Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

20
Mar19

ALINHAMENTO Em visita a Trump, Bolsonaro cede aos interesses dos EUA e volta "de mãos abanando"

Talis Andrade

Para o sociólogo Marcelo Zero, posição adotada pelo Brasil compromete papel de mediação na América do Sul

trump gorila.jpg

 

 

por Rafael Tatemoto

Brasil de Fato | Depois da concessão da Base de Alcântara (MA) e do fim da exigência de visto para turistas dos EUA, Jair Bolsonaro (PSL) visitou Donald Trump nesta terça-feira (19) e prometeu que o Brasil apoiará novas ações contra o presidente Nicolás Maduro na Venezuela e importará uma cota de trigo estadunidense sem a aplicação de tarifas alfandegárias. Em troca, Trump deu uma vaga sinalização de apoio ao ingresso brasileiro na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) – além de uma camisa da seleção estadunidense de futebol. 

Nem a possibilidade de entrar no grupo dos países mais ricos do mundo – o que, segundo a visão do Planalto, atrairia investimentos externos – compensou a viagem. Essa é a interpretação de Gilberto Maringoni, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC (UFABC), que define a visita de Bolsonaro como “fiasco”. 

Maringoni lembra que os próprios EUA exigem que o Brasil abra mão de prerrogativas dos países em desenvolvimento na Organização Mundial do Comércio (OMC) para pleitear um lugar na OCDE – que reúne países considerados desenvolvidos que aceitam os princípios da democracia representativa e da economia de mercado. Com tais prerrogativas, o Brasil poderia defender, por exemplo, políticas de proteção a setores produtivos nacionais. 

Entenda o caso

bolsonaro e as chaves do hotel .jpg

 

O Brasil é membro da OMC desde 1995 e faz parte da lista de países com tratamento especial e diferenciado, ou seja, têm vantagens por ser um país emergente, ou em desenvolvimento. Os Estados Unidos, por outro lado, são contra essa diferenciação, e tinham como demanda a saída do Brasil da lista.

"O presidente Trump manifestou seu apoio para que o Brasil inicie o processo de acessão com vistas a tornar-se membro pleno da OCDE. (…) De maneira proporcional ao seu status de líder global, o presidente Bolsonaro concordou que o Brasil começará a abrir mão do tratamento especial e diferenciado nas negociações da Organização Mundial do Comércio, em linha com a proposta dos Estados Unidos. O presidente Bolsonaro agradeceu o presidente Trump e o povo norte-americano por sua hospitalidade", disse o Itamaraty, em nota divulgada ao final da tarde desta terça.

Mediação comprometida

Para Maringoni, também chama atenção a retórica de Bolsonaro em relação à possibilidade de intervenção armada na Venezuela. "A Venezuela não pode continuar da maneira como se encontra. Aquele povo tem que ser libertado e contamos com o apoio dos EUA para que esse objetivo seja alcançado", disse o presidente brasileiro, citando o poder econômico e bélico estadunidense. 

Segundo o pesquisador, tal posição enfraquece a política externa brasileira, baseada no princípio da resolução pacífica de conflitos e na não intervenção em assuntos internos. Em consequência, compromete a posição do Brasil como polo mediador na América do Sul. 

"Ele volta de mãos abanando. Com o Brasil tomando parte no conflito venezuelano, em favor da oposição, de Juan Guaidó, ele perde a condição de mediar não só com a Venezuela. Ele perde a condição de mediador em qualquer situação, porque rompe com o segundo paradigma do Rio Branco: a não intervenção em assuntos internos", explica. 

Maringoni afirma que nem os governos de Dutra, Castello Branco e Fernando Henrique Cardoso, conhecidos pela proximidade com os EUA, aderiram às políticas da Casa Branca em um nível comparável ao de Bolsonaro.

A opinião é compartilhada pelo sociólogo Marcelo Zero, especialista em política externa. Segundo ele, os EUA têm interesse em enfraquecer dos governos de países como Rússia, China, Irã e Venezuela, mas não correspondem aos objetivos concretos do Brasil enquanto nação. 

