Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

28
Mar19

Com Witzel, polícia é responsável por 1 a cada 3 mortes no RJ

Talis Andrade

Dados mostram que a polícia matou 305 pessoas em janeiro e fevereiro de 2019, maior marca no período desde 1998; para pesquisadora, autoridades forçam PMs a andarem com ‘atestado de óbito’ e ‘advogado contratado’

Atirador _aroeira.jpg

 

 

por Arthur Stabile

----

O Rio de Janeiro apresenta crescimento da letalidade policial desde que Wilson Witzel (PSC) tomou posse como governador do estado, em 1º de janeiro de 2019. Dados oficias do ISP (Instituto de Segurança Pública), vinculado ao Governo do Estado, apontam que 305 pessoas foram assassinadas por policiais nos dois primeiros meses do ano, maior número desde o início do levantamento, feito mensalmente desde 1998.

Os registros do primeiro bimestre de 2019 mostram que a quantidade de mortos pelas polícias aumentou 67% em dois anos (de 183 para 305), enquanto os casos de homicídios dolosos caíram 30% (de 1.001 para 705). Na medida em que em 2017 a quantidade de mortes decorrentes de intervenção policial (MDIP) representava 15% do total de homicídios no RJ (1.184, à época), neste ano o percentual pulou para 30,2% (1.010 mortes, entre MDIP e homicídios dolosos).

Esta é a primeira vez na história que os registros superam a marca de 300 vítimas no período, tendo no primeiro bimestre de 2018 a antiga maior marca, com 259 mortos. O crescimento no período de um ano, entre o governo Pezão (MDB), passando pela intervenção federal (entre 16 de fevereiro e 31 de dezembro) e quando Witzel assumiu o estado, é de 17%.

Em janeiro e fevereiro de 1998, as polícias mataram 41 pessoas, número 643% menor quando comparado com os casos oficializados neste ano. O primeiro dado colhido pelo Instituto segue como o menor patamar histórico de letalidade das polícias fluminenses nos dois meses iniciais do ano.

Para Jacqueline Muniz, cientista política e criadora do ISP, os números mostram uma lógica cíclica no Rio e repetida por Witzel. “Governantes sem políticas públicas, sem programas de ações consistentes, fazem essas bravatas exatamente porque não podem ser avaliados por não terem o que entregar. Qual sua ação, plano de segurança? Como não têm, usam discurso catártico de lei e ordem. É um cenário publicitário macabro nos últimos 30 anos e que não produziu resultados substantivos no crime”, explica.

Arthur Stabile entrevista Jacqueline Muniz

j muniz.jpg

 

Ponte – Há um crescimento na letalidade neste novo governo. O quanto as ações de Wilson Witzel impactam nos dados?

Jacqueline Muniz – Governantes sem políticas públicas, sem programas de ações consistentes, fazem essas bravatas exatamente porque não podem ser avaliados por não ter o que entregar. Toda vez que Witzel diz “vou dar tiro na cabecinha”, “vamos reprimir mais”, ele está vendendo um produto que não pode entregar. Qual sua ação, seu plano de segurança? Como não tem, usa discurso catártico de lei e ordem. Toda vez que não tem plano e não governa as polícias, você fica brincando de animador de auditório de festa infantil. O problema disso é que, em um primeiro momento, ele parece que comanda, mas é só aparência. Em breve, ele tende a ser algemado pelo próprio discurso que ele produziu porque a repressão por ela mesma gera escassez no recurso repressivo e na capacidade de se policiar.

.

Ponte – Como solucionar esta questão?

Jacqueline Muniz – É preciso que as polícias do RJ voltem a fazer polícia e, ao fazer isso, se faz repressão qualificada. Hoje o que se tem é o preço alto que se paga para muita gente ficar milionária às custas da vida do policial, da vida do cidadão. Isso é cíclico no Rio. Essa performance é cortina de fumaça. É um cálculo burro, que tem prazo e desmoraliza a polícia e o torna refém, pois não terá como sustentar essa curva por muito tempo. Vai inventar que criminosos estão cada vez mais violentos, perigosos, tal como fez a intervenção.

.

Ponte – Este aumento tem a ver com o combate ao crime organizado?

