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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

25
Mai22

Sobe para 25 o número de mortos chacina do Complexo da Penha; há 7 pessoas feridas

Talis Andrade

 

 

 

 

 

 

Foto: ReproduçãoTiroteio na Vila CruzeiroFoto: Reprodução

 
Desde às 5h da manhã de hoje (24), BOPE e PRF realizam incursão repleta de relatos de abuso de poder e letalidade. Os agentes  policiais invadiram a Vila do Cruzeiro gritando “todo mundo vai morrer”
 
 
21
Mai22

Mercado do ódio. O amor é um desafio político

Talis Andrade

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por Marcia Tiburi

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Muitas pessoas acreditam que os afetos, emoções e sentimentos são naturais, pelo simples fato de os sentirem. Contudo, natural é apenas a capacidade de senti-los. Os afetos propriamente ditos, são culturais. Isso quer dizer que são criados, estimulados e, até mesmo, manipulados. 

Quando o antropólogo Levi-Strauss disse que os povos indígenas com os quais ele entrou em contato tinham uma “abertura ao outro” ele resumia a capacidade para o respeito, a generosidade, a curiosidade, coisas que implicam o que, genericamente, chamamos de amor. Ao falar assim, ele não sugeriu que a abertura ao outro fosse algo natural, mas fruto de organizações sociais, de formas de viver e de visões de mundo que compõem o todo a que chamamos cultura. 

Estar aberto ao outro pode ser uma característica de um povo apenas quando muita coisa aconteceu no mundo da linguagem, dos valores e das práticas para que assim seja. 

Ora, na contramão da abertura para o outro que veio a constituir uma característica cultural de alguns povos, está o ódio. Esse afeto disruptivo e destrutivo pode ser definido como incapacidade de abertura ao outro. Essa incapacidade não é natural, mas forjada em relações intersubjetivas, institucionais e linguísticas que sempre podem ser modificadas, alteradas e, como dito acima, manipuladas. 
 

Sistemas econômico-políticos movem diversos afetos para a sua sustentação. O ódio sempre foi um afeto fundamental na tomada do poder e na sua manutenção. 

O ódio é a energia que move o sistema econômico da desigualdade e da exploração do trabalho, do tempo e da vida dos corpos abusados pelos poderosos, que é o capitalismo. Como se trata de um afeto narcisicamente compensatório, ou seja, que faz os odiadores se sentirem superiores aos odiados, ele passa a ser desejado por muita gente. O ódio é um afeto contra o mundo, contra a humanidade e gerador de guerras. Na era das redes sociais digitais, ele gera engajamento e comunidades inteiras unidas pelo ódio. Sobretudo, ele gera dinheiro nas monetizações das propagandas de ódio. 

Valendo muito como energia política, não seria possível construir o inimigo (o “comunista”, a “feminazi”, o “petralha”) sem o ódio. Assim, os populismos de extrema-direita são movidos pelo ódio que virou, ele mesmo, uma mercadoria que pode ser vendida e comprada. O ódio é o método que permite tratar tudo como mera coisa em um mundo em que não deve haver abertura ao outro para que a violência possa estar sempre garantida e, com ela, a submissão e a desigualdade. 

Não há amor no capitalismo. O fascismo é todo uma capitalização do ódio. O amor e a compaixão e a generosidade que eles geram é o desafio afetivo de nossa época. Portanto, devemos no perguntar sobre o amor de que somos capazes contra o capitalismo? Da capacidade de dar resposta a essa pergunta depende o nosso futuro. 

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20
Mai22

TRANSTORNO DE PERSONALIDADE ANTISSOCIAL

Talis Andrade

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VI - O PERFIL DO SERIAL KILLER

 

por Priscila Adriana Silva

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(Continuação) De acordo com Dalgalarrondo (2008), o autor trata em sua obra a respeito da denominação acerca do transtorno da personalidade, o referido menciona que “o transtorno de personalidade foi, ao longo dos últimos dois séculos, nomeado de diversas formas, insanidade mental, monomania moral, transtorno ou neurose de caráter” (DALGALARRONDO, 2008, p. 268). Contudo, a nomeação que permeia o termo dos profissionais foi à psicopatia, tal palavra foi de modo errôneo, utilizada igualmente para se imputar a sociopatia e transtorno da personalidade de modo que abarque todos os tipos.

Ramos (2002), afirma sobre a personalidade do serial killer:

Os portadores de personalidade psicopática, os anormais e os normais. Os primeiros são os psicopatas - os mais frequentes assassinos seriais - que assim agem em razão do já abordado transtorno de sua personalidade, especialmente no tocante ao seu caráter, cometendo crimes meticulosamente planejados, com intervalo de tempo, e posterior fuga, sem deixar transparecer uma conduta social desajustada (RAMOS 2002, p. 13).

O sujeito com personalidade antissocial não possui empatia, atentando que a empatia é a capacidade em se colocar na mesma situação que a outra se encontra. Ter compreensão das emoções do próximo, experimentar de maneira objetiva o que outras pessoas sentem (VELLASQUES, 2008).

De modo mais preciso no DSM-V são descritos os critérios para transtorno de personalidade Antissocial

A. Um padrão difuso de desconsideração e violação dos direitos das outras pessoas que ocorre desde os 15 anos de idade, conforme indicado por três (ou mais) dos seguintes:

1. Fracasso em ajustar-se às normas sociais relativas a comportamentos legais, conforme indicado pela repetição de atos que constituem motivos de detenção.

2. Tendência à falsidade, conforme indicado por mentiras repetidas, uso de nomes falsos ou de trapaça para ganho ou prazer pessoal.

3.Impulsividade ou fracasso em fazer planos para o futuro.

4. Irritabilidade e agressividade, conforme indicado por repetidas lutas corporais ou agressões físicas.

5. Descaso pela segurança de si ou de outros.

6. Irresponsabilidade reiterada, conforme indicado por falha repetida em manter uma conduta consistente no trabalho ou honrar obrigações financeiras.

7. Ausência de remorso, conforme indicado pela indiferença ou racionalização em relação a ter ferido, maltratado ou roubado outras pessoas.

B. O indivíduo tem no mínimo 18 anos de idade.

C. Há evidências de transtorno da conduta com surgimento anterior aos 15 anos de idade.

D. A ocorrência de comportamento antissocial não se dá exclusivamente durante o curso de esquizofrenia ou transtorno bipolar (DSM-V, 2014, p. 645).

No entanto, é bastante equivoco das pessoas que versam a respeito do assassino em série não ter consciência do que a sua vítima sente. Ao contrário do que se pressupõe, o aludido compreende o que a vítima sente e mesmo assim, executa a obra de crueldade para que as veja sofrer (CASOY, 2002).

Enquanto isso, a dor da sua presa não o comove, o clamor por socorro da vítima não a isenta do sofrimento, muito pelo contrário, isso causa prazer no autor do crime. O serial killer contém alteração no sistema límbico onde se encontra as emoções do ser humano. E em razão da modificação, o sujeito se torna incapaz de se sensibilizar com a outra pessoa (CASOY, 2002).

O indivíduo com tal anomalia de personalidade é irresponsável, inconsequente, ausente de segurança em relação a si mesmo e a outrem, não possui compaixão, é agressivo em suas atitudes, igualmente cruel, não sente culpa alguma quando pratica ações que vá prejudicar alguém e mente de maneira recorrente (VELLASQUES, 2008).

Segundo Dalgalarrondo (2008), O transtorno de personalidade é a razão que motiva o efeito doloroso para o próprio indivíduo e familiares. Estes transtornos, por sua vez, não são passiveis às modificações por intermédio das vivências da vida, visto que, são propensos a serem estáveis ao longo da vida do sujeito.

