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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

23
Set22

Propina em ouro, via bíblia e no pneu: entenda o escândalo dos pastores e ‘gabinete paralelo’ no MEC

Talis Andrade

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Sem vínculos com o setor de ensino e sem possuir cargo público, grupo de pastores passou a comandar a agenda do ministro Milton Ribeiro, da Educação, formando uma espécie de “gabinete paralelo” que interferia na liberação de recursos

 

 

Propina em ouro, compra de bíblias e dinheiro vivo escondido em pneu. Esses são alguns dos elementos de denúncias de um esquema revelado pelo Estadão: o gabinete paralelo. Pastores capturaram a agenda do Ministério da Educação (MEC) e cobraram pela liberação de verbas. O caso já resultou na queda e na prisão do ex-ministro Milton Ribeiro

Na quinta-feira, 22, essa história teve mais um capítulo revelado. Ao Estadão, o empresário do setor da construção civil Ailson Souto da Trindade, candidato a deputado estadual pelo PP no Pará, contou que o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro deu aval para que contratos de obras federais de escolas fossem negociados em troca de propina para os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura. O acordo previa que o dinheiro vivo, segundo Trindade, seria escondido na roda de uma caminhonete.

 

Gestão de Milton Ribeiro no MEC teve pedido de propina escondida em pneu; ouça a denúncia

 

O empresário é a 12ª pessoa a relatar esquema de corrupção na pasta. A denúncia traz novos elementos para o inquérito que tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF) por indícios de interferência de Jair Bolsonaro (PL) na investigação contra o ex-ministro da Educação.

 

Gabinete paralelo

 

O grupo capitaneado pelos pastores Gilmar Silva dos Santos, presidente da Convenção Nacional de Igrejas e Ministros das Assembleias de Deus no Brasil, e Arilton Moura, assessor de Assuntos Políticos da entidade, atuava como lobista para liberar e ou acelerar o empenho de recursos a determinados municípios.

Usualmente, a destinação de verbas para uma prefeitura é um processo burocrático e demorado. Com a ajuda dos pastores, contudo, certos municípios conseguiram a liberação do empenho de recursos em tempo recorde. Em um dos casos, uma prefeitura conseguiu o empenho de parte do dinheiro pleiteado apenas 16 dias depois do encontro mediado pelos religiosos. Só em dezembro foram firmados termos de compromisso, uma etapa anterior ao contrato, entre o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e nove prefeituras, de R$ 105 milhões após reuniões com os pastores.

Prefeitos do Progressistas, do PL e do Republicanos tinha preferência para conseguir a ajuda dos pastores. Essas legendas integram o núcleo duro do Centrão. O bloco de partidos é justamente o que comanda o FNDE.

 

 

Em um desses eventos, um encontro de prefeitos com Milton Ribeiro em janeiro do ano passado, na sede do MEC, o pastor Gilmar dos Santos detalhou a atuação do gabinete paralelo e expôs claramente suas intenções: “Nós solicitamos esta reunião com o ministro para trazer ao conhecimento dele vários prefeitos que trabalham também com a igreja”, disse, deixando claro que pretende privilegiar pessoas ligadas à sua religião.

Em conversa gravada, Milton Ribeiro admitiu que prioriza o atendimento a prefeitos que chegam ao MEC por meio dos pastores Gilmar dos Santos e Arilton Moura. Falando a dirigentes municipais dentro do ministério, Ribeiro disse que segue ordem do presidente Jair Bolsonaro (PL). “Foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão do (pastor) Gilmar (Santos)”, diz ele – Arilton Moura e Gilmar Santos estavam presentes na reunião. “A minha prioridade é atender primeiro os municípios que mais precisam e, em segundo, atender a todos os que são amigos do pastor Gilmar”, ironizou, em gravação divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo.

 

Propina em ouro

 

Um dos pastores que controlam um gabinete paralelo pediu pagamentos em dinheiro e até em ouro em troca de conseguir a liberação de recursos para construção de escolas e creches, disse ao Estadão o prefeito do município de Luís Domingues (MA), Gilberto Braga (PSDB). Segundo o prefeito, Arilton Moura solicitou R$ 15 mil antecipados para protocolar demandas da prefeitura e mais um quilo de ouro após a liberação dos recursos.

“Ele (Arilton) disse: ‘Traz um quilo de ouro para mim’. Eu fiquei calado. Não disse nem que sim nem que não”, afirmou Braga, que diz não ter aceitado a proposta.

 

Bíblia com foto de Ribeiro

 

Exemplares de uma edição da Bíblia com fotografias de Ribeiro, Santos e Moura foram distribuídos, em julho do ano passado, em um evento organizado pelo MEC em Salinópolis (PA), cidade a 220 quilômetros de Belém. A impressão destaca o “patrocínio” do prefeito de Salinópolis, Carlos Alberto de Sena Filho, o Kaká Sena, do PL, que também teve a imagem estampada entre a contracapa e a folha de rosto.

 

A Bíblia com as páginas das fotos que promovem o ministro e os pastores Arilton e Gilmar

A Bíblia com as páginas das fotos que promovem o ministro e os pastores Arilton e Gilmar.  Foto: Estadão

 

Após o encontro, o ministro Milton Ribeiro aprovou a construção de uma escola em Salinópolis. Ele firmou um termo de compromisso com a prefeitura no valor de R$ 5,8 milhões, dos quais empenhou, no final de dezembro, R$ 200 mil. Tanto o ministro quanto o prefeito não se pronunciaram sobre a distribuição das Bíblias.

 

Queda

 

Acossado por uma série de denúncias de envolvimento com esquema de corrupção operado por pastores no Ministério da Educação, o ministro Milton Ribeiro pediu demissão do cargo ao final de março. O presidente Jair Bolsonaro, que havia dito que colocava “a cara do fogo” pelo ministro, aceitou o pedido de demissão após o Estadão revelar que em solenidade do MEC foram entregues Bíblias com a foto do ministro impressa.

