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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

24
Abr22

Pastor que já imitou gay agora virou cowboy líder de Bolsonaro porque ameaçou Lula de morte e atacou o STF

Talis Andrade

Vereador Otoni de Paula ridiculariza colega de oposição após defender Crivella em discurso — Foto: Willian Corrêa/GloboNewsOtoni ainda fez uma "banana" para aqueles que o vaiavam após discurso na Câmara — Foto: Willian Corrêa/GloboNews

O pastor, velho palhaço de pastoril, deputado Otoni de Paula, que ameaçou matar o presidente Lula, além do instinto assassino, sente prazer em ofender as pessoas. Veja ele dando uma de exagerado afeminado gay, para ridicularizar e humilhar o deputado David Miranda.

Veja o vídeo:

Escreveu Gabriel Barreira, no G1 Rio:

Otoni de Paula (PSC) fez gestos polêmicos ao fim do discurso em que defendeu o prefeito Marcelo Crivella (PRB). Olhando para David Miranda (PSOL), que é assumidamente gay, ele fez gestos considerados homofóbicos.

Logo antes, ao acabar o seu discurso, ele havia feito o mesmo gesto olhando para os espectadores. Ele também "deu uma banana" com as mãos.

Vereadores da oposição afirmaram que vão processar Otoni na Justiça por homofobia.

Em setembro do ano passado, Otoni se envolveu em outra polêmica ao fazer uma postagem no Facebook com o título 'cantora ou garota de programa?' usando fotos da cantora Anitta em um show. O político posteriormente pediu desculpas por ter usado a expressão "vagabunda de quinta" na postagem, e atribuiu a abaixaria misógina a assessores. Anitta respondeu às críticas na própria página do parlamentar.

O mais grave é que o pastor, fundamentalista do movimento cristofascismo, com o seu propagado, exibionista e espalhafatoso falso amor cristão, ameaçou Lula de morte.

 

Otoni de Paula usa o plenário da Câmara para ameaçar Lula: ‘Vai ser na bala’

 

 

Publica Carta Capital: O deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ) é mais um a fazer ameaças ao ex-presidente Lula. Em discurso no plenário da Câmara, o bolsonarista se dirigiu a “vagabundos igual a Lula” e afirmou que “lá no Rio a gente tem um métodode tratar bandido, e é na bala”.

O "método de tratar bandido": o lavajatista "excludente de ilicitude" das chacinas, dos massacres policiais, e genocídio dos jovens negros. 

 
20
Abr22

Augusto Aras vai investigar... professor universitário e escritor

Talis Andrade

 

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Conrado Hubner
Viagra: 35 mil comprimidos Prótese peniana: R$ 3,5 milhões Gel lubrificante íntimo: R$ 37 mil Botox: R$ 546 mil Imbrochabilidade verde oliva: não tem preço
ImageTSE e PGR estão atentos Fiquem tranquilos, a enésima motociata, também conhecida juridicamente como campanha antecipada, será devidamente investigada e julgada antes de a democracia acabarImage
 
Augusto Aras bem acompanhado em Paris. Veja vídeo:
 

  

A Planta Geral da República foi verificar se gozava de algum respeito entre as plantas do Les Jardins Du Luxembourg O elegante Paris Geral da República lembrado de que sua descriminalização da política mata e deixa roubar

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Ainda vamos sistematizar as múltiplas formas de corrupção do governo além das rachadinhas passadas (orçamento secreto, bíblia do pastor, superfaturamento de vacina, sigilo para cartão corporativo etc) Novo tipo: milhões para ONGs inativas de boleiros

Bolsonaro ameaça Lula de morte. Idem general Girão Monteiro, coronéis Washington Lee Abe, Paulo Adriano Lopes Lucinda Telhada, André Azevedo, Tadeu Anhaia de Lemos, sargento Anderson Alves Simões, cabo Junio Amaral, pastor Otoni de Paula. Ameaça de assassinos deveria ser levada a sério por Aras. Tem serial killers. Gente ruim que já metralhou mais de trinta sem nada, sem terra, sem teto. Gente necrófila ou sádica, que admira o coronel Paulo Manhães, Ustra marechal de Bolsonaro, delegados Fleury e Pedro Seelig. Ameaçar de morte é crime. Áudios do Superior Tribunal Militar provam tortura na ditadura.

