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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

07
Out22

Primeira semana da campanha para o 2º turno é marcada por vídeos contra Lula e Bolsonaro; conheça os principais

Talis Andrade

Bolsonaro agride mulher e coloca mandato em jogo no Parlamento - Correio do  Brasiltesoureiro on Twitter: "Sempre foi valente com a imprensa. Mas só com as  mulheres. BOLSONARO ODEIA MULHERES https://t.co/9sLOSKyTTr" / Twittertesoureiro on Twitter: "Sim, ele falou isso. Pode conferir aí no Google.  BOLSONARO ODEIA MULHERES https://t.co/9TwyvvU8zb" / Twitter

Por g1

A primeira semana da campanha eleitoral para o segundo turno foi marcada por vídeos contra o ex-presidente Lula (PT) e o atual, Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição. A segunda etapa da corrida presidencial está marcada para o dia 30 deste mês.

As publicações viralizaram nas redes sociais e um dos vídeos foi usado em uma peça de propaganda eleitoral petista.

 

Maçonaria

 

Um vídeo antigo mostra Bolsonaro discursando numa loja maçônica em uma fase pré-campanha de 2018, quando ele ainda não havia se lançado oficialmente à Presidência, mas já percorria o país. A polêmica se deve ao fato de que as igrejas evangélicas, grupo ao qual Bolsonaro faz acenos constantes em busca de votos, serem críticas à maçonaria. Em outro vídeo, Silas Malafaia, uma das influentes lideranças evangélicas que apoiam a sua reeleição, associa a maçonaria a "trevas".

 

Depois de esse vídeo vir à tona, passou a circular nas redes sociais umprint falso de uma publicação no Twitter atribuída a Bolsonaro em que ele diz: "Maçonaria será maior que o cristianismo no Brasil, por isso buscamos o apoio dessa gente. Cristãos, em sua maioria, são pobres e precisamos dos maçons que são ricos para bancar nossa campanha até o dia 30". A conta oficial de Jair Bolsonaro no Twitter não publicou o conteúdo atribuído a ele no print falso. Essa segunda imagem é uma montagem.

 

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Satanismo

 

Nas redes sociais, foram compartilhadas mensagens associando Lula a um homem identificado como Vicky Vanilla, que seria satanista. Em nota, o PT negou qualquer relação entre o homem e o ex-presidente e acusou grupos bolsonaristas no Telegram e WhatsApp de compartilharem a mentira.

O próprio Vicky Vanilla divulgou um vídeo desmentindo o boato. "Esse pronunciamento faz parte de uma live que fiz e está sendo usado fora de contexto", diz. "O vídeo está sendo espalhado como uma fake news a meu respeito e a respeito do candidato Lula, que não tem qualquer ligação com a nossa casa espiritual", acrescenta.

 

Xenofobia contra nordestinos

BOLSONARO NO NORDESTE - Jônatas Charges - Política Dinâmica

Em uma live, Bolsonaro associou a vitória petista no Nordeste no primeiro turno das eleições ao analfabetismo na região. O presidente afirmou que "esses estados do Nordeste estão sendo há 20 anos administrados pelo PT" e que "onde a esquerda entra, leva o analfabetismo, leva a falta de cultura, leva o desemprego".

Ainda sobre esse tema, outro vídeo que ganhou repercussão foi um publicado pela então vice-presidente da Comissão da Mulher Advogada da Ordem dos Advogados do Brasil em Uberlândia, Flávia Aparecida Moraes, na quarta (6) dizendo que "não vai mais alimentar quem vive de migalhas", se referindo aos moradores da região Nordeste do Brasil, que votaram em peso em Lula no primeiro turno. Após a repercussão da declaração, ela pediu licença do cargo.

 

Canibalismo

Propaganda do PT na volta do horário eleitoral resgata vídeo de 2016 em que Bolsonaro diz que comeria um indígena — Foto: Reprodução

Propaganda do PT na volta do horário eleitoral resgata vídeo de 2016 em que Bolsonaro diz que comeria um indígena

 

A campanha de Lula usou em inserções de TV nesta sexta-feira (7) um vídeo de 2016 em que Bolsonaro diz que comeria "sem problema nenhum" um indígena em ritual de aldeia.

O vídeo é de uma entrevista de Bolsonaro a um jornalista do "New York Times" em 2016, época em que o presidente ainda era deputado federal. A entrevista completa está nas redes sociais do presidente.

O presidente relata que um indígena que havia morrido estava sendo cozido pela aldeia. "É para comer. Cozinha por dois, três dias, e come com banana. Eu queria ver o índio sendo cozinhado. Aí o cara: 'Se for, tem que comer'. Eu como! Aí, a comitiva, ninguém quis ir", contou Bolsonaro.

