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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

03
Ago21

Crônica de um golpe anunciado pelo golpista

Talis Andrade

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por Alex Solnik

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Feitos para apavorar, os discursos cada vez mais autoritários, na forma e no conteúdo, do atual presidente do Brasil não assustam mais ninguém. Mas não podem passar em brancas nuvens. Os brasileiros não merecem. Ele tem que ser barrado, não importa se por impeachment, renúncia ou doença. A vontade irracional de um projeto de ditador não pode se sobrepor à de 140 milhões de brasileiros que adoram, desejam e precisam votar.

Nenhum antecessor ameaçou a democracia desde a redemocratização. Estava implícito em cada posse que depois de um presidente eleito viria outro, também eleito.

Ninguém jamais ameaçou impedir a realização de eleições a nenhum pretexto, muito menos a pretexto de supor que o resultado será fraudado a favor de seu adversário a um ano das eleições.

A vantagem, se é que há alguma, é que ele não trama em segredo, revela claramente, todos os dias, que não deixará acontecer eleições em 2022.

É um fato insólito e inédito. A crônica de um golpe anunciado pelo golpista.

Não é nem preciso recorrer à constituição para entender que se trata de crime contra a democracia.

Impedir eleições é crime de responsabilidade que não pode ser ignorado. Nem relevado.

O discurso de Fux na abertura dos trabalhos do Judiciário foi veemente. Mostrou estar ciente de que ou o STF barra Bolsonaro, ou Bolsonaro barra o STF.

Ditaduras modernas dispensam tanques, diga-se. A truculência explícita afasta os donos internacionais do dinheiro.

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11
Jul21

Ninguém dá golpe com aviões

Talis Andrade

democracia demo presidente zé de abreu guaibó

 

 

por Alex Solnik

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Menos mal que o ultimatum do comandante da Aeronáutica - que ameaçou a CPI caso continuasse investigando militares, sobretudo o general da ativa Eduardo Pazuello e o coronel da reserva Elcio Franco - não tenha sido endossado pelo comandante do Exército. 

A menos que o brigadeiro tenha sido escalado pelos chefes das Três Armas como porta-voz de uma conspiração, no que não acredito, sua declaração não passou de bravata e de intimidação à CPI, o que constitui crime, segundo a lei que criou as CPIs. 

Cumpra-se a lei. Farda não pode ser escudo para quem ultrapassa a linha traçada pela constituição.

Se os militares não querem enfrentar os ônus e os bônus a que estão sujeitos todos os cidadãos que ingressam no serviço público, melhor se afastarem do governo no qual nunca deveriam ter entrado. 

Fizeram bem à instituição e ao país enquanto permaneceram nos quartéis, cumprindo seu papel constitucional, entre 1985 e 2016.

Quem mete a mão em cumbuca ou pega em fio desencapado, seja militar, médico, engenheiro ou acupunturista, se trabalha no governo federal tem que dar satisfações a todos nós, o povo, que pagamos seus salários.

É impressionante! No momento mais dramático da nação, quando os brasileiros anseiam por horizonte e esperança, vem o comandante de uma das forças armadas acenar com ditadura!

Ainda bem que ninguém dá golpe com aviões. 

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10
Jul21

"Homem armado não ameaça"

Talis Andrade

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por Alex Solnik

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Nuvens carregadas pairam sobre Brasília depois de o comandante da Aeronáutica, o bolsonarista explícito Carlos de Almeida Baptista Jr. subir o tom em relação ao presidente da CPI da Covid, Omar Aziz. Disse ele à repórter Tânia Monteiro, de “O Globo” que a nota de ontem foi “um alerta às instituições”. E advertiu:

“Não vamos enviar 50 notas, é apenas essa”. 

Um claro ultimatum, na contramão do ministro da Defesa Braga Netto e do comandante do Exército, Paulo Sérgio, que fizeram juras de amor à democracia ainda ontem, jogando água na fervura.