"Isso não tem nada a ver com os interesses objetivos do Brasil. Nós estamos, em função dessa nova orientação hiper-ideologizada da política externa, nos aliando a uma força política bastante belicosa, que é o 'trumpismo'. Nós decidimos tomar partido por um dos lados no conflito, e com isso nos desqualificamos como mediadores", acrescenta.

Como lembra Maringoni, a política externa de Bolsonaro remete aos anos de "entreguismo" da ditadura militar, sintetizados na frase clássica de Juracy Magalhães, embaixador brasileiro em Washington em 1964: “O que é bom para os EUA é bom para o Brasil”. Ou seja, o país mostra-se disposto a ceder aos interesses da Casa Branca mesmo sem contrapartidas diretas.

juracy não tio sam colonialismo .jpg

Juracy Magalhães beija

19
Mar19

NA VERDADE COMEÇA E TERMINA HOJE, O ENCONTRO RÁPIDO, EM QUE TRUMP TRATA O BRASIL E SEU PRESIDENTE COMO PARCEIROS SERVIS E SUBALTERNOS

Talis Andrade

bolsonaro o trump.jpg

 

por Helio Fernandes

---

Diante dessa "consideração" de Trump em relação ao Brasil, três exigências principais, serão impostas (fora as outras), sem que Bolsonaro tenha o direito de protesto, através do tradutor. Vejamos as três condições irrefutáveis e irrevogáveis do presidente americano.

1- Venezuela. É a mais urgente e imediata, Trump quer que o Brasil mande tropas para a invasão projetada e programada. Bolsonaro estaria de acordo, acontece que militares estão contra. O vice presidente eleito, general Mourão, foi taxativo duas vezes: "Não existe a menor possibilidade de enviarmos tropas para invadir a Venezuela". Uma dessas afirmações foi feita na Colômbia, quando representava o Brasil. Outros militares de alta patente concordam com Mourão.

2- China. Arrogante, Trump quer que o Brasil apoie os EUA, na guerra comercial entre as duas potencias. O Brasil é parceiro da China nos BRICS, e excelentes as relações comerciais. Bolsonaro anunciou que irá á China, ainda no primeiro semestre. Através de assessores, Trump fez chegar a Bolsonaro: "Gostaríamos que essa viagem fosse cancelada". Bolsonaro ficou estarrecido, mas viu confirmado o tratamento de "parceiro subalterno", que Trunp usa em relação ao Brasil.

_trump___payam_boromand.jpg

 

3- Concessão total para os agirem em Alcântara, no Maranhão. Verdadeira invasão, até mesmo com tropas, que ficariam numa espécie de "base americana", como eles têm em vários países. No caso, porta para o domínio em toda a America do Sul. Aí, Bolsonaro teria que ouvir o protesto do Exercito inteiro. Que já se manifestou sempre, pois a própria Amazônia ficaria ameaçada.

PS- Felizmente, Trump e Bolsonaro conversarão não muito demoradamente. Pouco tempo para atender ás exigências de Trump. Seu ÍDOLO.

PS2- Bolsonaro volta ao Brasil ainda hoje, preocupado com as reações ás concessões. Mas a divulgação publica, levará algum tempo.

boulos.jpg

 

10
Jan19

Mais um recuo de Bolsonaro: Não haveria base militar dos EUA no Brasil

Talis Andrade

luc trump.jpg

 

 

por Helio Fernandes

---

Sua idolatria e subserviência ao presidente Trump, levou Bolsonaro a admitir essa possibilidade humilhante e inédita. O Exercito (Forças Armadas) recebeu a noticia com surpresa, depois com revolta.

Finalmente houve conversas com o General Augusto Heleno, (Chefe do GSI e Conselheiro Mór da Republica), Bolsonaro desmentiu o que havia dito, tudo se acertou. Para Bolsonaro, mais um retrocesso.

Surgiram então os "idiotas da objetividade" (Nelson Rodrigues), com a afirmação burra: "O Brasil já teve uma base militar no Brasil, na Segunda Guerra Mundial". Tolos e desinformados. O ditador Vargas, tido como "germanófilo", (palavra muito usada na época) só não aderiu ao "nipo-nazi-fascismo" por pressão do estadista Oswaldo Aranha.

