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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

26
Out20

"A Bolívia venceu o golpe. É a América Latina se libertando"

Talis Andrade

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Presidente Lula:

A Bolívia venceu o Golpe e devolveu a democracia ao seu povo.
Hoje, o Chile derrubou a constituição do Ditador Pinochet (adorado pelo bozo).
Amanhã verei o Brasil derrotando o NeoNaziFascismo e celebrando em praça pública, como no Chile.
É a América Latina se libertando!
 

17
Set20

Lawfare latino-americana: a Operação Condor do século 21

Talis Andrade

A ditadura que ainda não superamos | Pimenta com Limão

O que um dia foi Condor, tem nome em inglês e propósito semelhante: destruir as organizações populares, fazer do povo carne barata que se alimenta da carcaça que resiste na América Latina
Rodrigo Buendia 
Lawfare significa o uso de instituições jurídicas para perseguir adversários políticos

por Gladstone Leonel da Silva Júnior

- - -

Não estamos habituados com essa ave, o condor, embora seja a maior ave voadora do mundo. Ela pode ser encontrada ao Norte, na Venezuela e Colômbia, com mais frequência na região andina, podendo esporadicamente estar no sudoeste do Brasil, até a Terra do Fogo, na Argentina. Um típico símbolo da América Latina, que se alimenta de roedores e carniça.

Os agentes repressivos, à frente das forças armadas na época da ditadura civil-militar, estavam atentos ao símbolo e batizaram de Operação Condor a colaboração instituída entre os regimes ditatoriais da América Latina. Essa aliança político-militar, levada a cabo nos anos 1970 e 1980, era coordenada pela Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos.

Inúmeros documentos divulgados anos mais tarde pelo serviço secreto estadunidense apontavam essa ação conjunta com o propósito de eliminar os grupos de oposição às ditaduras, simbólica e até fisicamente, da maneira que fosse necessário, seja com ações terroristas do próprio Estado ou exílios forçados. A Operação Condor aproveitava para trocar informações sobre os prisioneiros de diferentes países e fragilizar as organizações de luta pela resistência.

Cortamos desse contexto para o ano de 2020. Momento em que nos deparamos com uma rearticulação e avanço de grupos de extrema-direita na América Latina e nos Estados Unidos, estabelecidos na sociedade civil e chegando ao comando dos Estados. Alguns desses grupos, como no caso brasileiro, chegaram ao comando da nação através das eleições, mesmo que para isso fosse necessário deturpar a democracia, articulada por fake news e por outra novidade dos tempos atuais, o lawfare.

Esse último termo em inglês significa o uso de instituições jurídicas, de forma abusiva, para perseguir adversários políticos. Dessa forma, a atividade política de grupos que estavam no comando do Estado poderia ser criminalizada.

Da mesma forma que a bandeira da corrupção foi usada com sucesso na ditadura militar, ela foi repaginada para o convencimento da opinião pública e a sustentação do lawfare. A corrupção, apesar de termo forte, seu significado é facilmente maleável pelos grupos que estão no poder. Esses grupos políticos podem, com um ato legislativo, transformar o que era legal em ato corrupto e o que era corrupção em ato legal. Vide a legalização das “pedaladas fiscais” semanas depois de condenarem politicamente a ex-presidenta Dilma pelo ato.

Uma nova colaboração carreada pela extrema-direita na América Latina e coordenada pelos Estados Unidos foi articulada. As operações de lawfare cumpriam o papel que já foi operacionalizado pela Operação Condor, de troca de informações entre esses países latino-americanos com o intuito de difundir uma nova tática antidemocrática de aniquilamento das forças opositoras.

O vazamento de informações pelo Intercept e as diversas viagens do ex-juiz Sérgio Moro aos Estados Unidos para capacitação nos órgãos de estado são provas cabais e de conhecimento público dessa articulação.

Os resultados do lawfare foram imediatos, conforme se aproximavam os pleitos eleitorais:

Equador: Em fevereiro de 2021 está programada a eleição presidencial, que teria como candidato à vice-presidente, o ex-presidente Rafael Correa. Em setembro de 2020, a Justiça equatoriana confirma a condenação de Rafael Correa, exilado na Bélgica, a oito anos de prisão e perda de direitos políticos por 25 anos. Fundamento: casos de corrupção no governo, recebimento de “contribuições indevidas” não demonstradas.

Bolívia: No fim de 2019, ocorreu um golpe com direito a milícia ameaçando de morte alguns políticos, inclusive o ex-presidente, ação de grupos militares, invasão dos prédios públicos, e caso não seja novamente adiada, ocorrerão eleições em outubro de 2020. Além de tentarem impugnar a candidatura de Luis Arce a presidência, em setembro de 2020, o Supremo Tribunal Eleitoral do país impugna a candidatura ao Senado do ex-presidente Evo Morales, exilado na Argentina por perseguição política. Fundamento: o candidato a senador mora na Argentina.