A repórter perguntou, então, o que poderá acontecer se a CPI continuar investigando militares, como o general Pazuello e o coronel Elcio Franco. 

“As Forças Armadas têm mecanismos dentro da base legal para evitar isso” respondeu o brigadeiro. 

E é claro que ambos serão investigados pela CPI.

Outra declaração ameaçadora foi:

“Homem armado não ameaça”. Tradução: ele faz.

Ameaçar a CPI é crime. O ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia, pediu o afastamento do comandante.

Para piorar o clima, Bolsonaro voltou a dizer que só haverá eleições com voto “auditável” e chamou o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, que defende a urna eletrônica, de imbecil. E fez mais. Acusou o TSE de ser conivente com fraudes, novamente sem provas.

“As fraudes estão no TSE” disse à claque bolsonarista, no cercadinho do Alvorada.  

As reações às ameaças à democracia colocaram lado a lado os presidentes do Cidadania, Roberto Freire, e do PT, Gleisi Hoffman. 

“É desespero por causa das revelações da CPI”, disse Freire. ”Ele está acuado, é hora do impeachment”, completou. “Quem ameaça quer fraudar” disse Gleisi.Image

Bruno Araújo, do PSDB, não chegou a esse ponto, mas disse que “o jogo de Bolsonaro é claro: vai alegar fraude; as eleições de 2014 foram limpas”. 

Até a CNBB acordou do sono profundo e declarou que as investigações da CPI da Covid devem prosseguir, atinjam a quem atingirem, numa resposta direta ao ultimatum do brigadeiro .  

No mesmo dia, pesquisa Datafolha aponta que o presidente perderia para Lula por 46% a 25% no primeiro turno e 58% a 40% no segundo se a eleição fosse hoje.

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09
Jul21

Comandante da Aeronáutica sobe o tom das ameaças contra CPI e Congresso e diz que Forças Armadas têm "base legal" para agir

Talis Andrade

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247 - O tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior fez novas ameaças à CPI da Covid no Senado, cujo presidente, Omar Aziz (PSD-AM), acusou militares de envolvimento no esquema de propinas no Ministério da Saúde.

A declaração de Aziz desencadeou uma crise entre a comissão e os militares. Em nota, o Ministério da Defesa e a cúpula militar chamaram o senador de "leviano e irresponsável", que, por sua vez, vê a manifestação como uma tentativa de intimidação. 

Baptista Junior subiu ainda mais o tom. Em entrevista à Tânia Monteiro para o "O Globo", ele disse que a nota é um "alerta" e que não irão enviar "50 notas para ele (Omar Aziz). É apenas essa".

A repórter insistiu: "o que pode acontecer?"

O tenente afirmou que as Forças Armadas têm "mecanismo dentro da base legal para evitar isso". Na realidade, não existe base legal alguma para que um militar ameace um parlamentar.

Em outro trecho da entrevista, Baptista Junior disse que "homem armado não ameaça", incitando uma mobilização dos militares contra o Congresso. 

Ele se disse vítima da pauta da oposição de "colocar no imaginário popular que os militares, principalmente os de mais alta patente, não são tão honestos, sequer tão capazes".

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02
Jul21

Ou Bolsonaro deixou delinquir ou delinquiu

Talis Andrade

 

por Alex Solnik

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Tanto Dominguetti quanto os irmãos Miranda denunciaram o mesmo cara: Roberto Ferreira Dias. Ele pressionou Luiz Ricardo Miranda a autorizar antecipação de U$46 milhões na compra da Covaxin e jantou com o vendedor da Davati que oferecia Astrazeneca no qual teria pedido U$1 dólar por dose de propina. 

Tanto Dominguetti quanto Miranda têm provas. Miranda tem mensagens por whatsapp e afirma que o diretor mandava e desmandava no ministério. Nada rolava sem ele. Também tem provas de que Bolsonaro ouviu dele e de seu irmão denúncia contra Ferreira Dias, Ao que Bolsonaro teria comentado: “Isso é coisa do Ricardo Barros”.

