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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

23
Mar20

Necropolítica: aos banqueiros R$ 1,2 trilhão, à economia real e à saúde R$ 147 bi; aos trabalhadores fome!

Talis Andrade

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por Elenira Vilela

Neste domingo, Jair Bolsonaro lançou a MP927/2020 flexibilizando ainda mais as relações de trabalho e os direitos já tão atacados pela lei das terceirizações e pela reforma trabalhista. 

A MP permite, entre outras medidas, a suspensão do contrato de trabalho por 4 meses à guisa de fictícia capacitação sem garantia de nenhum patamar de remuneração (pode ser R$1 de salário). Autoriza ainda a negociação direta de condições de teletrabalho e antecipação de férias com aviso de 48h e sem garantia de recebimento do adicional até o dia de pagamento do 13º salário. Para completar, reduz a possibilidade de fiscalização dessas mudanças nos contratos de trabalho.

Nesta segunda (23), logo pela manhã,  o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, anunciou um pacote de medidas para garantir a liquidez ao "mercado" num valor estimado em R$1,2 trilhão, nas palavras dele "o maior plano de injeção de liquidez de capital da história do país" (veja aqui).

Durante sua exposição, Campos Neto e alguns outros diretores explicam que não há nenhum instituição financeira com problemas de liquidez ainda e que nenhuma precisou ser socorrida, esse pacote é “preventivo”. As medidas dão conta de redução de depósito compulsório, redução dos depósitos compulsórios, liberação de emissão de títulos e de disponibilização de aporte de recursos do próprio Banco Central. A parte mais substancial das medidas se refere à redução dos provisionamentos e depósitos de garantias e lastro de 20 a 50% das anteriormente praticadas que já eram as de um mercado pouco regulamentado se comparados aos dos países capitalistas centrais.

Perguntado por dois jornalistas de quais medidas estavam sendo tomadas para prevenir o “empoçamento da liquidez”, isto é, garantir que o crédito realmente chegue à economia real e não fique empoçado nos próprios bancos, os diretores do BC responderamm que eles não vão intervir, que somente as instituições financeiras têm capacidade de avaliar as condições de disponibilização de crédito e análise de risco. Trocando em miúdos: todo o dinheiro disponibilizado não chegará a ninguém na economia real e poderá ser aplicado de maneira a dar ainda mais lucros aos bancos, sem garantia de movimentar a economia real,  onde o próprio Campos Neto admite que reside a crise.

Na entrevista, os dirigentes do BC afirmaram várias vezes  que há muitas fórmulas inéditas sendo testadas com esses recursos e que os aportes serão muitas vezes maiores que os utilizados em 2008 e bem maiores do que os próprios cálculos de necessidade atual do mercado feitos pelo próprio Banco. 

A verdade é que para os banqueiros nunca faltaram recursos desde o golpe contra Dilma. Para uma comparação, o governo pretende arrecadar com a venda emergencial do complexo da Eletrobrás o montante de R$ 16 bilhões, corresponde a 1/75 do disponibilizado às instituições financeiras.

 

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Enquanto isso, para a massa de trabalhadores formais, a MP genocida de Bolsonaro promete espalhar desemprego e miséria em plena crise do coronavírus.

Para os trabalhadores e trabalhadoras, uma banana.

O governo Bolsonaro planta o caos e vai colher a morte.

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14
Mar20

Guedes usa vírus para “apressar” entrega do BC

Talis Andrade

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Vigarista quer acelerar o controle do BC pelo cartel financeiro e a entrega da Eletrobrás e Correios às multinacionais. Tudo para “combater” o coronavírus

Uma das medidas “urgentes” enviadas por Paulo Guedes ao Congresso Nacional, supostamente para enfrentar a crise econômica, agravada pela epidemia do Covid-19, o projeto sobre autonomia do Banco Central, mostra bem quais são as “preocupações” do governo Bolsonaro e a que interesses ele está se dedicando. Há uma pergunta que não quer calar.

