, comete o crime de lesa-pátria. "O presidente brasileiro Jair Bolsonaro pediu ajuda ao presidente dos EUA, Joe Biden, em sua candidatura à reeleição durante uma reunião privada à margem de uma cúpula regional nesta semana, retratando seu oponente de esquerda como um perigo para os interesses dos EUA, segundo pessoas familiarizadas com o assunto", informa o jornalista Eric Martin, da Bloomberg.

"Durante a reunião desta quinta-feira, Biden destacou a importância de preservar a integridade do processo eleitoral democrático no Brasil e, quando Bolsonaro pediu ajuda, Biden mudou de assunto, disse uma das pessoas. Os comentários de Bolsonaro a Biden sobre seu rival, Luiz Inácio Lula da Silva, ecoaram suas advertências públicas sobre o ex-presidente de dois mandatos, segundo as pessoas, que pediram anonimato para discutir uma conversa privada. A assessoria de imprensa da presidência do Brasil não respondeu imediatamente a um pedido de comentário, enquanto a assessoria de imprensa da Casa Branca se recusou a comentar imediatamente", acrescentou o jornalista.

Ao contrário de Bolsonaro, que entrega todas as riquezas nacionais, como fez com a Eletrobrás e pretende fazer com o pré-sal, Lula defende boas relações com os Estados Unidos, mas sem abrir mão da soberania nacional.Nos cartazes e charges, a submissão de Bolsonaro aos EUA - Esquerda Online

[Bolsonaro, em 2018, lançou sua campanha eleitoral a presidente nos Estados Unidos, e repete o feito de lesa-pátria ao dizer, ao se proclamar candidato a reeleição fora do Brasil.

Em 2018, bateu continência para a bandeira dos Estados Unidos e para Trump, transformando o filho 03 Eduardo Bolsonaro, deputado federal, uma espécie de embaixador in pectore para a trama de golpes inclusive a invasão do Capitólio. 

Agora diz que Lula eleito não é bom para os Estados Unidos. Uma deduragem que só um traidor da pátria é capaz. Ele, Bolsonaro, da extrema direita de Trump, fica de quatro para Biden, ele e todos os seus marechais, para receber pomposas aposentadorias, e generais vassalos e golpistas que não pretendem perder as mamatas. Quando democracia é um governo que o povo exerce a soberania. Os militares não representam o povo. Os militares não foram eleitos pelo povo. Como castas pretendem ser fiscais de urnas. Quando Bolsonaro passou quatro anos malandrando, ele e sua corja. Que o povo julgue se devem permanecer mamando nas alturas, e os civis passando fome. 33 milhões de brasileiros civis passam fome, e 116 milhões de civis sofrem de insuficiência alimentar, isto é, não atingem o consumo básico de 2.100 calorias por dia, ou não tem garantida a alimentação]Image 

Forbes e Financial Times detonam Bolsonaro - Patria Latina

 

 

05
Abr22

Situação da Petrobras é "cada vez mais confusa e caótica" no governo Bolsonaro, diz jornal francês

Talis Andrade

presidente petrobras.jpegGeneral Silva e Luna e assessores militares receberam boladas em apenas  dois anos de trabalho em Itaipu -

O jornal econômico Les Echos analisa nesta terça-feira (5) a crise na direção da Petrobras e afirma que a companhia enfrenta uma situação "cada vez mais confusa e caótica". O diário conta que Jair Bolsonaro já demitiu dois presidentes da petrolífera desde que tomou posse e enfrenta dificuldades para encontrar um terceiro executivo a seis meses das eleições.

Les Echos explica que foi o aumento de mais de 20% nos preços dos combustíveis que provocou a demissão do general Joaquim Silva e Luna da presidência da estatal no final de março. Na sequência, Rodolfo Landim e Adriano Pires, que tinham sido indicados, respectivamente, para os cargos de presidente do conselho de administração e presidente da estatal declinaram o convite.ImageLula sobre Adriano Pires, novo presidente da Petrobrás: "é lobista" -  Brasil 247

 

Analistas atribuem o recuo a pressões sofridas pelos pretendentes devido a atividades que mantêm no setor privado, que poderiam levantar suspeitas de conflito de interesse. Com uma longa carreira no ramo do petróleo, Pires já vinha sendo ouvido pelo governo brasileiro nos últimos tempos como conselheiro para remediar a crise de preços de combustíveis. Na avaliação do jornal francês, com mais esse episódio confuso, "a Petrobras entra em uma nova fase de turbulência". 

