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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

18
Mai22

Adolfo Sachsida: superando o insuperável

Talis Andrade

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por Eric Nepomuceno

Uma das caraterísticas mais notáveis de Jair Messias é sua capacidade esplendorosa de escolher o que há de mais abjeto para compor o governo do pior presidente da história da República.

Pois agora ele conseguiu o que parecia impossível: nomeou, para o ministério de Minas e Energia, uma aberração ainda mais aberrante que Abraham Weintraub, aquele que foi ministro da Educação – sim, Educação! – e comete erros de concordância quando fala e de ortografia quando escreve.

Trata-se de um fulano chamado Adolfo Sachsida, até agora um ilustre desconhecido (a não ser pelos seguidores de suas “aulas” nas redes sociais, que aliás não foram muitos) que fazia parte, claro, da equipe de outra aberração chamada Paulo Guedes.

À diferença de Weintraub, Sachsida gosta de parecer firme e sereno enquanto dispara estupidezes a granel em lotes robustos.
 
Além de seguir a linha de Jair Messias no que se refere à posições ideológicas e de Guedes na economia, Sachsida se revela um racista, machista, sexista.

Com serenidade atordoante diz que é natural que homens tenham salários maiores que as mulheres porque elas têm filhos e trabalham menos. Defende que não cabe legislar sobre salários iguais também para brancos e negros: quem deveria resolver essa questão é o mercado.

Diz que discriminar é pura e simplesmente escolher. Portanto, cada um tem o direito de escolher se gosta ou não de brancos ou negros, e por aí vai.

O auge da maluquice do novo ministro vai ainda mais longe.

A exemplo de muitos dos seguidores de Jair Messias, chega a dizer que o sanguinário Augusto Pinochet era “ambíguo”: do ponto de vista político, era de esquerda. E do ponto de vista econômico, um liberal.

E, como sabemos todos ou ao menos deveríamos saber, Adolf Hitler era socialista. Afinal, seu partido de chamava Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães.

Um antecessor, portanto, do PT e de Lula.
 
Seria apenas ridículo se não fosse grotesco. Um retrato exato do grau de estupidez de Jair Messias e do bando que gira ao seu redor.

A propósito do pior presidente da história brasileira: a maneira como ele defenestrou o almirante da reserva Bento Albuquerque do ministério de Minas e Energia mostra que o tenente que só virou capitão quando passou para a reserva para escapar da expulsão do Exército é um ressentido sem remédio. Todos os altos oficiais catapultados do governo saíram em situação humilhante. E os que continuam lá, especialmente o trio Braga Netto, Ramos e Augusto Heleno, são da pior laia possível.
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12
Abr22

Senador que retirou assinatura para CPI do ‘balcão do MEC’ é ligado a empresas fornecedoras da pasta

Talis Andrade

Terceiro Mundo - Começa na imprensa corporativa a campanha aberta Moro 22.  O ex-juiz e atual consultor de rapinagem em terras ianques reuniu-se com o  cacicado do Podemos para "discutir possibilidades". Encabeçando

 

Os três senadores do Paraná, que eram de corpo e alma, defensores da candidara de Moro presidente, passaram para campanha de Bolsonaro. O primeiro passo foi ficar contra a CPI do Mec

 

Nova política um velho negócio. Oriovisto Guimarães foi fundador e presidiu durante 40 anos o Grupo Positivo, que pelo menos desde 2006 fornece para o MEC e desde o início do governo Bolsonaro já assinou com a pasta contratos que somam mais de R$ 32 milhões.

 

 

por Hugo Souza

O senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), que neste sábado, 9, retirou sua assinatura do requerimento para abertura da CPI do “balcão do MEC”, foi fundador e presidiu durante 40 anos o Grupo Positivo, que pelo menos desde 2006 fornece material didático ou de informática para o Ministério da Educação e desde o início do governo Jair Bolsonaro já assinou com a pasta contratos que somam mais de R$ 32 milhões.

Sob as gestões de Abraham Weintraub e Milton Ribeiro no MEC, a empresa Editora Aprende Brasil, antiga Editora Positivo, assinou com o ministério seis contratos com valor total de mais de R$ 18 milhões para fornecimento de material didático para escolas públicas.

Como todos os outros contratos anteriores da Editora Aprende Brasil com o MEC, os contratos de 2019 para cá foram assinados sob a modalidade de dispensa de licitação e tendo como unidade gestora contratante o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão que é o centro do escândalo da atuação de pastores na destinação de verbas do ministério.

A Editora Aprende Brasil está sob o guarda-chuva da Positivo Educacional, que é presidida por um filho do senador Oriovisto, Lucas Raduy Guimarães.

Outra empresa do Grupo Positivo, a Positivo Tecnologia, antiga Positivo Informática, assinou contratos de valor total de R$ 14,7 milhões com o MEC no governo Bolsonaro. O maior, de R$ 12 milhões, foi para fornecimento de 2.750 microcomputadores para a área administrativa do ministério.

A Positivo Tecnologia é dirigida por Hélio Bruck Rotenberg, ex-braço direito de Oriovisto Guimarães no Grupo Positivo.

Todas as informações constam no Portal da Transparência do Governo Federal.EDUCAÇÃO - Jornal da Economia

 

Yes we can enterrar a CPI

 

Oriovisto Guimarães disse que recuou em seu apoio à instalação da CPI do MEC porque de repente chegou à conclusão de que “CPI tão próxima das eleições acabará em palanque eleitoral”. Além dele, segundo o noticiário deste domingo, 10, outro senador do Podemos também teria desistido de apoiar a CPI: Styvenson Valentim, do Rio Grande do Norte.Após ser apontado como lobista de universidades particulares, senador Styvenson  Valentim vira 'charge' de Túlio Ratto ~ Blog do Jasão

O Podemos já pode mudar seu slogan para “Yes we can enterrar a CPI”.

Antes de fundar a Positivo, Oriovisto Guimarães foi professor de matemática. Sem o seu autógrafo (27-1=26) e o de Styvenson Valentim (26-1=25), ficou difícil para o senador Randolfe Rodrigues conseguir fechar a conta.

Charges: Mal educado!

