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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

28
Jul19

"Vou defender a democracia do país dos meus filhos", diz Glenn, em resposta a Bolsonaro

Talis Andrade

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“Ao contrário dos desejos de Bolsonaro, ele não é (ainda) um ditador. Ele não tem o poder de ordenar pessoas presas. Ainda existem tribunais em funcionamento. Para prender alguém, tem que apresentar provas para um tribunal que eles cometeram um crime. Essa evidência não existe”, tuitou Glenn, compartilhando reportagem sobre a declaração de Bolsonaro, de que o jornalista pode “pegar uma cana aqui no Brasil”.
 

Glenn também comentou as declarações homofóbicas de Bolsonaro, que disse que o jornalista foi “malandro” ao casar com o deputado federal David Miranda (PSol-RJ) e adotar dois filhos para não poder ser deportado.

“A teoria dele é insana: casei com David 14 anos atrás pq eu previa que precisaria disso no futuro. E sugerir que alguém adotaria – e cuidar de – 2 filhos para manipular a lei é nojenta. O Brasil tem 47.000 crianças em abrigos. A adoção é linda e deve ser encorajada, não zombado”, tuitou Glenn, ao afirmar que defenderá a democracia no Brasil.

“É verdade que o governo não tem o poder de me deportar. Mas eu tenho o poder de sair do Brasil voluntariamente - e tinha esse poder o tempo todo. Mas não fiz e não vou, apesar dessas ameaças. Pq? Pq sei que não têm nada contra mim. Vou defender a democracia do país dos meus filhos”, tuitou.

 

22
Jul19

Damares trepa na goiabeira para suicidar Glenn Grenwald

Talis Andrade

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Tem gente que acha Damara Alves abestalhada e despreparada. Para laçar os tolos, Damares vende essa imagem. Quando é doutora em safadezas da velha política, formada na escola do senador Magno Malta. Informa a Wikipédia:

Nascida no Paraná, Damares, mudou-se com a família, para o Nordeste. Ainda criança, viveu na Bahia, em Alagoas e Sergipe. Também morou em São Carlos, no interior paulista. Essas mudanças estão ligadas à profissão do pai, o pastor Henrique Alves Sobrinho, da Igreja Quadrangular, fundador de quase uma centena de templos em todo o Brasil. Damares também tornou-se pastora.

Graduou-se em Direito pela extinta FADISC (Faculdades Integradas de São Carlos), instituição descredenciada pelo MEC em 2011 e proibida de realizar exames vestibulares desde 2012.

Em São Carlos, trabalhou na Secretaria Municipal de Turismo, atuando na antiga COMTUR (Comissão Municipal de Turismo), durante o governo do prefeito Vadinho de GuzziEm 1999, pouco antes de obter seu registro na OAB-SP (subseção São Carlos), tornou-se auxiliar parlamentar júnior, em Brasília. 

Foi pastora da Igreja do Evangelho Quadrangular e da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte.

Foi coordenadora do projeto educacional do Programa Proteger, organização criada por Guilherme Zanina Schelb, procurador regional da República no Distrito Federal e membro da Associação Nacional de Juristas Evangélicos (organização da qual Damares foi Diretora de Assuntos Parlamentares), conhecido por defender o projeto apelidado "Escola Sem Partido".

Em 1999, Damares mudou-se para Brasília, para trabalhar como auxiliar parlamentar, no gabinete do deputado Josué Bengtson (PTB-PA), também pastor da Igreja do Evangelho Quadrangular. Trabalhou também para o deputado federal Arolde de Oliveira (PSD), senador eleito pelo Rio de Janeiro, em 2018, e cujo sucesso nas urnas em outubro se deveu, em grande parte, ao suporte do chamado “clã Bolsonaro”. Exerceu também a função de auxiliar parlamentar no gabinete do senador Magno Maltaanterior ao vínculo com o senador pelo Espírito Santo. Foi chefe de gabinete de outro expoente da bancada neopentecostal na Câmara dos Deputados, o deputado federal goiano João Campos (PRB).