Quando os americanos entraram na guerra, em 8 dezembro de 1941, (24 horas depois do ataque japonês a Pearl Harbour), precisavam de uma base militar no Norte-Nordeste. Conversaram com Oswaldo Aranha, que já fora embaixador nos EUA. Estrategistas americanos, examinaram Fernando de Noronha, ficaram entusiasmados com Natal.

Roosevelt queria se encontrar com Vargas imediatamente, o encontro se realizou 10 dias depois, na própria Natal. No dia de conversarem, morreu o filho de Getúlio. (Getulinho). Vargas ficou a noite toda no velório, de manhã viajou para Natal. Eram aliados na guerra, em 48 horas acertaram tudo.

Roosevelt perguntou então: "O que o Brasil precisa de mais urgente?". Vargas respondeu imediatamente: "Uma siderúrgica". E Roosevelt, "o Brasil terá logo a sua siderúrgica".

Terminada a guerra, os americanos foram embora para sempre. O Brasil ajudou um aliado, e tem a siderúrgica em pleno funcionamento.

PS- Nada a ver com os propósitos desastrados de Bolsonaro

bolsonaro trump.jpg

_aroeira bolsonaro trump.jpg

meia-volta volver.jpg

 

 

13
Ago18

O plágio, o lixo jurídico, a politicagem de Sérgio Moro treinado nos Estados Unidos

Talis Andrade

moro agente.jpg

 

 

Entrevistado pelo Majority Report, um dos principais programas de rádio nos Estados Unidos, o jornalista Brian Mier revela como a perseguição ao ex-presidente Lula foi antes testada nos Estados Unidos, numa ação semelhante contra o senador Ted Stevens, do Alasca.

 

Acusado de receber reformas num imóvel por um delator, Stevens não pôde se reeleger. Depois disso, todo o processo foi anulado, quando se comprovou que era uma ação politicamente motivada.

 

O jornalista Janio de Freitas denunciou que a submissão do Brasil aos Estados Unidos, acontece também na área militar. "A regressão se dá em mais vias do que vemos na política e em outras paisagens do dia a dia brasileiro".

 

"Os americanos querem o controle da base de lançamento de foguetes em Alcântara, Maranhão. As conversas a respeito, entre os dois governos, estão adiantadas. O mesmo a respeito de maior oferta do pré-sal a empresas privadas. Além disso, o governo Temer estuda a derrubada das restrições à venda, pela Petrobras, de parte das suas áreas no pré-sal", denuncia o jornalista. Ele diz ainda que os militares sul-americanos vão aprender nos cursos em bases americanas, como outrora era feito na 'Escola das Américas' no Panamá, e na 'assistência técnica' em seus próprios quartéis, também como outrora.

 

fb_CarvallMoroeEUA.jpg

 

 

Também criticada por mestres em Ciências Jurídicas e jornalistas, a qualidade do ensino e treinamento de Sérgio Moro em agências de inteligência e departamentos dos Estados Unidos.

 

Moniz Bandeira alertou que "Moro e Janot atuam com os Estados Unidos contra o Brasil".

 

Há um interesse do capital predador de que Lula não seja eleito presidente em 7 de outubro próximo. Lula já anunciou que vai desfazer o entreguismo de Temer, e restaurar os direitos cassados dos trabalhadores. 

 

Prender Lula, para Sérgio Moro vale tudo, inclusive o derramento de sangue. Confessou o delegado Rogério Galloro.

 

A ordem era prender Lula no Sindicato dos Metalúrgicos na marra. "Nós não queríamos atrito, nenhuma falha. Moro exigiu que a gente cumprisse logo o mandado", disse o obediente delegado.
 

Leonardo Avritzer acrescenta que a peça condenatória de Lula é "um lixo jurídico completo realizado com intenções exclusivamente políticas". Moro "cita algumas sentenças americanas, diga-se de passagem nenhuma da Suprema Corte nos EUA".

 

nazismo ___antonio__rodrguez.jpg

 

 

Entrevistado pelo Majority Report, um dos mais populares programas de rádio nos Estados Unidos, o jornalista Brian Mier comparou o caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a condenação do senador Ted Stevens, que perdeu a reeleição em 2009, quando ele foi acusado pelo Departamento de Justiça de receber reformas ilegais em uma casa de férias. Depois das eleições, a sentença foi anulada por conduta imprópria dos procuradores.

 

Mier contou que um comunicado do governo americano que vazou pelo Wikileaks mostra que, em 2009, o Departimento da Justiça dos Estados Unidos (DOJ) começou a planejar seu trabalho em parceria com o Ministério Público brasileiro, em operações de combate da corrupção, sediados em Curitiba. Naquele mesmo ano, um senador americano perdeu as eleições depois de ser injustamente acusado pelo DOJ de ter recebido reformas ilegais em uma casa de férias, através de uma delação premiada.

 

“O caso contra Lula foi construído através de uma pessoa que eles acharam para falar sobre este apartamento que, supostamente recebeu reformas, com dinheiro de corrupção”, enfatizou Brian. “O interessante disso é que em 2009, o DOJ montou um caso contra o senador Ted Stevens no Alasca, alegando que ele tinha recebido reformas ilegais numa casa dele, financiado por uma companhia de petróleo. Como resultado, ele perdeu as eleições. Depois disso, o caso inteiro foi revertido e os procuradores do DOJ foram acusados de conduta imprópria para violações do Lei de Brady, que significa esconder provas benéficas à defesa e pela construção do caso através de delações premiados de testemunhas pouco confiáveis. O caso contra Lula é muito parecido com o caso contra Ted Stevens”, completou.

 

Brian, que é editor do site Brasilwire, vê grandes semelhanças entre os dois casos. “Aprendi sobre o caso de Stevens durante uma entrevista com a advogada Valeska Martins para o jornal Americano Truthdig. Depois, comecei estudar os dois casos em detalhe e os semelhanças são chocantes. Sabendo que o DOJ vem colaborando com a força tarefa Lava Jato faz anos, eu pergunto se o caso contra Lula não foi pelo menos parcialmente baseado na perseguiçã política contra Stevens. O que falta neste momento é um jurista analisar os dois casos.”

 

Confira o programa Majority Report.

 

12
Ago18

Janio denuncia a submissão do Brasil aos EUA na área militar

Talis Andrade

 

janio mattis.jpg

 

O jornalista Janio de Freitas denuncia neste domingo a submissão do Brasil aos Estados Unidos, também na área militar. "A regressão se dá em mais vias do que vemos na política e em outras paisagens do dia a dia brasileiro. Uma das vias não observadas tem hoje um dia marcante, com a chegada do secretário de Defesa dos Estados Unidos ao Brasil, sua parada inicial na América do Sul. O general James Mattis vem acelerar o empenho americano de restabelecer os acordos 'de cooperação militar' com países da região", diz ele, em sua coluna.

 

"Os americanos querem o controle da base de lançamento de foguetes em Alcântara, Maranhão. As conversas a respeito, entre os dois governos, estão adiantadas. O mesmo a respeito de maior oferta do pré-sal a empresas privadas. Além disso, o governo Temer estuda a derrubada das restrições à venda, pela Petrobras, de parte das suas áreas no pré-sal", denuncia o jornalista. Ele diz ainda que os militares sul-americanos vão aprender nos cursos em bases americanas, como outrora era feito na 'Escola das Américas' no Panamá, e na 'assistência técnica' em seus próprios quartéis, também como outrora.

 

camelo moro nos estados unidos .jpg

 

 

O juiz Sérgio Moro outro recrutado para estudar nos serviços de inteligência dos Estados Unidos. Moro faz uma campanha de propaganda subliminar de desmoralização da Petrobras que, com a imagem destroçada se torna uma presa fácil de ser dominada pelo capital predador. Antes da Lava Jato, a Petrobras era a quarta maior petroleira do planeta.

 

Outra cartada de Moro foi mandar prender o almirante Othon Pinheiro, uma das maiores autoridades do mundo em energia nuclear. Veja informações da imprensa estrangeira: 

 

O Brasil domina hoje o ciclo do combustível, que fornece material a ser usado nas usinas, através do enriquecimento de urânio no complexo de Resende, também no Rio de Janeiro.