 

Prisão

 

Após a revelação do esquema pelo Estadão, o Ministério Público Federal junto ao TCU solicitou a abertura de inquérito sobre o caso. Já o senador Alessandro Vieira (PSDB-SE) cobrou que o MPF e a Procuradoria Geral da República abram investigação sobre Milton Ribeiro por suspeita de improbidade administrativa e tráfico de influência.

Em junho, a Polícia Federal (PF) prendeu o ex-ministro. A operação que apura a prática de tráfico de influência e corrupção para a liberação de recursos públicos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) foi batizada como ‘Acesso Pago’, cumpriu, ao todo, cinco ordens de prisão, solicitadas pela PF à Justiça. Além de Ribeiro, foram presos os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, que estão no centro do esquema sob suspeita.

Ao pedir a prisão do ex-ministro Milton Ribeiro, a Polícia Federal citou uma “organização criminosa” que, segundo os investigadores, se “infiltrou” no Ministério da Educação. Os policiais federais descreveram “camadas de atuação” usadas para controlar a pasta. De acordo com a PF, o ex-ministro seria responsável por “conferir o prestígio da administração pública federal à atuação” dos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura.

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Estadão

13
Ago22

Bolsonaro veta reajuste da merenda escolar

Talis Andrade

Bolsonaro veta reajuste da merenda escolar - CTB

Por Altamiro Borges

O farsante Jair Bolsonaro, que agora posa de bonzinho com seus auxílios eleitoreiros, vetou nesta quarta-feira (10) o reajuste aprovado pelo Congresso Nacional do valor repassado aos Estados e municípios para a merenda escolar. O veto refere-se à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que estabelece as bases para o Orçamento da União do ano seguinte – no caso, para 2023. Só mesmos os otários ainda acreditam nas demagogias do “capetão”! 

Como lembra o jornal Estadão, através do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), “o governo repassa hoje apenas R$ 0,53 para alimentação de cada aluno matriculado na pré-escola e R$ 0,36 por aluno do ensino fundamental e médio. Nas creches, o repasse por criança é de R$ 1,07. O repasse é feito diretamente aos Estados e municípios, com base no Censo Escolar realizado no ano anterior ao do atendimento”. 

A LDO previa a correção, pela inflação, desses valores para a oferta de merenda escolar. O texto também blindava os orçamentos das universidades e institutos federais, evitando novos cortes de gastos na educação superior em 2023. O artigo determina que os recursos destinados a cada instituição no próximo ano não poderiam ser menores que os orçados em 2022 e ainda deveriam ser corrigidos pela inflação. O presidente antipovo vetou o projeto! 

Mas as maldades orçamentárias do “capetão” não se restringiram à área da educação. O genocida também vetou o dispositivo aprovado pelo Congresso Nacional que estipulava que as despesas em ações e serviços públicos de saúde no próximo ano fossem corrigidas pela inflação e pela variação da população em 2022, conforme estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Após confessar que mutilou o tal “teto de gastos” para viabilizar a reeleição do seu chefinho, o abutre Paulo Guedes voltou a falar em austeridade fiscal. Em uma nota, o Ministério da Economia argumentou que a proposição legislativa de reajustes da merenda escolar e na área da saúde “provocaria aumento do montante de despesas primárias com execução obrigatória e elevaria ainda mais a rigidez do orçamento, o que dificultaria não apenas o cumprimento da meta fiscal como também do teto de gastos e da regra de ouro”. Haja cinismo!

Brum on Twitter: "Charge da Tribuna do Norte #brum #charge #critica #fome  #onu #alimentacao #miseria #desnutricao #mapadafome #comida #brasil  https://t.co/dLmSQVQYzD" / Twitter

MST Oficial
@MST_Oficial
Margarida Maria Alves, uma imparável defensora dos direitos das trabalhadoras e trabalhadores agrários, durante os 12 anos em que esteve à frente da presidência do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande (PB).Image

 

05
Jul22

Lula desafia Bolsonaro e os militares

Talis Andrade

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por Moisés Mendes


O alerta que Lula fez na Bahia, de que os autores das ameaças de golpe podem se dar mal, serve também para que se insista com uma pergunta que ninguém do governo, incluindo civis e militares, deve querer ou saber responder.

Essa é a dúvida que atormenta os pretensos golpistas: quem entre eles teria coragem de levar adiante um golpe, num momento em que Bolsonaro é um traste em decomposição?

Não é uma pergunta retórica. É um questionamento concreto, a partir das ameaças feitas até agora. O general Braga Netto, na condição de vice de Bolsonaro e ex-ministro da Defesa, assumiria o risco de ser o comandante militar do golpe?

O trio de chefes das três armas, que substituiu três colegas legalistas, em março do ano passado, teria como dar suporte militar a um golpe comandado por Bolsonaro, ao lado dos filhos dele com a assessoria de milicianos?

É complicada a situação dos líderes militares. Porque a ameaça de golpe feita por Bolsonaro depende da garantia de que os comandantes fardados ou apijamados estarão com ele.

E, se estiverem, estarão juntos também com a base operacional golpista que Bolsonaro pretende acionar, com polícias militares, população civil armada e milícias.

No entrevero do que seria o caos provocado por Bolsonaro, antes ou durante ou depois da eleição, que papel seria o das Forças Armadas, na pretensão de ser a mediadora de um conflito grave que está ajudando a fomentar?

A melhor frase de Lula, no discurso desse sábado em Salvador, depois do alerta aos militares, é a que adverte para que os brasileiros não embarquem na conversa do golpe:
 
“Não aceitem o terrorismo, não acreditem no terrorismo que é feito na televisão de que vai ter golpe”.

É um recado para parte da própria esquerda, que vem se encarregando de passar adiante o medo disseminado por Bolsonaro, por Braga Netto, naquela reunião com empresários no Rio, e pelos filhos de Bolsonaro.

Vamos parar com o medo de que vai ter golpe. Inspirem-se na sabedoria de Lula, que recomendou aos militares golpistas para parem de blefar.