O analista de investimentos Pedro Galdi, da empresa de gestão de ativos Mirae, diz na reportagem que a impossibilidade de Adriano Pires assumir a direção da Petrobras complica os cálculos do governo.

A situação da estatal volta à estaca zero, e Bolsonaro tem agora apenas oito dias para nomear novos executivos. Se a crise de governança se prolongar, ela poderá prejudicar a reputação da Petrobras, que já sofreu dano a sua imagem durante os anos de operação Lava Jato.

Além disso, assinala Les Echos, permanece a incerteza se Jair Bolsonaro irá interferir nos assuntos da petrolífera para tentar controlar a inflação antes das eleições de outubro, ou irá respeitar a política de preços da empresa pública, alinhada com o mercado internacional.

 
04
Abr22

Novo presidente da Petrobras referiu-se a leilão do pré-sal como ‘última Coca-Cola no deserto’

Talis Andrade

 

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De pires na mão

 

Em abril, o conselho de administração da Petrobras deve ratificar para presidente da companhia alguém que defende abertamente que a companhia sequer deveria existir.

 

por Hugo Souza /Come Ananás

Cerca de três meses antes de ser indicado por Jair Bolsonaro para ser o novo presidente da Petrobras, o economista Adriano Pires apregoou como “a última coca-cola do deserto” o leilão dos dois últimos, restantes, derradeiros campos de petróleo e gás da camada pré-sal com grandes reservas prospectadas e em franca operação.

A declaração de Adriano Pires, dada na condição de diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), consultoria do setor de petróleo e gás, foi publicada pela Bloomberg no dia 16 de dezembro do ano passado, um dia antes do leilão de excedentes da cessão onerosa dos campos de Atapu e Sépia, na Bacia de Santos.

Atapu e Sépia são dois campos do pré-sal com produção contínua e reservas comprovadas, sem necessidade de prospecção, porque – ora viva – o trabalho duro já tinha sido feito pela Petrobras.

Atapu e Sépia já tinham sido oferecidos às transnacionais dois anos antes, no chamado “megasaldão”, desculpe, “megaleilão do petróleo”, realizado em 2019, mas os dois campos, sob as condições de venda da época, não atraíram interessados – ou os interessados, sempre com a ajuda de consultorias, sabem muito bem jogar xadrez.

Consultores do mercado de óleo e gás, como Adriano Pires, avaliaram naquela feita que dois fatores afastaram os potenciais interessados: a indefinição sobre a compensação que deveria ser paga à Petrobras por investimentos prévios nos campos (pela regra, a compensação deveria ser negociada entre as partes) e os valores dos bônus de assinatura, considerados altos.

Atapu e Sépia foram oferecidos às transnacionais em 2019 por R$ 13,7 bilhões e R$ 22,9 bilhões, respectivamente.

Para a segunda tentativa de entregar os dois campos, o governo Jair Bolsonaro reduziu em nada menos que 70% o valor total dos bônus de assinatura. Atapu foi então a leilão no ano passado com preço mínimo de R$ 4 bilhões; Sépia, por R$ 7,1 bilhões. Além disso, outra demanda do mercado, a fixação prévia do valor de compensação à Petrobras, também foi atendida.

De fato, soa como “a última Coca-Cola no deserto”.

Além da própria Petrobras, quatro companhias petrolíferas transnacionais, dividas em dois consórcios, arremataram os excedentes de Atapu e Sépia: TotalEnergies (com matriz na França), Petronas (Malásia), Shell (Reino Unido/Holanda) e Qatar Petroleum.

Não se sabe se todas as empresas vencedoras do leilão de 2021, ou só algumas, ou nenhuma é cliente do CBIE de Adriano Pires. Sabe-se apenas que a Shell, por exemplo, aparece no site da consultoria entre as aves necrófagas do setor de óleo e gás que “confiam no CBIE”.Lula sobre Adriano Pires, novo presidente da Petrobrás: "é lobista" -  Brasil 247

Adriano Pires, Pregoeiro do Deserto e novo presidente da Petrobras 

 

‘O Sr. Rodrigues, de forma preventiva…’

 

É que Adriano Pires e o CBIE não gostam de revelar quem são os seus clientes. Há poucos anos, quando o poder público fez menção de perguntar, Adriano saiu pela tangente, e “de forma preventiva”.

No dia 6 de dezembro de 2018, no apagar das luzes do governo Michel Temer, o então ministro das Minas e Energias, o indefectível Moreira Franco, designou Adriano Pires para integrar o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) como “representante da sociedade civil”.

