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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

28
Mar19

Bayer é condenada a pagar US$ 80 milhões por glifosato

Talis Andrade

Para Lava Jato se é Bayer é bom. O máximo de uma multa no Brasil seria 80 salários mínimos ... A Justiça brasileira é PPV. Quem sabe das idenizações para as vítimas de Mariana e Brumadinho? 

Júri nos EUA decide que empresa deverá indenizar vítima por não alertar sobre o risco apresentado pelo herbicida Roundup, amplamente utilizado ao redor do mundo mas, segundo a OMS, potencialmente cancerígeno

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Brumadinho, mais de 300 mortos que os governos da União e do Estado de Minas Gerais e a imprensa escondem... E a justiça PPV nem aí!

 

A Justiça brasileira detesta a opinião do povo. Não gosta de júri, nem de plebiscito, referendo. Aceita eleições, mas apóia ditaduras. A Lava Jato tramou favorável a Bolsonaro, prendendo Lula, impedindo que ele fosse candidato a presidente.

O Sergio Moro acha injustos os impostos que dobram o preço do cigarro.

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A Bayer foi condenada nesta quarta-feira (27/03) por um júri nos Estados Unidos a pagar mais de 80 milhões de dólares em danos a um morador do estado da Califórnia que alega que o herbicida Roundup, produzido pela Monsanto, contribuiu para que ele desenvolvesse câncer.

O caso pode influenciar milhares de outros processos similares contra a companhia nos EUA. Adquirida pela Bayer no ano passado por 63 bilhões de dólares, a Monsanto enfrenta 11.200 casos similares na Justiça americana envolvendo o Roundup.

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O júri ordenou que a Bayer pague a Edwin Hardeman, de 70 anos, uma quantia de 5 milhões de dólares em compensações, 75 milhões de dólares como punição e 200 mil dólares por despesas médicas depois de concluir que o Roundup foi fabricado defeituosamente, que a Monsanto não fez advertências sobre o risco apresentado pelo herbicida e que a companhia agiu de forma negligente.

Ao longo de anos, Hardeman usou produtos da marca para tratar carvalhos envenenados, ervas e outras plantas em sua propriedade em São Francisco. Segundo ele, o uso do produto levou ao desenvolvimento de um linfoma não-Hodgkin, um tipo de câncer que afeta as células do sistema imunológico.

O principal ingrediente da marca é o herbicida glifosato, amplamente utilizado ao redor do mundo, apesar de ter sido classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como "provavelmente cancerígeno" em 2015.

Em uma primeira fase do julgamento, o mesmo júri havia concluído que o Roundup foi um "fator substancial" entre as causas do câncer de Hardeman. Na segunda fase, realizada nesta quarta, as advogadas de Hardeman apresentaram documentos internos que, segundo elas, provam o esforço da empresa para influenciar cientistas e órgãos reguladores sobre a suposta segurança do produto.

Aimee Wagstaff e Jennifer Moore, advogadas de Hardeman, comemoraram o veredito. Para elas, a decisão é histórica e envia uma mensagem clara de que a Monsanto precisa mudar suas práticas comerciais.

"Ficou claro pelas ações da Monsanto que a empresa não se importa se o Roundup causa câncer, e, em vez disso, se foca em manipular a opinião pública e descreditar quem quer que demonstre preocupações genuínas e legítimas sobre o Roundup", afirmaram. "O fato de que nenhum funcionário da Monsanto tenha vindo ao julgamento defender a segurança do Roundup ou as ações da empresa diz muito a respeito”.

Hardeman disse a jornalistas estar comovido com o desfecho do caso. "Ainda não caiu a ficha", disse.

A Bayer afirmou que, embora simpatize com a situação de Hardeman, vai recorrer.

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"Estamos desapontados com a decisão do júri, mas esse veredito não tira o peso de mais de quatro décadas de pesquisa extensiva e as conclusões de órgãos reguladores ao redor do mundo que apoiam a segurança de herbicidas baseados em glifosato e que eles não são cancerígenos", disse a empresa em comunicado.

"O veredito nesse julgamento não tem impacto em casos e julgamentos futuros, pois cada um é moldado por suas próprias circunstâncias factuais e jurídicas", acrescentou a Bayer.

Apesar de a OMS ter classificado o glifosato como provavelmente cancerígeno, agências reguladoras como a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA, na sigla em inglês), a Agência Europeia dos Produtos Químicos (ECHA) e a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) não seguiram a decisão.