E também para que os militares legalistas comecem a se manifestar em favor da eleição, do sistema de votação e apuração e das instituições.

Bolsonaro e os militares sabem que não há como aplicar e manter um golpe. Sabem que Bolsonaro não consegue nem organizar uma motociata na Bahia.

Os militares estão sabendo que a Marcha para Jesus, sábado passado em Balneário Camboriú, teria sido um sucesso como evento religioso se não tivesse a presença de Bolsonaro. Foi um fracasso da extrema direita catarinense.

Eles sabem bem que não vai ter golpe. E que essa não é uma frase ou um grito de guerra desmoralizado pelos fracassos das tentativas de resistência em 2016 e 2018.

As frases da resistência continuam vivas e ainda funcionam. O que se depreciou e deixou de funcionar foi a coragem das elites e da classe média acovardada, que poderiam estar enfrentando o golpismo.

O bolsonarismo conseguiu a façanha de encorajar os covardes a serem ainda mais covardes, e essa é a inércia explorada pelos blefes do golpe.

Mas agora chegou. Parem com as ameaças que depois são desmentidas pelos próprios ameaçadores, ou enfrentem suas consequências logo adiante.

O recado de Lula, esse sim em nome da Constituição e da democracia, está dado. E Lula é o único que pode mandar recados hoje. Eles sabem.
 

Lula peita as Forças Armadas

 
 
08
Abr22

Governo do pai, dos filhos e do espírito nada santo do Centrão

Talis Andrade

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Tem cheiro de CPI no ar...

 
 
Ainda não é uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a roubalheira no Ministério da Educação, e talvez nunca venha a ser uma CPI. Mas bastou uma semana para que a Comissão de Educação do Senado demonstrasse o potencial explosivo do assunto, tanto mais em ano de eleições.
 
Definitivamente, para o governo do presidente Jair Bolsonaro não seria nada bom. O pastor presbiteriano Milton Ribeiro, ex-ministro da Educação, o quinto em três anos e três meses, foi convidado a depor, e se não aceitasse o convite, advertido que seria convocado. Prometeu comparecer, mas faltou com a palavra.
 

Os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, foram convidados, mas sumiram. Os dois são acusados de cobrar propinas a prefeitos em troca de acesso a verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Não são funcionários do ministério. Gilmar foi recomendado a Ribeiro por Bolsonaro.

A Comissão ouviu o presidente do FNDE, Marcelo Ponte, indicado para o cargo pelo Centrão, que dá as cartas dentro do governo e cobra caro por seu apoio à reeleição de Bolsonaro. E apesar de bem treinado para a ocasião, apesar do respaldo de senadores leais ao governo, ele deu-se mal e logo foi pego mentindo.

No início do seu depoimento, perguntado por que diabos dois pastores evangélicos que não eram servidores públicos participavam de reuniões internas do ministério, Ponte respondeu que não sabia. Perguntado então qual era o papel deles nas reuniões, depois de hesitar um pouco, Ponte disse que oravam.

Fazia sentido. Pastores oram, é o que vemos nos templos e na televisão. Pedem graças ao Senhor e alguns prometem milagres. Há os que garantem um lugar no céu aos fiéis dispostos a abrir mão de economias de uma vida inteira. Mas por que só pastores em reuniões no Ministério da Educação se o Estado é laico?

Não teria sido o caso de abrir as reuniões para que sacerdotes católicos, rabinos, monges budistas, discípulos do Hare Krishna, seguidores de Maomé, pais, mães de santo e representantes de outras denominações religiosas também orassem? Seria mais ecumênico. Mas esqueceram de perguntar a Ponte.

Quando, ao fim de sua fala, um senador insistiu em repetir a pergunta sobre o que os dois pastores evangélicos faziam nas reuniões, Ponte, finalmente, admitiu que eram eles que as promoviam e organizavam, atraindo seu público alvo. Que vinha a ser… Prefeitos carentes de verbas públicas. Aleluia!

Ponte: “Gilmar Santos e Arilton, os conheci em uma agenda no Ministério da Educação. Minha relação foi enquanto convidado para essas audiências”.

Na última terça-feira, três prefeitos contaram à Comissão que Arilton Moura e Gilmar Santos pediram propina em dinheiro, ouro e até com a compra de bíblias para liberar recursos da educação aos municípios. Ponte negou que soubesse disso, tampouco Ribeiro, por quem Bolsonaro afirmou que poria a cara no fogo.

Ponte: “Eu acredito que terceiros usaram o nome dele, o meu, eventualmente, para se gabaritar ou para fazer lobby sem a nossa autorização”.

E sobre a compra de quase 4 mil ônibus escolares com suspeitas de sobrepreço? O processo, assinado por Ponte e pelo diretor de Ações Educacionais do FNDE, ignorou os alertas dos órgãos de controle e o preço máximo da compra foi definido em R$ 2 bilhões, R$ 700 milhões a mais que o valor recomendado.

Encurralado, Ponte simplesmente mentiu ao dizer que, dias antes do pregão, foi feito um ajuste para reduzir o preço máximo:
 

“A republicação [do edital] já foi com um 1,5 bilhão também. A republicação já saiu com 1,5 bilhão.”

O senador Alessandro Vieira (SE) insistiu: “A republicação? Quando foi feita a republicação?”

Ponte: “Salvo engano, 24 ou 25 de março. Oito dias [antes] do pregão que ocorreu na terça-feira”.

Somente na véspera do pregão realizado na terça-feira (5), e só depois de o jornal “O Estado de São Paulo” revelar as suspeitas de sobrepreço, foi que o FNDE reduziu o valor máximo da compra para R$ 1,5 bilhão. O documento foi assinado no dia 4. A homologação do pregão está suspensa por decisão da justiça.

E assim, o governo mais honesto da história do Brasil está outra vez em xeque. Onde entram nessa história os filhos de Bolsonaro? Eduardo, o deputado federal, era narcodependente de verbas do FNDE. Nenhum negócio promissor do governo é feito sem o conhecimento prévio de Flávio “Rachadinha”, o senador.