A planta jacobina e negacionista "Diante das evidências de corrupção no MEC de Bolsonaro, a omissão da PGR é ainda mais escandalosa. O MP deve defender a lei, sem jacobinismo e sem negacionismo". Onde está o Ministério Público?Image
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"TRF-1 aceitou nesta terça-feira (19), por dois votos a um, um recurso apresentado pelo Procurador-Geral de República, Augusto Aras" contra Conrado Hubner MendesImage
A institucionalidade da tortura, esse legado intangível da covardia e delinquência militarImage
 

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05
Abr22

Eduardo Bolsonaro tortura Míriam Leitão

Talis Andrade

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Por Altamiro Borges

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), também chamado de Dudu Bananinha, é realmente muito escroto. Pelo Twitter, ele voltou a ironizar a bárbara tortura sofrida por Míriam Leitão, da Rede Globo, durante a ditadura militar. Ele postou: “Ainda com pena da [emoji de cobra]”. O fascistoide conta com o cretinismo parlamentar para manter a sua imunidade! 

Quando tinha apenas 19 anos e estava grávida, a hoje conhecida jornalista foi presa e torturada por carrascos da ditadura dos generais (1964-1985). Em uma sessão de tortura, ela foi deixada nua em uma sala escura com uma cobra. O tuíte do filhote 03 do presidente gerou manifestações de repúdio até dos que discordam da colunista global. 

Lula presta solidariedade à jornalista global

 
O ex-presidente Lula, que sempre sofreu críticas ácidas da jornalista e da Rede Globo, foi um dos primeiros a repudiar o fascista. “Minha solidariedade à jornalista Míriam Leitão, vítima de ataques daqueles que defendem o indefensável: as torturas e os assassinatos praticados pela ditadura. Seres humanos não precisam concordar entre si, mas comemorar o sofrimento alheio é perder de vez a humanidade”, postou nas redes sociais. 
 
A Federação Nacional dos Jornalistas divulgou nota em que lembra que “não foi a primeira vez que Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, tratou a tortura como uma prática banal e defensável. Também não foi a primeira vez que a jornalista Míriam Leitão foi desrespeitada pela família Bolsonaro, em sua história de militante e presa política”. 

O texto da Fenaj também enfatiza que “passa da hora de os demais poderes constituídos da República brasileira agirem para garantir o Estado de Direito, com a punição cabível para autoridades que insistem em agir fora dos preceitos legais e democráticos”. A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) também afirma que a “apologia à tortura é crime e quem a pratica deve se submeter aos rigores da legislação”. 

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Cadê o Conselho de Ética?


PSOL e PCdoB já protocolaram representações no Conselho de Ética da Câmara Federal em que pedem a cassação do mandato do parlamentar. Para a líder do PSOL, deputada Sâmia Bomfim, a postagem dele sobre a tortura é “desumana”. “Quando ele faz piada com essa situação, reafirma, mais uma vez, que é um criminoso inimigo da democracia”. 

No mesmo rumo, o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) afirma que é urgente punir Eduardo Bolsonaro “por respeito à democracia, à sociedade e às mulheres. A publicação dele é repugnante. Se isso não é quebra de decoro, o que será? A leniência da Câmara em outros tempos normalizou barbaridades como o elogio a tortura”. 

O deputado Alexandre Molon (PSB-RJ) também reagiu indignado. “Que tipo de monstro é capaz de debochar da tortura de uma mulher grávida?”, perguntou pelo Twitter. Já o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou que o comentário é “nojento, covarde e asqueroso”. E a deputada Natália Bonavides (PT-RN) exigiu uma postura dura da Câmara Federal.
 
23
Jan22

Por que as empresas que a Lava Jato quebrou escolheram a A&M que contratou Moro?

Talis Andrade

 

 

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Reinaldo Azevedo no Twitter
 
Reinaldo Azevedo
Fui o 1° a cobrar q relações entre Moro e Alvarez & Marsal fossem investigadas. No vídeo, expliquei tudo. VAMOS LÁ, MILÍCIAS MORISTAS! COMECEM A PASSAR PANO! Reinaldo Azevedo: Contrato de Moro tem de ser investigado, com quebra de sigilo
[É histórico. Reilnaldo foi o primeiro a denunciar que o ex-ministro Sergio Moro irá assumir o cargo de diretor da empresa americana Alvarez & Marsal. "Ele vai atuar na área de 'Disputas e Investigações', que atende à Odebrecht, grupo investigado na Lava Jato". Reinaldo Azevedo pontua que o anúncio mostra o caráter "amoral e antiético" do ex-juiz e propõe um questionamento: será razoável que aquele que beneficiou a empreiteira através do acordo de leniência agora receba somas milionárias dessa mesma empresa?]

