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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

08
Abr22

Governo do pai, dos filhos e do espírito nada santo do Centrão

Talis Andrade

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Tem cheiro de CPI no ar...

 
 
Ainda não é uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a roubalheira no Ministério da Educação, e talvez nunca venha a ser uma CPI. Mas bastou uma semana para que a Comissão de Educação do Senado demonstrasse o potencial explosivo do assunto, tanto mais em ano de eleições.
 
Definitivamente, para o governo do presidente Jair Bolsonaro não seria nada bom. O pastor presbiteriano Milton Ribeiro, ex-ministro da Educação, o quinto em três anos e três meses, foi convidado a depor, e se não aceitasse o convite, advertido que seria convocado. Prometeu comparecer, mas faltou com a palavra.
 

Os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, foram convidados, mas sumiram. Os dois são acusados de cobrar propinas a prefeitos em troca de acesso a verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Não são funcionários do ministério. Gilmar foi recomendado a Ribeiro por Bolsonaro.

A Comissão ouviu o presidente do FNDE, Marcelo Ponte, indicado para o cargo pelo Centrão, que dá as cartas dentro do governo e cobra caro por seu apoio à reeleição de Bolsonaro. E apesar de bem treinado para a ocasião, apesar do respaldo de senadores leais ao governo, ele deu-se mal e logo foi pego mentindo.

No início do seu depoimento, perguntado por que diabos dois pastores evangélicos que não eram servidores públicos participavam de reuniões internas do ministério, Ponte respondeu que não sabia. Perguntado então qual era o papel deles nas reuniões, depois de hesitar um pouco, Ponte disse que oravam.

Fazia sentido. Pastores oram, é o que vemos nos templos e na televisão. Pedem graças ao Senhor e alguns prometem milagres. Há os que garantem um lugar no céu aos fiéis dispostos a abrir mão de economias de uma vida inteira. Mas por que só pastores em reuniões no Ministério da Educação se o Estado é laico?

Não teria sido o caso de abrir as reuniões para que sacerdotes católicos, rabinos, monges budistas, discípulos do Hare Krishna, seguidores de Maomé, pais, mães de santo e representantes de outras denominações religiosas também orassem? Seria mais ecumênico. Mas esqueceram de perguntar a Ponte.

Quando, ao fim de sua fala, um senador insistiu em repetir a pergunta sobre o que os dois pastores evangélicos faziam nas reuniões, Ponte, finalmente, admitiu que eram eles que as promoviam e organizavam, atraindo seu público alvo. Que vinha a ser… Prefeitos carentes de verbas públicas. Aleluia!

Ponte: “Gilmar Santos e Arilton, os conheci em uma agenda no Ministério da Educação. Minha relação foi enquanto convidado para essas audiências”.

Na última terça-feira, três prefeitos contaram à Comissão que Arilton Moura e Gilmar Santos pediram propina em dinheiro, ouro e até com a compra de bíblias para liberar recursos da educação aos municípios. Ponte negou que soubesse disso, tampouco Ribeiro, por quem Bolsonaro afirmou que poria a cara no fogo.

Ponte: “Eu acredito que terceiros usaram o nome dele, o meu, eventualmente, para se gabaritar ou para fazer lobby sem a nossa autorização”.

E sobre a compra de quase 4 mil ônibus escolares com suspeitas de sobrepreço? O processo, assinado por Ponte e pelo diretor de Ações Educacionais do FNDE, ignorou os alertas dos órgãos de controle e o preço máximo da compra foi definido em R$ 2 bilhões, R$ 700 milhões a mais que o valor recomendado.

Encurralado, Ponte simplesmente mentiu ao dizer que, dias antes do pregão, foi feito um ajuste para reduzir o preço máximo:
 

“A republicação [do edital] já foi com um 1,5 bilhão também. A republicação já saiu com 1,5 bilhão.”

O senador Alessandro Vieira (SE) insistiu: “A republicação? Quando foi feita a republicação?”

Ponte: “Salvo engano, 24 ou 25 de março. Oito dias [antes] do pregão que ocorreu na terça-feira”.

Somente na véspera do pregão realizado na terça-feira (5), e só depois de o jornal “O Estado de São Paulo” revelar as suspeitas de sobrepreço, foi que o FNDE reduziu o valor máximo da compra para R$ 1,5 bilhão. O documento foi assinado no dia 4. A homologação do pregão está suspensa por decisão da justiça.

E assim, o governo mais honesto da história do Brasil está outra vez em xeque. Onde entram nessa história os filhos de Bolsonaro? Eduardo, o deputado federal, era narcodependente de verbas do FNDE. Nenhum negócio promissor do governo é feito sem o conhecimento prévio de Flávio “Rachadinha”, o senador.

Jair Renan Bolsonaro, o Zero Quatro, foi ouvido, ontem, pela Polícia Federal, mas essa é outra história.

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E nesta terça, diante dos senadores, os prefeitos reafirmaram que receberam pedido de propina de pastores para terem acesso a verbas do Ministério da Educação.

Cinco prefeitos participaram da audiência, todos por videoconferência. O prefeito de Rosário, no Maranhão, Calvet Filho, do PSC, deu detalhes de um encontro dele com o então ministro da Educação. A reunião para pedir a liberação de recursos, segundo o prefeito, não foi no Ministério, foi no apartamento de Milton Ribeiro.

