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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

13
Out20

Invasão zumbi na Havan

Talis Andrade

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Lola Aronovich
@lolaescreva
Muito realista. Retrato de uma das cenas mais lamentáveis q vimos na pandemia (pra quem não entendeu, é o Véio da Havan acenando pra multidão q foi à inauguração da loja em Belém atraída por disparos de Whatsapp prometendo descontos de 90%).
 

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12
Ago20

100.000 vidas roubadas pela covid-19, um retrato da pandemia no Brasil à prova de negacionistas

Talis Andrade

 

Mapa e ondas de mortes pelo coronavírus no país exaltam desigualdades históricas. Indígenas, negros e pessoas com baixa escolaridade estão entre os mais vulneráveis

 

Com 100.000 vidas perdidas para a covid-19, o Brasil vê a pandemia do novo coronavírus desenhar no seu território um retrato doloroso. É cerca de uma morte a cada dois minutos durante quase cinco meses, se considerarmos o intervalo entre a confirmação do primeiro óbito ― em março ― e esta sexta-feira (7). Um resultado que não pode ser descolado de um cenário em que a polarização e o negacionismo de autoridades minaram políticas de controle da epidemia. O vírus chegou primeiro em grandes capitais, depois começou a avançar pelo interior, onde agora ganha corpo. Em um território tão grande e tão diverso como o brasileiro, ganhou velocidades distintas em cada região. Exaltou desigualdades históricas ― especialmente as de acesso ao sistema de saúde, levando ao colapso regiões menos estruturadas, como Manaus e Fortaleza. A incidência das mortes, considerando a densidade populacional, também é forte em Belém, Recife e Rio de Janeiro. Já tem mais de cinco meses que o vírus avança pelo país ― e não há nada de concreto que aponte quando as mortes causadas por ele vão cessar. Chegamos a 100.000 falecimentos, com um terço dessas vidas perdidas somente no último mês. Leia mais no El País. Reportagem de Beatriz Jucá e Jorge Galindo

29
Fev20

Em apoio à 'Facada Fest', banda de Punk Garotos Podres lança cartaz contra Bolsonaro

Talis Andrade

 

A banda de punk rock paulista Garotos Podres divulgou nesta sexta-feira, 28, apoio ao festival de punk "Facada Fest", que acontecerá em Belém. O festival está sendo investigado pela Polícia Federal por divulgar cartazes satirizando Jair Bolsonaro.

Cartaz Garotos Podres

O festival, realizado com esse nome em Belém desde 2017, começou a ganhar notoriedade no ano passado. O cartaz de 2019 trazia a imagem do palhaço Bozo ornado com uma faixa presidencial e empalado por um lápis. 

facada _fest_.jpg

No Carnaval deste ano de 2020, um folião de rua saiu fantasiado de Bolsonaro, dando vida ao cartaz.

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Em outro desenho, Bolsonaro era representado com um bigode semelhante ao de Adolf Hitler, vestindo uma cueca da bandeira dos Estados Unidos e vomitando fezes sobre uma floresta em chamas.

 (Foto: Divulgação)

A “Facada Fest” foi parar nos trending topics (assuntos mais comentados) do Twitter nesta sexta-feira (28). A jornalista Mônica Bergamo chamou o fato de “sucesso”. 

Sheherazade publicou as ilustrações do grupo punk contra Bolsonaro e ironizou: “peço que não retuítem, pela honra do nosso presidente” (leia mais no Brasil 247).

O ministro da Segurança Pública Sergio Moro pediu a abertura de inquérito contra 4 integrantes de 1 coletivo punk de Belém (PA). Eles são organizadores do festival de música “Facada Fest”

Um dos cartazes mostra o palhaço Bozo morto com 1 lápis enfiado na garganta; outro, 1 índio segurando a cabeça de Bolsonaro, em cuja testa há uma suástica; e o 3º, uma caricatura do presidente com detalhes que remetem ao líder nazista Adolf Hitler, vomitando fezes sobre uma floresta. O coletivo será investigado por crime contra a honra de Bolsonaro e apologia ao homicídio.