Argentina: Em outubro de 2019 ocorreram as eleições presidenciais. Em maio de 2019 iniciou-se o primeiro, de vários, julgamentos contra Cristina Kirchner, ex-presidenta. Fundamento: casos de corrupção no governo como fraudes através da concessão de obras públicas, não demonstradas em juízo.

Brasil: A operação de lawfare mais exitosa até agora, sem sombra de dúvidas, foi a operação Lava-Jato, sobretudo, se considerarem o seu resultado político: a inabilitação/prisão do ex-presidente Lula antes das eleições de 2018, único candidato capaz de vencer Bolsonaro.

Na época, já saltava aos olhos de qualquer jurista com formação mediana as violações procedimentais grotescas (conduções coercitivas, aceleração de etapas processuais, delações premiadas, etc.), que se consubstanciaram em sentenças sem lastro probatório, formalmente legitimadas por ratificação em instâncias superiores de uma estrutura Judicial carcomida eticamente, em que o corporativismo e a ideologia política falam mais alto que o senso de justiça e o respeito ao Estado Democrático de Direito.

Derrotar o caráter autoritário do que representa a Lava-Jato e o lawfare na América Latina é um imperativo absoluto para o reestabelecimento de princípios razoavelmente democráticos para a direita e para a esquerda.

Vide a postura da maioria dos jornalistas que cobrem essa operação desde Glenn Greenwald à Reinaldo Azevedo. Setores de ambos os lados já entenderam isso, apesar da grande emissora de telecomunicações brasileiras ainda não ter dado o “braço a torcer”, mas logo sentirá na “própria carne”, pois a criatura gerada já começou a engolir seus criadores.

O que um dia foi Condor, hoje tem nome em inglês, mas o propósito é semelhante: destruir as instituições e as organizações populares, fazer do povo carne barata e como a ave, se alimentar da carcaça que persistirá em resistir na América Latina.ventodeliberdade: OPERAÇÃO CONDOR

 

 

 

 

07
Dez19

O Brasil em tensão: poder militar-miliciano nas veias do governo Bolsonaro

Talis Andrade

“O partido Aliança pelo Brasil consolida a união do poder militar com o poder miliciano e paramilitar para impor uma nova forma de dominação do espaço estatal”

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por Socorro Silva

O Governo Bolsonaro constrói uma narrativa autoritária que estabelece a ordem para matar com a proposta de excludente de ilicitude e, em perspectiva, aponta para um golpe de Estado que se anuncia com repertório de fatos que coincidem com a liberação de armas de fogo. Essa narrativa se agrava com a apreensão de 117 fuzis com milicianos no condomínio de luxo que reside Bolsonaro; com militares traficando cocaína no avião presidencial; com os filhos fazendo a defesa da memória de ditadores e torturados; com a relação dos filhos com grupos milicianos; com ameaças de AI-5; com ex-juiz e ministro da Justiça que atua como um capitão do mato; com apoio a milicianos que invadem embaixadas; com militares que ameaçam ministros do STF e que não reconhecem que houve o Golpe Militar de 1964 – para eles, o Golpe foi a salvação do Brasil do comunismo; com militares que apoiam golpe militar nos países da América Latina; entre outros. Essa narrativa evidencia a marcha da insensatez rumo à consolidação de um governo militar-miliciano, que se organiza publicamente, com afronta aos Poderes Legislativo e Judiciário.

O partido Aliança pelo Brasil consolida a união do poder militar (institucional) com o poder miliciano e paramilitar (estado paralelo) para impor uma nova forma de dominação do espaço estatal, no Brasil, como o que ocorre na Bolívia. O eixo militar-miliciano tomou o Governo e tutelam qualquer interventor. É a união do Estado Institucional (militar) e do Estado Paralelo (milicianos) contra as classes populares, classe trabalhadora e contra a própria classe média. É um projeto de morte contra os sonhos de libertação do povo brasileiro e latinoamericano. É preciso ler o labirinto, perceber as contradições e apontar possibilidades de estratégias, táticas e alternativas de mobilização do povo brasileiro, pois o recado do Governo aponta para uma intervenção autoritária. A questão central que orienta nossa análise é sobre que narrativa a esquerda brasileira propõe para conter e enfrentar essa escalada armada e ideológica do Governo Bolsonaro?

A primeira estratégia é superar a visão ingênua de democracia e compreender os elementos que sustentam a democracia liberal, que se confunde com formas autoritárias de governos militares-milicianos e reconstruir o lugar da sociedade civil na organização de uma nova plataforma democrática. A segunda, é contextualizar que essa ofensiva da ultradireita, na América Latina, tem raízes históricas nas intenções de dominação europeia, cujo marco foi a invasão colonial, mas ainda perpetua com as tentativas de golpes do imperialismo estadunidense. Essas ideias povoam a América Latina com o avanço neoliberal (projeto econômico), neocolonial (projeto territorial) e neopentecostal (projeto religioso), sempre com apoio da elite colonial e escravocrata.

