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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

10
Mar21

"Não sigam nenhuma decisão imbecil deste presidente: tomem vacina", diz Lula durante discurso em São Bernardo

Talis Andrade

 

O ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, fala durante discurso em São Bernardo do Campo, São Paulo, Brasil, em 10 de março de 2021.
O ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, fala durante discurso em São Bernardo do Campo, São Paulo, Brasil, em 10 de março de 2021.REUTERS - AMANDA PEROBELLI

Em discurso inflamado na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, em São Paulo, o ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva agradeceu nesta quarta-feira (10) seus correligionários, e lideranças como o papa Francisco, além de chefes de Estado da América Latina. Ele criticou duramente o presidente brasileiro Jair Bolsonaro e afirmou que não descansará até responsabilizar o ex-juiz Sérgio Moro pelas “mentiras” durante seu processo: “Deus de barro não dura muito tempo”, afirmou Lula.

Usando uma máscara vermelha com a estrela branca, símbolo do Partido dos Trabalhadores (PT), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou no palanque montado no “mesmo sindicato” em que esteve antes de se “entregar para a Policia Federal”, lembrou. "Espero que todos vocês estejam usando máscaras", disparou, dando o tom firme do discurso que se seguiria, face a seus correligionários e ao ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, candidato do PT às eleições presidenciais de 2018.

"Fui vítima da maior mentira jurídica destes 500 anos de história do Brasil", disse Lula, agora elegível após anulação da condenação feita pelo ministro do Supremo, Edson Fachin, nesta segunda-feira (8).

"A dor que eu sinto não é nada diante da dor de milhões de brasileiros que passam fome. Quase 270 mil pessoas que viram seus entes queridos morreram e sequer puderam se despedir de seus parentes amados, por causa desse desgoverno", declarou Lula, numa referência às vítimas brasileiras do coronavírus.

"Agradeço os heróis e heroínas do SUS, durante tanto tempo descredenciados politicamente. Se não fosse o SUS, teríamos perdido muito mais gente do que perdermos, por causa desse desgoverno no trato da saúde", criticou.

"Não são milicianos que precisam de armas para fazer terrorismo nas periferia matando meninos e meninas negros, a maioria das vítimas das balas neste país, precisamos é de vacinas", disse Lula.  

O ex-presidente Lula fez um agradecimento especial à prefeita de Paris. “Agradeço muito à Anne Hidalgo, que, durante a disputa da eleição dela, teve a coragem de me receber e me disse que a solidariedade vale mais do que a eleição, enquanto a direita [francesa] publicava artigos dizendo que ela ia perder [o mandato] por causa do convite que me havia feito”, disse Lula. “Ela me homenageou como cidadão de Paris e venceu as eleições”, acrescentou.

Lula agradeceu ainda personalidades como Pepe Mujica, Chico Buarque, Martinho da Vila, Raduam Nassar, “meu biógrafo Fernando de Morais, que nunca acaba de escrever essa biografia”, o alemão Martin Schulz, o Podemos espanhol, e “o pessoal da Vigília de Curitiba”: “Havia loucuras da Polícia Federal naquele lugar, um delegado que não sei se era [mentalmente] são provocava a vigília com insultos, os vizinhos ofendiam, e, durante os 580 dias, todo santo dia de manhã, eu ouvia aquelas pessoas chamando o meu nome”, disse o petista.

"A palavra desistir não existe no meu dicionário"

"Fachin cumpriu uma coisa que a gente reivindicava desde 2016, a decisão tardia que ele tomou. Cansamos de dizer que a minha inclusão e da Petrobras como criminoso é a razão da existência da “quadrilha de procuradores” e do Moro, era a única forma de pegar e me levar para a Lava-Jato", afirmou Lula. 

"Mas não troquei minha liberdade pela minha dignidade", continou. "Eu tinha certeza que esse dia chegaria. Esse dia chegou, com o voto do Fachin ao reconhecer que nunca houve crime da minha parte nem envolvimento na Petrobras. (...) A palavra desistir não existe no meu dicionário", completou.