Q espetáculo! TCU retirou sigilo das peças relativas à contratação de Moro pela Alvarez & Marsal. Empresas q caíram nas malhas da Lava Jato (Obrebrecht, Galvão, Enseada e OAS) pagaram R$ 42,5 milhões à empresa q contratou Moro em processos de recuperação judicial. Moro e A&M se negam a dizer valores da transação entre eles alegando tratar-se de contrato entre privados. Entre privados? Tudo isso nasce de questões de natureza pública, como pública era a função de Moro. P q empresas q a LJ quebrou escolheram a A&M, q contratou Moro?
 

Reinaldo Azevedo volta com o O É da Coisa, na BandNews FM, amanhã. Volta das férias. Reinaldo disse no Twitter:
Quem conhece a VAZA JATO ñ se surpreende c/ a grana q Detan recebeu. Eis reportagem do The Intercept s/ o modo como ele lucrava c/ palestras. Combinou até de abrir empresa de eventos em nome da mulher. Ainda q ñ o tenha feito, lucrou muito.
Deltan, candidato a deputado e presidente do Podemos-PR, recebeu R$ 191 mil só em férias atrasadas ao se desligar do MPF? O país precisa de uma nova moralidade. Contem com a vanguarda do Podemos — partido de Alvaro Dias, o Alicate da retaguarda — para mudar o Brasil.
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A q abismo chegamos! A piadinha é grotesca, claro! Zambelli achou q precisava ser + explícita. Bolsonaro percebe q ela quebra o tempo da sua comédia e manda q cale a boca. A afilhada de Sergio Moro (ele foi padrinho de seu casamento) cala. Encontro de gigantes.
Patada: Bolsonaro fazia uma piada sobre João Doria quando Zambelli decidiu entrosar junto. O presidente então se dirigiu a ela: "fica quieta, fica quieta aí".

Aguardam-se, ansiosamente, os respectivos pronunciamentos das patriotas Carla Zambelli e Janaína Paschoal sobre o sofrimento de “conservadores” como Ernesto Araújo e Abraham Van Trouble.

Mais rififi na extrema-loucura. Dudu Bananinha apela a Mário Frias para endossar ataque aos Irmãos Weintraub, que já apelidei de Van Trouble. Abraham, um “conservador” à moda Ernesto Araújo, esperava ter apoio do Bozo p/ disputar o gov. de SP. Loucura tem limite até p/ o ogro…Image
15
Jan22

Bolsonaro bloqueou 82 jornalistas e oito veículos de comunicação

Talis Andrade

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por Pedro Teixeira /Abraji

Dos 315 bloqueios no Twitter contra profissionais de imprensa registrados pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) até 11.jan.2022, 291 foram realizados pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), seus filhos que também ocupam mandatos eletivos, ministros e secretários especiais de Estado, além de parlamentares que compõem a base de apoio do atual governo. O chefe do Executivo lidera a lista de bloqueadores, tendo distribuído 82 vetos.

Na visão do Twitter, a rede social não precisa interferir na decisão de autoridades de bloquearem usuários, “já que o recurso é prerrogativa de quem usa a rede social e é uma situação que não se desenrola pelo Twitter, mas sim por pessoas que utilizam a plataforma”. A declaração foi dada ao Núcleo Jornalismo, em matéria publicada na terça-feira (11.jan.2022), por Hugo Rodriguez Nicolat, diretor de Políticas Públicas do Twitter na América Latina. A reportagem tomou como base o monitoramento de bloqueios feito pela Abraji desde set.2020.

Em tutorial publicado no Youtube, a gigante da tecnologia afirma que o bloqueio pode ser usado por usuários para evitar ver postagens rudes, maldosas, sem senso, inadequadas ou perturbadoras. Jornalistas ouvidos pela Abraji afirmaram que foram bloqueados por criticar o presidente, por sua atuação como profissional de imprensa ou sequer sabem o motivo da represália.

“Eu não faço ideia do que motivou o bloqueio, mal ‘tuíto’ e não me lembro de ter marcado Bolsonaro em alguma publicação. Talvez tenha algo a ver com o trabalho da Brazilian Report, mas a empresa não foi bloqueada”, conta Gustavo Ribeiro, fundador do veículo que entrega um panorama do Brasil ao público estrangeiro e um dos 152 jornalistas bloqueados por 41 autoridades de Estado.

