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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

18
Nov17

Apenas um dia de cadeia para os três mosqueteiros da propina no Rio: Albertassi, Paulo Melo e Picciani eleito seis vezes presidente do partido da Alerj

Talis Andrade

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Escreeveu BRUNA FANTTI: Rio - O presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani, e os deputados estaduais Edson Albertassi e Paulo Melo não ficaram nem 24 horas na prisão. O plenário da Assembleia Legislativa do Rio decidiu ontem à tarde, por 39 votos a favor e 19 contra, pela soltura dos peemedebistas, que estavam na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica. O chamado 'presídio VIP' abriga os presos da Lava Jato, incluindo o ex-governador Sérgio Cabral.

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18
Nov17

A polícia de Pezão bate no povo para defender deputados bandidos

Talis Andrade

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Policiais militares do Rio de Janeiro lançaram na tarde desta sexta-feira (17) bombas de efeito moral e balas de borracha contra manifestantes que participavam de ato na Alerj (Assembleia Legislativo do Rio de Janeiro). A ação dos PMs dispersou os manifestantes, que se concentravam em frente ao Palácio Tiradentes, sede do Legislativo fluminense, onde foi votada a revogação das prisões dos deputados Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB golpista em todos os sentidos do termo, e aliados do governador Pezão. O protesto ocorria em favor da manutenção da prisão dos três parlamentares, presos por corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes apurados pela Operação Cadeia Velha, desdobramento da Operação Lava Jato. A polícia foi chamada pelos deputados da bancada da bala, formada por deputados policiais e delegados de polícia e milicianos que comandam o tráfico nas mil e cem favelas da Capital e milhares e milhares de favelas nas cidades do interior do Rio de Janeiro, um dos maiores redutos eleitorais do país.

Veja vídeo

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Os deputados soltos pela doutrina Aécio representam os interesses da polícia de dia e milícia de noite.

17
Nov17

PICCIANI SOLTO. Doutrina Aécio liberta deputados bandidos no Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Mato Grosso

Talis Andrade

LIBERDADE JÁ. LIBERDADE MESMO QUE TARDE É BANDEIRA DE MINEIRO

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Já estaba prevista a libertação do chefe da bandidagem na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro:

Em sessão realizada nesta sexta-feira (17), a Assembléia dos Deputados do Rio de Janeiro votou pela libertação do presidente da Casa, Jorge Picciani, e dos parlamentares Edson Albertassi e Paulo Melo. Os três peemedebistas haviam sido presos preventivamente na quinta-feira por ordem do Tribunal Regional Federal da 2ª Região sob suspeita de receber propina para favorecer empresas dentro da Alerj, lavagem de dinheiro e associação criminosa. No total, 39 deputados defenderam a soltura dos colegas, 15 foram contra e houve uma abstenção. Durante a manhã, a Comissão de Constituição e Justiça da Casa já havia aprovado um relatório pró-libertação dos deputados. Do lado de fora do plenário um protesto contra os peemedebistas foi violentamente reprimido pelos soldados que são de dia polícia, e de noite milícia. As milícias comandam o tráfico e os currais eleitorais que elegem os políticos da ex-Cidade Maravilhosa Capital do Samba.

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Os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), responsável pelo Rio de Janeiro, decidiram por 5 votos a 0 que os deputados estaduais Jorge Picciani (PMDB), Edson Albertassi (PMDB) e Paulo Melo (PMDB) deveriam ter a prisão decretada por envolvimento em um esquema de corrupção.</pO jornal espanhol EL PAÍS apurou que a resolução da Assembleia a respeito dos detidos deve mencionar decisão recente do Supremo Tribunal Federal que beneficiou o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) para embasar seus votos para libertar Picciani, Melo e Albertassi. Antes mesmo do julgamento desta quinta-feira, parlamentares já armavam um acordo para que os colegas não fiquem presos, como revelou reportagem do jornal O GLOBO. A decisão do STF, no mês passado, permitiu que Aécio, afastado do mandato por liminar do ministro Edson Fachin, reassumisse suas atividades parlamentares e afirmou que qualquer medida restritiva contra parlamentares tem que ser referendada pelos pares. O entendimento do STF foi considerado uma espécie de "doutrina Aécio". Já era prevista na Constituição a possibilidade de que assembleias libertassem parlamentares presos, mas o novo posicionamento do STF passou a dar mais segurança para que Casas legislativas fizessem isso. “O Supremo deu a senha”, diz um jurista.

Picciani, Albertassi e Melo são expoentes do grupo político apelidado de "partido da Alerj", os velhos caciques que mandam no Legislativo fluminense há mais de 20 anos e que também possuem forte influência no Executivo e no Judiciário local. Desse grupo saiu o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), que também foi presidente da Assembleia Legislativa. Picciani está em seu sexto mandato como presidente da Assembleia Legislativa,função que Melo também já ocupou. Albertassi é líder do governo de Luiz Fernando Pezão (PMDB) e tinha sido indicado para uma vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), manobra que foi considerada uma tentativa de obstrução da Justiça pelo Ministério Público Federal. Os três são acusados por procuradores da república de terem sido beneficiados por pagamentos de propina.

A "doutrina Aécio" também já anulou casos recentes na Assembleia Legislativa do Mato Grosso e na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte

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