 

6.5 ASSASSINOS EM MASSA

 

No que tange os assassinos em massa, o termo é utilizado para considerar o sujeito que comete crimes com “quatro a mais vítimas, em um mesmo local e que são relacionados com um único fato criminoso” (VELLASQUES, 2008, p. 20).

Habitualmente, este tipo de criminoso age em público e busca fazer o maior número possível de vítimas. Visto que, por vezes, as vítimas não possuem vínculos com o criminoso. Entretanto, vale a ressalva da existência de oposição ao assassino em série, porquanto o assassino em massa não se abstém de atacar a sua família. Na verdade, este tipo de assassino é comum nos Estados Unidos, contudo, no Brasil também ocorre essas espécies de crimes (ALVAREZ, 2004).

O assassino em massa não possui nenhum tipo de autocontrole, pois percebe a sua vida como um verdadeiro fracasso. Para tanto, a partir do momento em que há surtos de violência, o criminoso se revolta contra todos, onde contém resultado disfuncional do comportamento e exterminação de sujeitos inocentes (SCHECHETER, 2003).

De acordo com a obra de Schecheter (2003, p. 26):

Como assassinato em massa e relâmpago são essencialmente duas manifestações do mesmo fenômeno psicológico, um novo termo que abarcaria os dois tipos de crime foi proposto recentemente. Em uma série de artigos publicados pouco antes do primeiro aniversário do massacre de Columbine, o Jornal The New York Times se referiu a figuras como Dylan Klebold e Charles Whitman e outros como “assassinos compulsivos” (rampage killers, no original) – uma expressão bastante eloquente que destaca a diferença básica entre esses tipos de criminosos e o serial killer.

Os assassinos em massa matam porque anseiam a morte de um grupo ou população especifica, o desejo pela morte de outras pessoas pode estar direcionado para sujeitos que divergem da sua religião ou cultura. É típico deste criminoso não respeitar os costumes d’outros, pois acreditam que as suas ações, culturas, costumes ou religião são melhores e que prevalecem mediantes ademais (RAMOS, 2002).

De certa forma esses assassinos em massa coagem pessoas para que façam a sua vontade, caso contrário, ocorrem vários homicídios, sempre visando interesse econômico e social, para expandirem sua liderança, ou seja, terem poder sobre qualquer pessoa, e tendo como característica matar as pessoas no mesmo lugar, envolvidas em um mesmo episódio (RAMOS, 2002, p. 17).

Para explicar sobre o conceito assassino em massa, vale relembrar o caso de Wellington Menezes de Oliveira de 23 anos, o ocorrido foi identificado como “massacre em realengo”. O jovem que entrou na escola municipal Tasso da Silveira onde era ex-aluno, carregava consigo arma e munição. Ao adentrar na escola o assassino atirou contra as crianças presentes e por decorrência deste crime cruel, doze crianças inocentes faleceram. Wellington parou os ataques quando a polícia, igualmente, atirou contra ele, o mesmo se suicidou (HANSSON, 2018).

 

6.6 MATADORES AO ACASO

 

Ao contrário do serial killer e o assassino em massa, os matadores ao acaso são sujeitos que ceifam vidas em uma ou mais zonas diferentes, tendo um curto lapso temporal. Para a melhor compreensão dos matadores ao acaso, o caso registrado de um brasileiro chamado Genildo Ferreira de França que matou quatorze pessoas em dois dias, no Estado do Rio Grande do Sul na cidade de Santo Antonio do Potengi. Genildo alcunhado como o “neguinho do Zé Ferreira” se suicídio por não ter saída quando as autoridades o encontraram (ALVAREZ, 2004).

 

6.7 VITÍMAS

 

O serial killer escolhe as suas vítimas aleatoriamente ou decide se direcionar para aquelas que estão de acordo com algum modelo marcado por ele. Sendo assim, podem ser pessoas participantes de algum grupo ou homossexuais, enxergando-as como objeto de tortura (CASOY, 2004).

É apontado o criminoso como serial killer, a partir do momento em que as vítimas não possuem nenhum tipo de vínculo com o assassino e tão pouco os homicídios futuros terão qualquer tipo de ligação com o primeiro caso (ALVAREZ, 2004).

Sob o olhar de Casoy (2002, p. 17), a autora traz em sua obra as fases que são relacionadas ao assassino em série, por isso, aponta às fases, sendo elas: [...] fase áurea: em que o assassino começa a perder a compreensão da realidade; fase da pesca: quando o assassino procura a sua vítima ideal;

fase galanteador: quando o assassino seduz ou engana sua vítima; fase da captura: quando a vítima cai na armadilha; fase do assassinato ou totem: auge da emoção para o assassino; fase da depressão: que ocorre depois do assassinato (CASOY 2002, p. 17).

Sucedendo a última fase indicada pelos autores, o assassino em série retorna à fase inicial. No dado momento em que a vítima vem a óbito, o assassino volta ao seu estado de cólera e ódio, em razão de ser abandonado. Suas ações só culminam quando o mesmo é capturado ou morto.

Seu domínio não hesitam ao tortura-las, em alguns casos eles chegam a fazer com que as vítimas desmaiem e logo em seguida voltam a reanimálas, para que possam prosseguir com seu jogo de massacre, assim prosseguem até que finalmente matem suas presas definitivamente, ao matar, humilha a vítima, para reafirmar seu poder e reafirmar sua autoestima, para que haja prazer é realizado um circuito energético interno do psiquismo, da libido (WANDERLEY, 2004, p. 12).

Estes assassinos em série, apresentam comportamento sado masoquistas, pois procuram humilhar suas vítimas, “brincando” com suas presas e praticando atos de crueldade (VELLASQUES, 2008).

 

6.8 MODOS OPERANDIS

 

Sob a ótica de Casoy (2004), a referida autora traz em sua obra acerca dos modos operandis do assassino em série. Aludindo que, são técnicas que o transgressor coloca em prática no ato cruel. Deste modo, o indivíduo aperfeiçoa o seu modo de operar a cada crime cometido.

A autora Silva (2017, p. 12-13) afirma que;

o modus operandi assegura o sucesso do delinquente em sua empreitada, protege sua identidade e garante que a fuga tenha sucesso, porém, encontrar o mesmo modus operandi em diversos delitos não ajuda no ligamento de um crime ao outro. Conforme o sujeito passa a praticar esses atos criminais, as técnicas de execução das mortes de suas vítimas passam a ser modeladas e melhoradas, fazendo com que a execução dessas mortes sejam quase que perfeitas, após a identificação do modus operandi, os serial killers, são classificados pelas autoridades como sendo organizados ou desorganizados (SILVA, 2017, p. 12-13)

Em geral, os sujeitos que cometem fatalidades, são pessoas solitárias em virtude de se auto julgar superiores aos demais. Comumente, os assassinos em série desejam ser vistos pela sociedade como bem empregados e de bom exemplo (MARTA, 2009).

Conforme o Manual de Classificação de Crimes do FBI (1992) o “serial killer” comumente recorre as suas vítimas de uma das três formas abaixo classificadas, é infrequente as exceções, abaixo é apresentado as maneiras: 24

1- Assassinos nômades: mudam várias vezes de lugar e matam conforme viajam; como mudam de cidade, estado ou até mesmo país dificultam a ação da polícia, de forma que na maioria das vezes conseguem permanecer impunes por muito tempo.

2- Assassinos territoriais: é a forma como a maioria age, estabelecendo um limite de atuação, podendo ser cidades, bairros ou até mesmo lugares ainda mais restritos.

