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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

08
Ago22

Internautas se revoltam com nova fake news de Damares e pedem sua cassação

Talis Andrade

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Nunca fez nada para combater o incesto, o estupro, o feminicídio, o machismo, a misoginia, a homofobia, a lesbofobia, a transfobia, o sexismo, o trabalho infantil, a prostituição infantil. Nunca condenou a tortura da ditadura militar, as chacinas da polícia militar nem o genocídio dos jovens negros e o genocídio dos povos indígenas. Inclusive defendeu a matança da imunidade de rebanho como política bolsonarista de combate a Covid que já matou quase 700 mil brasileiros. Mentirosa, safadamente espalha informação falsa, ajudou Bolsonaro divulgar uma cartilha gay agora substituída por uma cartilha crack

 

por Ezequiel Vieira /DCM Diário do Centro do Mundo

O nome de Damares Alves (Republicanos) tem repercutido negativamente nas redes sociais em função de algumas publicações que a candidata ao Senado faz contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A última é um vídeo dizendo que o governo Lula ensinava em cartilha como os jovens deveriam usar crack. Internautas resolveram pedir a cassação da ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.Image

Em vídeo, ela afirma que vai “relembrar como eram as políticas públicas de prevenção ao uso de álcool e drogas nos governos das trevas”. “Ele [a cartilha lida por ela no vídeo] está mandando o menino, a menina, o adolescente conhecer o traficante, conhecer o fornecedor. Isso sabe o que é? Associação ao crime organizado”.

A cartilha, criada pelo Programa Nacional de DST/Aids com a intenção de ser distribuída para profissionais de saúde para auxiliar na diminuição do contágio de HIV e outras doenças pelo compartilhamento de seringas e objetos usados no consumo de drogas, nunca chegou a ser publicada.

No Twitter, internautas pedem que Damares seja denunciada por conta da disseminação de fake news contra Lula e Alckmin e o PT, PCdoB, PV, PSB, PSOL, Rede, Solidariedade, Avante e Agir (antigo PTC).

Confira a repercussão abaixo:

Deixo aqui o pedido para que vcs divulguem ao @Alexandre e outros ministros.

Em maio, foi dito por Alexandre de Moraes que "candidato que divulgar fakenews nas redes deve ter registro cassado".

Damares Alves fez isso conscientemente, DE NOVO. Algo precisa acontecer. https://t.co/anghbt8e3W

— Felipe Neto 🦉 (@felipeneto) August 7, 2022

@alexandre exigimos a cassação de candidatura pois o senhor disse que se repetissem o que foi feito em 2018 aconteceria isso. Damares acaba de espalhar fake news no youtube e no próprio twitter. Contamos com sua ação junto ao TSE!

https://t.co/s1Ov4alCQd

— Dann (@DanFalei) August 8, 2022

Alô @TSEjusbr estamos esperando a cassação da mentirosa DAMARES ALVES por disseminação de fake News

— Naná🚩 (@NadirRibeir) August 8, 2022

É mais que uma simples fake news, é pura mentira! Que governo iria ensinar jovens a usar crack? Essa mentira da Damares Alves é pior que a mamadeira de piroca. Eleitores acordem e denunciem!#mentirosa https://t.co/TbSL3DzHLB

— Ieda Ferreira (@IedaFerreirade1) August 8, 2022

O futuro presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, prometeu cassar o registro de candidatura de quem usasse fake news nas eleições. A serviçal de bolsonaro Damares Alves espalhou mentiras criminosas nas redes. Ou ela é punida ou o TSE não existe.

— Tiago Barbosa (@tiagobarbosa_) August 7, 2022

Damares , a louca fundamentalista, tem que ser denunciada ao TSE por fake news contra Lula e denunciada ao Twitter pelo mesmo motivo pra que perca o perfil.

Quem puder , faça isso. É utilidade pública !!#damaresalvescassada https://t.co/dsnxJ8fwOM

— Alberto Navas (@alberto_navas) August 8, 2022

Alô @TwitterBrasil essa postagem da ministra @DamaresAlves é fake news.Lamentável que se dê espaço para a propagação de MENTIRAS e disseminação de ódio nas redes sociais. pic.twitter.com/fvItkFqiq9

— LIGIANE 🇧🇷1️⃣3️⃣🚩 (@LigianePestana) August 7, 2022

Na fala ela afirma que vai “relembrar como eram as políticas públicas de prevenção ao uso de álcool e drogas nos governos das trevas”. “Ele [o livro lido por ela no vídeo] está mandando o menino, a menina, o adolescente conhecer o traficante, conhecer o fornecedor. Isso sabe o que é? Associação ao crime organizado”, contou ela.

Assista ao vídeo:

Para combater a prostituição infantil, o incesto e estupro de crianças a proposta de Damares:

Pênis inflável verde e amarelo vira atração em manifestação 7 de Setembro bolsonarista na Avenida PaulistaObjeto inflável gigante estava presente na manifestação na Avenida Paulista

São Paulo – Um pênis inflável nas cores verde e amarelo foi atração na Avenida Paulista, em São Paulo, durante a manifestação em favor de Jair Bolsonaro, dia 7 de setembro.

Um apoiador do presidente, que estava no local, gravou um vídeo e compartilhou nas redes sociais. O pênis inflável estava preso em um carrinho de supermercado durante o ato em SP

 

07
Ago22

Amazombras (por Gustavo Krause)

Talis Andrade

 

A Amazônia não precisa de estatal. Basta um Presidente que não permita que a lei e a imagem do Brasil sejam pisoteadas pela “boiada”

 

 

O PSB, partido do vice Geraldo Alckmin, propôs a criação de mais uma estatal – Amazombras – que seria responsável por articular instituições de pesquisa, militares e universidades para o aproveitamento econômico da região.

A proposta revela a imperiosa necessidade de debates públicos. O eleitor tem o direito de avaliar o que os candidatos pensam e como pretendem enfrentar os grandes desafios do país. Dar um basta aos candidatos/postes e ao estelionato eleitoral.

No caso específico, boas intenções podem resultar em consequências indesejáveis. O Brasil tem um vício original: o empreendimento colonizador seguia a cartilha do mercantilismo estatal e as Ordenações Manuelinas que, segundo Jorge Caldeira na obra magistral, “História da Riqueza no Brasil”, “nada tinha a ver com universalidade ou igualdade. Tratava-se apenas da organização da desigualdade”.

Ao longo do processo histórico, o traço dominante foi “estado demais e cidadania de menos”. É um equívoco, no entanto, debitar nossos problemas a acessos de estadofobia. Neste sentido, é importante registrar que a modernização conservadora da “Era Vargas” foi viabilizada pelo nacional desenvolvimentismo, tracionado por investimentos estatais em áreas consideradas estratégicas.

O Estado agigantou-se nas auroras democráticas e nos surtos autoritários. Celebrou um pacto perverso com a política clientelista e com a rigidez ideológica. Apesar dos avanços da desestatização, segue confirmada a profecia de Roberto Campos “Uma vez criada a entidade burocrática, ela, como a matéria de Lavoisier, jamais se destrói, apenas se transforma”.

Segundo dados da Secretaria do Tesouro e de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, a União ainda detém participações em 429 empresas, assim distribuídas: controle direto 46 sendo 19 dependentes de recursos do tesouro (R$ 24,5 bilhões de aporte em 2021); controle indireto, 85; minoritária direta, 54 e minoritária indireta, 244.

Ora, a questão amazônica para ser enfrentada não precisa de estatal, é suficiente que o Presidente da República compreenda a dimensão global da sustentabilidade ambiental e não permita que a lei e a imagem do Brasil sejam pisoteadas pela “boiada”. A Amazônia é a prioridades das prioridades.

Para vencer a brutalidade da ignorância, vale a leitura de um trecho da carta do Chefe Seattle à proposta de compra da terra indígena pelo Presidente dos Estados Unidos (1854): “A terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra […] O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um dos seus fios. Tudo que fizer ao tecido, fará a si mesmo”.Ricardo Salles “passando a boiada”: ministro do Meio Ambiente muda leis na  pandemia - Amazônia LatitudeBolsonaro vai passando a boiada da destruição - 16/06/2022 - Cláudio Hebdô  - FolhaCampanha cobra posição de empresas que estariam apoiando o | Política

Gilmar Fraga: sem novidade | GZH

TRIBUNA DA INTERNET

MPF cobra Justiça Federal no DF por decisão sobre afastamento de Ricardo  Salles - Flávio Chaves

TRIBUNA DA INTERNET5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente: data para reflexão e ação -  Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e RegiãoCharge: Salles deixa o Ministério - Blog do AFTM

CHARGE 2019 - AMAZÔNIA ACONTECE

Amazônia em chamas

Charges: Amazônia Nada Legal!UNIFENAS 2019: A charge acima apresenta um enfoque crítico sobre o avanço  da atividade pecuarista no espaço amazônico - INDAGAÇÃO

Gilmar Fraga: queimando o filme em Dubai na cara de pau... | GZH

 

Confira a charge de Miguel Paiva desta sexta-feira

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15
Jul22

Viúva de Bruno pede retratação de Bolsonaro, Mourão e do presidente da Funai

Talis Andrade
Antropóloga, mulher de Bruno Pereira mantém luta indigenista

 

O indigenista Bruno e o jornalista inglês Dom Phillips foram barbaramente assassinados numa emboscada quando retornavam de excursão pelo Vale do Javari, região com maior população de indígenas isolados do mundo

 

Beatriz Matos durante a audiência (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

 

A antropóloga Beatriz Matos, viúva de Bruno Pereira, pediu ao presidente Jair Bolsonaro (PL), o vice Hamilton Mourão e o presidente da Funai, Marcelo Xavier, que se retratem pelas declarações feitas sobre o trabalho do indigenista assassinado no dia 5 de junho, em Atalaia do Norte, no oeste do Amazonas.

Bruno e o jornalista inglês Dom Phillips foram barbaramente assassinados numa emboscada quando retornavam de excursão pelo Vale do Javari, região com maior população de indígenas isolados do mundo.

“Gostaria que o presidente do Brasil, o vice-presidente do Brasil e o presidente da Funai se retratassem em razão das declarações ridículas que fizeram. O presidente da Funai falou em ilegalidade da presença deles ali. O presidente da República falou coisas que eu me recuso a repetir aqui. Isso não é uma questão menor. É uma questão muito séria”, protestou Beatriz durante audiência na comissão temporária do Senado nesta quinta-feira (14).

Bolsonaro chegou a definir a excursão dos dois como uma “aventura não recomendada”. “Realmente, duas pessoas apenas num barco, numa região daquela completamente selvagem é uma aventura que não é recomendada que se faça. Tudo pode acontecer”, afirmou ao SBT.

Leia mais: Suspeito nega na PF ser mandante dos assassinatos de Bruno e Dom

Mourão disse que se há um mandante do crime contra o jornalista e o indigenista, “é um comerciante da área que estava se sentindo prejudicado pela ação principalmente do Bruno e não do Dom, o Dom entrou de gaiato nessa história. Foi efeito colateral”.

Embora Bruno e Dom estivessem na região de forma legal, o presidente da Funai declarou: “Esta não foi uma missão comunicada à Funai. A Funai não emitiu nenhuma permissão para ingresso. É importante que as pessoas entendam que quando se vai entrar numa área dessas, existe todo um procedimento”.

O indigenista Bruno Pereira e o jornalista inglês Dom Phillips (Foto: Reprodução)

 

Falta de condolência

De acordo com ela, a família também não recebeu uma palavra de condolência dessas autoridades. “No funeral do Bruno, tinham representantes do governo municipal, do governado estadual, não tinha do governo federal. Com exceção de vocês senadores e dos deputados, na Comissão da Câmara também, a gente não teve nenhum apoio”, disse a viúva.

“O Bruno era um funcionário público dedicadíssimo, seriíssimo, hiper comprometido com o trabalho dele. Por isso que os funcionários da Funai estão indignados, estão em greve, estão em movimento”, considerou.

Para ela, o presidente da Funai acusa o funcionário no lugar de tomar para si a investigação, a proteção, a indignação, o cuidado com a família. “É indignante a falta de apoio que a gente teve da esfera [federal] deste país. É indignante. A gente viu a manifestação do primeiro-ministro britânico, sabem, enfim”.

Na ocasião, Boris Johnson, então primeiro-ministro do Reino Unido, declarou-se preocupado com o desaparecimento deles e disse que seu governo “estava pronto para dar apoio no que o Brasil precisar”.

 

Funcionários da Funai desprotegidos

 

Beatriz, que já trabalhou na região, protestou ainda pela falta um plano emergencial para a segurança do Vale do Javari.  “Os funcionários da Funai lá estão desprotegidos. O movimento indígena está desprotegido. Os próprios indígenas estão desprotegidos”, reclamou.

“É o lugar de vida dessas pessoas há milênios, há muito tempo. Antes de ter Brasil, os Marúbos estavam lá, construindo a sua vida, sua cultura, tudo que eles são hoje. Antes de ter a fronteira Brasil e Peru ali”, explicou a antropóloga.

Por fim, ela disse esperar que as mortes de Bruno e Dom, que comoveu o mundo, sirva para que se construa uma alternativa e melhore a vida dos que vivem na região. “É um absurdo o que está acontecendo ali neste momento! Então, a falta de ação imediata de um plano emergencial de segurança ali para os povos indígenas do Vale Javari e para os funcionários da Funai”.

10
Jul22

Lula critica Bolsonaro e diz que fome e desemprego são causados 'pela falta de vergonha na cara de quem governa o país'

Talis Andrade

Lula (PT) participa de ato em defesa da democracia, contra a fome e por emprego e moradia na Praça da Moça, em Diadema (SP), na manhã deste sábado (9) — Foto: YURI MURAKAMI/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Lula (PT) participa de ato em defesa da democracia, contra a fome e por emprego e moradia na Praça da Moça, em Diadema (SP), na manhã deste sábado (9) — Foto: YURI MURAKAMI/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Por g1 SP e TV Globo — São Paulo

Pré-candidato à Presidência da República, o ex-presidente Lula (PT) disse neste sábado (9) que a fome e o desemprego enfrentados pelos brasileiros atualmente são causados “pela falta de vergonha na cara de quem governa esse país”.

A fala é uma referência ao presidente Jair Bolsonaro (PL), seu adversário na corrida eleitoral deste ano.

 

Depois do PT ter acabado com a fome nesse país, a gente percebe que 33 milhões de brasileiros vão dormir sem ter o que comer, que 105 milhões de pessoas têm algum problema de insuficiência alimentar. Como é que se explica num país que é o terceiro produtor de alimento do mundo ter gente indo dormir sem comer, que as pessoas precisam enfrentar fila pra pegar um osso pra levar pra casa?”, disse Lula.

 

 

“Não é falta de capacidade produtiva, é falta de dinheiro e essa falta de dinheiro é causada pelo desemprego e o desemprego é causado pela falta de vergonha na cara de quem governa esse país”, declarou.

Apoiadores de Lula participam de ato com o candidato petista em Mauá, na Grande SP, neste sábado (9). — Foto: Reprodução/Youtube

Apoiadores de Lula participam de ato com o candidato petista em Mauá, na Grande SP, neste sábado (9). — Foto: Reprodução/Youtube

Em encontro de lideranças que apoiam a chapa dele com Geraldo Alckmin (PSB) ao pleito de outubro, Lula voltou a dizer na cidade de Diadema, na Grande São Paulo que, caso vença o pleito de outubro, vai pegar um país pior do que pegou em 2003, quando foi eleito para o cargo pela primeira vez.

 

Vocês têm que saber que nós vamos pegar um país pior do que nós pegamos em 2003. A inflação tá maior, a taxa de juros tá maior, o desemprego tá maior, e o que é mais grave: a massa salarial está muito menor. Hoje mais de 80% das categorias profissionais fizeram acordo no ano passado fizeram acordo com menos que a inflação. Ou seja, não conseguiram sequer repor a taxa da inflação”, declarou.

 

 

“Não é difícil resolver o problema do pobre não. Nós vamos fazer o que nós já fizemos da outra vez. Nós vamos colocar o pobre no orçamento e vamos colocar o rico no imposto de renda, pra ele aprender a pagar imposto de renda sobre lucros e dividendos, coisa que ele não paga”, completou.

Lula e Alckmin acompanhados das esposas em evento do PT, neste sábado (9) — Foto: Reprodução/TV Globo

Lula e Alckmin acompanhados das esposas em evento do PT, neste sábado (9) — Foto: Reprodução/TV Globo

 

Críticas a Sérgio Moro

 

No evento em Diadema, o petista também criticou o ex-juiz Sérgio Moro (União Brasil), que desistiu da pré-candidatura à presidência da República em março.

Após a desistência, Moro também teve a mudança de domicílio eleitoral rejeitada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), sendo impedido de concorrer a qualquer cargo no estado e focando os esforços políticos no Paraná, onde morava com a esposa antes de deixar o cargo no Judiciário.

 

Segundo Lula, o ex-juiz da Lava Jato enfrenta problemas para se firmar na política porque “enganou a sociedade brasileira”.

 

Eu tô aqui livre e bonito falando com vocês e o Moro tá comendo o pão que o diabo amassou porque ele sabe que ele mentiu. Ele sabe que enganou a sociedade brasileira. Sabe que enganou os meios de comunicação para tentar vender a história [da Lava Jato]”, declarou o petista.

 

Montagem com fotos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do juiz Sérgio Moro — Foto: Reprodução/G1

Montagem com fotos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do juiz Sérgio Moro — Foto: Reprodução/G1

 

Ato pela democracia

 

O evento em Diadema foi chamado pelos aliados de Lula de "ato pela democracia" e contou com a participação das siglas que compõem a coligação 'Vamos Juntos pelo Brasil', composta pelo PT, PCdoB, PV, PSOL, PSB, Solidariedade e Rede.

 

Além do petista e seu vice, o ato também contou com participação do pré-candidato ao governo de SP Fernando Haddad (PT), e do pré-candidato ao Senado pelo PSB, Márcio França, que nesta sexta (8) anunciou que deixou a corrida pelo Palácio dos Bandeirantes para compor a chapa de Haddad em 2022.

No evento de Diadema, França justificou a desistência à corrida estadual para “ajudar o Lula a vencer em São Paulo” e “em nome do Brasil”.

“A gente não pode aceitar de maneira pacífica andar pelas ruas e ficar tropeçando em gente no chão. São Paulo tem mais de 60 mil pessoas vivendo nas ruas. Você não consegue entrar num farmácia ou supermercado que não tenha alguém pedindo pelo amor de Deus na porta pra dar um arroz. Por mais que você tenha suas condições pessoais, ninguém pode se sentir bem desse jeito. (...) Cada um tem que fazer a sua parte, e nós estamos fazendo a nossa parte hoje. Na última eleição eu tive mais de 10,2 milhões de votos aqui em São Paulo e vou pedir para todas essas pessoas que ajudem a eleger o Lula e o Alckmin e o Haddad governador de SP”, declarou França.

 
Lula e Haddad ao lado de Márcio França e Geraldo Alckmin em Diadema, na Grande SP, neste sábado (9). — Foto: Walace Lara/TV Globo

Lula e Haddad ao lado de Márcio França e Geraldo Alckmin em Diadema, na Grande SP, neste sábado (9). — Foto: Walace Lara/TV Globo

 

Aliança França e Haddad

 

PT e PSB tentavam costurar uma candidatura única para o estado de São Paulo, no contexto da aliança nacional que escolheu Geraldo Alckmin (PSB) como vice na chapa Lula (PT) à Presidência. Mas antes, tanto Haddad quanto França sinalizavam que não abririam mão da disputa pelo cargo.