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11
Dez21

O reizinho genocida

Talis Andrade

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"O reizinho genocida" é um conto de fadas moderno e periférico. Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência

 

por Dinha (Maria Nilda de Carvalho Mota)
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Num lugar não muito distante, chamado Reino dos Banana Prata, morava um pequeno rei, junto com a esposa e seus cinco filhos: quatro rapazes e uma menina, cujo nome “Fraquejada” era abreviado para “Fraquê”. Nos contos de fadas, estamos acostumadas a não saber os nomes da maioria das pessoas, assim como não estranhamos nomes feios como o de “Rapunzel” e o da pobre menina “Fraquê”. 

O reizinho não gostava de mulheres, por isso ordenou que a todas lhes fosse negado o direito à vida, exceto enquanto crianças e durante o período fértil – para que, assim, parissem os filhos do reino. Por causa disso, mulheres não tinham voz em Prata, nem direito a reclamar quando um homem lhe batia ou a obrigava a atender aos seus desejos íntimos. As que ousavam se defender eram friamente executadas com quatro tiros na cabeça.

Certo dia, circulou por todo o reino a notícia de que um assassino estava à solta. No começo, apenas as mulheres eram as vítimas, mas, com o passar do tempo, o monstro resolveu sabotar estradas – remarcando a velocidade máxima permitida e afastando toda a fiscalização. Os homens começaram a morrer como zangões velozes atrás da rainha abelha, num esmagar-se constante de uns contra os outros. Quando o homicida foi, enfim, encontrado, soube-se que o dito cujo estava sob as ordens diretas do rei – e mais: vinha aplicando golpes contra idosos doentes, levando-os para um abatedouro cujo nome de fachada – que o fazia parecer-se com um hospital – era “Velhinhos Prevenidos”.

Na mesma época desse serial killer, todo o reino foi tomado por uma praga que roubava o fôlego às pessoas. Com dificuldade para respirar, boa parte da população ou morria de fome ou de tristeza, pois o padeiro não tinha forças para sovar o pão e o circo parou com as lonas arriadas.

Os súditos do reizinho, então, decidiram lhe procurar, na esperança de receber conforto e algum dinheiro para combater a praga, cultivar arroz e um pouco de arte. O pequeno soberano, no entanto, diante das súplicas dos seus subalternos, resignou-se a mandá-los ir em busca do nobre coveiro – dado que só ele poderia, naquele momento, lhes ajudar.

No trágico reino de Prata, o caos permaneceu por longos anos. Sem amparo, sem fôlego e sem arte, a natureza humana se extinguia. A mortalidade aumentou em 15%. Trezentos mil bebês deixaram de nascer. A fome atingiu níveis nunca antes vistos e florestas ardiam para divertimento do soberano.

Quando solicitado, o reizinho piromaníaco, oferecia ao povo o velho e obsceno gesto da banana que, acertadamente, nomeava o reino de Prata. 

Ricamente vestido e evidentemente bem alimentado, o tirano guardava para si toda a prata da casa, dispensando aos pobres do reino apenas cascas de frutos apodrecidos. 

Certo dia, porém, sua pequena filha, Fraquejada, brincava de bola nos fundos do palácio (escondida, pois nenhum esporte era permitido  às meninas) quando viu passar uma centena de mulheres. Elas eram, verdadeiramente, muitas.

A princesa então se escondeu atrás de uma bananeira real e, de lá, observou cuidadosamente a multidão. A menina Fraquê notou que todas as passantes traziam o rosto cansado, os lábios azuis da pouca oxigenação e trajavam roupas incomuns (calças masculinas, ou saias e blusas parece que ou sobrando ou faltando pano, outras tinham lenços na cara, no lugar das máscaras de proteção contra a praga). 

Fraquê notou também que elas carregavam bandeiras e faixas com dizeres para ela incompreensíveis. A bandeira que mais lhe chamou a atenção, por conter uma imagem do rosto de seu pai, era segurada por uma mulher grande e pálida. A garotinha não sabia ler, pois mulheres não precisam disso no reino de Prata , mas raciocinou que, pela fúria com que repetiam algo que lhe soava como “FODA-SE REIZINHO GENIOCIDA”, a mulher grande e as outras não poderiam estar elogiando seu pai.O rei, finalmente, está nu | RNP+BRASIL

O reizinho genocida

 

Durante uns minutos, a multidão parou diante do seu portão e, por um instante, a menina pôde olhar nos olhos de algumas mulheres, antes que os cães da guarda real as atacasse e elas todas entrassem numa luta sangrenta. Pouco tempo depois de iniciada a batalha,  ninguém sabe dizer bem a razão, Fraquê destrancou os portões.