11
Abr22

A derrocada moral do MEC

Talis Andrade

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por Clarissa De Franco

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Primeiro, foi o olavista e defensor do programa Escola Sem Partido, Ricardo Vélez Rodríguez, que, sem um programa organizado para a gestão do setor educacional, saiu com menos de quatro meses de governo. Em seguida, tivemos como ministro da Educação do governo de Jair Bolsonaro, o economista Abraham Weintraub, que gritou com indígena, ofendeu de forma racista a China, tentou privatizar as universidades públicas do país, promoveu cortes orçamentários brutais para este setor, chamou membros/as do STF de vagabundos/as, acusou as universidades públicas de promoverem balbúrdia e manterem laboratórios e plantações e drogas, defendeu a família tradicional e uma “ideologia de gênesis”, que ataca os estudos de gênero e defende valores cristãos conservadores no campo moral. Saiu, fugido para os EUA, onde, aliás, sua chegada ao Banco Mundial despertou muitas dúvidas. Foi o ministro desbocado e mal-educado da Educação.

O terceiro ministro da Educação do governo de Jair Bolsonaro, cujo perfil mais parece o de um administrador de empresas que de uma figura pública ligada à educação, estreou “a volta dos que não foram”. Carlos Alberto Decotelli teve a legitimidade de sua formação de pós-graduação questionada publicamente, entre mestrado, doutorado e pós-doutorado, tendo sido acusado de plágio e declaração falsa no currículo lattes. Em um intervalo relâmpago entre a nomeação e a exoneração, saiu humilhado e com sua imagem profissional esfacelada.

Chegamos ao quarto e também polêmico ministro da Educação: Milton Ribeiro, pastor presbiteriano que assumiu sob suspeitas de bagunçar os limites da laicidade de Estado, e foi posto para fora justamente pelos motivos que o conduziram ao cargo: o favorecimento de determinados nichos, grupos e figuras religiosas. Vamos deixar para um outro momento nossa conversa sobre o recém-empossado ministro Victor Godoy, que foi secretário-executivo da pasta da Educação durante a gestão de Milton Ribeiro e, portanto, apenas dará continuidade à forma de condução de seu antecessor. Interessa-nos agora reagir criticamente ao gabinete paralelo que se instalou no Ministério da Educação desde o princípio do governo de Jair Bolsonaro em 2019.Pode ser um desenho animado de 1 pessoa e texto que diz "NÃO FALAVA NÃO SABIA PORTUGUÊS ESCREVER NEI LIMa FALSIFICOU PASTOR CURRÍCULO LADRÃO"

Conforme pudemos observar, há um padrão que perdura desde a gestão de Vélez, passando pelos demais ministros: uma mistura vulgar entre perspectivas mercadológico-administrativas da educação com o tempero de uma moral conservadora e reacionária cristã que exalta publicamente os “bons costumes da família tradicional”, lançando o que pode ser chamado de “as bases de uma verdadeira prática cristã” para a lama nos porões do Congresso. O repasse de verbas do ministério para municípios específicos, intermediado por pastores pentecostais assembleianos, ação que, segundo Milton Ribeiro, foi incentivada pelo presidente, é a ponta de um longo processo de relações espúrias que envolvem o mercado, a religião e o Estado, utilizando a educação como arena de disputa ideológica, sob o manto da moral puritana. CPI do MEC, aguardamos com urgência e atenção os seus passos. 

O escândalo do kit robótica

 
 

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05
Abr22

Propina em ouro e ônibus superfaturados mostram assalto do governo às verbas da Educação

Talis Andrade

Bolsonaro pousa em frente ao ônibus superfaturado 

 

Prefeitos só recebiam as verbas do FNDE pagando propina a pastores. Agora vem o sobrepreço de R$ 732 milhões na compra de ônibus escolares. E Bolsonaro diz a empresários que “não tem nada de errado” acontecendo em seu governo

 

Por Hora do Povo 

Jair Bolsonaro acha que pode mentir impunemente e que ninguém vai ver a roubalheira acontecendo em seu governo. No recente caso dos pastores que exigiam propina de prefeitos em seu nome, ele tentou tirar o corpo fora e disse que não tinha nada de errado acontecendo no Ministério da Educação. Dois dias depois o próprio ministro caiu com o escândalo.

Os prefeitos botaram a boca no mundo. Até propina em ouro era exigida deles para liberar as verbas do Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação (FNDE). Os propineiros eram dois pastores da intimidade de Bolsonaro. Eles foram vistos diversas vezes em reuniões com o “mito” dentro do Palácio do Planalto. O escândalo veio à tona porque o ministro deixou vazar, sem querer, um áudio confessando que a ordem para a ação criminosa dos pastores no Ministério da Educação era de Bolsonaro.

Agora, mais um escândalo é descoberto e envolve o mesmo FNDE que os pastores de Bolsonaro controlavam. Desta vez o roubo foi detectado na compra de ônibus escolares. Um superfaturamento de mais de R$ 730 milhões foi denunciado à imprensa por técnicos do fundo. Pego no flagrante de novo, Bolsonaro disse a empresários, nesta segunda-feira (4), no Rio de Janeiro, que foi o seu governo que descobriu o superfaturamento criminoso dos ônibus.

Não é verdade. O governo havia aceitado pagar R$ 480 mil por um ônibus de 59 lugares que, segundo a área técnica do FNDE, deveria custar R$ 270 mil. Não fosse a denúncia vir a público e os ônibus seriam superfaturados. “Temos gente trabalhando em cada ministério com lupa no contrato. Por isso, não tem corrupção”, mentiu o presidente no discurso aos empresários. Assim como no caso da Covaxin, foram os servidores de carreira e a imprensa que barraram o assalto.

Assim também ocorreu no caso dos pastores. A “lupa” realmente existiu, mas não foi de seu governo. Foi o áudio que vazou. E nesta caso dos ônibus, foi Lucas Rocha Furtado, subprocurador-geral do MPC (Ministério Público de Contas), que atua no TCU (Tribunal de Contas da União) que pediu à Corte de contas que suspenda o pregão eletrônico do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), que prevê a compra de 3.850 ônibus rurais escolares com preços inflados.

A compra era de 3.850 veículos como parte do programa Caminho da Escola. O preço total, ao final da compra, poderia pular de R$ 1,3 bilhão para R$ 2,045 bilhões, ou R$ 732 milhões a mais. A decisão da Diretoria de Ações Educacionais, chefiada por Gharigam Amarante – nome ligado ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto – aliado de Bolsonaro, o preço total seria de R$ 2 bilhões.

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26
Mar22

‘Os amigos do pastor Gilmar’

Talis Andrade

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por Cristina Serra

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Dois dos ministérios de maior alcance social, Educação e Saúde, são os mais prejudicados no desgoverno Bolsonaro por uma combinação perversa de trambicagem político-religiosa, corrupção em grande escala e incompetência na gestão de políticas públicas.