Qual a ligação da autonomia do Banco Central, que Guedes quer que seja votada com urgência, com as necessidades imediatas de ampliação de leitos hospitalares, contratação de mais médicos, mais enfermeiros, remédios, etc, para enfrentar a epidemia? Nenhuma. Eles estão se aproveitando da crise que eles mesmos provocaram para acelerar a destruição do país.

Estão preocupados em garantir que o Banco Central, um dos últimos no mundo a reduzir as taxas de juros, seja totalmente controlado pelo cartel financeiro. Que não haja nenhuma interferência da população, através de seus representantes eleitos, naquilo que eles decidem. O setor, que se esbaldou em lucros recordes enquanto o país patinava na recessão e na estagnação, não está satisfeito. Ele quer mais. Os três maiores bancos privados do país lucraram R$ 68 bi em 2019, na esteira da crise.

Os banqueiros querem total autonomia para fazer o que bem entenderem. Leia-se arrancar o couro dos brasileiros. Que se dane a epidemia, que se dane o desemprego, que se dane o país. Surdo para os reclamos de medidas para enfrentar a crise, para fazer o país voltar a crescer, Guedes se empenha com urgência em aprovar esse pleito dos banqueiros.

O PLP 19/2019, que Guedes pediu pressa na votação, trata dos mandatos de duração determinada para o presidente e os diretores do BC. Atualmente, esses cargos são de indicação da Presidência da República. No modelo proposto, os mandatos seriam de quatro anos, e a dispensa só seria possível em casos de condenação judicial ou desempenho insuficiente.

Nessa última hipótese, o Senado precisaria concordar com a decisão. O poder eleito não teria nenhuma interferência na indicação de membros do BC, que vão definir o preço do dinheiro, quanto dinheiro haverá em circulação, e outra medidas fundamentais para a vida econômica do país. Ou seja, o presidente e os parlamentares eleitos não teriam nenhuma interferência nesses assuntos. Poderão discutir tudo, menos o que mais interessa para a vida das pessoas e da economia.

ELETROBRÁS E CORREIOS

Outras medidas “emergenciais” do governo vão no mesmo sentido. Só que desta vez, os felizes agraciados são as multinacionais. Guedes disse que o coronavírus exige pressa na privatização da Eletrobrás e dos Correios. Ele está afoito para entregar essas duas empresas públicas altamente lucrativas e estratégicas para o capital estrangeiro. O que isso tem a ver com o coronavírus ninguém sabe.

Apressar a entrega de empresas públicas por causa da pandemia é coisa de vigarista, de charlatão. É claro que de Guedes, um vigarista dos mais conhecidos nas hostes financeiras, assaltante de fundos de pensão, só se poderia esperar medidas como essa. O Congresso começa a dar sinais que já percebeu tudo isso.

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06
Mai18

Bruno Farina "vive de vinho, flores e amigos bêbados" na ponte aérea Brasil-Paraguai e paraísos fiscais

Talis Andrade

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 Residência de Bruno Farina no Paraguai

 

Bruno Farina, que a Lava Jato do Rio de Janeiro, espetacularmente, acaba de solitar a prisão, e que a imprensa noticiou, mentirosamente, que teve a casa arrombada pela polícia no Paraguai, já esteve preso no Brasil, por um dos poucos crimes capazes de condenar a classe média: Pensão alimentícia. 

 

Farina, ex-dono da corretora Action, vendida por US$ 40 milhões ao Banco Rendimento, deve R$ 675 mil em pensão alimentícia para as três filhas que teve com Neusa Tahan. Sua prisão foi decretada em agosto de 2009, e desde então se escondia para não ser preso.