A Bayer nega que o herbicida cause câncer e questiona as conclusões da OMS.

No ano passado, a Monsanto também perdeu um caso contra um funcionário de uma escola da Califórnia que sofria de linfoma não-Hodgkin e processou a empresa por conta dos herbicidas Roundup e Ranger Pro, ambos baseados em glifosato. A Monsanto recebeu ordem de pagar 289 milhões de de dólares a Dewayne Johnson, mas a penalidade foi reduzida para 78,5 milhões. A Bayer também entrou com recurso.

No continente europeu, o glifosato também suscita polêmica. Depois de dois anos de debate acirrado, a União Europeia decidiu em 2017 renovar a permissão de uso do glifosato por mais cinco anos, citando a aprovação do composto pela EFSA. Mas a independência do relatório da EFSA foi questionada após notícias na mídia sugerirem que trechos haviam sido copiados e colados de análises feitas pela própria Monsanto.

No Brasil, o glifosato é amplamente empregado pelo agronegócio, principalmente nos plantios de soja e milho transgênicos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirma que a substância não causa câncer, mutações, e não é tóxica para reprodução ou provoca malformação no feto. A partir de uma reportagem do Opera Mundi

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30
Set18

Crime institucionalizado dos nazistas: Meninas pobres da periferia do RS são usadas como cobaias humanas

Talis Andrade

 

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Adolescentes que vivem em abrigos de  Porto Alegre estavam sendo testadas como cobaias pela empresa farmacêutica Bayer com consentimento  da Prefeitura, do Estado e de hospitais da Capital. Os testes consistiam na aplicação de dispositivos diretamente no útero das meninas que gradualmente liberam um hormônio para impedir a gravidez.

 

O termo de cooperação foi firmado entre Ministério Público Estadual, Bayer, Prefeitura de Porto Alegre, Hospital de Clínicas e Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas [Talvez entre eles algum aprendiz do médico nazista, conhecido como 'Anjo da Morte', que viveu escondido no Brasil na década de 60. Com certeza, todos eleitores d'Ele sim]

 

Segundo o acordo, a única responsabilidade da empresa era ‘doar’ 100 unidades do SIU-LNG (Sistema Intra-Uterino). O medicamento foi rejeitado pelo SUS – (Sistema Único de Saúde) em 2016. O defensor público, Felipe Kirchner, que participou do caso divulgou em sua rede social o seguinte depoimento:  “As adolescentes em situação de vulnerabilidade serviam como cobaias humanas para treinamento de profissionais na aplicação de método contraceptivo desenvolvido pela Bayer”.

 

O termo foi assinado no dia 6 de junho deste ano pelo próprio Ministério Público em parceria com os abrigos, que se comprometeu a selecionar as adolescentes e encaminhar para receber os dispositivos.

 

O acordo foi suspenso nessa semana pela Defensoria Pública da União, Defensoria Pública do Estado do RS e a ONG Themis. Diversas falhas foram apontadas no caso entre elas, o fato de que a bula do medicamento recomenda que as usuárias recebam acompanhamento anual de um ginecologista. Além disso o dispositivo vence após 5 anos, e não há nenhuma garantia de acompanhamento das jovens durante ou após esse período.

 

Para justificar a ação, o Ministério Público alegou que o método já foi testado e é eficaz, e que as meninas eram livres para escolher usar ou não o dispositivo.  A Bayer disse que agiu de boa fé “cumprindo seu papel social” ao fornecer os medicamentos gratuitamente. A prefeitura de Porto Alegre afirmou que as meninas receberiam acompanhamento médico, apesar de não haver nada a respeito disso no documento assinado.

 

Com esse caso fica claro entender os interesses de quem o Estado burguês defende. Para não se indispor com a indústria farmacêutica, o poder público colocou em risco a saúde de meninas pobres, sem orientação. As adolescentes estavam colocando a sua saúde em risco sem receber nada em troca! Enquanto a Bayer se preparava para aumentar a lucratividade assim que comprovasse que o remédio era eficiente para ser fornecido pelo SUS. Texto de Lark Lapato. Faltam os nomes dos safados, dos animais predadores do Judiciário, da Prefeitura de Porto Alegre, dos diretores de abrigos e de hospitais, e dos mercadores da Bayer, que assinaram esse acordo nazista. 

 

 

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