As duas pastas estão no quarto titular. Pela Saúde passaram Mandetta, o cometa Teich, o capacho Eduardo “um manda, outro obedece” Pazuello e hoje é ocupada pelo sonegador de vacina para crianças, Marcelo Queiroga.

A Educação estreou com o despreparado Ricardo Vélez Rodríguez e foi rebaixada com o fugitivo Abraham Weintraub. Carlos Decotelli mentiu sobre o currículo e não pôde assumir. Assim chegamos a Milton Ribeiro, aos pastores Gilmar dos Santos e Arilton Moura e aos amigos de ambos, a quem o ministro, pressuroso, empenhava-se em atender, como Bolsonaro determinara.

Os pastores não ocupavam cargos oficiais, mas tinham o que interessa a quem disputa o butim: o poder de abrir portas, a agenda do ministro e a chave do cofre do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), além da preferência de marcar encontros em hotéis ou restaurantes.

Graças à CPI da pandemia no Senado, soubemos que negociações para compra de vacinas envolveram circunstâncias semelhantes, à margem dos canais formais, com a intermediação sorrateira de “facilitadores”. O leitor deve lembrar, por exemplo, de figuras como o cabo Dominghetti e o choroso pastor Amilton Gomes de Paula, e das conversas que combinavam na mesma frase as palavras vacina e propina, no restaurante de um shopping.

As políticas de educação definem um país. A saúde do seu povo o sustenta. A tragédia na Saúde pode ser contada nas 660 mil covas abertas para os mortos pela Covid. A crise na Educação será sentida por gerações. Como Darcy Ribeiro diagnosticou décadas atrás: “A crise de educação no Brasil não é uma crise; é um projeto”.

05
Mar22

"Vejam no que deu a antipolítica lavajatista"

Talis Andrade

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"Eu contei, sã 12 policiais deusas. Que você casa e faz tudo que ela quiser. Eu estou mal cara, não tenho nem palavras para expressar. Quatro dessas eram minas que você se ela cagar você limpa o c* dela com a língua. Inacreditável. Assim que essa guerra passar eu vou voltar para cá”, prometeu o deputado estadual "Mamãe Falei" Artur do Val, MBL, São Paulo, candidato de Sergio Moro a governador.

Nem precisou dizer que as 12 policiais ucranianas eram brancas. Brancas como a neve e louras, quando no Brasil o deputado misógino, sexista e racista, não pretende usar a língua como papel higiênico. 

Desfile militar em salto alto lança polémica na Ucrânia

Defile militar de saltos altos na Ucrânia de 2021

 

𝐺𝑙𝑜𝑟𝑖𝑎 ♪ 𝑖𝑛 𝑡𝑒 𝑑𝑜𝑚𝑖𝑛𝑒 ♪ 🦛

@PotamusGloria

Não basta ser cretino e escroto com as ucranianas, tem que ser também com as brasileiras... e ainda tem um monte que dá bola pra uns macho tóxico desse, que sempre reduzem a mulher a aparência. Precário e nojento. Mas o que esperar de machistas, né?

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O ex-ministro da Educação Fernando Haddad (PT) questionou Sergio Moro sobre o episódio. "Outra gafe verbal, Moro?", disse o petista nas redes sociais ao lembrar que o ex-juiz havia afirmado que as falas sobre o nazismo do deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) em um podcast no mês passado foram "gafe verbal".

O pré-candidato ao Planalto e governador de São Paulo, João Doria (PSDB), também criticou a declaração atribuída ao representante do MBL. "Repudiante a fala do deputado Arthur do Val sobre as mulheres ucranianas. Inaceitável! Vergonhoso!", disse o tucano. Já Guilherme Boulos (Psol) classificou o episódio como "asqueroso".

"Deputado paulista vai para a Ucrânia se fingir de combatente mas, pelo visto, foi fazer turismo sexual, cheio de preconceito social e machismo... O MBL sempre foi humanamente desprezível. Inventaram fake news sobre Marielle e atacaram Padre Júlio. Mas o áudio de Mamãe Falei ultrapassa qualquer limite de indignidade moral. Ir para um país em guerra para assediar mulheres desesperadas é nojento demais!", disse Boulos no Twitter.

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Márcia Rios
@profmarciarios
Quando o cara compara prof a vagabundo e se volta contra o padre Júlio Lancelotti que acolhe pessoas em situação de rua bom sujeito não é. Ficou provado após sua ida a Ucrânia. Turismo sexual já é errado façam ideia num país em guerra é nojento 2x. #foraarthurdovalImage

Fernanda Melchionna
Nojento e asqueroso esse comentário, nada surpreendente, vindo do Mamãe Falei. Objetifica mulheres ucranianas que estão em extrema vulnerabilidade por conta da guerra. Repúdio a esse machista que sexualiza mulheres que em meio a tamanha tragédia!
Socorro
@Socorrofpb
Replying to
Sim, objetificar mulheres é nojento.Image
Leia aqui os testemunhais de Manuela Davila e Natália Bonavides
AMAROSpdl22
@AServelhere
NOJENTO o vídeo do Mamãe falhei, sobre as mulheres ucranianas. As mulheres brasileiras exigem esse ser ignóbil fora da longe da vida pública.Image
Lenio Luiz Streck
@LenioStreck
Vejam no que deu a antipolítica lavajatista: Mamãe Phalhei, Zambeli, Campagnolo, Daniel bombado, Boca Aberta, Bibo Nunes, Bolsonaro e quejandos. Que nível. O que diriam Ulisses? Tancredo? F. Nobre? Parabéns Moro e Dallagnol. Viva a “nova direita”! E Weintraub vem aí.Image
Blog do Noblat
@BlogdoNoblat
O senador Álvaro Dias (PODEMOS-PR) disse que Arthur do Val, o Mamãe Falei, disse "besteiras" sobre as mulheres ucranianas. Besteiras, senador? Só besteiras?Image
Christian Lynch
@CECLynch
Deputado de São Paulo estava na Ucrânia e disse que "ucranianas são fáceis porque são pobres". De volta ao Brasil, Arthur do Val comenta áudios vazados: "Peço só que entendam o contexto". O contexto:ImageImage
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Hendrix Careta🎸
@Hendrix_Careta
que merecem os adversários do Padre Júlio Lancellotti?Image
 
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 Ele disse que a língua dele é papel higiênico usado

Lado Esquerdo, Lado Forte! 🚩✊🏽✊🏿✊🏼

@GikaKsar

Para quem ainda não conhece esses dois:

**Kim Kataguiri (Deputado Federal - Podemos)

**Mamãe Falei (Arthur do Val, Deputado Estadual, Podemos - SP)

Reveja seus conceitos.