3- Assassinos estacionários: São raros, praticam suas atrocidades em um único local, como por exemplo, a própria casa, trabalho e até mesmo hotéis. O “modus operandi” é passível de modificação, pois o criminoso pode se aperfeiçoar e mudar os métodos de elaboração e execução do crime (MARTA, 2009, p. 50).

São designados os modos operandis como “observar a arma, a vítima e o local dos crimes” (VELLASQUES, 2008, p. 50). Haja vista que, os modos são mutáveis em consonância com as dinâmicas executadas pelo serial killer. Para tanto, é aprimorado os métodos utilizados.

 

6.9 ASSINATURA

 

É agregado, juntamente aos modos operandis, a assinatura do serial killer. Porém, há somente uma única diferença entre ambas. Está é compreendida como única, sendo inalterável em qualquer situação em virtude de suceder das fantasias do sujeito. Reconhece a assinatura do assassino através dos modos operandis (SAMPAIO, 2015).

Casoy (2002, p. 48), exibe alguns tipos de assinatura;

Mantém a atividade sexual em uma ordem específica; usa repetidamente um específico tipo de amarração da vítima; inflige a diferentes vítimas omesmo tipo de ferimentos; dispõe o corpo de certa maneira peculiar e chocante; tortura e/ ou mutila suas vítimas e/ou mantém alguma outra forma de comportamento ritual (CASOY, 2002, p. 48),

O serial killer precisa se completar, pois, somente matar a vítima não o satisfaz. Por exemplo, ao matar a sua presa o assassino extrai o polegar da mesma, e assim acontece sucessivamente. Está prática é feita com todas as vítimas escolhidas pelo serial killer. Desse modo, quando é encontrado dois ou mais corpos, verifica-se a assinatura para auxiliar as autoridades em reconhecer se o crime cometido foi executado pelo mesmo serial killer (FAVARIM, 2015). 25

A assinatura é uma combinação de comportamentos, identificada pelo modus operandi e pelo ritual. Não se trata apenas de formas de agir inusitadas. Muitas vezes o assassino se expõe a um alto risco para satisfazer todos os seus desejos, como, por exemplo, permanecendo muito tempo no local do crime. Pode também usar algum tipo de amarração específica ou um roteiro de ações executadas pela vítima, como no caso de estupradores em série. Ferimentos específicos também são uma forma de assinar um crime (CASOY, 2004, p. 20).

O autor apresenta o que difere os modos operandis da assinatura, um exemplo imaginário é o caso de um estuprador que domina a residência de um desconhecido, “onde está a mulher e o marido; manda o marido se deitar no chão e coloca uma xícara sobre as suas costas e o ameaça dizendo que se a xícara chegar a cair, mata a sua esposa; depois, leva a mulher ao quarto e a estupra.” (CASOY, 2002, p. 20). Nesse exemplo, são exibidos os modos operandis, em virtude de a vontade do assassino em série querer abusar sexualmente da mulher, e toma a mesma atitude com o marido. Porém, as proporções para ambos são diferentes, quando o serial killer intimida o marido, sua intenção suja é não deixar que o residente da moradia não se torne uma ameaça para a ação macabra e planejada do assassino.

“Agora se um estuprador entra na casa e só encontra a mulher, pede para que esta chame o marido, quando ele chega, amarra-o para que assista ao estupro que será praticado contra a esposa” (CASOY, 2002, p. 20).

Já neste outro caso, nos defrontamos com a assinatura do assassino, pois o ato realizado faz parte de sua fantasia. Todavia, cada transgressor tem os seus modos operandis e a sua assinatura (PHILIPPI, 2010).

 

6.10 CLASSIFICAÇÃO DO SERIAL KILLER

 

Embora, o serial killer seja um sujeito que não possua nenhum tipo de emoção ou afeto por ademais, apesar disto, o dito consegue conviver em sociedade. Aparentando ser uma pessoa de boa conduta, tendo em vista que, os transgressores são ótimos atores devido ao seu desempenho em exibir para a comunidade o quão bondoso ele é. De modo que, a atitude dita “normal”, impede outra pessoa de identificar a verdadeira face do serial killer (SAMPAIO, 2015).

A autora Casoy (2002), demonstra em sua obra “Louco ou Cruel?” uma linha de classificação do serial killer fragmentada em quatro pontos, sendo eles, visionário, missionário, emotivo, sádico.

A seguir, serão apresentadas as classificações designadas pela autora;

“VISIONÁRIO: é um indivíduo completamente insano, psicótico”. Ouve vozes dentro de sua cabeça e as obedece. Pode também sofrer alucinações ou ter visões.

MISSIONÁRIO: socialmente não demonstra ser um psicótico, mas em seu interior tem a necessidade de “livrar” o mundo do que julga imoral ou indigno. Este assassino escolhe certo tipo de grupo para matar, como prostitutas, homossexuais, mulheres ou crianças.

EMOTIVO: mata por pura diversão. Dos quatro tipos estabelecidos, é o que realmente tem prazer de matar e utiliza requintes sádicos e cruéis, obtendo prazer no próprio processo de planejamento do crime.

SÁDICO: é o assassino sexual. Mata por desejo. Seu prazer será diretamente proporcional ao sofrimento da vítima sob tortura. A ação de tortura, mutilar e matar lhe traz prazer sexual. Canibais e necrófilos fazem parte deste grupo” (CASOY, 2002, p.19).

Observa-se que, a partir do momento em que o serial killer é apreendido pelas autoridades, o mesmo alega inocência pelos crimes cometidos, afora das provas concretas que aponte ele como o autor do delito realizado. Já outros, a princípio demonstram-se refratários, porém, com abundante resistência das autoridades, o declarado acaba entregando-se, assumindo a culpa. Todavia, afirmam apresentar insanidade ou doença para que assim, o eximam de qualquer responsabilidade (RAMOS, 2017).

Segundo Marta e Mazzoni (2009), as autoras dividem em duas partes os célebres seriais killer, conforme a sua maneira de agir.

O primeiro é chamado de serial killer organizado, pois são mais astutos, acompanham de perto o trabalho da polícia sobre seus crimes, preparam a cena do crime, dificilmente deixam vestígios no local do crime que possam identificá-los, porque, geralmente, são orgulhosos e encaram o crime como um jogo. Do segundo grupo participam os assassinos desorganizados: neste perfil, os seriais killers são mais impulsivos e pouco cuidadosos, atuam em seus crimes sem se preocupar com erros e rastros e, geralmente, não se preocupam em acompanhar a investigação criminal de seus crimes (MARTA; MAZZONI, 2009, p. 4).

Dentro desta perspectiva, percebe-se que alguns sujeitos denominados assassinos em série, possuem formação superior, são socialmente competentes, elaboram minuciosamente os seus ataques sem deixar rastros e em geral, suas 27 vítimas não são conhecidas. A vista disso, é considerado um indivíduo com inteligência acima da média (VELLASQUES, 2008).

Já os desorganizados são o polo oposto dos organizados, uma vez que as suas ações não produzem resultado “positivo” a seu favor. São portadores de baixa inteligência, não possuem capacidade para a elaboração dos seus crimes, as vítimas escolhidas pelos seriais killers são conhecidas (RAMOS, 2017). (Transcrevi trechos)

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[Não vote em serial killer, em assassino em série, em policiais e militares homicidas. Não vale ouvir discurso de ódio, de apologia à violência. Não aprove o terrorismo policial de bandido bom é bandido morto. Ou o ódio racial: negro bom é negro morto. Vote contra o genocídio dos povos indígenas. Vote contra o genocídio de jovens negros. Vários serial killers são nazistas, fascistas, racistas, homofóbicos. Recuse o culto das armas, da ordem para matar, o famigerado excludente de ilicitude, a heroificação dos covardes da bancada da bala, que ameaçam de morte os adversários, ou cultuam a tortura, o terror policial, o assédio judicial, a ditadura. 