Esse projeto de morte encontra terreno fértil com os avanços dos grupos militares-milicianos que atuam em duas frentes: no campo institucional, com as forças armadas – que não abandonaram o ideário autoritário na disputa do Estado com a trama dos golpes militares; no campo da social, os militares ampliam sua força armada com o apoio à organização de grupos milicianos ou paramilitares que traficam armas, drogas e dominam territórios, como o que ocorre no Rio de Janeiro. Esse contexto tem o apoio e a participação da elite escravocrata, que se organiza no asfalto para dominar e subjugar os pobres e subalternizados nas periferias do Brasil – sob a lógica da velha reprodução Casa Grande X Senzala. Não há golpe militar sem armas, exército, polícia e projeto político de dominação.

A esquerda precisa analisar essa conjuntura, que combina o uso de armas e de violência para tomar o poder estatal, reprimir e perseguir seus opositores, os movimentos e as organizações sociais progressistas. Esse grupo militar-miliciano tem como objetivo dominar o Estado para garantir o enriquecimento das elites nacionais, com a destituição do sentido público estatal, com as privatizações; a expropriação das terras; e o extermínio dos povos originários e raciais, como indígenas, negros, quilombolas. Não podemos subestimar a determinação dos aliados de Bolsonaro, tampouco dos militares que compõem o Governo e dos ideais de manutenção de privilégios das elites nacionais.

Depois de mais de 500 anos, a América Latina continua na solidão em sua luta pela libertação dos domínios coloniais e imperiais que avançam sobre nossas terras, nossas biodiversidades, nossas águas, nossas riquezas e, com maior intensidade, sobre a esperança e os sonhos de nossa gente. Apesar disso, a memória de libertação do domínio hispânico e português continua sendo o maior legado de organização do povo latino-americano na resistência e na conquista da independência colonial. Dois pontos de resistência na América Latina podem subsidiar nossa leitura sobre as dimensões e as estratégias de organização da esquerda no Brasil, apesar de suas especificidades.

Na Bolívia, o recente golpe de Estado e, na Venezuela, as tentativas fracassadas de golpe. Na Bolívia, prevaleceu a combinação militar-miliciana como força central de destituição do governo de Evo Morales e a instalação de um regime autoritário, com participação efetiva da Organização dos Estados Americanos (OEA), ou seja, com intervenção estadunidense no apoio das forças de extrema-direita no continente. Isso precisa ser analisado pela esquerda latino-americana.

A América Latina enfrenta uma luta de correlação de forças de extremos, com alternância entre governos democráticos e governos de extrema-direita, marcados pelo autoritarismo, pela violência policial e pela intervenção militar e miliciana. Na Venezuela, a combinação popular-institucional avança contra as tentativas de golpe de Estado, ou seja, há organização das classes populares para defesa da soberania nacional inspirada no legado de libertação do colonialismo, liderada por Simón Bolívar, e o avanço na derrota do imperialismo, pelo chavismo.

Não tem resistência sem memória, autoconhecimento e formação de uma identidade própria que esteja fora do centro estadunidense e europeu. O institucional, porque o chavismo conduziu as reformas necessárias de suas instituições como parlamento, poder judiciário e forças armadas, apesar do modelo de democracia que querem impor aquele país. A forma de democracia que tem prevalecido é a popular, o fortalecimento das instituições e de uma ampla frente de defesa da soberania nacional da Venezuela. O poder militar-miliciano de extrema-direita e antinacional, com apoio do Governo dos EUA, tem sido derrotado sucessivamente em suas tentativas de golpes. Apesar das sanções, a Venezuela, é uma experiência de resistência que pode contribuir para enfrentamento do eixo de morte militar-miliciano de Bolsonaro.

A extrema-direita, liderada pelo Governo Bolsonaro, quer impor as ideias de ditadura que corre nas veias do grupo militar-miliciano. No Brasil, a tensão aumenta a cada afirmativa do Governo de retorno do AI-5, a questão central é como a esquerda se articula para vencer os ideários de autoritarismo e a eminência da ditadura proclamada pelo eixo militar-miliciano que assume a direção política do Estado brasileiro.

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29
Nov19

Venezuela e Brasil lideram aumento da pobreza extrema na América Latina, diz Cepal

Talis Andrade

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13
Nov19

Mais um golpe… em nome de Deus

Talis Andrade

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Versão em espanhol

Deus acima de tudo” é usado por extremistas ao longo da história para a implantação de regimes econômicos e políticos autoritários e violentos. Os nazistas usaram, durante anos, o nome de Deus e elementos da fé cristã para justificar a sua ideologia e os seus crimes. No manifesto do partido nazista, Hitler chega a pedir que Deus abençoasse as armas alemãs[1].   

Com integrantes da seita fundamentalista de extrema-direita Ku Klux Klan, na América do Norte, o enredo foi semelhante[2]. Para integrar o grupo, o membro devia ser cristão, além de branco e nascido nos EUA. Como forma de legitimar a seita, uma Bíblia era usada no batismo, e então trechos de Romanos 12 eram lidos, além de certos versículos selecionados e fora de contexto. 