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29
Jan22

O governo Bolsonaro em 22 frases

Talis Andrade

Cercada de polêmica, a gestão bolsonarista ficou marcada por declarações controversas

O Brasil volta às urnas em 2022 para uma nova eleição presidencial. O presidente Jair Bolsonaro tenta a reeleição, desta vez sob a sigla do Partido Liberal (PL) e em meio a grandes índices de rejeição. A mais recente pesquisa do Datafolha, com 3.666 brasileiros maiores de 16 anos ouvidos entre 13 e 16 de dezembro do ano passado, mostrou que 60% dos eleitores não votariam no atual mandatário. Em outubro, uma mudança nas urnas: sai o 17 do PSL com o qual foi eleito em 2018, entra o 22 da nova sigla, que já elegeu José Alencar como vice de Lula em 2002.

A crise econômica e a condução da pandemia do coronavírus pesam no cenário pessimista no qual transita Bolsonaro, cercado de uma equipe que acumula polêmicas desde a posse. Relembre algumas frases marcantes que ajudam a ilustrar a trajetória do atual governo.

Covid-19

Gripezinha

Dias após as primeiras medidas de restrição contra a Covid-19 terem sido adotadas isoladamente por governadores e prefeitos, o presidente Jair Bolsonaro entrou em rede nacional para criticar a postura dos gestores e pedir volta à normalidade. No mesmo dia, o Comitê Olímpico Internacional (COI) comunicava o adiamento das Olimpíadas de Tóquio,  enquanto a Itália, um dos países mais afetados pela pandemia nos primeiros meses, voltava a acumular mais de 700 mortes diárias.

Em horário nobre, o presidente proferiu palavras interpretadas como um tira-gosto do que seriam suas políticas contra a crise:

Foto: Marcelo Camargo/ABr.

 

No meu caso particular, pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado pelo vírus não precisaria me preocupar, nada sentiria ou seria, quando muito, acometido de uma gripezinha ou resfriadinho, como bem disse aquele conhecido médico daquela conhecida televisão. Enquanto estou falando, o mundo busca um tratamento para a doença. O FDA americano e o Hospital Albert Einstein, em SP, buscam a comprovação da eficácia da cloroquina no tratamento do Covid-19.”

Bolsonaro, em rede nacional de televisão.

Embora a tendência é que tenham organismo mais forte, atletas e ex-atletas não são imunes nem estão livres de sofrer consequências da infecção pelo coronavírus, vêm alertando especialistas ao longo da pandemia. O ex-jogador da seleção brasileira de futebol do tetra Claudio Ibraim, conhecido como Branco, foi intubado na UTI com Covid-19 e ficou 12 dias internado. No último dia 24, o ginasta campeão olímpico em Sydney, nos anos 2000, Szilveszter Csollány, morreu vítima da doença.

A cloroquina, desde o início incorporada pela ala política do presidente como a única saída possível da pandemia, já teve sua ineficácia comprovada. O próprio Ministério da Saúde reconheceu a impotência do medicamento para tratar do vírus Sars-Cov-2, embora a ala política da pasta continue insistindo no uso.

Não sou coveiro

A primeira morte pelo coronavírus no Brasil foi comunicada no dia 17 de março, pelo governo de São Paulo. O homem estava internado em um hospital da rede Prevent Senior – mais tarde investigada pela CPI do Senado sob suspeita de ter usado pacientes como cobaias do chamado “tratamento precoce”, com drogas como a hidroxicloroquina e ivermectina, de ineficácia comprovada contra o coronavírus.  

Um mês depois, os casos já haviam fugido do controle – e os óbitos, consequentemente, entravam na curva de ascendência vertiginosa. Estados e municípios começavam a retomar atividades, sem planejamento coordenado pelo governo federal.

Na saída do Palácio do Planalto, Bolsonaro se irritou com a pergunta de um repórter sobre as mais de 300 mortes registrada naquele 20 de abril de 2020.

Foto: José Cruz/Agência Brasil.

Ô, cara, quem fala de… Eu não sou coveiro, tá certo?”

Bolsonaro, em resposta a pergunta de um repórter sobre as 300 mortes registradas em 20 de abril de 2020.

Um dia antes, Bolsonaro havia participado de um ato pró- intervenção militar, que provocou grande aglomeração nos arredores do Quartel-General do Exército.

E daí?

Em 28 de abril de 2020, o Brasil rompe a barreira dos 5 mil mortos. La fora, começava a ser acompanhado com mais atenção por autoridades sanitárias e chefes de Estado. Aliado de primeiro grau de Bolsonaro, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou: “Se você olhar os dados, vai ver o que aconteceu, infelizmente, no Brasil”.

Aqui, respondendo à pergunta de um repórter sobre a nova marca de óbitos, o presidente não fingiu sutilezas.

Antônio Cruz/Agência Brasil.

E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre.”

Bolsonaro, em resposta a uma pergunta sobre a marca dos 5 mil óbitos.

País de maricas

Durante o lançamento de um programa de turismo, em Brasília, o presidente disse que estava na hora do Brasil “deixar de ser um país de maricas”.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil.

Não adianta fugir disso, fugir da realidade. Tem que deixar de ser um país de maricas. Olha que prato cheio para a imprensa. Prato cheio para a urubuzada que está ali atrás. Temos que enfrentar de peito aberto, lutar. Que geração é essa nossa? […] Tudo agora é pandemia. Tem que acabar com esse negócio, pô. Lamento os mortos, lamento, mas todos nós vamos morrer um dia.”

Bolsonaro, em 11 de novembro de 2020. No dia, o país chegava a 162,6 mil mortes provocadas pelo coronavírus e caminhava para os meses mais letais da crise.

Mimimi

Quem parecia longe de enfrentar seus problemas era, na verdade, o próprio governo.

O Brasil passava por sua pior fase da pandemia, sem uma política integrada contra o coronavírus, com os pagamentos do auxílio-emergencial suspensos em meio ao crescimento vertiginoso da pobreza, e sem artifícios – e licença – para lidar com tanto luto.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Vocês não ficaram em casa. Não se acovardaram. Temos que enfrentar os nossos problemas. Chega de frescura, de mimimi. Vão ficar chorando até quando?”