Jair Renan Bolsonaro, o Zero Quatro, foi ouvido, ontem, pela Polícia Federal, mas essa é outra história.

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E nesta terça, diante dos senadores, os prefeitos reafirmaram que receberam pedido de propina de pastores para terem acesso a verbas do Ministério da Educação.

Cinco prefeitos participaram da audiência, todos por videoconferência. O prefeito de Rosário, no Maranhão, Calvet Filho, do PSC, deu detalhes de um encontro dele com o então ministro da Educação. A reunião para pedir a liberação de recursos, segundo o prefeito, não foi no Ministério, foi no apartamento de Milton Ribeiro.

 

Inclusive quem preparou o café e serviu para mim e para minha esposa, que estávamos com ele, foi o próprio ministro. Conversamos, contei a situação de Rosário. Não teve interlocução de ninguém, em momento nenhum ele me pediu propina, porque tratei direto com o ministro. Já estava pleiteando desde o ano passado”, contou.

 

Mesmo com duas creches inacabadas na cidade, o prefeito conseguiu o empenho - a reserva no orçamento - de R$ 15 milhões para a construção de outras cinco novas escolas e creches.

Os três prefeitos que falaram em seguida confirmaram que receberam pedidos de propina para terem acesso a recursos da educação. Todos eles disseram que o pedido partiu do pastor Arilton Moura, que ao lado do também pastor Gilmar Santos, é suspeito de comandar um gabinete paralelo no MEC. Nenhum dos dois é funcionário do ministério.

O prefeito de Luís Domingues, também no Maranhão, Gilberto Braga, do PSDB, foi o segundo a falar. Disse que veio a Brasília para participar de uma reunião no Ministério da Educação. E lá, após a reunião, foi convidado pelo pastor Arilton Moura para um almoço com outros prefeitos. Foi quando, segundo ele, ouviu o pedido de propina.

 

 

Nesse almoço tinha uma faixa de 20 a 30 prefeitos, e a conversa lá era muito bem aberta. Ele virou para mim e disse: ‘Cadê suas demandas?’ Eu apresentei minhas demandas para ele, e ele falou rapidamente: ‘Olha, para mim, você vai me arrumar os 15 mil para eu protocolar as suas demandas, e depois que o recurso já estiver empenhado, você, como a sua região é região de mineração, você vai me trazer um quilo de ouro.’”

 

Gilberto Braga disse que não pagou a propina pedida pelo pastor e, por isso, não conseguiu os recursos para seu município.

Além de citar Arilton Moura, o prefeito de Boa Esperança do Sul, em São Paulo, José Manoel de Souza, do Progressistas, mencionou a participação de Nely Carneiro. Nely assessorava os pastores e, mesmo não sendo funcionária do MEC, falava em nome da pasta e participava de reuniões no ministério, conforme revelou o Jornal Nacional.

O prefeito afirmou que, para ele, o pastor Arilton pediu R$ 40 mil.

 

Ele falou: ‘Prefeito, o Brasil é muito grande. Nós temos mais de 5,6 mil municípios, não dá para ajudar todos os municípios’. Eu disse: ‘Não dá, pastor?’ Ele falou: ‘Mas eu consigo te ajudar. Eu faço um ofício agora, eu chamo a Nely’. Nesse meio tempo, a Nely estava ali. ‘Eu chamo a Nely, você assina o ofício, eu já coloco no sistema e, em contrapartida, você deposita R$ 40 mil na conta da igreja evangélica’. E foi quando eu bati nas costas dele e disse: ‘Pastor, muito obrigado, mas pra mim não serve, não é desse jeito que funciona.’”

 

 

O prefeito de Bonfinópolis, em Goiás, Kelton Pinheiro, do Cidadania, afirmou que, no caso dele, o pastor Arilton Moura pediu primeiro uma contribuição para a igreja com a compra de mil bíblias, cada uma custando R$ 50. O prefeito disse que não concordou.

Depois, ainda segundo o prefeito, Arilton ofereceu um desconto de 50% no valor da propina, por achar que ele era amigo do pastor Gilmar Santos.

 

Chegou o pastor Arilton na minha mesa e me abordou assim, de maneira muito abrupta e direta, dizendo: ‘Olha, prefeito, vi aqui que seu ofício está pedindo escola mesmo, de 12 salas. Essa escola deve ser uns 7 milhões de recurso para ser liberado. Mas é o seguinte: eu preciso de 15 mil na minha mão hoje. Você faz aqui uma transferência para minha conta, porque esse negócio que é para depois, isso não cola comigo não. Porque vocês, políticos, são um bando de malandros, que não têm palavra. Se não pegar antes, depois não pagam ninguém. É 15 mil porque você está com o pastor Gilmar, porque dos outros eu cobrei 30, 40 mil.’”

 

A cidade de Bonfinópolis também não recebeu os recursos para a educação.

O último a falar foi o prefeito de Anajatuba, no Maranhão, Helder Aragão, do MDB. Ele disse que conheceu o pastor Arilton em uma reunião no Ministério da Educação e que o município recebeu quatro empenhos para duas escolas e duas creches, mas negou ter recebido pedido ou pago propina.

 

 

Em nenhum momento, o pastor Arilton me pediu nada. Não sei se em razão do tempo, do horário, já estava todo mundo supercansado de aguardar”, conta.

 

Os senadores avaliam que os prefeitos deixaram ainda mais claros os indícios de corrupção no MEC. Segundo os depoimentos, os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura intermediavam os repasses dos recursos da Educação, com livre acesso ao ministério e ao então ministro Milton Ribeiro. Já a cobrança de propina aos prefeitos cabia ao pastor Arilton, E quem pagava, levava.

“Todos esses prefeitos que não toparam, que declararam que não toparam dar a propina, os municípios desses prefeitos não receberam nenhum centavo do FNDE. E os prefeitos que receberam recursos - recursos vultosos para quatro, cinco obras nos seus municípios, nos valores de R$ 15 milhões, de R$ 10 milhões -, esses prefeitos negam ter recebido proposta de propina e negam ter dado qualquer propina”, afirma o senador Marcelo Castro, presidente da Comissão de Educação.