A nomeação foi publicada no dia seguinte, 7 de dezembro, no Diário Oficial da União:

No início de 2019, já sob o governo Bolsonaro, o Ministério Público junto ao TCU acionou o tribunal contra a designação de Adriano Pires para o CNPE, por conflito de interesses com sua intensa atividade a serviço do setor privado de petróleo e gás.

Adriano, então, adiantou-se em pedir para sair do CNPE, para não ter que dar explicações.

No processo do TCU, consta que “o Sr. Adriano José Pires Rodrigues informou que, ao tomar conhecimento da presente representação, optou, ‘de forma preventiva, por pedir a sua dispensa da função de membro do CNPE'” e que “o Sr. Rodrigues também solicita o arquivamento da representação no que se refere à sua pessoa”.

O TCU entubou:

“Conforme registrado, o Sr. Rodrigues não desempenhou atividade alguma no âmbito do CNPE, portanto, não se aprofundaram quaisquer exames acerca de sua competência e/ou de conflito de interesses em sua participação no âmbito do CNPE”.

Isso por mais que, segundo levantamento do Come Ananás, entre as datas de designação e de dispensa de Adriano Pires do CNPE publicadas no Diário Oficial da União o órgão tenha realizado duas reuniões, uma ordinária, outra extraordinária, e publicado seis resoluções, todas elas sobre regras para novos leilões de campos de petróleo.

 

Duas reuniões e um funeral

 

No dia em que o DOU publicou a nomeação do “Sr. Rodrigues” para o CNPE, a agência de notícias Epbr, que cobre o setor de óleo e gás, deu conta de que Adriano Pires já tinha participação certa em uma reunião extraordinária do órgão marcada para dias depois, 17 de dezembro, e cuja pauta era “aprovar a realização do leilão do excedente da cessão onerosa e o aditivo do contrato com a Petrobras, além da 16ª rodada de concessão e 6ª rodada de partilha”.

A memória daquela 37a reunião extraordinária do CNPE informa que Moreira Franco de fato deu as boas vindas a novos membros, mas ao lado do nome de Adriano Pires aparece entre parênteses a expressão “ausência justificada”.

A dispensa de Adriano Pires do CNPE foi publicada no Diário Oficial da União no dia 25 de março de 2019. Antes desta data aconteceu uma segunda reunião do órgão, a 1a extraordinária daquele ano, realizada no dia 28 de fevereiro. A publicação da dispensa de Pires publicada no DOU informa, porém, retroatividade de um mês para o ato, “a partir de 26 de fevereiro” – apenas dois dias antes da reunião.

A memória daquela reunião de 28 de fevereiro de 2019 mostra que naquele dia o CNPE abordou os assuntos bônus de assinatura e compensação à Petrobras visando um futuro leilão dos megacampos de petróleo e gás Atapu e Sépia.

Será algo mais parecido, na verdade, com um funeral, porque será um caso curioso – mais um nesta história – de um conselho de administração nomeando para presidente da companhia alguém que defende abertamente nas tribunas do país que a companhia sequer deveria existir:

Sucessor de Silva e Luna tem ‘solução final’ para preço da gasolina: vender a Petrobras

 

Porque o petróleo tem que ser nosso | Gama Livre

15
Nov21

“O juiz que me processou está sob suspeição. Ele me colocou na prisão por ‘fato indeterminado’, porque queria ser ministro do presidente que ele ajudou a eleger’, disse Lula no Parlamento Europeu

Talis Andrade

Lula no Parlamento europeu

 

por Paloma Varón, especial para a RFI - Radio França Internacional de Bruxelas

O ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu nesta segunda-feira (15) o encontro ‘Dia da América Latina’, organizado pelo grupo Socialistas e Democratas do Parlamento Europeu, em Bruxelas. Lula, que não admite estar em campanha nem ser candidato para 2022, não nega ter "boas relações" com Geraldo Alckmin (PSDB), cotado para ser seu vice.

Em uma coletiva de imprensa alguns minutos antes da conferência, Lula agradeceu a solidariedade da Europa quando esteve preso e na luta contra o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), em 2016. Lula falou dos seus 580 dias de prisão e aproveitou para alfinetar o ex-juiz Sergio Moro, que se filiou ao Podemos no último dia 10 e deve concorrer à presidência em 2022.

“O juiz que me processou está sob suspeição. Ele me colocou na prisão por ‘fato indeterminado’, porque queria ser ministro do presidente que ele ajudou a eleger’, disse Lula.