Da mares, dos rios, é cobra criada por muito parlamentares, e nas intrigas evangélicas de posse de igrejas e conquista dos dízimos de fiéis. Assessora, foi escolhida por Magno Malta para trabalhar junto ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, o cargo de ministro. Trabalhou tão bem, que Magno foi por estaleiro, e Damares virou ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

O deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) considerou uma provocação a escolha de Damares Alves ministra. "Se antes parecia uma ingratidão, agora fica claro que há uma intenção de afrontar o Magno Malta", disse o parlamentar que é membro do núcleo duro da frente evangélica na Câmara.

Preterido, o senador Magno Malta (PR-ES) divulgou vídeo em que afirma que não é o responsável pela indicação de sua assessora Damares Alves para o Ministério para o qual ele mesmo já foi cotado. "Esclareço que ela não é uma indicação minha. É uma escolha pessoal do presidente". 

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Damares vem fazendo seu papel de santinha em meio as feras na arena política olaviana. Após a posse de Jair Bolsonaro, um vídeo em que Damares comemora a vitória, proclamando que "a nova era começou, e que agora menino veste azul e menina veste rosa", tornou-se popular nas redes sociais. O vídeo levou ao movimento "cor não tem gênero".

Damares também aparece pregando noutro vídeo, em que relata os frequentes abusos que teria sofrido quando criança. Diz que pegou o veneno e subiu em uma goiabeira, onde pretendia se matar. Empoleirada na árvore, teria visto a figura de Jesus, que a teria convencido a desistir do suicídio.

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Damares vem sendo escalada para, via algum besterol, afastar a imprensa de assuntos desinteressantes para a clã Bolsonaro. Faz o papel de palhaço da corte, e de serpente cujo veneno o senador Malta experimentou. 

É bom lembrar a estória da adoção da filha de Damares, Kajutiti ("Lulu") Kamayurá, uma indígena Kamayurá, nascida em 20 de maio de 1998. Segundo os Kamayurá, Lulu foi tirada irregularmente da aldeia, aos seis anos de idade. Levada pela missionária Márcia Suzuki, amiga de Damares, a garota teria deixado a aldeia para, supostamente, fazer um tratamento ortodôntico em Brasília, mas nunca foi trazida de volta.

Dizem que Damares ostenta títulos universitários que não possui, de mestre em Educação, mestre em Direito Constitucional e mestre em Direito de Família. Equivalem ao mentiroso doutorado do procurador Deltan Dallagnol, do governador do Rio Wilson Witzel, e dos ministros do Exterior Ernesto Araújo e da Educação Abraham  Weintraub.

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O jornalista Glenn Greenwald, um dos fundadores do Intercept Brasil, afirmou que deu risada, após um site paranaense afirmar ter descoberto um suposto "manuel do crime" dele na chamada "deep web", uma parte da internet que não é indexada pelos mecanismos de busca como o Google. A notícia foi compartilhada pela ministra de Direitos Humanos, Damares Alves.

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"Ainda tô rindo sobre isso. É difícil escolher, mas acho que Damares é minha ministra favorita de Bolsonaro", escreveu Glenn Greenwald no Twitter.

É de assustar! Leiam e compartilhem! Eu conheço pessoalmente o Jornalista Otávio, é um profissional sério e muito ético

Ei gente, na postagem anterior digitei o nome do jornalista errado, é Oswaldo Eutasquio e não Otávio. Desculpas.

 

Em resposta a 

Que coisa feia Damares. Mostrando indignação e a fake news veio de dentro do seu gabinete. Você não é doida, é desonesta.

22
Mai19

Órfãos na passarela, uma monstruosidade com patrocínio judicial

Talis Andrade

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por Fernando Brito

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Viramos monstros?

Ontem, no Pantanal Shopping, de Cuiabá, com o apoio do Poder Judiciário de Mato Grosso, a Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT), Governo do Estado e do próprio shopping, realizou-se o “evento”Adoção na Passarela.

Vinte crianças e adolescentes entre 4 e 17 anos, órfãs ou abandonados,  acolhidos em instituições de Cuiabá e Várzea Grande  desfilaram ante uma plateia de classe média, encantada como quem vai a um pet shop, para ver se alguém se interessava em adotá-las.

Os promotores festejam a cena maravilhosa: as crianças ganham “roupas novas, um dia de beleza, incluindo penteados e maquiagem, tudo isso para se divertirem no desfile que pode resultar no encontro de uma família”.

Adoção, algo personalíssimo, decisão íntima da família, aceitação emocional da criança, vira, assim, um desfile como o de Kennel Club, onde a beleza das carinhas, o estilo do penteado e o andar gracioso passam a ser os critérios de “pegar ou largar”. Ajudados, claro, pela “roupinha gourmet’.

São, certamente, “homens de bem” e “senhoras virtuosas” os que estavam na plateia, prontos a escolher um menino ou menina como se fossem um cocker spaniel ou um bichon frisé. Tão imbuídos do bem que até poderiam escolher uma criança mulatinha, para provarem que não têm preconceito.

Aproveitam, também, para se promoverem na high society cuiabana – “high society’ de shopping, vê-se – como bons cristãos, generosos e, claro, com um “projeto social” de levarem para casa um dos “bichinhos”.

Onde estão a Justiça, a OAB e o Ministério Público, que deveriam estar proibindo esta exposição desumana de pequenos seres humanos, indefesos e dependentes de alguém que os cuide com proteção e carinho?

Ah, sim, estão promovendo o “evento”…

 

15
Abr19

MAIS BENEFÍCIOS PARA CLASSE TOGADA Servidores adotantes do CJF e da JF terão auxílio-natalidade

Talis Andrade

Pleno do Conselho também aprovou criação de programa que garante às lactantes possibilidade de redução da jornada

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O pleno do CJF aprovou a concessão de auxílio-natalidade a servidores adotantes do CJF e da JF. O caso foi originado pelo requerimento de uma juíza Federal do DF, que pedia a concessão do benefício por ter recebido a guarda de uma criança em processo de adoção.

De acordo com o relator do processo, ministro João Otávio de Noronha, presidente do CJF e do STJ, o subsídio está regulamentado pelo artigo 5º Resolução CJF nº 2/08, que permite o pagamento do auxílio à servidora parturiente ou ao servidor com cônjuge parturiente, sem fazer qualquer referência ao adotante.

Após análise de órgãos técnicos que apontaram a necessidade de observância do princípio da isonomia, Noronha defendeu a extensão do direito aos funcionários públicos que obtiveram a guarda provisória de crianças em processo de adoção.

“Trata-se de benefício que possui clara natureza social/assistencialista, buscando assegurar não apenas um apoio financeiro às despesas do parto, mas também àquelas despesas iniciais correspondentes ao ingresso de um novo membro no seio familiar. Nessa circunstância, impõe-se pontuar ser absolutamente irrelevante a forma de constituição desse grupo familiar, que pode ser constituído de pessoas do mesmo sexo ou de sexo diferente, unidas pelo casamento ou por união estável.

O que importa é conferir apoio, ainda que tímido, àqueles que recebem, pela via da adoção, uma ou mais crianças como filhos (as), assumindo a completa responsabilidade sobre ela(s), de forma a que possam se desenvolver de forma plena, recebendo o carinho e apoio necessários a tanto.”

O presidente do CJF também determinou a adequação do normativo em vigor para garantir que todos os servidores ou magistrados adotantes possam receber o auxílio-natalidade a partir da concessão da guarda provisória, momento em que os menores passam a residir com o solicitante.

Mãe nutriz

Neste mesmo julgado, foram regulamentados os direitos da mãe nutriz, questão levada para análise do Colegiado pela Presidência do TRF da 3ª região.

