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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

31
Ago19

Relações Obscenas na Vaza Jato

Talis Andrade

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Por Marcelo Ribeiro Uchôa

Portal No Leme 

 

As primeiras informações trazidas a lume pelo The Intercept Brasil confirmaram o que muitos juristas já denunciavam: que a operação Lava Jato sempre foi um arremedo judicial interessado especificamente em prender o ex-presidente Lula da Silva, custasse o que custasse em termos de malabarismos processuais. Lawfare praticado não apenas por um juiz, mas todo um corpo de procuradores da república, que não mediram esforços em confabular sobre estratégias de elaboração de teses de acusação, hipóteses probatórias, linhas de ação em audiências, até mesmo de datas de prática de atos formais, além de medidas de vazamento de informações. 

Não bastasse, as matérias publicadas endossaram que os meios de provas suscitados no processo do triplex para justificar o suposto crime de corrupção do ex-presidente, considerados esdrúxulos por um sem número de estudiosos do Direito, também eram considerados frágeis, para não dizer infundados, pelo principal procurador acusador. Em interminável ti-ti-ti confabulatório, procuradoras e procuradores da República expunham todo seu interesse punitivo motivado por razões político-ideológicas.

Mas, afinal, o que se pode questionar ou deduzir da atitude jornalística do The Intercept Brasil? Em primeiro lugar, não há como aferir, de modo categórico, a inocência do ex-presidente Lula da Silva pelas informações divulgadas, mas é possível pressupor que ele não estaria preso se não fossem as tramoias realizadas pelo sistema de justiça. Nem estaria preso, e, provavelmente, nem seria condenado, porque o próprio Ministério Público considerava sua principal prova da acusação, a suposta entrega do triplex, motivo insuficiente para justificar a vinculação do ex-presidente com o esquema de corrupção da Petrobras. Além disso, não confiava que tal apartamento havia sido efetivamente presenteado ao ex-presidente, menos ainda em suborno. Dessa maneira, o mínimo que lhe seria reconhecido seria o benefício da presunção de inocência até que eventual prova contrária irrefutável aferisse um improvável crime. 

Outro fato indiscutivelmente abstraído pelas informações divulgadas é que o ex-presidente jamais foi julgado por um juízo isento, imparcial, o que confere total validade aos recursos internos de sua defesa, bem como às alegações levadas ao conhecimento do Comitê de Direitos Humanos da ONU, de descumprimento do processo legal brasileiro e, por consequência, do Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos concluído pelo Brasil. Ou seja, para todos os efeitos, o julgamento e o eventual encarceramento do ex-presidente foram totalmente nulos, devendo ser desfeitos de imediato, nem que seja para submeter-lhe a novo processo adequadamente instaurado.

Outra conclusão importante é que houve uma deliberada intenção não apenas de prender o ex-presidente, como de evitar sua nomeação como ministro da Casa Civil do governo da ex-presidenta Dilma Rousseff, sendo de ampla consciência dos atores do sistema judiciário que o vazamento dos áudios grampeados da ex-presidenta, sem autorização do Supremo Tribunal Federal, sob amparo em suposto interesse público, devia ser realizado e repassado à grande mídia, a fim de obter comoção social que evitasse a nomeação ministerial e desidratasse, ainda mais, o mandato da presidenta, em vias de questionável processo de impeachment. Na mesma toada, houve uma deliberada maquinação para impedir que o ex-presidente Lula da Silva concorresse à presidência da república, tanto existindo temor real acerca de uma provável vitória eleitoral petista, que a estratégia de manipulação também se repetiu para evitar que, já preso, concedesse entrevista jornalística, a qual se imaginava pudesse favorecer o candidato Fernando Haddad.

Afinal, foi correta a ação do The Intercept Brasil de disponibilizar para o grande público conteúdo sobre textos e áudios de juiz federal e procuradores da república sem o respectivo consentimento dos autores? Essa questão é nodal no presente debate, porque sempre foi comezinha no Direito a compreensão de que provas assim devem ser autorizadas judicialmente sob pena de nulidade, devendo ser evitadas. Contudo, foram as próprias vítimas do atual vazamento que justificaram a legitimidade deste tipo de ação, quando aplicaram a estratégia contra uma presidenta da República sem a devida autorização da Corte Suprema, amparando-se no interesse geral.

Enfim, para todos os efeitos, considerando-se a possibilidade de um revés judicial interno acerca da exposição do material divulgado, os jornalistas do The Intercept Brasil, de antemão, anunciaram que todo conteúdo probatório já estava em poder de jornalistas estrangeiros, de modo que os fatos ora narrados continuarão vivos para conhecimento da humanidade, a fim de que doravante ninguém duvide de que no país houve um julgamento de exceção em que investigadores, acusadores e juízes transformaram-se em uma só pessoa, não motivada em encerrar a corrupção no país, mas em impedir que um partido, uma mulher e um homem, pudessem continuar realizando suas obras de prover o social em favor da maioria excluída, naturalmente, em detrimento de uma minoria aristocrática, acuada pelo crescimento social do grupo oposto. 

A Lava Jato não atentou apenas contra a liberdade do ex-presidente Lula, mas contra a democracia brasileira, na medida em que turbinou propositadamente o impeachment da ex-presidenta Dilma e impediu que as eleições presidenciais de 2018 chegassem a um resultado diferente do alcançado. O que talvez não estivesse no script do conluio é que seus desdobramentos práticos acabariam, ao criminalizar a política, por enterrar a economia nacional e entregar o poder ao retrocesso civilizatório. Mas se isso não pode ser terminantemente afirmado, por outro lado, um fato concreto que não pode ser negado é que o principal juiz-protagonista de todo tumulto social-institucional causado converteu-se em ministro da Justiça do novo governo, o qual dificilmente teria alcançado o poder caso o próprio juiz houvesse se retraído às funções constitucionais para as quais recebeu sua toga. 

Finalmente, para os que duvidam da idoneidade do The Intercept Brasil, não custa lembrar que seu editor-chefe, Glenn Greenwald é um dos mais importantes jornalistas do mundo, já havendo sido laureado, à época em que contribuía com o The Guardian, com um Prêmio Pulitzer, por haver trazido à tona todo enredo por trás de Edward Snowden, o imoral programa de monitoramento global de informações (espionagem virtual) dos Estados Unidos.

