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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

20
Ago23

A ressaca do 8 de janeiro não acaba

Talis Andrade
 
 
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por Ana Dubeux

Correio Braziliense

O 8 de janeiro de 2023 tornou-se histórico no Brasil. Vai figurar nos livros como o dia em que vândalos bárbaros num surto coletivo e criminoso invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes da República numa tentativa desastrada de golpear a democracia. O patrimônio público foi recuperado (o que deu para salvar), muitos foram presos e estão sendo julgados, mas o patrimônio moral de Brasília sofreu e continua sofrendo grande abalo. 

A operação da última sexta-feira serviu para reaquecer o fogo que arde em nós. Longe de mim julgar e condenar o alto escalão da Polícia Militar de Brasília antecipadamente. Mas as provas constantes na denúncia da Procuradoria-Geral da República, que motivaram a prisão de sete oficiais da força de segurança, por si só, já nos causam lamento, revolta e tristeza por Brasília e também pela grande parte da corporação que segue fazendo seu trabalho sem participar de tramas golpistas. 

Segundo a denúncia, existia uma rede de desinformação entre os membros do alto comando, com o repasse de mensagens falsas que colocavam em xeque a lisura do processo eleitoral brasileiro, entre várias outras acusações. Ou seja, não foi apenas a omissão no dia 8 de janeiro. Houve conspiração antidemocrática antes mesmo do término do processo eleitoral. 

Uma das polícias mais bem pagas e competentes do país entregue a um comando que se omitiu diante de informações de que o acampamento em favor de Bolsonaro concentrava extremistas e que ali era um ponto de organização para a prática de atos antidemocráticos voltados a garantir a permanência do ex-presidente no poder. 

A justificativa de falhas operacionais e apagão de inteligência não colam mais, assim como não convenciam já no início das investigações. Incompetência, a gente sabe, não é o forte de Brasília. Temos um valoroso efetivo que já demonstrou seguidas vezes o quanto é capaz de atuar em situações desafiadoras. Mas é triste perceber que quem devia zelar pela nossa segurança cruzou os braços em nome de um alinhamento ideológico golpista. 

Vai longe essa ressaca. Esperamos que a justiça seja feita e que nem o brasiliense, nem a própria corporação se tornem reféns eternos desse triste episódio. Que todos os responsáveis sejam punidos e que o governador Ibaneis Rocha faça escolhas sensatas e livres de viés ideológico para a nossa PM.

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15
Jun23

Deputadas denunciam sexismo explícito na Câmara e Jullyene detalha as agressões que sofreu e sofre

Talis Andrade
 
 

por Ana Dubeux e Carlos Alexandre de Souza

As mulheres formam a maioria do eleitorado no Brasil, mas são alvo de fortes ataques na Câmara dos Deputados. Em uma ação fulminante, o Conselho de Ética instaurou representações contra seis deputadas: Célia Xakriabá (PSol-MG), Sâmia Bomfim (PSol-SP), Talíria Petrone (PSol-RJ), Erika Kokay (PT-DF), Fernanda Melchionna (PSol-RS) e Juliana Cardoso (PT-SP). As representações, de autoria do PL, têm como motivo a participação das parlamentares na aprovação do marco temporal, em 30 de maio. Segundo a denúncia, as acusadas quebraram o decoro parlamentar ao protestar contra a aprovação da proposta.

As parlamentares ficaram indignadas e denunciam perseguição à atividade parlamentar. “Misoginia escancarada! Se chegamos até aqui é porque nunca ousamos nos calar, isso não acontecerá agora!”, protestou Kokay. A decisão da Conselho de Ética provocou reações fora do legislativo federal, e não apenas de mulheres. O ex-senador Eduardo Suplicy se solidarizou com as parlamentares, segundo ele, “vítimas de perseguição política motivada por sexismo”. “É triste a tentativa de calar quem luta por direitos das mulheres e de minorias sociais”, comentou o petista.

PL Mulher, presidido por Michelle Bolsonaro, com o mando de Valdemar da Costa Neto, pretende afastar seis mulheres da Camara dos Deputados, e isso com o apoio de Arhur Lira outro machista, presidente da casa.
 
Duas figuras do patriarcado, da Casa Grande, com historias de violencias contra as mulheres.
 

A equipe do ICL Notícias e o economista Eduardo Moreira comentam a entrevista exclusiva ao ICL Notícias, nesta terça-feira (6), de Jullyene Lins, ex-mulher do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). De acordo com ela, "malotes de dinheiro" chegavam com regularidade para Lira. Jullyene também detalha como o esquema era operado e as agressões que sofreu e sofre.

Quem se lembra de Maria Christina Mendes Caldeira

15
Jan22

'Pernambuco, meu país' tem três vencedoras Troféu Mulher na Imprensa

Talis Andrade

 

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As vencedoras pernambucanas do Troféu Mulher IMPRENSA: Rita Vasconcelos, Bianka Carvalho e Ana Dubeux. Imagem(Fim)

 

por Denise Bonfim /Portal Imprensa

Tudo em Pernambuco é melhor. Pelo menos é o que um pernambucano responde ao ser perguntado qual é o melhor país - sim, país. Pelo menos é assim que as camisetas e adesivos vendidos no estado o definem - para se viver. 

E nesta 15ª edição do Troféu IMPRENSA, o estado foi muito bem representado por três grandes vencedoras: Rita de Cassia Vasconcelos (Assessoria Corporativa/Fiocruz), Bianka Carvalho (Repórter TV/TV Globo) e Ana Dubeux (Liderança/Correio Braziliense). 

"O pernambucano tem essa história de ser o melhor. Eu tenho um artigo sobre 'República do Bolo de rolo', dessa mania de grandeza, digamos assim", brinca Ana, que comemora a qualidade do trabalho apresentado pelos representantes nordestinos.

"Em outras ocasiões, outros juris de premiações, fico sempre bem impressionada com a quantidade de trabalhos interessantes da região nordeste. Especialmente de Pernambuco, vemos coisas interessantes do Ceará. É curioso para mim, que estou em Brasília, que as premiações saiam do eixo Rio-São Paulo. Algumas ficam muito focadas. As vezes, Brasília aparece, mas o Nordeste é mais difícil", comenta.

Bianka, que se define como uma "apaixonada" por Pernambuco, considera o reconhecimento não só importante para o estado, mas também para as mulheres.

"Eu sou apaixonada pelo lugar que vivo. Aliás, todos aqui tem, tanto que a gente diz: 'Pernambuco, meu país' (risos). Fico muito feliz por ser mulher, jornalista, de Pernambuco e do nordeste. São barreiras que a gente vence, esteriótipos que quebramos. Tem muita gente boa aqui, e que lindo ver isso traduzido em um prêmio". 

Assessora da Fiocruz em Pernambuco, Rita aponta que  a premiação reconhece a qualidade do jornalismo feito na região. 

"É o reconhecimento das boas escolas de jornalismo que temos aqui. Um jornalismo muito crítico, muito ligado, no meu caso especialmente, da comunicação social, para além do jornalismo. O compromisso com o social. Com essa característica, não é surpreendente que tenhamos um bom trabalho". 

Durante a pandemia, a Fiocruz foi um dos órgãos mais importantes para o país, seja na produção das vacinas desenvolvidas pela Astrazeneca, ou nas pesquisas relacionadas ao vírus e nas informações prestadas à população sobre o vírus no geral.  

Para Rita, ter sido premiada mesmo estando longe da sede da instituição, que fica no Rio de Janeiro, tornou o prêmio ainda mais especial. 

"Fiquei mais feliz ainda por ser uma sede no Nordeste. A Fiocruz atuou a nível nacional com todas as regionais. Ter esse reconhecimento em uma regional, dentro de uma assessoria, normalmente no jornalismo isso é muito invisível. Para uma assessoria é difícil aparecer se não for para os pares. Foi uma grata surpresa. É um impulso para todas as regionais", conta. 

 

Diversidade

 

Neste ano, o troféu carregou a missão da diversidade. E para isso, é preciso "abrir o leque e mostrar o país em sua essência", como comentou Ana. 

"Falamos tanto em diversidade, em abrir o leque e mostrar o país em sua essência. Considero muito interessante que tantas pessoas concorram e possam competir em pé de igualdade. Nosso jornalismo está mais vivo do que nunca, bem representado em várias áreas".

Bianka ressalta que a diversidade deve se dar em vários aspectos. "Esse premio teve algumas felicidades, desde a quantidade de mulheres negras e essa retirada desse foco [regional]. Chega de coisas só centradas no sul e sudeste", comentou. 

"Para ter participação e até para educação popular ele tem que ser diverso, e a diversidade é de tudo, crença, cor, sexual, de ideias, e de local e região também. Por que não? Que bom que tem três pessoas aqui de Pernambuco, fico feliz. Espero que nos próximos anos a gente consiga ampliar mais, ampliar para o nordeste. Tem gente muito boa fazendo jornalismo aqui", finaliza. 

Na última sexta-feira, foi ao ar o programa comemorativo às vencedoras. Nesta edição, sob a bandeira da diversidade, o troféu tinha como objetivo celebrar as conquistas das vencedoras e aprender com elas como enfrentar os desafios da cobertura dos direitos humanos. Para assistir, clique aqui. A lista completa com todas as vencedoras você encontra aqui.

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