Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

29
Nov21

Noivinha do Aristides

Talis Andrade

noiva.jpeg

 

 

por Alex Solnik

- - -

Estranho.

Bolsonaro não se importa de ser chamado de nazista, fascista ou genocida.

Mas mandou prender uma mulher que o chamou de “noivinha do Aristides” enquanto ele estava parado no acostamento da via Dutra esperando elogios.

Ou seja: colocou a carapuça.

Detida e logo liberada, ela agora vai se haver com um processo de injúria, artigo 140 do Código Penal que prevê cadeia de um a três meses ou multa, pena dobrada se o alvo é o presidente.

Duvido que algum juiz, por mais bolsonarista que seja, vá considerar “noivinha do Aristides” um xingamento.

Se considerar, será o xingamento mais fofo da língua portuguesa.

A boa notícia é que agora todos os brasileiros sabem qual é o calcanhar de Aquiles do Bolsonaro.

noiva aristides.jpeg

 

08
Nov21

Jair oferece medalha a Jair. E Jair aceita

Talis Andrade

 

Por Alex Solnik  

O mais esquisito não foi Jair Bolsonaro ter concedido a Jair Bolsonaro a Medalha de Ordem Nacional do Mérito Científico, na categoria grão-mestre, a mais alta honraria atribuída a pessoas que contribuíram para o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação no Brasil.

O mais esquisito foi Jair Bolsonaro ter aceito.

 

 
08
Nov21

Vinte e um cientistas rejeitam medalha oferecida por Bolsonaro

Talis Andrade

bolsonaro autocondecorado cientista curandeiro cha

 

 

Vinte e um cientistas, dos 30 homenageados, rejeitaram a medalha da Ordem Nacional do Mérito Científico, deferência do presidente Bolsonaro

 
Um dos nove cientistas que aceitaram a medalha da Ordem Nacional do Mérito Científico está ele mesmo, o tudo, o Messias, o mito, o Jair Bolsonaro falso cientista e falso médico, charlatão que receitou medicamentos para Covid - 19, curandeiro que divulgou falsas curas em país que o governo federal, notadamente quando da militarização do Ministério da Saúde matou milhares e milhares de pessoas. No Brasil passam dos 600 mil mortos as vítimas do genocídio bolsonarista. 
 

O jornalista Alex Solnik escreveu:

O mais esquisito não foi Jair Bolsonaro ter concedido a Jair Bolsonaro a Medalha de Ordem Nacional do Mérito Científico, na categoria grão-mestre, a mais alta honraria atribuída a pessoas que contribuíram para o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação no Brasil. O mais esquisito foi Jair Bolsonaro ter aceito"

 

O repúdio de vinte e um cientistasImage

Vinte e um cientistas brasileiros renunciaram à medalha da Ordem Nacional do Mérito Científico, dada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em decreto assinado nessa quinta-feira (4/11). No texto, ministros do governo e diversos cientistas foram condecorados com a honraria, que reconhece contribuições científicas e técnicas para o desenvolvimento da ciência no Brasil.

A recusa ocorre em repúdio ao chefe do Palácio do Planalto que, ao longo da pandemia de Covid-19, duvidou da eficácia de vacinas, induziu a tratamentos sem efeito e minimizou medidas de isolamento.

01
Set21

O Baile da Ilha Fiscal

Talis Andrade

baile funk paraiso .jpeg

 

 

por Alex Solnik

Dados os últimos desdobramentos, dentre os quais a revelação de que organizadores do “levante” de 7 de setembro, tais como Zé Trovão, foram recebidos em gabinetes do 4o. andar do Palácio do Planalto nos dias 10 e 11 de agosto; o artigo do ministro do STF, Ricardo Lewandowski, lembrando que tentativa de golpe de estado é crime inafiançável e imprescritível; os abaixo assinados do PIB nacional contra a ruptura e declarações como a do general Santos Cruz de que Bolsonaro cometeu crime comum ao incentivar a população a comprar armas, é possível que o suposto golpe do Dia da Independência vire o Baile da Ilha Fiscal.

ditadura arquivos justiça morte tortura.jpg

 

29
Ago21

O crime de 7 de setembro

Talis Andrade

Charge do Zé Dassilva: "A nova independência" | NSC Total

 

por Alex Solnik

Não acho que 7 de setembro é o dia do golpe de estado; é o dia em que Bolsonaro quer ver se tem aval dos brasileiros para dar um golpe de estado e se tornar ditador. Uma espécie de Bolsonaro I.