 

Agressão a mulheres

 

Outro vídeo que ganhou repercussão nas redes sociais traz um trecho de uma entrevista antiga de Bolsonaro ao extinto programa humorístico da Band CQC - Custe o que Custar em que questionado se "já deu uns sopapos em alguma mulher alguma vez", ele responde: "Já".Bolsonaro despreza as mulheres e isso pode ser determinante para a sua  derrota - ISTOÉ Independente

É longa a lista de mulheres agredidas por Bolsonaro (vide tags): Conceição Aparecida Aguiar, Marinor Brito, Vera Magalhães, Preta Gil, Maria do Rosário, Patrícia Campos Mello, Daniela LimaDia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher: compare Lula a Bolsonaro  - Lula
 
 

07
Set22

Bolsonaro puxa coro de ‘imbrochável’ em ato dos 200 anos da independência e faz alusão ao golpe de 64

Talis Andrade

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Bolsonaro fez um discurso com ares de campanha na comemoração do bicentenário da independência do Brasil. Pela manhã o chefe de Estado fez alusão ao golpe militar de 1964 e disse que “a história pode se repetir”.  

Raquel Miura /RFI 

A cerimônia dos 200 anos da independência do Brasil virou um palanque para o presidente Jair Bolsonaro. Mal terminou o desfile, o presidente tirou a faixa presidencial e se dirigiu a um trio elétrico de apoiadores para atacar adversários, defender uma pauta conservadora, falar de economia e corrupção.

“O mal que perdurou por quase 14 anos agora deseja voltar. O povo está do nosso lado. O povo está do lado bem. A vontade do povo se fará presente no dia 2 de outubro”, disse Bolsonaro (PL) se referindo ao PT do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu principal adversário. “Somos uma pátria majoritariamente cristã, que não quer a liberação das drogas, que não quer legalização do aborto, que não admite a ideologia de gênero”, falou também o presidente.

Ignorando suspeitas de corrupção que atingem o clã Bolsonaro e seu governo, de rachadinhas a compra de imóveis com dinheiro vivo, o presidente tentou de novo resgatar uma de suas bandeiras na eleição passada. “Vocês sabem a beira do abismo em que o Brasil se encontrava há poucos anos, atolado em corrupção, desmando. Demos uma nova vida a essa Esplanada dos Ministérios, com pessoas competentes, honradas e patriotas”.

O ponto que mais chamou a atenção, no entanto, não foi a corrupção nem as críticas aos concorrentes, mas o tratamento dispensado pelo presidente às mulheres, justamente um nicho em que ele não conseguiu avançar na intenção de votos.

“Podemos fazer várias comparações até entre as primeiras-damas. O que discutir? Tenho uma mulher de Deus e ativa na minha vida. Eu tenho falado para os homens solteiros, procurem uma mulher, uma princesa, se casem com ela, para serem mais felizes ainda”. E para coroar o discurso, Bolsonaro puxou gritos de “imbrochável, imbrochável, imbrochável”, ao que a multidão respondeu repetindo o adjetivo, enquanto o presidente ria ao lado da primeira-dama Michelle.

Orientado, ele foi mais controlado ao atacar outros poderes, falando que “vocês conhecem hoje o que é o Supremo Tribunal Federal”, seguida por vaias da plateia. “Pode ter certeza, é obrigação de todos jogarem dentro das quatro linhas da Constituição. Traremos para dentro das quatro linhas todos que ousam ficar fora dela”, discursou Bolsonaro.

 

Pastores e latifundiários juntos

 

Além de tanques, militares e estudantes de escolas públicas do Distrito Federal, sempre presentes no evento da independência, o desfile de 7 de setembro este ano contou com um carro com representantes do agronegócio e outro referente à religião cristã, dois setores importantes ao presidente Jair Bolsonaro na eleição, deixando clara a marca de campanha da cerimônia.

Mas o que chamou a atenção desta vez foram as ausências.

Autoridades civis e militares, muitas vezes com familiares, costumam acompanhar a marcha de quem passa em frente das arquibancadas montadas na Esplanada dos Ministérios. Mas como Bolsonaro convocou apoiadores a irem às ruas e demonstrar força política nesta data, já marcada ano passado por declarações golpistas do presidente, os presidentes do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, da Câmara, Arthur Lira (PP/AL) e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD/MG), não compareceram ao desfile, o primeiro após dois anos de suspensão por conta da pandemia de Covid-19. Lira tem sido um grande apoiador do presidente numa aliança parlamentar regada a muitas emendas parlamentares. Porém, mesmo o centrão tem se mostrado distante do discurso mais radical do presidente.

Na Esplanada, uma multidão vestida de verde e amarelo acompanhou o discurso do presidente, muitos levantado faixas pedindo intervenção militar, voto impresso e atacando instituições como o judiciário. Nos últimos dias gerou polêmica uma operação de busca e apreensão de material contra milionários empresários que expressaram, num grupo privado de WhatsApp, apoio a uma ditadura militar se isso significasse impedir um novo governo petista. Um desses empresários, Luciano Hang, estava ao lado do presidente assistindo ao desfile nesta quarta-feira.