A multidão então entrou no palácio, pisou no jardim gramado – bem onde estava a placa de “proibido” – e banhou-se na água das fontes dançantes que requebravam sem melodia. Um frisson tomou conta das matronas e essas mulheres, tomadas de uma fúria nunca vista, assaltaram o palácio, fuzilaram os guardas, cercaram o rei, a esposa e os quatro filhos.

Sem ter para onde correr, o primeiro pulou da janela alta e morreu espatifado. O segundo, sacou seu revólver, atirou a esmo, sem lograr atingir as mulheres e, vendo que elas não recuaram, atirou na própria cabeça. O terceiro esboçou uma fuga. Enquanto os olhos se voltavam contra os mortos, embrenhou-se no meio das mulheres tentando passar desapercebido. Este foi asfixiado pelo abraço apertado das mulheres-sucuri. O quarto filho, vendo o destino dos outros, tentou barganhar: disse que dividiria sua herança com aquela que o deixasse viver e o tomasse como marido. Teve a garganta cortada por uma moça linda e virgem.

Por fim, ao casal real só lhes restou a menina Fraquê – última esperança de compaixão.

A esposa apelou para os laços maternos, para a sororidade e para sua situação de submissa em relação aos homens da casa. Depois de mostrar às outras onde estavam as armas, as riquezas do reino, e enfiar duas balas na barriga do rei, ganhou, junto com a filha, o direito ao exílio. Mãe e filha partiram no mesmo dia.

No palácio real, as mulheres cantavam, dançavam e bebiam sobre o cadáver dos soberanos. Mais felizes que exaustas, juntavam amor e armas – proteção contra possíveis rebeldias contra revolucionárias.

Em algum lugar do planeta o sol nascia. Muito em breve, o mesmo sol banharia o reino com suas luzes douradas.

Caixa dois Bolsonaro: não vai dar em nada, mas já deu em muita coisa – Bem  Blogado

06
Dez21

Desgraça pouca é bobagem: os bastidores da corte (Episódio 5)

Talis Andrade

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por Maura Montella

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Se não havia competência do Bobo da Cavalaria para comandar o Reino do Sul, fofoca de bastidores era o que não faltava na corte.

Além dos maus modos e da falta de postura do rei, sua vida pessoal também dava o que falar. Bobo se casou com a Primeira Rainha e teve três criaturas marcadas, como gado, com as identificações: 01, 02 e 03. Zero Um era amigo do produtor de laranjas com um "Q" de algoz, que foi alçado ao cargo de carrasco real. Zero Dois era o que adorava brincar de guerra de espadas com seu primo, o Pavão Misterioso, e embora tivesse faltado às aulas de alfabetização, era o responsável por escrever e enviar todas as mensagens reais. Zero Três era o aficionado por armas que ganhou o apelido de Bananinha, não se sabe se por sua atuação pífia na Câmara dos Lordes ou se por outras razões, alardeadas pelas moçoilas do reino.

Como ninguém aguentava viver por muito tempo perto do Bobo, a Primeira Rainha também não aguentou e foi embora. Para não ficar sozinho, o asqueroso rei mandou Algoz aliciar a primeira aldeã que se dispusesse a passar por qualquer humilhação em troca de um lugar no trono ao lado do seu. Foi assim que a esperta e interesseira FulAna entrou na corte. Com a Segunda Rainha, Bobo teve o quarto filho, mas dizem as más línguas que Zero Quatro era filho do cavaleiro Ricardo Matafuegos, responsável pela guarda da rainha. Apavorado com essa possibilidade, Bobo expulsou a Segunda Rainha da corte e mandou Algoz cancelar o CPF de Ricardão, ou seja, "apagar" seu título de "C"avaleiro "P"alaciano do "F"ogo. Já entendeu, né?!

Pois bem... Sozinho e com sua masculinidade ferida (assim ele pensava), Bobo não tardou a se casar novamente. Desta vez pegou uma surda-muda, a única que conseguia ficar perto dele porque não ouvia as imbecilidades que ele dizia. Com carinha de bondosa, sempre ajudando a Igreja, a Terceira Rainha conquistou a todos num primeiro momento, mas ela foi também a prova viva de que as aparências enganam.

É que poucos meses depois do casamento, encontraram um baú nos aposentos da Terceira Rainha com 89 mil moedas de ouro. Isso deixou o Bobo numa situação muito complicada, pois ele não tinha como justificar o extravagante presente perante os membros da Câmara dos Lordes. Sem encontrar uma saída, Bobo chamou seu amigo e fiel escudeiro, o palaciano Algoz.

- Ô, ô, como qu'eu explico isso aí, ô Algoz?

- Xeque.

- O quê???

- Fala que a gente tava jogando xadrez e que eu coloquei o rei em xeque.

- Mas o baú tava nos aposentos da rainha!!

- Então, Chefia, xeque na rainha, copiou?

- Aêêê, copiei!

Bobo considerou que foi uma ótima solução para o caso. Contou essa história esfarrapada para os membros da Câmara dos Lordes, e ninguém mais falou do xeque da rainha.

Enquanto essas falcatruas corriam solto dentro do palácio, Jegues, o Conselheiro Financeiro, continuava dilacerando o tesouro real, acumulado à custa de muito sangue, suor e lágrima dos súditos que não tinham mais de onde tirar recursos para pagar tantas taxas e impostos. 

Pra falar a verdade, Jegues não batia bem da cabeça. Quando pequeno, tinha um amigo invisível que ele deu o nome de Mercado. Na época, ainda não existia a ciência da Psicologia, porque se existisse, todos saberiam que é comum crianças pequenas terem amigos imaginários. O que nem a Psicologia Moderna conseguiria explicar é por que Jegues cresceu e não largou aquele amiguinho, fruto da sua imaginação. Tanto assim que, já no cargo de mentor financeiro do Bobo, ao ser questionado sobre a miséria do povo e sem saber responder, ele recorria a seu amigo Mercado, que na cabeça de Jegues, sempre lhe atendia, oferecendo sua mão invisível.

Pior do que Jegues com seu amigo invisível era ver uns plebeus, pobres de marré deci, que se achavam ricos e amigos do rei. Geralmente eram os donos das tabernas que ficavam na rua à direita do castelo. Esses taberneiros eram dos poucos aldeões que conseguiam comprar uma carroça própria. Gostavam de um modelo que tinha um touro na frente (conhecido como Tourota Corolla) e só por isso se julgavam nobres da realeza. 

Como podiam ser tão iludidos os pobres da (rua à) direita?! Não passavam de pobres... pobres coitados!

Mas quero falar do Conselheiro de Finanças especificamente. 

Jegues era tão sórdido e sem noção que mesmo vendo a maioria dos plebeus catando osso e todo resto de comida descartado pelos nobres ao redor do palácio, ainda insistia que suas medidas econômicas eram um grande sucesso. Como símbolo dessa pujança (que só ele enxergava), Jegues mandou matar o maior touro do reino, depois mandou empalhar e pintar de amarelo.

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Era o seu Touro de Ouro, que foi colocado em frente aos portões do castelo, para que todos os súditos, ao irem catar lixo, tivessem consciência daquele momento de esplendor.

Ah, já ia me esquecendo de contar um detalhe: uma vez capturado, Jegues exigiu que cortassem uma das patas dianteiras do touro. Ninguém precisou perguntar o porquê daquela excentricidade; todos que conheciam as sandices do financista real sabiam que era uma alusão ao seu amigo imaginário de infância, o Mercado com a sua mão invisível (sem pata = sem mão = mão invisível, entendeu?!)

Pois é, e como desgraça pouca é bobagem, o infortúnio que pairava sobre o Reino do Sul não terminou aí. Eis que o Juizeco (juiz com voz de marreco), que tinha se bandeado para o Reino do Norte, voltara exigindo seu lugar. Só que isso, eu te conto no próximo episódio. Aguarde!

 

05
Dez21

Desgraça pouca é bobagem: os filhos do rei (episódio 3)

Talis Andrade

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por Maura Montella

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Como desgraça pouca é bobagem, o Bobo da Cavalaria, agora no trono real, não se contentou em fazer suas trapalhadas sozinho; cismou de dar continuidade à sua linhagem agressiva e nefasta. Tal como se faz com gado, Bobo marcou seus filhos com as identificações: 01, 02, 03 e 04 e, à medida que suas criaturas iam crescendo, Bobo os inseria, um a um, na Câmara dos Lordes do Reino do Sul.

Mas isso vocês já sabiam porque eu contei no episódio anterior. Contei, inclusive, que Zero Um era muito apegado a um colono que cultivava laranjas e que, a pedido do filho, Bobo empregou o tal agricultor, que tinha um "Q" de Algoz, como carrasco do palácio real. Algoz, além da perversidade, não possuía nenhuma qualificação para o cargo, mas Bobo não queria nem saber. Quem não estivesse satisfeito com seu jeito "democrático" de governar, que fosse viver no Reino "Ditatorial" do Oeste, uma pequena ilha à esquerda do Reino do Sul com altos índices de saúde e educação, ou viver no populoso Reino "Comunista" do Leste, uma verdadeira potência na produção de arroz e de diversos outros produtos, mas que Bobo fazia questão absoluta de menosprezar. 

E assim foi até que certo dia, o recém-contratado carrasco real perguntou a Zero Um se não tinha como empregar toda a sua família dentro do castelo também. Zero Um, muito apegado ao eterno dono do laranjal com um Q de Algoz, nem pensou duas vezes e foi logo falar com seu pai. Bobo, por sua vez, não se furtou a acolher o pedido de Zero Um, mas impôs uma condição: Algoz, além de trabalhar como carrasco real, teria que criar uma tropa extrapalaciana e acabar com todos aqueles que pensassem diferente do rei. Algoz não titubeou. Acostumado a fazer maldades, aplicou os meios mais sórdidos e cruéis para eliminar todos os que ousavam confrontar as ideias de Bobo, seu chefe empregador.

Dos casos de violência atribuídos à tropa de Algoz, o de maior repercussão foi o assassinato de uma jovem plebeia, conhecida por sua garra e persistência na luta em defesa dos plebeus e de outras minorias. Esse caso foi tão emblemático, que Bobo, o próprio rei, teve que se apresentar diante da Suma Corte Judicial do Reino do Sul. Todo mundo sabia que essa era uma atitude "pro forma", ou seja, só para manter as aparências, já que a Suma Corte também morria de medo de ser executada pelo palaciano Algoz e sua tropa. De todo modo, Bobo jurou de pés juntos e com a mão sobre a Bíblia que ele não tinha nada a ver com o caso da plebeia assassinada.

2.

Os juízes fizeram vista grossa; Algoz se escondeu numa casa no meio do mato; e os plebeus permaneceram indignados, chorando a falta de seu maior presente, a jovem aguerrida que deixou seu nome gravado para sempre na história do Reino do Sul: Mári L.

Ainda tem muita coisa para contar do Zero Um, mas como são quatro criaturas, vamos logo passar para o Zero Dois. Eu poderia dizer que este era o mais complicado e agressivo de todos, mas o páreo é duro e deixo para vocês decidirem. Bom, Zero Dois, desde muito novo, foi conduzido aos meandros do poder. Em vez de estudar, Bobo, seu pai, o inseriu na Câmara dos Lordes para provar que o trabalho infantil nas minas de carvão do Reino era legítimo e que qualquer reclamação não passava de mi-mi-mi de preguiçosos insubordinados. É claro que tudo deu errado: primeiro pela comparação absurda entre o trabalho de um jovem nobre mimado dentro de um palácio e o de uma criança plebeia mal-alimentada dentro de uma carvoaria. Segundo porque, mesmo sem o domínio da escrita, sabe qual foi o cargo destinado por Bobo ao seu filho Zero Dois? O de escriba, responsável por escrever e enviar todas as mensagens reais!! Mas sem dominar minimamente o léxico e sem ter ideia do que fosse interpretação de texto?! Pois é, vai vendo...

O desempenho de Zero Dois foi um desastre desde o início. 

Para começar, ele implicou com o sistema, implantado havia séculos, de usar pombo-correio para enviar mensagens. Fez pirraça, bateu pé, deu chilique e tudo mais, porque queria porque queria que suas mensagens fossem entregues não por pombos, mas por pavões reais. Os assessores do rei, na tentativa de aplacar tamanho faniquito, deram uma ideia para o espetaculoso rapaz: Zero Dois, mesmo tendo faltado às aulas de redação, mandaria as correspondências oficiais pelo pombo-correio, e as extraoficiais ficariam a cargo de seu Pavão Misterioso. E aqui, sou obrigada a fazer um adendo: Zero Dois e seu primo eram muito ligados um ao outro. Os súditos estavam cansados de vê-los correndo pelo palácio, brincando de carrinho de mão e pega-pega, se escondendo pelas inúmeras habitações do castelo e se abraçando efusivamente quando se encontravam. Contei isso porque até hoje não sabem se o tal Pavão Misterioso que fazia a entrega das mensagens falsas, ops! quer dizer, das mensagens extraoficiais, era realmente uma ave ou se era o primo ou mesmo o Zero Dois fantasiado com as plumas de seu animal favorito.

