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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

17
Jun22

ONU vê alto risco de golpe no Brasil

Talis Andrade

JOSÉ PEDRIALI: Crônica de um golpe (exaustivamente) anunciado

O Brasil foi parar na lista, apresentada ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, de 30 países considerados "preocupantes" em relação às violações de direitos humanos. O relatório, preparado por Michelle Bachelet, alta comissária de Direitos Humanos da ONU, cobra independência das instituições brasileiras na eleição e alerta para a violência contra mulheres, negros e representantes do movimento LGBTI+ candidatos este ano. Ela criticou também a situação do racismo e da violência policial no país.

O Brasil foi parar na lista, apresentada ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, de 30 países considerados "preocupantes" em relação às violações de direitos humanos. O relatório, preparado por Michelle Bachelet, alta comissária de Direitos Humanos da ONU, cobra independência das instituições brasileiras na eleição e alerta para a violência contra mulheres, negros e representantes do movimento LGBTI+ candidatos este ano. Ela criticou também a situação do racismo e da violência policial no país.

A FRASE DE BACHELET

No Brasil, estou alarmada com as ameaças contra os defensores dos direitos humanos ambientais e os povos indígenas, incluindo a exposição à contaminação por mineração ilegal do ouro.

Michelle Bachelet, em informe para a ONU

 

Altamiro Borges: 2013 e a vacina contra o golpe anunciado

ONU vê alto risco de golpe no Brasil

por  Manuela Dorea

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A ONU cobra independência das instituições brasileiras em um ano de eleição e alerta para a violência contra mulheres, negros e representantes do movimento LGBTI+ que concorram ao pleito, em outubro. O alerta é da Alta Comissária de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, que incluiu o Brasil em seu informe sobre situações que preocupam a entidade e que está sendo apresentado nesta segunda-feira diante do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra.

Bachelet, ex-presidente do Chile e que se chocou com o presidente Jair Bolsonaro desde 2019, escolheu fazer o alerta sobre as eleições em seu último discurso diante do órgão internacional. Ela anunciou na mesma reunião que não continuará no cargo máximo de direitos humanos da ONU, depois de quatro anos no posto. Ela teria o direito a um segundo mandato, mas tem sido alvo de duras pressões por conta da crise na China.

Em relação à situação brasileira, ela não poupou críticas sobre diversos aspectos. “No Brasil, estou alarmado com as ameaças contra os defensores dos direitos humanos ambientais e os povos indígenas, incluindo a exposição à contaminação por mineração ilegal de ouro”, declarou a chilena.

Ela também criticou a situação do racismo e da violência policial, um tema que já abriu uma crise entre o governo de Jair Bolsonaro e a entidade internacional. O presidente, há três anos, rebater a chilena fazendo um elogio ao ditador Augusto Pinochet. O pai de Bachelet havia sido assassinado quando o general tomou o poder e a própria representante da ONU foi torturada.

Ela, porém, manteve suas críticas em relação à situação de direitos humanos no Brasil e, agora, alerta para a situação eleitoral. “Os casos recentes de violência policial e racismo estrutural são preocupantes, assim como os ataques contra legisladores e candidatos, particularmente os de origem africana, mulheres e pessoas LGBTI+, antes das eleições gerais de outubro”, disse.

Bachelet, num raro gesto, também fez uma cobrança sobre as instituições, ainda que não tenha citado textualmente o nome de Jair Bolsonaro e seus ataques contra o Judiciário e as instâncias responsáveis pelas eleições. “Apelo às autoridades para que garantam o respeito aos direitos fundamentais e instituições independentes”, completou Bachelet.

Na semana passada, Bolsonaro sinalizou ao presidente americano Joe Biden que respeitaria o processo democrático. Mas, um dia depois, voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal e retomou sua retórica de ataques.

As críticas da ONU ainda surgem poucos dias depois de a ONU acusar o governo brasileiro de ter agido de forma “extremamente lenta” ao lidar com o desaparecimento do indigenista brasileiro Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips. Tanto a entidade como a Comissão Interamericana de Direitos Humanos cobraram o Brasil a “redobrar” os esforços nas buscas.

Ao citar o Brasil, Bachelet ainda incluiu o país numa lista de cerca de 30 locais pelo mundo considerados como preocupantes em relação às violações de direitos humanos. Ao longo dos últimos três anos, o governo de Jair Bolsonaro foi criticado em diversas ocasiões por parte de organismos internacionais, ampliando a pressão sobre a diplomacia brasileira.

O Brasil foi citado entre locais que, segundo Bachelet, vivem “situações críticas e que exigem ações urgentes”.

No caso específico do Brasil, ela mencionou o país ao falar de “tendência perturbadora de redução do espaço cívico, incluindo ataques a defensores dos direitos humanos e jornalistas, e restrições indevidas à liberdade de expressão e da mídia”.

A lista de países mencionados ainda inclui a Rússia, Estados Unidos, Turquia, Haiti, México, Guatemala, Mali, China e vários outros. Bachelet deixou claro que relatórios separados ainda serão apresentados como Síria, Venezuela, Iêmen e outros.

Se a ONU não tem o poder de impor sanções ou adotar medidas efetivas contra o país, o constrangimento internacional tem levado a um questionamento por parte de governos estrangeiros, ativistas e mesmo fundos de investimentos.

Em outro trecho de seu discurso, ela tocou num dos pontos mais polêmicos no Brasil: o aborto. Sem citar a situação nacional, a chilena indicou que está “cada vez mais alarmada com os significativos reveses relacionados aos direitos das mulheres, particularmente na área da saúde e direitos sexuais e reprodutivos”.

O Brasil lidera uma aliança internacional que tenta impedir que tais termos sejam incluídos em documentos, resoluções e decisões de organismos multilaterais. O argumento é de que tais assuntos seriam “portas de entrada” para o debate sobre o aborto, o que seria rejeitado pelo governo de Jair Bolsonaro.

Bachelet também criticou “leis restritivas ao aborto e barreiras práticas representam uma ameaça aos direitos humanos, com impacto desproporcional sobre as mulheres com recursos limitados”.

“Os abortos inseguros são uma causa principal – mas evitável – de morbidade materna. A saúde e os direitos sexuais e reprodutivos são críticos para o bem-estar das mulheres e para o desenvolvimento”, disse.

Em seu discurso, ela elogiou a decisão do Tribunal Constitucional colombiano, em fevereiro, de descriminalizar o aborto, seguindo os “desenvolvimentos positivos em todo o mundo, inclusive, mais recentemente, na Argentina e no México em relação a esses direitos”.

Mas criticou a situação em outras partes do mundo. “Este é um momento de progresso e não de maiores restrições a estes direitos essenciais, como está sendo considerado nos Estados Unidos da América”, disse.

Nos últimos anos, Bachelet tem insistido sobre o encolhimento do espaço cívico no Brasil. No discurso desta segunda-feira, sem citar o caso nacional explicitamente, ela deixou claro o motivo pelo qual acredita que o tema é fundamental para garantir a “resiliência em temos de crise”.

“Estes são tempos de maior – e não menos – transparência e maior espaço para o engajamento e participação cívica, se levarmos a sério nossos compromissos de construir sociedades transformadoras e mais verdes. Um espaço cívico vibrante é uma alavanca de uma sociedade estável e segura. No entanto, continuamos documentando ataques contra defensores e jornalistas, off-line e on-line, em todo o mundo”, alertou.

“Não podemos separar o progresso em metas econômicas, como a redução da pobreza, dos direitos daqueles que são os beneficiários pretendidos desses desenvolvimentos – incluindo o direito dessas pessoas de serem ouvidas”, disse.

Segundo ele, os direitos ao trabalho, à moradia, à alimentação, à água e ao saneamento “só podem ser protegidos e cumpridos se as pessoas tiverem espaço para expressar suas opiniões e para exigir a mudança que desejam ver”.

“Juntos, estes direitos são o sangue vital de uma sociedade vibrante, justa e pacífica.

Em contraste, prender aqueles que protestam pacificamente, fechar a mídia independente, deter advogados – estas são medidas que não só violam os direitos, como também corroem os alicerces de nossa prosperidade e segurança”, alertou.

“As lições aqui são claras, e são visíveis nos países mais poderosos do mundo, ocidentais e orientais. Quando adotamos leis que discriminam com base na religião, tomamos atalhos por grupos que traçam perfis, damos ampla licença à aplicação da lei sem supervisão independente suficiente, prejudicamos não apenas nossa credibilidade, mas nossa estabilidade”, disse.

“Eleições livres e justas são críticas, mas as pessoas medirão o sucesso da democracia pela medida em que sentirem diferenças tangíveis em suas vidas”, afirmou Bachelet.

Ela ainda completou: “sociedades abertas podem ser caóticas, com suas falhas visíveis para todos, e seus resultados não são imediatos. Mas é um caminho firme”.

24
Set19

Amazonas: insólita defensa del gobierno brasileño

Talis Andrade

El ministro Paulo Guedes afirmó que las imágenes de incendios eran fake news

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Por Dario Pignotti

Mientras Jair Bolsonaro despegaba hacia Nueva York donde pronunciará un discurso ante la ONU, su ministro de Economía, Paulo Guedes, aseguró que en la floresta brasileña no ocurrió la tragedia ambiental que causa perplejidad a líderes de varios países y parte de la opinión pública mundial.

"La deforestación está abajo del promedio de los últimos catorce años, en Brasil hubo incendios, claro que sí, peroestán ocurriendo más incendios en Barcelona y California que en Brasil", agregó.

Guedes le enrostró a la prensa las "fake news" sobre la situación en las selvas y bosques tropicales ilustradas con imágenes de incendios que fueron tomadas "en Bolivia no en Brasil".

Los datos del funcionario son distintos a los del Instituto Nacional de Pesquisas Espaciales (Inpe), que en agosto midió quemas un 300 por ciento superiores a las del mismo mes del año pasado. El director de ese organismo fue despedido por dar estado público a informaciones inconvenientes. Posteriormente la Nasa y la Agencia Espacial Europea confirmaron la información del Inpe.

Guedes reveló haber aportado datos que eventualmente serán utlizados en la redacción del discurso que el mandatario prentará este martes en la apertura de la Asamblea anual de la ONU.

En los medios de este lunes y el fin de semana citados diplomáticos estaban preocupados ante el "riesgo" de que el excapitán sea "boicoteado" en Nueva York. Se especula con que varios jefes de Estado podrían ausentarse del recinto, o dejar a asesores en sus butacas, cuando inicie su intervención.

Fuera del palacio de Cristal está prevista la presencia de manifestantes que ya habían organizado protestas en mayo cuando, por ese motivo, Bolsonaro dejó sin efecto una visita a Nueva York. En aquella ocasión el alcalde Bill de Blasio, del Partido Demócrata, celebró la ausencia del mandatario "homofóbico" que se "jacta de destruir la Amazonia".

Más recientemente, el presidente francés Emmanuel Macron lo cuestionó por haber "mentido" sobre su política de defensa del medio ambiente y la alta comisionada de Derechos Humanos de la ONU, Michelle Bachelet definió a la devastación de la floresta como una "catástrofe humanitaria".

Hacia la ONU

Bolsonaro embarcó en la mañana de hoy desde la Base Aérea de Brasilia junto a su esposa y algunos ministros. La oficina de prensa del Planalto informó que su agenda fue acotada debido a que está convaleciente de una cirugía. Bolsonaro declaró que espera estar con Donald Trump en una cena en la participarían otras autoridades.

El caso es que de la agenda anunciada hace dos semanas, en la que había varios encuentros bilaterales, en el último boletín del Planalto no se incluye ninguna cita.

En las últimas semanas se agigantó su aislamiento internacional: de un lado por las alocadas declaraciones respecto de la Amazonia e insultos contra colegas extranjeros, de otro por la caída en desgracia de varios de sus socios de la ultraderecha global.

Perdió a un aliado en Washington como era el asesor de Seguridad Nacional John Bolton, no está garantizada la reelección de su "hermano" Benjamin Nentayahu en Israel y cayó la coalición italiana liderada por el separatista lombardo Matteo Salvini, a quien había prometido visitar en octubre.

Ese vacío diplomático incluye la posible derrota de su aliado Mauricio Macri en las próximas elecciones argentinas, resultado que debilitará al Grupo de Lima y pueder dar paso a un eje democrático-progresista entre Alberto Fernández y el mexicano Andrés Manuel López Obrador.

Haciendo las veces de un portavoz informal del gobierno Paulo Guedes recordó hoy que hace dos semanas calificó como "fea" a la primera dama francesa, Brigitte Macron, pero atribuyó la gafe al "barullo" montado por los medios.

No citó a Emmanuel Macron ni a la expresidenta chilena Bachelet pero despotricó implícitamente contra ambos así como contra la "socialdemocracia" internacional .

Y de allí Guedes, economista que trabajó en el Chile de Pinochet, cargó directamente contra Bachelet, quien había expresado su preocupación ante el deterioro de la democracia verde-amarilla y este fin de semana cuestionó el proceso judicial contra Luiz Inácio Lula da Silva.

"Dicen que se está está reduciendo el espacio democrático en nuestro país" pero esto no es cierto porque "en Brasil hay una democracia vibrante" que combina "democracia con libre mercado", lo cual se aplica en la estrategia hacia la Amazonia.

El proyecto de "desarrollo sostenible" para los 4,5 millones de km2 de floresta es tergiversado por los "mismos grupos" que están "enamorados del fracaso" de la "Venezuela bolivariana" y en el Chile de principio de los 70, comparó el economista.

Guedes declaró que así como los "Chicago boys hicieron una revolución" tras el golpe contra Salvador Allende ahora la gestión de Bolsonaro se encamina hacia el "crecimiento" motorizado en "las fuerzas del mercado" que garantizarán prosperidad y "fronteras seguras" en la Amazonia.

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