Jacqueline Muniz – A letalidade no Rio de Janeiro não aumentou porque o crime ficou pior, ficou mais feio, ela não segue alta por isso. O que está em jogo é seguir iludindo os policiais com aparência de heroísmo porque o que está em jogo é uma economia milionária, da indústria do crime, dos brinquedos de guerra. É um marketing macabro. Quando não se tem mecanismos profissionais de controle do uso da força, nem no RJ nem em lugar nenhum do Brasil, quando o governante, o governador que é o comandante geral das polícias e não os chefes da PM ou Polícia Civil, manda esse recado, está dando autorização covarde porque ele não vai pagar a fatura dos policiais. Ele vai pagar o trauma da família do policial que morreu? O trauma da população que perdeu alguém por bala perdida? Não vai. Esse cheque em branco para as organizações, isso [letalidade] aumenta sempre que tem esses estímulos.

.

Ponte – Quais as consequências?

Jacqueline Muniz – Precisa observar as dinâmicas criminais. No Rio de Janeiro, temos em entorno de 40% do território, estima-se, esteja em mãos das milícias, que é a ‘polícia do dos bens’, é um governo autônomo dentro do governo. Então as disputas por monopólios criminosos levam à mortes, matanças e, depois que se gera essas lideranças, a tendência é reduzir as mortes por um lado. Por outro, é preciso cercar todos os tipos de mortes violentas, se cai as registradas por homicídios, há outras mortes violentas registradas também. Se os homicídios dolosos caíram nestas estatísticas recentes, por outro aumentaram as mortes produzidas pelo estado. Ou seja: reiterando o que tenho digo, o estado é o principal administrador das mortes no Rio de Janeiro, e não apenas no Rio. É o Estado que ensina que vale a pena matar, não só a polícia matar esse delinquente ou criminoso ou cidadão com bala perdida, como ensina a população a resolver na porrada e resolver no tiro. E, por outro lado, estimula que grupos armados reajam cada vez mais de maneira violenta porque não tem rendição. Quando não há rendição, não há porque depor, entregar armas. É a imagem do “eu morro, mas levo alguém comigo”, “vou morrer, mas levo uns três policiais comigo”. Essa tem sido a lógica. Esse mundo não há guerra pelo fato de não existirem exércitos, nem a polícia tem para controlar território e população – e nem o Exército foi capaz de produzi-lo na intervenção por questões óbvias -, nem do outro lado os grupos criminosos têm o domínio sob território e população.

.

Ponte – Como funcionam estes controles regionais?

Jacqueline Muniz – Os domínios armados que produzem tem a ver com zonas de negociação como atores de dentro do estado, com conivência e conveniência – é uma economia que rende milhões. Há setores de governo agindo como agências reguladoras do crime e agências reguladoras da morte, isso deixa os policiais em situação de indigência e indulgência e os cidadãos vivendo como temos visto no RJ nos últimos anos: uma cidade com dois aplicativos para saber se você sai de casa antes ou depois do tiroteio. Uma cidade em que os armamentos convencionais de polícia atingem de 300 a 700 metros de alcance. É um cenário publicitário macabro nos últimos 30 anos não produziu resultados substantivos no crime. As drogas desapareceram? O crime ficou mais pobre? Não, o que tivemos foi um avanço das milícias sobre os criminosos, um novo Tratado de Tordesilhas. As pessoas não queriam uma unificação das polícias como discurso? Pois bem, ela veio através do crime. Como sempre disse, na democracia não se pode ter monopólios, nem no uso da violência, nem no uso da força. Isso atenta contra o exercício democrático do poder. É isso que a gente assiste.

.

Ponte – Há um marco inicial para aumento na quantidade de mortos pelas polícias?

