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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

11
Jan22

O Judiciário que trata bem os poderosos

Talis Andrade

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Por Moisés Mendes /Jornalistas pela Democracia 

Anthony Kelly, um juiz australiano, decidiu que o tenista Novak Djokovic entre e jogue na Austrália, e se quiser que circule sem máscara, mesmo sem ter sido vacinado e mesmo que tenha participado de eventos com crianças quando estava infectado.

Timothy Holroyde, um juiz de Londres, decidiu que Julian Assange seja extraditado para os Estados Unidos, mesmo correndo o risco de morrer na prisão do país por ele exposto por seus crimes de guerra.

Sergio Moro, um juiz paranaense, decidiu caçar, condenar e encarcerar Lula e agora tem a pretensão de disputar a eleição e de enfrentar Lula e o fascista para o qual trabalhou.

Luciana Menezes Scorza, uma juíza paulista, determinou, com respaldo de um pedido do Ministério Público, que uma mulher que furtou um pacote de Miojo fosse encarcerada por praticar “crime patrimonial”.

Wilson Witzel, um ex-juiz carioca, eleito governador do Rio como nome nacional do moralismo de extrema direita, foi afastado do cargo por impeachment por suspeita de corrupção.

Na Alemanha da pós-guerra e pós-Nuremberg, juízes nazistas julgavam comparsas nazistas, determinando que todos deveriam ser absolvidos da acusação de que ajudaram a perseguir e matar judeus, porque eram nazistas comuns e sem o direito de dizer não.

Juízes são protagonistas, desde a Bíblia, de decisões que favorecem os poderosos, os criminosos endinheirados, os fascistas, os nazistas. Sim, há o outro lado, mas não é deste que estamos tratando aqui.

Estamos falando de uma Justiça protagonista, como nunca existiu antes no Brasil e em muitos lugares no mundo, que examina, delibera e sentencia em favor de quem tem algum poder, por mais despótico que seja. 

A Justiça orienta a política e dela se serve e a ela serve como serva. Até o ir e vir, com máscara, depende de garantias da Justiça.

Situações inversas, de juízes que desafiam e impõem medos ao poder, são raras hoje e uma dessas raridades é a da juíza argentina María Eugenia Capuchetti.

A juíza declarou-se impedida de participar dos processos sobre a espionagem contra inimigos de Mauricio Macri, comandada pelo governo do mafioso, de 2015 a 2019.

María Eugenia descobriu que também ela era espionada pelos arapongas de um governo liderado por um grupo de direita hoje alinhado à extrema direita.

María Eugenia era considerada inimiga das facções macristas e de todos os fascistas argentinos. Era perigosa, como são perigosos muitos juízes do Brasil por não se submeterem às ordens e ao terror de golpistas e militaristas. bolsonaristas, negacionistas e neonazistas.

A Argentina exibe hoje um mural tenebroso do aparelhamento da Justiça pela direita, com a descoberta da articulação de macristas com juízes e membros do Ministério Público para perseguir sindicalistas e adversários políticos e interferir em processos judiciais, com o apoio das corporações de mídia.

A Argentina pelo menos enfia as mãos nas sujeiras do Judiciário. Emergem todos os dias por lá informações sobre o esquema que o próprio macrismo chamava de Gestapo.

Era uma estrutura de poder paralelo para destruir inimigos com a ajuda de um Judiciário que o governo de Alberto Fernández tenta reformar para que não continue sendo usado na perseguição às esquerdas.

E no Brasil? Aqui, todos ainda fingem normalidade, enquanto Bolsonaro aparelha as instituições, e as reações mais visíveis do Judiciário são as do Supremo e quase pessoalizadas em torno do ministro Alexandre de Moraes.

Aqui, o lavajatismo é um moribundo que perambula à noite pelas ruas, sendo amparado pelos poucos que ainda se dispõem a mantê-lo com vida. 

O Judiciário espetaculoso está avariado. Mas um Judiciário mais discreto ainda dá guarida aos que perseguem, censuram e tentam amordaçar jornalistas e interditar e calar quem se atreve a mexer em podridões de grileiros, contrabandistas, grandes sonegadores, milicianos e famílias mafiosas.  

O Judiciário brasileiro, uma miragem para pobres, negros e índios e um oásis para os Bolsonaros e seus parceiros, é incapaz até de assegurar a vacina das crianças.

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14
Dez21

Lula na Argentina: um caminho para a retomada do crescimento da América Latina

Talis Andrade

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Por Paulo Pimenta 

A viagem do Presidente Lula para a Argentina é um reencontro do maior líder popular da América Latina com um povo que lhe ama e com quem ele tem uma relação histórica de afeto, admiração e parceria. Em 2002, quando venceu a eleição no Brasil, a Argentina foi o primeiro país visitado por Lula, antes mesmo de sua posse e da histórica viagem aos EUA, quando anunciou ao mundo que o Brasil iniciava uma nova etapa da sua trajetória e de seu papel no cenário internacional.