Dominguetti já provou ter jantado com esse então todo poderoso da Saúde. Tão poderoso que Pazuello não conseguiu exonerá-lo em novembro de 2020 porque Bolsonaro não deixou. E, como era praxe, o general obedeceu ao capitão. Ferreira Dias foi, portanto, protegido pelo Planalto em vez de ser investigado. 

Nem os Miranda nem Dominguetti apresentaram provas de que Bolsonaro e Ferreira Dias disseram o que eles disseram que disseram, o que só vão provar se apresentarem gravações. 

Dominguetti já garantiu que não gravou. Os Miranda, não se sabe.

Ainda que Dominguetti não tenha como provar a pedida de propina, já é muito grave o fato de um diretor do ministério da Saúde tratar da compra de vacinas da Astrazeneca com um intermediário, sabendo-se que a Saúde tem contrato com a Astrazeneca via Fiocruz. 

A atitude mostra disposição de ir atrás de negócios clandestinos. Qual seria o motivo, a não ser obter vantagens, como a recompensa de U$1 dólar por dose? 

Tanto na denúncia dos Miranda quanto na de Dominguetti, há indícios suficientes para Bolsonaro ser investigado por prevaricação. 

Ele sabia, ao menos desde novembro de 2020, que Ferreira Dias não era flor que se cheire. E nada fez. Depois, em março de 2021, foi de novo avisado sobre Ferreira Dias pelos irmãos Miranda e nada fez. Ferreira Dias  só foi exonerado depois da denúncia dos irmãos Miranda na CPI. 

Não importa se Bolsonaro recebeu a denúncia de possível corrupção diretamente, como no caso dos Miranda, ou indiretamente, como no caso de Dominguetti. O fato é que Ferreira Dias foi blindado pelo presidente. Era homem de Ricardo Barros e Ricardo Barros é homem de Bolsonaro. 

É público e notório, além disso, que o ministro da Saúde de fato, desde as demissões de Mandetta e de Teich é o próprio Bolsonaro. Não tinha como desconhecer as estrepolias de Ferreira Dias, ao menos desde novembro de 2020.   

Tudo indica, no entanto, que Ferreira Dias é apenas a ponta do iceberg. A CPI está revelando um enorme esquema de corrupção dentro do ministério da Saúde em meio à maior pandemia dos últimos 100 anos, na qual está envolvido o presidente da República. 

Resta saber se ele deixou delinquir, ou participou da delinquência. 

É isso o que a CPI tem que apurar de agora em diante.       

Não importa se Bolsonaro recebeu a denúncia de possível corrupção diretamente, como no caso dos Miranda, ou indiretamente, como no caso de Dominguetti. O fato é que Ferreira Dias foi blindado pelo presidente. Era homem de Ricardo Barros e Ricardo Barros é homem de Bolsonaro. 

   É público e notório, além disso, que o ministro da Saúde de fato, desde as demissões de Mandetta e de Teich é o próprio Bolsonaro. Não tinha como desconhecer as estrepolias de Ferreira Dias, ao menos desde novembro de 2020.   

   Tudo indica, no entanto, que Ferreira Dias é apenas a ponta do iceberg. A CPI está revelando um enorme esquema de corrupção dentro do ministério da Saúde em meio à maior pandemia dos últimos 100 anos, na qual está envolvido o presidente da República. 

   Resta saber se ele deixou delinquir, ou participou da delinquência. 

   É isso o que a CPI tem que apurar de agora em diante.       

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26
Jun21

"Foi o Ricardo Barros"

Talis Andrade

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por Alex Solnik

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Sem conseguir conter o choro, temendo as consequências, o deputado Luis Miranda acaba de confirmar, depois de muita insistência dos senadores, que o deputado a quem Bolsonaro se referiu no encontro com ele no sábado, dia 20 de março, como quem estaria envolvido com as irregularidades na compra da vacina Covaxin é Ricardo Barros, líder do governo na Câmara e ex-ministro da Saúde de Temer.