"Continuarei brigando para que o [ex-juiz Sérgio] Moro seja continuado suspeito de se transformar no maior mentiroso da história do Brasil, e de continuar a ser idolatrado por quem quer me calar. “Deus de barro não dura muito tempo”, atacou.

Lula também fez questão de declarar apoio a seu aliado, Guilherme Boulos, do PSOL. "Boulos, você tem toda a minha solidariedade. Se a gente precisar invadir algo para te defender, faremos", disse emocionado, numa referência ao episódio em que Boulos invadiu, junto com o Movimento dos Sem-Teto, o triplex, naquela época atribuído a Lula pela Lava-Jato.

"Decisão imbecil" de Bolsonaro

“Não siga nenhuma decisão imbecil do presidente da República, tome vacina!”, disparou Lula, num ataque direto ao presidente brasileiro. "As mortes poderiam ter sido evitados, se o governo tivesse feito o elementar. Governar é a arte de saber tomar decisões", criticou.

"O mínimo seria esse presidente ter criado uma comissão de crise, e toda semana orientar a sociedade brasileira sobre o que fazer, comprar vacinas de qualquer lugar do planeta”, alertou. “Um presidente que inventou uma tal de cloroquina, que Covid era coisa de maricas, de covardes”, disparou Lula. 

"Ele não sabe o que é ser presidente da República, nunca foi nem capitão, era tenente, se aposentou e foi promovido, nunca fez nada, explodiu quartel porque queria aumento de salário", atacou. "O poder da força do fanatismo, através das fakes news, o mundo elegeu o Trump, elegeu o Bolsonaro", continuou o ex-presidente.

Lula lembrou que fazia cinco anos que não falava com a imprensa: "me transformaram numa espécie de 'vírus', não podia falar com ninguém". 

Sou radical porque quero ir à raiz dos problemas desse país, quero um mundo melhor, onde as mulheres não sejam tripudiadas por serem mulheres”, onde as pessoas não sejam tripudiadas pelo que elas queiram ser, onde mundo onde possamos acabar com o maldito preconceito racial, um mundo onde o jovem possa transitar sem medo de levar um tiro, onde se respeite a religiosidade de cada um”, disse ainda Lula, antes de abrir para as perguntas dos jornalistas presentes no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo.

Capa do jornal Folha de S.Paulo 11/03/2021
 
Capa do jornal O Globo 11/03/2021
Capa do jornal Folha de Pernambuco 11/03/2021
08
Mar21

Prefeita de Paris, Anne Hidalgo celebra anulação das condenações de Lula

Talis Andrade

Lula e Anne Hidalgo

A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, comemorou a decisão do ministro da Justiça que anulou nesta segunda-feira (8) as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e devolveu seus direitos políticos. 

"Tão feliz ! Justiça é feita para @LulaOficial", escreveu a socialista que governa a capital francesa sobre a decisão do STF pelo Twitter. 

No dia 3 de março de 2020, Lula recebeu das mãos da prefeita Anne Hidalgo o título de cidadão honorário de Paris. O título foi concedido pelo Conselho de Paris, órgão equivalente a uma Câmara de Vereadores, em razão do “engajamento de Lula na redução das desigualdades sociais e econômicas no Brasil” e também por sua política “contra as discriminações raciais”.

 

08
Mar21

Pepe e Lucía Mujica mandam mensagem a Lula: sua liberdade evidencia o despotismo dos homens infames

Talis Andrade

Pin de André Luís em Ilustrações Criticas IV Charges | Caricatura,  Ilustrações, Gravuras

O ex-presidente do Uruguai José Pepe Mujica e sua esposa Lucia enviaram nesta segunda-feira (8) ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mensagem comemorando a decisão da Justiça, que anulou as condenações e devolveu os direitos políticos de Lula

"A luta compensa e continuaremos até o fim de nossas vidas, buscando o caminho para a fraternidade, igualdade e liberdade para todos os nossos vizinhos", diz o casal Mujica a Lula, em mensagem que o 247 teve acesso. 

Outros líderes internacionais, como o presidente da Argentina, Alberto Fernández, e a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, também se manifestaram celebrando a restituição dos direitos políticos de Lula.As derrotas da esquerda são filhas de suas divisões', diz Mujica em  conversa com Lula - Sul 21

"Prezado irmão Lula:

Estar livre de toda culpa revela uma história sem fim de despotismo de homens infames. A luta compensa e continuaremos até o fim de nossas vidas, buscando o caminho para a fraternidade, igualdade e liberdade para todos os nossos vizinhos. Nesse momento a nossa felicidade é enorme, um grande abraço. 

Pepe e Lucia"

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02
Mar20

Lula recebe título de cidadão honorário de Paris

Talis Andrade

Lula, acompanhado de Dilma e Haddad, recebe título de cidadão de Paris da prefeita Anne Hidalgo

Lula, acompanhado de Dilma e Haddad, recebe título de cidadão de Paris da prefeita Anne Hidalgo

 

Na capital francesa, ex-presidente critica ataques à democracia no Brasil e agradece apoio da prefeita Anne Hidalgo. Honraria é concedida a personalidades que se destacam pela defesa dos direitos humanos.

por DW Deutsche Welle

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta segunda-feira (02/03) o título de cidadão honorário de Paris em uma cerimônia na prefeitura da capital francesa, onde aproveitou para criticar o que chamou de "enfraquecimento do processo democrático" no Brasil.

A honraria a Lula foi concedida pela prefeita de Paris, Anne Hidalgo, em outubro do ano passado, quando ele ainda estava preso, e aprovada pelo Conselho da cidade. De acordo com a prefeitura, a cidadania honorária parisiense é concedida a personalidades que se destacam na defesa dos direitos humanos. Um dos homenageados foi o ex-líder africano Nelson Mandela.

Hidalgo disse que a sucessora de Lula na Presidência, Dilma Rousseff, havia lhe pedido uma ação em favor da libertação do petista, o que a levou a sugerir sua indicação como cidadão honorário de Paris. A prefeita, em plena campanha para a reeleição, destacou o legado do PT na luta pela igualdade social – a qual, segundo ela, está comprometida com a chegada ao poder de Jair Bolsonaro.

Lula@LulaOficial

Merci, Paris!

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A relação entre os governos do Brasil e da França vem se deteriorando, após Bolsonaro entrar em várias ocasiões em confronto com o presidente francês, Emmanuel Macron.

Em seu discurso na prefeitura de Paris, com a presença de Dilma e do ex-candidato do PT à Presidência Fernando Haddad, Lula fez uma série de críticas ao governo Bolsonaro e alertou para o empobrecimento da população brasileira.

Ele disse que o Brasil vive o enfraquecimento da democracia "estimulado pela ganância de poucos e pelo desprezo em relação aos direitos do povo", e denunciou o que chamou de "ataques ao Estado de direito e à Constituição".

Lula contou que, ao saber da homenagem de Paris quando estava preso, teve renovadas as esperanças de recuperar a liberdade. O ex-presidente valorizou o reconhecimento vindo de uma cidade que, segundo ele, "tem um apego especial aos direitos humanos e que sempre acolheu os brasileiros e latino-americanos que os defenderam".

O petista ainda prometeu unir a esquerda nas eleições presidenciais de 2022. Ele disse que, aos 74 anos, está "mais motivado do que nunca para reconquistar a democracia em nosso país".

François Hollande@fhollande
 

Très heureux d’avoir reçu l’ancien président @LulaOficial, @dilmabr et @Haddad_Fernando aujourd’hui à Paris. Nous avons échangé sur la question climatique et la lutte contre les inégalités, qui doivent être au cœur de tous les combats d’aujourd’hui et de demain.

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Lula foi preso em 2018 por corrupção no caso do apartamento tríplex no Guarujá, quando foi acusado de receber propinas de empreiteiras em troca da concessão de contratos públicos. Ele foi libertado em novembro do ano passado, após 580 dias de encarceramento, depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) mudar as regras para as prisões em segunda instância.
 

Antes da cerimônia na prefeitura da cidade, Lula se reuniu com líderes da esquerda francesa, como o ex-presidente francês François Hollande e o líder do partido França Insubmissa e ex-candidato à presidência, Jean-Luc Mélenchon.

Ainda em Paris, o ex-presidente participará, juntamente com Dilma e Haddad, de um evento de campanha de Hidalgo, antes de partir para Genebra e Berlim.

Na Suíça, ele deverá participar de uma reunião do Conselho Mundial das Igrejas (CMI), que reúne representantes de mais de 120 países, sob o tema da desigualdade social.

Na capital alemã, Lula se reunirá com líderes políticos e representantes de sindicatos e participará de um ato público em defesa da democracia no Brasil.

RC/efe/ots/rtr

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A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas. Veja a TRAJETÓRIA POLÍTICA DE LULA (galeria de 22 fotografias aqui)

 
02
Mar20

Lula da Silva recebeu título de cidadão honorário em Paris

Talis Andrade

O antigo Presidente brasileiro Lula da Silva recebeu, esta tarde, em Paris, o título de cidadão honorário da cidade, 2 de Março.

O antigo Presidente brasileiro Lula da Silva recebeu, esta tarde, em Paris, o título de cidadão honorário da cidade que lhe tinha sido atribuído em Outubro do ano passado quando ainda estava preso.

Por RFI

No discurso no Hôtel de Ville em Paris, Lula da Silva disse que deve a sua liberdade a todos os que lutaram pela sua libertação durante 580 dias e agradeceu veementemente a solidariedade da cidade de Paris.

A distinção foi-lhe entregue pela presidente da Câmara Municipal de Paris, Anne Hidalgo, pela sua luta contra as desigualdades sociais, já que este título é atribuído a personalidades que se destacaram na defesa dos direitos humanos.

Hermano Sanches Ruivo, conselheiro-executivo da Câmara de Paris, explicou à RFI que a cidade de Paris também teve o seu papel na pressão para libertar Lula da Silva.

A distinção do ex-chefe de Estado brasileiro como cidadão honorário de Paris foi concedida pela Câmara Municipal da capital francesa em Outubro passado, quando Lula da Silva ainda se encontrava preso na cidade brasileira de Curitiba, onde cumpriu 580 dias da condenação de oito anos e dez meses de prisão por corrupção e branqueamento de capitais. Lula foi libertado a 8 de Novembro de 2019 na sequência de uma decisão do Supremo Tribunal.

A condecoração foi concedida desde a sua criação, em 2001, em 17 ocasiões, para homenagear personalidades presas ou que corressem perigo devido às suas opiniões políticas, incluindo o ex-Presidente sul-africano Nelson Mandela, a escritora do Bangladesh Taslima Nasreen e a vencedora, em 2003, do Prémio Nobel da Paz, a iraniana Shirin Ebadi.

Esta segunda-feira, o antigo chefe de Estado participa, ainda, num comício da campanha para as autárquicas de Anne Hidalgo, acompanhado pela também ex-Presidente do Brasil Dilma Rousseff e pelo ex-candidato à presidência brasileira, em 2018, pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Fernando Haddad.

Esta terça-feira, Lula da Silva vai estar também em Paris no Festival Lula Livre em Paris” no Théâtre du Soleil, com vários artistas a subir ao palco como a actriz Marina Foïs, a cantora e actriz Agnès Jaouï e a cantora Helena Noguerra.

Lula da Silva vai ainda a Genebra e Berlim até 11 de Março para discutir a questão da desigualdade social com líderes políticos, sindicais e religiosos.

 

 

 

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