Jacqueline Muniz – [A letalidade] Começa de maneira deliberada no governo Moreira Franco (governador de 1987 a 1991), ele assume e diz que resolverá o problema da violência em 100 dias, ele passa um cheque em branco para uma polícia que já tem procuração [para matar] em aberto, estimula a autonomização predatória. Essas bravatas, falas autoritárias, são falas publicitárias do que resultado repressivo qualificado que ultrapassa o imediato da ação feita. Para deixa claro: o problema não é agir de forma repressiva, é preciso agir com qualidade e com foco, do contrário, esse resultado se volta contra a própria corporação, Estado e policial – aumentando as taxas de vitimização e expõe o policial a situações de risco maiores. Isso porque onde a polícia vai ela é recusada, ela se torna estrangeira em seu próprio território por essa dinâmica violenta, que está longe de ser o exercício qualificado repressivo da ação policial. Esse discurso da guerra contra o crime, algo publicitário que visava incrementar a indústria ilegal da insegurança, uma indústria milionária, inaugura-se com o Moreira Franco. Ele que passa o cheque em branco, essa autorização em aberto para organizações e estimula na ponta as autonomizações predatórias. O que torna o próprio policial refém do uso abusivo e excessivo da força. Além de carteira de trabalho, tem que ter um atestado de óbito prévio e pagar um advogado porque, mais cedo ou mais tarde, tudo isso tende a se voltar contra ele mesmo. Se perde o respeito, se perde a confiança… Quanto mais pesa na força, mais uso desproporcional, mais se perde o poder de polícia na esquina. Aumenta nível de resistência armada à ação policial. É diagnóstico de pesquisa de quem estuda polícia há 20 anos.

.

Ponte – Quais impactos este modus operandi na segurança trouxe?

Jacqueline Muniz – Temos mais de 30 anos dela e sua única ambição é ativar e estimular esse mercado da insegurança, onde se vende a proteção. A partir desse momento existe o processo de milicialização, de disputas territoriais… Quem entrega fuzil para polícia é o mesmo consultor que entrega para os bandos criminosos e, de modo assim, para ganhar dos dois lados. O que está em jogo é a venda de brinquedos caros que ferem, que matam cidadãos, policiais e criminosos. A partir do governo Marcelo de Alencar, você vai ter um uso indiscriminado do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), que vira uma unidade de emprego rotineiro, quando é de uso excepcional em casos de elevado risco e elevada incerteza. Em 40% dos países filiados à ONU tem essas unidades para, em situações como essas, ter uma mão de obra policial especializada capaz de atuar e garantir baixa zero, tanto para polícia quanto população, seja ela delinquente ou não. Aumenta risco, aumenta violência e, como o valor maior é a vida, eu crio essa tropa para garantir o resultado superior de polícia. Não faz sentido bala perdida, que é um sintoma de incapacidade e desgoverno.

.

Ponte – Pós-Moreira, como se deu a dinâmica com os governadores seguintes?

Jacqueline Muniz – Com o Alencar, houve esse emprego maior e a polícia abandonou o policiamento cotidiano por operações, foi abandonando o controle e soberania de território em favor de operações pontuais, o que chamo de síndrome de cabrito: o sobe e desce morro. Não se tem como sustentar com operações, que consomem muitos recursos policiais e o policiamento na rua fica escasso. Cada operação é mais guarita para que crimes de oportunidade ocorram, porque não há onde fabricar polícia. Se uso 300 PMs na operação, imobilizei 900 para ter curva de 24 horas na operação e você os tira de algum lugar, das ruas – que ficam entregues. Hoje é como se nossas polícias fizessem menos polícia e mais corpos táticos militares. Não são Bope, que foi sabotado por dentro em sua missão, em sua razão de ser. Virou um band-aid usado para todo tipo de problema. Isso também esvaziou sua expertise, compromete a capacidade de qualificação do próprio Bope.

.

Ponte – Como isso afeta no dia a dia?

Jacqueline Muniz – O Bope é uma tropa que se paga com uma única atuação ao ano de baixa zero, situação dificílima de resgatar refém, como do ônibus 174, porque exatamente naquela situação não pode ser um generalista, tem que ser especialista. É isso que faz a gente confiar na polícia e não querer resolver com o nosso próprio músculo, não querer contratar o miliciano, o traficante para agir em nosso nome. Continuamos chamando a polícia em nosso nome porque ela é capaz de reverter as desvantagens, de atuar em elevada incerteza. Isso é polícia, não existe forte emoção como quer o [Sérgio] Moro [ministro da Justiça e Segurança Pública]. Quando ele diz isso, ele está reduzindo a polícia ao mundo do século 18, ao amadorismo, ao mundo pré-profissional. A polícia tem doutrina, não é um cidadão comum. Esse estímulo, dependendo do governo e orientação política, tem um controle maior sobre a letalidade. Cada policial morto demora 5, 6 anos para ter o agente que você perdeu, que é insubstituível. Não basta a vida de um cidadão, trabalhador.