Vote no amor. Pois toda a Lei se resume num só mandamento, a saber: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Amor a Deus, amor à Pátria, ao povo, amor à cidade, amor à rua. O amor é paz, liberdade, fraternidade, igualdade, democracia. 

Nunca mais tortura. Nunca mais ditadura]

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12
Mai22

Entidades criticam derrubada de monumento a 28 mortos em operação policial no Jacarezinho; organizações avaliam recorrer à Justiça

Talis Andrade

Policiais da Core destruíndo o monumento que ficava sobre uma ponte da comunidade

 

por Rafael Nascimento de Souza /Extra
 

Movimentos sociais protestaram contra a derrubada de um memorial – inaugurado na última semana na Favela do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio – em memória aos 28 mortos em uma operação da Polícia Civil no ano passado. Na tarde desta quarta-feira, agentes da 25ª DP (Engenho Novo) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) usaram picaretas e um veículo blindado para pôr abaixo a estrutura erguida por entidades como o LabJaca e o Instituto de Defesa a Ação Negra. Em nota conjunta, instituições como Associação Juízes para a Democracia (ADJ), Casa Fluminense, Instituto Marielle Franco, Voz das Comunidades, Federação de Favelas do Rio, Observatório Cidade Integrada e Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) criticaram a ação policial e destacaram que receberam “com surpresa” a derrubada. Elas deverão acionar a Polícia Civil na Justiça.

Um ano depois: MP denuncia 2 policiais por mortes de 2 homens no Jacarezinho em operação mais letal do RJ

Veja a derrubada do memorial em homenagem aos 28 mortos em ação policial no Jacarezinho

De acordo com trecho do comunicado, “o memorial foi uma ação concreta para lembrar as 28 vidas perdidas durante a chacina, sejam elas de civis ou policiais, vítimas da política de violência que os governos do estado do Rio vêm aplicando contra a população de favela, em sua maioria composta por pessoas negras”. Ainda de acordo com o documento, “a violência não pode ser o único caminho para o estado se fazer presente nas favelas”.

O advogado de várias das vítimas Joel Luiz Costa, que morou na comunidade, destacou que “não basta banalizar o derramamento de sangue, eles ainda tripudiam da nossa resistência”.

Operação letal: Polícia produziu laudo após fim da investigação para defender agentes sobre mortes no Jacarezinho

Segundo a Federação das Associações de Favelas do Rio (Faferj), “não existe apologia a nada, pois há liberdade de expressão”. Ainda de acordo com a instituição, “os 28 mortos na chacina no Jacarezinho, sequer foram julgados ou condenados. Apenas executados com aval do estado”.

Para justificar a derrubada, a Polícia Civil afirma que o monumento faria apologia ao tráfico de drogas, já que "27 mortos tinham passagens pela polícia e envolvimento comprovado com atividades criminosas, além do fato de que a construção do mesmo não tinha autorização da prefeitura do Rio de Janeiro".

Ainda de acordo com a justificativa da Polícia Civil, o nome do policial civil André Leonardo de Mello Frias, também morto na operação, foi incluído no memorial sem a autorização da família, e isso teria sido mais um motivo para a ação.

Em nota, a assessoria da Polícia Civil reforça que o memorial é ilegal:

"Investigação da 25ª DP comprova que o memorial era ilegal, pois além de não ter autorização da prefeitura, e nem da família do policial morto, também fazia apologia às drogas. Essa apologia é comprovada com a própria frase estampada no memorial, que afirmava que o tráfico local era 'apenas um comércio varejista de drogas', quando é sabido por todos que o Jacarezinho era comandado pela maior facção criminosa do estado e que os 27 criminosos mortos em confronto com a polícia tinham envolvimento comprovado com o tráfico.

O programa Cidade Integrada, que retomou o território para o estado, não admite nenhum tipo de nova construção sem as autorizações necessárias, como é exigido em qualquer área formal da cidade. Além disso, o Cidade Integrada comprova o tamanho da quadrilha do Jacarezinho, pois desde o início do projeto o prejuízo financeiro ao tráfico já é da ordem de R$ 60 milhões".ImageImageImage

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30
Abr22

O Brasil Pode Eleger um Deputado que Já Matou Mais de 40 a Tiros

Talis Andrade

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CONTE LOPES DA ROTA - SNIDERCAST #106 - YouTube

 

VICE: Eu sei que a pergunta é mórbida, mas o senhor matou quantas pessoas? Umas dez?
Conte Lopes: Mais.

Umas 20?
Mais.

Mais de 30?
Mais.

Mais de 40 pessoas?
Digamos que por aí, umas 40 pessoas.

O senhor tem fama de ter coceira no dedo, de ser gatilho fácil.
Isso é conversa.

O diálogo improvável aconteceu na última sexta-feira, às 17 horas, no teto da Câmara Municipal de São Paulo, com uma vista de 360 graus de toda a cidade aos nossos pés. Estávamos quase no fim do inverno, e os raios de sol incidiam obliquamente no fim da tarde, jogando sobre o heliporto do edifício uma luz dourada e uma brisa suave que em nada combinavam com aquele papo sinistro. A fotógrafa da VICE Helena Wolfenson clicava nosso alto e corpulento entrevistado, enquanto, a pedido dela, eu apontava um flash em formato de pistola para a cabeça do homem símbolo da bancada da bala da maior cidade do Brasil. Na saída de emergência, dois agentes da Guarda Civil Metropolitana ouviam o diálogo, rígidos e cerimoniosos na presença do capitão, esperando que terminássemos o trabalho naquela zona de acesso restrito.  

“O senhor ainda anda armado?”, pergunto, enquanto o flash dispara contra a cabeça do vereador. “Ando”, ele responde tentando impedir que o vento jogue na cara o cabelo grisalho. “Seu carro é blindado?”, retoma a fotógrafa. “Não, não adianta nada. Hoje o pessoal anda armado com fuzil aqui em São Paulo”, lamenta.

Devo ter entrevistado milhares de militares na minha carreira, mas aquela era a primeira vez em que falava de armas, mortes e fuzis com um político em plena campanha para conseguir uma cadeira no Congresso Nacional. Roberval Conte Lopes Lima é capitão da reserva da Polícia Militar de São Paulo, onde entrou como soldado em 1967 e passou à temida Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), tropa de elite da polícia, em 1970, no auge da ditadura militar. A literatura policial o coloca como um dos três PMs que mais mataram em São Paulo – entre 100 e 150 pessoas, de acordo com o livro Rota 66 do jornalista Caco Barcellos. Ali, para nós, Conte Lopes assumiu uns 40.

Chegamos até ele por intermédio da advogada de seu gabinete, Helena Corona. “Parabéns pela VICE. O melhor jornalismo é o sério, o investigativo, aquele que apura os fatos. O resto é perfumaria”, ela me escreveu gentilmente no e-mail que confirmava a realização da entrevista naquela mesma tarde.

Conte Lopes nos recebe na sala sóbria e modesta de seu gabinete, no quarto andar da Câmara. Vinha chegando de mais uma atividade de campanha, no Largo 13 de Maio, Zona Sul de São Paulo. Antes de chegar, ainda havia passado para pedir votos num batalhão da Polícia Militar. “Não sou o Tiririca, tenho de distribuir santinho por aí e gastar muita sola de sapato”, ele diz enquanto se acomoda na cadeira e eu ligo o gravador.