Na América Latina, estamos assistindo a instrumentalização do cristianismo para que grupos das velhas oligarquias retornem aos espaços políticos e implementem programas autoritários e neoliberais em detrimento do povo. A entrada com a Bíblia, no Palácio do Governo, do grupo que forçou Evo Morales a renunciar, representa o vínculo perigoso entre política autoritária e instrumentalização da religião. 

A Bolívia é um país plurinacional, formado por uma população indígena que mantém sua cultura e suas tradições de forma vibrante. A bandeira Whipala é um dos símbolos da plurinacionalidade boliviana. Impor a Bíblia à força e realizar ações de violência contra as pessoas pobres e a população indígena, em nome do Deus cristão, é recuperar as práticas colonialistas[3] do passado[4].  

A diferença é que, desta vez, o colonialismo é neoliberal e o deus que fundamenta esta prática é o do Mercado, não o Deus amoroso e misericordioso que conhecemos no Evangelho.  

O Deus do Evangelho não ataca e nem violenta as múltiplas formas de espiritualidade de um povo. É um Deus que só reconhece a linguagem do amor. Como pessoas que desejam manter uma coerência mínima com a fé em Jesus Cristo, não podemos aceitar o ataque à democracia e a violência em nome de Deus nem na Bolívia, nem no Brasil, e em nenhum lugar do mundo.   

Que a ordem democrática, alicerçada firmemente na laicidade, no plurinacionalismo que respeita as diversidades culturais e religiosas, retornem à Bolívia. Estamos atentos e vigilantes em relação à garantia da integridade do presidente Evo Morales, das lideranças populares e defensores dos direitos humanos. Ao povo boliviano, nossa solidariedade. Que sua bandeira Whipala volte a tremular. 

Agencia Ecuménica de Comunicación – ALC

Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil – CONIC

Coordenadoria Ecumênica de Serviço – CESE

Fórum Ecumênico ACT Brasil – FE-BRASIL

Fundação Luterana de Diaconia – FLD

Koinonia – Presença Ecumênica e Serviço   

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Referências: 

[1] ihu.unisinos.br/eventos/559252-quando-os-nazistas-disseram-deus-esta-conosco 

[2] super.abril.com.br/mundo-estranho/como-era-o-batismo-de-um-membro-da-ku-klux-klan

[3] brasildefato.com.br/node/10307/

[4] jus.com.br/artigos/72711/colonialismo-e-genocidio-no-congo-belga

 

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05
Out19

Líderes latino-americanos apoiam título de Cidadão de Honra de Paris a Lula

Talis Andrade

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Considerando a grande importância política e simbólica de Lula para todos aqueles que lutam contra a pobreza e a desigualdade em todo o mundo; 

Considerando o papel decisivo que Lula teve na introdução e consolidação de temas sociais na agenda internacional, como o do combate à fome e à pobreza; 

Destacando que Lula sempre se empenhou na luta por uma ordem mundial menos assimétrica e mais justa, baseada no multilateralismo e na multipolaridade;

Observando que Lula teve papel primordial na articulação dos países em desenvolvimento em diversos foros e no fortalecimento dos processos de integração regional; 

Considerando que, sem seus governos, Lula conseguiu retirar dezenas de milhões de brasileiros da miséria e deu contribuição inestimável para retirar o Brasil do Mapa da Fome da FAO/ONU;

Enfatizando, ademais, que Lula empenhou-se na ampliação das oportunidades para todos os brasileiros e no fortalecimento dos direitos humanos da população do Brasil, bem como na consolidação e aprimoramento das instituições democráticas de seu país;

Considerando sua injusta e vergonhosa prisão, realizada sem uma única prova material, em um processo politicamente motivado e destinado a impedi-lo de disputar as eleições de 2018; 

Considerando a ignóbil e cruel perseguição política a que ele e sua família foram submetidos pelo Estado de Exceção seletivo que se apoderou de algumas instituições brasileiras; e por último;

Considerando que, mesmo após a cruel perseguição e a clamorosa injustiça a que é submetido, Lula permanece confiante na democracia e na justiça, mantendo intacta a sua dignidade e altivez de homem inocente;

O GRUPO de PUEBLA aplaude e apoia integralmente a decisão da assembleia municipal de Paris (Conselho de Paris) de atribuir a Lula o título de Cidadão de Honra daquela magnífica cidade. 

Tal título simboliza o reconhecimento do grande papel de Lula no mundo e, ao mesmo tempo, expressa repúdio aos seus perseguidores, gente menor que, em sua crueldade, intolerância e hostilidade aos direitos humanos e à democracia, provoca o desprezo da comunidade internacional. 

A Cidade Luz iluminou as trevas.