.

Ponte – Você atuou na criação dos dados que baseiam estas análises. Como foi o início do trabalho?

Jacqueline Muniz – Criamos o ISP em 1999, não existia sistema de dados antes disso. Retroagimos um ano para ter base de dados. Era tudo manual, contado em pauzinho, planilhas manuais. Podemos dizer que a primeira pesquisa de vitimização policial, na década de 1990, com o Inácio Cano fez o primeiro levantamento para saber a magnitude na realidade do RJ e projetar em termos nacionais. A partir daí começou-se a monitorar as mortes de policiais e as cometidas por policiais. Era um dado invisível antes disso, não se sabia. E é um produto de pesquisa inédita, com metodologia que virou política pública. Nem a polícia tinha ideia de quanto se matava e o quanto se morria. Tivemos que xerocar 4 anos de ocorrências, o R.O. [registro de ocorrência] físico. Não tinha banco de dados, nenhum controle. Então podemos fazer o primeiro mapeamento de todos os agentes que atuam no policiamento no cotidiano ou pontual. Foi um escândalo. Antes disso, não se tem como dizer porque não se contava, não era relevante. Era um tabu falar da vitimização e letalidade, nem a polícia sabia o impacto disso na segurança e saúde ocupacional de seus funcionários – seja por morte ou licença de saúde. A partir daí o estado passou a ser cobrado e mostramos a gravidade com números, assim fica mais fácil apresentar para a população. A partir daí é possível acompanhar a situação no RJ. Não é que não tinha. É que não se contava, era invisível e silencioso.

Anti-Petista sniper atirador.jpg

 

25
Mar19

A Lava Jato capotou com a ida de Moro ao ministério de Bolsonaro e a fundação Dallagnol

Talis Andrade

dallas golpista.jpg

 

por Emanuel Cancella

__

A Lava Jato já perdeu seu encanto e mostra seu lado bandido à sociedade. Moro, mordido pela mosca azul do poder, aceitou o ministério de Bolsonaro.
 
 
Isso depois, de num ato de picaretagem máxima, prender Lula sem qualquer fundamento legal, num claro intuito de deixá-lo de fora da eleição e beneficiar Bolsonaro. Lembrando que, segundo o Ibope, Lula venceria a eleição no primeiro turno (7).
 
 
E não só Moro prendeu Lula como pessoalmente vazou, a 6 dias da eleição, para a mídia, a delação premiada de Antônio Palocci atacando o PT Lula e Dilma, mesmo essa delação já tendo sido rejeitada pelo MPF por falta de provas.
 
 
Com seu vazamento criminoso, Moro contrariou até um dos principais procuradores da Lava Jato, Carlos Fernando Lima (1).
 
 
Depois veio a história da bilionária Fundação da Lava Jato com dinheiro da Petrobrás.
 
 
Deltan Dallagnol, o procurador que denunciou Lula sem provas, mas com convicção, assim mais uma vez, agora com sua Fundação, caiu em descrédito e desta vez recebeu cartão vermelho da PGR e do STF (3,4).
 
 
Além da bilionária grana, a Fundação Dallagnol repassaria segredos industriais da Petrobrás aos EUA. As empresas ligadas ao petróleo, as americanas Haliburton e a Schlumberger, em 2013, foram denunciadas quando espionavam a Petrobrás, e agora, em 2019, a Fundação de Dallagnol queria legalizar a espionagem americana (2).
 
 
Depois o STF impôs outra derrota à Lava Jato quando tirou da Operação e passou à justiça eleitoral os julgamentos de caixa 2 (5).
 
 
Mas, na verdade, foi Moro, ex-chefe da Lava Jato, que desmoralizou a Operação, na questão do Caixa 2.
 