Nas últimas eleições, em 2018, França ficou em segundo lugar e perdeu para João Doria (PSDB) pela menor margem de votos na história de São Paulo. Doria obteve 51,75% dos votos válidos contra 48,25% de França.

Em vídeo divulgado em suas redes sociais nesta sexta, França, que já foi governador do estado, afirmou que tinha se comprometido a apoiar o candidato que estivesse mais bem colocado nas pesquisas ao governo.

 
 

 
 
 
08
Jul22

Lula: "A violência tem várias razões, mas uma das principais é a ausência do Estado" (vídeo)

Talis Andrade

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Lula foi recebido, na noite desta quinta-feira (7), no Rio de Janeiro, por dezenas de milhares de pessoas, que lotaram a Cinelândia, palco das maiores manifestações populares da história da cidade. Emocionado ao se lembrar das lições da mãe e entusiasmado com a enorme quantidade de pessoas reunidas, o ex-presidente disse ter vontade de governar o Brasil para cuidar dos cariocas e de todos os brasileiros.

“Eu duvido que o estado do Rio de Janeiro tenha recebido em toda a sua história, de qualquer presidente da República, a quantidade de recursos que o PT botou neste estado. E por que nós fizemos isso? Porque o Rio de Janeiro é muito importante para o Brasil, e o Rio de Janeiro não pode ficar aparecendo nas bancas de jornais apenas por conta da violência, apenas por conta das balas perdidas, apenas por conta da morte de filhas, de irmãos, de pais de gente pobre”, discursou.

Segundo Lula, ". “Se o povo tivesse emprego, se tivesse escola de qualidade, se tivesse saúde de qualidade, se tivesse área de lazer, se tivesse cultura, se tivesse água boa, tratamento de esgoto, não teria metade da violência que tem no Rio de Janeiro”, acrescentou

 

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Hoje é um dia de gratidão ao povo do Rio de Janeiro que lotou a Cinelândia. #LulaInRio

📽️: @ricardostuckert pic.twitter.com/A3PeKIUghv

— Lula (@LulaOficial) July 7, 2022

 

Governar com o coração

O ex-presidente ressaltou que a diferença entre o seu governo e o de Jair Bolsonaro é justamente a crença de que o Brasil pode ser grande se o Estado acreditar e apoiar a população, fazendo investimentos. Foi assim que, no governo Lula, a Petrobras descobriu o pré-sal e a indústria naval multiplicou por mais de 20 os postos de trabalho.

“Agora, pergunte quanto esse genocida que está governando investiu no Rio de Janeiro. Pergunte qual foi a grande obra que ele fez. Qual foi a escola técnica, a universidade que ele fez? Qual foi o dinheiro para a saúde que ele colocou? Nada, nada, nada. Só quer tirar”, criticou Lula, referindo-se à insistência de Bolsonaro em privatizar o patrimônio nacional.

“Este país está precisando voltar a ser humanizado. Nós precisamos voltar a ser humanistas outra vez”, prosseguiu. “Quando eu era presidente, eu dizia: ‘A gente precisa pensar com o coração’. Este país, o cara não tem que governar, tem que cuidar. E cuidar de quem? De quem mais precisa”, completou.

E, segundo Lula, não é o rico ou a classe média alta que precisam do governo. “É o povo trabalhador, é o pequeno e médio produtor rural, são as pessoas quem moram nas favelas e nas periferias, são os micro e pequenos empreendedores, são as pequenas cooperativas que precisam do Estado. É para esses que nós temos que governar. Se não, a gente não vai tirar o país da desgraça em que eles meteram.”

 

Alckmin: Lula é esperança

 

O ex-governador Geraldo Alckmin iniciou sua fala fazendo referência à multidão que lotava a Cinelândia. “Quando eu vejo aqui essa grande manifestação na Cinelândia, eu entendo por que que o Bozo está com medo da urna eletrônica. É porque ele está com medo do voto do povo”, disse.

Alckmin contou que, ao percorrer o Brasil ao lado de Lula, tem notado como os brasileiros veem na volta do ex-metalúrgico a esperança de uma vida melhor. E o mesmo acontece no Rio de Janeiro. “O Rio está com saudade. Indústria naval, indústria petroquímica, Comperj, moradia, Minha Casa Minha Vida, saúde, emprego, salário mínimo valorizado, juventude com oportunidade”, enumerou, referindo-se ao governo Lula.

 

“O Rio ama Lula”, diz Ceciliano

 

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, André Ceciliano, pré-candidato do PT ao Senado, começou seu discurso dizendo que a Cinelândia estava lotada porque o povo do Rio ama Lula.

“A favela ama o senhor. Eles querem que você continue a fazer os complexos esportivos, as bibliotecas-parques e as milhares de casas que o senhor construiu na Rocinha, em Manguinhos e no Complexo do Alemão. Nós queremos que o senhor retome o complexo petroquímico porque o que estão fazendo ali é uma covardia”, afirmou.

Ceciliano lembrou ainda que Lula foi o presidente que mais gerou empregos, e o Rio precisa de empregos. “Quando os senhor foi eleito, a indústria naval tinha 3 mil empregos. Uma década depois, tínhamos mais de 80 mil empregos. E o Rio de Janeiro precisa de emprego, precisa de desenvolvimento social e econômico. O Rio de Janeiro precisa voltar a sorrir. E o senhor ama o Rio, nós temos certeza.”

 

Freixo: segurança e oportunidade para a juventude

 

Pré-candidato ao governo do Rio, o deputado federal Marcelo Freixo (PSB)discursou um pouco antes de receber apoio público de Lula. Freixo disse que deseja comandar o estado para que cada menino e cada menina do estado tenha oportunidade de estudo e trabalho e não seja presa fácil do crime.

“O Rio de Janeiro tem 3 milhões de pessoas passando fome, e o Rio tem 80% do petróleo nacional. Isso é porque a gente é governado por uma máfia, por um grupo de criminosos que está aqui há muito tempo e tem que ser afastado do poder”, analisou Freixo.

O deputado também defendeu uma política de segurança que não criminalize a periferia. ”A gente precisa dizer que em cada favela, em cada território, matança não vai ser segurança. A gente vai ter polícia sim, a gente precisa da polícia sim, mas de uma polícia treinada, integrada, modernizada, com equipamento e inteligência e que proteja a nossa juventude, principalmente a juventude preta, a juventude pobre e a juventude da periferia.”

 

Gleisi: “Vamos retomar o Brasil para os brasileiros”

 

A presidenta nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), pediu que todos os presentes se organizem, montem comitês populares de luta e se empenhem para rebater as fake news bolsonaristas. “Nós vamos vencer Bolsonaro sim, vamos retomar o Brasil para o povo brasileiro, e vamos fazer isso com esse movimento amplo de que precisamos, juntando todos aqueles que querem vencer o fascismo e a barbárie”, garantiu.

“O que nós temos de resultado do governo de Bolsonaro são mais de 600 mil mortes por Covid, são 33 milhões de pessoas de novo com a fome, 60 milhões de pessoas com insegurança alimentar. É a carestia dos alimentos, o preço do combustível, o desmatamento na Amazônia, a liberação de armas, o ódio que ele destila contra todos aqueles a que ele se opões. O ódio contra as mulheres, contra negros e negras, contra a população LGBT, contra a população indígena”, completou Gleisi.

Também discursaram o presidente nacional do Psol, Juliano Medeiros, e o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AC). 

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08
Jul22

Retrato de uma nação ferida

Talis Andrade

 

A crise social na qual o Brasil está mergulhado desde o Golpe de 2016, que levou à deposição de Dilma Rousseff da Presidência da República por meio de um impeachment sem crime de responsabilidade, mantém o povo refém da agenda econômica tocada por Paulo Guedes no governo de Jair Bolsonaro.

O resultado é o aumento da pobreza, que já supera 40% da população em 14 estados brasileiros, a inflação fora de controle, que explica a falta de comida na mesa do povo, e o aumento da desigualdade e da fome. Falta emprego para o povo.

“Este país não nasceu para ser pequeno e esse país não nasceu para que o povo passe fome. Não tem explicação alguém em Piracicaba, ou alguém em minha Caeté, lá em Pernambuco, ou alguém na capital de São Paulo ir dormir com fome porque não tem o que comer”, afirma, indignado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele voltou a sinalizar o compromisso de acabar com a fome vez e fazer o Brasil voltar a crescer, a se desenvolver, a gerar emprego e oportunidades para as pessoas.

“O que nós queremos na verdade é provar que este país não precisa ter fome. Já fizemos isso uma vez. Não tem explicação econômica nem política do povo brasileiro ter fome, 33 milhões de pessoas passando fome e 105 milhões com algum problema de insegurança alimentar, sem conseguir as proteínas e calorias necessárias para sobrevivência’, disse, durante entrevista concedida à Rádio Educadora, de Piracicaba (SP), na quarta, 30.

O ex-presidente da República, que lidera o movimento Juntos pelo Brasil ao lado do ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), tem defendido que a situação dramática atual pode ser revertida. E que a derrota de Jair Bolsonaro em outubro será a primeira medida para fazer o país se reencontrar com um modelo de desenvolvimento econômico com Justiça social. “O país está desmontado, as instituições estão desacreditadas, brigando entre si. Precisamos fazer o pais voltar à normalidade”, defende Lula. “Este país precisa voltar a ter paz, voltar a ser humanista para que a gente se trate bem e se respeite. E isso vai acontecer com muito investimento para gerar emprego e esperança. Estou convencido de que isso vai acontecer”.

O aumento da pobreza é um problema a ser enfrentado imediatamente, diante da situação de descalabro. Na última semana, um estudo da FGV Social mostrou que em 14 estados mais de 40% da população estão em situação de pobreza. Em quatro estados, o percentual ultrapassa a metade da população: Maranhão (57,90%), Amazonas (51,42%), Alagoas (50,36%) e Pernambuco (50,32%). Na média brasileira, a parcela é de 29,62%, ou quase um terço da população vive em situação de pobreza. Ao todo, eram 62,9 milhões de brasileiros em 2021 nesta situação, quase 10 milhões a mais que em 2019.

Por esta classificação, pobres são aqueles que vivem com menos de R$ 497 per capita por mês ou U$ 5,50 por dia. A linha de corte de R$ 497 per capita mensal por mês é a mais alta para se classificar o contingente de pobres no país e segue os critérios internacionais de pobreza. Pelo Auxílio Brasil, por exemplo, só é considerado pobre quem vive com menos de R$ 210 per capita por mês.

O estudo da FGV Social aponta ainda que 25 das 27 unidades da federação registraram aumento do percentual da população na pobreza entre 2019 e 2021. A pior evolução dos indicadores no período da pandemia foi observada em Pernambuco, com um aumento de 8,14 pontos percentuais: o percentual de pobres subiu de 42,18% em 2019 para 50,32% em 2021.

 

“O contingente de pessoas com renda domiciliar per capita até R$ 497 mensais atingiu 62,9 milhões de brasileiros em 2021, cerca de 29,6% da população total do país. Este número representa 9,6 milhões a mais que 2019, quase um Portugal de novos pobres surgidos ao longo da pandemia”, alerta o economista Marcelo Neri, responsável na FGV Social pelo estudo produzido a partir de microdados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ele foi ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos no governo Dilma Rousseff.

Essa tragédia social é que tem levado Lula e Alckmin a destacarem que é prioridade cuidar do bem-estar da população no novo governo, a partir de janeiro de 2023. “Quero criar um estado de bem-estar social em que as pessoas trabalhem, as pessoas morem, as pessoas comam, as pessoas vivam em paz”, defende o ex-presidente.

O ex-presidente declarou que está preocupado com o endividamento crescente das famílias brasileiras. “É preciso reduzir a política de juros, é preciso resolver o problema da dívida de 70 milhões de famílias brasileiras que estão endividadas nos cartões, algumas porque estão utilizando o cartão para comprar comida”, declarou. Ele considera que o endividamento da população e  a inadimplência são consequências do contexto de desemprego, inflação alta e empobrecimento da população sob Bolsonaro, que retirou direitos dos trabalhadores e não criou políticas de valorização do salário mínimo e de geração de emprego.

Em 2003, quando Lula assumiu a Presidência da República pela primeira vez, assegurar que cada brasileiro pudesse tomar café da manhã, almoçar e jantar foi uma obsessão do governo federal. O poder de compra do salário mínimo aumentou continuamente durante todos os anos das gestões de Lula e Dilma. Em 2014, o Brasil saiu do Mapa da Fome das Nações Unidas.

No começo de junho, o país se assustou com a revelação do IBGE que apontou que o Brasil tem 33 milhões de pessoas passando o dia todo sem comer nada e qye apenas quatro em cada 10 famílias brasileiras têm acesso pleno à alimentação. Bolsonaro trouxe de volta a fome e hoje um salário mínimo não compra sequer uma cesta básica em São Paulo.

Em 2006, durante o governo Lula, era possível comprar duas cestas básicas (R$ 172,31) com um salário mínimo (R$ 350). O mesmo acontecia no governo Dilma. Em 2014, a cesta valia R$ 354,63 e o salário mínimo era R$ 724. Em maio de 2022, em São Paulo, uma cesta básica custava R$ 1.226,12, enquanto o salário mínimo é de R$ 1.212 – são R$ 14,12 a mais.

Ex-ministra de Desenvolvimento Social, a economista Tereza Campello diz que deixar a fome voltar foi uma opção do governo Bolsonaro. Em entrevista ao Jornal PT Brasil, ela acusou o atual  presidente de adotar medidas que permitiram chegarmos ao caos que o Brasil vive hoje. “Nos governos Lula e Dilma, ano a ano, a insegurança alimentar caiu. Se olharmos o governo Bolsonaro, ano a ano a insegurança alimentar cresceu. E isso começou a acontecer antes da pandemia”, observou.

Entre as opções feitas pelo Palácio do Planalto e que favoreceram a volta da fome, Tereza destaca o desmonte de políticas de segurança alimentar, como o apoio à agricultura familiar, o Programa de Aquisição de Alimentos e o programa de cisternas.

“O governo tinha que viabilizar o acesso à alimentação, à renda e a produtos saudáveis”, defende. “Isso é tarefa do governo: fazer política de segurança alimentar e nutricional. Inclusive é um dispositivo da Constituição Federal, que diz que a população tem direito a alimentação adequada e saudável. Para garantir esse direito, tem que haver políticas públicas”.

Na quinta-feira, 30, a derrota do governo diante da inflação se tornou oficial. O Banco Central apontou que probabilidade de a inflação ultrapassar os limites do intervalo de tolerância da meta este ano subiu de 88% na estimativa de março para 100%. E sinalizou que a inflação deverá continuar em alta em 2023.

“A surpresa inflacionária no trimestre decorreu do comportamento dos preços livres, principalmente de alimentos. A inflação de serviços e de bens industriais se mantém alta, e os recentes choques continuam levando a um forte aumento nos componentes ligados a alimentos e combustíveis”, aponta relatório do BC. Ou seja, não há muito o que fazer, se depender da autoridade monetária.

O cenário econômico ruim é agravado pela perspectiva de uma recessão, que parece inevitável no país. A avaliação não é de nenhum economista heterodoxo ou político de esquerda, mas de gente do mercado financeiro. Essa é a opinião, por exemplo, do economista-chefe do Citi, Ernesto Revilla, para quem a recessão é certa, ainda sem poder avaliar o impacto de quando quando vai ocorrer e qual será a intensidade da contração do PIB. Ele diz que Brasil e outros países da América Latina devem voltar a enfrentar um cenário de recessão entre o fim do ano e o começo de 2023.

A possibilidade de o governo Bolsonaro conseguir uma carta-branca do Congresso para largar a política fiscal e aumentar e criar novos benefícios sociais, como o vale-caminhoneiro de R$ 1.000,  o vale-gás de R$ 120 e o Auxílio Brasil de R$ 600 — com a chamada PEC do Desespero — só agrava a situação. Afinal, se aprovado o estado de emergência, que dá mais poderes ao Bolsonaro, o céu seria o limite para o Palácio do Planalto, que busca a reeleição a qualquer custo. Mas a desgraça já está feita. •

16
Jun22

Polícia prende trio de desordeiros que jogou fezes e urina em participantes do evento pró-Lula em Uberlândia

Talis Andrade

Imagewww.brasil247.com -

Ricardo Corrêa
@ricardocorrea
Se alguém ainda tinha dúvida do nível de degradação que viveremos nessa campanha, isso aqui resume. Um drone usado para pulverização em lavouras despejou fezes e urina sobre apoiadores de Lula e Kalil que aguardam os dois em Uberlândia. Imprensa tb foi atingida.
O Tempo
@otempo
Um pouco antes do evento que vai receber o ex-presidente Lula e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil(PSD), um drone sobrevoou a Universidade do Triangulo Mineiro, local do evento, jogando fezes e urina nos apoiadores que já estavam a postos aguardando o evento.Image
 
 
 
Os criminosos foram encontrados em uma caminhonete com muito dinheiro e o drone
 
 

por Sívio Azevedo /Diário de Uberlândia

- - -

A Polícia Militar (PM) prendeu três bolsonaristas que jogaram uma substância química nos participantes do ato político do ex-presidente Lula (PT), do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD) e do ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), na tarde desta quarta-feira (15), em Uberlândia. A situação ocorreu antes do início da cerimônia, que aconteceu no pátio da Universidade do Triângulo Mineiro (Unitri).

Segundo os policiais, os criminosos foram encontrados em uma caminhonete próximo ao local do ocorrido. No interior do veículo foram localizados o drone utilizado no fato e certa quantia em dinheiro fornecido por políticos governistas para praticarem a sujeira.

 

Drone foi encontrado com os criminosos | Foto: Sílvio Azevedo

 

“Eles utilizaram uma substância chamada Target, que é feita para atrair moscas e tem um cheiro desagradável, semelhante com resíduos de lixo”, explicou o tenente da Polícia Militar. 

Ainda de acordo com o tenente, a motivação teria sido por questões políticas. “Um dos envolvidos, que estava pilotando o drone, disse que estava inconformado com o evento”, complementou. 

O trio será denunciado por injúria contra a população que estava presente no evento e por não ter autorização para pilotar o drone. Eles foram encaminhados para a Delegacia de Plantão da Polícia Civil, onde assinaram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), ficando à disposição da Justiça para esclarecimentos. 

 

EVENTO


O ato político trata-se do lançamento da pré-candidatura de Alexandre Kalil (PSD) ao governo de Minas, que conta com o apoio de Lula e Alckmin. 

Também participaram do evento os pré-candidatos a vice-governador de Minas, André Quintão (PT), e ao Senado, Alexandre Silveira (PSD), além da presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e dos coordenadores do movimento Vamos Juntos pelo Brasil em Minas: o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) e Agostinho Patrus, presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

 

MERDA

O Diretório dos Estudantes da Universidade do Triângulo Mineiro condenou a provocação política dos inimigos da claridade, que vociferam o discurso da violência, o discurso de ódio, a ameaça de golpe, a volta da didatura militar de 1964, que prendeu, torturou e matou estudantes.

"Quem tem flores oferece flores, que tem titica na cabeça oferece feses para o povo em geral"

28
Mai22

“Polícia brasileira é uma das que mais matam no mundo”, diz imprensa internacional após operação em favela do Rio

Talis Andrade

Image

A Polícia Militar do Rio de Janeiro informou que a operação na Vila Cruzeiro tinha como objetivo capturar os líderes da organização criminosa Comando Vermelho.

A Polícia Militar do Rio de Janeiro informou que a operação na Vila Cruzeiro tinha como objetivo capturar os líderes da organização criminosa Comando Vermelho. AP - Bruna Prado

 

A operação policial que deixou mais de 20 mortos na terça-feira (24) em uma favela do Rio de Janeiro repercutiu na imprensa internacional. Os jornais e sites de emissoras de televisão relatam a indignação da população após o episódio e chamam a atenção para a violência da polícia no Brasil.

A incursão policial contra o tráfico de drogas na Vila Cruzeiro foi destaque em vários países. Antes mesmo do saldo definitivo de vítimas fatais ter sido divulgado, o jornal britânico The Guardian informava que “o número de mortos coloca o incidente entre as operações policiais mais mortíferas da história recente do Rio de Janeiro”. O diário também lembra que o episódio acontece um ano depois de outra operação letal, na favela do Jacarezinho, quando 28 pessoas foram mortas, “provocando denúncias de abuso e execuções sumárias”.

A operação na Vila Cruzeiro “provocou indignação e protestos entre os moradores, que disseram se sentir aterrorizados e presos em sua comunidade, e levou a pedidos de uma investigação independente de organizações de direitos humanos e funcionários das Nações Unidas”, relata o canal de televisão Al Jazeera em seu site. A emissora lembra ainda que a Vila Cruzeiro já havia sido palco de confrontos violentos em fevereiro, quando a polícia matou oito pessoas.

Segundo a Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro, a operação, que durou cerca de 12 horas e provocou o fechamento de escolas e de outros serviços públicos, tinha como objetivo capturar os líderes da organização criminosa Comando Vermelho. “Os policiais militares, que frequentemente realizam esse tipo de operação matinal nas favelas do Rio contra traficantes de drogas, afirmam terem sido recebidos a tiros’”, relata o canal de televisão francês BFM em seu site. Mas a emissora pondera essa informação, ressaltando que durante essas operações violentas realizadas pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, “moradores e ativistas costumam denunciar abusos e execuções extrajudiciais de suspeitos, em atos que, na maioria das vezes, ficam impunes”.

Feridos e familiares das vítimas diante do hospital após operação da polícia que deixou mais de 20 mortos na favela da Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro.
Feridos e familiares das vítimas diante do hospital após operação da polícia que deixou mais de 20 mortos na favela da Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro. AP - Bruna Prado

 

O jornal norte-americano Washington Post relata que promotores públicos do estado do Rio já abriram uma investigação criminal após o episódio. “Eles deram 10 dias para a polícia militar fornecer detalhes sobre a operação, indicando quais funcionários foram responsáveis ​​por cada morte e a justificativa para o uso da força letal”, explica o diário.

The Guardian lembra que, no início deste ano, a Suprema Corte do Brasil estabeleceu uma série de condições para a polícia realizar batidas nas favelas do Rio, “para reduzir assassinatos cometidos por policiais e violações de direitos humanos”. O diário britânico explica ainda que “o tribunal decidiu que a força letal deve ser usada apenas em situações em que todos os outros meios tenham sido esgotados e quando necessário para proteger a vida, e deu à polícia 180 dias para instalar dispositivos de gravação de áudio e vídeo em seus uniformes e veículos”.

Reproduzindo informações da imprensa brasileira, o jornal suíço Le Temps aponta que “os policiais do Rio deveriam usar câmeras corporais em seus uniformes a partir de maio”, o que poderia facilitar a investigação. No entanto, “o uso do equipamento foi adiado devido a atrasos na entrega”, explica o diário, antes de sentenciar que “a polícia brasileira é uma das que mais matam no mundo”, com um balanço de 6100 mortes registradas em 2021, uma média de 17 por dia.

ImageEm pé, Lula, Alckmin e lideranças de movimentos sociais seguram cartaz com escrito “Justiça para Genivaldo”

Bolsonaro parabenizou a Polícia Rodoviária Federal pela chacina na Vila Cruzeiro, no antigo Quilombo da Penha. Chamou os homicidas de heróis, no Rio de Janeiro.

Quatro agentes da PRF torturaram e assassinaram Genivaldo de Jesus Santos em Umbaúba, Sergipe. Lula e Alckmin pediram justiça. Bolsonaro ficou calado. 

22
Mai22

Lançamento da campanha de Lula em Paris recebe apoio da esquerda francesa

Talis Andrade

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Lançamento da pré-campanha de Lula (PT) em Paris conta com representantes dos partidos políticos da esquerda francesa. © Paloma Varón/ RFI

 

O núcleo do Partido dos Trabalhadores (PT) em Paris organizou na manhã deste sábado (7) o lançamento da pré-candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência do Brasil. Representantes de partidos da esquerda francesa estiveram presentes para mostrar o seu apoio ao ex-presidente, que tenta um terceiro mandato depois de 12 anos longe do cargo. 

O lançamento em Paris ocorreu algumas horas antes do evento oficial realizado no Expo Center Norte, em São Paulo, para apresentar a chapa formada por Lula e Geraldo Alckmin (PSB), candidatos à presidência e à vice-presidência.

Segundo a pesquisa Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas) divulgada na sexta-feira (6), o ex-presidente Lula conta com 44% das intenções de voto na corrida pelo Palácio do Planalto. O atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), que tenta a reeleição, tem 31%. O primeiro turno da eleição vai acontecer no dia 2 de outubro. 

Para a senadora Laurence Cohen, do Partido Comunista Francês (PCF), presidente do grupo de Amizade França-Brasil do Senado francês, é importante mostrar que Lula tem apoio das forças progressistas francesas e europeias: “Eu acabo de voltar de uma viagem à Amazônia e eu pude constatar mais uma vez os danos da política de Bolsonaro, com violações aos direitos humanos e ao meio ambiente. Então, é absolutamente importante que Lula possa ganhar esta eleição”, disse. 

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A senadora também defende a presença de observadores internacionais nas eleições brasileiras “para evitar que Bolsonaro dê um golpe contra a democracia”. “Lula já demonstrou, com Dilma Rousseff, que pode ter uma verdadeira política social, tirando milhões de brasileiros da pobreza. Ele tem uma outra concepção de relações humanas e também das relações com a Europa. Por todas essas razões, me parece importante estar aqui para apoiar a sua candidatura no Brasil”, concluiu Cohen à RFI

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Christian Rodríguez, coordenador de Relações Internacionais do partido A França Insubmissa, de Jean-Luc Mélenchon, e candidato a deputado pela América Latina e Caribe à Assembleia Nacional francesa pela Nova União Popular, Ecológica e Social (Nupes, um grupo lançado oficialmente também neste sábado e formado pelos partidos da esquerda francesa para as eleições legislativas de junho, na França), disse que hoje é um dia histórico: “A Justiça venceu, apesar de todas as perseguições a Lula, apesar de tudo o que ele sofreu, a prisão, a humilhação, as mentiras contra ele, Lula saiu vitorioso de tudo isso e eu acho que isso vai contar a seu favor para que ele volte a ser presidente”.

 

"Lula representa uma grande esperança" 

 

“Estou aqui para trazer o apoio de Jean-Luc Mélenchon e das forças progressistas e políticas e sociais da França, para os quais Lula representa uma grande esperança. Lula não é só do Brasil, ele é do mundo. O Brasil é uma potência e queremos que seja progressista. É preciso eliminar Bolsonaro, não é possível que o fascismo continue nesse país”, acrescentou Rodríguez.

Anne Joubert, da direção do partido ecológico Génération.s, disse que o seu partido apoia os “camaradas brasileiros” no lançamento da pré-campanha de Lula “porque é preciso colocar um fim à política de Bolsonaro, que é escandalosa, com destruição econômica e social do Brasil, desrespeito aos direitos humanos, ao meio ambiente e aos povos indígenas”. 

O coordenador do núcleo do PT em Paris, Esdras Ribeiro, ressalta que Lula e o PT têm um grande apoio na capital francesa. “Nossos amigos e parceiros aqui estiveram com a gente na luta contra o impeachment da Dilma, a prisão do Lula, e a gente não poderia passar esta data sem fazer esta manifestação. Para a gente, é um momento de carinho, de compaixão com o povo brasileiro. Muitas vezes nós, brasileiros e franco-brasileiros, estamos aqui em situação mais confortável, mas acho importantes falarmos da fome e das dificuldades que o povo brasileiro vem atravessando”, salientou, agradecendo o apoio dos partidos políticos da esquerda francesa. 

Representantes de movimentos estudantis de brasileiros na França, do Partido Operário Independente (POI) francês e de outros movimentos sociais também marcaram presença.  

No Brasil, além as lideranças do PT e do PSB, a cerimônia contou com a presença dos partidos que já declararam apoio formal à chapa: PCdoB, Solidariedade, PSOL, PV e Rede. Centrais sindicais, movimentos sociais e militância dos partidos também participaram.

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22
Mai22

Imprensa internacional: com bobó de camarão e mistério, casamento de Lula é “trégua nupcial” antes da eleição

Talis Andrade

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Envolto em mistério, o casamento de Lula ganhou destaque na imprensa internacional AP - Ricardo Stuckert

 

por RFI

O casamento do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva foi destaque na imprensa internacional desta quinta-feira (19). Jornais e revistas contam detalhes sobre a cerimônia, se interessam pelo perfil da noiva e apresentam o evento com uma “trégua nupcial” antes da corrida eleitoral.

O jornal francês Le Monde conta que o casamento foi envolto em mistério até o último minuto, lembrando que os noivos pediram discrição máxima aos cerca de 200 convidados para a cerimônia. O local da festa foi revelado apenas na véspera do evento, por meio de um QR Code impresso no convite.

“Um desejo de discrição que contrasta com as muitas declarações de amor que os dois [noivos] proferiram durante suas aparições públicas”, aponta a reportagem do vespertino. “Mas um pouco antes da cerimônia, a conta Instagram de Lula publicou uma foto da noiva, com seu vestido bordado de estrelas, em homenagem ao partido dos trabalhadores”, detalha Le Monde.

Retomando informações da imprensa brasileira, o jornal francês Le Figaro indicou os nomes de alguns presentes, como a ex-presidente Dilma Rousseff, o ex-governador Geraldo Alckmin ou ainda o cantor Gilberto Gil. O diário também deu alguns detalhes sobre a festa, descrevendo um cardápio “composto por sabores tipicamente brasileiros, como o bobó de camarão”.

O jornal uruguaio El Observador contou que os convidados beberam vinhos argentinos e espanhóis, além de espumantes brasileiros. Já o site da revista francesa Paris Match, conhecida por cobrir celebridades, aproveitou os detalhes do cardápio, que já haviam sido revelados por colunistas sociais brasileiros, para falar dos rumores nas redes sociais sobre o custo da cerimônia. Mas a revista preferiu dar mais destaque para o perfil da noiva, apresentada como “uma socióloga feminista”, membro do PT desde 1983.

A história de Rosângela Silva, 55 anos, suscitou o interesse de vários veículos internacionais. Com o título “‘Janja’, a socióloga que se tornou a esposa de Lula”, a revista francesa L’Obs conta que desde que o ex-presidente voltou a ser elegível, em 2021, Rosângela o acompanha em suas viagens e “foi uma das estrelas do lançamento de sua pré-campanha, em 7 de maio”. A revista relata ainda que Lula já deu pistas sobre o papel que "Janja" poderia desempenhar como primeira-dama, “em programas de segurança alimentar em um país onde a fome aumentou desde a pandemia de Covid-19”, detalha a L’Obs.

 

Rejuvenescer a imagem de Lula

 

O canal americano ABC contou que os convidados receberam uma lembrancinha com os dizeres “O Amor Venceu”. "Lula tem procurado caracterizar a corrida presidencial como uma luta entre amor e ódio, vinculando este último à campanha de [Jair] Bolsonaro", diz o texto, em uma das tentativas de fazer uma análise mais política do evento.

O correspondente da agência Bloomberg no Brasil aponta que o casamento faz parte de um movimento “que provavelmente ajudará a rejuvenescer a imagem de Lula", que tem 76 anos. Para o jornalista, o evento "aumentará seu apelo junto aos eleitores mais conservadores”.

Já o jornal Le Monde fala do casamento como “uma trégua nupcial antes da batalha eleitoral”, e tenta adivinhar os assuntos discutidos durante a festa. “Ninguém sabe se as estratégias políticas para o futuro estiveram no centro das conversas dos convidados (...), nem mesmo se os comentários sobre a noiva foram acompanhados de alguns questionamentos sobre suas supostas inclinações para concorrer a um mandato de deputada federal, em outubro”, escreve o vespertino. “Oficialmente, era hora de comemorar. (...) Apenas uma trégua de casamento antes da batalha”, finaliza o jornal.

 

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