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O CORRESPONDENTE

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10
Mai20

Inquietação sobre impeachment de Bolsonaro se deve ao obstáculo Hamilton Mourão, diz Janio de Freitas

Talis Andrade

genildo dança macabra.jpg

 

 

247 - O jornalista Janio de Freitas observa, em sua coluna na Folha de S. Paulo deste domingo (10), que apesar das “dezenas de motivos suficientes para embasar processo de impeachment” contra Jair Bolsonaro,  todos foram lançados “ao fosso das gavetas no Congresso e no Judiciário”. “A inquietação generalizada no “por que não o impeachment?” e no “até quando?” deve-se a um obstáculo com primazia ante a regra geral. E com nome: Hamilton Mourão”, afirma o jornalista.

Janio de Freitas observa que apesar das “sucessivas declarações antidemocráticas e ameaçadoras, nos primórdios da disputa eleitoral, que levaram esse general à presidência do Clube Militar e, como tal, à indicação para vice de Bolsonaro. Mourão, no entanto, passou a se mostrar o mais ponderado dos militares do bolsonarismo e logo adaptado ao convívio com o mundo civil. Longe de ser outra toupeira, beneficiou-se ainda da hostilidade de Bolsonaro ao seu novo estilo”.

“Ou porque a mudança foi rápida demais para ser convincente, ou pela experiência histórica, a opinião dominante sobre Mourão contém mais receios que os suscitados por Bolsonaro”, ressalta. “Entre empresários ativistas e na mídia, Mourão está em grande desvantagem. Bolsonaro é visto como manobrável com facilidade, aliado na política de classes do liberalismo financeiro e na recusa às defesas ambientalistas, indigenistas e climáticas”, diz o jornalista.

“O silêncio de Mourão em tais temas consolidou entre empresários a ideia de que o vice não se alinha à política econômica hoje representada por Paulo Guedes”, emenda

Para Janio, “os receios inspirados pelo vice Hamilton Mourão, como substituto de Bolsonaro, bloqueiam a via para o impeachment. Ao menos até que a cabeça desvairada e perversa de Bolsonaro torne obrigatório o seu afastamento. Até lá, envergonhemo-nos sem remédio perante o mundo às gargalhadas”.

 

29
Jun19

Procuradora Laura Tessler chama Bolsonaro de Bozo: 'é muito mal visto'

Talis Andrade

A nova reportagem do Intercept Brasil, divulgada na madrugada deste sábado (29), revela que a procuradora federal Laura Tessler se referiu ao então candidato Jair Bolsonaro como Bozo e achava péssima a possibilidade do à época juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, virar ministro de Bolsonaro. "Péssimo. E Bozo é muito mal visto… se juntar a ele vai queimar o Moro", escreveu

laura.jpeg247 - A nova reportagem do Intercept Brasil, divulgada na madrugada deste sábado (29), revela que a procuradora federal Laura Tessler se referiu ao então candidato Jair Bolsonaro como Bozo e achava péssima a possibilidade do à época juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, virar ministro de Bolsonaro. "Péssimo. E Bozo é muito mal visto… se juntar a ele vai queimar o Moro", escreveu.

Em mensagens trocadas com outros procuradores, Tessler afirmou que se Moro aceitasse ser ministro queimaria a Lava Jato e reforçaria a tese de que ele foi parcial nos processos contra o PT.  A procuradora Laura Tessler, também da força-tarefa, concordou com a avaliação: 'Tb acho péssimo. MJ nem pensar… além de ele não ter poder para fazer mudanças positivas, vai queimar a LJ. Já tem gente falando que isso mostraria a parcialidade dele ao julgar o PT. E o discurso vai pegar. Péssimo. E Bozo é muito mal visto… se juntar a ele vai queimar o Moro.' Viecili completou: 'E queimando o moro queima a LJ'. Outro procurador da operação, Antônio Carlos Welter, enfatizou que a postura de Moro era 'incompatível com a de Juiz'", revela a reportagem.

 

Laura Tessler é a mesma que, em revelação anterior do Intercept Brasil, feita por Reinaldo Azevedo, havia sido retirada da oitiva do ex-presidente Lula após Moro reclamar de seu desempenho. Nas mensagens trocadas entre Moro e Dallagnol, o primeiro se queixa da procuradora, cuja performance não lhe agradou, evidanciando mais uma vez o conluio entre Juízo e Procuradoria para condenar o ex-presidente Lula.

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