Bolsonaro, em um evento no estado de Goiás, em 4 de março de 2021.

Dois meses antes, em meados de janeiro de 2021, Manaus havia agonizado. A crise provocada pelo colapso do sistema de saúde da capital do Amazonas se converteu no tratado do desespero. Conseguir leito não diminuía as chances de morrer: o oxigênio hospitalar havia se esgotado; cabia aos familiares, se quisessem e pudessem, dar um jeito de abastecer cilindros por conta própria. A média de mortes saltou de 20 para mais de 100 em poucos dias. Há provas de que o Ministério da Saúde havia sido comunicado da iminência do caos, e pouco fez. As fotos das filas de carros funerários e dos corpos empilhados em valas comuns – ali também faltou “vagas” – estamparam capas de jornais nacionais e internacionais. Em abril, o Brasil atingiria o pico de mortes diárias, acima de 4 mil.

Clise mundial

O Brasil conseguiu tornar a pandemia um problema também de ordem diplomática. A China foi o grande alvo, por ter sido onde primeiro foi detectada a circulação do Sars-Cov-2.

Não foi preciso muito para que o governo demonstrasse simpatia extrema à hipótese de que o vírus foi criado em um laboratório do país asiático, comprando o discurso do então presidente Donald Trump, um dos maiores influenciadores da política de Bolsonaro e oponente furioso de Xi Jinping.

À época à frente do Ministério da Educação, Abrahan Weintraub usou um recurso pejorativo para endossar a tese interna do governo.

Foto: Agência Brasil.

Geopolíticamente, quem pode sail foltalecido, em telmos lelativos, dessa clise mundial? Podelia ser o Cebolinha? Quem são os aliados no Blasil do plano infalível do Cebolinha pala dominaL o mundo? SeLia o Cascão ou há mais amiguinhos?”

Abrahan Weintraub, ex-ministro da Educação empostnoTwitter.

A publicação incorporou o detalhe fonético usualmente associado à fala dos chineses a uma ilustração da Turma da Mônica na muralha da China – nos quadrinhos, o personagem Cebolinha também troca o “erre” pelo “ele”.

Opostfoi apagado, mas se acumulou a várias falas acusatórias do governo contra os chineses – incluindo do presidente, de um dos filho dele, Eduardo Bolsonaro, e do ministro da Economia, Paulo Guedes. Os comportamentos geraram uma série de consequências para o Brasil e chegou a influenciar na liberação de insumos para a fabricação da vacina contra a Covid no país.  

Um relatório feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS), cujos resultados foram publicados em março de 2021, não conseguiu concluir a origem do vírus, mas ressalva que a principal hipótese é que a circulação tenha se originado do contágio direto de animal para humano.

Liberdade

Há fatos suficientes para corroborar que o governo de Jair Bolsonaro nunca considerou a vacinação contra a Covid-19 uma política sanitária relevante. O próprio presidente afirma não ter se imunizado, e a decisão de sua equipe de recusar doses de vacina Pfizer suficientes para antecipar a campanha de imunização contra a Covid-19 no Brasil entrou em curso de investigação.

Em diferentes países, a chegada do fim do ano e uma nova variante com maior potencial de contágio, a Ômicron, levou governantes a exigirem o comprovante de vacinação na entrada dos aeroportos e no acesso a locais de uso público, como cinemas e restaurantes. O Brasil resistiu.

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado.

Nós queremos ser, sim, o paraíso do turismo mundial. E vamos controlar a saúde, fazer com que a nossa economia volte a gerar emprego e renda. Essa questão da vacinação, como realcei, tem dado certo porque nós respeitamos as liberdades individuais. O presidente falou agora há pouco: ‘às vezes é melhor perder a vida que a liberdade’.”

Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em 7 de dezembro.

A fala foi na esteira da recomendação da Anvisa para que o Brasil também adotasse a medida. Só no fim de dezembro é que uma portaria interministerial implementou a prática por aqui.

Meio ambiente e economia

Passar a boiada

Problemas internos aceleraram a sequência de crises políticas enfrentadas pelo governo Bolsonaro em 2020, já então impactado pela pandemia. Em uma reunião que entrou para a história, veio a declaração mais marcante da passagem de Ricardo Salles pela chefia do Ministério do Meio Ambiente.

Foto: reprodução.

Então pra isso precisa ter um esforço nosso aqui, enquanto estamos nesse momento de tranquilidade no aspecto de cobertura de imprensa, porque só fala de Covid, e ir passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando normas. De Iphan, de Ministério da Agricultura, de Ministério de Meio Ambiente, de ministério disso, de ministério daquilo. Agora é hora de unir esforços pra dar de baciada a simplificação, é de regulatório que nós precisamos, em todos os aspectos.”

Ricardo Salles, ex-ministro do Meio Ambiente, em reunião ministerial.

A frase é da reunião ministerial do dia 22 de abril de 2020, tornada público pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O encontro foi usado pelo ex-juiz Sergio Moro como justificativa da sua saída da equipe ministerial de Bolsonaro. Ele acusou o presidente de tentar interferir na Polícia Federal, e mencionou uma fala do chefe do Executivo, nesta reunião, como prova.

A atual gestão federal tem sido duramente criticada por suas medidas de redução de controle ambiental. Sob o comando de Salles, o Pantanal viveu o maior incêndio da sua história e as áreas de desmatamento da Amazônia voltaram a bater recordes. No primeiro trimestre de 2020 – onde se encaixa a declaração de Salles -, alertas de desmatamento na Amazônia atingiram recorde, e repasses milionários ao fundo de manutenção de projetos de conservação da floresta foram suspensos já no primeiro ano do governo.  

Muita pobreza

Com o novo ministro da pasta ambiental não tem sido diferente. Em seu discurso na conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Glasgow, em novembro de 2021, Joaquim Leite relacionou áreas de florestas à falta do que comer.

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil.

Onde existe muita floresta também existe muita pobreza.”

Joaquim Leite, ministro do Meio Ambiente.

Precisam comer

A simplificação do problema da fome não é rara no governo Bolsonaro. O ministro da Economia, Paulo Guedes, já havia traçado a mesma conexão reducionista.

Foto: Alan Santos/Presidência.

“As pessoas destroem o meio ambiente porque precisam comer e têm outras preocupações, que não são as de pessoas que já destruíram suas florestas.”