 

Primeiro Moro disse nos EUA que Caixa 2 é pior do que corrupção, depois diante do fato consumado de Caixa 2 de seu colega de ministério, Onyx Lorenzoni, o próprio Moro sentenciou: “Ele já admitiu e pediu desculpas “(6,8).

 

Em queda livre e para melhorar sua imagem, a Lava Jato então prendeu Michel Temer e Moreira Franco. Antes tarde do que nunca, porém a prisão de Moreira Franco, sogro do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, foi uma resposta de Moro, um dia depois aos insultos de Maia, que o espinafrou dizendo que o projeto anticrime de Moro é “Copia e cola” e que Moro não é presidente e sim funcionário de Bolsonaro (12).

 

E hoje, domingo, 24, a PF, chefiada por Moro, para mostrar poder , limita o contato de Lula com os advogados (9).

 

Enquanto a justiça se omite  a pressão por Lula livre cresce nas ruas. Lula já recebeu a visita de juízes e procuradores (10) e em fevereiro de 2019, vários atos em defesa de Lula foram realizados em todo o Brasil (10).

 

Como, segundo a Constituição Federal "Todo poder emana do povo e em seu nome será exercido". O povo começar a exigir nas ruas Lula livre!

dallas DD .jpg

 

Fonte:

1https://www.viomundo.com.br/denuncias/procurador-da-lava-jato-a-folha-delacao-premiada-de-palocci-foi-recusada-pelo-mpf-por-falta-de-provas.html  

2https://jornalggn.com.br/internacional/sobre-o-fantastico-e-as-denuncias-de-espionagem/

3https://oglobo.globo.com/brasil/ministro-do-stf-suspende-fundacao-da-lava-jato-para-gerir-ate-25-bilhoes-da-petrobras-23525950

4https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/03/dodge-vai-ao-supremo-e-ataca-acordo-feito-pela-lava-jato-em-curitiba.shtml

5https://veja.abril.com.br/politica/stf-impoe-derrota-a-lava-jato-e-justica-eleitoral-julgara-crimes-comuns/

6https://www.revistaforum.com.br/sobre-caixa-2-de-onyx-moro-disse-ele-ja-admitiu-e-pediu-desculpas/

7http://atarde.uol.com.br/politica/noticias/1124938-ibope:-lula,-com-47,-ganharia-no-primeiro-turno

8https://oglobo.globo.com/brasil/nos-eua-moro-diz-que-caixa-2-pior-do-que-corrupcao-21183122

9https://www.brasil247.com/pt/247/sul/387941/PF-limita-contato-de-Lula-com-advogados.htm

10https://www.brasildefato.com.br/2019/03/21/apos-visita-juiz-reforca-inocencia-de-lula-e-agradece-trabalhou-contra-corrupcao/

11http://midianinja.org/news/atos-por-lula-livre-acontecem-em-todo-o-brasil-confira-a-sua-cidade/

12https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/03/maia-diz-que-projeto-de-moro-e-copia-e-cola-e-que-ministro-confunde-as-bolas.shtml

19
Fev19

ALOYSIO RECEBEU CARTÃO DE CRÉDITO DE CONTA SUÍÇA EM HOTEL DE LUXO EM BARCELONA

Talis Andrade

 

aloysio nunes e tacla duran.jpg

 

247 - As investigações da Operação Lava Jato [SEM MORO] que prendeu Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, ex-diretor da Departamento Rodoviário S.A. (Dersa), e que tem o ex-ministro Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) como alvo de mandado de busca e apreensão por um esquema de lavagem de dinheiro apontou que, "em 26 de novembro de 2007, por intermédio da offshore Klienfeld Services Ltd, a Odebrecht transferiu € 275.776,04 (euros) para a conta controlada por Paulo Preto, em nome da offshore Grupo Nantes, na Suíça".

"A apuração identificou que, no mês seguinte, a partir da referida conta de Paulo Preto, foi solicitada a emissão de cartão de crédito, vinculado à sua conta, em favor de Aloysio Nunes Ferreira Filho. O banco foi orientado a efetuar a entrega do cartão de crédito no Hotel Majestic Barcelona, na Espanha, para Aloysio Nunes Ferreira Filho, que estaria hospedado no hotel entre 24/12/2007 e 29/12/2007", disse o MPF. Ou seja, o dinheiro da conta suíça, controlado por Paulo Preto, era usado pelo Aloysio Nunes.

"A operação aprofunda a investigação de um complexo esquema de lavagem de dinheiro de corrupção praticada pela Odebrecht, que envolveu os operadores Paulo Vieira de Souza (conhecido como Paulo Preto), Rodrigo Tacla Duran, Adir Assad e Álvaro Novis, que mantiveram relações pelo menos entre 2007 e 2017", afirmou o órgão.

simch paulo preto.jpg

 

Leia a íntegra do texto publicado no site do MPF:

Foi deflagrada nesta terça-feira, 19 de fevereiro, a 60ª fase da Operação Lava Jato, a pedido da força-tarefa do Ministério Público Federal no Paraná (MPF/PR), que cumpre 12 mandados de busca em diversos endereços ligados a Paulo Vieira de Souza e a Aloysio Nunes Ferreira Filho, ex-chanceler do governo Temer.

A operação aprofunda a investigação de um complexo esquema de lavagem de dinheiro de corrupção praticada pela Odebrecht, que envolveu os operadores Paulo Vieira de Souza (conhecido como Paulo Preto), Rodrigo Tacla Duran, Adir Assad e Álvaro Novis, que mantiveram relações pelo menos entre 2007 e 2017. As transações investigadas superam R$ 130 milhões, que correspondiam ao saldo de contas controladas por Paulo Preto na Suíça no início de 2017.

O esquema criminoso – As investigações realizadas pela força-tarefa Lava Jato no Paraná revelaram a atuação de Paulo Preto como operador financeiro com importante papel num complexo conjunto de operações de lavagem de dinheiro em favor da empreiteira Odebrecht.

De acordo com as provas colhidas ao longo da investigação, Paulo Preto disponibilizou, a partir do segundo semestre de 2010, R$ 100 milhões em espécie a Adir Assad no Brasil. Este, por sua vez, entregou os valores ao Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, aos cuidados do doleiro Álvaro Novis. O doleiro realizava pagamentos de propinas, a mando da empresa, para vários agentes públicos e políticos, inclusive da Petrobras.

De fato, as evidências revelaram que, no mesmo período que se seguiu à entrega dos valores em espécie por Paulo Preto para a Odebrecht, propinas foram pagas pela empreiteira, em espécie, para os seguintes gerentes e diretores da Petrobras: Djalma Rodrigues, Maurício Guedes, Roberto Gonçalves, Paulo Roberto Costa, Pedro Barusco e Sérgio Machado.

adir-asaad.jpg

Adir Assad

Em contraprestação à entrega de valores em espécie por Paulo Preto e Adir Assad ao Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht no Brasil, esse setor transferiu dezenas de milhões de dólares para as contas do doleiro Rodrigo Tacla Duran no exterior. Este último operador, depois de descontar as suas comissões e as de Adir Assad, devidas pela lavagem do dinheiro, ficava incumbido de fazer chegar às contas de Paulo Preto os recursos a ele devidos.

A investigação também revelou que existiram transações ilícitas entre os investigados em momento anterior, a partir de 2007. Por exemplo, em 26 de novembro de 2007, por intermédio da offshore Klienfeld Services Ltd, a Odebrecht transferiu € 275.776,04 (euros) para a conta controlada por Paulo Preto, em nome da offshore Grupo Nantes, na Suíça.

A apuração identificou que, no mês seguinte, a partir da referida conta de Paulo Preto, foi solicitada a emissão de cartão de crédito, vinculado à sua conta, em favor de Aloysio Nunes Ferreira Filho. O banco foi orientado a efetuar a entrega do cartão de crédito no Hotel Majestic Barcelona, na Espanha, para Aloysio Nunes Ferreira Filho, que estaria hospedado no hotel entre 24/12/2007 e 29/12/2007.

Além disso, foram identificados depósitos efetuados, no ano de 2008, por contas controladas pela Andrade Gutierrez e Camargo Correa, em favor da mesma conta controlada por Paulo Preto na Suíça, no valor global aproximado de US$ 1 milhão.