3 de outubro 2019,  

Dilma Rousseff 

Karol Cariola 

Rafael Correa 

Marco Enríquez-Ominami

Esperanza Martínez

Aloizio Mercadante Oliva

Beatriz Paredes

Carol Proner

Guillaume Long

Fernando Lugo 

Alejandro Navarro 

Jorge Enrique Taiana

Carlos Ominami 

Fernando Haddad 

Celso Amorim 

José Luis Rodríguez Zapatero 

Esperanza Martínez 

Carlos Tomada 

Camilo Lagos 

José Miguel Insulza 

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22
Jun19

Carta do Congreso de los Pueblos denuncia "montagem judicial" contra Lula

Talis Andrade

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O Congresso de Los Pueblos, reunido na Colômbia, emitiu comunicado em que se posiciona sobre o julgamento político de Lula e exige sua liberdade.

Para as entidades, há um “tratamento político e uma montagem judicial” contra o ex-presidente Lula, o que representa uma tentativa da extrema direita para “apagar a possibilidade de um povo com verdadeiros representantes que garantam participação, autonomia, soberania e Bem Viver dos povos”.

A carta termina conclamando a militância em todo o continente a se juntar na luta pela liberdade de Lula e todos os presos políticos.

 

Rechaçamos montagem judicial contra Lula da Silva

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O atual período de Nossa América se caracteriza por um avanço progressivo da extrema direita, expressa em governos de cortes neofascistas que estão a serviço do imperialismo dos EUA e das grandes multinacionais governos que por meio das políticas e leis vão limitando os direito sociais, econômicos, culturais e ambientais dos povos, o que se aprofunda em práticas de saque e despojo.

A resistência que os povos mantém frente a estas ações violatórias da vida e dos territórios são perseguidas e reprimidas mediante praticas de guerra militar, ideológica e judiciais promovida por todo o aparato do Estado. Poderia se dizer que Nossa América se encontra vivendo estratégias intervencionistas e de ingerência para exterminar os povos e seus processos organizativos, limitando ou negando as garantias e a democracia.

O assassinato, perseguição, mau trato e judicialização são ferramentas de agressão contra o movimento social e popular. A perseguição politica ao ex-presidente do Brasil, Lula da Silva, é um dos dos tantos casos que evidencia o alcance do poder desmedido da extrema direita para a apagar a possibilidade de um povo com verdadeiros representantes que garantam participação, autonomia, soberania e Bem Viver dos povos.

Desde a Cordinadora Nacional Agrária e do Congresso dos Povos, rechaçamos o tratamento político e a montagem judicial que vem se apresentando por parte do sistema de justiça do Governo do Brasil contra nosso companheiro Lula.da Silva. Nos solidarizamos e fazemos um chamado aos povos irmãos de Nossa América para exigir justiça e a liberação imediata de Lula, assim como de todas nossas presas e nossos presos políticos.

“Nossa luta tem mais sentido e é mais justa que os muros que nos impõem, sempre adiante em defesa da alegria e da esperança.”

Lula Livre!

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20
Mar19

"Bolsonaro exibia com orgulho o crachá de Trump dos trópicos", relata Le Figaro

Talis Andrade

 

Imprensa francesa destaca apoio incondicional e concessões de Bolsonaro a Trump

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Por RFI 

 

A imprensa francesa analisa nesta quarta-feira (20) a visita oficial de Jair Bolsonaro aos Estados Unidos. O jornal conservador Le Figaro, que publica uma grande matéria sobre o tema, diz que o presidente brasileiro cultiva "sem complexo" – o que também pode ser interpretado como sem espírito crítico – as semelhanças com seu modelo da Casa Branca.

O texto é assinado pelo correspondente do diário em Washington, Philippe Gélie, que cobriu o encontro de Bolsonaro com Donald Trump. Segundo ele, não é todo dia que Trump tem direito a uma demonstração pública de cumplicidade tão grande, vinda de um dirigente estrangeiro. "Bolsonaro exibia com orgulho o crachá de Trump dos trópicos", relata. Afinados, os dois dirigentes afirmaram compartilhar a mesma ideologia.

O novo presidente brasileiro, tal como um espelho lisonjeador, se alinhou de maneira incondicional com as posições domésticas, regionais e internacionais de Trump, comemorou um conselheiro da Casa Branca ouvido pelo jornalista francês após a entrevista coletiva dos dois líderes. Bolsonaro é um pró-americano sem complexos, aplaudiu o colaborador de Trump. O brasileiro critica a Venezeuela, Cuba e o papel da China, que endivida os países da região. Ele derruba vários tabus e quer ser o melhor aliado dos Estados Unidos na América Latina, diz o conselheiro que não foi identificado pelo jornal.

Um conselheiro de segurança, também entrevistado pelo Le Figaro, diz que a visita marca realmente um recomeço nas relações bilaterais entre os dois países. Brasil e Estados Unidos nunca concretizaram o potencial que representa a aproximação entre as duas maiores economias do continente. Agora, temos um verdadeiro aliado, salienta o funcionário.

Mas a imprensa americana foi cética e ironizou o encontro: "O aprendiz recebido pelo mestre", destacou a Bloomberg. "A cúpula da extrema direita", disse o Washigton Post, informou Le Figaro. O diário francês aponta que os holofotes da Casa Branca devem apagar a péssima impressão deixada por Bolsonaro em Davos, onde seu discurso brilhou, principalmente, por suas banalidades.