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Sobrinha do Tio Sam? - A revelações exibidas pelo The Intercept Brasil já abriram capítulo especial na história nacional, tanto pela gravidade das informações que vêm trazendo à lume, como pela hesitação dos implicados em confrontá-las: ora contestando a existência de diálogos, ora denunciando distorções em textos, ora negando participação na trama, mas em todas as situações veementemente atacando o veículo informativo, ao ponto de se socorrer de um suposto esdrúxulo expediente de intimidação sobre as operações financeiras do jornal e dos jornalistas responsáveis, via articulação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) e da Polícia Federal, esta última subordinada ao Ministro da Justiça, personagem mais que comprometido nos diálogos, em reação extrema de censura à atividade de imprensa jamais vista desde a retomada do processo democrático brasileiro nos anos 1980.

À medida que o tempo passa, porém, a sociedade mais se convence da veracidade dos diálogos divulgados. Por um lado, pela insistência dos envolvidos em não facilitarem o trabalho das perícias entregando-lhes os celulares com os áudios questionados ou endossando-lhes acesso às contas da rede social Telegram (em que se deram as conversas). Por outro lado, pela inferência objetiva de que uma simples confrontação dos diálogos revelados pelo The Intercept Brasil com os pormenores processuais da Lava Jato casa perfeitamente com o curso e o desfecho dos processos, de modo que indubitavelmente se fortalece a presunção de que as tramoias trazidas à baila são verdadeiras, não o contrário.

As narrativas expostas no site do vencedor do Pulitzer Glenn Greenwald expõem um conluio umbilicalmente consolidado entre o juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, mostrando um consórcio pernicioso atentatório a um verdadeiro Estado democrático de Direito, na forma de condenável promiscuidade entre Judiciário e Ministério Público. Porém, sem reduzir a importância de nenhuma publicidade até então trazida ao conhecimento, sobretudo a injusta e indubitavelmente imoral prisão do ex-presidente Lula da Silva, é de chamar atenção a última revelação exposta, que faz alusão a uma possível trama interessada em vazar informações processuais supostamente para a oposição venezuelana, com vistas a buscar desestabilizar o governo do presidente Nicolás Maduro.

Havendo veracidade na informação (e tudo leva a crer que há, porque os principais envolvidos nas denúncias arranjam mil e um motivos para não colaborar com a elucidação definitiva das assertivas), duas conclusões podem ser imediatamente abstraídas: a primeira, é que a operação Lava Jato sempre teve total consciência sobre seu poder de servir como mecanismo de desestabilização política de uma nação. Portanto, nada de defender que era uma operação judicial normal, que visava apenas acabar com um episódio isolado de corrupção. O intuito da operação no Brasil sempre foi retirar o Partido dos Trabalhadores do poder nem que, para isso, fosse necessário sabotar o Direito e a estabilidade política do país, arruinar a economia nacional e abrir caminho para a entrega do governo às forças mais reacionárias existentes; a segunda conclusão é que a operação Lava Jato buscou agir em consórcio com forças conservadoras não só nacionais, mas internacionais também no exterior. Sabe-se, por ora, que na Venezuela a iniciativa foi pensada, porém provavelmente frustrada em seu objetivo principal. No que toca ao Peru, porém, o próprio atual Ministro da Justiça brasileiro, outrora juiz todo-poderoso da operação (juiz-investigador-acusador), por ocasião da recente final da Copa América entre as seleções brasileira e peruana, gabou-se em rede social da operação haver logrado êxito. Ou seja, também na nação andina a operação Lava Jato estendeu seus tentáculos prometendo evitar uma suposta sangria de cofres públicos, megaoperação transcontinental que precisa ser investigada com rigor, porque não só Brasil, Peru e Venezuela, mas também Argentina, Bolívia, Chile, Equador e Paraguai, e até mesmo Colômbia e Uruguai, como se sabe, vivem dias de insegurança institucional, com presença de um judiciário cada vez mais ostensivo no papel de criminalizador da política e de suposto guardião moral das sociedades, o que não espantaria se isso derivasse da presença física da Lava Jato ou de suas ramificações e repercussões.

Independentemente, um fato concreto é que a notícia de uma tentativa da operação curitibana em auxiliar num possível desmonte venezuelano trazem à tona debate mais antigo, pouco levado a sério (embora inúmeras vezes alertado pela imprensa não tradicional), sobre as constantes idas e vindas dos protagonistas da operação Lava Jato aos Estados Unidos para infindáveis cursos e reuniões no Departamento de Estado norte-americano. Após a recente denúncia da Venezuela faz todo sentido não apenas suspeitar, mas correlacionar a ligação aproximada das autoridades de justiça do Brasil e as homólogas no país do Norte como algo bem maior que rotineiras cooperações judiciais. Ao contrário, algo possivelmente programado e tencionado para fins previamente determinados, como, por exemplo, servir ao governo dos EUA dentro do Brasil, na América do Sul, com possibilidades de chegar em outros países da América Latina, Caribe, África e até Europa, como, por exemplo, Portugal, onde até um ex-premiê já foi preso em ação de questionável idoneidade. 

A propósito, para os norte-americanos a Lava Jato brasileira já possui relevância. Por aqui, mais do que alijar o PT do poder, a operação abriu caminho para a venda de estatais e a exploração de recursos nacionais, até mesmo compartilhamento de base e tecnologia espacial estratégica, acolhendo de vez o imperialismo yankee como algo comum à rotina brasileira. A situação, se consumada em outras nações, dificilmente repercutiria de modo diferente. O que resta saber é se seria a Lava Jato, de fato, um instrumento geopolítico do Tio Sam, uma operação transnacional orquestrada, instruída e monitorada pelo Departamento de Estado dos EUA? Uma versão mais ampla, sútil e moderna da Operação Condor, com asas de maior envergadura? Para tristeza e desencanto geral não há razão nenhuma para descartar-se, de antemão, qualquer hipótese especulativa, pois a história das nações trata de demonstrar que conspirações assim são factíveis e menos raras de acontecer que qualquer mente privilegiada possa mensurar. Que venha o The Intercept Brasil com mais revelações. 

    

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27
Mar19

Sérgio Moro e procuradores da Lava Jato lucram milhões com delações premiadas

Talis Andrade

justiça dinheiro corrupção Osvaldo Gutierrez Go

 

 

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, homologou os acordos de delação premiada dos empresários Vinícius Veiga Borin, Luiz Augusto França e Marco Pereira de Sousa Bilinski. O que isso tem a ver com os negócios milionários que enriquecem a equipe da Lava Jato?

por André Acier

Conforme o acordo de colaboração, os sócios devem contar como funcionava o esquema, bem como outras atividades ilícitas sobre as quais possam ter participado. Eles terão ainda que pagar multa de R$ 1 milhão, cada. Uma porcentagem do que for devolvido pelos delatores irá para os "republicanos" de Curitiba (no sentido de quem se apropria do que é público).

