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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

24
Fev19

Com divulgação de cheques de Valdenice, a Quarto Elemento fica mais próxima do senador Flávio Bolsonaro e de ligações dele com a “família nota mil”

Talis Andrade

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A revista IstoÉ deste final de semana circula com revelações do ex-ministro Bebianno sobre a família Bolsonaro, além da reprodução de cheques assinados por Valdenice de Oliveira Meliga, a Val, em nome do senador eleito Flávio Bolsonaro.

Val foi tesoureira do PSL no Rio de Janeiro e fez pagamentos do gabinete de Flávio, onde era lotada com salário de R$ 6.490,00, a supostos fornecedores da campanha ao Senado.

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Os cheques, de setembro e outubro de 2018, somam R$ 8.500,00 e foram pagos à Ale Solução e Eventos Ltda. e à CRF Empreendimentos e Participações Societárias Ltda.

A primeira empresa pertence à contadora Alessandra Ferreira de Oliveira, outra assessora de Flávio na Alerj.

Segundo revelação da Folha de S. Paulo, a empresa recebeu R$ 55,300,00 de 42 candidatos do PSL no Rio; R$ 26 mil vieram de 33 candidatas.

A suspeita é de que eram “laranjas”, colocadas na chapa do PSL apenas para cumprir a cota de 30% reservada às mulheres, já que as 33 só receberam verba do diretório nacional, o dinheiro público do fundo partidário, quando faltavam poucos dias para a eleição.

Nota-se, portanto, uma confusão entre o PSL e o gabinete de Flávio, como se fossem a mesma coisa.

Este caso não se confunde com a apuração que está sendo feita pelo Ministério Público do Rio de Janeiro sobre as movimentações bancárias de Fabrício Queiroz, apontado como tesoureiro informal da família Bolsonaro.

O primeiro assessor de Flávio a depor na investigação, o PM Agostinho Moraes da Silva, admitiu que todo mês transferia R$ 4.000,00 dos R$ 6.000,00 que recebia de salário para a conta de Queiroz.

A justificativa do policial foi bizarra: ele dava o dinheiro para que Fabricio fizesse rolos com automóveis e lucrava cerca de 500 a 700 reais por mês.

Só que jamais Queiroz lhe “devolveu” o dinheiro em cheque ou transferências bancárias.

Foi dinheiro vivo e, portanto, não há rastro desta segunda transação.

Flávio Bolsonaro e o pai são suspeitos de ficar com parte do salário dos assessores. No caso de Agostinho, mais de 65%.

Queiroz, o receptor, fez pelo menos um repasse de R$ 24 mil à primeira dama Michelle — Bolsonaro diz que foi parte do pagamento de um “empréstimo” de R$ 40 mil que ele, Jair, fez ao assessor milionário.

Twitter da deputada Sâmia Bonfim

Voltando ao caso dos gêmeos, Flávio admite que Val era um dos “pilares” de seu mandato no Rio de Janeiro, mas negou relação com os irmãos dela, os PMs Alan e Alex Rodrigues de Oliveira.

De acordo com o texto de Flávio que acompanhou a foto da festa de aniversário, postada no Instagram, eles formavam uma “família nota mil”.

Val, por sua vez, admitiu que os irmãos dela trabalharam informalmente na campanha de Flávio ao Senado, quando estavam de folga.

Os gêmeos foram presos numa das fases da Operação Quarto Elemento, que investigou extorsões cometidas por policiais cariocas contra estabelecimentos comerciais. São ações tipicamente ligadas às milícias do Rio de Janeiro.

Os gêmeos são acusados de “constituir, integrar, financiar e promover organização criminosa”. Eram donos de um loteamento irregular na Zona Oeste do Rio. Alan já tinha sido preso anteriormente por extração e venda ilegal de barro no bairro de Paciência.

Flávio Bolsonaro, enquanto deputado estadual, homenageou os irmãos Alan e Alex na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, além de outros três presos na Operação Quarto Elemento: os policiais militares Leonardo Ferreira de Andrade e Carlos Menezes de Lima e o policial civil Bruno Duarte Pinho.

Leandro foi acusado pelo GAECO do Rio de Janeiro de participar de “um bote” em um frigorífico que não tinha condições sanitárias adequadas e de exigir R$ 30 mil para que o dono não fosse preso em flagrante.

