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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

08
Mar22

Centrais pedem cassação de Mamãe Falei

Talis Andrade
 
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Queimadaço o filme do deputado estadual de SP Mamãe Falei (Podemos-SP). No movimento sindical, foi pronto o repúdio às suas indecências. No sábado, 5, as Centrais publicaram nota de repúdio aos comentários canalhas sobre as refugiadas ucranianas e pediram cassação.

Segundo a nota, o verdadeiro objetivo da viagem de Arthur do Val à Ucrânia em meio à guerra com a Rússia não foi ajudar um dos lados. "Seus anseios mostram uma personalidade irresponsável, ignorante, racista e profundamente misógina", criticam as entidades.

As falas do deputado ofendem as mulheres, os pobres e os refugiados.

Outras entidades publicaram notas ou postaram cards criticando o deputado-cafajeste.
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Arthur do Val desrespeita o povo e deve ser cassado

Ouvimos com indignação e asco os áudios do deputado estadual em SP pelo Podemos sobre as mulheres ucranianas. O deputado, a pretexto de ajudar um dos lados no conflito entre Rússia e Ucrânia, revelou, através de áudios vazados, que o verdadeiro objetivo de sua viagem para o Leste europeu nada tem a ver com ação humanitária. Ao contrário, seus anseios mostram uma personalidade irresponsável, ignorante, racista e profundamente misógina.

O que de fato “Mamãe Falei” foi fazer na Ucrânia? E o que ele, com essa visão sobre as pessoas, faz na Assembleia Legislativa de SP? Ele, que em 2019, chamou sindicalistas que estavam na galeria da Alesp de “bando de vagabundo”! Com que moral fala dos trabalhadores e suas entidades? 

Nos áudios hediondos que transmitiu a seu grupo de amigos no WhatsApp e que se tornaram públicos na sexta-feira ele ofendeu não só as mulheres, mas os pobres, os povos refugiados, foi racista ao exaltar um estereótipo, ou seja, expressou tudo aquilo contra o que lutamos: a desumanização, a dominação machista, a covardia, a injustiça. Mostrou seu despreparo pra ser um representante do povo. Não deve permanecer como deputado; deve ser cassado.

Solicitamos que Ministério Público abra investigação sobre a conduta racista.

No mês de março, quando celebramos a luta pelos direitos das mulheres à igualdade, equidade, respeito, dignidade e justiça, um deputado brasileiro nos envergonha mundialmente.

É triste que os brasileiros que já sofrem com a pandemia, com o desemprego e a pobreza ainda tenham que ouvir, nas vésperas do Dia Internacional da Mulher, áudios insultuosos como os do Mamãe Falei. Que o fato receba a devida reparação e o deputado seja cassado”.

São Paulo, 5 de março de 2021

- Sergio Nobre, CUT, Miguel Torres, Força Sindical; Ricardo Patah, UGT, Adilson Araújo, CTB, Antonio Neto, CSB, Oswaldo Augusto de Barros, Nova Central, Edson Carneiro Índio, Intersindical, Atnágoras Lopes, CSP-Conlutas, José Gozze, Pública, Emanuel Melato, coordenação da Intersindical Instrumento de Luta.
 

Desde 2016, Arthur do Val já mostra quem é

 
 

 
30
Ago21

Bolsonaro debocha da fome e da dor do povo

Talis Andrade

 

por Adilson Araújo /CTB

A insensibilidade diante da fome e das agruras do povo brasileiro é uma característica das classes dominantes brasileiros e seus representantes políticos. Com Jair Bolsonaro este desprezo pela dor alheia (a dos pobres) está ganhando requintes de crueldade.

Na quinta-feira (26), o presidente chamou de “idiota” quem diz que precisa comprar feijão. “Tem que todo mundo comprar fuzil”, esbravejou.

Um comportamento que nos remete ao personagem Justo Veríssimo, de Chico Anísio, um deputado que detesta o povo brasileiro.

A carência de compaixão e o desprezo pela vida foram explicitadas pelo presidente por mais de uma vez durante a pandemia do coronavírus em frases como “mi mi mi”, zombando dos que lamentam a tragédia sanitária, ou “e daí?”, ao negar suas notórias responsabilidades no genocídio.

Infelizmente as palavras do chefe do Executivo têm sérias consequências práticas para o povo. Não é sem razão que, sob Bolsonaro, o Brasil voltou ao Mapa da Fome da ONU.

Em abril deste ano, 116,8 milhões de pessoas passaram a viver em insegurança alimentar: 43,3 milhões não têm acesso aos alimentos em quantidade suficiente (insegurança alimentar moderada) e 19 milhões passam fome (insegurança alimentar grave).

Os dados constam da pesquisa da Rede PENSSAN – Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, realizada em dezembro de 2020. São a contrapartida lógica do arrogante e criminoso descaso presidencial.

O drama do povo é agravado pela alta dos preços dos alimentos e gás de cozinha, superior à inflação e aos reajustes salariais, o que impõe a trabalhadores e trabalhadoras, sobretudo os mais pobres, dolorosa perda de poder aquisitivo.


Apologista da morte

Ao mesmo tempo em que debocha da dor do povo, o presidente genocida faz apologia da morte, da violência e das armas.

“O CAC [NR: caçadores, colecionadores de armas e atiradores] está podendo comprar fuzil. O CAC que é fazendeiro compra fuzil 762”, comemorou.

Uma arma do gênero custa cerca de R$ 15 mil e evidentemente não é objeto do desejo dos pobres. Corresponde, contudo, aos interesses de fazendeiros que contratam jagunços para assassinar trabalhadores sem terra e lideranças rurais, grilar terras e dizimar indígenas.

Como notou o jornalista Guilherme Mazui, Bolsonaro tem como hábito chamar de “idiota” pessoas que o criticam ou que o cobram pela calamitosa situação do país.

Em março, o golpista usou a palavra ao se referir às críticas pelo atraso na compra de vacinas. “Tem idiota que a gente vê nas redes sociais, na imprensa, [dizendo] ‘vai comprar vacina’. Só se for na casa da tua mãe”.

Ele também chamou um jornalista de “idiota” durante uma entrevista na Bahia. Parece coisa de psicopata, conforme alertaram alguns especialistas. Seja como for, não é um comportamento condizente com a dignidade do cargo.

Temos mais um forte motivo para mobilizar a classe trabalhadora e o povo para no dia 7 de setembro amplificar o grito de liberdade: Fora Bolsonaro.

Facínora no governo sugere compra de fuzil

 
 

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