O procurador da República Júlio Noronha salienta que “a Lava Jato, prestes a completar seu aniversário de cinco anos, ainda investiga várias caixas-pretas que precisam ser abertas. Para que essas caixas possam ser abertas é fundamental que as apurações sobre corrupção não sejam deslocadas para a Justiça Eleitoral e que a execução das penas pelos agentes corruptos não seja postergada indefinidamente. Isso dificultaria as investigações e promoveria a impunidade, desestimulando a colaboração com a justiça e favorecendo aqueles cujos crimes ainda são mantidos em segredo. É importante que a sociedade, por isso, participe do debate sobre essas questões que serão julgadas pelo STF nos próximos dois meses”.

Provas e cooperação internacional – As investigações são amparadas por documentos apreendidos em fases anteriores, provas fornecidas pela Odebrecht no seu acordo de leniência, incluindo mensagens trocadas entre os investigados na época dos fatos (registradas no sistema “Drousys”, usado pelo setor de propinas da empreiteira), depoimentos de colaboradores, relatórios de informação da Assessoria de Pesquisa e Análise da força-tarefa, extratos e documentos de transferências de contas estrangeiras e nacionais. Nesse contexto, foi fundamental a obtenção de evidências mediante a cooperação internacional entre o Brasil e quatro países: Suíça; Espanha, Bahamas e Singapura.

O procurador da República Roberson Pozzobon destaca, nesse sentido, que: “ao longo de quase cinco anos a Operação Lava Jato vem, fase após fase, montando quebra-cabeças de grandes esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro no país. A sexagésima operação Lava Jato investiga complexo esquema de lavagem da Odebrecht de mais de uma centena de milhões de reais, no Brasil e no exterior, por pelo menos cinco operadores financeiros, entre os quais Paulo Preto. Parte das peças desse grande quebra-cabeça foram obtidas pelo MPF a partir de acordos de leniência e de colaboração premiada, cooperações internacionais com quatro países, análise e relacionamento de provas obtidas em buscas e apreensões de fases anteriores da Lava Jato e afastamentos de sigilos fiscal e bancário. Os mandados de busca e apreensão que estão sendo cumpridos hoje visam a obter outras peças dessa gigantesca figura criminosa”.

paulo preto.jpg

Paulo Preto

Prisão – Há risco significativo e iminente, a um só tempo, para a ordem pública e para a aplicação da lei penal, o que torna a prisão de Paulo Preto imprescindível. De fato, sua custódia é necessária em razão da gravidade concreta dos crimes de lavagem de dinheiro relacionado à corrupção, que envolveram mais de uma centena de milhões de reais, da reiteração e habitualidade na prática de crimes por mais de uma década, na atualidade da lavagem de dinheiro e na sua atuação deliberada para impedir o bloqueio e confisco de valores ilícitos.

Em relação ao último aspecto, é relevante notar que, em dezembro de 2016, quando o acordo da Odebrecht se tornou público, Paulo Preto mantinha cerca de US$ 34 milhões na Suíça, país que notoriamente tem cooperado com a Lava Jato. Logo em seguida, no primeiro trimestre de 2017, Paulo Preto encerrou as contas suíças e remeteu os recursos para Bahamas, impedindo assim um iminente bloqueio de valores que são fruto de atividade criminosa.

Outras investigações – Tramitam contra Paulo Preto investigações e ações penais em outras jurisdições, com outro objeto. A apuração da força-tarefa Lava Jato no Paraná concentra-se na atuação de Paulo Preto como operador financeiro que atuou na cadeia de lavagem de dinheiro em favor da Odebrecht. Não é objeto da investigação no Paraná a sua atuação como ex-funcionário público do Estado de São Paulo, de responsabilidade de autoridades que atuam naquele Estado.

12 Aloysio Nunes vice Aécio PSDB fazenda.jpg

 

07
Ago18

Beto Richa é condenado pela justiça estadual do Paraná. Pela federal ele passa todas

Talis Andrade

 

A justiça federal, notadamente a republica do Paraná, ou corriola de Curitiba, engaveta todos os processos contra Beto Richa.

nani tucano aécio richa.jpg

 

Escreve Renato Rovai: 

 

Beto Richa é delatado por corrupção de R$ 20 milhões. Mas não há de ser nada, ele é tucano


O governador do Paraná, Beto Richa, é o mesmo que colocou policias para espancar professores que lutavam por reajuste salarial. E o dinheiro roubado é da educação.