 

O Brasil tem a sexta maior reserva geológica de urânio do mundo (segundo dados de 2001).

 

Com a prisão de Othon Pinheiro, a cartada de Moro era paralisar o programa de construção de sete usinas nucleares.

 

Dizem que era intenção de Moro também torpedear a construção do primeiro submarino nuclear brasileiro. 

 

O golpe, que veio na esteira da Lava Jato, segue com seu entreguismo na venda da Embraer. 

 

Venda da Embraer e uso de Alcântara ferem soberania nacional

Deputados petistas repudiam perda do controle da companhia e a apropriação da base do Maranhão pelos norte-americanos em mais um ataque dos golpistas

embraer-foto-gerson-fujiki-embraer.jpg

 

 

Os deputados petistas Carlos Zarattini (SP), Henrique Fontana (RS) e Arlindo Chinaglia (SP) afirmaram nesta quarta (4) que as negociações relativas à perda do controle acionário da Embraer para a norte-americana Boeing e sobre o acordo de cooperação entre o Brasil e os Estados Unidos voltados à exploração da base de lançamento de foguetes de Alcântara, no Maranhão, são um verdadeiro “atentado à soberania do país e um crime de lesa-pátria”.

 

As declarações foram dadas durante audiência pública da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, que recebeu o ministro da Defesa, general do Exército Joaquim Silva e Luna. O deputado Carlos Zarattini foi autor de um dos requerimentos à realização da reunião.

 

Segundo informações divulgadas pela imprensa, o governo ilegítimo de Temer já deu sinal verde para a venda do controle acionário da Embraer para a Boeing. O negócio envolveria a criação de empresa exclusivamente comercial, para a fabricação de aviões de porte médio (entre 90 e 144 passageiros) com o controle acionário da Boeing, e outra voltada para a área da defesa e de jatos executivos. Neste caso, a companhia nacional teria participação majoritária.

 

Ao se dirigir ao ministro da Defesa, Zarattini demonstrou preocupação com os efeitos negativos da perda do controle acionário da Embraer para a empresa norte-americana. Ele ressaltou que a empresa nacional, mesmo depois que foi privatizada, mantém importância estratégica, principalmente no âmbito militar.

 

“Se o governo brasileiro aceitar a venda da Embraer para a Boeing será um crime de lesa-pátria, porque estaremos entregando todo conhecimento construído pelo País ao longo de décadas e que transformou a Embraer na terceira maior empresa de fabricação de aeronaves do mundo”, apontou.

 

Entre esses projetos, Zarattini destacou o projeto do cargueiro militar KC 390, desenvolvido com colaboração da engenharia da Aeronáutica.

 

Já o deputado Henrique Fontana observou que a fusão da Embraer vai na contramão da estratégia de fortalecimento de países soberanos na geopolítica militar. Ele afirmou ainda que a medida é temerária principalmente porque é debatida na véspera de uma eleição presidencial.

 

“Na minha avaliação, a Embraer não deve fazer essa associação. Duvido, por exemplo, que o governo norte-americano de Trump aceite que uma empresa chinesa tenha o controle de 51% das ações da Boeing. É indivisível a parte comercial da Embraer da parte militar. O princípio da precaução indica que a 93 dias da eleição presidencial não é prudente qualquer decisão sobre uma fusão”, observou.

 

Base de Alcântara

 

base 2.jpg

base-de-alcantara-maranhao.jpg

Alcântara - Base do CLA.jpg

 


Sobre as atuais tratativas de acordo de exploração da Base de Alcântara com os Estados Unidos, o deputado Arlindo Chinaglia lembrou que durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (2002) um tratado semelhante foi rejeitado pelo Congresso. Ele destacou que, dessa vez, seria interessante que todos os detalhes do novo acordo viessem à tona.

 

“Na outra tentativa de acordo entre Brasil e Estados Unidos (para explorar a Base de Alcântara) decidiu-se anular o acordo porque ele impunha restrições de acesso de brasileiros a áreas da base que seriam controladas pelos americanos. Creio que agora o Congresso Nacional deveria ter informações prévias sobre os detalhes da atual tentativa para assegurarmos a nossa soberania porque, depois de pronto, só cabe ao Congresso aprová-lo ou não”, advertiu.