Durante a entrevista, Lula não hesitou em criticar Bolsonaro. “Se ele pudesse, venderia tudo: o que tem e o que não tem”, disse, sobre o projeto de destruição em curso e sobre o desmantelamento da Petrobras e do BNDES.

“O sonho dele, todo dia, é desfazer cada coisa que nós criamos”, disse Lula, após a deputada europeia que organizou o evento, a espanhola Iratxe García Pérez, ter elogiado o programa o Bolsa Família, que ela considera como “um exemplo para o mundo.”

Apesar de já ter dito que seria candidato à presidência em 2022 à revista francesa Paris Match, Lula desconversou durante a coletiva de imprensa. Mas disse que se sente em forma e confiante e que vai se casar (com sua namorada, Janja Lula) antes do pleito.

“O vice é muito importante”

Questionado pela RFI sobre os rumores de que o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) seria seu vice, Lula mais uma vez desconversou: “Eu já tenho 22 candidatos vices e oito ministros da Economia, quando eu ainda nem decidi ser candidato. O vice é uma pessoa que tem de ser levada muito a sério, porque o vice pode ser presidente. Podem acontecer muitas coisas. O vice tem que ser uma pessoa que soma com o presidente e não que diverge”, afirmou.

Em seguida, ele reafirmou suas boas relações com o ex-governador de São Paulo: “Eu tenho uma histórica relação de respeito com o Alckmin, eu fui presidente quando ele foi presidente. Nós conversamos muito. Não há nada que tenha acontecido entre mim e o Alckmin que não possa ser reconciliado”.

“Política às vezes é como jogo de futebol. Você derruba o cara, ele cai chorando de dor, mas depois que termina o jogo eles se encontram, se abraçam, vão tomar uma cerveja e discutir sobre o próximo jogo’, disse Lula usando uma de suas metáforas mais recorrentes, a do futebol.

“Política é assim, quando não há ofensa moral, quando não há ofensa pessoal, eu acho que nas divergências políticas todo mundo joga bruto porque todo mundo quer ganhar. Eu disputei as eleições de 2006 com o Alckmin, mas eu quero lhe dizer que tenho um profundo respeito por ele”, concluiu. 

Lula não respondeu sobre uma possível comparação de Alckmin, cujo partido começou o processo de impeachment de Rousseff, com Michel Temer.

 

18
Ago21

Novo dono dos Correios levará junto 2.500 imóveis em alguns dos bairros mais caros do país – e a estatal nem sabe quanto valem

Talis Andrade

Na pandemia, Correios batem recorde com receitas internacionais | Poder360Centro Cultural Rio de Janeiro — Correios, o maior operador logístico do  Brasil.Palácio dos Correios de São Paulo - Descubra Sampa - Cidade de São Paulo

BANCO IMOBILIÁRIO

 
 
 
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Jair Bolsonaro ganhou aval da Câmara dos Deputados para vender os Correios num leilão previsto para o primeiro trimestre do ano que vem. Quem comprar a empresa levará junto com a operação de distribuição e entrega de correspondências e mercadorias um tesouro pouco conhecido: 2.500 imóveis próprios espalhados por todos os 27 estados do país, incluindo áreas muito valorizadas no mercado imobiliário.

A carteira imobiliária dos Correios é variada: tem prédios empresariais, históricos, imensos galpões logísticos, terrenos e agências em torno das quais cidades cresceram no interior do Brasil. A empresa, vale lembrar, é uma das mais antigas do país – surgiu em 1663, com a criação do cargo de Correio-mor das cartas do mar.

Estão na lista o edifício sede da estatal, em Brasília, que sozinho vale mais de R$ 360 milhões, de acordo com o contrato de seguro em vigor até junho passado. Ou um prédio localizado na Pituba, um bairro caro de Salvador, que foi avaliado em mais de R$ 75 milhões ao ser segurado, em 2016, mas foi posto à venda por R$ 248 milhões em 2019.

Além deles, os Correios possuem prédios históricos que são ícones de diversas cidades do Brasil, como os da Rua Visconde de Itaboraí, no Rio, do Vale do Anhangabaú, em São Paulo, e da Praça da Alfândega, em Porto Alegre, os três transformados em centros culturais.

Mais incrível que o patrimônio acumulado ao longo de 358 anos de vida  é o fato da estatal não saber exatamente – ou não querer dizer – qual o valor desse acervo que, sozinho, pode render lucros fabulosos a quem comprar a estatal. Isso significa que, na prática, o governo ganhou a primeira autorização para vender uma empresa cujo valor atualizado sequer conhece – ou, se conhece, não informa à sociedade.