Na homenagem a Leandro na Alerj, Flávio escreveu que  “é prestada esta singela e sincera homenagem a verdadeiros heróis de todas as horas que, lançando mão de recursos limitados, esforço pessoal, enfrentando dificuldades e, não raro a incompreensão, atingem resultados eficazes — tão valiosos e necessários à sociedade”. In VIOMUNDO

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27
Jul18

Com a presidenta do Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso do Sul a Justiça só funciona com “$”

Talis Andrade

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A desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges, atual presidente do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) e futura chefe do Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul, junto com o amante, o tenente-coronel Admilson Cristaldo Barbosa, vem praticando todos os crimes possíveis, espelhando quanto corrupto o Judiciário brasileiro. Da Polícia Militar nem é preciso lembrar: seus coronéis comandam as milícias, os governos paralelos nos Estados, a exemplo do Rio de Janeiro. 

 

Sexo, drogas, contrabando, a justiça vendida, e nepotista, em benefício próprio e da família, Tânia Garcia de Freitas Borges tudo faz de safadeza, porque no Brasil os togados possuem anistia antecipada para todos os crimes. Tanto que só podem ser julgados pelo corporativista Conselho Nacional de Justiça, que concede como punição máxima uma aposentadoria precoce, com todos os penduricalhos que enriquecem a vida de um juiz, de um desembargador: os principescos auxílios (de moradia, de alimentação etc), e prendas mil. Uma aposentadoria antecipada sempre um prêmio para todo trabalhador. Um prêmio que a reforma trabalhista de Temer cassou. Que aposentadoria para os trabalhadores só depois dos 70 anos, quando começa a ansianidade, quando se tem o pé na cova.

 

Escreve Edivaldo Bitencourt:

 

A desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges se envolveu em mais um escândalo. Agora, ela é suspeita de venda de sentença, conforme reportagem do Jornal Nacional, da TV Globo.

 

A venda de sentença teria sido descoberto a partir da quebra do sigilo telefônico do tenente-coronel Admilson Cristaldo Barbosa, preso na operação, em 16 de maio deste ano, acusado de dar cobertura à Máfia do Cigarro. Ele teria um caso amoroso com a magistrada e chegou a ser cotado, antes de ser preso, para assumir a chefia da segurança do Tribunal de Justiça em 2019.

 

As suspeitas com a desembargadora começaram com a apreensão de um cheque no valor de R$ 165 mil com o tenente-coronel. Na ocasião, ela contou que era o sinal para comprar um carro de luxo do policial militar.

 

No entanto, com a recuperação das mensagens de aplicativo no celular do PM, foram encontradas conversas que apontam para a venda de sentença. O terceiro envolvido no caso seria Dênis Peixoto Ferrão Filho, funcionário do Tribunal de Contas do Estado.

 

Nas trocas de mensagens, a magistrada e o tenente-coronel se tratam por “amor” e discutem o resultado de um julgamento. Em conversa com Dênis Ferrão Filho, o militar insinua que a Justiça só funciona com “$”.

 

 

O julgamento em que teve a suposta venda de sentença teve dois adiamentos, que levaram Admilson a pedir explicações da magistrada. Ela o acalma antecipando que a demora será melhor para alcançar o resultado esperado. A desembargadora diz na mensagem que ele deveria providenciar a parte do coleguinha.

 

O presidente da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Mato Grosso do Sul), Mansour Elias Karmouche, considerou os fatos “gravíssimos”.

 

É mais um escândalo envolvendo a desembargadora, que já é investigada pelo CNJ pela liberação do filho, o empresário Breno Fernando Solon Borges, preso com maconha, pistola e munições de fuzil calibre 762.

 

Ele chegou a ter dois mandados de prisão preventiva revogados pelo Tribunal de Justiça após a magistrada interditá-lo judicialmente e interná-lo em uma clínica de tratamento psiquiátrico em Atibaia (SP).

 

Breno acabou voltando para a cadeia após a Polícia Federal obter nova prisão preventiva, em novembro do ano passado, após encontrar indícios do seu envolvimento com facção criminosa e tentar ajudar na fuga de Tiago Vinícius Vieira. Interceptações telefônicas revelam que o empresário vendia armas de grosso calibre para organizações criminosas.

 

Tiago conseguiu fugir da Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande em maio deste ano. Breno continua preso em Três Lagoas, onde pode ser condenado por integrar organização criminosa.

 

 

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