Segundo a Constituição de 88, qualquer quantia de dinheiro recuperada durante investigações de corrupção deve ser reparada à parte lesada. Em decisão de 2008, o próprio Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) entendeu que a destinação de montantes de acordos judiciais a órgãos de investigação configura “afronta ao princípio da impessoalidade” e pode gerar dúvidas sobre a atuação dos procuradores e delegados, diante dos resultados buscados, durante a apuração.

Não é o que entendem o Ministério Público e os procuradores da Lava Jato. Para estes cavalheiros, que estão em uma cruzada contra a corrupção, nem todo o dinheiro público ressarcido deve continuar sendo público. As cruzes e as espadas pesam e custam caro, não sendo de todo mal que haja ressarcimento aos próprios investigadores.

Segundo Carlos Fernando dos Santos Lima, procurador da Lava Jato ligado a Moro, "Os órgãos de persecução se beneficiariam muito do aporte de recursos para a aquisição de equipamentos e softwares sofisticados, essenciais em investigações modernas e eficientes".

De fato, a força-tarefa da Lava Jato já incluiu em todos os acordos de leniência que está negociando uma cláusula que determina o repasse aos órgãos responsáveis pela investigação de até 20% do valor das multas pagas pelas empresas.

Como a inovação jurídica – de se destinar montantes ressarcidos aos órgãos de investigação que geraram a punição – não está prevista na Constituição, foi preciso um pedido da equipe da Lava Jato ao Supremo Tribunal Federal. O pedido foi feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

O ministro relator da Lava Jato no STF, Teori Zavascki, negou o pedido. Na decisão, afirmou que "não há justificativa legal para limitar a 80% (oitenta por cento) desse valor a reparação devida à Petrobras", que foi a empresa lesada. Determinou que 100% dos recursos desviados da Petrobras deveriam ser retornados para a estatal.

Mas a equipe dos cruzados de Curitiba decidiu não aceitar a disposição do Supremo. O Ministério Público Federal do Paraná enviou à Folha de S. Paulo email assinado pelo procurador Carlos Fernando Lima, no qual ele reconhece que o “percentual de 10% está sendo aplicado nos acordos de maior valor".

"O critério foi muito simples. Definimos duas alíquotas, uma de 10% para acordos maiores e [outra de] 20% para acordos de menor valor. Não existe obviamente nenhum fundamento científico nisso, mas se trata da construção de uma prática do direito sancionador negocial."

Vejamos como já funciona este “critério simples” de Sérgio Moro: os acordos de leniência da Andrade Gutierrez e da Camargo Corrêa, multadas em R$ 1 bilhão e R$ 700 milhões, respectivamente, determinam 10% para a equipe de procuradores de Sergio Moro. Isso significa uma arrecadação total de R$ 170 milhões aos procuradores da Lava Jato.

Deltan Dallagnol, procurador-chefe da Lava Jato em Curitiba, que dá inúmeras entrevistas alertando o "risco de se conter a Lava Jato", tem interesses materiais profundos nas delações: foi o primeiro a atacar o arqui-corrupto Renan Calheiros quando este fez menção de discutir que a delação não podia ser exercida por pessoas presas. Janot, por sua parte, é chefe dos procuradores do MPF e eleito por seus pares, tendo interesse em que seja visto como peça chave do esquema das delações.

Segundo as contas do insigne matemático (e procurador da Lava Jato) Carlos Fernando Lima, naqueles últimos dias de junho, contabilizando os 20% "devidos" por Paulo Roberto Costa e outros delatores, além das empreiteiras Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, em acordos de leniência fechados, a força-tarefa da Lava Jato receberia mais de R$ 300 milhões na conta da Vara Federal de Curitiba.

Tais critérios “simples e sem nenhum fundamento científico” são responsáveis, portanto, por encher os bolsos do herói do golpismo e da direita nacional, Sérgio Moro, Dallagnol e os procuradores de Janot, com a mesma verba que deveria ser restituída ao tesouro público e investida em saúde e educação, serviços básicos que estão sob corte de Temer e Meirelles.

Carlos Fernando admitiu que a equipe já recebeu "algo em torno de R$ 342 milhões" dos acordos fechados até agora. Mas que "sempre é bom observar que já foram devolvidos para a Petrobras cerca de R$ 159 milhões deste valor".

A Petrobrás, que deveria receber 100% dos ressarcimentos, ficou apenas com 46% da quantia total dos acordos de leniência.

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O exemplo de Paulo Roberto Costa e de Sérgio Machado: quanto lucram nossos “heróis”?

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Paulo Roberto Costa 

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Sérgio Machado

 

Tudo o que foi arrecadado pelos investigadores até agora está sendo depositado em contas judiciais da Caixa Econômica Federal, vinculadas à 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, comandada por ninguém menos que Moro.

No caso de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de abastecimento da Petrobrás, o montante pedido pela equipe da Lava Jato é de 20%, “deixando os restantes 80% para a União”. Levando em conta que o valor a ser ressarcido foi de R$15,8 milhões, mais de R$3 milhões ficariam com a 13ª Vara de Curitiba.

Mas a gula engole-se a si mesma quando trazemos à mesa o caso do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. No caso deste acordo de delação, a cláusula é ainda mais ousada: não são acordados 80% à Petrobras, mas 20%. Como se a Transpetro e a Petrobrás fossem uma extensão da comarca do Paraná, a grande maioria da multa de R$ 75 milhões de Machado vai para a "União", mesmo termo usado pelos procuradores para tentar, posteriormente, repassar a quantia às equipes de investigação.

Isso equivale ao embolso de R$60 milhões pela 13ª Vara de Curitiba. Para uma casta já cumulada de benefícios (Moro recebe R$77 mil por mês) e que não é eleita ou controlada por ninguém (quando muito, por seus pares privilegiados) os métodos antidemocráticos da Lava Jato com centro na delação premiada são uma excelente fonte de negócios, muito parecida com a forma como as empresas carcerárias lucram com a administração privada de presídios nos Estados Unidos. Aliás, pode-se desconfiar de onde surgiu a “idéia iluminada” de Moro?