Na próxima quinta-feira (7), a comissão quer ouvir o presidente do FNDE, Marcelo Ponte, e Arilton Moura e Gilmar Santos.

Os pastores prestaram depoimento à Polícia Federal na semana passada, mas o conteúdo está sob sigilo.

 

A PF já fez um relatório preliminar sobre a investigação, que foi encaminhado para a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal. A ministra vai decidir se o caso segue no STF ou se vai para a primeira instância, por causa da demissão de Milton

 

Ribeiro.Saí desse corpo que me pertence, dizia Pastor Marcos Pereira acusado de  estuprar fiéis | Memes, Piadas, Tirinhas

 
 

Pastor Trambiqueiro

 

Cuidado com ele, de terno e gravata bancando o decente
É o diabo vivo em figura de gente
É o pastor trambiqueiro enganando inocentes
Tá vendo aí?
Prestem bem atenção, o enredo macabro que ele arruma
Seu critério maior é falar mal da macumba
Dizendo que a ela também pertenceu
Sim, mas só não foi em frente porque o guia chefe do terreiro é a Vera
Não aceitou o jogo sujo da fera
Que vive afim só de arrumação
Ele também não explica o porquê da mudança da água pro vinho
Só porque, na umbanda, não vale dinheiro
Resolveu ser crente pra roubar os irmãozinhos
Não é fé que ele tem
É simplesmente a febre do ouro
Custa caro a palavra de Deus, o pastor chega pobre e arruma tesouro
Diz aí
Cuidado com ele 
 

20
Fev22

Senadores da CPI do Genocídio: Aras é “subserviente a Bolsonaro” e tenta “acobertar os criminosos”

Talis Andrade

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Redação Hora do Povo

Os senadores da CPI da Covid voltaram a rebater as declarações do procurador-geral da República, Augusto Aras. Em nota, 13 senadores que integraram a CPI e contribuíram com as investigações desmontam as farsas do procurador-geral da República.

Mais de 100 dias após a conclusão dos trabalhos da CPI do Senado, com um substancial relatório final apontando os crimes do governo Bolsonaro na pandemia, a Procuradoria-Geral da República não abriu nenhum inquérito para dar seguimento às conclusões da comissão.

Augusto Aras, escolhido a dedo por Bolsonaro para ocupar o cargo, alega, para justificar sua inércia, que o relatório final da CPI “não atendia aos requisitos legais”, por supostamente não apontar a ‘devida correlação entre cada fato típico praticado e os documentos pertinentes’.

 “O que, além de embaraçar o trabalho do Ministério Público Federal, poderia prejudicar o exercício da ampla defesa e do contraditório”, diz um trecho da manifestação da PGR.

A CPI rebate e afirma, em nota, que Augusto Aras “faz mais uma tentativa para ludibriar os brasileiros, ofuscar sua inércia diante do relatório da CPI e sua disposição para acobertar os criminosos desse morticínio”.

O relatório final da CPI da Pandemia concluiu que Jair Bolsonaro cometeu nove crimes durante a pandemia. São eles: 1) epidemia com resultado morte; 2) infração de medida sanitária preventiva; 3) charlatanismo; 4) incitação ao crime; 5) falsificação de documento particular; 6) emprego irregular de verbas públicas; 7) prevaricação; 8) crimes contra a humanidade, nas modalidades extermínio, perseguição e outros atos desumanos; e 9) violação de direito social.

A CPI pediu ainda o indiciamento de ministros, ex-ministros, filhos do presidente da República, deputados federais, médicos, empresários, do governador do Amazonas, Wilson Lima, e de duas empresas que firmaram contrato com o Ministério da Saúde (Precisa Medicamentos e VTCLog).Charge: Passando a mão. Por Aroeira

Nota Pública

Evitar sanha de Aras pela impunidade tenha êxito 

O procurador Augusto Aras faz mais uma tentativa para ludibriar os brasileiros, ofuscar sua inércia diante do relatório da CPI e sua disposição para acobertar os criminosos desse morticínio. 

A CPI reitera que todas as provas foram enviadas ao Ministério Público Federal, os documentos probatórios são fartos e estão em poder do PGR há mais de 100 dias. 

Destacamos ainda que o último envio de provas - o terceiro desde o encerrando da comissão - foi realizado também via Supremo Tribunal Federal. 

É uma forma de garantir transparência, levar ao conhecimento dos ministros todas as provas já enviadas ao PGR e evitar que a sanha de Aras pela impunidade tenha êxito. 

Mais uma vez, reafirmamos aos brasileiros que seguiremos firmes em busca de justiça e reparação às mais de 640 mil vítimas.

Omar Aziz

Randolfe Rodrigues

Renan Calheiros

Otto Alencar

Humberto Costa

Fabiano Contarato

Eliziane Gama

Simone Tebet

Tasso Jereissati

Zenaide Maia

Alessandro Vieira

Rogério Carvalho

Jean Paul Prates

Senadores da República e membros da CPI

TRIBUNA DA INTERNET | Investigações abertas por Aras contra o clã Bolsonaro  e o alto escalão não saem do lugar ou são arquivadas

Augusto Aras “é a página mais triste do Ministério Público”

 

Em outra nota, a cúpula da CPI afirmou que entregou um “vasto conjunto probatório” e que o Ministério Público Federal “protela, sem qualquer justificativa republicana, a etapa de abertura dos inquéritos criminais para que se possa aprofundar as investigações”.

“A Procuradoria-Geral da República, nesta sexta-feira (18), demonstrou mais uma vez a sua subserviência ao Presidente da República e seu descaso com a apuração dos graves crimes revelados pela CPI da Pandemia da Covid-19. Além de prevaricar no seu dever constitucional, a PGR falta com a verdade em sua nota”, rebatem os senadores.

Na quinta-feira (17), a CPI entregou documentos adicionais ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Augusto Aras é um aliado de Bolsonaro e tem tomado decisões para impedir investigações contra ele. Aras foi escolhido por Bolsonaro por fora da lista tríplice organizada pelos procuradores da República.

Na quinta-feira e na sexta-feira, Aras recomendou ao STF o arquivamento de dois inquéritos que investigam crimes de Bolsonaro. 

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), líder da oposição no Senado e que foi vice-presidente da CPI, afirmou no sábado (19), que Augusto Aras “é a página mais triste do Ministério Público”. “O comportamento dele para arquivar é antagônico ao comportamento dele em relação aos documentos da CPI. Está há 100 dias protelando qualquer ato em relação à CPI, encontrando desculpa atrás de desculpa. Para arquivar, ele toma decisão liminar, mesmo com fartas provas”, denunciou o senador.

A declaração de Randolfe se deu logo após Aras propor o arquivamento da investigação de prevaricação de Bolsonaro no escândalo da compra ilegal da vacina indiana Covaxin.

Aras também pediu para arquivar o inquérito em que Bolsonaro é investigado por vazar dados sigilosos, da investigação de um ataque hacker contra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Indefensável | A Gazeta

29
Dez21

Senador Alessandro Vieira: Bolsonaro "curtindo férias em meio a uma tragédia nacional"

Talis Andrade

 

Filé da defesa.jpeg

ITENS NÃO ESSENCIAIS | Defesa gasta verba da Covid para comprar filé mignon e picanha, diz TCU. Pasta usa R$ 535 mil do combate à pandemia com itens de luxo; ministério diz que atua contra a doença e auditoria é preliminar. Leia maisImage

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Carolina Botelho | @RedePolitologas | VACINA JÁ!
@sobotelha
Essa foto tem que rodar bastante até as eleições. Ela foi tirada no momento em que as crianças brasileiras estavam sem perspectiva de vacinas p/ um vírus mortal, quando as chuvas imundavam a Bahia, quando 19 milhões passavam fome e qdo 13 milhões estavam desempregados.
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Yang Wanming
@WanmingYang
China government official
Expresso com profundo pesar as sentidas condolências às vítimas provocadas pelas fortes chuvas e enchentes que tem atingido o Estado da Bahia, tmb a minha sincera solidariedade às famílias das vítimas. Espero que Bahia ultrapassará esse desafio. Uma rápida recuperação. terão uma rápida recuperação.Image
CORONEL SIQUEIRA
@direitasiqueira
NOITE DURA, TIVE MAIS UM PESADELO COM PETISTAS... SONHEI QUE HAVIA ENCHENTES NO BRASIL, COM GENTE MORRENDO, E O LULA ERA O PRESIDENTE E FICAVA PASSEANDO DE JET SKI, DANÇANDO FUNK E FALANDO QUE TAVA DE FÉRIAS! QUE ÓDIO! MALDITOS ESQUERDISTAS, TIRAM MINHA PAZ ATÉ NO MEU SONO!!!Image
Arthur Prado
@arthurprado_bot
Essa foto (na home da @folha) me dá vontade de chorar.
JaIrme’s Elections Race
@jairmearrependi
Meus parabéns a todos que de uma forma ou outra colaboraram pra manter esse homem no poder.Image
Senador Alessandro Vieira
@Sen_Alessandro
Na CNN afirmei que o problema do Brasil não é ideologia, mas sim honestidade e competência. O Bolsonaro me obriga a incluir outro problema: a absoluta falta de respeito e empatia. Só nas ditaduras mais escrotas se viu um governante curtindo férias em meio a uma tragédia nacional.Image
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15
Dez21

General-nanico Augusto Heleno ameaça o STF

Talis Andrade

jair-bolsonaro-e-augusto-heleno.jpg

 

Bolsonaro e o tributo ao facínora Major Curió

 

Por Altamiro Borges 

O general-nanico Augusto Heleno segue ameaçando a democracia brasileira. Em áudio vazado de um discurso seu durante a formatura de agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), ele disse que toma “dois Lexotan na veia” todos os dias para não levar o “capetão” Jair Bolsonaro a adotar "uma atitude mais drástica" contra o Supremo Tribunal Federal (STF). 

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As bravatas foram divulgadas pela coluna do jornalista Guilherme Amado, do site Metrópoles, na terça-feira (14). No áudio vazado, o milico-gagá também revela estar “muito preocupado” com o risco de um novo atentado contra o presidente e confessa, em plena formatura do Curso de Aperfeiçoamento e Inteligência da Abin, que reza para que ele sobreviva. 

"Esticar a corda até arrebentar"

 
“Temos um dos Poderes que resolveu assumir uma hegemonia que não lhe pertence, não pode fazer isso, está tentando esticar a corda até arrebentar. Nós estamos assistindo a isso diariamente, principalmente da parte de dois ou três ministros do STF”, afirma o general fascista em dos trechos do áudio obtido pelo site. Em outro, ele rosna: 

“Eu, particularmente, que sou o responsável, entre aspas, por manter o presidente informado, eu tenho que tomar dois Lexotan na veia por dia para não levar o presidente a tomar uma atitude mais drástica em relação às atitudes que são tomadas por esse STF que está aí”. O milico lunático ainda aterroriza os seus agentes da Abin: 

“Tenho uma preocupação muito grande com 2022, porque acho que tem uma medida muito simples para mudar, em dez segundos, 20 segundos, totalmente o panorama brasileiro. Um atentado ao presidente da República bem-sucedido modifica totalmente a história do Brasil. Tenho plena consciência disso”. 

Em seguida, o general ainda bravateia: “A partir da virada do ano, vou todo dia à Igreja rezar alguma coisa, vou ao Centro Espírita também, aos evangélicos, tudo o que tiver por aí, torcer para que ninguém adote essa solução como uma solução que é, é a solução mais rápida, mais viável, com mais resultado. É eliminar a figura do presidente da República”. 

Convocação do desequilibrado ministro-chefe do GSI
 
Diante dessas maluquices, o deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), líder da oposição na Câmara Federal, decidiu pedir a convocação do desequilibrado ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para explicar as doses diárias remédios psiquiátricos. “Augusto Heleno deve explicações por mais esta ameaça ao STF e à independência dos Poderes. Em qualquer governo sério, que tenha compromisso com a democracia, o general já teria sido demitido há muito tempo”. 

Outros parlamentares também criticaram as declarações do chefão do GSI. “O ministro Heleno parece profundamente desequilibrado, considerando o teor das suas declarações”, afirmou o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). Já o deputado mineiro Rogério Correia, vice-líder do PT na Câmara Federal, apontou o caráter golpista do discurso. 

“A declaração do general Heleno, em especial sendo ele responsável pelo gabinete de segurança institucional, é muito irresponsável. Ele retoma a ideia golpista de Jair Bolsonaro, que no dia 7 de Setembro por pouco não desfecha um golpe. Isso só não aconteceu porque não houve respaldo popular e também porque as instituições reagiram. Agora o general Heleno retoma isso em véspera de eleições. É claro que tem aí também o desespero”. 

"Gagá, lunático. Precisar ser interditado"

No mesmo rumo, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) avalia que a ameaça de Augusto Heleno decore da “derrota previsível” de Jair Bolsonaro em 2022. “O único remédio para este governo é o banco de réus! É tanto blábláblá para justificar uma derrota previsível de Bolsonaro em 2022, que chega a dar dó. O povo dará a resposta nas urnas”, tuitou. 

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), também defendeu a convocação do general. “Considero essas declarações gravíssimas, especialmente porque se trata daquele que coordena o GSI, que é responsável pela segurança do presidente e pela Abin. Ele faz um discurso em que fica evidente que as ameaças e as acusações contra o STF não são coisas exclusivas de Bolsonaro apenas, e que há, entre seus assessores, aqueles que estimulam esse tipo de prática e de ação”. 

Até o vice-líder do DEM, o golpista Kim Kataguiri (SP), ironizou: “Heleno tornou-se um velho gagá, um lunático. O problema é que, apesar de já ter, junto de Bolsonaro, vendido a alma ao Centrão, ainda sente-se um bastião da moral, dotado de um poder capaz até de fechar outro Poder. Esse sujeito precisa ser interditado”.
 
 
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Bolsonaro e o tributo ao facínora Major Curió

 

'Curió', o herói da ditadura


O major do Araguaia sabe o que aconteceu há 40 anos naquele fim de mundo, tomara que conte. Texto de Elio Gaspari leia

 

18
Out21

A CPI vai amarelar diante de Braga Netto?

Talis Andrade

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por Moisés Mendes
 
Uma figura da República, recolhida à discrição desde o 7 de setembro, pode reaparecer nos próximos dias. Mas só se estiver na lista da CPI do Genocídio, entre os acusados de envolvimento nos crimes da pandemia.

É o general Braga Netto, ministro da Defesa, considerado o mais poderoso e fiel militar ao lado de Bolsonaro. Braga Netto aparece e desaparece nas listas especulativas entre os nomes que a CPI entende que devam ser indiciados.

O nome do general é dado mais como incerto do que certo, porque integrantes da CPI teriam dúvidas sobre as motivações para o pedido de indiciamento.

Devem ter dúvidas e devem ter medos, sentimentos que o senador Alessandro Vieira, do Cidadania de Sergipe, parece não ter.

Em relatório paralelo, que poderá ter apenas valor político, Vieira vai apontar Braga Netto como incurso em crimes de responsabilidade, de epidemia e contra a humanidade.

Muitos querem esquecer que Braga Netto foi, no começo da pandemia, o poderoso chefe do Comitê de Crise para Supervisão e Monitoramento dos Impactos da Covid-19.

Sentava-se ao lado do então ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, nas entrevistas coletivas, e não dizia coisa com coisa. Mandetta usava o colete do SUS, e o general aparecia de terno e gravata.

Ninguém sabia ao certo o que ele fazia e do que entendia. Mais tarde, o próprio Mandetta deu informações decisivas para a compreensão da tarefa do general.

Braga Netto, pelos relatos de Mandetta, pode ter sido o primeiro grande lobista da cloroquina no governo. Era a voz escalada por Bolsonaro para desencadear o milagre do tratamento precoce.

Foi ele quem chamou Mandetta para a famosa reunião de 6 de abril do ano passado, em que um grupo tentou empurrar a minuta de decreto do governo que mudaria a bula da cloroquina, para que o remédio fosse indicado para a Covid.

Braga Netto era o coordenador dessa reunião, quando começava a se formar o gabinete paralelo dentro do Ministério da Saúde. Estava lá a médica negacionista Nise Yamaguchi.

Em uma das primeiras entrevistas sobre esse encontro pró-cloroquina, ao site Poder 360, Mandetta disse:

“Não conhecia essa médica. Talvez se ela tivesse ido ao meu gabinete para se apresentar. Perguntei o nome dela e qual a formação. Tinha um outro médico do lado que eu nunca o vi antes e nem depois, esse aí nem guardei o nome […] E tinha mais pessoas lá [na reunião]… tinha o ministro Braga Netto, pessoas fardadas também”.

Tinha o ministro Braga Netto? Era mais do que isso. Braga Netto, como comandante do gabinete da pandemia, era o chefe da reunião. Naquele momento, não poderia ser subordinado a ninguém, nem a Mandetta.

A reunião era dele, de Braga Netto. O que Mandetta sugere é que Nise, alguns subalternos, inclusive fardados, e outros infiltrados foram usados como laranjas para empurrar o decreto, que o então ministro rejeitou.

Ficaram suspeitas, depois dessa reunião, de que Braga Netto seria pelo menos o inspirador do gabinete paralelo, para que Mandetta fosse esvaziado, como acabou acontecendo.

A ascensão de Eduardo Pazuello militariza a Saúde, com sua turma de coronéis, e abre a porta também para as facções negociantes de vacinas que não existiam. 

Em julho, Braga Netto foi protagonista de um embate com o senador Omar Aziz. Aziz disse, referindo-se aos intermediários de vacinas, que “membros do lado podre das Forças Armadas estão envolvidos com falcatrua dentro do governo”.

O general largou uma nota: “Essa narrativa, afastada dos fatos, atinge as Forças Armadas de forma vil e leviana, tratando-se de uma acusação grave, infundada e, sobretudo, irresponsável”.

E fez uma advertência: “As Forças Armadas não aceitarão qualquer ataque leviano às instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro”.

As Forças Armadas teriam mesmo a prerrogativa de defender a democracia de pretensos ataques de senadores? Que poder seria esse das Forças Armadas?

Pois Braga Netto é de novo candidato a personagem da pandemia. Talvez seja citado na lista dos que devem ser indiciados. Talvez não. 

A CPI pode amarelar e tirar o nome do general que peitou Aziz e o Senado? Saberemos no dia 19, quando sairá o relatório de Renan Calheiros.

É possível que fique de fora do relatório o primeiro comandante da estrutura montada por Bolsonaro para escantear Mandetta e abrir caminho para o gabinete da cloroquina, do negacionismo e da sabotagem à vacinação?

É uma dúvida que pode ser resumida numa interrogação de meia linha: a CPI tem medo de Braga Netto?

Quem tem medo das Forças Armadas?

 
 

A extrema-direita e as redes sociais

 
 
13
Out21

CURVAR

Talis Andrade

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Reinaldo Azevedo no Twitter
 
Reinaldo Azevedo
O arcebispo Dom Orlando: Mãe Aparecida, muito obrigado pq na pandemia a senhora foi consoladora, conselheira-mestra, companheira e guia do povo brasileiro q hj te agradece de coração... pq vacina sim; ciência sim e N.S.Aparecida junto, salvando o povo brasileiro!

Nossa Senhora de máscara: um reaça místico no templo da razão em Aparecida

escuta espionagem .jpegTerei de falar de Jair Messias Bolsonaro — que poderia, ao menos, não ter o "Messias" no nome para dificultar a tarefa de fazer gracejo amargo com os falsos profetas. Mas vamos lá. O cara foi a Aparecida. Quer um evangélico "terrível" — e, sim, ele conseguiu um! — no Supremo, mas foi tentar ganhar as franjas dos devotos de Nossa Senhora. Antes da sua chegada, na principal cerimônia do dia, a das 9h, o arcebispo Dom Orlando Brandes mandou a real.

Bolsonaro desconversou e disse não ter ouvido a fala do arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, durante uma missa p/ celebrar o dia de Nossa Sra Aparecida. O religioso afirmou q o Brasil, "p/ ser pátria amada não pode ser pátria armada"Image

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Quem confere a Malafaia e a Sóstenes o papel de sommeliers de evangélicos? São representantes de correntes de outra corrente... E o primeiro pede cabeça de 3 ministros! Tomara que Bolsonaro as dê e aí se entenda com Arthur Lira.

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Os lobbies lavajatista e evangélico foram derrotados com a correta decisão de Lewandowski que recusou o pedido de Kajuru e Alessandro Vieira para obrigar Alcolumbre a marcar a sabatina do terrivelmente servil André Mendonça. Entenda

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Lewandowski acerta e nem conhece DO mandado de seguranca (em juridiquês, esse “conhecer” é transitivo indireto) q buscava impor q Alcolumbre marcasse sabatina de André Mendonça. 2 motivos: 1: falta de legitimidade de impetrantes; 2: STF não se imiscui em assunto interna corporisImage

21
Set21

Senador pede convocação de filho de Bolsonaro após menção à CPI em vídeo com armas

Talis Andrade

Jair Renan, filho do presidente Jair Bolsonaro, faz menção à CPI em vídeo com armas publicado em suas redes sociais. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

 

por Gustavo Garcia /G1

- - -

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) apresentou nesta segunda-feira (20) um pedido de convocação à CPI da Covid do filho 04 do presidente Jair Bolsonaro, Jair Renan.

O requerimento foi apresentado depois que Jair Renan postou um vídeo temporário em uma rede social no qual aparecem armas e a legenda "Aloooo CPI kkkkk". Na gravação, o filho de Bolsonaro afirma estar em uma loja de armas de propriedade de um amigo.Empresa contratada pelo governo atua de graça para Renan Bolsonaro, diz  jornal | Tribuna Online

Para Alessandro Vieira, as imagens acompanhadas da menção à CPI representam "ameaças" ao colegiado. O parlamentar também diz que o comparecimento de Jair Renan é necessário para que seja esclarecida a relação do filho do presidente com o lobista Marconny Ribeiro, já ouvido pela comissão.

"Para que seja possível esclarecer os vínculos que mantém com o lobista Marconny Nunes Ribeiro Albernaz de Faria, bem como para justificar as ameaças feitas a esta CPI através de vídeo em loja de armamentos, faz-se necessária a convocação do senhor Jair Renan Bolsonaro", afirma Vieira no requerimento.

Para Jair Renan ser convocado, o pedido do senador precisa ser aprovado pela CPI. Nesta terça-feira (21), o colegiado se reúne, mas não há previsão de votação de requerimentos.

O vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), manifestou apoio ao pedido formulado por Alessandro Vieira.

"Precisamos aprovar esse requerimento urgente. Estamos ansiosos para ouvir esse 'alô' pessoalmente", disse Randolfe.

 

Relação com lobistaCharge: Formação de Quadrinhos. Por Renato Aroeira

Documentos obtidos pela comissão mostram que Jair Renan Bolsonaro, um dos filhos do presidente, abriu uma empresa de eventos com ajuda de Marconny Ribeiro.

Conversas no telefone do lobista foram copiadas, a pedido do Ministério Público Federal no Pará e enviadas à CPI, entre elas, estão mensagens trocadas com Jair Renan.

Marconny Albernaz também seria próximo a Ana Cristina Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro e mãe de Jair Renan.

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