 

Inclusive quem preparou o café e serviu para mim e para minha esposa, que estávamos com ele, foi o próprio ministro. Conversamos, contei a situação de Rosário. Não teve interlocução de ninguém, em momento nenhum ele me pediu propina, porque tratei direto com o ministro. Já estava pleiteando desde o ano passado”, contou.

 

Mesmo com duas creches inacabadas na cidade, o prefeito conseguiu o empenho - a reserva no orçamento - de R$ 15 milhões para a construção de outras cinco novas escolas e creches.

Os três prefeitos que falaram em seguida confirmaram que receberam pedidos de propina para terem acesso a recursos da educação. Todos eles disseram que o pedido partiu do pastor Arilton Moura, que ao lado do também pastor Gilmar Santos, é suspeito de comandar um gabinete paralelo no MEC. Nenhum dos dois é funcionário do ministério.

O prefeito de Luís Domingues, também no Maranhão, Gilberto Braga, do PSDB, foi o segundo a falar. Disse que veio a Brasília para participar de uma reunião no Ministério da Educação. E lá, após a reunião, foi convidado pelo pastor Arilton Moura para um almoço com outros prefeitos. Foi quando, segundo ele, ouviu o pedido de propina.

 

 

Nesse almoço tinha uma faixa de 20 a 30 prefeitos, e a conversa lá era muito bem aberta. Ele virou para mim e disse: ‘Cadê suas demandas?’ Eu apresentei minhas demandas para ele, e ele falou rapidamente: ‘Olha, para mim, você vai me arrumar os 15 mil para eu protocolar as suas demandas, e depois que o recurso já estiver empenhado, você, como a sua região é região de mineração, você vai me trazer um quilo de ouro.’”

 

Gilberto Braga disse que não pagou a propina pedida pelo pastor e, por isso, não conseguiu os recursos para seu município.

Além de citar Arilton Moura, o prefeito de Boa Esperança do Sul, em São Paulo, José Manoel de Souza, do Progressistas, mencionou a participação de Nely Carneiro. Nely assessorava os pastores e, mesmo não sendo funcionária do MEC, falava em nome da pasta e participava de reuniões no ministério, conforme revelou o Jornal Nacional.

O prefeito afirmou que, para ele, o pastor Arilton pediu R$ 40 mil.

 

Ele falou: ‘Prefeito, o Brasil é muito grande. Nós temos mais de 5,6 mil municípios, não dá para ajudar todos os municípios’. Eu disse: ‘Não dá, pastor?’ Ele falou: ‘Mas eu consigo te ajudar. Eu faço um ofício agora, eu chamo a Nely’. Nesse meio tempo, a Nely estava ali. ‘Eu chamo a Nely, você assina o ofício, eu já coloco no sistema e, em contrapartida, você deposita R$ 40 mil na conta da igreja evangélica’. E foi quando eu bati nas costas dele e disse: ‘Pastor, muito obrigado, mas pra mim não serve, não é desse jeito que funciona.’”

 

 

O prefeito de Bonfinópolis, em Goiás, Kelton Pinheiro, do Cidadania, afirmou que, no caso dele, o pastor Arilton Moura pediu primeiro uma contribuição para a igreja com a compra de mil bíblias, cada uma custando R$ 50. O prefeito disse que não concordou.

Depois, ainda segundo o prefeito, Arilton ofereceu um desconto de 50% no valor da propina, por achar que ele era amigo do pastor Gilmar Santos.

 

Chegou o pastor Arilton na minha mesa e me abordou assim, de maneira muito abrupta e direta, dizendo: ‘Olha, prefeito, vi aqui que seu ofício está pedindo escola mesmo, de 12 salas. Essa escola deve ser uns 7 milhões de recurso para ser liberado. Mas é o seguinte: eu preciso de 15 mil na minha mão hoje. Você faz aqui uma transferência para minha conta, porque esse negócio que é para depois, isso não cola comigo não. Porque vocês, políticos, são um bando de malandros, que não têm palavra. Se não pegar antes, depois não pagam ninguém. É 15 mil porque você está com o pastor Gilmar, porque dos outros eu cobrei 30, 40 mil.’”

 

A cidade de Bonfinópolis também não recebeu os recursos para a educação.

O último a falar foi o prefeito de Anajatuba, no Maranhão, Helder Aragão, do MDB. Ele disse que conheceu o pastor Arilton em uma reunião no Ministério da Educação e que o município recebeu quatro empenhos para duas escolas e duas creches, mas negou ter recebido pedido ou pago propina.

 

 

Em nenhum momento, o pastor Arilton me pediu nada. Não sei se em razão do tempo, do horário, já estava todo mundo supercansado de aguardar”, conta.

 

Os senadores avaliam que os prefeitos deixaram ainda mais claros os indícios de corrupção no MEC. Segundo os depoimentos, os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura intermediavam os repasses dos recursos da Educação, com livre acesso ao ministério e ao então ministro Milton Ribeiro. Já a cobrança de propina aos prefeitos cabia ao pastor Arilton, E quem pagava, levava.

“Todos esses prefeitos que não toparam, que declararam que não toparam dar a propina, os municípios desses prefeitos não receberam nenhum centavo do FNDE. E os prefeitos que receberam recursos - recursos vultosos para quatro, cinco obras nos seus municípios, nos valores de R$ 15 milhões, de R$ 10 milhões -, esses prefeitos negam ter recebido proposta de propina e negam ter dado qualquer propina”, afirma o senador Marcelo Castro, presidente da Comissão de Educação.

Na próxima quinta-feira (7), a comissão quer ouvir o presidente do FNDE, Marcelo Ponte, e Arilton Moura e Gilmar Santos.

Os pastores prestaram depoimento à Polícia Federal na semana passada, mas o conteúdo está sob sigilo.

 

A PF já fez um relatório preliminar sobre a investigação, que foi encaminhado para a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal. A ministra vai decidir se o caso segue no STF ou se vai para a primeira instância, por causa da demissão de Milton

 

Ribeiro.Saí desse corpo que me pertence, dizia Pastor Marcos Pereira acusado de  estuprar fiéis | Memes, Piadas, Tirinhas

 
 

Pastor Trambiqueiro

 

Cuidado com ele, de terno e gravata bancando o decente
É o diabo vivo em figura de gente
É o pastor trambiqueiro enganando inocentes
Tá vendo aí?
Prestem bem atenção, o enredo macabro que ele arruma
Seu critério maior é falar mal da macumba
Dizendo que a ela também pertenceu
Sim, mas só não foi em frente porque o guia chefe do terreiro é a Vera
Não aceitou o jogo sujo da fera
Que vive afim só de arrumação
Ele também não explica o porquê da mudança da água pro vinho
Só porque, na umbanda, não vale dinheiro
Resolveu ser crente pra roubar os irmãozinhos
Não é fé que ele tem
É simplesmente a febre do ouro
Custa caro a palavra de Deus, o pastor chega pobre e arruma tesouro
Diz aí
Cuidado com ele 
 

20
Fev22

Senadores da CPI do Genocídio: Aras é “subserviente a Bolsonaro” e tenta “acobertar os criminosos”

Talis Andrade

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Redação Hora do Povo

Os senadores da CPI da Covid voltaram a rebater as declarações do procurador-geral da República, Augusto Aras. Em nota, 13 senadores que integraram a CPI e contribuíram com as investigações desmontam as farsas do procurador-geral da República.

Mais de 100 dias após a conclusão dos trabalhos da CPI do Senado, com um substancial relatório final apontando os crimes do governo Bolsonaro na pandemia, a Procuradoria-Geral da República não abriu nenhum inquérito para dar seguimento às conclusões da comissão.

Augusto Aras, escolhido a dedo por Bolsonaro para ocupar o cargo, alega, para justificar sua inércia, que o relatório final da CPI “não atendia aos requisitos legais”, por supostamente não apontar a ‘devida correlação entre cada fato típico praticado e os documentos pertinentes’.

 “O que, além de embaraçar o trabalho do Ministério Público Federal, poderia prejudicar o exercício da ampla defesa e do contraditório”, diz um trecho da manifestação da PGR.

A CPI rebate e afirma, em nota, que Augusto Aras “faz mais uma tentativa para ludibriar os brasileiros, ofuscar sua inércia diante do relatório da CPI e sua disposição para acobertar os criminosos desse morticínio”.

O relatório final da CPI da Pandemia concluiu que Jair Bolsonaro cometeu nove crimes durante a pandemia. São eles: 1) epidemia com resultado morte; 2) infração de medida sanitária preventiva; 3) charlatanismo; 4) incitação ao crime; 5) falsificação de documento particular; 6) emprego irregular de verbas públicas; 7) prevaricação; 8) crimes contra a humanidade, nas modalidades extermínio, perseguição e outros atos desumanos; e 9) violação de direito social.

A CPI pediu ainda o indiciamento de ministros, ex-ministros, filhos do presidente da República, deputados federais, médicos, empresários, do governador do Amazonas, Wilson Lima, e de duas empresas que firmaram contrato com o Ministério da Saúde (Precisa Medicamentos e VTCLog).Charge: Passando a mão. Por Aroeira

Nota Pública

Evitar sanha de Aras pela impunidade tenha êxito 

O procurador Augusto Aras faz mais uma tentativa para ludibriar os brasileiros, ofuscar sua inércia diante do relatório da CPI e sua disposição para acobertar os criminosos desse morticínio. 

A CPI reitera que todas as provas foram enviadas ao Ministério Público Federal, os documentos probatórios são fartos e estão em poder do PGR há mais de 100 dias. 

Destacamos ainda que o último envio de provas - o terceiro desde o encerrando da comissão - foi realizado também via Supremo Tribunal Federal. 

É uma forma de garantir transparência, levar ao conhecimento dos ministros todas as provas já enviadas ao PGR e evitar que a sanha de Aras pela impunidade tenha êxito. 

Mais uma vez, reafirmamos aos brasileiros que seguiremos firmes em busca de justiça e reparação às mais de 640 mil vítimas.

Omar Aziz

Randolfe Rodrigues

Renan Calheiros

Otto Alencar

Humberto Costa

Fabiano Contarato

Eliziane Gama

Simone Tebet

Tasso Jereissati

Zenaide Maia

Alessandro Vieira

Rogério Carvalho

Jean Paul Prates

Senadores da República e membros da CPI

TRIBUNA DA INTERNET | Investigações abertas por Aras contra o clã Bolsonaro  e o alto escalão não saem do lugar ou são arquivadas

Augusto Aras “é a página mais triste do Ministério Público”

 

Em outra nota, a cúpula da CPI afirmou que entregou um “vasto conjunto probatório” e que o Ministério Público Federal “protela, sem qualquer justificativa republicana, a etapa de abertura dos inquéritos criminais para que se possa aprofundar as investigações”.

“A Procuradoria-Geral da República, nesta sexta-feira (18), demonstrou mais uma vez a sua subserviência ao Presidente da República e seu descaso com a apuração dos graves crimes revelados pela CPI da Pandemia da Covid-19. Além de prevaricar no seu dever constitucional, a PGR falta com a verdade em sua nota”, rebatem os senadores.

Na quinta-feira (17), a CPI entregou documentos adicionais ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Augusto Aras é um aliado de Bolsonaro e tem tomado decisões para impedir investigações contra ele. Aras foi escolhido por Bolsonaro por fora da lista tríplice organizada pelos procuradores da República.

Na quinta-feira e na sexta-feira, Aras recomendou ao STF o arquivamento de dois inquéritos que investigam crimes de Bolsonaro. 

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), líder da oposição no Senado e que foi vice-presidente da CPI, afirmou no sábado (19), que Augusto Aras “é a página mais triste do Ministério Público”. “O comportamento dele para arquivar é antagônico ao comportamento dele em relação aos documentos da CPI. Está há 100 dias protelando qualquer ato em relação à CPI, encontrando desculpa atrás de desculpa. Para arquivar, ele toma decisão liminar, mesmo com fartas provas”, denunciou o senador.

A declaração de Randolfe se deu logo após Aras propor o arquivamento da investigação de prevaricação de Bolsonaro no escândalo da compra ilegal da vacina indiana Covaxin.

Aras também pediu para arquivar o inquérito em que Bolsonaro é investigado por vazar dados sigilosos, da investigação de um ataque hacker contra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Indefensável | A Gazeta

29
Dez21

Senador Alessandro Vieira: Bolsonaro "curtindo férias em meio a uma tragédia nacional"

Talis Andrade

 

Filé da defesa.jpeg

ITENS NÃO ESSENCIAIS | Defesa gasta verba da Covid para comprar filé mignon e picanha, diz TCU. Pasta usa R$ 535 mil do combate à pandemia com itens de luxo; ministério diz que atua contra a doença e auditoria é preliminar. Leia maisImage

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Carolina Botelho | @RedePolitologas | VACINA JÁ!
@sobotelha
Essa foto tem que rodar bastante até as eleições. Ela foi tirada no momento em que as crianças brasileiras estavam sem perspectiva de vacinas p/ um vírus mortal, quando as chuvas imundavam a Bahia, quando 19 milhões passavam fome e qdo 13 milhões estavam desempregados.
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Yang Wanming
@WanmingYang
China government official
Expresso com profundo pesar as sentidas condolências às vítimas provocadas pelas fortes chuvas e enchentes que tem atingido o Estado da Bahia, tmb a minha sincera solidariedade às famílias das vítimas. Espero que Bahia ultrapassará esse desafio. Uma rápida recuperação. terão uma rápida recuperação.Image
CORONEL SIQUEIRA
@direitasiqueira
NOITE DURA, TIVE MAIS UM PESADELO COM PETISTAS... SONHEI QUE HAVIA ENCHENTES NO BRASIL, COM GENTE MORRENDO, E O LULA ERA O PRESIDENTE E FICAVA PASSEANDO DE JET SKI, DANÇANDO FUNK E FALANDO QUE TAVA DE FÉRIAS! QUE ÓDIO! MALDITOS ESQUERDISTAS, TIRAM MINHA PAZ ATÉ NO MEU SONO!!!Image
Arthur Prado
@arthurprado_bot
Essa foto (na home da @folha) me dá vontade de chorar.
JaIrme’s Elections Race
@jairmearrependi
Meus parabéns a todos que de uma forma ou outra colaboraram pra manter esse homem no poder.Image
Senador Alessandro Vieira
@Sen_Alessandro
Na CNN afirmei que o problema do Brasil não é ideologia, mas sim honestidade e competência. O Bolsonaro me obriga a incluir outro problema: a absoluta falta de respeito e empatia. Só nas ditaduras mais escrotas se viu um governante curtindo férias em meio a uma tragédia nacional.Image
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15
Dez21

General-nanico Augusto Heleno ameaça o STF

Talis Andrade

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Bolsonaro e o tributo ao facínora Major Curió

 

Por Altamiro Borges 

O general-nanico Augusto Heleno segue ameaçando a democracia brasileira. Em áudio vazado de um discurso seu durante a formatura de agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), ele disse que toma “dois Lexotan na veia” todos os dias para não levar o “capetão” Jair Bolsonaro a adotar "uma atitude mais drástica" contra o Supremo Tribunal Federal (STF). 

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As bravatas foram divulgadas pela coluna do jornalista Guilherme Amado, do site Metrópoles, na terça-feira (14). No áudio vazado, o milico-gagá também revela estar “muito preocupado” com o risco de um novo atentado contra o presidente e confessa, em plena formatura do Curso de Aperfeiçoamento e Inteligência da Abin, que reza para que ele sobreviva. 

"Esticar a corda até arrebentar"

 
“Temos um dos Poderes que resolveu assumir uma hegemonia que não lhe pertence, não pode fazer isso, está tentando esticar a corda até arrebentar. Nós estamos assistindo a isso diariamente, principalmente da parte de dois ou três ministros do STF”, afirma o general fascista em dos trechos do áudio obtido pelo site. Em outro, ele rosna: 

“Eu, particularmente, que sou o responsável, entre aspas, por manter o presidente informado, eu tenho que tomar dois Lexotan na veia por dia para não levar o presidente a tomar uma atitude mais drástica em relação às atitudes que são tomadas por esse STF que está aí”. O milico lunático ainda aterroriza os seus agentes da Abin: 

“Tenho uma preocupação muito grande com 2022, porque acho que tem uma medida muito simples para mudar, em dez segundos, 20 segundos, totalmente o panorama brasileiro. Um atentado ao presidente da República bem-sucedido modifica totalmente a história do Brasil. Tenho plena consciência disso”. 

Em seguida, o general ainda bravateia: “A partir da virada do ano, vou todo dia à Igreja rezar alguma coisa, vou ao Centro Espírita também, aos evangélicos, tudo o que tiver por aí, torcer para que ninguém adote essa solução como uma solução que é, é a solução mais rápida, mais viável, com mais resultado. É eliminar a figura do presidente da República”. 

Convocação do desequilibrado ministro-chefe do GSI
 
Diante dessas maluquices, o deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), líder da oposição na Câmara Federal, decidiu pedir a convocação do desequilibrado ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para explicar as doses diárias remédios psiquiátricos. “Augusto Heleno deve explicações por mais esta ameaça ao STF e à independência dos Poderes. Em qualquer governo sério, que tenha compromisso com a democracia, o general já teria sido demitido há muito tempo”. 

Outros parlamentares também criticaram as declarações do chefão do GSI. “O ministro Heleno parece profundamente desequilibrado, considerando o teor das suas declarações”, afirmou o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). Já o deputado mineiro Rogério Correia, vice-líder do PT na Câmara Federal, apontou o caráter golpista do discurso. 

“A declaração do general Heleno, em especial sendo ele responsável pelo gabinete de segurança institucional, é muito irresponsável. Ele retoma a ideia golpista de Jair Bolsonaro, que no dia 7 de Setembro por pouco não desfecha um golpe. Isso só não aconteceu porque não houve respaldo popular e também porque as instituições reagiram. Agora o general Heleno retoma isso em véspera de eleições. É claro que tem aí também o desespero”. 

"Gagá, lunático. Precisar ser interditado"

No mesmo rumo, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) avalia que a ameaça de Augusto Heleno decore da “derrota previsível” de Jair Bolsonaro em 2022. “O único remédio para este governo é o banco de réus! É tanto blábláblá para justificar uma derrota previsível de Bolsonaro em 2022, que chega a dar dó. O povo dará a resposta nas urnas”, tuitou. 

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), também defendeu a convocação do general. “Considero essas declarações gravíssimas, especialmente porque se trata daquele que coordena o GSI, que é responsável pela segurança do presidente e pela Abin. Ele faz um discurso em que fica evidente que as ameaças e as acusações contra o STF não são coisas exclusivas de Bolsonaro apenas, e que há, entre seus assessores, aqueles que estimulam esse tipo de prática e de ação”. 

Até o vice-líder do DEM, o golpista Kim Kataguiri (SP), ironizou: “Heleno tornou-se um velho gagá, um lunático. O problema é que, apesar de já ter, junto de Bolsonaro, vendido a alma ao Centrão, ainda sente-se um bastião da moral, dotado de um poder capaz até de fechar outro Poder. Esse sujeito precisa ser interditado”.
 
 
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Bolsonaro e o tributo ao facínora Major Curió

 

'Curió', o herói da ditadura


O major do Araguaia sabe o que aconteceu há 40 anos naquele fim de mundo, tomara que conte. Texto de Elio Gaspari leia

 

18
Out21

A CPI vai amarelar diante de Braga Netto?

Talis Andrade

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por Moisés Mendes
 
Uma figura da República, recolhida à discrição desde o 7 de setembro, pode reaparecer nos próximos dias. Mas só se estiver na lista da CPI do Genocídio, entre os acusados de envolvimento nos crimes da pandemia.

É o general Braga Netto, ministro da Defesa, considerado o mais poderoso e fiel militar ao lado de Bolsonaro. Braga Netto aparece e desaparece nas listas especulativas entre os nomes que a CPI entende que devam ser indiciados.

O nome do general é dado mais como incerto do que certo, porque integrantes da CPI teriam dúvidas sobre as motivações para o pedido de indiciamento.

Devem ter dúvidas e devem ter medos, sentimentos que o senador Alessandro Vieira, do Cidadania de Sergipe, parece não ter.

Em relatório paralelo, que poderá ter apenas valor político, Vieira vai apontar Braga Netto como incurso em crimes de responsabilidade, de epidemia e contra a humanidade.

Muitos querem esquecer que Braga Netto foi, no começo da pandemia, o poderoso chefe do Comitê de Crise para Supervisão e Monitoramento dos Impactos da Covid-19.

Sentava-se ao lado do então ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, nas entrevistas coletivas, e não dizia coisa com coisa. Mandetta usava o colete do SUS, e o general aparecia de terno e gravata.

Ninguém sabia ao certo o que ele fazia e do que entendia. Mais tarde, o próprio Mandetta deu informações decisivas para a compreensão da tarefa do general.

Braga Netto, pelos relatos de Mandetta, pode ter sido o primeiro grande lobista da cloroquina no governo. Era a voz escalada por Bolsonaro para desencadear o milagre do tratamento precoce.

Foi ele quem chamou Mandetta para a famosa reunião de 6 de abril do ano passado, em que um grupo tentou empurrar a minuta de decreto do governo que mudaria a bula da cloroquina, para que o remédio fosse indicado para a Covid.

Braga Netto era o coordenador dessa reunião, quando começava a se formar o gabinete paralelo dentro do Ministério da Saúde. Estava lá a médica negacionista Nise Yamaguchi.

Em uma das primeiras entrevistas sobre esse encontro pró-cloroquina, ao site Poder 360, Mandetta disse:

“Não conhecia essa médica. Talvez se ela tivesse ido ao meu gabinete para se apresentar. Perguntei o nome dela e qual a formação. Tinha um outro médico do lado que eu nunca o vi antes e nem depois, esse aí nem guardei o nome […] E tinha mais pessoas lá [na reunião]… tinha o ministro Braga Netto, pessoas fardadas também”.

Tinha o ministro Braga Netto? Era mais do que isso. Braga Netto, como comandante do gabinete da pandemia, era o chefe da reunião. Naquele momento, não poderia ser subordinado a ninguém, nem a Mandetta.

A reunião era dele, de Braga Netto. O que Mandetta sugere é que Nise, alguns subalternos, inclusive fardados, e outros infiltrados foram usados como laranjas para empurrar o decreto, que o então ministro rejeitou.

Ficaram suspeitas, depois dessa reunião, de que Braga Netto seria pelo menos o inspirador do gabinete paralelo, para que Mandetta fosse esvaziado, como acabou acontecendo.

A ascensão de Eduardo Pazuello militariza a Saúde, com sua turma de coronéis, e abre a porta também para as facções negociantes de vacinas que não existiam. 

Em julho, Braga Netto foi protagonista de um embate com o senador Omar Aziz. Aziz disse, referindo-se aos intermediários de vacinas, que “membros do lado podre das Forças Armadas estão envolvidos com falcatrua dentro do governo”.

O general largou uma nota: “Essa narrativa, afastada dos fatos, atinge as Forças Armadas de forma vil e leviana, tratando-se de uma acusação grave, infundada e, sobretudo, irresponsável”.

E fez uma advertência: “As Forças Armadas não aceitarão qualquer ataque leviano às instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro”.

As Forças Armadas teriam mesmo a prerrogativa de defender a democracia de pretensos ataques de senadores? Que poder seria esse das Forças Armadas?

Pois Braga Netto é de novo candidato a personagem da pandemia. Talvez seja citado na lista dos que devem ser indiciados. Talvez não. 

A CPI pode amarelar e tirar o nome do general que peitou Aziz e o Senado? Saberemos no dia 19, quando sairá o relatório de Renan Calheiros.

É possível que fique de fora do relatório o primeiro comandante da estrutura montada por Bolsonaro para escantear Mandetta e abrir caminho para o gabinete da cloroquina, do negacionismo e da sabotagem à vacinação?

É uma dúvida que pode ser resumida numa interrogação de meia linha: a CPI tem medo de Braga Netto?

Quem tem medo das Forças Armadas?

 
 

A extrema-direita e as redes sociais

 
 
13
Out21

CURVAR

Talis Andrade

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Reinaldo Azevedo no Twitter
 
Reinaldo Azevedo
O arcebispo Dom Orlando: Mãe Aparecida, muito obrigado pq na pandemia a senhora foi consoladora, conselheira-mestra, companheira e guia do povo brasileiro q hj te agradece de coração... pq vacina sim; ciência sim e N.S.Aparecida junto, salvando o povo brasileiro!

Nossa Senhora de máscara: um reaça místico no templo da razão em Aparecida

escuta espionagem .jpegTerei de falar de Jair Messias Bolsonaro — que poderia, ao menos, não ter o "Messias" no nome para dificultar a tarefa de fazer gracejo amargo com os falsos profetas. Mas vamos lá. O cara foi a Aparecida. Quer um evangélico "terrível" — e, sim, ele conseguiu um! — no Supremo, mas foi tentar ganhar as franjas dos devotos de Nossa Senhora. Antes da sua chegada, na principal cerimônia do dia, a das 9h, o arcebispo Dom Orlando Brandes mandou a real.

Bolsonaro desconversou e disse não ter ouvido a fala do arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, durante uma missa p/ celebrar o dia de Nossa Sra Aparecida. O religioso afirmou q o Brasil, "p/ ser pátria amada não pode ser pátria armada"Image

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Quem confere a Malafaia e a Sóstenes o papel de sommeliers de evangélicos? São representantes de correntes de outra corrente... E o primeiro pede cabeça de 3 ministros! Tomara que Bolsonaro as dê e aí se entenda com Arthur Lira.

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Os lobbies lavajatista e evangélico foram derrotados com a correta decisão de Lewandowski que recusou o pedido de Kajuru e Alessandro Vieira para obrigar Alcolumbre a marcar a sabatina do terrivelmente servil André Mendonça. Entenda

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Lewandowski acerta e nem conhece DO mandado de seguranca (em juridiquês, esse “conhecer” é transitivo indireto) q buscava impor q Alcolumbre marcasse sabatina de André Mendonça. 2 motivos: 1: falta de legitimidade de impetrantes; 2: STF não se imiscui em assunto interna corporisImage

21
Set21

Senador pede convocação de filho de Bolsonaro após menção à CPI em vídeo com armas

Talis Andrade

Jair Renan, filho do presidente Jair Bolsonaro, faz menção à CPI em vídeo com armas publicado em suas redes sociais. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

 

por Gustavo Garcia /G1

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O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) apresentou nesta segunda-feira (20) um pedido de convocação à CPI da Covid do filho 04 do presidente Jair Bolsonaro, Jair Renan.

O requerimento foi apresentado depois que Jair Renan postou um vídeo temporário em uma rede social no qual aparecem armas e a legenda "Aloooo CPI kkkkk". Na gravação, o filho de Bolsonaro afirma estar em uma loja de armas de propriedade de um amigo.Empresa contratada pelo governo atua de graça para Renan Bolsonaro, diz  jornal | Tribuna Online

Para Alessandro Vieira, as imagens acompanhadas da menção à CPI representam "ameaças" ao colegiado. O parlamentar também diz que o comparecimento de Jair Renan é necessário para que seja esclarecida a relação do filho do presidente com o lobista Marconny Ribeiro, já ouvido pela comissão.

"Para que seja possível esclarecer os vínculos que mantém com o lobista Marconny Nunes Ribeiro Albernaz de Faria, bem como para justificar as ameaças feitas a esta CPI através de vídeo em loja de armamentos, faz-se necessária a convocação do senhor Jair Renan Bolsonaro", afirma Vieira no requerimento.

Para Jair Renan ser convocado, o pedido do senador precisa ser aprovado pela CPI. Nesta terça-feira (21), o colegiado se reúne, mas não há previsão de votação de requerimentos.

O vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), manifestou apoio ao pedido formulado por Alessandro Vieira.

"Precisamos aprovar esse requerimento urgente. Estamos ansiosos para ouvir esse 'alô' pessoalmente", disse Randolfe.

 

Relação com lobistaCharge: Formação de Quadrinhos. Por Renato Aroeira

Documentos obtidos pela comissão mostram que Jair Renan Bolsonaro, um dos filhos do presidente, abriu uma empresa de eventos com ajuda de Marconny Ribeiro.

Conversas no telefone do lobista foram copiadas, a pedido do Ministério Público Federal no Pará e enviadas à CPI, entre elas, estão mensagens trocadas com Jair Renan.

Marconny Albernaz também seria próximo a Ana Cristina Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro e mãe de Jair Renan.

03
Set21

Após denúncias sobre clã Bolsonaro, parlamentares planejam CPMI da Rachadinha

Talis Andrade

Marcelo Nogueira dos Santos com Ana Cristina em Boate do Rio de Janeiro

 

O Metrópoles publicou novas informações sobre supostos crimes envolvendo a família do presidente da República

 
 
 
 
Em meio às denúncias envolvendo o clã Bolsonaro, publicadas com exclusividade pelo colunista Guilherme Amado, do Metrópoles, diversos parlamentares criticaram o presidente Jair Bolsonaro, e planejam criar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Rachadinha para investigar os casos de corrupção envolvendo apropriação de recursos públicos.
 

Rachadinha é prática ilegal de parlamentares ficarem com parte dos salários dos assessores.

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) disse que, desde julho, coleta assinaturas para criar a CPI da Rachadinha e usou um salmo muito utilizado por Bolsonaro para justificar. “Sabe aquela história do ‘conhecereis a verdade e ela vos libertará’?”, disse.

Deputados, todavia, estudam a ideia de modificar o pedido para incluir as novas denúncias envolvendo a família do presidente e transformá-la em uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI). Neste caso, para ser criada, necessitaria do apoio de 171 deputados e 27 senadores.

26
Ago21

Depoimento de diretor do FIB Bank foi ‘escabroso’ na visão de senadores

Talis Andrade
Brasil de Fato@brasildefato

🔴🎥 AO VIVO I CPI da Covid ouve Roberto Pereira Ramos Júnior, presidente do FIB Bankhttps://youtu.be/fThjzwvypQkVer imagem no Twitter

 

“Escabroso”, “contraditório”, “demolidor” foram alguns dos adjetivos usados pelos senadores para qualificar o depoimento desta quarta-feira (25) na CPI da Pandemia. O depoente foi Roberto Pereira Ramos Júnior, diretor-presidente da FIB BanK — empresa apresentada como garantidora de crédito da Precisa Medicamentos na malograda compra da vacina indiana Covaxin. O depoente disse que a FIB BanK, apesar do nome, não é um banco, e apesar de ser uma pequena empresa, tem capital social de R$ 7,5 bilhões, na forma de terrenos em São Paulo e no Paraná.

Brasil de Fato
@brasildefato

Negociação teria acontecido durante viagem, conforme indica troca de emails revelada pela Revista IstoÉ.
Flávio Bolsonaro estava nos EUA acompanhando o ministro das Comunicações entre os dias 7 e 10 de junho deste ano, onde cumpriram agenda em Nova York. https://www.brasildefato.com.br/2021/08/26/flavio-bolsonaro-teria-participado-de-negociacao-para-compra-de-vacina-nos-eua-diz-revista 

Brasil de Fato@brasildefato

🔴🎥 AO VIVO I CPI da Covid ouve José Ricardo Santana, ex-secretário de Medicamentos da Anvisa >> https://youtu.be/j2-3dL2VZac .

ImageO senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou ter sido, “de longe, o depoimento mais contraditório desta comissão”. O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator, qualificou o depoimento de “escabroso” e lembrou que o negócio foi paralisado graças à CPI. A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) disse que nenhum outro depoimento foi “carregado de tantas irregularidades”. A senadora Simone Tebet (MDB-MS) enumerou as “artimanhas” e disse que o que Eduardo Pazuello, Elcio Franco e Roberto Dias têm de responder por assinarem pelo Ministério da Saúde um contrato sem as formalidade legais. O senador Jorginho Mello (PL-SC) qualificou a atuação da empresa de “golpe”, “tramoia” e “picaretagem”.

Apesar do nome, a FIB BanK não é banco ou instituição financeira. O questionamento da CPI concentrou-se na falta de credenciais da empresa para avalizar um negócio da ordem de R$ 1,6 bilhão com o Ministério da Saúde, diante de várias possíveis ilegalidades em sua constituição e operação. Também indagou-se sobre o papel do advogado Marcos Tolentino, apontado como verdadeiro dono da FIB BanK e ligado ao líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR). O nome de Barros foi citado em negociações de vacinas com o governo brasileiro suspeitas de irregularidades.

— O pior é que coloca o nome de banco e nem banco é! A fake news começa aí! — indignou-se o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM).

Em diversos momentos, Roberto Pereira afirmou desconhecer pessoas envolvidas nos negócios da FIB Bank (como Francisco Maximiano, dono da Precisa), ou não dispor dos documentos necessários para responder as perguntas do relator, encaminhando as solicitações aos departamentos comercial e jurídico de sua empresa. Ao lhe perguntarem sua remuneração na empresa, o depoente pediu para prestar a informação por escrito após a reunião.

Roberto Pereira reconheceu que a FIB Bank nasceu como shelf company. O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) explicou que o termo em inglês (que significa “empresa de prateleira”) designa empresas constituídas em cartório, mas sem atividade, criadas apenas para serem revendidas a quem queira possuir uma pessoa jurídica sem enfrentar a burocracia de criação de uma empresa.

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Acompanhe a CPI da Covid aqui com a gente!


Assista aqui: https://youtu.be/hkJvGLNOfDE 

A senadora Simone Tebet fez uma detalhada exposição das aparentes fraudes nas atividades da FIB Bank ao longo dos anos, a começar pelo uso de “laranjas” como sócios. Um dos momentos mais surpreendentes da reunião foi a exibição de um vídeo de Geraldo Rodrigues Machado, morador do município alagoano de Pão de Açúcar. No vídeo, Araújo contou que, ao tentar financiar uma moto em 2015, descobriu que era sócio da empresa.

— O contrato da Covaxin era fraudulento. Faltavam partes, [havia] valores para serem pagos em paraíso fiscal por quem não fazia parte da assinatura do contrato, e garantia de um banco que não era banco — afirmou Simone. — O Ministério da Saúde é tão ou mais responsável por isso.

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🎥🔴 AO VIVO I CPI da Covid ouve Emanuel Catori, sócio da farmacêutica BelcherVer imagem no Twitterhttps://youtu.be/3cXt-enkd2c 

Convocação

Foi aprovado requerimento de Randolfe Rodrigues, convocando a depor Ivanildo Gonçalves da Silva, motoboy para a empresa VTCLog, empresa de logística que atende o Ministério da Saúde na distribuição de vacinas e insumos para todo o país. Desde 2018 Ivanildo fez saques em espécie para a VTCLog num total superior a R$ 4 milhões.

 

Efeitos da CPI

O relator Renan Calheiros fez um balanço dos quatro meses da CPI. Ressaltou que, desde o início das investigações, o governo federal mudou a postura em relação à pandemia de coronavírus.

— Graças à luz colocada pela CPI, o governo cancelou o contrato fraudulento da Covaxin; demitiu servidores que pediam propinas; cancelou negociações com atravessadores; comprou vacinas; parou de alardear sobre a fraude do tratamento precoce; fez influenciadores e sites de fake news apagarem posts que agravaram a pandemia; e fez até o filho negacionista do presidente se vacinar e postar nas redes sociais! — afirmou, referindo-se ao senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ).

O relator anunciou que mais três depoentes passarão da condição de testemunhas para a de investigados pela CPI: Roberto Dias, ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde; Francisco Maximiano, dono da empresa Precisa Medicamentos; e Emanuel Catori, sócio da empresa Belcher Farmacêutica.

Renan confirmou ainda que deve entregar o relatório final na segunda quinzena de setembro.

  1. Brasil de Fato@brasildefato

    🔴🎥 AO VIVO I CPI da Covid ouve Francisco Maximiano, dono da Precisa https://youtu.be/9LJ8iykrhVQ 

    Ver imagem no Twitter

18
Ago21

Senadores apresentam notícia-crime ao STF contra Aras por prevaricação

Talis Andrade

Image

 

247 - Os senadores Fabiano Contarato (Rede-ES) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE) protocolaram no final da manhã desta quarta-feira (18) no Supremo Tribunal Federal (STF) uma notícia-crime contra o procurador-geral da República, Augusto Aras, por prevaricação. 

“O comportamento desidioso do Procurador-Geral da República fica evidente não só pelas suas omissões diante das arbitrariedades e crimes do presidente da República, mas também pelas suas ações que contribuíram para o enfraquecimento do regime democrático brasileiro e do sistema eleitoral e para o agravamento dos impactos da Covid-19 no Brasil, além de ter atentado direta e indiretamente contra os esforços de combate à corrupção no país. O conjunto de fatos demonstra patentemente que o Procurador-Geral da República procedeu de modo incompatível com a dignidade e com o decoro de seu cargo”, argumentam os senadores.

O pedido foi enviado ao gabinete da ministra Cármen Lúcia, que deverá encaminhar o caso ao Conselho Superior do Ministério Público Federal.

Cármen Lúcia já é relatora de um processo sobre os ataques de Jair Bolsonaro ao sistema eleitoral e, por esta razão, recebeu nesta quarta-feira a manifestação dos senadores.

O pedido é motivado, de acordo com os senadores, pela omissão de Aras em relação aos ataques ao sistema eleitoral brasileiro, além das recusas do PGR de atuar em relação ao dever de defender o regime democrático brasileiro e ao dever de fiscalizar o cumprimento da lei no enfrentamento à pandemia da Covid-19.

 

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