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Um triângulo amoroso entre o Judiciário, o Ministério Público e o imperialismo

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Zavascki relata no documento que Janot pediu a restituição à Petrobras de 80% dos R$ 79 milhões repatriados de Paulo Roberto Costa "Quanto aos 20% remanescentes, a Procuradoria-Geral da República requer sejam destinados conforme previsto no artigo 7º, § 1º, da Lei n. 9.613, de 3 de março de 1998 (Lei de Lavagem de Dinheiro)".

Rilke dizia que o destino não vem do exterior ao homem, ele emerge do próprio homem. Os cruzados da Lava Jato fizeram seu próprio destino no treinamento dado pelo Departamento de Estado norteamericano, como desenvolvemos aqui, cujo objetivo era efetivamente, investigar e combater a “lavagem de dinheiro”.

A Lava Jato usa a Lei de Combate à Lavagem de Dinheiro para justificar a apropriação de parte da multa. Um trecho da norma diz que a União deve regulamentar a destinação de "bens, direitos e valores" alvo de apreensão judicial e assegurar sua utilização "pelos órgãos encarregados da prevenção, do combate, da ação penal e do julgamento de crimes”.

Mas o que dariam em troca os procuradores da Lava Jato do Paraná, Moro e Janot ao imperialismo norteamericano? Se por trás de toda grande fortuna há um crime, o da Lava Jato se faz passar por virtude. Embora tenha sido estritamente seletivo na busca pelos políticos ligados ao PT, não deixou de fora da cruzada apenas os políticos do PSDB (claramente vinculados à máfia da merenda com Alckmin; aos desvios do Rodoanel com Serra; ou ao escândalo de Furnas com Aécio, para não mencionar o “propinoduto” em São Paulo) mas também as empresas estrangeiras.

Basta observar os monopólios estrangeiros beneficiados pelas “investigações” de Moro. As petroleiras ianques Exxon Mobil, Chevron, a anglo-holandesa Royal Dutch Shell, a francesa Total, e as chinesas China National Petroleum Corporation (CNPC) e China National Offshore Oil Corporation (CNOOC), para citar as maiores, estão envolvidas não apenas nas negociações de entrega do pré-sal, mas na aquisição de porções da Petrobrás. Sérgio Moro não investigou qualquer uma das multinacionais que controlam a operação de navios-sonda ou as operações nas plataformas, como a Halliburton, Schlumberg e a Transocean. Dizer mais seria acender uma lanterna em plena luz do dia: trata-se da mais eminente política pró-imperialista de direita no país.

Este triângulo é completo com a própria continuidade da Lava Jato, uma das maiores exigências do imperialismo desde a votação do impeachment na Câmara. A Operação, uma das bases do golpe institucional, serve tanto à privatização dos recursos petrolíferos brasileiros, como ao controle por parte do Judiciário com mil laços com os Estados Unidos como árbitro da política nacional.

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Do questionamento dos juízes ao questionamento de todo o sistema

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A Lava Jato é uma operação pró-imperialista reacionária. Não busca “acabar com a corrupção”, mas apenas substituir um esquema de corrupção com rosto petista por um com a cara da direita. Ademais, tornou-se uma empresa altamente lucrativa para membros do Judiciário e do Ministério Público, que generalizam os métodos antidemocráticos utilizados todos os dias nas periferias contra a população negra para aumentar o poder de arbítrio da “República da Toga”.

Os juízes não são eleitos por ninguém. Pelo contrário, são escolhidos pelos donos do poder. Como muito, são funcionários de carreiras cheias de filtros sociais, para que seus cargos sejam ocupados só pela elite. Gozam dos mais altos privilégios da “república dos ricos”, alguns deles vitalícios.

É preciso questionar todos os privilégios do Poder Judiciário, exigir que cada juiz seja eleito por sufrágio universal e seja revogável, perdendo suas verbas de auxílio e exigindo que recebam o mesmo salário de uma professora. Nem o PT, que fortaleceu esta instituição durante todos os seus governos, nem a direita reacionária do PMDB e do PSDB, podem fazer isso.

Esta batalha contra os privilégios do Judiciário é parte do conteúdo de uma nova Constituinte imposta pela luta que combata pela raiz o regime político de 1988, levantando que todo político seja revogável e receba o mesmo salário de uma professora (com o aumento do salário de todos os trabalhadores segundo os cálculos do DIEESE, que hoje equivalem a 3.777,93). Junto a isso, a abertura dos livros de contabilidade das empreiteiras e confisco de todos bens de todos corruptos e seus familiares, investindo estas verbas num plano de obras públicas para acabar com o problema de moradia. Lutaríamos pela revogação da entrega dos recursos naturais (como o pré-sal ao imperialismo) e as privatizações que são responsáveis por desastres como o de Mariana; a abolição do pagamento da fraudulenta dívida pública e a reversão das verbas para a saúde e educação; a reestatização sem indenização de todas empresas privatizadas por Collor, Itamar, FHC, Lula e Dilma, em primeiro lugar da Petrobras, sob controle dos trabalhadores que sabem quais as necessidades populares.

Estas consignas podem “perfurar” as instituições de sua democracia, preparando as condições de sua derrota e substituição por um governo dos trabalhadores em seu aspecto anticapitalista e antiburguês.

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24
Mar19

RELAÇÕES PERIGOSAS Deputados querem que Dallagnol e Petrobras expliquem acordo com EUA

Talis Andrade
Objetivo é esclarecer o acordo envolvendo R$ 2,5 bilhões, firmado entre a estatal brasileira, o Ministério Público Federal e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos
 
 
 
por Redação RBA 
 
PEDRO LADEIRA/FOLHAPRESS
Procurador Deltan Dallagnol

Apesar do acordo ter sido suspenso pelo Supremo Tribunal Federal, deputados ainda querem explicações. Dois Bilhões e quinhentos milhões estão depositados em uma conta secreta da Caixa Econômica Federal de Curitiba. Dallagnol foi proibido pelo ministro Alexandre de Moraes de sacar essa dinheirama.

 

Um requerimento de convocação do procurador Deltan Dallagnol e do presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, foi protocolado nesta semana na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara. O documento pede explicações sobre os termos do acordo firmado entre a Petrobras, o Ministério Público Federal do Paraná e autoridades dos Estados Unidos

Os autores do requerimento, os deputados federais Paulo Teixeira, Rui Falcão, Paulo Pimenta e Alencar Santana, todos do PT, consideram ilegais os termos do acerto que envolve a quantia de R$ 2,5 bilhões. "Pelo acordo entre a Petrobras e o MPF paranaense, percebe-se que o Ministério Público Federal estaria usurpando funções tanto do poder Executivo (eximindo de tributação qualquer valor, além de burlar qualquer responsabilidade em razão da competência da autoridade central para celebração de acordos internacionais) quanto do poder Judiciário, ao homologar acordo sem ter competência para tal, e também do poder Legislativo, ao deliberar, para além do que prevê a lei, acerca da destinação dos valores em questão”, sustenta a justificativa do requerimento. 