 

A possibilidade de acordo foi revelada no início de junho pelo ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, durante entrevista a jornalistas em Washington. A Base de Alcântara é cobiçada pela sua localização privilegiada, a mais próxima da linha do Equador.

 

“Caos”, “Cachorro Louco” e “Monge Guerreiro” – porque sempre foi casado apenas com os Fuzileiros Navais – são alguns dos apelidos do general James Mattis que veio apresentar a conta do golpe para Michel Temer e o chanceler brasileiro, Aloysio Nunes, vira-lata submisso. 

Brasil cercado exérciro defesa colonialismo.jpg

 

 

10
Out17

O beijo de Judas, a entrega da base espacial de Alcântara no Maranhão

Talis Andrade

 

Vista-Base-Alcantara 1.jpg

basealcantara. 2.jpg

Alcântara 3.jpg

alcantara 4.jpeg

entrada-da-base-espacial.jpg

 Brasil investiu invisíveis bilhões em Alcântara, base secreta para os brasileiros e aberta para os piratas que não mais precisam espionar

 

 

 

 

 

por Fernando Rosa

 

 

Nos próximos dias, Temer deverá entregar as chaves da base espacial de Alcântara, no Maranhão, para os patrocinadores do golpe de Estado no país. O acordo envolvendo a base, dizem, já está acertado com os Estados Unidos, nas condições deles, consolidando um vergonhoso gesto de traição aos interesses nacionais. Nos anos noventa, com Fernando Henrique Cardoso, um acordo barrado no Congresso Nacional chegava ao extremo de impedir o acesso de brasileiros às dependências da base.

Em novembro, depois de privatizar o “espaço sideral” nacional, e comprometendo ainda mais a Defesa Nacional, o governo patrocinará exercícios militares com participação dos EUA na Amazônia. Com explícito interesse nesse tema, depois de quase um ano sem dar bola para os golpistas, Trump recebeu Temer e os presidentes da Colômbia e do Peru, em jantar na Casa Branca. Não por acaso, os dois países vizinhos participam das manobras conjuntas na região amazônica.

Sob o disfarce de “exercícios humanitários”, os EUA avançam no plano de implantação de bases militares na Amazônia, assim como já fez no Peru. Mais do que mirar na Venezuela e suas reservas de petróleo, a ação aposta em ocupar militarmente o Brasil e a América do Sul, comprometendo a soberania dos países sobre a região. À medida, soma-se ao corte de verbas orçamentárias que reduziu à metade o efetivo do Exército Nacional nas fronteiras do país.

Em artigo recente, o ex-chanceler Celso Amorim questionou o objetivo das manobras militares e o que elas implicarão na prática. “A presença de forças extrarregionais, entendidas como não sul-americanas, em exercícios militares sempre foi vista com bem fundamentada cautela, se não mesmo desconfiança, por nossas Forças Armadas”, disse ele. Amorim lembra ainda que “o Brasil, em diversos governos, sempre foi muito prudente nesse particular”.

A cautela, no entanto, parece ter sido abandonada pelo general Sérgio Etchegoyen, rendido à ultrapassada tese do falido mundo unipolar sob comando dos EUA. Nos anos setenta, defendendo a abertura de relações com a China, o então presidente General Ernesto Geisel já questionava a ideia da submissão unilateral aos norte-americanos. Em resposta aos militares da linha-dura, Geisel respondeu perguntando se pretendiam tornar o Brasil uma colônia dos Estados Unidos.

Ao contrário das pretensões golpistas, o Brasil precisa afirmar-se com soberania para cumprir com sua vocação de grande potência, como definiu o general Villas Bôas. Isso não se faz comprometendo o território nacional, as nossas fronteiras ou entregando o patrimônio público, como defendeu Pedro Parente sugerindo que a privatização da Petrobras seria um “beijo no mercado”. Independente das vontades e dos interesses particulares de plantão, os brasileiros se levantarão em defesa da soberania, do Estado Nacional e do futuro do país.

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D