Concessões

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O Le Monde também enviou seu correspondente, Gilles Paris, para cobrir o encontro entre Trump e Bolsonaro em Washington. O jornal vespertino faz a mesma constatação: os dois líderes exibiram suas convergências.

Desde que chegou ao poder, o brasileiro demonstra um pró-americanismo ferrenho, que diverge com a diplomacia usual de seu país. Le Monde também diz que Bolsonaro não economizou elogios ao americano, ressaltando que a admiraçao dele pelos Estados Unidos ficou ainda mais forte com a eleição de Trump. Ele também disse acreditar piamente na reeleição de Trump em 2020.

Os dois jornais franceses informam os resultados positivos do encontro e os anúncios sobre o Brasil na OTAN e na OCDE, destacando as concessões que Bolsonaro se dispôs a fazer para manter essa relação privilegiada com Trump. Os respectivos correspondentes destacam ainda a visita inesperada do presidente brasileiro à CIA, apesar do papel controverso que a agência de inteligência americana teve na América Latina.

Antes de Bolsonaro, a última dirigente brasileira a visitar os Estados Unidos foi Dilma Rousseff, que tinha adiado a viagem duas vezes depois da descoberta de que tinha sido espionada pela agência nacional de segurança NSA, lembra Le Monde. A visita à CIA é um dos gestos de submissão mais explícitos, criticou o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, nas páginas do Le Figaro.

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18
Set18

Um pleito decisivo para a América Latina

Talis Andrade

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por Umberto Martins

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O pleito de outubro oferece ao povo brasileiro uma oportunidade ímpar de derrotar os golpistas, barrar o retrocesso e virar o jogo no Brasil e na América Latina.

 

É bom reiterar nesta fase final da breve campanha política que as eleições de outubro serão decisivas não só para o destino do povo e da nação brasileira, mas igualmente para o conjunto dos países latino-americanos e caribenhos que estavam desenhando um novo arranjo geopolítico no continente, agora seriamente ameaçado pela restauração do neoliberalismo em boa parte da região e a feroz e renovada ofensiva contra a Venezuela, Nicarágua, Cuba e Bolívia, alvos da chamada guerra híbrida.Os EUA são o grande protagonista desta onda reacionária.

 

O golpe no Brasil está inserido e deve ser compreendido neste contexto histórico mais geral. Entre os propósitos das forças golpistas destacam-se, internamente, a redução dos direitos sociais; a flexibilização da legislação trabalhista e precarização do mercado de trabalho; o austericídio fiscal (com o congelamento dos investimentos públicos primários por 20 anos) e, como decorrência, o desmantelamento das políticas de bem-estar social. Para completar a empreitada regressiva temos a crescente hostilidade contra os movimentos sociais e a tentativa de estrangulamento financeiro das centrais e dos sindicatos.

 

Um golpe de classe

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Essas medidas têm por complemento, no plano internacional, a subversão da política externa brasileira, novamente subordinada aos desígnios e ao Consenso de Washington; a alteração das regras de exploração do pré-sal em benefício do capital estrangeiro; o enfraquecimento da Petrobras e a desnacionalização e privatização de “tudo que for possível”.

 

Deste modo, por seu conteúdo e pelo comportamento efetivo das classes sociais nele envolvidas, o golpe pode ser caracterizado do ponto de vista marxista como um capital contra o trabalho que, ao mesmo tempo, agrediu profundamente os interesses nacionais e obscureceu a perspectiva de um desenvolvimento soberano, baseado na democracia, na valorização do trabalho e na integração regional.

 

A exemplo do que ocorreu no golpe militar de 1964, o capital financeiro internacional, cujos interesses orientam a política imperialista dos EUA, uniu-se às classes dominantes brasileiras (leia-se: a grande burguesia urbana e rural) para impor a política de restauração neoliberal rechaçada pela população e derrotada nas quatro últimas eleições presidenciais. Restou mais uma vez comprovado o caráter antipatriótico da burguesia nativa, o que remete à nossa classe trabalhadora a responsabilidade maior, senão exclusiva, pelo resgate de um projeto nacional de desenvolvimento com soberania, democracia e valorização do trabalho.

 

O golpe no Brasil está alinhado com os golpes em Honduras (2009) e Paraguai (2012), os retrocessos na Argentina, Equador e Chile, e as tentativas de desestabilização dos governos progressistas da Venezuela, Nicarágua e Bolívia. São acontecimentos que, embora possam parecer distantes e desconexos, integram o mesmo movimento reacionário protagonizado pelos EUA em aliança com as classes dominantes locais.

 

O novo arranjo geopolítico que vinha sendo desenhado na América Latina e Caribe (após a derrota da Alca e criação da Unasul e Celac) está sendo revertido, mas vivemos um momento histórico em que tudo que parece sólido se desmancha no ar. O golpe de 2016 logrou promover retrocessos inéditos e em vários aspectos já superou em malefícios sociais a herança sombria do regime militar.

 

Faltou-lhe, porém, desde sempre – e não é de estranhar -, o apoio popular, pois tudo que fez – ao contrário das promessas – foi agravar os problemas econômicos, políticos e morais. Por esta e outras, o golpista Temer é, hoje, o político mais rejeitado e execrado da nossa história. Nenhum presidenciável quer a sua companhia e foge dele como o diabo da cruz. O comportamento cínico de Geraldo Alkmin neste sentido chega a ser hilárico. Mas o povo, embora desnorteado pela narrativa midiática, não é bobo. Diante das urnas, haverá de saber identificar, entre os candidatos, quem apoiou e quem se opôs e se opõe aos golpistas e sua agenda de restauração neoliberal.

 

Prenderam, isolaram e calaram Lula em Curitiba, impedindo-o de participar do jogo eleitoral, com o objetivo de preservar a agenda golpista, cujo principal beneficiário é o imperialismo americano. Entretanto, Lula agora é Haddad e Manuela e o pleito de outubro oferece ao povo brasileiro uma oportunidade ímpar de derrotar os golpistas, barrar o retrocesso e virar o jogo no Brasil e na América Latina. Não devemos medir esforços para que assim seja.

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09
Ago18

Días decisivos en Brasil: Lula y el PT presentaron su programa de gobierno

Talis Andrade

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por Juraima Almeida

 


Todo indica, por ahora, que el 7 de octubre habrá elecciones presidenciales en Brasil; el 15 de agosto vence la fecha para presentar las candidaturas; Luis Inácio “Lula” da Silva, es el candidato con mayor intención de voto pero está preso desde el 7 de abril, en cumplimiento de una condena que tiene una pena de 12 años emanada de un Tribunal de Segunda Instancia, por los delitos no probados de corrupción y lavado de dinero.

 

Hay varias alternativas posibles de aquí a octubre: Una: Que la candidatura de Lula sea aceptada por el Tribunal Electoral cuando se presente el 15 de agosto. Si se diera esa condición adquieren mucha importancia las encuestas que indican que Lula encabeza la intención de voto con un 30%, seguido por el candidato ultraconservador Jair Bolsonaro con 21,8%, y la ambientalista Marina Silva les sigue con el 9,2%.


Dos, que la candidatura de Lula no sea admitida, dado que la Justicia Electoral no acepta candidaturas de personas condenadas en segunda instancia. Para ese supuesto las intenciones de voto están a favor de Bolsonaro con el 23,6%, le sigue Silva con el 14,4% y Ciro Gomes, del socialdemócrata Partido Democrático Laborista, con el 10,7%.


Tres: Que el Partido de los Trabajadores (PT) cambie su decisión y presente una candidatura avalada por Lula. En ese caso, no hay datos disponibles en las encuestas y sondeos. Y cuarto: Que la situación derive en apelaciones, impugnaciones y conflictos de poderes que vuelva inestable la situación e impreciso o imposible de ejecutar el resultado que las urnas indiquen… y los militares tomen el poder.


Mientras, La Corte Penal Internacional (CPI) de La Haya, hizo una declaración la última semana considerando al expresidente Lula como un preso político y exigiendo la inmediata libertad del mismo por sufrir una persecución política.

 

El Partido de los Trabajadores (PT) lanzó el sábado 4, en San Pablo, la candidatura de Luiz Inacio Lula da Silva a la presidencia de Brasil, para “transformar a la nación sudamericana en un mejor lugar para vivir”. Lula está preso en Curitiba desde el 7 de abril, luego de que el juez Moro lo condenara a nueve años y seis meses de prisión por la causa Lava Jato.


Mientras tanto, la imagen del presidente de facto, Michel Temer,que destituyó a través de un golpe parlamentario a Dilma Rousseff sigue en picada. Esta encuesta reflejó que un 82 por ciento de los encuestados considera que su gobierno es “muy malo o pésimo”, mientras que apenas un tres por ciento piensa que es “óptimo o bueno”.


Por otro lado, La Corte Suprema de Brasil anunció esta semana que revisará en los próximos días el recurso de amparo presentado por los abogados del expresidente antes del 15 de agosto, fecha en que vence el plazo para inscribir las candidaturas a las elecciones presidenciales. El magistrado Edson Fachin fue designado esta semana para formar parte del Tribunal Superior Electoral (TSE) y además de estar encargado de revisar el recurso evaluará la documentación relativa a la presentación de las candidaturas de los otros postulantes. El magistrado pidió por redes sociales,”celeridad” en el caso de Lula.


El presidente del TSE, Luiz Fux, quien volvió a señalar la intención de la Justicia para evitar la participación de Lula en la elección. Fux declaró que habría una “inelegibilidad” evidente en la candidatura de Lula. La más reciente muestra de solidaridad que recibió Lula es la bendición del papa Francisco transmitida ayer por el ex canciller Celso Amorín.