Segundo Alencar Santana, o acordo entre as partes convocadas demonstra que o Ministério Publico Federal ignora seu papel e usurpa as competências dos poderes Executivo e Judiciário. “Até o poder Legislativo foi confrontado, pois o MP agiu para além do que prevê a lei. E Dallagnol deve explicações”, afirmou. 

O requerimento também enfatiza que chama a atenção o ajuste realizado entre a Petrobras e as autoridades norte-americanas no que se refere ao "envio periódico de informações sigilosas e estratégicas da Petrobras para o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ), que compreendem atividades comerciais e patentes da estatal". 

Ainda não há previsão de quando o requerimento será votado na CCJC.

 

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20
Mar19

OAS pagou por depoimentos para incriminar Lula na Lava Jato de Sérgio Moro e DD

Talis Andrade

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Por Sérgio Rodas

Nos EUA, a Petrobras reconheceu que seus funcionários praticaram crimes e indicou políticos que participaram do esquema de corrupção, mas sem envolver o ex-presidente Lula – o que a estatal faz no Brasil. Devido a essa divergência de versões, os advogados de Lula pediram nesta segunda-feira (18/8) ao Superior Tribunal de Justiça que a estatal preste esclarecimentos sobre esses fatos e que seja adiado o julgamento do recurso especial sobre a condenação a 12 anos e 1 mês no caso do tríplex no Guarujá.

Além disso, a defesa do petista requereu a disponibilização de acordos com autoridades norte-americanas e a juntada ao processo das acusações de que o ex-executivo da OAS Léo Pinheiro pagou outros diretores da empresa para apresentarem a mesma versão em suas delações premiadas.

Na petição, os advogados do ex-presidente afirmam que a “petrolífera adotou versões diametralmente opostas sobre os mesmos fatos, variando conforme a jurisdição a que se responde”. Nos EUA, a Petrobras reconheceu culpa perante o Departamento de Justiça e identificou os executivos e políticos envolvidos, sem mencionar Lula.

Porém, no Brasil, sustenta a defesa, a estatal se diz vítima do esquema de corrupção, assumiu a posição de assistente de acusação e comprou a versão do Ministério Público Federal contra o petista. Por isso, os advogados pedem a conversão do julgamento em diligência para que a Petrobras preste esclarecimentos sobre seus diferentes posicionamentos.

Além disso, os procuradores do petista destacam que o MPF reconheceu, em petição sobre a fundação de R$ 2,5 bilhões que quer criar para gerir valores a serem pagos pela estatal por seus ilícitos, que há 13 acordos de cooperação com autoridades norte-americanas relacionados à “lava jato” e que foram sonegados da defesa. Os representantes de Lula querem o acesso a esses documentos.

Eles também pedem a juntada ao processo de documentos que acusam Léo Pinheiro de pagar outros executivos da OAS para que todos apresentassem a mesma versão em suas delações premiadas. Em reclamação trabalhista, um ex-executivo da OAS afirma que os executivos da empresa que fizeram delação premiada receberam R$ 6 milhões para "ajustar os depoimentos aos interesses" dela. Ele, que negociou sozinho com o Ministério Público, não recebeu dinheiro, diz ter sofrido represálias e ter sido "jogado à própria sorte". A delação de Léo Pinheiro, é uma das principais acusações contra o ex-presidente Lula nos processos da "lava jato".

Conforme os advogados, a denúncia "torna ainda mais passível de descrédito o depoimento prestado pelo corréu para incriminar o ex-presidente Lula em troca de benefícios". Transcrevi trechos

Nota deste Correspondente: Léo Pinheiro comprou testemunhas, para prejudicar Lula, visando evitar sua candidatura a presidente do Brasil. Como prêmio,  Léo Pinheiro ganhou a liberdade, lavou o dinheiro sujo que roubou, legalizou os bens adquiridos com a corrupção, e nomeou o genro presidente da Caixa Econômica. 

pedroguima.jpgPedro Guimarães, o "especialista em privatizações" que assumiu a Caixa Econômica Federal,  é genro de Léo Pinheiro, sócio da OAS, que foi preso por pagamento de propina, e solto ao fechar acordo de delação premiada para incriminar Lula

18
Mar19

Dallagnol, o procurador dos dois bilhões e quinhentos milhões, diz que população vai depredar o prédio do STF

Talis Andrade

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O procurador Deltan Dallagnol publicou um tuíte, na noite deste domingo (17), onde sugere, protegido por uma suposta frase de um dos ministros do Supremo Tribunal Federal, que ele não revela a identidade, que o prédio do STF, em Brasília, seria apedrejado caso a corte derrubasse a prisão em segunda instância. Traduzindo: caso a corte considerasse ilegal a prisão do presidente Lula da Silva. Uma prisão que facilitou a eleição de Jair Bolsonaro.

DD faz a ameaça, mas depois alivia, para novamente atacar: “As instituições democráticas devem ser respeitadas. Contudo, podem ser criticadas, mesmo duramente. Liberdade de expressão é igualmente importante para democracia. A manifestação do Ministro é evidentemente uma metáfora do seu descontentamento com os rumos que a Corte está seguindo.”

Em nota, o ministro Dias Toffoli afirmou que “não se constrói democracia atirando-se pedras”, e classificou de irresponsáveis os interessados em tumultuar o funcionamento das instituições.

Toffoli afirmou ainda que nenhum ministro deu essa declaração. Isto é, DD mentiu. DD é mentiroso, caluniador. Acusou o presidente Lula da Silva sem provas. Inventou que os Estados Unidos, mais a Petrobras, destinaram dinheiro para ele, e a corriola de Curitiba, criar um fundão de 2,5 bilhões. Megalomaníaco, DD considera dois bilhões e 500 milhões, o dobro do preço de 12 aeroportos, ora vendidos por Bolsonaro,  pouco dinheiro para os sonhos de grandeza, talvez separatistas, da República do Paraná. 

 

DD, pelo dinheiro desviado da Petrobras, é capaz de tudo. Os 2,5 bilhões continuam em uma conta secreta da Caixa Econômica em Curitiba. Antes do bloqueio pelo ministro  Alexandre de Moraes, DD assinou algum cheque? Esta uma possibilidade não esclarecida. Trata-se de dinheiro desviado da Petrobras.

O Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) decidiu, nesta segunda-feira (18) ingressar, como 'amigo da Corte' na ação movida pela Procuradoria-Geral da República no Supremo Tribunal Federal, contra a fundação criada pela Lava Jato a partir de um acordo bilionário da Petrobrás e autoridades norte-americanas.

A decisão foi tomada após os conselheiros analisares os termos do acordo e considerarem que há "vícios e ilegalidades" que precisam ser investigados.

Dentre os pontos apontados pela entidade como irregular, o relator da matéria, o conselheiro federal Jedson Marchesi Maioli (ES), destaca que o Ministério Público de Curitiba viola os limites de atuação da instituição estabelecidos pela Constituição.

"À luz da Constituição Federal de 1988, o MPF não tem o condão de exercer a gestão destes recursos", enfatiza o conselheiro no seu relatório.

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01
Mar19

O ROUBO DO PETRÓLEO NA VENEZUELA É ATRAVÉS DA GUERRA, JÁ NO BRASIL QUEM OPERA O ROUBO É A LAVA JATO

Talis Andrade

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Militares participaram ativamente da campanha O petróleo é nosso (11)!
 
Veja o vídeo que mostra como a lava Jato destruiu a economia em poucos meses (1).
 
A Lava Jato destruiu a indústria Naval brasileira (2).
 
A indústria Naval responde por milhares de empregos de qualidade. Também porque a União, estados e municípios, com os estaleiros brasileiros operando, principalmente na construção de navios e plataformas, gerariam bilhões de reais em impostos. Entretanto, em nome do combate à corrupção, navios e plataformas vão ser construídos no exterior, gerando emprego e renda para os gringos.
 
Além de destruir a indústria naval, o tucano Pedro Lalau Parente, cúmplice da Lava Jato, tirou a Petrobrás dos setores mais estratégicos, lucrativos e empregatícios, e os entregou aos gringos, tais como petroquímica, gás, fertilizantes e biocombustíveis (6).
 
Também, em nome do combate à corrupção, foi cancelada a construção das refinarias do Ceará e Maranhão: Denúncias de superfaturamento no valor da construção levaram a Petrobrás a cancelar os projetos (3). Essas refinarias nos daria a autossuficiência no refino e um excedente para exportação de derivados.
 
Resultado disso é que, em apenas quatro meses, EUA vendem quase R$ 7 bilhões em óleo diesel para o Brasil (4).
 
E ainda dizem que além de cancelarem a construção das refinarias do Nordeste, vão vender as existentes, pois o refino não daria lucro. Dá para acreditar?
 
A Lava Jato, uma operação que investiga corrupção na Petrobrás, jamais poderia permitir que Pedro Lalau Parente presidisse a Empresa, pois se o chamo de Pedro Lalau é  porque este senhor é réu desde 2001 por dar um rombo de R$ 5 BI na Petrobrás (7).

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A Lava Jato também fingiu que não viu a direção da Petrobrás pagar R$ 2 BI de reais ao banco JP Morgan, de um empréstimo que só venceria em 2022. Pasmem! Pedro Lalau é sócio do banco (8).
 
Mas os principais ladrões da Petrobrás estão presos pela Lava Jato, mentira!
 
O diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa; o presidente da Transpetro, Sérgio Machado; o caixa dois do PMDB, Fernando Baiano e o doleiro Alberto Youssef, entre outros, estão cumprindo pena em suas casas, verdadeiros clubes de lazer construídos com dinheiro da roubalheira (9).
 

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Para conseguirem prisão domiciliar, não sabemos se esses principais ladrões da Petrobrás pagaram  algum “Por Fora” ou propina mesmo!
 
Pois o advogado da Odebrechet, Rodrigo Tacla Duran, disse que foi procurado pelo advogado oficial da Lava Jato, Carlos Zucoloto Junior, compadre de casamento do juiz Sergio Moro, e ex-sócio de sua esposa, Rosângela Moro, para fazer delação premiada.
 
Na proposta de Zucoloto,  com a delação, Duran, o advogado da Odebrechet, teria prisão doméstica e a Odebrechet o perdão de multa de US$ 10 milhões.
 
Mas para isso a Odebrecht teria que pagar US$ 5 milhões por fora, ou seja, de propina. Isso foi tema de uma entrevista na Folha com a jornalista Mônica Bergamo.
 
Moro, tomando conhecimento da entrevista da Folha, chamou Duran de falsário e fugitivo da lei. Na verdade é Moro que foge de Duran como o diabo da cruz.
 
E o mais grave, a revista Veja, com base em informação da Receita Federal, publicou que Duran fez depósito na conta da esposa de Moro, Rosangela Moro (5,12,13).

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Então Moro, debochando de nossa inteligência, disse, sem a esposa abrir o sigilo bancário, que o depósito de Duran teria sido para pagar cópias de processo.
 
A esperança seria que os militares saíssem em defesa da Petrobrás.  Isso porque os  militares participaram ativamente da campanha o Petróleo é Nosso, na década de 40/50, o nosso maior movimento cívico, que uniu civis e militares, comunistas e conservadores e resultou na criação da Petrobrás.
 

Mas as preocupações dos militares hoje são outras: o general Hamilton Mourão está em plena campanha para derrubar Bolsonaro ou emplacar campanha para presidente em 2022, tudo com total apoio da Globo. Outra preocupação dos militares, a começar por Bolsonaro, é arrumar cargos na Petrobrás para o pessoal da caserna (10)!

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Na Venezuela o próprio Trump assume que a guerra é para surripiar o petróleo na Venezuela, como já fizeram no Iraque e Líbia, no Brasil não precisa de guerra basta a Lava Jato (5)!

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Fonte:

1http://politicadesmistificada.blogspot.com/2018/07/documentario-mostra-como-lava-jato.html

2https://www.ocafezinho.com/2017/04/03/lava-jato-destruiu-industria-naval-brasileira/

3https://news.portalbraganca.com.br/nacional/petrolao-petrobras-cancelou-refinarias-no-maranhao-e-ceara-porque-denuncias-da-lava-jato-dificultaram-credito.html

4https://www.ocafezinho.com/2018/05/22/em-apenas-4-meses-eua-vendem-quase-r-7-bilhoes-em-oleo-diesel-para-o-brasil/

5https://www.brasil247.com/pt/247/parana247/315291/Tacla-Dur%C3%A1n-pagou-esposa-de-Moro-diz-Nassif.htm

6http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2016-09/petrobras-deixara-setores-de-biocombustiveis-petroquimica-e-fertilizantes

7https://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2016/06/presidentes-da-petrobras-e-do-bndes-sao-reus-em-acao-por-rombo-bilionario-9872.html

8https://www.brasil247.com/pt/247/poder/356221/Banco-presidido-por-s%C3%B3cio-de-Pedro-Parente-recebeu-R$-2-bi-da-Petrobras.htm

9http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2016/07/10/interna_politica,654284/delatores-cumprem-prisao-domiciliar-em-mansoes-e-coberturas.shtml

10https://noticias.r7.com/brasil/bolsonaro-indica-outro-militar-para-gerencia-da-petrobras-11012019

11https://acervo.oglobo.globo.com/fatos-historicos/campanha-petroleo-nosso-mobilizou-brasil-no-final-da-decada-de-40-10401791

12https://www1.folha.uol.com.br/paywall/signup.shtml?https://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/08/1913355-advogado-acusa-amigo-de-moro-de-intervir-em-acordo.shtml

13https://veja.abril.com.br/blog/radar/moro-poderia-ser-impedido-de-julgar-ex-advogado-da-odrebecht/

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23
Dez18

O ‘corpo-mole’ do MPF no caso do ex-motorista de Flávio Bolsonaro

Talis Andrade

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por André Barrocal

---

As finanças suspeitas de um amigo e colaborador do clã Bolsonaro e o depósito nebuloso de 24 mil reais, por parte desse personagem, na conta da futura primeira-dama incomodam o presidente eleito às vésperas da posse.

No Congresso, deputados de oposição a Jair Bolsonaro ensaiam propor uma CPI assim que os novos parlamentares assumam, em 1o de fevereiro. Um dos articuladores da CPI, o PT cobrou providências do Ministério Público Federal (MPF).

Uma investigação que mire Michelle Bolsonaro, a depositária dos 24 mil, o senador eleito Flávio Bolsonaro, contratante na Assembleia Legislativa do Rio do dono das finanças suspeitas, e o PM aposentado Fabricio Queiroz, depositante do cheque na conta da esposa do ex-capitão.

Até aqui, porém, o MPF demonstra pouco apetite para mexer no assunto, apesar de o rolo de Queiroz ter surgido no meio de uma investigação do órgão.

Com base nessa investigação, o MPF pediu a prisão de vários deputados estaduais e funcionários da Assembleia do Rio, em 16 de outubro, mas nem Flávio Bolsonaro nem seu motorista Queiroz estavam entre os alvos.

Desde que Queiroz virou notícia, em 6 de dezembro, o MPF já divulgou duas notas a dizer que o documento que complica o amigo e colaborador bolsonarista foi enviado “espontaneamente” ao órgão pelo  Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf. Ou seja, o MPF fez questão de deixar bem claro que não pediu nada.

O MPF não havia feito nada com o relatório do Coaf e foi só depois que o caso Queiroz veio a público, que decidiu mandou a papelada ao MP do Estado do Rio, para este examinar se cabia agir.

Queiroz foi exonerado do gabinete de Flávio um dia antes de o MPF requisitar prisões de deputados estaduais do Rio, 15 de outubro. Idem para sua filha Nathália de Melo Queiroz, que era funcionária do gabinete de Jair Bolsonaro em Brasília. Teria havido vazamento de informação a Queiroz e ao clã Bolsonaro sobre as investigações da Operação Furna da Onça?

O chefe da Polícia Federal, Rogério Galloro, e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) foram cobrados por deputados petistas a apurar se houve vazamento de informação e violação do sigilo funcional por parte de policiais envolvidos no caso. Um outro filho de Bolsonaro, o deputado federal Eduardo, é da PF.

“É um escândalo. É evidente que eles receberam uma informação privilegiada. Estamos tratando de um fato que aconteceu uma semana depois do primeiro turno, quando já havia um forte indício de que Jair Bolsonaro poderia ganhar a eleição”, diz o líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta.

Uma das razões para serem consideradas suspeitas as finanças de Queiroz, funcionário de Flávio e amigo do pai deste, são os depósitos recebidos pelo PM aposentado de outros servidores de Flávio e em datas coincidentes ou próximas aos dias de pagamento na Assembleia. Essas suspeitas nasceram do relatório do Coaf que o MPF não pediu.

Se a PF tem pistas do esquema de cobrança de caixinha e se há indícios de que Queiroz poderia ser um arrecadador destas comissões para a família Bolsonaro, via Flávio, por que o MPF, no pedido de prisões e outras medidas cautelares levado à Justiça de 16 de outubro, não incluiu a dupla entre seus alvos?

Estaria a chefe do MPF, a “xerife” Raquel Dodge, interessada em ser reconduzida por Bolsonaro para mais dois anos no cargo? Ou de ao menos tentar salvar a lista de três candidatos eleitos corporativamente pelo MPF como método de escolha do “xerife”, a chamada lista tríplice?

Durante e depois da campanha, Bolsonaro deu algumas pistas de que não pretende reconduzir Dodge, cujo mandato termina em setembro de 2019, nem pinçar o sucessor dela da lista tríplice que desde 2003 ter servido de base para a escolha do comandante do MPF.

Indicada por Temer, Dodge fazia parte da lista, embora não na primeira posição. A PGR já tem elementos para denunciar o presidente à Justiça em uma investigação sobre o setor portuário, como um inquérito da PF que incriminou o emedebista, mas até agora, nada.

Quando passar a faixa a Bolsonaro, o caso de Temer sairá das mãos de Dodge, pois ele perderá o foro privilegiado. A menos, claro que seu sucessor o indique a algum cargo.

A propósito: um deputado conta ter chegado a seus ouvidos que o juiz Alexandre de Moraes, único nomeado por Temer para o Supremo Tribunal Federal (STF), comentou outro dia que o inquérito dos portos tem ingredientes pesados a ligar o obscuro coronel aposentado João Baptista Lima Filho, amigo de Temer, e a empresa Rodrimar, um das duas principais investigadas.

Rolos portuários à parte, no Congresso há deputados da futura oposição que já se mexem na esperança de criar uma CPI do Coaf para arranjar munição contra a família Bolsonaro no caso de Queiroz.

“É uma história cabeluda… Esse motorista não fala nada”, afirma o líder do PCdoB na Câmara, o paulista Orlando Silva. “Seria bom que houvesse uma CPI, mas não agora, faltando duas semanas para acabar o ano. Só que esse assunto precisa continuar em pauta até o ano que vem.”