O presidente de Portugal acabou sendo peça de destaque de um evento oficial que virou peça de campanha. Apoiadores polêmicos do presidente ficaram lado a lado de Marcelo Rebelo de Sousa, que acompanhou o desfile em Brasília, depois de um desencontro entre ele e Bolsonaro. O brasileiro chegou a cancelar um encontro que teria com o líder português em julho depois de saber que Sousa se reuniria também com Lula.

 

Ameaça de golpe?

 

Mais cedo, no café da manhã no Palácio do Alvorada, o tom foi mais antidemocrático, com Bolsonaro citando várias situações de tensão, inclusive algumas em que houve ruptura institucional, como no golpe militar de 1964, quando então soltou um “quero dizer que o brasileiro passou por momentos difíceis, 1922, 45, 64, 16, 18 e agora de novo. A história pode se repetir. O bem sempre venceu mal”. Pelas redes sociais ele já havia lembrado os 150 anos da independência comemorado em 1972 pelo governo militar de Garrastazu Médici.

Bolsonaro voltou a culpar a pandemia e a guerra na Ucrânia pelos problemas econômicos que assolam o país, e a dizer que o Brasil está numa nova fase, com gasolina mais barata e inflação despencando.

 

“Essa bandeira é de todos”

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Outros candidatos à presidência fizeram publicações nas redes sociais sobre o bicentenário da independência. "200 anos de independência hoje. 7 de setembro deveria ser um dia de amor e união pelo Brasil. Infelizmente, não é o que acontece hoje. Tenho fé que o Brasil irá reconquistar sua bandeira, soberania e democracia”, escreveu Lula (PT).

Ciro Gomes (PDT), afirmou em vídeo na internet que “O Brasil e os brasileiros merecíamos comemorar os 200 anos de nossa Independência vivendo dias bem melhores. Porém, mesmo com os dramas e ameaças que nos cercam, não podemos perder a fé e a esperança neste nosso país tão lindo. O Brasil é muito maior do que qualquer problema. E tem solução para qualquer tipo de dificuldade”.

A candidata Simone Tebet (MDB) também comentou a data. "Esta bandeira não tem partido. Esta bandeira não tem dono. Ela é de todos nós. O Brasil precisa de uma nova independência. Um projeto de futuro e esperança, com educação de qualidade e proteção do meio ambiente. Uma vida melhor para nossas crianças e jovens. Um novo Brasil, mais justo, respeitado no mundo todo. Com amor e coragem, a gente muda o Brasil de verdade."

07
Set22

Jovem Pan é notificada pelo TSE por mentira sobre Lula e propaganda pró-Bolsonaro

Talis Andrade

Opera Mundi: Charge do Latuff: David Duke, político ligado à Ku Klux Klan,  declara apoio a Donald TrumpRicardo Welbert: 01/10/18 - 01/11/18

Uma rádio apelidada de Jovem Klan (de Ku Klux Klan), uma rádio da direita volver

 

Yahool! Notícias - O Tribunal Superior Eleitoral notificou a Jovem Pan por disseminar informações falsas sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o programa 3 em 1. Além disso, a Corte diz que a emissora está fazendo propaganda a favor do presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, de forma sistemática. As informações são do colunista Gabriel Vaquer, do site Notícias da TV.

A origem da denúncia não foi revelada, segundo o portal. Mas, autoridades da Justiça estiveram na sede da Jovem Pan, em São Paulo, para entregar o documento. Um dos pontos para os quais o TSE chama atenção é que a emissora não ouviu a versão do PT sobre os fatos.

O 3 em 1 é um programa ancorado por Paulo Mathias, com participação de Fábio Piperno, Rodrigo Constantino e Jorge Serrão.

Uma das notícias falsas que gerou reclamações foi proferida por Constantino, envolvendo Lula e empregadas domésticas, na última sexta-feira (2).

 

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A Justiça Eleitoral também teria entendido que a emissora dedica tempo excessivo fazendo elogios a Jair Bolsonaro e retransmitindo falar ao vivo do presidente da República.

Segundo o Notícias da TV, a Jovem Pan está analisando o documento e vai tentar evitar sanções. Uma das punições seria o canal ficar 24 horas foram do ar.

Ofensa contra jornalista

O presidente voltou a atacar mulheres na manhã desta terça-feira (6). Em entrevista à Jovem Pan, o mandatário foi questionado por Amanda Klein sobre a compra de imóveis em dinheiro vivo por ele e seus familiares.

Depois de ouvir a pergunta, Bolsonaro falou sobre a vida pessoal da jornalista. “Amanda, você é casada com uma pessoa que vota em mim”, disse.

Geraldo Alckmin  
@geraldoalckmin
Sem defesa, Bolsonaro ataca. Além de não esclarecer, ofende. Agrediu nessa manhã a jornalista Mais uma vez, uma mulher, acentuando sua covarde misoginia e irritabilidade com a imprensa. É o avesso da democracia, o inverso da liberdade, o contrário do respeito.

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