 

 

Consta de uma delação premiada do dono da Construtora Valor, Eduardo Lopes de Souza, que o então diretor da Secretaria de Educação (Seed), Maurício Fanini, participou de uma reunião na casa do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), 45 dias antes da eleição de 2014, para discutir caixa dois. E que além deles estava o atual presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Ademar Traiano, também do PSDB.

 

Eduardo Souza é investigado por fraudes em licitações na construção de escolas do estado que chegam a R$ 20 milhões.

 

O esquema foi desvendado pela Operação Quadro Negro, do Ministério Público do Paraná (MP-PR). O escândalo deixou em ruínas obras de seis escolas estaduais que atenderiam milhares de alunos em todo o estado.

 

O empresário foi preso na primeira fase da operação e ficou um ano e meio na cadeia.No acordo que vai liberá-lo da prisão, ele afirmou que Fanini sugeriu que seria bom ter alguém do Tribunal de Contas do Paraná “com eles”.

 

E que isso o fez procurar o conselheiro Durval Amaral e sugerir ajuda financeira para a campanha do filho de Durval, Tiago Amaral (PSB), então candidato ao cargo de deputado estadual.

 

Eduardo afirmou que combinou com uma pessoa ligada a Durval um pagamento de R$ 50 mil para o caixa dois da campanha do filho dele.

 

O pagamento, declarou o delator, foi feito a uma assessora no comitê de Tiago Amaral. Tiago Amaral foi eleito em 2014, e o pai dele é o atual presidente do Tribunal de Contas.

 

No acordo, o dono da Construtora Valor se comprometeu a apresentar provas de tudo o que disse e a abrir mãos de bens. Com isso, ganhou o benefício de não ser preso e usar tornozeleira eletrônica por dois anos.

 

Essa história está sendo contada aqui e ali em alguns portais. É uma bomba. Até porque o governador Beto Richa é o mesmo que colocou policias para espancar professores que lutavam por reajuste salarial. E o dinheiro roubado é da educação.

 

Beto Richa Tirano-  por Roque Sponholz .jpg

ao mestre com carinho richa 1 fumaça.jpg

ao mestres com carinho richa fumaça 2.jpg

amigos-do-beto-richa-1.jpg

AUTO_zop2 beto richa professor .jpg

 

 

 

Mas o assunto rapidamente sairá da pauta. E o governador, o presidente da Alep e o conselheiro do Tribunal de Contas e seu filho , Tiago Amaral, atualmente deputado, vão continuar por aí incentivando patos a baterem panelas contra a corrupção.

 

Se eles fossem de partidos como o PT, PCdoB ou PSoL o caso renderia horas de JN. Mas como se sabe, com tucanos é de outro jeito. Eles têm passe livre pra corruptar. Sim, corruptar vem de corruptês. É um neologismo de corrupção. Algo meio tucanês. Já que tucano não é corrupto, como se sabe.

 

Beto Richa é condenado em tribunal de 2ª instância no Paraná

 

Relata Esmael Morais:

 

O ex-governador Beto Richa (PSDB), candidato ao Senado, foi condenado nesta terça (7) por um tribunal de segunda instância — o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR).

 

Por 3 votos a 2, a 4ª Câmara Cível do TJPR manteve a condenação do tucano e da ex-primeira-dama Fernanda Richa para que devolvam aos cofres públicos diárias gastas durante uma viagem em Paris, em 2015.


Militantes do PSTU e PSOL ajuizaram a ação popular em 2015 contra o casal. Eles pediram que o ex-governador e a ex-primeira-dama, atual secretária de Estado da Ação Social, devolvessem R$ 24 mil ao erário.


O casal Richa é acusado de passear em Paris, na França, com dinheiro público durante uma viagem realizada à China em 2015. O TJPR entendeu que não era necessária a “parada técnica” em Paris, alegada pela defesa do ex-governador.

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub