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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

04
Abr21

Promotor de justiça que ajudou a blindar Aécio é preso por feminicídio em Minas Gerais

Talis Andrade

André de Pinho, Aécio e Andrea Neves (fotos: reprodução)André de Pinho, Aécio e Andrea Neves

 

por Joaquim de Carvalho

- - -

A Polícia Civil prendeu na manhã deste domingo o promotor de justiça André Luis Garcia de Pinho, de Minas Gerais. Ele é suspeito de assassinar a esposa, Lorenza, na última sexta-feira.

O caso em si é estarrecedor, o casal tinha cinco filhos menores, e Pinho tentou usar sua influência para que não houvesse autópsia. 

Pinho é um promotor que já teve destaque no noticiário político e policial.

Em 2014, ele foi decisivo numa operação para blindar Aécio Neves, na época apresentado pela velha imprensa nacional (Globo principalmente) como o estadista que salvaria o Brasil. 

André de Pinho pediu a prisão do lobista Nílton Monteiro, que divulgou o Mensalão Mineiro e a Lista de Furnas, e de Marco Aurélio Carone, proprietário do Novo Jornal, a única publicação em Minas Gerais que denunciava corrupção no governo de Aécio Neves e de seu sucessor, Antonio Anastasia.

O fundamento da prisão só convenceu quem queria ser convencido. O promotor dizia que Nílton e Carone faziam parte de uma organização criminosa criada para extorquir dinheiro de autoridades.

Não havia nenhuma prova nesse sentido. Tanto que alguns anos depois foram todos inocentados . Mas, para Aécio Neves, a prisão foi fundamental para sua campanha a presidente. 

Seus mais severos críticos foram silenciados, seja com a prisão e/ou a destruição da reputação, como o criminalista Dino Miraglia, alvo de um mandado de busca e apreensão no seu apartamento e na sua casa.Cris

Cristiane Ferreira

Dino era advogado de Nílton Monteiro e assistente de acusação no processo que levou à condenação do homem que matou a modelo Cristiane Ferreira, que seria uma transportadora de malas com dinheiro da corrupção dos tucanos em Minas Gerais.

Quando foi alvo da busca, Dino insistia para que a investigação em torno do crime da modelo prosseguisse e os mandantes fossem identificados.

Também foi alvo de mandado busca pedido pelo promotor André de Pinho o jornalista Geraldo Elísio, conhecido como Pica-Pau, detentor de um Prêmio Esso de Jornalismo e editor do Novo Jornal.

André de Pinho agiu nesse caso depois que uma reunião de lideranças políticas de Minas Gerais decidiu que era preciso "neutralizar" os críticos de Aécio e também os autores das denúncias mais sensíveis para o grupo político que detinha o poder no Estado.

Detalhes dessa reunião estão contidos na delação de Marcos Valério, que se encontra ainda sob sigilo, já que o Estado se recusa a dar benefícios ao publicitário.

O delator conta quem estava presente no encontro em um sítio de uma localidade perto de Belo Horizonte conhecida como Macacos. Com certeza, estava lá Eduardo Azeredo, que foi governador de Minas e também presidente nacional do PSDB.

A prisão de André de Pinho, por suspeita de feminicídio, pode abrir a oportunidade para que ele revele detalhes do submundo da política em Minas, que ainda opera.

Policiais que, em 2014, ajudaram o promotor a construir a farsa que levou adversários de Aécio à prisão ocupam postos chaves na estutura de Segurança Pública vigente no governo de Romeu Zema, como o delegado Márcio Simões Nabak.

A hora da verdade chegou?

 

13
Ago18

Para ajudar o amigo Aécio em Minas, Sérgio Moro safada e covardemente ataca Dilma Rousseff

Talis Andrade

 

moro aécio brinde.png

 

 

---

 

O Partidos dos Trabalhadores afirmou que a Lava Jato arma espetáculos de olho nas eleições e que, desta vez, foi para criar notícias falsas contra o partido às vesperas do registro oficial da chapa de Lula e Haddad à Presidência da República.

 

Repetindo a parceria e as sacanagens que fizeram na trama do golpe, na prisão de Lula, e criando um clima propício para a posse de Michel Temer, Moro e TV Globo voltaram a atacar Dilma. 

 

Desta vez, Moro retira da gaveta um antigo depoimento de Mônica Moura, e faz ela renovar, papaguear uma conhecida delação premiada. É isso aí: Moro primeiro prende sob vara, e depois o prisioneiro vira testemunha contra Lula. Sempre contra Lula, ou aliados políticos de Lula. A toada  uma só. Tem que cantar do jeito que Moro gosta de ouvir.

 

Tudo que Moro faz contra Dilma, direta ou indiretamente, favorece o amigo camarada Aécio que, sem votos para se reeleger senador, é candidato a deputado federal para ajudar o amigo senador Anastasia candidato a governador para ajudar o amigo senador José Perrella, o dono do helicoca. 

 

Dilma, candidata ao Senado por Minas Gerais, foi espionada, quando presidenta do Brasil, por cachorros e secretas, possivelmente alguns espiões do FBI, que Moro chamou para atuar na lava jato. Foi assim que Moro esfregou pão com queijo no focinho dos agentes estrangeiros doudos por segredos militares do Brasil. Interessados nos segredos da Base de Alcântara, do enriquecimento de minérios atômicos, da fabricação dos aviões militares da Embraer, de submarinos nucleares, os mapas dos poços do pré-sal, dos aquíferos, das minas de nióbio, de ouro, das riquezas mil deste Brasil saqueado pelos Silvérios dos Reis e piratas estrangeiros.

 

A assessoria de Dilma Rousseff afirmou que ela nunca negociou doações eleitorais ou ordenou qualquer pagamento ilegal a prestadores de serviços em campanhas ou fora delas. E que as declarações de Mônica Moura são mentirosas e descabidas.

 

Na mesma toada de outras campanhas sujas do Banco do Estado do Paraná - BanEstado, da lava jato, o depoimento faccioso da delatora Mônica Moura, que assinou colaboração premiada,  foi transformado em fake news pela Rede Globo.

 

Para Geraldo Seabra, o depoimento endossado por Moro, e manipulado pela Globo, também visa esconder o aumento salarial dos juízes e procuradores.

 

Lava Jato ataca PT para esconder aumento de juízes e procuradores

 

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por Geraldo Seabra

 

Usando a velha tática do ataque como melhor defesa, a Operação Lava Jato fez diversos bombardeios esta semana sobre o Partido dos Trabalhadores para esconder as falcatruas de juízes e procuradores da República e o aumento dos seus salários já milionários que auto decretaram, metendo as mãos de forma escandalosa sobre os recursos públicos que dizem defender.

 

O ataque coincidiu com a abertura da campanha eleitoral e teve por objetivo minar a candidatura do partido à Presidência da República, sobre a qual existe um consenso: estará no segundo turno, seja com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou com o seu virtual substituto, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad.

 

Juízes e procuradores da República ganham hoje salários que variam de R$ 28 mil a R$ 33,5 mil, mais um auxílio-moradia de R$ 4,3 mil, mesmo que tenham casa própria. Eles querem um aumento da ordem de 17%, ou quase R$ 6 mil no salário de cada um. Somados só esse aumento e o auxílio-moradia, cada salário de um juiz ou procurador da República custa mais aos cofres públicos do que dez aposentadorias que o INSS paga a mais de dois terços dos 20 milhões de aposentados brasileiros.

 

Esse pacote de reajuste salarial mais o auxílio moradia dos juízes e procuradores da República se estende aos ministros do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça, do Tribunal Superior Eleitoral, do Superior Tribunal Militar, do Superior Tribunal do Trabalho, do Tribunal de Contas da União e aos membros da Advocacia Geral da União. A eles vão se somar os desembargadores dos Tribunais Federais, como os do TRF-4, de Porto Alegre, e a toda a magistratura dos Estados.

 

Embora a emenda constitucional do teto dos gastos tenha congelado por 20 anos despesas com saúde, educação e segurança pública, além do Orçamento da União de 2019 prever o adiamento para 2020 do reajuste dos salários dos servidores públicos federais, o rombo de R$ 14 bilhões não vai atingir somente o governo federal, mas também os falidos cofres estaduais, que entrarão com a sua parte. No plano nacional, o Judiciário diz que esse rombo não vai ocorrer porque o dinheiro que vai para o aumento dos marajás da República será retirado de outras rubricas, numa indisfarçável pratica de peculato.

 

Os bombardeios da Lava Jato sobre o Partido dos Trabalhadores começaram na manhã de quinta-feira (9), antecipando-se ao debate de presidenciáveis que a Band realizaria à noite. Como sempre de forma midiática, os procuradores da Lava Jato encenaram a devolução de R$ 1 bilhão aos cofres da Petrobras, recuperados de um ex-diretor da estatal sem nenhuma relação com o PT.

 

O objetivo era que o assunto fosse levado ao debate da Band, mas o tiro saiu pela culatra porque o principal candidato da Lava Jato, Geraldo Alckmin, da coligação PSDB-Centrão, assim como todos os partidos unidos ao tucano são investigados por milionários desvios públicos, os quais a operação conjunta da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça Federal no Paraná não expõe aos holofotes. Foi evitado por motivos óbvios, pois seria o mesmo que falar de corda em casa de enforcado.

 

Alckmin está com dificuldade de levar o tema corrupção para a sua campanha porque sobre a sua própria administração e as dos governadores do PSDB que o antecederam no Palácio do Morumbi pesam denúncias e investigações de desvios de recursos nas obras do Metrô e do Rodoanel de São Paulo e até mesmo da merenda escolar das escolas públicas do Estado. Pelos desvios no Rodoanel, está preso seu ex-secretário de Transportes acusado de embolsar R$ 600 milhões que teriam sido utilizados em campanhas do PSDB.

 

Além disso, está preso em Minas Gerais o ex-governador Renato Azeredo, condenado a 20 anos de prisão no chamado “Mensalão Mineiro”, enquanto outro ex-presidente do PSDB, o senador Aécio Neves, virou réu no STF depois que foi gravado negociando uma propina de R$ 2 milhões com os donos da JBS. A situação de Aécio está tão complicada que ele em vez de disputar a reeleição, quando enfrentaria a candidatura da ex-presidenta Dilma Rousseff, está se escondendo em busca de um mandato de deputado federal.

 

O segundo petardo foi lançado na manhã de sexta-feira (10), quando a força-tarefa da Lava Jato do Ministério Público Federal apresentou em Curitiba denúncia contra os ex-ministros da Fazenda Antônio Palocci e Guido Mantega, um grupo de empresários da Odebrecht liderado pelo ex-presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht e o casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura, pela suposta prática de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

 

Também nessa sexta-feira, em depoimento ao juiz Sérgio Moro, Mônica Moura, discorreu sobre campanhas que ela e o marido fizeram na Venezuela, Panamá, Angola e Moçambique, incluindo campanhas de Patrus Ananias e Fernando Haddad para as prefeituras de Belo Horizonte e São Paulo, respectivamente, em 2012, e da reeleição de Dilma Rousseff, em 2014. ­­­

 

À noite, no terceiro bombardeio, o depoimento de Mônica foi levado ao ar pelo Jornal Nacional, mas como fake, e não como fato. Sobre Haddad, ela disse que quem pagou a campanha foi o PT de São Paulo, por meio do ex-tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, sem envolver a Odebrecht, ao contrário do que mostrou a Globo. A marqueteira explicou que a campanha de Haddad estava incluída entre outras que fez no Brasil e no exterior, e que para esse trabalho ela nada recebeu da empreiteira.

 

Ela também disse a Moro que a Odebrecht lhe pagou R$ 10 milhões para a campanha de Dilma, e igual valor para a de Aécio Neves, derrotado pela ex-presidenta naquele ano, mas essa informação foi subtraída do noticiário do telejornal. Impressionante é que Mônica Moura disse que não sabia se o dinheiro que recebia da Odebrecht era para pagar a campanha de Dilma ou a que fez no Panamá, fato não ressalvado pela reportagem, pois seu único objetivo era atacar o PT.

 

O depoimento de Monica foi cuidadosamente conduzido pelo juiz Sérgio Moro, que induziu a marqueteira a dirigir suas respostas sempre em prejuízo do PT, havendo ou não relação com o assunto que estava em questão, como a confusão entre pagamentos que recebeu da campanha no Panamá. Como o importante era desviar o assunto do imoral aumento salarial do Judiciário e do Ministério Público, submissos ao seu colega de Curitiba os Torquemadas de Brasília não só silenciam, mas até procuram confundir a opinião pública expondo falsas divergências sobre o tema.

 

Foi o caso da ministra Carmen Lúcia, que após banquetear-se em sua residência com seus pares, amanheceu sexta-feira com cara de madre superiora de uma corte que também nenhum convento de vestais, para tripudiar sobre a inteligência nacional e afirmar que, voto vencido, era até contra o aumento de quase 17% sobre o seu salário de R$ 35 mil de presidente do Supremo. Me engana que eu gosto. Por essa conduta ilibada, dela e dos seus pares, é que a ministra advertiu, na reabertura dos trabalhos da Corte, no dia 1º, que “são inadmissíveis ataques contra a Justiça”. Ela tem razão. A Justiça brasileira é mesmo inatacável.

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30
Jun18

Coisas da Justiça brasileira

Talis Andrade

 

Detalhe de Legislação Corrupta (1896) de Elihu V

 

 

por Sebastião Costa

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Moro é aquele juiz pop star, que foi visto cochichando ao pé do ouvido com tucanos de alta plumagem e elevada corrupção. O mesmo que inventou uma reforma com elevador e tudo no triplex da OAS pra condenar o ex-presidente sem uma mísera prova.

 

Um dos indícios condenatórios do famoso juiz tem todo potencial pra virar piada: uma manchete do jornal O Globo, veículo da família Marinho, recordista na América Latina na modalidade "Derrubar Governos de Esquerda".

 

Se o juiz famoso montou sua condenação em cima de indícios pra lá de esquisitos, Dallagnol atracou-se com suas próprias convicções, convocou a imprensa brasileira e sem prova nenhuma vomitou seu power-point pra jogar Lula à arena dos leões.

 

O midiático Procurador no seu infinito senso de justiça ameaçou até greve de fome se o petista não fosse condenado.

 

Aliás, pra quem não sabe, Dallagnol integra um grupo de procuradores da República de Curitiba, que grampeou o escritório dos advogados de Lula para colher informações sobre as estratégias da defesa.

 

Tudo isso sob o olhar complacente do Supremo, do CNJ e sob os holofotes estimulantes da mídia golpista.

 

O TRF-4, que aumentou a condenação de Lula na mesma semana que a juíza Luciana Correia de Oliveira penhorou o triplex da OAS em nome de um credor, integra a segunda instância da Justiça Federal juntamente com o TRF-1, aquele Tribunal que julgou o caso dos 20 bilhões de reais surrupiados do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Operação Zelotes) e não encontrou provas, nem indícios para condenar essa galera aí: Votorantim, Ford, Mitsubishi, Camargo Corrêa, Cerveja Itaipava, Gerdau e os bancos Santander, Bradesco, Safra, BankBoston, Pactual, Brascan e Opportunity, além da RBS, maior afiliada da Rede Globo com atuação no RS e SC.

 

Fachin é aquele ministro cheio de malabarismos, que arquivou sem muita conversa e sem muito explicar a solicitação da libertação de Lula.

 

É o mesmo que deixou cochilando na sua gaveta durante quatro meses o processo do mega-corrupto Eduardo Cunha e só foi julgar depois que o deputado ateou a fogueira que incinerou 54 milhões de votos.

 

Extraído o caldo, jogaram o bagaço aos abutres de Curitiba.

 

Fachin, pra quem nunca ouviu falar é ministro do Supremo Federal, aquele mesmo Supremo que na gravação do grampeador Sérgio Machado foi 'conversado' por Jucá pra destituir Dilma e "estancar a sangria". E é o mesmo Supremo que impediu Lula de ser ministro, mas ratificou a posse de Moreira Franco (mais conhecido nas conversas odebrechtianas como gato angorá) na esplanada dos Ministérios. Mandou prender o petista Delcídio, mas manteve solto (e no Senado) o 'mineirinho' irrequieto.

 

Condenou o ex-deputado Zé Dirceu e achou-se incompetente para julgar o ex-deputado Azeredo.

 

​E nunca deu a mínima para essa história de um juiz de primeira instância grampear a presidente e liberar a gravação, já arquivada, para a imprensa com escancaradas intenções políticas.

 

Este mesmo Supremo, na sua imensa supremacia meteu uma venda nos olhos e não enxergou o direito do ex-presidente tentar todos os recursos em liberdade, mas livrou a cara de um presidente ilegítimo, impopular e com várias condenações no currículo.

 

O mesmíssimo Supremo que libertou Paulo Preto (109 milhões na Suiça), propineiro oficial do tucanato paulista.

 

E um amigo meu, habitante da Coxilândia, no alto de sua consciência política vive repetindo - Lula foi condenado nas três instâncias.

 

Enquanto isso, lá pelo Datafolha e Ibope, o rebento de D. Lindu que rebentou lá nas brenhas nordestinas e retirou 35 milhões da pobreza, segue imbatível em todas as pesquisa para presidente da República.

 

Os cientistas políticos acreditam que sua origem, a imensa sensibilidade social e seu desempenho nas pesquisas, se uniram num mesmo complô para condenar a doze anos de prisão o mais popular presidente da história do país.

 

 

25
Abr18

Pivô do mensalão tucano, Eduardo Azeredo está perto da prisão

Talis Andrade

Após 11 anos de tramitação, ex-governador do PSDB teve embargos rejeitados no TJ de Minas Gerais


Sua pena soma 20 anos por peculato e lavagem de dinheiro e deve ser executada após último recurso

 

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O destino do ex-governador de Minas Gerais e ex-senador mineiro Eduardo Azeredo (PSDB) foi selado por cinco desembargadores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) nesta terça. Por três votos a dois, o TJ rejeitou os embargos infringentes interpostos pela defesa de Azeredo, que questionava a sentença de 20 anos de prisão pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro no caso conhecido como mensalão tucano, e o deixou mais perto da prisão. Leia reportagem de Rodolfo Borges 

 

Azeredo elegeu Aécio governador, que elegeu Anastasia. Um domínio de governadores tucanos que começou em 1 de janeiro de 1995, e terminou em 4 de abril de 20014. Todos os três ex-governadores foram eleitos senadores, e colocaram no mando do Estado Alberto Pinto Coelho do PP, Partido Progressista, da extrema direita, que governou Minas Gerais de 4 de abril de 2014 a 1 de janeiro de 2015, quando assumiu Fernando Pimentel, governador eleito do PT.

 

 

 

11
Abr18

CORRUPÇÃO NO PSDB Alckmin sem foro, Aécio quase réu, Azeredo perto da prisão: Justiça mira tucanos

Talis Andrade

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Abril promete ser decisivo para os nomes do PSDB, que enfrentam processos na Justiça.


Será um teste também para o Judiciário, que está sob pressão após prisão de Lula.

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por Gil Alessi

===========

 

Um dos maiores símbolos da morosidade da Justiça brasileira poderá ser preso em breve. O ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo (PSDB) está a um recurso de ter a pena confirmada em segunda instância – e consequentemente pode começar a cumprir pena. Ele é um dos maiores nomes do escândalo de corrupção conhecido como o mensalão tucano (ou mineiro) ocorrido em 1998, que envolveu um esquema de financiamento ilegal de campanha para sua reeleição. Além de Azeredo, outras eminências peessedebistas também estão na mira da Justiça. Aécio Neves pode se tornar réu porque a primeira turma do Supremo Tribunal Federal deve decidir na próxima terça-feira se aceita ou não a denúncia onde ele é acusado dos crimes de corrupção e obstrução de Justiça. De quebra, a força-tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo pediu à Procuradoria Geral da República que envie o inquérito sobre o governador licenciado Geraldo Alckmin para a primeira instância - ele perdeu o direito ao foro privilegiado ao deixar o Palácio dos Bandeirantes para disputar a presidência.

 

O caso de Azeredo é considerado emblemático quando se fala de morosidade vista como impunidade na Justiça no país, e chegou a ser citado por ministros do STF durante a discussão, em 2016, sobre prisão após condenação em segunda instância. Azeredo foi condenado por desviar 3,5 milhões de reais de três empresas estatais mineiras para quitar dívidas de campanha. As companhias lesadas são o Grupo Financeiro do Banco do Estado de Minas Gerais, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais e a Companhia Mineradora de Minas Gerais. Parte do valor foi pago via doações eleitorais não declaradas – o famoso caixa 2. O escândalo também ficou conhecido como valerioduto tucano, graças à participação do empresário e publicitário Marcos Valério, responsável por arquitetar o esquema.


A condenação de Azeredo na segunda instância ocorreu em 23 de agosto de 2017 – 20 meses após a sentença na primeira instância. “Deve ser mantida a condenação imposta ao apelante pelos delitos de peculato e lavagem de dinheiro”, afirmou o desembargador Adilson Lamounier. Os magistrados também decidiram reduzir a pena total em nove meses, totalizando 20 anos e um mês de prisão. Agora restam apenas os embargos infringentes para que o tucano possa começar a cumprir pena. Ele ainda poderia entrar com os chamados “embargos dos embargos”, mas estes recursos não têm poder de alterar a sentença e pela jurisprudência atual não impedem que o decreto de prisão seja emitido. É um caso semelhante ao ocorrido com o ex-presidente Lula na semana passada.

 

Caso o Tribunal de Justiça de Minas Gerais aceite os embargos, o processo seria anulado e teria de ser refeito. Neste cenário, a prisão de Azeredo se torna virtualmente impossível. Ele completa 70 anos em setembro deste ano, e pela lei isso significa que o prazo para a prescrição dos crimes irá cair para a metade.

 

A morosidade da Justiça no caso também se deve a algumas manobras feitas pelo tucano. Em fevereiro de 2014 a Procuradoria Geral da República pediu a prisão de Azeredo. Dias depois o então deputado federal renunciou ao mandato. Com isso perdeu direito ao foro privilegiado, mas ganhou tempo: o processo começou a tramitar do zero na primeira instância.

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Aécio e Alckmin na mira da Justiça

 

O caso de Alckmin, pré-candidato tucano ao Planalto, corre no Superior Tribunal de Justiça. Mas agora que entrou em pré-campanha e teve que deixar o cargo, a força-tarefa da Lava Jato em São Paulo entrou com um pedido de declínio de competência para que o processo seja remetido para a Justiça de primeiro grau do Estado. Agora cabe à relatora, Nancy Andrighi, decidir se envia os autos para SP.

 

O caso tem como base depoimentos dos colaboradores da Lava Jato Benedicto Barbosa da Silva Junior, Carlos Armando Guedes Paschoal e Arnaldo Cumplido de Souza e Silva, todos da Odebrecht. De acordo com os delatores, a empreiteira teria feito repasses ilegais para sua campanha em 2010 e 2014. A força-tarefa da operação em São Paulo pediu o envio do processo "com urgência, tendo em vista o andamento avançado de outras apurações correlatas sob nossa responsabilidade".

 

Mesmo que Alckmin seja condenado em primeira instância pela Justiça Federal em São Paulo isso não afeta – do ponto de vista legal – sua candidatura. Isso porque a lei da Ficha Limpa apenas veda a posse de candidatos com sentença em segunda instância. De qualquer forma, uma eventual condenação pode prejudicá-lo nas eleições.

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O terceiro tucano que enfrentará uma situação delicada em abril é Aécio. O processo que pode levá-lo ao banco dos réus no STF na próxima semana tem relação com o suposto pedido de propina de 2 milhões de reais ao empresário Joesley Batista, da JBS, e com o que a PGR considerou uma tentativa de atrapalhar as investigações. O advogado do tucano Alberto Toron disse que ele foi “vítima de uma situação forjada”, e que “não existe crime na conduta do senador”. Caso os ministros aceitem a denúncia contra o parlamentar, ele se torna réu. Os processos contra políticos que tramitam no STF têm se arrastado desde o início da Lava Jato. Mas, depois do episódio Lula, e com a pressão social sobre o Judiciário para que todos os políticos implicados em denúncias de corrupção sejam julgados, independente do partido, os processos envolvendo os tucanos será o grande teste.

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07
Nov17

A propaganda enganosa de "frear alta na conta de luz" se o Brasil entregar todas as hidroelétricas aos estrangeiros

Talis Andrade

Privatização no Brasil rima com corrupção.

 

Fernando Henrique presidente promoveu a venda de 70 por cento das estatais. Até para fazer sexo, Fernando Henrique realizou leilões quermesses. Conta Laerte Braga:

 

"Quando viu Edma Frade pela primeira vez, em Belo Horizonte, FHC se encantou com a mulher do jornalista Wilson Frade, um dos mais importantes de Minas à época. Uma dessas belezas que chamam a atenção, o ex-presidente logo se apaixonou. E partiu para cima. Edma não se fez de rogada e aceitou a corte de FHC. O casal começou os encontros não tão furtivos assim no Palácio das Mangabeiras, sob as bênçãos do governador do estado, Eduardo Azeredo. Até aí nada de novo no front. Ocorre que Edma era lobista da Andrade Gutierrez, que ao lado das empresas da família Jereissati e da Telefónica Espanhola, concorriam no processo de privatização da TELEMIG".

 

Vale perguntar, de que poço sem fundo FHC tirou o dinheiro para comprar apartamentos de luxo, para a amante jornalista da TV Globo, em Barcelona, para a atual companheira em São Paulo, para um segundo apartamento em São Paulo onde reside, além do apartamento em Paris, uma fazenda em São Paulo com um aeroporto clandestino? Outros bens foram adquiridos, que os filhos vivem principescamente.

 

O entreguismo no Brasil é tão descarado que se combate o nacionalismo, que passou a ser confundido com xenofobia.

 

Os traidores da Pátria falam sem pejo em vender a Amazônia, os aquíferos, a Eletrobrás, a estatal das hidroelétricas, o que significa, também, a entrega dos rios brasileiros à pirataria internacional.

 

Os interessados nas riquezas do Brasil financiaram o golpe do pigmeu Michel Temer do quadrilhão do PMDB na Câmara dos Deputados, que fazia dupla com o ladrão Eduardo Cunha.

 

Veja a propaganda enganosa, para vender a Eletrobrás, de um jornal safado, antipatriota, quinta-coluna.

 

O descaramento da promessa mentirosa

 

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