 

Acossado pela ex-mulher, Farina protagonizou um vexame. No dia 25 de março de 2010, o voo 3357 da TAM se preparava para decolar do aeroporto internacional de Cumbica, com destino a Foz do Iguaçu, o paraíso dos doleiros. Dentro da aeronave, Bruno Farina, que estava acompanhado da namorada, uma paraguaia de 25 anos, grávida do seu sexto filho, o único que não conseguiu chegar ao destino. Foi retirado pelos policiais brasileiros, que o levaram diretamente ao presídio. 

 

Narra Istoé: Neusinha, neta de fazendeiro e filha do ex-presidente da liga Árabe-Brasil Hassa Ahmad Tahan, não se comove: "Juntos, ganhamos muito dinheiro. Eu era parceira dele. Ia a viagens de negócios e promovia jantares na minha casa". E relembra que, nos primeiros dois anos do casamento, chegaram a morar em um apartamento alugado. Mas depois desfrutaram de elevado padrão de vida, com viagens a Aspen, Miami e Saint-Tropez. De tanto visitar a França, Farina refinou o paladar, e passou a apreciar vinhos. Criou até uma confraria com o seu nome, a Confrarina.

 

Em 23 de agosto de 2016, Neusinha Tahan voltou a denuncia: "Gente! Hoje estou inconformada! Cansei de ficar calada! São 7 anos passando por injustiças, e tentando olhar o melhor em tudo, criando minhas 3 filhas sozinha, e com ajuda de grandes amigos!


Hoje preciso falar! Meu ex marido, Bruno Farina (vídeo), não paga pensão para as FILHAS, usando o Facebook para falar de vinhos  ".

 

Bruno Farina está novamente foragido. Junto com Dario Messer, promovido a "doleiro dos doleiros". Este slogan promocional, encomendado e criado por uma agência de publicidade de Curitiba, que promove Sergio Moro, visa esconder a fortuna incalculável, os favorecimentos recebidos, a impunidade, a liberdade de Alberto Youssef e de sua família criminosa (esposa, amante, filha mais velha). Youssef é considerado o "rei dos doleiros", e protegido de Moro. O ano chave de sua carreira criminosa foi 2002, quando administrou as contas CC5 do Banco do Estado do Paraná - BanEstado, para enviar irregularmente para o exterior 30 bilhões de dólares. 

 

 

Ainda em 2002, Youssef foi flagrado acompanhando um pagamento total de 39,6 milhões de reais da Companhia Paranaense de Energia (Copel) numa agência do Banco do Brasil em Curitiba. Segundo o Ministério Público (MP) do estado do Paraná e da Procuradoria Geral do Estado, os recursos se referiam à compra de créditos de ICMS de uma empresa falida, a Óleos e Vegetais Paraná S/A (Olvepar). A transação teve autorização de Ingo Henrique Hubert, então secretário da Fazenda. Youssef e outros envolvidos foram denunciados pelo MP por formação de quadrilha. 

 

Veja que o crime compensa. A imprensa em novembro de 2014 publicou: O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, determinou que o policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, que teria sido responsável pelo transporte de ao menos R$ 13 milhões para o doleiro Alberto Youssef, seja afastado de suas funções.


O prazo do afastamento será "até nova deliberação judicial" e ocorrerá "sem prejuízo da remuneração", diz o despacho de Moro.


Jayme foi um dos presos temporários nessa sétima fase da Operação Lava Jato. Como sua soltura foi determinada, o afastamento dele da PF foi uma "medida substitutiva" à prisão.


A PF identificou Jayme como sendo chamado pelo apelido de "Careca".


"Observa-se que, apenas nos anos de 2011/2012, Careca efetuou o transporte/entrega de R$ 13.042.800,00 em vivos (Reais em espécie), 991.300,00 em papel (dólar americano) e 375.000 roxos (euros)", diz o relatório da PF que pediu as prisões. Folhapress.

 

Alberto Youssef está livre e solto, no gozo de sua imensa fortuna, de rei dos tráficos de drogas e de moedas.

 

 

 

 

 

 

 

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