O despacho de Moro também argumenta que a imagem do palhaço empalhado é uma “clara apologia ao atentado criminoso sofrido por Jair Messias Bolsonaro durante a campanha eleitoral, que quase tirou sua vida”.

Por meio de nota, o ministro disse que a necessidade de investigação foi apontada pela consultoria jurídica e que, agora, cabe ao Ministério Público e à Polícia Federal elucidar os fatos e, “se for o caso, oferecer ação penal”. Segundo a Folha de S.Paulo, o grupo, composto por membros de bandas de rock, foi interrogado nesta 5ª feira (27.fev.2020).

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Em nota divulgada pelo coletivo, eles apontam a investigação como uma tentativa de censura. “Com tantos problemas ocorrendo neste momento no país —motim das polícias militares, degradação ambiental na Amazônia e os indícios cada vez mais fortes de ligações entre políticos e milicianos—, causa-nos espanto o uso do aparato judicial e policial de nosso país na repressão de 1 festival de música. Criminalizando a atividade artística e a liberdade de expressão, garantidas pela Constituição de 1988, a Constituição Cidadã”, diz o texto.

O festival existe desde 2017, já com o nome de Facada Fest. No ano passado, deveria ter sido em Belém, mas foi impedido pela Polícia Militar sob justificativa de que a festa não tinha alvará. O evento também já foi realizado em Marabá (PA).

facada fest caveira bope .jpeg

moeda facada fest.jpeg

Imitando o pai, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) partiu para o ataque contra as jornalistas Rachel Sheherazade e Mônica Bergamo, nesta sexta-feira. Elas ironizaram o pedido de inquérito do ministro da Justiça, Sergio Moro, contra artistas punk de Belém (PA).

“Os mesmos que nos acusam de intolerantes e ditatoriais estimulam deliberadamente uma próxima tentativa de assassinato contra meu pai. Não se trata de apoio ou não ao presidente, de respeitá-lo ou não. Aqui estamos na esfera criminal e não na de debate político. Teucu é pouco!”, escreveu o parlamentar, que é escrivão de polícia, no Twitter.

Com a mensagem, Eduardo insinua que o grupo de punks criou o festival por conta da “facada” de Bolsonaro durante a campanha de 2018. O festival, no entanto, acontece desde 2017, antes do episódio.

 

 

17
Mai18

Em Belém, morte de 80 pessoas após assassinato de PM aponta ação de grupos de extermínio

Talis Andrade

* Capital paraense vive pânico em clima de vingança de policiais e suspeita de atuação de milícias.


* "Quando um policial é morto, eles saem executando quem se entende por suspeito"

 

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Uma das ruas do bairro Terra Firme, na periferia de Belém

por ARTHUR STABILE E MARIA TERESA CRUZ (PONTE)

 

A série de homicídios que atinge a região metropolitana de Belém, capital do Pará, desde o último final de semana de abril, reflete a ação de grupos de extermínio, muitas vezes formados por policiais militares, de acordo com especialistas ouvidos pela Ponte. A ação desses grupos acaba legitimando a atuação de milícias, que atualmente disputam o território com outros grupos criminosos, como a PGN (Primeira Guerrilha do Norte), facção local que é rival do PCC (Primeiro Comando da Capital).


O estopim para a ação dos grupos de extermínio foi o assassinato da policial militar cabo Maria de Fátima Cardoso, em 29 de abril. A PM, que já vinha sofrendo ameaças, foi executada em sua casa em Ananindeua, cidade vizinha à capital. Desde então, 80 pessoas foram mortas na região metropolitana, segundo dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (SEGUP), atualizados até 13 de maio. Foram 10 mortos no próprio dia 29/4, seguidas de 8 em 30/4, outras 10 em 1/5, 11 assassinatos em 2/5, somados a 5 no dia 4/5, outros 4 no dia 5/5 e, 8 homicídios no dia 6/5. Nos dias seguintes, houve registro de ao menos 2 ou 4 homicídios diariamente, incluindo ao menos 3 policiais militares foram mortos, totalizando o número de 80.

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