 

Constituyente, la propuesta de Lula y el PT

 

El Partido de los Trabajadores (PT) de Brasil presentó el sábado 4 el plan de Gobierno de Lula (2019-2022) al pueblo brasileño, en el que un proceso constituyente libre, democrático, soberano, unicameral, fruto de un intenso debate sobre el futuro de la nación. Dividido en ocho ejes, el nuevo programa de Gobierno pretende superar los problemas de inversión pública causados por el presidente de facto Michel Temer, tales como la inflación, el desempleo y el aumento de la pobreza extrema.


El plan propone un impuesto sobre la renta justo, insiste en objetivo de promover la soberanía nacional y popular, reanudar la política exterior activa, centrándose en la integración y el diálogo multilateral, promover la democracia, el pluralismo y la diversidad y profundizar la democracia y empoderar la ciudadanía, activándola a través de los dispositivos existentes en la Constitución, tales como el plebiscitos y referendo.


Asimismo, propone la promoción y la afirmación de los derechos de los ciudadanos fue unos de los puntos afectados con el golpe de Estados producido contra Dilma Rousseff, y señala que el próximo Gobierno se concentrará en la democracia y los derechos humanos como interdependientes con la lucha contra la criminalización de los movimientos sociales.


Asimismo se compromete con políticas centralizadas en la mujeres y la promoción de la igualdad racial, así como el derecho de los jóvenes, la población de Lesbianas, Gays , Transexuales y Intersexuales (Lgbti), niños , la tercera edad, personas con discapacidades, pueblos originarios, el campo y las aguas.


Señala que se buscará la defensa y la promoción de los derechos a la comunicación de la sociedad, que las comunicaciones sean libres de control de los gobernantes y los grupos económicos, asegurando de esta manera la libertad de prensa, el pluralismo y el acceso a fuentes diversificadas e independientes de información. E insiste en fortalecer la importancia de la universalización de la Banda Ancha, la consolidación del Marco Civil de Internet, el fortalecimiento de medios comunitarios y la desconcentración de las inversiones publicitarias estatales.

 

Sobre los derechos sociales, indica que el Pueblo más pobre volverá a ser prioridad a través de la reanudación de la ampliación del acceso a los derechos sociales con un nuevo modelo de gestión pública y delegación de recursos financieros para estados y municipios, que considere sus limitaciones institucionales, con el regreso de la educación y la salud pública, y poniendo como prioridad superar la pobreza extrema.


El PT promocionará una economía de bajo impacto ambiental y alto valor agregado, que garantice el derecho a la alimentación sana, al agua y al saneamiento, además de la producción de alimentos saludables, con reducción de agrotóxicos. También promete la promoción de la reforma agraria y los derechos humanos en el campo. En materia de educación se priorizará la educación media, derogando la reforma implantada por el gobierno de facto.


Lucha de clases disfrazada de religiosa


No es sólo en Brasil sino en toda América latina, la tendencia general de esta fase dominada por el gran capital financiero es la restricción de la democracia, el aumento de la represión, el auge del racismo y el odio de las clases dominantes a los dominados que, debido a las migraciones internas e intrarregionales, se diferencian cada vez más de sus opresores por sus características étnicas o religiosas.


La mayoría de los ricos son blancos y miembros de las Iglesias dominadoras tradicionales (anglicanos, católicos, judíos) mientras en los sectores plebeyos hay blancos pobres pero la mayoría son indígenas, mestizos o negros que pertenecen a minorías religiosas o no creen en dioses. La lucha de clases aparece, por lo tanto, disfrazada de una oposición entre religiones y entre etnias y esa barrera ideológica puede aparecer ante todos como más importante que la división en clases, señala el analista Guillermo Almeyra.

 

Añade que un vasto sector capitalista teme en Brasil la recesión y la corrupción crecientes y comprobó la peligrosa impopularidad de Temer y del sistema capitalista. La prensa más reaccionaria toma ya abiertamente distancias del gobierno y no cree en la continuidad de la línea dura y represiva de la derecha tradicional o de la ultraderecha evangelista-fascista del candidato Jair Borsonaro. Aumentan así las condiciones necesarias para un golpe militar dentro del golpe parlamentario de Temer porque las diversas fracciones burguesas no pueden concretar un pacto y, en cambio, comienzan a temer un peligro de izquierda.


Para Almeyra, otra opción posible para los capitalistas brasileños sería la repetición de la salida mexicana de la crisis política cooptando una fuerza popular y de masas (el PT) pero con la garantía de que Lula mantenga una posición mucho más conservadora y limitada que la de López Obrador, una opción que parecen manejar en el Departamento de Estado y del Pentágono estadounidense en la urgencia de evitar el crecimiento de una radicalización que se expresó ya en el entierro masivo de Marielle Franco, concejal asesinada de Rio de Janeiro, favelada, lesbiana, mulata…

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*Investigadora brasileña, analista asociada al Centro Latinoamericano de Análisis Estratégico (CLAE, www.estrategia.la)

 

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