Enfim, história é o que não falta envolvendo o Zero Dois, seu primo e o gabinete que eles montaram para escrever as mensagens reais e irreais que saíam do palácio, mas vamos seguir porque ainda restam duas desgraças portadoras da odiosa genética do pai, que eu preciso apresentar a vocês. Então, vamos lá: Zero Três. Mais conhecido como Bananinha, nunca fez nada de útil em toda a sua vida dentro e fora da Câmara dos Lordes. Talvez por esse comportamento de banana mole, tenha recebido o tal apelido.

3.

As moçoilas do Reino, entretanto, diziam que o motivo era outro, mas como não posso comprovar, vou continuar dizendo que a alcunha vinha apenas do fato de ele ser um paspalho mesmo. Bananinha adorava armas, e a mais letal da época era a espada. Quanto maior fosse a espada que Bananinha empunhava, mais feliz ele ficava. Novamente entravam as más línguas dizendo que a preferência por espadas grandes era uma forma de compensação, e mais uma vez, eu, não tendo como comprovar, deixo o dito pelo não dito.

Além do apelido e das armas, Bananinha ganhou notoriedade quando foi passar uma temporada no Reino do Norte. No Reino do Sul, ele era filho do rei, mas no reino das pessoas de nariz empinado e fala enrolada, Bananinha não era ninguém. Para comer, ele mesmo assava sua carne nos braseiros de rua dos plebeus, mas quando voltou para o Reino do Sul, ele contou uma história completamente diferente da realidade. Disse que tinha feito todas as refeições no palácio real e que, por ser fluente no dialeto nórdico (falava duas ou três palavras), tinha virado amigo do rei Trunc, conhecido como "o truculento". Mais uma mentira deslavada, típica da família do Bobo. Aos olhos de Trunc, Bananinha era só mais um pária social, como tantos outros nobres do Reino do Sul, que "ousavam" visitar o Reino do Norte. 

E isso não é nada perto das coisas que eu tenho para contar sobre o Zero Três, mais ainda preciso apresentar o Zero Quatro, que, por ser filho de outra mãe, mudou completamente o rumo da história do Reino do Sul. Então, não percam o próximo episódio para saber o que aconteceu.

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18
Out21

Quem está pagando os gastos de Eduardo Bolsonaro em Dubai

Talis Andrade

 

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O deputado federal Marcelo Freixo (PSB-RJ), líder da minoria na Câmara, pediu ao Ministério Público Federal que investigue a viagem da delegação do governo federal a Dubai, especialmente o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e família. Freixo fez duras críticas à foto do filho de Jair Bolsonaro vestido de sheik nos Emirados Árabes. A postagem da foto por Eduardo gerou revolta nas redes sociais.

“ATENÇÃO! Acabo de acionar o MPF para investigar os gastos de Eduardo Bolsonaro em Dubai. Queremos saber quem está pagando essa conta”, cobrou Marcelo Freixo no Twitter. Ele protocolou a representação nesta segunda-feira (18).

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“Ali Banana e os 40 ladrões do desgoverno Bolsonaro estão fazendo farra em Dubai enquanto 20 milhões de pessoas estão passando fome, catando comida no lixo. Nós da oposição acionamos o TCU para investigar essa balbúrdia, paga com dinheiro que está saindo do bolso dos brasileiros”, escreveu o parlamentar.

 

28
Ago21

Correios serão vendidos por “valorzinho”

Talis Andrade

Privatização dos Correios: por que a raiva com empresas públicas? |  Asmetro-SN

 

 

Secretária de Privatização Martha Seillier disse que o preço mínimo do leilão será muito menor do que o valor dos ativos da empresa

 
 
 
A secretária especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Martha Seillier, afirmou que os Correios serão colocados à venda por um valor simbólico, sem objetivo de fazer caixa para o governo. A declaração foi dada ao site Uol.
 
Seillier afirmou que o preço mínimo será muito menor do que o valor dos ativos da empresa, porque o comprador levará em conta os custos que terá de assumir.
 

Essa é a conta que estamos fazendo. Vai sobrar um valorzinho, vamos dizer assim, que é o quanto a gente vai pedir no leilão”, disse.

A secretária afirmou que só será possível estimar o lance mínimo do leilão após a segunda fase dos estudos de privatização, que devem ficar prontos em setembro, e depois que o Congresso confirmar a venda. O projeto de lei, que já passou pela Câmara, ainda precisa de aprovação do Senado e do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A secretária diz que, se o governo mirar a arrecadação e cobrar caro demais, o comprador não terá dinheiro para investir na modernização e na ampliação da empresa. Isso poderia tornar o negócio inviável e prejudicar a prestação do serviço postal básico aos brasileiros.

 

Atualidades Enem: Privatização | Revista Quero

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