Com isso ele confirma que Bolsonaro sabia o que seu líder estava fazendo e não tomou nenhuma providência.

O mar de lama já entra pelas frestas no Palácio do Planalto.

 
21
Jun21

Quando Bolsonaro dá chilique fica a cara de Hitler

Talis Andrade

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por Alex Solnik

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Está bombando nas chamadas redes sociais o vídeo em que Bolsonaro ataca, em Guaratinguetá, a repórter da TV Vanguarda, afiliada da Globo, que diz que ele não estava usando a máscara durante a visita à cidade.

“Eu vou aonde eu quero e como eu quero… eu cuido de mim” grita ele, enfurecido. E aproveita para desqualificar a jornalista, que não se abala.

Tira, então, a máscara que usava até então e berra:

- Estou sem máscara… está satisfeita agora?

A deputada Carla Zambelli que estava ao seu lado, o imita e também tira a máscara na mesma hora.

Bolsonaro então despeja uma saraivada de palavrões e insultos contra a Globo, passando recibo de que odiou a cobertura do 19J, favorável aos manifestantes.

Se a Globo aderir ao impeachment, como deu a entender no Jornal Nacional, Bolsonaro que se cuide.

O pior é que quando ele dá chilique fica a cara de Hitler.

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21
Jun21

A maior tragédia da história do Brasil

Talis Andrade

bolsonaro 500 mil mortos.jpg

 

 

por Alex Solnik

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Essa cifra – 500 mil mortos – é absolutamente perturbadora. Tento desviar meus pensamentos para outros assuntos, a fim de me distrair, mas o número não me sai da cabeça.

Começo a fazer comparações. Morreram 60 mil brasileiros na Guerra do Paraguai. A guerra com mais brasileiros mortos. Então, 500 mil mortos são quase dez Guerras do Paraguai. Dez.

Examino a lista de todas as revoltas no país durante o século XX. Foram dezenas. E a Segunda Guerra Mundial. Somando as vítimas fatais de todas elas não dá 500 mil.

A seguir, procuro paralelos com cidades.

Florianópolis tem 508.826 habitantes. É como se de toda a população de Florianópolis apenas 8.826 restassem vivos entre 17 de março de 2020 e 20 de junho de 2021.

Cidades da Europa. Pelo censo de 2010, Lisboa tem 499.700 habitantes. É como se todos os moradores de Lisboa morressem em quinze meses. Todos.

Nunca houve tragédia semelhante no Brasil. O vírus, sozinho, não conseguiria.

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17
Jun21

Faltou pouco para Witzel dizer quem mandou matar Marielle

Talis Andrade

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por Alex Solnik

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Faltou pouco, muito pouco mesmo para o ex-governador Wilson Witzel revelar, na CPI da Covid, quem foi o mandante do atentado contra Marielle Franco. Mas deu a entender que sabe quem é. E prometeu dar detalhes numa futura sessão secreta da CPI.

Também revelou a preocupação de Bolsonaro com o episódio. Assim que os assassinos foram presos, o presidente fez uma live às pressas na qual atacou Witzel por supostamente manipular as investigações. E aí, disse, ele começou a ser perseguido, até ser afastado do governo.

O depoimento do porteiro à polícia civil, vazado pela TV Globo, movimentou não só o presidente, mas o governo. Então ministro da Justiça, Moro requisitou o inquérito para averiguar se havia crime contra a segurança nacional.

Mas teve mais, lembrou Witzel.

“O porteiro entrou como testemunha, mas foi intimado pela PF. A PGR abriu inquérito para acuá-lo. Ele estava apavorado.”

Ficou evidente que Witzel queria falar mais de Marielle que da pandemia. Contou ter questionado se a Defensoria Pública não iria proteger o porteiro. Não protegeu. E ele acabou desmentindo a versão que tinha dado à polícia civil. Na qual informara que o comparsa de Ronnie Lessa ingressou no condomínio Vivendas da Barra, no dia do crime, procurando pela casa de Bolsonaro e não pela de Ronnie, seu vizinho.

“Eu não sou o porteiro” jactou-se o ex-governador, querendo dizer que não seria intimidado.

Quando, porém, começou a ser atacado por bolsonaristas e após um bate-boca com Flávio Bolsonaro, com o habeas corpus embaixo do braço, tirou o time de campo.

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29
Mai21

CPI ignora assuadas de Bolsonaro

Talis Andrade

Charge do Zé Dassilva: vindo com tudo | NSC Total

 

por Alex Solnik

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Tenho a terrível sensação de que os 11 senadores da CPI da Covid não conhecem a lei que criou as CPIs. Ou, se a conhecem, a ignoram solenemente.

As Comissões Parlamentares de Inquérito foram criadas através da Lei 1.579, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Getúlio Vargas a 18 de março de 1952.

O artigo 2o. afirma o seguinte:

“No exercício de suas atribuições, poderão as Comissões Parlamentares de Inquérito determinar diligências que reputarem necessárias e requerer a convocação de Ministros de Estado, tomar o depoimento de quaisquer autoridades federais, estaduais ou municipais, ouvir os indiciados, inquerir testemunhas sob compromisso, requisitar da administração pública direta, indireta ou fundacional informações e documentos e transportar-se aos lugares onde se fizer mister a sua presença”.

Está muito bem definido, portanto, que só podem ser convocadas quaisquer autoridades federais abaixo de Ministro de Estado e nenhuma acima. Ou seja, Presidente da República não pode.

Podem ser convocadas quaisquer autoridades estaduais, mas não o governador.

Quaisquer autoridades municipais, mas não o prefeito.

É espantoso que os próprios senadores que integram a CPI da Covid não conheçam as limitações impostas há 69 anos e tentem transgredir a lei e, portanto, a constituição.

Jamais deveriam ter convocado governadores, seja por que acordo fosse. É um acordo espúrio. Ilegal. Inconstitucional. Imposição dos três governistas que foi engolida pelos oito oposicionistas. Vá dormir com um barulho desse.

Se querem investigar governos estaduais podem chamar no máximo secretários de Estado, não o titular do mandato.

Mas o fizeram, ao arrepio da lei, forçando a iniciativa de 18 governadores de ingressar com ação no STF. Perda de tempo: o ministro do caso vai responder o óbvio: governadores não podem ser convocados por nenhuma CPI.

A decisão não corre o risco de ser diferente, mas, em razão disso, os governadores vão ficar com a pecha de fujões da CPI, de quem tem algo a esconder, de tentar se eximir de possíveis crimes.

Alguns deles provavelmente têm o que temer, mas a nódoa atingirá a todos, sem exceção, o que só interessa a Bolsonaro e a seus senadores amestrados para tumultuar e desviar atenção do verdadeiro responsável pelas consequências devastadoras da pandemia.Diário do Bolso: prova, isolamento e CPI (como detesto) Destaques |

Falando em tumultuar, os senadores da oposição deveriam atentar para o artigo 4o. da Lei das CPIs que diz o seguinte:

“Constitui crime impedir ou tentar impedir, mediante violência, ameaça ou assuadas o regular funcionamento da CPI ou o livre exercício das atribuições de qualquer de seus membros”.

“Assuadas” é sinônimo de desordem, tumulto, confusão, vaias, apupos, arruaças, escarcéu, gritos.

Bolsonaro não tem feito outra coisa desde o início da CPI. E nenhum senador pôs a boca no trombone.

Charge - Subnotificação coronavirus brasil - Blog do Gilmar - UOL

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