O líder operário, metalúrgico brasileiro, nunca escondeu seu apreço pelo povo argentino. Sua paixão por tudo que faz, sua capacidade de emocionar e fazer do coração a bússola de sua conduta encanta Lula, que em certa medida se enxerga no povo vizinho.

Sua admiração por Maradona, Papa Francisco, Néstor e Cristina Kirchner, pavimentaram os caminhos para essa sólida amizade com Alberto Fernández, reforçada pela coragem do atual presidente argentino, que mesmo durante a duríssima campanha eleitoral que enfrentou, fez questão de visitar Lula em Curitiba em um dos momentos mais difíceis das injustiças patrocinadas por Sergio Moro e a Lava Jato.Lula parabeniza Fernandez/Kirchner pelo resultado das primárias na  Argentina | Partido dos Trabalhadores

Lula sempre teve muito claro o papel estratégico e decisivo do Brasil para a possibilidade de uma mudança estrutural nas condições econômicas, políticas e sociais da América do Sul. Em várias oportunidades fez questão de ressaltar que nunca pensou um projeto de desenvolvimento e justiça social sem que os países vizinhos tivessem oportunidade de crescer junto, criar oportunidades, distribuir renda e proporcionar políticas de inclusão das camadas mais humildes, há tantos séculos vítimas da desigualdade e da injustiça estrutural que marcou a formação econômica da América do Sul, portuguesa e espanhola.

Durante seu governo, em que pese os esforços no sentido de fortalecimento dos BRICS, da presença ativa no G8 e no G20, Lula dedicou um tempo precioso para o fortalecimento do Mercosul e da UNASUL. A década em que Lula presidiu o Brasil foi, sem dúvida, o período mais importante e transformador em toda a história do continente. Todos os estudos realizados revelam que foi nesta década que a desigualdade foi mais combatida na América do Sul, possibilitando políticas de inclusão, distribuição de renda e combate à fome.

Lula no Brasil, Kirchner na Argentina, Tabaré Vázquez e Mujica no Uruguai, Rafael Correa no Equador, Evo Morales na Bolívia, Lugo no Paraguai e Chávez na Venezuela possibilitaram um momento de afirmação de projetos nacionais e de rompimento da relação histórica de submissão aos interesses norte-americanos no Conesul. 

Este movimento provocou marcas profundas e irreversíveis, especialmente no sentimento de pertencimento, de soberania e de certeza de que os países sul-americanos, unidos, possam formar um bloco econômico e político capaz de mudar esta realidade secular.

A presença de Lula na Argentina, o maior parceiro comercial do Brasil no Conesul, é, na realidade, um reencontro do líder brasileiro com os seus compromissos com a América do Sul como um todo. O desejo de pensar um projeto de desenvolvimento para o Brasil, que seja também uma oportunidade de mudanças estruturais em toda a região e o fortalecimento de parcerias econômicas e culturais.

O Brasil, como principal força econômica e política do continente, durante o governo de Bolsonaro, virou as costas para Argentina, para seus países vizinhos e aprofundou a subserviência aos interesses norte-americanos. No período mais crítico da pandemia, tratou com desprezo os irmãos sul-americanos, enquanto reafirmava, de forma permanente, sua sabujice e disposição de cumprir um papel de capitão do mato dos interesses dos EUA na região. Lula faz exatamente o contrário, abre os braços e reafirma de forma pública o seu entusiasmo em promover esse reencontro.

Lula foi recebido na Argentina como um chefe de estado, as manifestações de carinho de apreço e de afeto nos locais onde o líder político brasileiro circula, permitem com que ele agradeça a solidariedade do povo Argentino, principalmente dos trabalhadores e trabalhadoras, do governo de Alberto Fernández e Kirchner e de suas bancadas parlamentares, que sempre se manifestaram a seu favor no período em que foi perseguido pela Lava Jato e por setores da mídia tradicional.

Após sua viagem para a Europa, onde Lula demonstrou que o Brasil pode retomar seu espaço e protagonismo no cenário internacional, tão prejudicado a partir do golpe contra Dilma e pela desastrosa gestão de Bolsonaro, a presença de Lula na Argentina tem por objetivo mostrar que o projeto pensado para o Brasil não é individual. O projeto de Brasil pós-golpe e pós-Bolsonaro é pensado sob a ótica de fortalecimento regional e um intenso processo de mudanças estruturais na América do Sul.

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11
Dez21

Argentinos cantam que Lula "vai voltar" durante ato em Buenos Aires

Talis Andrade

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Blog do Noblat
O primeiro grande comício de Lula candidato foi em Buenos Aires. “Ele vai voltar”, gritou a multidão reunida pelo governo argentino para celebrar na Praça de Maio o Dia da Democracia (Por Ricardo Noblat)

 

por Pedro Grigori /Correio Braziliense

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O segundo dia de compromissos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Argentina terminou com um coro em apoio ao petista. A multidão presente na Plaza de Mayo, em Buenos Aires, cantou “vamos voltar, Lula vai voltar” logo após discurso da vice-presidente argentina Cristina Kirchner.

“Veja, companheiro, sempre que cantaram isso acertaram a previsão”, disse Kirchner ao petista. O presidente da Argentina, Alberto Fernández , e o ex-presidente do Uruguai Pepe Mujica, também fizeram parte do evento em comemoração aos 38 anos da recuperação da democracia da Argentina.

Lula discursou para a multidão e agradeceu a solidariedade do povo argentino e do presidente Fernandez durante o período que esteve preso.

“O companheiro Alberto Fernández era candidato a presidente e teve coragem de ir na cadeia me visitar, mesmo eu pedindo para ele tomar cuidado, porque talvez não fosse prudente para um candidato. E Alberto disse: ‘Diga a Lula que vou visitá-lo com muito orgulho e que quero dar uma entrevista, depois que sair da prisão, para que todo o povo argentino saiba que, independentemente das eleições, eu sou humanista, defendo os direitos humanos e quero defender a liberdade do companheiro Lula, que está preso injustamente’”, lembrou o petista. (crédito: Reprodução/Twitter @alferdez)

Os presidentes Mujica (Uruguai), Alberto Fernandez, Cristina Kirchner (Argentina) e Lula (Brasil)

 

O segundo dia de compromissos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Argentina terminou com um coro em apoio ao petista. A multidão presente na Plaza de Mayo, em Buenos Aires, cantou “vamos voltar, Lula vai voltar” logo após discurso da vice-presidente argentina Cristina Kirchner.

"Veja, companheiro, sempre que cantaram isso acertaram a previsão”, disse Kirchner ao petista. O presidente da Argentina, Alberto Fernández , e o ex-presidente do Uruguai Pepe Mujica, também fizeram parte do evento em comemoração aos 38 anos da recuperação da democracia da Argentina.

Lula discursou para a multidão e agradeceu a solidariedade do povo argentino e do presidente Fernandez durante o período que esteve preso.

“O companheiro Alberto Fernández era candidato a presidente e teve coragem de ir na cadeia me visitar, mesmo eu pedindo para ele tomar cuidado, porque talvez não fosse prudente para um candidato. E Alberto disse: ‘Diga a Lula que vou visitá-lo com muito orgulho e que quero dar uma entrevista, depois que sair da prisão, para que todo o povo argentino saiba que, independentemente das eleições, eu sou humanista, defendo os direitos humanos e quero defender a liberdade do companheiro Lula, que está preso injustamente’”, lembrou o petista.

Lula também disse que a América do Sul viveu o melhor momento durante os anos 2000 e 2012, período em que progressistas presidiam grande parte dos países do continente. “Esses companheiros progressistas, socialistas, humanistas fizeram parte do melhor momento de democracia da nossa Pátria Grande, a nossa querida América Latina”, afirmou.

“Nossa querida América do Sul viveu seu melhor período de 2000 a 2012, quando nós governamos democraticamente todos os países do continente, quando nós expulsamos a Alca e firmamos o Mercosul, criamos a Unasul e a Celac”, acrescentou.

Mais cedo, o ex-presidente do Brasil recebeu o Prêmio Azucena Villaflor, que homenageia cidadãos pela trajetória na defesa dos direitos humanos.

La cálida recepción que recibió el expresidente habría irritado a Jair Bolsonaro

Los ecos en Brasil del viaje de Lula da Silva a Argentina 

Mientras el líder del PT toma impulso a partir de su prestigio internacional, el presidente brasileño busca convertir a su país en una mecca para negacionistas

Reportagem de Dario Pignotti, in Página 12, aqui

 

10
Dez21

Lula da Silva: Moro e Bolsonaro, dois fascistas que "terão de disputar entre si" para disputar com o PT o segundo turno

Talis Andrade

 (Fuente: Claudio Santiesteban) Imagen: Claudio Santiesteban

 

Lula, candidato a presidente no próximo ano, em entrevista ao portal Página 12, comparou o ex-juiz parcial Sergio Moro a Jair Bolsonaro.

Lula disse que Moro é “perigoso” e neofacista, que Bolsonaro é “fascista”.

“São dois personagens muito comprometidos com a extrema direita e, no caso de Moro, é um personagem perigoso. Quando era juiz, ousou mentir em um processo para me condenar e me levar para a prisão, evitando que eu fosse eleito presidente em 2018″, disse o ex-presidente.

“Então, eu diria que são dois extremistas, Bolsonaro é fascista e Moro é neofascista. Os dois vão tentar mentir para a sociedade o tempo todo. Eles terão que disputar entre si para quem vai ao segundo turno com o PT. […] Quantas mentiras eles podem contar aos brasileiros?”

Lula também falou sobre a possibilidade de uma “segunda onda” na América Latina com a volta de governos progressistas na América Latina, citando México, Argentina e Bolívia. “Acredito que os setores progressistas podem vencer no Chile, que temos muitas possibilidades no Brasil, que a vitória de Luis Arce foi uma vitória extraordinária da Bolívia, e tem o Peru sob Castillo”, disse.

Lula: "Brasil vive una situación que no creía que volvería a vivir, con 19 millones de personas que pasan hambre"

 
Por Mercedes López San Miguel /Página 12

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Desde San Pablo

Sentado en su despacho en el Instituto Lula, Luiz Inácio Lula da Silva recibió a PáginaI12 con un mapamundi detrás. Las relaciones internacionales, la necesidad de explicar al mundo cómo serán superados los años traumáticos del Brasil de Jair Bolsonaro, son un pilar de la estrategia de este expresidente reconocido por la reducción de la pobreza. Su lugar de trabajo en el barrio Ipiranga de San Pablo se convirtió en destino de peregrinos de la política, la academia y el arte, que lo visitan a diario. El exmandatario concedió esta entrevista horas previas a aterrizar en Buenos Aires para participar en el acto multitudinario que encabezarán Alberto Fernández y Cristina Fernández celebrando la recuperación de la democracia, hace 38 años.

El líder brasileño es consciente de los problemas de Argentina, en donde además del acto de este viernes realizará varias actividades con líderes sindicales y organismos de derechos humanos. "Alberto Fernández recibió la deuda de la presidencia de Macri y entonces el pueblo argentino va a tener que tener mucha paciencia. La pandemia hizo otro tanto, pero creo que es posible que la economía argentina se recupere, que se generen empleos y mejoren los salarios para que la gente sea más feliz".

Será clave la negociación con el Fondo Monetario Internacional. Al respecto, Lula da Silva sostuvo: "esperemos que el Fondo no haga presión y llegue a un acuerdo que le permita a Argentina continuar creciendo, que permita que el pobre argentino tenga la posibilidad de recuperar su dignidad".

El candidato presidencial favorito para los comicios de octubre dijo que se va a casar el año próximo con "Janja", el apodo de su compañera Rosángela da Silva. "No es porque ella quiera. Yo necesito casarme, tengo un compromiso con ella y espero que sea antes de las elecciones". Su prometida, socióloga y militante petista, fue un gran apoyo cuando estuvo preso 580 días en la cárcel de Curitiba.

El sitio The Intercept reveló las tretas que urdieron el juez Sergio Moro y los fiscales para orquestar una condena ilegal. Al fin y al cabo, la causa Lava Jato fue anulada por el Supremo Tribunal Federal debido a la parcialidad de Moro. Al exjuez devenido en candidato Lula lo definió como "un neofascista que va a intentar mentirle a los brasileños". Moro compite por la porción electoral de Bolsonaro, a quien Lula directamente calificó de "genocida". "Brasil vive una situación que no creía que volvería a vivir, con 19 millones de personas que pasan hambre", afirmó el fundador del Partido de los Trabajadores (PT).

Mercedes López San Miguel entrevista Lula

 

--En Argentina, el macrismo dejó un enorme daño social con su política económica, en Brasil sucede eso mismo con las políticas neoliberales de Paulo Guedes. ¿Qué margen tendrá un futuro gobierno en Brasil para revertir esa herencia?

--El Partido de los Trabajadores (PT) es capaz de cambiar la situación de Brasil, necesita regresar al gobierno porque sabe poner en práctica las políticas de inclusión social, de generación de empleo, para que las personas más pobres participen del presupuesto de las ciudades y de los estados brasileños. No podemos aceptar que un país del tamaño de Brasil, que fue la sexta economía del mundo en mi gobierno, hoy sea la décimo tercera; no podemos aceptar que un país que acabó con el hambre en 2012 y hoy vea que el flagelo está tan fuerte : son 19 millones de personas que no tienen qué comer. Tanto Brasil como Argentina, como Bolivia, como Chile, precisan de gobiernos progresistas que involucren a los pobres en la participación activamente de la economía, para que puedan ser consumidores y comprar cosas y accedan a la educación. Estoy convencido de que América latina puede recuperarse. Lamentablemente personas como Néstor Kirchner y Hugo Chávez murieron, otras personas fueron violentadas como Rafael Correa y Dilma Rousseff, después de la violencia de lawfare, contra mí; el golpe contra Fernando Lugo. Los gobiernos conservadores destruyeron todo lo que nosotros construimos de bienestar social de nuestros pueblos. Sé lo que el compañero Alberto Fernández está pasando, lo que significa la deuda que Macri dejó con el FMI y de la presión de éste; por eso Alberto precisa trabajar mucho para que haya un acuerdo y que el pueblo argentino no sea víctima de los neoliberales.

 


-- ¿Qué espera de la negociación de Argentina con el FMI?