Não tem, é claro, mas como é mentiroso contumaz vai dizer que tem. E vai tentar arrastar o baixo clero das Forças Armadas ou das polícias militares para a aventura golpista nos meses que nos separam das eleições de 2022, o que vai tornar o ambiente político irrespirável. 

É espantoso que esse tema - golpe de estado - circule nas salas de visita do Brasil sem provocar unânime indignação, revolta e repúdio e seja digerido em meio a bifes e saladas. Sem dar indigestão. (Nas mesas em que ainda há bifes e saladas.)

Golpe de estado é preâmbulo de ditadura - as pessoas ignoram? - e já está visto e documentado que ditadura acaba com nosso maior bem: a liberdade. E pode acabar com nossas vidas porque todas as garantias fundamentais são extintas.

De vez em quando é necessário lembrar que ameaçar, apenas ameaçar o estado democrático de direito é um crime  que deve ser repelido e não liberdade de expressão ou passeio na Paulista. 

É o que fazem, hoje, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, em entrevista ao “O Globo” e o ministro do STF, Ricardo Lewandovski em artigo na “Folha de S. Paulo”.    

Pacheco afirma que “atos com objetivo de retroceder a democracia devem ser repelidos” fazendo evidente alusão ao que Bolsonaro convoca abertamente para 7 de setembro, mas sem meter o pau no presidente, como é do seu estilo.

No artigo intitulado “Intervenção armada: crime inafiançável e imprescritível”, o ministro Lewandovski lembra que “constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados civis ou militares contra a ordem constitucional e o Estado democrático” referindo-se, sem dar nomes aos bois, às postagens e vídeos de Roberto Jefferson, Sérgio Reis, Aleksander Lacerda e outros aliados de Bolsonaro. 

Também adverte que, revogada a Lei de Segurança Nacional, passaram ao Código Penal delitos tais como o de subverter as instituições vigentes “impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais”, que é o que faz diariamente o presidente que quer derrubar a si próprio.

O ministro do STF ainda avisa que, caso oficiais ou soldados cumpram ordens subversivas de Bolsonaro também estarão cometendo crime:

“De acordo com o parágrafo 2o. do artigo 38 do Código Penal Militar, ‘se a ordem do superior tem por objeto prática de ato manifestamente criminoso ou há excesso nos atos ou na forma da execução, é punível também o inferior’”. 

Também é crime, informa o ministro, convocar Forças Armadas com falsa justificativa do artigo 142, o que Bolsonaro faz a toda hora:

“Não constitui excludente de culpabilidade a eventual convocação das Forças Armadas e tropas auxiliares, com fundamento no artigo 142 da Lei Maior, para a ‘defesa da lei e da ordem’ quando realizada fora das hipóteses legais”.

Corrupto por natureza, Bolsonaro tenta transformar a data que celebra a liberdade no dia do crime contra a democracia.     

Quem for às ruas em apoio a Bolsonaro no dia 7 estará apoiando um crime.

Bastidores da Notícia Dracena: AS CHARGES DO DIA

OS LÍDERES DO GOLPE E DOS GENERAIS DE BOLSONARO

 

 

 

29
Ago21

Preso, morto ou ditador

Talis Andrade

Image

por Alex Solnik

- - -

“Só Deus me tira da presidência”.

Alternativas de futuro:

“Estar preso, ser morto ou a vitória”.

Mais apocalíptico do que nunca, Bolsonaro repetiu seus arrotos autoritários, neste sábado (28), num templo evangélico de Goiânia, revelando que

1) morre de medo de perder em 2022;

2) morre de medo de ser preso e

3) por isso pretende continuar no poder mesmo perdendo em 2022.

Preso, morto ou ditador. 

 

25
Ago21

Todos em alerta com as PMs. O golpe bolsonarista conta com elas

Talis Andrade

meio-policial motim.jpg

 

 

por Gilvandro Filho

- - -

A proximidade do dia 7 de setembro e a promessa de protestos bolsonaristas por todo o Brasil deixam os democratas de cabelo em pé. Manifestações da ultra-direita já estão programadas e prometem acirrar o clima de confronto e desrespeito às instituições republicanas, mais propriamente ao Judiciário, com foco no Supremo Tribunal Federal (STF), e ao Legislativo, com o risco até de ataques físicos ao Congresso Nacional. A coisa piora na medida em que o próprio presidente da República anuncia, irresponsavelmente lampeiro, seu apoio a esses atos insurrecionais e promete estar presente em, pelo menos, dois deles, em Brasília e São Paulo.

Infelizmente, os arreganhos golpistas e a realização de atos antidemocráticos em nosso país não se limitam a elementos folclóricos como Sérgio Reis, Eduardo Araújo, o véio da Havan, Batoré ou Amado Batista. Nem abrange apenas o universo de generais vetustos como os que escamoteiam sua falta do que fazer nas quermesses emboloradas dos clubes militares. Temos outro elemento, muito mais deletério, a compor o cenário pré-ditadura em que o Brasil perigosamente se encontra. Estamos falando dos policiais militares, uma categoria hoje majoritariamente em pé de guerra pelo bolsonarismo e contra a democracia.

licença para matar -policia.jpg

 

Em todo o País, as PMs constituem, hoje, um risco e uma ameaça, às vezes velada, outras não. É o caso dos militares paulistas: todo dia um comandante de batalhão rompe com o bom senso e convoca seus pares aos atos do próximo dia 7. De nada adiantam punições, como a imposta pelo governador João Dória, que afastou o comandante da PM de Sorocaba, bolsonarista convicto e participante declarado do ato pró-Bolsonaro e contra o STF. Ato contínuo, mais três oficiais convocaram a tropa para as manifestações, praticamente com as mesmas palavras de ordem. Não estão nem aí.

Este quadro de SP está longe de ser exceção. De norte a sul, a Polícia Militar é hoje um berço de insurretos e um contingente com o qual Bolsonaro conta para transformar o Brasil na ditadura dos seus sonhos. Isto, junto com os insanos à paisana que ele armou ao flexibilizar o comércio de armas de fogo e equipar seu exército civil para a guerra. No Rio de Janeiro, em Minas Gerais, em Pernambuco ou na Bahia, em termos de PM bolsonarista, muda apenas o local. Exemplos saltam aos olhos e comprovam que, na hora de defender as instituições, essas forças de segurança são, infelizmente, os elementos menos confiáveis para a população que lhe paga o salário.

O Brasil tem cerca de  416 mil policiais militares (números de 2019, contra 425 mil de 2014), dos quais 100 mil são de São Paulo, onde está o maior contingente militar da América Latina. Um exército hoje dedicado às ideias de um louco que o agrada com benesses salariais e prestígio. Isto faz da PM, veladamente como instituição, o suporte do bolsonarismo e do seu “mito”, junto com uma parcela significativa das Forças Armadas, esta com seus líderes maiores inclusos. A PM, entende Bolsonaro, é o seu grande apoio armado operacional para o golpe que, ele acredita, virá.