Exatamente um ano antes, o prédio onde estávamos agora havia sido atacado por manifestantes, num dos momentos mais tensos dos protestos que varreram o Brasil até a Copa do Mundo. A Câmara gastou mais de R$ 1 milhão para instalar vidros blindados depois disso. “Achei que invadiriam aqui, eu disse que precisava chamar reforço. Se entra um bando daquele aqui, o que a gente faz?”, diz o vereador, revelando uma face mais vulnerável do que eu esperava. “Elas assustaram muita gente do meio político”, reconhece. “Assustaram o senhor também?”, pergunto. “Claro”, responde.

O capitão Conte Lopes foi eleito com 31 mil votos. Junto dele, na mesma eleição, entraram na Câmara de São Paulo outros dois vereadores de estilo semelhante: o Coronel Telhada (89 mil votos) e o Coronel Camilo (23 mil). Dos três, só Lopes concorre a um cargo federal nas próximas eleições, em outubro. O capitão mira a Câmara dos Deputados, em Brasília.

A diferença entre os mandatos anteriores e a campanha de agora é que o país sentiu o sacolejo de uma onda de manifestações que contestava, entre muitas outras coisas, a violência policial. A bancada da bala não ficou alheia a isso. Conte Lopes reconhece que os manifestantes “mandaram bem, deram uma mudada no cenário, porque muitos governantes sentiram o peso”, frisa. “Eles conseguiram o que queriam. Os governos recuaram. Da presidência da República aos governadores dos Estados, passando pelas prefeituras, todo mundo sentiu a pressão. O Brasil balançou do mesmo jeito como o Lula fez balançar o ABC 40 anos atrás.”

Na época, o capitão era um dos muitos militares que perseguiam dissidentes do regime. “Em 1978, eu mesmo tive de correr atrás do Lula (quando o ex-presidente ainda era um jovem líder sindical no ABC). Eu era obrigado a sair daqui às 3 horas da manhã pra correr atrás do grupo do Lula lá no ABC porque eles queriam impedir que a Volkswagen funcionasse, queriam fechar as portas, fazer piquetes. Hoje, eu sou vereador e ele foi presidente da República duas vezes. Achei que (nas manifestações de junho) poderiam surgir alguns líderes ali da juventude, assim como havia ocorrido com o Lula no passado.”

Percebo que, ao contrário de muitos militares, Conte Lopes se refere à ditadura como ditadura. “Foi uma revolução, depois virou uma ditadura. Sou a favor da democracia, tanto assim que, na primeira eleição depois da ditadura, em 1986, eu concorri e ganhei. Ganhei oito (estadual) e só perdi uma. Sou um democrata e estou na luta”, diz, referindo-se aos seus mandatos anteriores.

Para ele, o Brasil só não viu “novos Lulas” emergindo das Jornadas de Junho “porque o Black Bloc não deixou. Teve até aquelas meninas do Passe Livre dando entrevistas, se manifestando, cobrando providências”, diz, referindo-se às jovens lideranças do MPL.

Mas, além de criticar o Black Bloc, ele também reconhece que a polícia errou ao lidar com os protestos recentes. “A polícia perdeu um pouco a ação, ficou meio perdida, não sabia o que fazer”, afirma, debitando da conta dos políticos a confusão. Conte considera que houve uma politização exagerada da ação da PM. “A polícia tem de ser mais profissional, não tão política, sem os políticos querendo que ela atue de uma forma ou de outra. A polícia fica meio perdida porque o governo também não sabe o que faz. Em vez de o governador deixar a polícia agir, a mando de seu secretário, ele prefere interferir. Isso acaba mais prejudicando do que ajudando.”

“Que nota o senhor daria para a ação da polícia nos protestos?”, pergunto. “Acho que a gente ficaria com uma nota 7, por aí. Infelizmente, os excessos ocorrem”.

“É uma surpresa vê-lo elogiando manifestantes”, observo. “Não deixa de ser um elogio. Eles fizeram um movimento com força, foram à luta, batalharam. Eu não xingo eles, não. Amanhã ou depois um deles pode ser presidente da República”, explica o candidato antes de encerrar a entrevista e subir para o heliporto onde faríamos as fotos e o veríamos confirmar minutos depois as “mais de 40 mortes”, tornando difícil entender um personagem que elogia os protestos, critica a PM, condena a ditadura, mas constrói toda sua campanha eleitoral com base em slogans e práticas que desdizem tudo isso. Ou é só mais um caso de um político adaptando o discurso ao sabor do eleitorado na boca de urna, ou ele está certo em dizer que as Jornadas de Junho deram uma chacoalhada nos políticos – entre eles, o próprio capitão, que precisará gastar muita sola de sapato para vencer a limitação de pertencer ao PTB, um partido órfão de coligações viáveis, que impõe a Conte Lopes a difícil tarefa de reunir mais de 250 mil votos, sete vezes mais o que conseguiu para chegar à Câmara.

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[Esta entrevista foi publicada nas eleições de 2014. Depois de Bolsonaro presidente a bárbarie, a necropolítica, as chacinas, os massacres continuam ... com o lema "povo armado jamais será escravizado". Que povo exalta o presidente? As armas do Estado matam sem terra no campo e sem teto na cidade]

30
Abr22

Cometer dois homicídios já faz do matador um serial killer

Talis Andrade

Carlos Latuff contra a tortura – Homem de vícios antigos

 

IV - O PERFIL DO SERIAL KILLER

No Brasil ainda existe impedimento para o reconhecimento do perfil do assassino em série

 

por Priscila Adriana Silva

 

6.2 SERIAL KILLER - CONCEITO

Robert Ressler, um agente aposentado e seus colegas de trabalho, adotaram o termo “serial killer” na década de 70. Atualmente esta palavra é empregada nos sujeitos que cometem séries de crimes cruéis (SAMPAIO, 2015).

Ressler fez parte de uma corporação do FBI denominada Behavior Sciences Unit (Unidade de Ciência Comportamental), tal corporação deu continuidade ao trabalho estabelecido por James Brussel o genitor da metodologia moderna e psiquiatria. Brussel era considerado o precursor do conhecimento das mentes perigosas e assassinos em série (CASOY, 2002).

Os integrantes da BSU Behavior Sciences Unit (Unidade de Ciência Comportamental) visitavam os seriais killers dentro da cela de prisão e realizam entrevistas com os apresentados. As entrevistas eram gravadas e arquivadas com o objetivo de construir coletas de informações. A ideia do grupo que principiou a busca para dialogar com os assassinos em série, foi destinada na vontade e interesse em aspirar a compreensão da mente do serial killer. E a partir da relevância pela clareza destas mentes perturbadoras, originam-se os nomeados profilers. A nomeação é direcionada para os profissionais que demarcam o perfil do assassino em série. O conhecimento para alcançar o delineamento do perfil advém das entrevistas e fotografias retiradas na cena do crime (FAVARIM, 2015).

Alguns autores discordam da colocação do FBI. "há muitas críticas em relação à correta definição do serial killer. Alguns entendem serem necessárias apenas duas mortes; outros afirmam serem necessárias no mínimo, quatro pessoas mortas" (VELLASQUES, 2008, p. 18).

O Manual de Classificação de Crimes do FBI (1992) configura o serial killer da seguinte forma. “três ou mais eventos separados em três ou mais locais separados com um período de resfriamento emocional entre os homicídios” (NEWTON, 2005, p. 49). O termo período de resfriamento emocional, refere-se ao serial killer que retorna as suas atividades cotidianas, sem tirar vidas de pessoas inocentes.