➤ Leia também: Se Flávio levou dinheiro de assessor, pegaria até oito anos de cadeia

➤ Leia também: Caso Coaf prova que Bolsonaro nunca foi outsider, diz Manuela D'Ávila

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28
Out18

Sexo, mentiras e violência: cenas de uma campanha inflamada até a reta final

Talis Andrade

 

 

 

por Gil Alessi

___

 

A revolução do WhatsApp

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NACHO DOCE REUTERS
 

Independentemente das causas que fizeram com que Bolsonaro se esquivasse do debate com Haddad após ser liberado pelos médicos, houve uma arena na qual a o capitão reinou supremo.

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Nas redes sociais e grupos de WhatsApp sua campanha foi avassaladora e deixou os adversários a ver navios. Usando os aplicativos de troca de mensagens, a tropa de choque do militar da reserva composta por familiares, parlamentares aliados e apoiadores construiu uma complexa rede de troca de informações que desnorteou os adversários.

Fake news

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Estas foram as eleições das fake news. A campanha e os apoiadores de Bolsonaro seguiram um modelo semelhante ao posto em prática pela campanha de Trump com o auxílio de Steve Bannon, estrategista político americano com quem o filho do capitão chegou a se reunir. Com vídeos curtos, montagens e memes, os simpatizantes do peeselista conseguiram atingir em cheio o rival petista, com mentiras que beiravam o absurdo mirando sempre os chamados “bons costumes” da “família tradicional brasileira”. Os boatos iam de “Haddad defende a legalização da pedofilia com crianças acima de 12 anos de idade” até “Petista tem seguranças do Exército cubano”. Haddad, que criticou o volume de notícias falsas em circulação, chegou ele mesmo a propagar algumas, como a de que o vice de Bolsonaro, general Hamilton Mourão, teria sido torturados na época da ditadura. A gafe veio depois de o cantor Geraldo Azevedo chegou a afirmar que o vice do exmilitar teria sido um de seus torturadores quando foi preso pela ditadura. Mas Azevedo acabou voltando atrás e pediu desculpas. Seus seguidores também fomentaram as correntes de fake news, espalhando, por exemplo, que Bolsonaro não teria sido esfaqueado, e sim alvo de uma cirurgia de câncer de estômago.

Justiça sem ação

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Despreparados para lidar com este fenômeno em tal magnitude, o Judiciário admitiu que não sabia lidar com fake news. A ministra Rosa Weber, presidenta do Tribunal Superior Eleitoral, chegou a afirmar que gostaria "imensamente que houvesse uma solução pronta e eficaz (...), mas de fato, não temos". A magistrada ainda fez um apelo, dizendo que quem tiver "uma solução para que se coíbam fake news, por favor, nos apresentem. Nós ainda não descobrimos o milagre”.

Violência

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O Brasil sempre foi famoso por episódios de violência eleitoral. Mas este ano, com a polarização política atingindo o ápice, os casos de agressões, assédio e até morte provocados por ódio a um ou outro dos candidatos se popularizaram. 

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Foram mais de 50 casos documentados em um período de 10 dias, grande parte dos crimes cometida por simpatizantes de Jair Bolsonaro. O mestre de capoeira Moa do Katendê, 63, foi assassinado em Salvador com mais de dez facadas nas costas na madrugada após o primeiro turno, dia 8 de outubro. O autor do crime teria, segundo testemunhas, se irritado quando Moa declarou ter votado no PT. Por todo o país casos de agressão provocada por intolerância política se propagaram, e pessoas foram atacadas por usar boné do Movimento dos Sem Terra e até adesivos da campanha #EleNão. Bolsonaro condenou qualquer ato de violência, mas a retórica agressiva usada por ele ("vamos varrer do mapa os vermelhos", disse o capitão em um ato de campanha) foi apontada como combustível para seus simpatizantes.

A reinvenção da campanha eleitoral

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O WhatsApp e o Facebook assumiram o papel de principal plataforma da propaganda este ano, deixando para trás o chamado palanque eletrônico no rádio e na TV. O horário eleitoral televisivo, tido como um pilar de todas as campanhas desde a democratização e responsável por alianças partidárias pouco republicanas, perdeu peso. Prova disso é que Bolsonaro teve apenas 8 segundos e foi ao segundo turno. Já Geraldo Alckmin (PSDB) com seus 4 minutos e 46 segundos de propaganda diária (quase 44% do total) era tido como um dos favoritos para ir ao segundo turno. Ficou em quarto colocado. Marina Silva (Rede), que em 2014 obteve mais de 22 milhões de votos no primeiro turno, ficando na terceira colocação, este ano derreteu e ficou com pouco mais de um milhão de votos. Transcrevi trechos

 

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23
Jul17

A partilha do corpo de um velho na praça

Talis Andrade

do LIVRO

 

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A PRAÇA

 

Os velhos voltam

à praça

em que brincavam

nos tempos

de criança

Voltam com os olhos

de criança

Voltam com os inalterados olhos

suplicantes

Suplicantes olhos de criança

dirigidos às babás

As babás nunca abandonaram

a praça

 

 

A SOLIDÃO FINAL

 

O presente é

o que se sente

O desígnio

de estar só

não mais querer ir

a nenhum lugar

ficar aqui

sentado ao sol

 

Em um banco

da praça

observar esta

ruidosa gente

que passa

com o nosso semblante

nosso sangue

nosso sobrenome

e não encontrar

uma vivalma

para dois dedos

de prosa

 

 

O presente é

o que se sente

Tudo acontece

tão rápido

Aos 60 a velhice

aos 70 ancião

a solidão

de quem tem o pé

no caixão

A solidão

de quem espera

a morte afinal

venha deitar

nosso corpo

na horizontal

 

 

A FAMÍLIA

 

As pessoas queridas

imagens molduradas

nas paredes das salas

imagens coladas

em um álbum de retratos

imagens gravadas

em polidas lajes

 

As pessoas queridas

imagens desbotadas

sombras vagas

de esquecidas almas

 

 

 

DESISTÊNCIA

 

Para que arredar

um passo

além deste aguardo

se nenhum minuto

será acrescentado

a nossa existência

se nenhum segundo

nos retarda

neste avaro

vazio mundo

 

 

O ÚLTIMO PEDIDO

 

Os mortos não querem nossas lágrimas

nossas rezas

Os mortos pedem muito pouco

 

Os mortos não precisam de nossa companhia

Os mortos querem um lugar de descanso

Os mortos querem um lugar de descanso

 

 

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