Vinculadas, formalmente, aos governos dos estados, as corporações da Polícia Militar são, no momento, a grande preocupação dos governadores. Essa semana, eles se reuniram para tratar do perigo real que assola o Brasil, que é a ruptura do regime democrático a partir de uma escalada golpista comandada a partir do Palácio do Planalto, com o possível suporte técnico e bélico de suas próprias forças policiais. Sabem os chefes de governo que se trata de um problema grande que eles terão que enfrentar, e logo. Se já não for tarde.

negro polícia mata.jpg

 

 

 

23
Ago21

Abaixo o Levante

Talis Andrade

 

por Alex Solnik

A constituição permite reunião pacífica, em praça pública, de pessoas desarmadas. Não é o que estão prometendo os organizadores do dia 7 de setembro, em Brasília. Não o anunciam como protesto pacífico, nem há garantia de que as pessoas virão desarmadas. Espera-se o contrário, inclusive. Além disso, o objetivo claro é intimidar e ameaçar o STF, o guardião da constituição e o Senado, até que cumpram o que Bolsonaro exige.

A Procuradoria Geral da República definiu o ato como “levante”, ao justificar busca e apreensão na casa de Sérgio Reis e outros bolsonaristas. Esse ataque anunciado à democracia não pode ser ignorado pelo STF, que tem sido firme em estabelecer os limites aos arroubos autoritários de Bolsonaro.  

marielle placa .jpg

Foto promocional das campanhas de Daniel Silveira deputado federal e Rodrigo Amorim deputado estadual: A quebra da placa de Marielle Franco assassinada por milicianos. A polícia estadual, incompetente ou corrupta, ainda não conseguiu descobrir o nome do mandante. 

Câmara do Rio exonera 20 assessores do gabinete de Dr. Jairinho

Doutor Jairinho, preso por torturar até a morte o menino Henry Borel, de quatro anos de idade, filho de sua namorada, a professora Monique Medeiros, também presa por acobertar as agressões. Jairinho vereador e o pai deputado estadual são bolsonaristas. 

 

 

 

21
Ago21

Bolsonaro ateou fogo às vestes

Talis Andrade

 

por Alex Solnik

Ao pedir, sem nenhum fundamento legítimo, o impeachment do ministro do STF, Alexandre de Moraes, Bolsonaro coloca mais lenha na fogueira. 

O gesto, inédito na história da democracia brasileira, piora ainda mais a sua situação. 

Primeiro, porque ele será derrotado. Pacheco não vai dar seguimento.

Segundo, porque Ciro Nogueira sai desmoralizado, depois de ter se empenhado para dissuadi-lo, o que abala a aliança com o centrão (como, aliás, o ex-presidente Lula previu ontem). 

Terceiro, Bolsonaro conseguiu unir ainda mais o STF contra ele. 

Quarto, aumentou mais a crise institucional, que era tudo o que o mercado não queria. Se o desembarque do setor financeiro do governo estava próximo, agora ficou mais iminente.   

Bolsonaro ateou fogo às vestes.

18
Ago21

Nem golpe, nem impeachment

Talis Andrade

ditadura prison___ramses_morales_izquierdo.jpg

 

 

por Alex Solnik

Agora é pra valer. Não se trata mais de posar para fotos. Nem fazer promessas vãs. O acordo que está sendo articulado pela cúpula do Legislativo e do Judiciário, em conversas com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, explicitado, ontem, pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (cada vez com mais cara de presidenciável) é muito simples e claro: Bolsonaro para de ameaçar com golpe e as instituições param de ameaçar com impeachment.

ditadura democracia Alexander Dubovsky.jpg

 

Dirão alguns, com razão: Bolsonaro não é confiável e não cumpre o que promete. Entendo que Pacheco e Fux sabem disso melhor do que nós. Mas têm cartas na manga.

Se Bolsonaro continuar com arroubos antidemocráticos, como o questionamento da urna eletrônica, o Senado tem como enquadrá-lo. E dificultar sua vida. Sem apelar para o bate-boca. 

Barrar André Mendonça ao STF e sentar em cima de projetos de interesse do governo está ao alcance dos senadores.

Lira, com o centrão, e Aras, com sua subserviência escandalosa, podem impedir o impeachment, mas não as decisões do Senado.   

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub