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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

26
Ago20

Os negócios imobiliários do clã presidencial

Talis Andrade

gilmar (2) michelle 89.jpg

 

 

III - Os 89.000 reais pagos a Michelle Bolsonaro são a ponta do iceberg em esquema envolvendo dinheiro vivo

por Gil Alessi/ El País

- - -

Existe um outro fio da investigação do MP-RJ envolvendo Flávio que vai além dos repasses já identificados por parte de Queiroz. Um relatório dos promotores obtido pela revista Veja levanta a suspeita de que o hoje senador realizou uma série de negócios imobiliários com a finalidade de lavar dinheiro fruto da suposta rachadinha. Ele teria lucrado mais de 3 milhões de reais com a venda de 19 salas e apartamentos nas zonas Sul e Oeste do Rio. De acordo com o documento, existem “suspeitas de subfaturamento nas compras e superfaturamento nas vendas”, o que teria sido feito, de acordo com a linha de investigação, para “simular ganhos de capital fictícios” e encobrir “o enriquecimento ilícito decorrente dos desvios de recursos” de assessores do gabinete. Em nota, Flávio afirmou que “os valores informados [na reportagem] são absolutamente falsos e não chegam nem perto dos valores reais”. Ele também criticou os vazamentos de dados da investigação.

Em outro negócio, Flávio fez um depósito de 638.400 reais em dinheiro na conta de um corretor de imóveis para, segundo relatório do MP, ocultar valores fruto das rachadinhas. Posteriormente o deputado vendeu os dois apartamentos adquiridos em Copacabana com um lucro de 292%, algo atípico para os padrões do mercado. O primogênito de Bolsonaro não é o único da família a fazer negócios imobiliários com dinheiro vivo. De acordo com reportagem da revista Época, Ana Cristina, que foi casada com Jair de 1997 a 2008, negociou durante o período do matrimônio 14 imóveis cujo valor alcança 5,3 milhões de reais. A maioria das transações foi feita em espécie.

Desde que as movimentações suspeitas envolvendo Queiroz vieram à tona, no final de 2018, Flávio luta para que seu caso fique fora da primeira instância, alegando que na condição de parlamentar ele teria direito ao foro privilegiado, que tiraria as investigações das mãos do MP-RJ. Os promotores do caso recorreram, e agora a questão está nas mãos do STF, que deve decidir em breve de quem é a competência para investigá-lo. Existe a expectativa de que o ministros da corte optem por mandar o caso de volta para a primeira instância, tendo em vista que a jurisprudência vigente tem sido de garantir direito ao foro especial apenas quando os supostos ilícitos foram cometidos no mandato em questão, o que não é o caso de Flávio.

18
Jul20

Durante o casamento com Bolsonaro, ex-esposa comprou 5 imóveis em dinheiro vivo

Talis Andrade

Ana Cristina Siqueira Valle e Jair Bolsonaro

 

247 - Além do fato da segunda ex-mulher de Jair Bolsonaro, Ana Cristina Siqueira Valle, ter adquirido, quando casada com Bolsonaro, 14 apartamentos, casas e terrenos, 5 desses imóveis foram comprados em “moeda corrente”, ou seja, dinheiro vivo.

De acordo com reportagem da revista Época, somados, os imóveis valiam R$ 243,3 mil na época e R$ 680 mil hoje, com a inflação corrigida. As 2 casas, os 2 apartamentos e 1 terreno foram adquiridos a partir de 2000 até 2006, período investigado no caso das “rachadinhas” –a prática de tomar parte do salário de servidores.

O levantamento da Época foi feito com base em quase 40 escrituras de compra e venda e 20 registros em cartórios no Rio de Janeiro e em Brasília. 

Entre o fim de 1997 até 2008, a então mulher de Bolsonaro, mãe de Jair Renan Bolsonaro, adquiriu terrenos e casas valiam cerca de R$ 3 milhões na data da separação (2008) e hoje, com valores corrigidos pela inflação, chegam aos R$ 5,3 milhões.

Antes do casamento, Ana Cristina não tinha nenhum imóvel registrado em seu nome. Bolsonaro tinha 2 apartamentos no Rio de Janeiro e um terreno em Angra dos Reis.

Depois da separação, em 2008, Ana Cristina ficou com 9 imóveis. Entre eles, 5 terrenos na cidade de Resende, Rio de Janeiro, que levantam a suspeita de transações incomuns. Os terrenos foram revendidos pelo valor de R$ 1,9 milhão, 5 anos depois de serem comprados, em 2006, por R$ 160 mil.

Os imóveis pagos em dinheiro vivo foram 2 casas, os 2 apartamentos e 1 terreno adquiridos a partir de 2000 até 2006, período investigado no caso das “rachadinhas” no gabinete do então deputado estadual e hoje senador Flávio Bolsonaro.

Seu irmão, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), de quem Ana Cristina foi chefe de gabinete por 7 anos, também é investigado. Ela é alvo da investigação do Ministério Público do Rio por suspeita de ter sido funcionária fantasma.