-- Es posible construir un acuerdo. El FMi fue tan benevolente con los países ricos con la crisis de 2008, entonces tiene que ser muy generoso para tratar la deuda argentina. El pueblo argentino no puede ser sacrificado.

 

-- ¿Cómo describe su relación con Cristina Fernández y Alberto Fernández?

-- Mi relación con Cristina es más antigua porque yo conviví con ella desde que Néstor Kirchner fue electo presidente de Argentina, y después con ella como presidenta. Mi relación con Alberto tuvo un momento que me conmovió y fue cuando me visitó cuando yo estaba detenido en la cárcel de Curitiba. Fue un acto de generosidad y de solidaridad de Alberto. Por eso, con mucho orgullo, voy a participar del gran acto de recuperación de la democracia en Argentina, son 38 años que deben valorarse. La victoria de Alberto y de Cristina demuestra que el pueblo no puede nunca desanimarse, que es posible para la gente recuperar la democracia en la medida en que el pueblo puede participar activamente en las decisiones. Yo tengo una estima especial por Argentina porque no concibo que Brasil crezca solo; Brasil, tiene que crecer, Argentina tiene que crecer, Uruguay lo mismo, Paraguay, Bolivia porque juntos podemos ser más fuertes. Cuando llegué a la presidencia en el 2003, el intercambio comercial entre Brasil y Argentina era apenas de 7 mil millones de dólares; cuando dejé la presidencia, era de 39 mil millones de dólares, demostrando el potencial económico y de ser socios. Para mí Argentina precisa de Brasil, y es mutuo; como necesitamos del resto de Sudamérica.

 

-- ¿Le resulta significativo que el exjuez Sergio Moro, que se presenta como candidato independiente, compita con la base electoral de Bolsonaro.?¿ Diría que son dos caras de la ultraderecha?

--Son dos personajes muy comprometidos con la ultraderecha y, en el caso de Moro, es un personaje peligroso: cuando era juez osó mentir en un proceso para condenarme y llevarme a prisión y así evitar que yo fuera electo presidente en 2018. Sigo pensando qué seriedad puede tener ese hombre para la sociedad brasileña. ¿Cuántas mentiras podrá contar a los brasileños? Entonces, yo diría que son dos extremistas, Bolsonaro es fascista y Moro es neofascista, los dos van a intentar mentirle a la sociedad todo el tiempo. Ellos van a tener que disputar entre ellos para ver quién pasa a la segunda vuelta con el PT.ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

-- Las encuestas señalan que usted ganaría el ballottage.

-- Todo indica que el PT tiene muchas posibilidades de ganar las elecciones. Tenemos que actuar con seriedad porque falta tiempo para los comicios, y entonces no podemos cantar victoria antes de tiempo. El PT tiene un legado político y económico y de inclusión social extraordinario en Brasil, vamos a intentar darle a la sociedad aquello que el PT hizo de bueno en el país. Vamos a trabajar para ganar las elecciones. De los dos que compiten conmigo, Bolsonaro, por ser presidente, tiene el uso de la maquinaria gubernamental, y Moro mismo, con ayuda de sectores de los medios que hacen el sacrificio enorme para que aparezca en las noticias. No sé si se percibe en Argentina pero aquí yo soy el mayor censurado del planeta tierra. Cualquier candidato que no sea el PT, que tiene un 1 por ciento en las encuestas, aparece más en la televisión que Lula que tiene un 46 o 47 por ciento de intención de voto. Siendo yo el que ganaría en primera o segunda vuelta, según todas los sondeos, las empresas de medios priorizan a candidatos que tienen uno o dos por ciento de intención de voto. No me preocupo porque yo tengo una relación con el pueblo muy verdadera y esto va a permitr que pueda ganar las elecciones.

 

--A propósito, qué rol cree que tienen que tener los sindicatos en los medios, como el caso de PáginaI12, en un contexto en que las corporaciones dominan la comunicación y el periodismo ?

--Estoy muy feliz con el papel del movimiento sindical en la comunicación argentina. Aquí en Brasil creamos una televisión pública, pero no recibió la inversión necesaria y ella no es hoy respetada por el gobierno de Bolsonaro. Tenemos un canal del sindicato de metalúrgicos y de los bancarios de San Pablo. Yo defiendo que los medios sean efectivamente democráticos y que las universidades y los sindicatos puedan tener canales de comunicación para conversar con la sociedad, para informarla, sea a través de la radio, la televisión, el periódico o internet. Es fundamental que la gente entienda que los medios han tenido un rol importante en la región para derrumbar a presidentes progresistas. La prensa ha apoyado golpes en Brasil, vemos cómo los medios atacan a la compañera Cristina Fernández en Argentina. Sé del comportamiento de la prensa contra Chávez y Correa. Yo sé cómo la prensa me trató en Brasil. La gente tiene que bregar por la democratización de los medios de comunicación, lo que significa garantizar que todas las personas tengan la misma oportunidad de hablar, el derecho de responder. Es una lucha muy difícil.

 

--Si usted gana las elecciones, Estima que Bolsonaro podría no reconocerlo al estilo Trump ante la victoria de Biden?

--No, no creo. Lo que va a suceder en Brasil es un golpe democrático: una gran mayoría del pueblo brasileño va a rechazar a Bolsonaro y elegirá un candidato progresista. Espero ser yo. El pueblo brasileño recuerda nuestro legado. Estoy convencido de que vamos a ganar.

 

--En México gobierna Andrés Manuel López Obrador, en Argentina, Alberto Fernández, en Bolivia, Luis Arce; podría ganar Gabriel Boric en Chile. Considera que esta es la segunda oleada de gobiernos progresistas en la región?

--Espero que sí, porque el mejor momento económico, político y social de América latina fue exactamente en el que Chile, Argentina, Brasil, Bolivia, Uruguay y Paraguay eran gobernados por políticos progresistas, presidentes que estaban preocupados por la situación de las personas más pobres. Fue un momento fuerte de inclusión social. Por eso estoy animando a que los sectores progresistas se fortalezcan para poder gobernar nuestra querida América del Sur y América latina. Creo que los sectores progresistas pueden ganar en Chile, que nosotros tenemos muchas posibilidades en Brasil, que lo de Luis Arce fue una victoria extraordinaria para Bolivia, Perú con Castillo. El pueblo está descubriendo que, incluso con muchas dificultades, los sectores progresistas gobiernan con un mayor compromiso con el pueblo trabajador y con los pobres. Creo que América latina necesita de la oportunidad de acabar con la pobreza. Nosotros somos ricos, tenemos materias primas, profesionales calificados, tenemos mucha tierra y capacidad productiva; la única cosa que lo explica es la incompetencia de muchos gobernantes que no saben gobernar para los pobres. Alberto Fernández recibió la deuda de la presidencia de Macri y entonces el pueblo argentino va a tener que tener mucha paciencia. La pandemia hizo otro tanto, pero creo que es posible que la economía argentina se recupere, que se generen empleos y mejores salarios para que la gente sea más feliz.

 

-- Está claro que usted buscará la integración regional. Qué expectativa tiene con el Grupo de Puebla?

-- El Grupo de Puebla tiene un papel muy importante, pero pienso que si los dirigentes progresistas vuelven a gobernar nuestros países, tendrán la chance de recuperar el Mercosur, de fortalecerlo, de fortalecer la Celac. Tenemos que comprender que tenemos un potencial productivo extraordinario, por eso necesitamos construir socios para hacer buenos acuerdos con la Unión Europea, con EE.UU., con China, porque necesitamos recuperar lo perdido en tiempos de pandemia. Voy a intentar reconstruir el Mercosur y crear las condiciones para que se logren acuerdos económicos que beneficien a los pobres de la región, nos merecemos recuperar en el siglo XXI todo lo que fue socavado en el siglo XX.

 

--¿Vive la victoria de Xiomara Castro en Honduras como una reivindicación histórica, tras la solidaridad de su gobierno con el destituido presidente Manuel Zelaya?

-- Zelaya fue víctima de un Golpe de estado y de los intereses de la elite; la elección ahora de su mujer es una recuperación. Espero que ella tenga suerte, que sea fuerte; espero que el Congreso tenga disposición de ayudarla. Porque es muy difícil si se tiene un congreso opositor, que logre la mayoría para poner en marcha las políticas sociales necesarias para sacar adelante a Honduras. En Brasil, en cambio, pasamos por situaciones muy difíciles porque tenemos un genocida que no cuidó la economía, descuidó al pueblo en la pandemia, no cuidó el crecimiento económico. Brasil vive una situación que no creía que volvería a vivir. Brasil ya estuvo mucho mejor, el pueblo brasileño necesita ser feliz.

10
Dez21

Lula recebe prêmio Azucena Villaflor em Buenos Aires pela luta por direitos humanos e contra o Lawfare

Talis Andrade

Lula e Fernández

Lula e o presidente Fernández na Casa Rosada

por Luciana Lima /Metrópoles

Em viagem a Buenos Aires, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi recebido na tarde desta sexta-feira (10/12) pelo presidente da Argentina, Alberto Fernández, na Casa Rosada, sede do governo no país vizinho.

O brasileiro participa das comemorações do Dia Internacional dos Direitos Humanos, dedicado às vítimas da ditadura militar que vigorou na Argentina de 1976 a 1983.

Lula recebeu do governo argentino o prêmio Azucena Villaflor, que é concedido a defensores dos direitos humanos.

O título faz referência a uma das fundadoras do movimento “Madres de Plaza de Mayo”, assassinada após questionamentos sobre o paradeiro do filho, Néstor, e da namorada dele.

Segundo o PT, a motivação da homenagem aborda a luta de Lula contra a Lava Jato e “o abuso da Justiça para alcançar fins políticos e ilegítimos” no Brasil.

À noite, o petista também participará, ao lado de Fernández e da vice, Cristina Kirchner, de ato na Plaza de Mayo, em comemoração aos 38 anos de democracia no país.

Além de Lula, também estará presente o ex-presidente uruguaio José “Pepe” Mujica.

[O governo militar de Bolsonaro não festeja o Dia Internacional dos Direitos Humanos. O governo corrupto de Bolsonaro homenageia assassinos, os torturadores Ustra e Curió, exaltados pela ministra Damares e os generais de Bolsonaro]

30
Abr21

Imprensa estrangeira aponta o fim da maior mentira contada em 500 anos

Talis Andrade

Anula STF" e "Lula Livre" bombam no Twitter

Agências de notícias de todo o mundo repercutem decisão do STF que inocentou Lula e recuperou seus direitos políticos.

A decisão em Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou as condenações do ex-presidente Lula e recuperou de vez seus direitos políticos, na quinta-feira (15), ganhou amplo destaque nos principais jornais e sites de notícia globais. Quase todas as notícias destacam a elegibilidade de Lula. Segundo despacho da agência Reuters, cujo conteúdo foi replicado em mais de 2.800 veículos de imprensa pelo mundo , a anulação das sentenças iniciou a disputa presidencial de 2022.

O britânico The Times relembra a definição de Lula sobre as condenações e o fim “da maior mentira judicial já contada em 500 anos de história do Brasil”. Já a agência Bloomberg aponta que Lula é “polarizador e popular” e informa que recentes pesquisas de opinião colocam o líder petista à frente de Bolsonaro em uma eventual disputa pela Presidência.

A agência francesa AFP  repercute a mensagem de agradecimento do PT à população: “obrigado ao povo brasileiro. A luta é pela vacina e auxílio emergencial”. E também destaca a celebração da presidenta do PT, Gleisi Hoffmann: “Dia histórico. Demorou, mas chegou! Ainda tem muita coisa a ser colocada no lugar, mas a incompetência de Moro era o passo fundamental para isso, o primeiro pedido da defesa. Obrigada a todos(as) q estiveram ao nosso lado nessa luta. Parabéns, Lula!”, comemorou.

AFP informa também que o Plenário da Corte ainda irá se pronunciar sobre a suspeição de Moro, após recurso apresentado pelo Ministério Público. A agência lembra que Moro aceitou o cargo de ministro da Justiça após ter tirado Lula do páreo nas eleições de 2018. “Isso alimentou acusações de que ele conspirou para afastar Lula e eleger Bolsonaro”, observa a AFP.

DIAS ATRÁS EXPRESÉ PREOCUPACIÓN ANTE EL TEMOR QUE EL STF REVOCARA LA ANULACIÓN DE PROCESOS Y CONDENAS QUE @LULAOFICIAL PADECIÓ EN LOS AÑOS RECIENTES.

AYER SE CONOCIÓ LA DECISIÓN DEL TSF DE CONFIRMAR ESAS NULIDADES. @LULAOFICIAL HA RECUPERADO ASÍ TODOS SUS DERECHOS POLÍTICOS. PIC.TWITTER.COM/FALRLSYZN9

— ALBERTO FERNÁNDEZ (@ALFERDEZ) APRIL 16, 2021

 

Alberto Fernández comemora decisão

A decisão do STF foi comemorada pelo presidente argentino Alberto Fernández, que havia manifestado preocupação com uma eventual revogação da decisão da 2ª Turma em março.

“A Justiça brasileira deu uma lição demonstrando sua capacidade de se reexaminar e decidir com total autonomia. Ontem a qualidade do Estado de Direito deu um passo muito importante em nosso amado Brasil”, escreveu o presidente, pelo Twitter.

Fernández também agradeceu Lula pela amizade e apoio ao seu governo. “Ambos sonhamos com uma América Latina unida que luta neste momento contra o flagelo da pandemia. Que busquemos políticas que garantam a igualdade social que não temos hoje”.

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17
Abr21

Jornais e personalidades internacionais destacam volta dos direitos políticos de Lula

Talis Andrade

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247 - A recuperação do ex-presidente Lula de seus direitos políticos, após decisão, na quinta-feira, 15, do Supremo Tribunal Federal (STF), repercutiu internacionalmente. Quase todas as notícias destacaram a elegibilidade de Lula. 

 

Notícia da agência norte-americana Reuters destacou a volta do petista para disputar as eleições presidenciais de 2022 e foi replicada em mais de 2.800 veículos de imprensa pelo mundo.

O britânico The Times declarou o fim “da maior mentira judicial já contada em 500 anos de história do Brasil”. Enquanto a Bloomberg destacou a popularidade do ex-presidente, lembrando que as recentes pesquisas o colocam à frente de Jair Bolsonaro em uma eventual disputa pela Presidência.

A francesa AFP repercutiu declarações de agradecimento do PT e de sua presidenta, deputada federal Gleisi Hoffmann. “Dia histórico. Demorou, mas chegou! Ainda tem muita coisa a ser colocada no lugar, mas a incompetência de Moro era o passo fundamental para isso, o primeiro pedido da defesa. Obrigada a todos(as) q estiveram ao nosso lado nessa luta. Parabéns, Lula!”, comemorou a parlamentar.

Personalidades internacionais

Além de governadores, sindicalistas, intelectuais e parlamentares brasileiros, a vitória de Lula no Supremo brasileiro também foi comemorada por personalidades internacionais, como o atual presidente da Argentina, Alberto Fernández.

“A Justiça brasileira deu uma lição demonstrando sua capacidade de se reexaminar e decidir com total autonomia. Ontem a qualidade do Estado de Direito deu um passo muito importante em nosso amado Brasil”, escreveu Fernández no Twitter.

“Ambos sonhamos com uma América Latina unida que luta neste momento contra o flagelo da pandemia. Que busquemos políticas que garantam a igualdade social que não temos hoje”, continuou.

Alberto Fernández
@alferdez
Dias atrás expresé preocupación ante el temor que el STF revocara la anulación de procesos y condenas que padeció en los años recientes. Ayer se conoció la decisión del TSF de confirmar esas nulidades. ha recuperado así todos sus derechos políticos.
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Alberto Fernández
De ese modo, la Justicia brasileña ha brindado una lección demostrando su capacidad de revisarse a sí misma y de decidir con plena autonomía. Ayer la calidad del Estado de Derecho dio un paso muy importante en nuestro querido Brasil.

Ainda, o deputado francês Jean-Luc Mélenchon, líder do partido França Insubmissa, expressou “imensa alegria” por Lula ter retomado seus direitos políticos. “O juiz ladrão Moro repudiado pela Suprema Corte do Brasil. Lula livre e elegível”, comemorou o deputado.

14
Abr21

'Por que, dentre milhares de habeas corpus, justamente o de Lula vai ao plenário do STF?', questiona Lewandowski

Talis Andrade

Lewandowski e Lula.

"Da última vez isso custou ao ex-presidente 580 dias de prisão, e causou-lhe a impossibilidade de candidatar-se a presidência da República", destacou Lewandowski

08
Mar21

Presidente da Argentina telefona para Lula para celebrar anulação de condenações: "Justiça foi feita"

Talis Andrade

Comissão presidida por Eduardo aprova repúdio a Fernández por "Lula livre"  | Congresso em Foco

Na tarde desta segunda-feira (8), o presidente da Argentina, Alberto Fernández, que visitou Lula durante sua prisão em Curitiba, falou com Lula por telefone. 

"Eu celebro que @LulaOficial foi reabilitado em todos os seus direitos políticos. As sentenças proferidas contra ele com o único propósito de persegui-lo e eliminá-lo da carreira política foram revogadas. Justiça foi feita!", disse Fernández pelo Twitter. 

Lula
@LulaOficial
O presidente argentino @alferdez também ligou para o ex-presidente Lula há pouco, que aproveitou para agradecer a solidariedade sempre presente de Fernandez e do povo argentino. #equipeLula
 
#AHORA @alferdez: "Celebro que @LulaOficial haya sido rehabilitado en todos sus derechos políticos. Se anularon las condenas en su contra que fueron dictadas con el solo fin de perseguirlo y eliminarlo de la carrera política. Se hizo Justicia!" minutouno.com
 
FraseDelDía de Alberto Fernández - Economía Política | Facebook
08
Mar21

Pepe e Lucía Mujica mandam mensagem a Lula: sua liberdade evidencia o despotismo dos homens infames

Talis Andrade

Pin de André Luís em Ilustrações Criticas IV Charges | Caricatura,  Ilustrações, Gravuras

O ex-presidente do Uruguai José Pepe Mujica e sua esposa Lucia enviaram nesta segunda-feira (8) ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mensagem comemorando a decisão da Justiça, que anulou as condenações e devolveu os direitos políticos de Lula

"A luta compensa e continuaremos até o fim de nossas vidas, buscando o caminho para a fraternidade, igualdade e liberdade para todos os nossos vizinhos", diz o casal Mujica a Lula, em mensagem que o 247 teve acesso. 

Outros líderes internacionais, como o presidente da Argentina, Alberto Fernández, e a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, também se manifestaram celebrando a restituição dos direitos políticos de Lula.As derrotas da esquerda são filhas de suas divisões', diz Mujica em  conversa com Lula - Sul 21

"Prezado irmão Lula:

Estar livre de toda culpa revela uma história sem fim de despotismo de homens infames. A luta compensa e continuaremos até o fim de nossas vidas, buscando o caminho para a fraternidade, igualdade e liberdade para todos os nossos vizinhos. Nesse momento a nossa felicidade é enorme, um grande abraço. 

Pepe e Lucia"

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