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08
Mar19

Como a OAS pagou pelas delações premiadas falsas de seus executivos

Talis Andrade

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por Luis Nassif 

Havia três interesses da OAS [ do acionista José Aldemário Pinheiro Filho, conhecido por Léo Pinheiro ] nas delações de seus executivos. O primeiro, o de uniformizar as narrativas, para evitar conflitos de informação. O segundo, amenizar as acusações contra a direção da empresa. O terceiro, o de confirmar as informações de interesse da Lava-Jato. Ou seja, aquelas versões que, mesmo desacompanhadas de provadas, ajudassem a criminalizar o ex-presidente Lula.

Uma ação trabalhista, de um dos executivos – Adriano Santana Quadros de Andrade –, ajudou a lançar luzes sobre essas manobras.

A ação é de 14 de fevereiro de 2019, assinada pelos advogados Alexandre Rodrigues e Carlos Alberto Costa e Silva. Trata-se de uma reclamação trabalhista na qual Adriano questiona sentença do juiz, que reconheceu seus direitos trabalhistas, mas não lhe conferiu isonomia de tratamento com outros executivos que participaram das delações.

Na ação, Adriano sustenta que seus colegas receberam R$6 milhões cada um. Ele não teve o mesmo tratamento, provavelmente por não ter endossado as versões exigidas pela OAS.

Na ação, ele apresenta documentos comprovando o pagamento ao executivo Roberto Souza Cunha, três doações, de Mariângela Borges Pinheiro, José Aldemário Pinheiro Filho e César de Araújo Mata Pires.

Nota deste correspondente: Leo Pinheiro, o duplo de delator, fez o genro Pedro Guimarães, presidente da Caixa Econômica.

Qual o grau de parentesco da esposa de Pedro Guimarães, Manuella Pinheiro Guimarães, com Mariângela Borges Pinheiro e José Aldemário Pinheiro Filho.

César de Araújo Mata Pires tem o nome do principal acionista da OAS (90% das ações, dizem), Cesar de Araujo Mata Pires, recentemente falecido.

A Lava Jato sempre esqueceu o principal dono da OAS, o famoso Pires, que "trabalhou no início de sua carreira no conglomerado baiano Odebrecht, também envolvido em escândalos de corrupção.

Em 1976, fundou a OAS com outros dois sócios - Durval Olivieri e Carlos Suarez, que saíram do negócio anos depois.

A sigla que deu origem ao nome do grupo baiano - Olivieri, Araújo e Suarez (OAS) - ganhou maior peso ainda nos anos 1970, quando Pires se casou com Tereza, filha do então governador da Bahia, Antonio Carlos Magalhães, o ACM, e passou a disputar com a concorrente Odebrecht obras públicas no Estado".

A ligação com ACM era tão forte, que OAS - para o povo - significava 'Obrigado Amigo Sogro'. 

 

 

 

 

 

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