01
Mar20

O esforço de Bolsonaro para vigiar a mulher de perto

Talis Andrade

michelle.jpg

CONSTRANGIMENTO Michelle Bolsonaro nascida na periferia: origem camuflada e negada

Crédito: EVARISTO SA / AFP)

 

 

Deu no 'Brasil confidencial', coluna de Germano Oliveira (diretor de redação), na revista Istoé:

Image

Confira na revista Istoé. É o assunto mais badalado hoje no passarinho azul. Veja aqui.

Escreve o jornalista Esmael Moraes: "Dois veículos da velha mídia –Estadão e IstoÉ– sugerem fortemente neste Carnaval que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e a primeira-dama Michele já não dividem a mesma escova de dente.

Estadão conta que, apesar de não levar Michele, o presidente Jair Bolsonaro levou junto com ele para pular Carnaval as seguintes pessoas:

  • Laura, sua filha caçula de 9 anos
  • Flávio Bolsonaro
  • Hélio Negão
  • Luiz Eduardo Ramos
  • Michelle dá continuidade aos trabalhos articulados pelo ministro Osmar Terra desde o governo do ex-presidente Michel Temer, quando a primeira-dama Marcela Temer tornou-se embaixadora do programa Criança Feliz, voltado para assistência de crianças na primeira infância
  • primeira viagem.jpg

    A primeira viagem de Michelle foi em abril de 2019, para visitar crianças com microcefalia em Campina Grande, Paraíba

 

Em maio último, entrevistado por Sívio Santos, admitiu Bolsonaro:

“Eu fui casado uma vez, aí depois tive uma união estável e agora eu tô na segunda e última esposa, né? Agora chega. Se der errado, então o errado sou eu”.

Wikipédia registra três casamentos

 Rogéria Nantes (c. 1978; div.1997)
Ana Cristina Valle (c. 1997; div.2007)
Michelle Bolsonaro (c. 2007)
FilhosFlávio · Carlos · Eduardo ·Renan · Laura

 

bolsonaro amor.jpg

 

17
Mai19

Família de ex-madrasta pagava para Flávio nomeá-la, diz Época

Talis Andrade

amarildo quebra sigilo .jpg

 

por Fernando Brito

---

 

Parece terem-se aberto as portas do chiqueiro funcional do gabinete do “Filho 01”, Flávio Bolsonaro na Assembleia Legisltiva do Rio.

Ontem, já havia sido mostrado que ele (e o pai) contratavam nada menos que 13 parentes de sua ex-mulher e madrasta

Agora, a Época revela – diz que tem gravações de pelo menos dois deles – que estes eram “laranjas” que devolviam 90% do que recebiam  pelo cargo a Flávio.

Em O Globo, Bela Megale fala de outra frente de “coleta” de recursos: Fabrício Queiróz cuidaria de ficar com dois terços do valor dos cargosa de militares colocados à disposição do gabinete do então deputado.

É o “toma de lá e me dá para cá” escancarado.

De lá dos EUA, o pai “machão” não desmente os fatos, mas faz bravata:

Agora, estão fazendo esculacho em cima do meu filho. Querem me atingir? Venham para cima de mim! Querem quebrar meu sigilo, eu sei que tem que ter um fato, mas eu abro o meu sigilo. Não vão me pegar.

Acho que vão, Jair…

familicia bolsonaro flavio .jpg

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10
Mai19

CARLOS BOLSONARO EMPREGOU LARANJA DA FAMÍLIA POR 18 ANOS COMO FANTASMA NO GABINETE

Talis Andrade

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Deus quer.jpg

Carlos Bolsonaro com o lema da extrema direita e do catolicismo fundamentalista: Deus Quer (Deus Vult)

 

247 – "Filho do presidente da República, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC) manteve empregada por 18 anos em seu gabinete na Câmara Municipal do Rio de Janeiro uma mulher que já foi laranja de um militar em empresas de telecomunicação e também atuou como uma espécie de faz-tudo da família Bolsonaro —inclusive em afazeres domésticos", informam as jornalistas Ana Luiza Albuquerque e Catia Seabra, em reportagem publicada na Folha. 

 

"Enquanto remunerada pelo gabinete de Carlos, Cileide Barbosa Mendes, 43, apareceu como responsável pela abertura de três empresas nas quais utilizou como endereço o escritório do hoje presidente Jair Bolsonaro. Na prática, porém, ela era apenas laranja do tenente-coronel do Exército Ivan Ferreira Mendes —ex-marido da segunda mulher de Bolsonaro— que não podia mantê-las registradas no nome dele. Após ter sido babá de um filho de Ana Cristina Valle (que foi companheira de Bolsonaro e é mãe também de Renan, filho dele), Cileide foi nomeada em janeiro de 2001 no gabinete de Carlos, que era vereador recém-eleito", apontam as jornalistas.

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Ana Cristina Valle

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Ana e o filho Renan Bolsonaro

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