Segundo Noronha, a servidora da JF lactante tem direito a uma hora de descanso durante expediente de trabalho para amamentação, jornada que poderia ser concedida até o sexto mês de vida do bebê. Tal disposição está prevista tanto no artigo 209 da lei 8.112/90 quanto no artigo 20 da resolução 2/08 do CJF.

No entanto, assinalou o magistrado, a aplicação da norma como foi concebida encontra-se defasada devido ao aumento da licença-maternidade para seis meses. O horário de descanso permitido, na percepção do ministro, em muitos casos também seria insuficiente para garantir o deslocamento da servidora e, consequentemente, a amamentação da criança.

Diante destas considerações, o presidente do CJF votou pela criação do Programa Mãe Nutriz, no âmbito da JF e alteração do artigo 209. O plenário endossou o entendimento do ministro e garantiu às lactantes a possibilidade de redução da jornada para seis horas diárias ininterruptas durante o período de um ano, mediante apresentação mensal de atestado médico.

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10
Mai18

“De 8.500 brasileiros adotados por franceses, metade pode ter sido de maneira ilegal”

Talis Andrade

por Elcio Ramalho

 

 

A ONG Voix des Adoptés (Voz dos Adotados, em português) criada em 2005 por Céline Giraud, adotada no Peru, tem quatro estruturas espalhadas na França dedicadas especialmente às crianças adotadas no Brasil. 

 

“Todos os adotados da Associação são maiores de idade. É o momento no qual a vontade de conhecer seus familiares e suas origens se concretiza. Na infância e na adolescência esse desejo também existe, é natural de toda pessoa, não apenas dos adotados, mas é na idade mais madura que se concretiza o desejo de conhecer o Brasil, do abrigo onde viveram, a família e, em primeiro lugar, a mãe”, explica a especialista, que trabalha com adoções há quase 30 anos.

 

O problema, segundo ela, é que muitas vezes esses jovens se encontram sem nenhuma referência. Uma vez desarquivado o processo no Brasil, começa um longo trabalho para localizar os parentes por meio de telefonemas, pesquisas na internet e até nas redes sociais. “Em muitos casos conseguimos localizar”, disse na entrevista à RFI Brasil.

 

“Adoção à brasileira”

 

Não há registro do número exato, mas segundo Anna Christina, pelo menos 8.500 crianças brasileiras foram adotadas por famílias francesas a partir dos anos 1980. A estimativa é baseada em dados da EFA (Infância e Famílias de Adoção, em tradução livre), uma federação de 92 associações de famílias adotivas na França e do Cadastro Nacional de Adoção (CNA), efetivado no Brasil somente em 2008, apesar de previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente.

 

A dificuldade de estabelecer uma estatística precisa se deve ao longo período em que crianças do Brasil foram adotadas por famílias estrangeiras por meios ilegais e utilizando redes de traficantes de pessoas.

 

“Muitos estrangeiros foram, de certa forma, enganados, mas também tiraram proveito de alguns esquemas de tráficos de crianças. Pessoas se aproveitaram de um sistema menos controlado na época e pediam dinheiro para os estrangeiros”, afirmou.

 

Segundo Anna Christina, muitas famílias pagavam entre US$ 10 mil e US$15 mil para conseguir uma criança rapidamente. O esquema previa o registro da criança já com os nomes dos pais franceses, que alegavam às autoridades que ela havia nascido dentro de casa, como um parto anônimo.

 

A prática, conhecida como “adoção à brasileira”, se tornou um obstáculo para os que pretendem identificar seus familiares biológicos.

 

De acordo com Anna Christina, nos últimos 15 anos no Brasil, predominou uma estimativa de que cerca de metade das crianças que vieram à França possam ter sido adotadas de maneira ilegal ou por meio de redes de traficantes até 2008.

 

Desde então, com a instalação do CNA, as adoções por casais internacionais ficou mais organizada. “Eles só adotam crianças que não encontram pais adotivos no Brasil, que são, em sua maioria, grupos de três irmãos ou mais, ou crianças maiores e adolescentes. Os brasileiros preferem crianças menores e até de dois irmãos”, afirma.

 

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