Paulo Guedes, ministro da Economia, em um painel do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, em 21 de janeiro de 2020..

Ricos x pobres

Embora tenha enfrentado pequenos terremotos, Guedes segue intacto desde o início do governo. O chefe da Economia vem acumulando frases polêmicas – mas não dissociadas da postura econômica da gestão.

Em entrevista àFolha de S. Paulo, publicada na edição de 3 de novembro de 2019, Guedes defendeu um novo regime trabalhista baseado em capitalização da aposentadoria – no qual cada trabalhador tem de fazer a sua própria contribuição, sem contrapartida. A medida, segundo ele, ajudaria as famílias mais pobres a aprenderem a economizar. 

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

“Os ricos capitalizam seus recursos. Os pobres consomem tudo.”

Paulo Guedes, ministro da Economia, em novembro de 2019

Em 2020, com a pandemia, o Brasil chegou a quase 52 milhões de pessoas na pobreza e 13 milhões na extrema pobreza, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mesmo ano, o rendimento médio domiciliar per capita de 2020 foi de R$ 1.349.

Disneylândia

O dólar no Brasil já tinha começado a disparar, e o ministro da Economia minimizou o impacto da desvalorização do real, durante participação em um evento corporativo em Brasília.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil.

“O câmbio não está nervoso, (o câmbio) mudou. Não tem negócio de câmbio a R$ 1,80. Todo mundo indo para a Disneylândia, empregada doméstica indo para Disneylândia, uma festa danada. Pera aí. Vai passear ali em Foz do Iguaçu, vai passear ali no Nordeste, está cheio de praia bonita. Vai para Cachoeiro de Itapemirim, vai conhecer onde o Roberto Carlos nasceu, vai passear no Brasil, vai conhecer o Brasil. Está cheio de coisa bonita para ver.”

Paulo Guedes, ministro da Economia, em fevereiro de 2020.

Em maio do mesmo ano, resultado de um acúmulo de fatores, inclusive externos, o dólar colou na casa dos R$ 6. No ano passado, o Brasil acumulou inflação de 10,6%, pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA). Foi a maior desde 2015.

Direito trabalhista atrapalha

O empresariado aderiu à campanha de Jair Bolsonaro. A promessa de uma política econômica mais autônoma, ou seja, mais liberta de deveres e taxação, soou como o caminho em direção ao pote de ouro. A CLT entrou no alvo.

Foto: Isac Nóbrega/PR.

“A mesma coisa é direito trabalhista. Tudo que é demais atrapalha. (…). É tantos direitos (sic).”

Bolsonaro, em entrevista à jornalista Leda Nagle, em agosto de 2019.

Na mesma conversa, comparou a dificuldade da vida dos patrões à da vida dos trabalhadores.

A retribuição da equipe econômica ao voto de confiança da classe empresarial seria encontrar caminhos para desburocratizar as contratações e fomentar o mercado de emprego. Criou-se a medida provisória da carteira amarela, editada em novembro daquele ano e que flexibilizava o recolhimento da contribuição do seguro-desemprego e do FGTS, por exemplo. Sem apreciação do Senado, a medida perdeu o efeito.

Educação

Elite intelectual

O primeiro ministro da Educação do governo Bolsonaro ficou no cargo apenas três meses. O período foi suficiente para determinar uma série de mudanças na pasta, como espaços para publicidade nos livros didáticos das escolas públicas.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

“As universidades devem ficar reservadas para uma elite intelectual, que não é a mesma elite econômica [do país].”

Ricardo Vélez,ex-ministro da Educação,ao jornal Valor Econômico.

A declaração entra no contexto do fortalecimento do ensino técnico em detrimento do universitário, um dos focos da novo modelo de Ensino Médio implementado pelo ex-presidente Michel Temer.

O atual ministro da pasta, Milton Ribeiro, também já discursou nesse sentido. Disse àTV Brasilque “universidade deveria, na verdade, ser para poucos, nesse sentido de ser útil à sociedade”.

Balbúrdia

O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub virou alvo de controvérsias por falar de botar os ministros do STF na cadeia e sugerir que a China inventou o coronavírus. Mas não só. Também foi processado pelo Ministério Público Federal por prometer corte de verba em universidades que promovessem “balbúrdia”.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil.

“Universidades que, em vez de procurar melhorar o desempenho acadêmico, estiverem fazendo balbúrdia, terão verbas reduzidas”

Abraham Weintraub, ex-ministro da Educação,ao  jornal O Estado de S. Paulo em abril de 2019, logo após assumir o ministério.

Na gestão de Weintraub, as universidades federais sofreram reveses. Ainda em 2019, tiveram 30% da verba de despesas gerais congeladas. Em 2020, outros 20% contingenciados do orçamento das UFs apertaram a gestão financeira. Para este ano, o MEC terá 739,9 milhões a menos de recursos, e as universidades – principais espaços de produção de pesquisa científica no país – podem, de novo, ter um ano difícil.

Fazem tudo, menos estudar

A relação de Bolsonaro com as universidades federais é política. Na sua gestão, a lista tríplice para a escolha de reitores deixou de ter a ordem considerada – pelo rito clássico, o presidente da República apenas carimba o mais votado pela comunidade acadêmica. No entanto, desde 2019 reitores sem a maioria de votos passaram a ser considerados pelo governo federal.

Foto: Isac Nóbrega/PR.

“O que se faz em muitas universidades do Brasil, o que o estudante faz? Faz tudo, menos estudar.”

Bolsonaro, em resposta a um jornalista em um evento no Tocantins, no fim de 2019.

O presidente Jair Bolsonaro pronunciou a respeito da posição do Brasil no ranking que mede o desempenho dos estudantes em cerca de 80 países. Durante seu discurso, no lançamento do programa Governo Municipalista, em Tocantins, Bolsonaro aproveitou para criticar, também, as universidades brasileiras, declarando que os alunos “fazem tudo, menos estudar”.

As universidades públicas são responsáveis por mais de 95% da produção científica no Brasil. Pelo menos três UFs conduzem, hoje, importantes estudos de produção de vacina 100% nacional contra a Covid-19. Entre elas, a UFPR.

Excesso de professor

Aos apoiadores que o esperavam no Palácio do Planalto, em setembro de 2021, o presidente declarou que “o excesso de professores atrapalha”.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil.

“Não vou entrar em detalhes, mas o Estado foi muito inchado. Não estou dizendo que não precisa de professor, mas o excesso atrapalha.”

Bolsonaro, para apoiadores em frente ao Palácio do Planalto.

Em nota de contestação, o Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) disse que, só no DF, mais de 10 mil vagas de professor da rede pública de ensino não estão hoje preenchidas por servidor público efetivo.

Direitos

Escória maldita

A época foi a mesma da reunião do governo em que ministros do STF foram chamados de bandidos e o então ministro do Meio Ambiente sugeriu aproveitar a atenção dada aos temas relacionados à Covid-19 para passar a boiada. Em uma sala não tão longe, o presidente da Fundação Cultural Palmares, Sérgio Camargo, referiu-se ao movimento negro como “escória” e a Zumbi dos Palmares [que dá nome à instituição] como “filho da puta”.

Foto: reprodução/Fundação Palmares.

“Não tenho que admirar Zumbi dos Palmares que, para mim, era um filho da puta que escravizava pretos. Não tenho que apoiar Dia da Consciência Negra. Aqui não vai ter zero” […] “Invadiram este prédio aqui para me espancar. Quem poderia ter feito isso? Invadiram com a ajuda de funcionários daqui. O movimento negro. Os vagabundos do movimento negro. Esta escória maldita.”

Sérgio Camargo, presidente da Fundação Palmares,, em reunião a portas fechadas com servidores. Gravação divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

O caso chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas a Corte manteve o jornalista à frente da fundação, instituída para promover e preservar os valores da influência negra na formação da sociedade brasileira.

Novo AI-5

Jair Bolsonaro tem vínculo estreito com as Forças Armadas, uma de suas bases mais sólidas e fiéis.

Capitão reformado, sempre se manifestou favoravelmente à ditadura. Em polêmica recente, servidores que trabalham na formulação da prova do Enem denunciaram ao jornalFolha de S. Pauloum episódio em que o presidente teria pedido ao ministro da Educação questões da prova que tratassem o golpe de 1964 como uma “revolução”. Antes de ser eleito, enquanto deputado federal, chegou a dizer que o “erro da ditadura foi torturar e não matar”.

Durante a campanha presidencial, um de seus filhos, Eduardo Bolsonaro, falou que um soldado e um cabo bastariam para fechar o STF. Já com o pai presidente, declarou não ser contra um novo AI-5, “se necessário”.

Foto: reprodução.

“Se a esquerda radicalizar a esse ponto, a gente vai precisar ter uma resposta. E uma resposta pode ser via um novo AI-5, pode ser via uma legislação aprovada através de um plebiscito como ocorreu na Itália, alguma resposta vai ter que ser dada, porque é uma guerra assimétrica, não é uma guerra onde você tá vendo seu oponente do outro lado e você tem que aniquilá-lo, como acontece nas guerras militares. (…) Temos que ficar atentos.”

Bolsonaro, em declaração foi dada à jornalista Leda Nagle, aliada do governo.

Jornalistas foram duramente reprimidos durante a vigência do AI-5, o mais severo ato institucional implementado pela ditadura de 1964. A medida, baixada em 13 de dezembro de 1968, deu poder ilimitado ao militar presidente, aumentou a repressão e a censura e estabeleceu a tortura e assassinatos como práticas do regime.

Mulher submissa

A frase foi dita pela pastora e ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, uma das mais afinadas à ala ideológica do governo.

Ao ser questionada pela deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) sobre a relação entre mulher e homem no casamento, durante audiência pública na Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres na Câmara, a ministra disse que a submissão é parte da doutrina cristã.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil.

“Dentro da doutrina cristã, sim. Dentro da doutrina crista, lá dentro da igreja, nós entendemos que um casamento entre homem e mulher, o homem é o líder do casamento. Então essa é uma percepção lá dentro da minha igreja, dentro da minha fé.”

 

Damares Alves, ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos.

A ministra, conhecida pela declaração “menina veste rosa e menino veste azul”, também chegou a dizer que a personagem princesa Elsa, do filme Frozen, terminou a história sozinha em um castelo de gelo porque é lésbica. “O cão está muito bem articulado e nós estamos alienados”, acrescentou em tom de crítica.

Comprar fuzil

A política de facilitação de acesso a armas se expandiu no governo de Jair Bolsonaro. Por meio de decretos, o mandatário aumentou de dois para quatro o total de registro de armas por pessoa e elevou de 50 para 550 o limite anual de munições, além de permitir a posse a moradores de áreas rurais e revogar portarias de rastreamento e controle de armamentos pelo Exército.

Foto: José Cruz/Agência Brasil.

“O CAC [Caçador, Atirador e Colecionador] está podendo comprar fuzil. O CAC, que é fazendeiro, compra fuzil, o 762. Tem que comprar é… tem que todo mundo comprar fuzil, pô. O povo armado jamais será escravizado. Eu sei que custa caro. Tem um idiota: ‘ah, tem que comprar é feijão’. Cara, se não quer comprar fuzil, não enche o saco de quem quer comprar.”

Bolsonaro para seus apoiadores.

Imprensa

Levantamento feito pelaAgência Lupamostrou que o presidente Bolsonaro atacou a imprensa em 86% daslivesfeitas por ele ao longo de 2021. Os números reforçam o comportamento do mandatário com os veículos de comunicação.

Foto: reprodução/TV Brasil.

“O maior problema do Brasil não é com alguns órgãos, é a imprensa”,

Bolsonaro em janeiro de 2021.

Relatório “Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa”, com dados do ano passado, divulgado nesta quinta-feira (27) pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), repetem os dados alarmantes do período anterior e batem novo recorde da série histórica, iniciada na década de 1990.

Em 2021, foram 430 casos de agressões a jornalistas e a veículos de comunicação e ataques à liberdade de imprensa em todo o país. Censura encabeça a lista, com 140 ocorrências – das quais 138 foram naEmpresa Brasileira de Comunicação(EBC), de natureza pública e que coordena aAgência Brasile aTV Brasil.

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23
Jan22

Por que as empresas que a Lava Jato quebrou escolheram a A&M que contratou Moro?

Talis Andrade

 

 

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Reinaldo Azevedo no Twitter
 
Reinaldo Azevedo
Fui o 1° a cobrar q relações entre Moro e Alvarez & Marsal fossem investigadas. No vídeo, expliquei tudo. VAMOS LÁ, MILÍCIAS MORISTAS! COMECEM A PASSAR PANO! Reinaldo Azevedo: Contrato de Moro tem de ser investigado, com quebra de sigilo
[É histórico. Reilnaldo foi o primeiro a denunciar que o ex-ministro Sergio Moro irá assumir o cargo de diretor da empresa americana Alvarez & Marsal. "Ele vai atuar na área de 'Disputas e Investigações', que atende à Odebrecht, grupo investigado na Lava Jato". Reinaldo Azevedo pontua que o anúncio mostra o caráter "amoral e antiético" do ex-juiz e propõe um questionamento: será razoável que aquele que beneficiou a empreiteira através do acordo de leniência agora receba somas milionárias dessa mesma empresa?]

Q espetáculo! TCU retirou sigilo das peças relativas à contratação de Moro pela Alvarez & Marsal. Empresas q caíram nas malhas da Lava Jato (Obrebrecht, Galvão, Enseada e OAS) pagaram R$ 42,5 milhões à empresa q contratou Moro em processos de recuperação judicial. Moro e A&M se negam a dizer valores da transação entre eles alegando tratar-se de contrato entre privados. Entre privados? Tudo isso nasce de questões de natureza pública, como pública era a função de Moro. P q empresas q a LJ quebrou escolheram a A&M, q contratou Moro?
 

Reinaldo Azevedo volta com o O É da Coisa, na BandNews FM, amanhã. Volta das férias. Reinaldo disse no Twitter:
Quem conhece a VAZA JATO ñ se surpreende c/ a grana q Detan recebeu. Eis reportagem do The Intercept s/ o modo como ele lucrava c/ palestras. Combinou até de abrir empresa de eventos em nome da mulher. Ainda q ñ o tenha feito, lucrou muito.
Deltan, candidato a deputado e presidente do Podemos-PR, recebeu R$ 191 mil só em férias atrasadas ao se desligar do MPF? O país precisa de uma nova moralidade. Contem com a vanguarda do Podemos — partido de Alvaro Dias, o Alicate da retaguarda — para mudar o Brasil.
Image
A q abismo chegamos! A piadinha é grotesca, claro! Zambelli achou q precisava ser + explícita. Bolsonaro percebe q ela quebra o tempo da sua comédia e manda q cale a boca. A afilhada de Sergio Moro (ele foi padrinho de seu casamento) cala. Encontro de gigantes.
Patada: Bolsonaro fazia uma piada sobre João Doria quando Zambelli decidiu entrosar junto. O presidente então se dirigiu a ela: "fica quieta, fica quieta aí".

Aguardam-se, ansiosamente, os respectivos pronunciamentos das patriotas Carla Zambelli e Janaína Paschoal sobre o sofrimento de “conservadores” como Ernesto Araújo e Abraham Van Trouble.

Mais rififi na extrema-loucura. Dudu Bananinha apela a Mário Frias para endossar ataque aos Irmãos Weintraub, que já apelidei de Van Trouble. Abraham, um “conservador” à moda Ernesto Araújo, esperava ter apoio do Bozo p/ disputar o gov. de SP. Loucura tem limite até p/ o ogro…Image
16
Jan22

Em defesa de Eduardo Bolsonaro, o filho zero três de quem é

Talis Andrade

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Ricardo Noblat

- - -

Afinal, desembarcou em São Paulo o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, que há mais de um ano fugiu do país com medo de ser preso depois de sugerir ao presidente Jair Bolsonaro que prendesse os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal.

Foi recepcionado por uma dezena, se tanto, de seguidores que apoiam sua candidatura ao governo de São Paulo. Weintraub fugiu com a ajuda do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), o zero três. Eduardo está incomodado com o seu retorno.

À época da desastrada sugestão feita pelo ex-ministro ao presidente da República, Eduardo escreveu nas redes sociais:

“Quando saiu a fala de Weintraub sobre o STF, a popularidade dele só aumentou. As pessoas estão começando a pedir Weintraub para governador de São Paulo. Sou entusiasta da ideia.”

Bolsonaro estava em guerra com o Supremo e ainda não havia se rendido por completo ao Centrão. Uma vez que se rendeu, filiou-se ao PL do ex-mensaleiro Valdemar Costa Neto e lançou a candidatura do ministro Tarcísio de Freitas ao governo de São Paulo.

E aí? Aí que deixou mal o filho entusiasta de Weintraub. Bolsonaristas de raiz começaram a reproduzir declarações antigas de Eduardo favoráveis à candidatura do ex-ministro. E o zero três sentiu-se obrigado a reagir. Culpou robôs pela ação:

“Agradeço o carinho e a espontaneidade dos que lembram agora destes prints de quase dois anos atrás. Porém, eu sei reconhecer de onde vim. Logo, o meu candidato para o governo de SP será aquele indicado pelo presidente.”

 

Os filhos zero não têm autonomia, nunca tiveram. São cópias escarradas do pai. Mas como estão crescidinhos, têm esse direito. É uma questão de escolha, e também de pendência. O que está em jogo para eles é a sobrevivência política.

Que sejam deixados em paz.

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14
Jan22

Mentiroso Weintraub olavista propaga fake news contra Lula impunemente

Talis Andrade

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Abraham Weintraub capanga de Carlos Bolsonaro
 
 
 
 

Abraham Weintraub, discípulo do astrólogo Olavo de Carvalho, e candidato dele sozinho ao governo de São Paulo, após ter sido apontado, por especialistas, como o pior ministro da educação da história do Brasil, usou suas redes sociais para disseminar, impunemente, notícias falsas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Espalhou fake news, difamação, falsidade, injúria, ladrado, ultraje, criadas no Gabinete do Ódio do vereador federal Carlos Bolsonaro, o filho O2 do presidente Jair Bolsonaro.

Weintraub repete o que já havia sido feito por Carlos Bolsonaro – o que confirma que as grandes plataformas de tecnologia não têm tomado ações para coibir as fake news. Confira:

Abraham Weintraub
@AbrahamWeint
Saudade da época que era "apenas" um pedalinho...
Imagem
O Gabinete do Ódio, hoje instalado no Palácio do Planalto, na campanha eleitoral de 2018, espalhou as safadezas da 'mamadeira de piroca' e da 'cartilha gay'.
 
Enganado na campanha que elegeu deputados e senadores e governadores da extrema direita e a família Bolsonaro, o eleitor não acredita mais em desqualificados como Weintraub, Olavo e Carlos Bolsonaro. 
Premiando o ódio: Bolsonaro condecora ministro Weintraub com Ordem de  Mérito Naval – JOLRN
 

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