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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

08
Ago20

Xadrez da Lava Jato como bode expiatório da hipocrisia nacional

Talis Andrade

Peça 1 – a justiça de transição

por Luis Nassif

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Justiça de Transição é o sistema de julgamentos que sucede a cada período ditatorial. Consiste, de um lado, no levantamento da memória do período, de expor as chagas dos crimes cometidos, dentro do lema “para que não se esqueça, não se repita”. Depois, na reparação dos crimes cometidos. No caso das famílias de desaparecidos, em indenização financeira e pedidos oficiais de desculpas em nome do Estado que acobertou ou comandou os crimes. Depois, no financiamento de iniciativas que ajudem a lembrar os crimes – como, por exemplo, restauração de locais onde se praticava a tortura, construção de museus de memórias etc.

A lógica da Justiça de Transição é deixar claro para o país – e, especialmente, para quem praticou ou foi omisso em relação aos crimes – que tais crimes não podem passar impunes e não podem se repetir. No mínimo, há que se ter uma condenação moral e pública para constranger os que tentarem, no futuro, repeti-los.

No caso da ditadura brasileira, não houve a justiça de transição. Na Constituinte, alguns juristas   negociaram o esquecimento com as Forças Armadas, com o entendimento de que a Lei da Anistia absolvia todos os crimes, mesmo aqueles considerados crimes contra a humanidade.

Foi um acordo tão hipócrita que foram englobados nesse pacto até crimes cometidos após a promulgação da lei – como o atentado do Rio Centro e o assassinato da secretária da Ordem dos Advogados no Rio de Janeiro, assim como os atentados a bancas de revistas e tentativas de jogar bombas no centro do Rio.

Os responsáveis por esse pacto foram basicamente Sepulveda Pertence e Nelson Jobim que, mais tarde, tornaram-se Ministros do Supremo Tribunal Federal.

Nas Forças Amadas, o pacto resultou em um processo de afastamento dos homens dos porões – os militares que estiveram na linha de frente da guerra suja, matando, torturando. Houve recompensas, para que pudessem iniciar a vida civil. Alguns ganharam garimpos, como foi o caso do Major Curió. Outros tornaram-se seguranças de bicheiros. Muitos criaram esquadrões da morte em vários estados. Grande parte ajudou a criar as milícias, que passaram a ocupar territórios inteiros em alguns estados.

A falta da Justiça de Transição permitiu, finalmente, que as milícias e os subterrâneos ganhassem o poder, através da eleição de Jair Bolsonaro.

A revisão da Lei da Anistia repousa há anos na gaveta do Ministro Luiz Fux, do STF, dentro da obscuridade que marca os pedidos de vista da casa. (Continua)

 
06
Ago20

Preso hoje, Secretário de Dória Jr tem ligações públicas com Carlinhos Cachoeira

Talis Andrade

 

Sogro de Alexandre Baldy, Marcelo Limirio, sócio de Carlinhos Cachoeira, é a prova mais contundente da hipocrisia do sistema penal brasileiro

07
Jun18

O que os Ronaldo Fenômeno, Galvão Bueno e Boni e os presidenciáveis João Doria e Flávio Rocha têm em comum com Sérgio Moro?

Talis Andrade

Projeto que premiou Moro valoriza globais e já sediou jantar com Doria

ONG que organizou gala em Mônaco convidou o tucano e Flávio Rocha para um jantar em SP. No principado, Galvão, Ronaldo e Boni já deram as caras

 

 

Para além de possíveis preferências politicas, o que os 'globais' Ronaldo Fenômeno, Galvão Bueno e Boni e os presidenciáveis João Doria e Flávio Rocha têm em comum com Sérgio Moro? Todos participaram de eventos organizados nos últimos anos pela ONG Brasil Mônaco Project, uma iniciativa da consueleza brasileira Luciana de Montigny, mulher do cônsul honorário do Brasil no principado, André Montigny.

 

Moro foi o homenageado da quarta edição de uma gala organizada pela ONG em Mônaco. De acordo com a colunaPainel, da Folha de S.Paulo, ele assistiu a um concerto no camarote real da Opera Garnier, no cassino Monte Carlo, ao lado do princípe de Mônaco, Albert II. Participou em seguida de um jantar e de um leilão beneficente. Posou ainda para uma foto com o DJ MP4, um dos integrantes da atração de funkanejo Baile da Atrevida.

 

 

Criado em 2012, o projeto Brasil Mônaco tem como "presidência de honra" o príncipe Albert II. Segundo sua página oficial no Facebook, é uma plataforma de intercâmbio entre o Brasil e Mônaco nas áreas de cultura, saúde, esportes e economia. O objetivo é "promover a amizade e a parceria entre os dois países".

 

Em sua primeira edição, o homenageado foi o ex-jogador de futebol Ronaldo "Fenômeno", atualmente comentarista da Rede Globo. O atleta estava ladeado pelo locutor esportivo global Galvão Bueno e pelo piloto de automobilismo Felipe Massa.

Em 2010, na festa de milhões da Traffic, Ronaldo.

Em 2010, na festa de milhões da Traffic, Ronaldo. Leia

 

Em 2014, o homenageado foi Ayrton Senna, um dos principais vencedores do Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula 1. Sua irmã, Viviane Senna, participou da comemoração no principado. Massa esteve presente mais uma vez.

 

Em 2015, um dos presentes à gala foi Boni, que já foi homem forte da TV Globo e atualmente é sócio da TV Vanguarda, afiliada à emissora no interior de São Paulo.

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Boni e Aniz Abraão David e o reinado de Momo dos bicheiro e rede Globo

 

Além dos eventos no principado, a ONG já organizou, em 2015, um jantar em São Paulo com a presença do príncipe de Mônaco e de João Doria Junior e Flávio Rocha. Ambos ainda não haviam enveredado para a política. O tucano tornou-se prefeito de São Paulo no ano seguinte e atualmente é pré-candidato ao governo do estado. Rocha tem se posicionado como um possível candidato a presidente nestas eleições.

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 O que nos diz a foto de de Flávio Rocha carregado por um homem negro leia aqui

 

Aparatemente habitués dos mesmos círculos da alta sociedade, Doria e Moro protagonizaram uma polêmica recentemente. Premiado em Nova York, o magistrado posou para fotos com o ex-prefeito nos Estados Unidos.

 

Além dos eventos no principado, a ONG já organizou, em 2015, um jantar em São Paulo com a presença do príncipe de Mônaco e de João Doria Junior e Flávio Rocha. Ambos ainda não haviam enveredado para a política. O tucano tornou-se prefeito de São Paulo no ano seguinte e atualmente é pré-candidato ao governo do estado. Rocha tem se posicionado como um possível candidato a presidente nestas eleições.

 

Aparatemente habitués dos mesmos círculos da alta sociedade, Doria e Moro protagonizaram uma polêmica recentemente. Premiado em Nova York, o magistrado posou para fotos com o ex-prefeito nos Estados Unidos. [Transcrito Carta Capital]

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