Segundo Newton (2005, p. 49-50), o conceito posto pelo FBI cristaliza três falhas:

Primeiro, temos o requisito de “três ou mais” assassinatos para compor uma série bona fide. Infelizmente, as outras categorias “oficiais” do FBI de assassinato - único, duplo, triplo, massa, e atividade de assassinato - não fazem nenhuma referência ao fato de o assassinato de apenas duas vítimas no requisitado período de “resfriamento” entre os crimes e que é então preso antes atingir o número três. O assassinato duplo, no linguajar do FBI, descreve duas vítimas assassinadas no mesmo tempo e lugar; atividade de assassinato, enquanto isso, pode ter apenas duas vítimas, mas é definido como “um evento único com [...] nenhum período de resfriamento emocional entre os assassinatos”. Assim, o assassino que aguardar meses ou mesmo anos entre seu primeiro e segundo assassinato e encontra-se na prisão não se encaixa no esquema do FBI (NEWTON, 2005, p. 49-50).

Bem como, para Vellasques (2008), conceituar um indivíduo como serial killer, é necessário levar em consideração as causas ou a ausência desta ao cometer o homicídio. Neste ponto, não é relevante verificar a quantidade de indivíduos mortos.

Entretanto, foi verificado impasses nesta definição imposta pelo FBI, de acordo com Harold Schecheter (2003, p.16) “por um lado ela é vasta demais podendo ser encaixada em tipos homicidas que não são considerados seriais killers, como por exemplo, os matadores de aluguel.”

Ainda com a posição do autor Harold Schecheter (2003)

Quando Siegfried Kracauer usou pela primeira vez o termo “homicida em série” falava do personagem interpretado por Peter Lorre no clássico filme Fritz Lang, O vampiro de Dusseldorf (1931), um pervertido repulsivo de cara redonda que atacava menininhas. Alguns anos mais tarde, John Brophy usou-o para descrever assassinos como Jack, o Estripador, e Earle Leonard Nelson, o infame “Gorila Assassino” da década de 1920, que estrangulou e estuprou dezenas de mulheres nos Estados Unidos e no Canadá. Quando Robert Ressler e seus colegas na Unidade de Ciência Comportamental do FBI adotaram o termo na década de 1970, aplicaram-no a psicopatas homicidas como ted Bundy, John Wayne e Gacy e Edmund Kemper. Em todos esses casos. Havia um ponto em comum: um forte componente de sexualidade depravada (SCHECHTER, 2003, p. 17).

Sob a concepção de Casoy (2004) a respeito do serial killer;

O primeiro obstáculo na definição de um serial killer é que algumas pessoas precisam ser mortas para que ele possa ser definido assim. Alguns estudiosos acreditam que cometer dois assassinatos já faz daquele assassino, um serial killer. Outros afirmam que o criminoso deve ter assassinado pelo menos quatro pessoas (CASOY, 2004, pág. 16).

Existe a nomeada “definição estatística” onde diz respeito a “três ou mais mortes para a configuração de um serial killer” (Alvarez, 2004). Porém, surgiram críticas referentes a esta colocação de aspectos que definem o serial killer, pois, não poderia considerar às vezes em que o criminoso fracassa na sua intenção de matar.

Na universidade de Illinois, localizada em Sprinfield, o professor Egger lançou umas das atuais definições para enquadrar como serial killer o sujeito que mata, seguindo alguns critérios impostos pelo supracitado. Fato que ocorreu no ano de 1998. Egger, diminuiu a quantidade de homicídios que até então era três, regrediram para dois. Além do mais, o ato criminal frequentemente é realizado em distinto local (ALVAREZ, 2004).

Um assassinato em série ocorre quando um ou mais indivíduos (em muitos casos homens) cometem um segundo e/ou posterior assassinato; não existe em geral relação anterior entre a vítima e o agressor (se aquela existe coloca sempre a vítima em uma posição de inferioridade frente ao assassino); os assassinatos posteriores ocorrem em diferentes momentos e não têm relação aparente com o assassinato inicial e costumam ser cometidos em uma localização geográfica distinta. Ademais, o motivo do crime não é o lucro, mas, sim, o desejo do assassino de exercer controle ou dominação sobre suas vítimas. Estas últimas podem ter valor simbólico para o assassino e/ou ser carentes de valor e, na maioria dos casos, não podem defender-se e avisar a terceiros de sua situação de impossibilidade de defesa; ou são vistas como impotentes dada sua situação nesse momento, o local e a posição social que detenham dentro de seu entorno, como, por exemplo, no caso de indigente, prostitutas, trabalhadores imigrantes, homossexuais, crianças desaparecidas, mulheres que saíram desacompanhadas de casa, velhas, universitárias e paciente de hospital. (ROCA apud BONFIM 2004, p. 79).

A autora Vellasques (2008), aborda assuntos a despeito dos equipamentos existentes nos Estados unidos. País este onde a ocorrência do serial killer é alarmante, e por consequência dos episódios de brutalidade cometida pelo sujeito alcunhado assassino em série, foi gerado o material avançado para simplificar na operação da investigação do indivíduo que efetua uma série de crimes, sendo assim a autora aborda que:

O departamento de polícia americano possui equipamentos avançados que facilitam na investigação desses tipos de casos, prova disso é que possui o Violent Criminal Apprehension Program (VICAP), um programa de 17 computador que registra os assassinatos em sua base de dados, facilitando relacionar velhos homicídios a novos fatos (VELLASQUES, 2008, p 22).

Em contraposição, no Brasil ainda existe impedimento para o reconhecimento do perfil do serial killer, em virtude da escassez de estudos pormenorizado a respeito do tema referido. Tendo em vista que, casos no Brasil culminam em não ser julgado e tem por encerrado o arquivo dos registros (MOURA, 2017).tortura | Latuff Cartoons

[No Brasil dos massacres, das chacinas, do genocídio de jovens negros, do genocídio dos povos indígenas, dos assassinos eleitos para "heróicas" bancadas da bala nas Assembleias Legislativas e Câmara dos Deputados e Senado Federal, dificilmente o reconhecimento do perfil do psicopata serial killer e, principalmente, seu julgamento pelos crimes praticados, notadamente de tortura, mutilações e mortes extremamente desnecessárias, covardes, humilhantes, desumanas e violentas.

O famoso coronel Ustra "brincava" de colocar ratos em vaginas de adolescentes, de jovens estudantes secundaristas e universitárias. Na repetição da incomum, extravagante tortura, todo o sadismo sexual de um psicopata, de um assassino frio e cruel]

Aroeira Ustra.jpg

29
Abr22

O termo "serial killer" vale para militar ou delegado que bravateia assassinato em massa?

Talis Andrade

sobre-cobras-e-tortura.jpg

III - O PERFIL DO SERIAL KILLER

por Priscila Adriana Silva

 

- - -

6 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

6.1 HISTÓRICO

O termo “serial killer” é de origem norte americana que traduzido para o português significa assassino em série. A princípio, este termo foi considerado como homicídios em massa (CARDOSO, 2015).

James Reinhard, foi um criminologista que criou o termo “assassino em cadeia” em sua obra Sex Perversion and Sex Crimes para referir-se aos criminosos que matam por um espaço de tempo e formam então, uma “cadeia” de vítimas (LAGO; SCAPIN, 2017).

Comumente, o serial killer elege as suas vítimas que apresentam estado vulnerável. As suas vitimas podem ser prostitutas, idosos e mulheres que não estão acompanhadas por outrem. Igualmente, estão incluídos nesta lista de vitimas, os imigrantes e até mesmo os pacientes de hospitais (VELLASQUES, 2008).

Locusta.jpg

 

 

De acordo com Vellasques (2008), o caso inicial de assassinato em série ocorreu em Roma. Locusta, a mulher que envenenou copiosos indivíduos por sua habilidade em manipular plantas, mantinha como objetivo a total intenção de produzir venenos para tirar vidas através das substancias químicas. Devido ao seu maléfico plano, Locusta foi considerada o primeiro serial killer.

Outro caso registrado como assassinato em série, refere-se a um homem rico cujo nome era Zu Shenatir. O mesmo atraía indivíduos do sexo masculino para a sua residência e em compensação lhes oferecia comida e dinheiro. Shenatir sujeitava-os para a prática da sodomia e após o término, os atirava pela janela do andar superior (NEWTON, 2005).

Gilles de Rais foi morto por ser considerado o autor de atos cruéis como, estupro, tortura e assassinato de aproximadamente cem crianças. Gilles era confidente de Joanna D’Arc (LAGO; SCAPIN, 2017).

Em meados de 1880, segundo a autora Casoy (2004), ocorreu o conhecido caso de Jack o estripador. Ele foi o responsável pela morte de sete garotas de programa.

Dezesseis anos após a ocorrência de mortes executadas por Jack, surge um novo registro de assassinato em série. Amélia Dayer, culpada por tirar a vida de quinze crianças dentro de uma creche, foi executada pelos seus feitos brutais (LAGO; SCAPIN, 2017).

Newton (2005), traz pelo menos um nome apontado como o assassino em série. O autor criminoso muito famoso nos Estados Unidos foi Ted Bundy. Ted era estudante de direito, bastante comunicativo e charmoso. Segundo relatos, o criminoso era o responsável pela morte desenfreada de diversas mulheres. Precedente ao seu julgamento, Bundy se nomeou o próprio advogado para se defender das acusações. Com os estudos baseados nos conceitos do direito, o assassino em série a princípio, conseguiu demonstrar inocência. Tempos após, foi comprovado os homicídios cometidos pelo estudante de direito. Ted Bundy era o responsável por ter matado e estuprado mais de 35 mulheres. Em 1989, o serial killer foi eletrocutado no estado da Flórida.

Seguindo essa linha de registros macabros, Casoy (2004), apresenta outro ocorrido brutal no ano de 1978 e 1990. Andrei Chikatilo alcunhado “Açougueiro Russo” causador da morte de 53 pessoas por assassinar e esquartejar as suas vítimas. A sua sentença foi pena de morte. Andrei morreu com um tiro atrás da orelha direita.

Destaca-se que, em outros países como Estados Unidos, Alemanha e França os episódios de assassinatos ocorrem com mais frequência do que no Brasil (VELLASQUES, 2008).

Todavia, no Brasil existem casos que impactaram a população Brasileira. Casoy (2002), retrata em sua obra “Serial Killer: Louco ou Cruel?” o incidente no Estado do Rio de Janeiro. A autora disserta sobre o caso de Marcelo Andrade, mais conhecido como o “Vampiro de Niterói”. O criminoso matou e estuprou treze crianças com faixa etária de 5 e 13 anos.

Alvarez (2004), aborda o sucedido no Estado de São Paulo. Francisco de Assis Pereira, o inesquecível “Maníaco do parque”. Incriminado por matar e estuprar nove mulheres.

As decorrências desses crimes violentos vêm assustando a sociedade, e por vezes não é encontrada a solução do problema causado pelo serial killer, se tornando então, um mistério que intriga os policiais e peritos que lidam com este tipo de situação e sujeito. 

[É válida a pergunta deste correspondente? Um militar ou delegado arrota com prazer ter assassinado 30 pessoas. Tem um oficial da pm que fanfarrona a morte de mais de cem sem terra, sem teto, sem nada. Um delegado: 200 vítimas.

Cada morto vale mil votos para deputado estadual, dez mil votos para deputado federal. Para ser senador é preciso mandar para o inferno quantas almas? Um civil com 2 ou mais cadáveres no costado merece ser eleito?

Na ditadura militar o coronel Paulo Manhães assassinava e tortura. Tinha a chave da Casa da Morte.

Coronel Ustra usava ratos na tortura. Coronel Manhães uma jiboia. Sevícia recentemente lembrada pelo deputado Federal escri√ão de polícia Eduardo Bolsonaro.

O filho 03 do presidente, o deputado mais votado da história do Brasil, lembrou a prisão, a tortura sofrida pela jornalista Miriam Leitão, quando estudante universitária e grávida do primeiro filho] Continua 

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27
Abr22

Prazer no sofrimento do outro

Talis Andrade

monumento recife pau de arara.jpeg

monumento recife 2.jpg

 

Monumento contra tortura - Memórias da ditadura

Monumento Tortura Nunca Mais, Assembleia Legislativa de Pernambuco, Recife

 

II - O PERFIL DO SERIAL KILLER

por Priscila Adriana Silva

Os assassinos em série, aparentam serem pessoas comuns, sabendo como conquistar aquilo que quer e mostrando o seu lado sedutor. Porém, são sujeitos que não sentem culpa em nenhuma de suas ações e sentem prazer no sofrimento do outro.

 

5 METODOLOGIA 5.1 TIPO DE PESQUISA

O trabalho realizado é de caráter exploratório, de acordo com Gil (2002, p. 41) “estas pesquisas têm como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou a constituir hipóteses”. A pesquisa com enfoque exploratório tem como finalidade o aperfeiçoamento das ideias ou descoberta das intenções e todos os pontos podem ser considerados (GIL, 2002).

A revisão de literatura deve conter informações atuais sobre a problemática a ser estudada, razão pela qual se torna muito importante para o pesquisador que se inicia a pesquisa cientifica, porque o auxilia a definir com precisão o objeto de sua investigação, e também lhe mostra se a pesquisa que realiza pode trazer uma nova contribuição ou conhecimento (CIRIBELLI, 2003, p. 88).

Para tanto, o presente projeto foi conduzido à luz da chamada revisão de literatura, ou, também denominada revisão literária, sendo está um processo utilizado onde se deve expressar o desenvolvimento de buscas, verificações e descrições sobre uma indagação específica. Tendo como finalidade cobrir aparatos significativos que é escrito acerca de um tema: Livros, artigos de periódicos, teses, dissertações e variáveis tipos. "Ela visa apreender o caráter multidimensional dos fenômenos em sua manifestação natural, bem como captar os diferentes significados de uma experiência vivida, auxiliando a compreensão do indivíduo no seu contexto" (CIRIBELLI, 2003, p. 48).

A abordagem qualitativa de dados é uma pesquisa que visa um método indutivo, tendo como direcionamento a sua atenção ao universo de vida cotidiano dos sujeitos, bem como consubstanciados nos pressupostos da pesquisa qualitativa.

 

5.2 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO

No processo da inclusão, serão selecionados textos a partir do ano de 2003 a 2018. O presente trabalho terá por base monografias, dissertações e artigos que se encontram em consonância com o tema proposto, igualmente, possuindo como descritores, o serial killer, transtorno da personalidade antissocial, vítima, perfil criminal.

 

11 5.3 CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO

A exclusão se deu a partir da incompatibilidade com os anos de 2003 a 2018. Os temas que não contemplavam os objetivos específicos e por consequência foram descartados. Artigos, teses e dissertações internacionais, não fazem parte deste trabalho.Waldenor Pereira on Twitter: "Bolsonaro é a favor da tortura. O pau-de-arara  era uma das formas de torturas usadas durante a ditadura militar.  #ditaduranuncamais https://t.co/XlK6mM61jL" / Twitter

 

5.4 LOCAL DA PESQUISA.

Para realizar o local da pesquisa, foi aproveitado fontes de pesquisa confiáveis que contém artigos e monografias referentes ao tema em questão nos quais foi o mais utilizado neste atual projeto. O efetivo projeto teve como suporte as fontes do Google Acadêmico, Lilacs, Medline e SciElo.

 

5.5 AMOSTRA

No presente projeto, serão incluídas teses, dissertações e artigos do ano de 2003 a 2018, considerando somente as publicações nacionais. No decurso deste trabalho, a princípio, foram encontrados 100 artigos relacionados ao tema. Após a leitura dos resumos de cada artigo, só os que contemplavam exatamente o tema proposto, foi utilizado para estruturar o trabalho escrito.

 

5.6 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS Os dados foram analisados tendo por base categorias definidas a partir dos objetivos. (Continua)

Teoria e Debate | Pau de Arara: A Violência Militar no Brasil - Teoria e  Debate

27
Abr22

O PERFIL DO SERIAL KILLER

Talis Andrade

Memorial da Democracia on Twitter: "Afogamento, animais no corpo, cadeira  do dragão, choque elétrico, coroa de Cristo, corredor polonês,  crucificação, dança das latas, injeção de éter, pau de arara e sufocamento  foram

 

Não vote, para participar das bancadas da bala, em assassinos. Principalmente quando vestiu farda.  Leia estudo que tem por objetivo, pesquisar os aspectos que envolvem a ação do serial killer, abrangendo as características, o perfil delineado das vítimas, bem como a classificação que designa qual tipo de serial killer se trata. Da mesma maneira que, a identificação do tipo de transtorno de personalidade presente no sujeito reputado serial killer.

Ancorado na revisão da literatura no período de 2003 a 2018, a vigente monografia está submetida ao caráter exploratório, visto que o tema proposto abarca conhecimentos dos autores experientes no assunto que abordam sobre os diversos aspectos do assassino em série. A vigente pesquisa é sustentado pela abordagem qualitativa.

Nos dias atuais no Brasil, há uma busca constante por mapear padrões comportamentais e psicológicos dos assassinos em série, igualmente sua individualidade e maneiras de atuação. O assassino em série apresenta anomalia presente desde a infância pertubardora. Para tanto, a vigente monografia tem por objetivo central compreender o perfil do serial killer. 

 

por Priscila Adriana Silva

 

O tema proposto surge por meio do interesse pessoal em aprofundar os conhecimentos sobre o conteúdo em questão, com o intuito de compreender e analisar os temidos seriais killers. No primeiro momento, será apresentado a fundamentação teórica, constando tópicos referentes ao histórico, conceito do serial killer, psicopatia, assassinos em massa, matadores ao acaso, vitimas, modos operandis, assinatura, classificação do serial killer e transtorno de personalidade antissocial, que completa o desfecho da fundamentação teórica.

Pessoas que cometem séries de crimes e seguem uma linha de parâmetros no qual foi designada por pesquisadores que estudaram minuciosamente cada aspecto do criminoso, são alcunhadas como serial killer, porém, há muitos equívocos por parte de terceiros que não possuem estudos e caracterizam sujeitos como assassino em série somente pela quantidade de pessoas que matou, sendo que, para classifica-lo como o assassino em série, este precisa seguir alguns critérios e não somente matar outras pessoas e ser considerado como tal.

Em virtude do desconhecimento de pessoas que são leigas no assunto, o atual conteúdo é relevante para atingir uma percepção adequada a despeito dos conceitos que imputaram a denominação do célebre serial killer, qual a razão que o leva a consumar este crime hediondo, as possíveis personalidades que estão relacionadas com o assassino em série, qual o modo que é operado com suas vítimas, os tipos de vítimas que o serial killer elege para fazê-la sofrer. Explanando os casos existentes nos tempos passados.

Segundo a National Institutes Of Justice NIJ (Instituto Nacional de Justiça) o serial killer é:

Uma série de dois ou mais assassinatos cometidos com eventos separados, geralmente, mas nem sempre, por um criminoso atuando sozinho. Os crimes podem ocorrer durante um período de tempo que varia de horas a anos. Muitas vezes o motivo é o psicológico e o comportamento do criminoso e as provas materiais observadas nas cenas dos crimes revelam nuances sádicas e sexuais (SCHECHETER, 2003, p. 18).

Portanto, é preciso que, para reconhecer o assassino como serial killer, esta precisa matar sujeitos com intervalos de tempo especifico e assim ser classificado como o cruel assassino em série. Levando em conta a motivação que o levou a ceifar a vida de pessoas totalmente desvinculadas de seus problemas. Como por exemplo, o que a vítima representa para ele e qual a razão que o moveu para cometer esse ato brutal (FAVARIM, 2015). Continua

Zezé Di Camargo: “Não houve ditadura no Brasil” – Blog do Gerson Nogueira

22
Abr22

Virou zona. Até Carla Zambelli ameaça Lula de morte

Talis Andrade

Carla Zambelli diz que vai "pregar bala" em Lula - YouTube

 

Em um templo maçônico de Brasília, alguns dos principais ministros do governo de Jair Bolsonaro se reuniram para celebrar o casamento da deputada Carla Zambelli (PSL-SP) com o coronel Aginaldo de Oliveira, diretor da Força Nacional de Segurança. A noiva entrou ao som do famoso tango Por Una Cabeza, de Carlos Gardel, que marcou uma das principais cenas do filme Perfume de Mulher.

Por una cabeza, de un noble potrillo
Que justo en la raya, afloja al llegar
Y que al regresar, parece decir
No olvides, hermano
Vos sabes, no hay que jugar
Por una cabeza, metejón de un día
De aquella coqueta y risueña mujer
Que al jurar sonriendo el amor que está mintiendo
Quema en una hoguera
Todo mi querer
Por una cabeza, todas las locuras
Su boca que besa
Borra la tristeza
Calma la amargura
Por una cabeza
Si ella me olvida
Qué importa perderme
Mil veces la vida
Para qué vivir
Cuántos desengaños, por una cabeza
Yo juré mil veces no vuelvo a insistir
Pero si un mirar me hiere al pasar
Su boca de fuego
Otra vez quiero besar
Basta de carreras, se acabo la timba
Un final reñido ya no vuelvo a ver
Pero si algún pingo llega a ser fija el domingo
Yo me juego entero
Qué le voy a hacer
Por una cabeza, todas las locuras
Su boca que besa
Borra la tristeza
Calma la amargura
Por una cabeza
Si ella me olvida
Qué importa perderme
Mil veces la vida
Para qué vivir

 
 
Talvez confiando no amor cego e na força da segurança, Carla Zambelli pediu a cabeça de Lula.

 
 
Ela segue a sanha assassina das bancadas da bala no Congresso Nacional, nas Assembleias Legislativa e Câmaras Municipais.
 
Virou uma zona. Também ameaçaram Lula de morte os indivíduos general deputado Eliezer Girão Monteiro, coronel deputado Washington Lee Abe, coronel deputado Lucinda Telhada, coronel deputado Ta deu Alencar, coronel deputado André Azevedo, sargento vereador Anderson Alves Simões e o cabo Junio Amaral. 
 
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policia mata negro.jpg

 

matança de focas somália polícia indignados.

 

morote polícia mata excludente de ilicitude.jpg

ordem para matar polícia.jpg

 
Carla Zambelli al Twitter: "@CorrupcaoMemes Nem precisa, tá cheio de memes  já! https://t.co/7VZ5ccZOUm" / Twitter

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