Em 2019, os Correios deveriam ter avaliado todo seu patrimônio imobiliário para atualizá-lo no balanço patrimonial que é divulgado periodicamente. A estatal diz ter adotado, em 2014, a prática de levantar os valores reais de seus imóveis a cada cinco anos. Portanto, o levantamento já deveria ter sido refeito. Até o final de 2020, porém, não havia sido concluído.

Em 2013, antes de os Correios reavaliarem sua carteira imobiliária, o balanço da empresa apontava um patrimônio de R$ 1,556 bilhão em imóveis. Após a avaliação, o valor subiu para R$ 5,692 bilhões em 2014. Um espantoso crescimento de 265%, obviamente devido ao meticuloso trabalho de checagem da real situação dos milhares de imóveis da empresa, um a um.

O trabalho jamais foi repetido. Sem dispor da nova avaliação, o balanço patrimonial vem indicando quedas sucessivas no valor da carteira imobiliária, atribuída à depreciação estimada dos imóveis. Assim, em 2019, os Correios estimaram que seus imóveis valiam R$ 5,237 bilhões.

Acontece que, em 2020, a estimativa caiu para R$ 3,850 bilhões. Trata-se de um valor 26% menor que o apresentado em 2019, e nada desprezíveis 32% inferior ao de 2015. Igualmente espantoso é perceber que a estimativa depreciada foi preparada para as demonstrações de resultados apresentadas em maio de 2021, meses depois do governo oficializar o projeto de privatização da estatal.

A conta de padeiro esconde uma impossibilidade prática. É impossível que todos os 2.500 imóveis sofram a mesma depreciação. É improvável que todos eles tenham na prática perdido valor de mercado. Prédios, mesmo antigos, podem subir de preço meramente pela valorização de imóveis vizinhos ou da região da cidade em que estejam, como sabe qualquer brasileiro que vive no meio urbano.

“Depreciação num imóvel não existe. Não há desvalorização no longo prazo”, afirmou o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Distrito Federal, Geraldo Nascimento, que acompanha de perto mudanças no valor de prédios e residências em Brasília e no país, em geral. “Há casos de imóveis que valorizaram 100% de 2014 para cá”.

Nascimento me disse que empresas que querem saber exatamente quanto vale sua carteira imobiliária costumam reavaliá-las a cada 90 dias. “Te falo com toda certeza, sem medo de errar, que uma avaliação de 2014 está completamente defasada”, afirmou, sobre o caso dos Correios.BRASÍLIA,DF,05.08.2021:ATO-CONTRA-PRIVATIZAÇÃO-CORREIO - Ato contra privatização dos Correios, realizado na cidade de Brasília, DF, nesta quinta feira, 05. (Foto: Matheus W Alves/Futura Press/Folhapress)

Manifestação contra a privatização dos Correios, em Brasília: Câmara dos Deputados deu aval à venda de uma empresa que não se sabe quanto vale. Foto: Matheus W Alves/Futura Press/Folhapress

 

O puxão de orelhas dos auditores

Os Correios informaram no seu balanço de 2020 que a pandemia atrapalhou a conclusão da reavaliação de sua carteira imobiliária. Acrescentam, ainda, que mudaram a forma de calcular o valor de seus imóveis. Segundo a empresa me informou em resposta a pedido protocolado conforme a Lei de Acesso à Informação, a alteração ocorreu em dezembro de 2020, ou seja, meses antes de o governo formalizar a intenção de vender a estatal.

“Importa esclarecer que em virtude do cenário estabelecido pela pandemia, desde março de 2020, a avaliação da totalidade da carteira imobiliária restou prejudicada, principalmente, em relação aos imóveis situados na região Norte [do Brasil], o que impossibilitou na entrega de 41 laudos que seriam utilizados na mensuração do valor justo”, registraram os Correios, em mau português, nas notas explicativas do balanço patrimonial publicado em 27 de maio.

É também curioso que, na demonstração de resultados de 2019, a estatal tenha informado que o serviço de avaliação dos imóveis já havia sido contratado, mas não concluído a tempo de ser considerado no balanço. Ou seja, ao menos parte do serviço já havia começado muitos meses antes da pandemia.

Auditores da empresa BDO, contratados pelos Correios para avaliar a demonstração dos resultados de 2019, notaram a falta da avaliação de carteira imobiliária na papelada entregue pela estatal. Chamada a opinar sobre a prestação de contas, os auditores disseram que os documentos produzidos pela companhia estavam adequados, mas com ressalvas.

Segundo dois profissionais que trabalham com auditoria de balanços com quem eu conversei, mas que pediram para não terem seus nomes revelados por não terem trabalhado diretamente na avaliação da demonstração de resultados dos Correios, a aprovação com ressalvas de um documento contábil é uma rara exceção. Não quer dizer, a princípio, que a empresa tenha cometido alguma fraude na apresentação de suas contas. Mas só acontece quando uma demonstração de resultado contém informações de credibilidade difícil de comprovar.

No caso específico dos Correios, a falta de avaliação da carteira imobiliária era um dos motivos das ressalvas. A BDO reforçou que a estatal deveria ter reavaliado todos os imóveis em 2019. Como isso não fora feito, ficou impossível constatar se o patrimônio da empresa estava corretamente calculado e divulgado.

Já em 2020, quem analisou o balanço dos Correios foi a Crowe Consult. Desta vez, foi aprovado sem ressalvas. A Crowe, contudo, lembrou em seu relatório as ressalvas apontadas pelo BDO – e que elas tinham relação com a falta de avaliação da carteira imobiliária.

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‘Depreciação num imóvel não existe. Não há desvalorização no longo prazo’, diz presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Distrito Federal. Mas é o que se vê nos balanços dos Correios. Foto: Emerson Nogueira/Futura Press/Folhapress

 

Bairros nobres, áreas valorizadas

Só no Distrito Federal os Correios têm oito imóveis próprios. Seis deles ficam no Plano Piloto de Brasília, a área da cidade projetada pelo urbanista Lúcio Costa, tombada como patrimônio da humanidade pela Unesco em 1987. Ali, o valor de um metro quadrado de apartamento chega a custar mais de R$ 10 mil – o que faz os imóveis rotineiramente custarem perto de R$ 1 milhão.

No Setor Comercial Sul, o principal da cidade, a estatal tem o Edifício Apolo, com sete andares, onde hoje funciona o Museu dos Correios. Em 2017, ele foi avaliado em R$ 6,9 milhões para a contratação de um seguro. No mesmo ano, a Universidade dos Correios, um campus corporativo da estatal que fica bem ao lado da Universidade de Brasília e próxima do lago Paranoá, foi avaliada em mais de R$ 24 milhões – também por uma seguradora.

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Campus da Universidade Correios, no Plano Piloto de Brasília, foi avaliado em R$ 24 milhões por uma seguradora. Foto: Reprodução/Google Maps

 

Em São Paulo, os Correios têm três prédios próprios na Vila Leopoldina, bairro que passa por uma intervenção urbanística promovida pela prefeitura que elevou o metro quadrado dos imóveis a até R$ 10 mil. Os prédios abrigam a sede regional da empresa e um complexo logístico. Um tem 28 andares; o outro, 155 mil metros quadrados de área construída – o equivalente à área de cem campos de futebol.

No Rio de Janeiro, a estatal é dona do imóvel em que fica sua agência na rua Visconde de Pirajá, uma das principais de Ipanema, bairro com um dos metros quadrados mais caros do país. Lá, um apartamento de 100 metros quadrados custa, em média, R$ 1,8 milhão. Segundo os Correios, a agência ocupa 20 boxes numa galeria comercial no coração da Zona Sul carioca.

Os Correios ainda são donos de um prédio histórico em Belém, de quatro andares, localizado na Avenida Presidente Vargas, a principal da cidade. Também possuem um novo e imponente complexo que conjuga um edifício comercial a um centro logístico no Rebouças, bairro da área central de Curitiba.

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Correios são donos de prédios e um terreno do tamanho de cem campos de futebol na Vila Leopoldina, em São Paulo. Foto: Reprodução/Google Maps

 

Em 2010, a Igreja Universal do Reino de Deus pagou R$ 32 milhões pelo terreno de uma antiga fábrica ali ao lado para erguer nele um templo de 35 metros de altura, capacidade para 5 mil pessoas, estacionamento para 650 veículos, heliponto e estúdios de rádio e televisão.

Eu questionei os Correios sobre o valor de sua carteira imobiliária. Primeiro, via Lei de Acesso à Informação, a LAI. Solicitei à estatal a lista completa de seus imóveis próprios e o valor de avaliação de cada um deles. Recebi dados cadastrais dos bens, mas não o preço deles, uma “informação estratégica”, segundo a empresa.

“A divulgação de informações sobre o valor que compõe cada imóvel, poderá suscitar prejuízos à competitividade na eventualidade de uma alienação”, justificou a empresa, em resposta a um recurso que apresentei após a primeira negativa de informações. Em português claro, quer dizer que publicar a informação poderia derrubar o preço dos imóveis em caso de venda. Só que escondê-la permite que a sociedade suspeite que o patrimônio de mais de três séculos poderá ser entregue por menos do que vale.

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Sede Regional dos Correios, em Curitiba: em 2010, a Igreja Universal do Reino de Deus pagou R$ 32 milhões por um terreno similar no mesmo bairro. Foto: Reprodução/Google Maps

 

Em outro protocolo via LAI, pedi dados das empresas contratadas para avaliar imóveis dos Correios e quando isso foi feito. Fui informado que as empresas PR1 Engenharia e T. Cichelero Engenharia foram contratadas em 2019 para prestar o serviço seguindo métodos de avaliação descritos em normas da ABNT. Os Correios, porém, não informaram quanto gastou com os serviços.

Eu ainda busquei a assessoria de imprensa da estatal para questionar o assunto e pedir explicações, inclusive, sobre a queda expressiva no valor do patrimônio imobiliário da empresa de 2019 para 2020. Questionei, inclusive, sobre o impacto no eventual valor de venda da estatal à iniciativa privada.

Os Correios só informaram que questionamentos sobre os projetos para sua privatização devem ser encaminhados à Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos do Ministério da Economia. A Secretaria não respondeu a questionamentos enviados por e-mail.

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, já declarou que espera vender os Correios por até R$ 15 bilhões. Eu perguntei ao ministério o que baseia essa previsão. Não recebi resposta.

A Brazilian postman delivers letters in Rocinha slum in Rio de Janeiro on October 4, 2013.  AFP PHOTO / CHRISTOPHE SIMON        (Photo credit should read CHRISTOPHE SIMON/AFP via Getty Images)

Governo diz que comprador dos Correios terá que garantir ‘universalidade dos serviços postais’. Mas Hamilton Mourão já sinalizou criação de nova estatal para atender o ‘vasto interior do Brasil’. Foto: Christophe Simon/AFP via Getty Images

 

O que vem a seguir

Após a aprovação pela Câmara dos Deputados, o projeto de privatização dos Correios será analisado pelo Senado. Se aprovado sem mudanças, segue direto para sanção de Bolsonaro.

Enquanto a tramitação do projeto segue em debate, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, já estuda como a privatização deve ser realizada. Segundo o banco, ainda não há estimativa oficial sobre o valor de venda da estatal.

A análise sobre a real situação da empresa está prevista para ser concluída ainda neste mês, segundo o BNDES.

No Judiciário, a Associação dos Profissionais dos Correios, Adcap, tenta barrar a privatização alegando que ela é inconstitucional. A Procuradoria-geral da República, a PGR, já se manifestou contra a venda integral da empresa, conforme previsto no projeto em tramitação no Congresso Nacional.

Para além das questões legais, a Adcap argumenta que a venda dos Correios pode comprometer o acesso à população de áreas mais remotas ao serviço postal, seja pelo eventual fechamento de agências ou pelo aumento de tarifas.

A esse respeito, o vice-presidente Hamilton Mourão sinalizou, após a vitória na Câmara, que o governo poderá criar uma nova estatal para cumprir o papel dos Correios no interior do Brasil, onde o acesso é mais difícil e a demanda, menor – ou seja, onde o negócio é menos rentável.

“Entendemos que o governo pode perfeitamente abrir essa atividade para as empresas privadas. Existe um vasto interior do Brasil que deverá continuar a ser entendido por uma empresa ligada ao governo”, afirmou Mourão, segundo o portal Metrópoles.

Enquanto isso, o governo Bolsonaro colocou no ar um site sobre o projeto de privatização. Ali, promete que o comprador dos Correios deverá garantir a universalidade dos serviços postais e que funcionários terão empregos protegidos.

Faltou combinar com o vice-presidente.

 

Esta reportagem foi realizada com apoio de República.org.

26
Out20

Petrobrás pede para ter tratamento de embaixada estrangeira e não compartilhar seus secretos acordos com o povo brasileiro

Talis Andrade

 

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Empresa foi ao Judiciário e solicitou este estranho e inusitado tratamento para não cumprir pedido formulado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e se automutilar para leilões entreguistas. O STF vai decidir se a Petrobras é brasileira

 

O jornal Valor Econômico revela, nesta segunda-feira, que a Petrobrás luta para esconder seus acordos firmados com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. “A Petrobras adotou uma estratégia jurídica inédita para tentar se livrar de compartilhar a íntegra dos acordos celebrados com as autoridades de Justiça dos Estados Unidos (EUA). Pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a Corte lhe dê tratamento semelhante ao conferido às embaixadas estrangeiras localizadas no Brasil, imunes a decisões proferidas pelo poder Judiciário”, aponta reportagem do Valor.

Comenta o portal 247: Caso a empresa brasileira ganhe esse absurdo e safado status de embaixada, de lesa-pátria, ela não precisará compartilhar documentos solicitados pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como o que obrigou a empresa a pagar mais de US$ 3 bilhões a investidores dos Estados Unidos. Com a operação Lava Jato, que teve como pano de fundo o ataque “à corrupção na Petrobrás”, todo o modelo de exploração de petróleo no Brasil foi alterado, destruindo a cadeia de produção dos setores de óleo e gás no País e abrindo espaço para a entrega de poços do Pré-sal e de refinarias brasileiras a empresas internacionais, o que talvez explique o sigilo.

No fim de feira da Petrobras, a escandalosa venda da Braskem pelo governo Temer, para um exemplo. Inclusive o escandaloso depósito de 2 bilhões e 500 milhões numa suposta fundação da Lava Jato, no dia 30 de janeiro de 2019, numa conta controlada por Dallagnol, inquisidor da Liga da Justiça da autodenominada República de Curitiba. 

A grife da Lava Jato, considerada uma organização criminosa, juntamente com agentes dos Estados Unidos espionou a Petrobras e o cobiçado mapa do Pré-Sal. 

Escreve Emanuel Cancella: 

Bolsonaro que, quando deputado, falava em fuzilar FHC por vender estatais e nossas reservas petrolíferas, entretanto hoje presidente faz pior.

Bolsonaro já vendeu a BR Distribuidora e agora anuncia a venda da metade das refinarias.

Pasmem! Bolsonaro tem aval do STF para, sem passar pelo Congresso Nacional, vender as chamadas “Unidades de negócios” denominadas por FHC, na verdade, as subsidiárias da Petrobrás! 

Bolsonaro já vendeu, não se sabe para quem, pois o governo esta escondendo a identidade do comprador, a BR Distribuidora e os postos BR e junto, de graça, o 3º mercado de distribuição de combustíveis, pois o mercado brasileiro de venda de combustíveis só perde para a EUA e China. 

E agora vai vender, aos gringos, metade das refinarias para alimentar os postos BR. É a chamada venda ou negociata casada!"

A direção da Petrobrás, comandada por bolsonaristas, deixou patente que o único objetivo do pedido ao STF é não compartilhar os documentos com a defesa de Lula: a petição foi protocolada nos autos de um dos processos em que os advogados do ex-presidente requerem acesso aos documentos, os quais consideram essenciais para o exercício pleno do direito de defesa - tanto no caso do tríplex do Guarujá (SP), pelo qual o petista foi condenado, quanto no da ação que envolve a Odebrecht.

Para tentar arrancar da Corte o segredo inconstitucional, a direção da Petrobrás citou como precedente um habeas corpus de relatoria do ex-ministro Celso de Mello, julgado pela Segunda Turma dez anos atrás. Na ocasião, decidiu-se que o STF não tinha poder para impor, às delegações diplomáticas estrangeiras sediadas no país o cumprimento de determinações judiciais, pois elas não estariam sujeitas à jurisdição do Estado brasileiro, informa a jornalista Luísa Martins. No entanto, a Petrobrás é uma empresa brasileira.

O fato de ser a Petrobrás uma empresa brasileira, por si mesmo óbvio, está no centro da argumentação da defesa de Lula. Para os advogados, a Petrobrás viola o princípio da boa-fé processual ao tentar equiparar a sua situação jurídica a de uma embaixada estrangeira, em uma analogia que “carece de seriedade”.

“A Petrobras é empresa brasileira e não uma embaixada, e, além disso, a petrolífera figura nas ações penais como assistente de acusação contra o reclamante [Lula] - de modo que deve arcar com o ônus inerente à posição por ela assumida voluntariamente”,  argumentaram os advogados de Lula.

Será que a má fé, o antipatriotismo, o prazer sádico de ver Lula apodrecer na prisão, vale um Pré-Sal, uma Petrobras? 

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