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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

22
Set22

Vencer o medo será um dos grandes desafios para garantir a derrota dos fascistas

Talis Andrade

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Daqui a duas semanas

 

por Valerio Arcary /A Terra É Redonda

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“A rapidez consegue-se com calma. A serenidade vence o furor. Alcança quem não cansa” (Sabedoria popular portuguesa).

 

A hora é de urgência, mas pede resiliência, determinação e paciência. O último sete de setembro foi “sequestrado” pelo bolsonarismo para realizar grandes demonstrações de força social. Sejamos lúcidos, conseguiram. A sociedade está fraturada, e se consolidou uma maioria social contra Jair Bolsonaro, apoiada, sobretudo, nos mais pobres, nas mulheres e nos nordestinos, mas os fascistas mantêm o apoio da massa da burguesia, nas camadas médias, grande influência no sul e norte, e hegemonia no centro-oeste.

Estamos em uma situação ainda transitória, saindo de uma situação reacionária, quando consideramos a relação social de forças entre as classes, embora a relação política de forças, que oscila sempre mais rápido, sugira que a extrema direita está em crescente inferioridade.

Muitos se perguntam sobre o sete de setembro: mas, afinal, por quê? Qual era o plano? Jair Bolsonaro não estabeleceu diálogo para além da área de influência que já decidiu apoiá-lo. Pode parecer irracional, mas não é.

Jair Bolsonaro é consciente que tem poucas possibilidades de vencer as eleições. Mas derrotas eleitorais não são o mesmo que derrotas políticas. Derrotas eleitorais são transitórias, mas as políticas, quando ocorre uma inversão na relação de forças, podem ser irreversíveis. Podemos aprender com a história da própria esquerda brasileira.

Em 1989, Lula sofreu uma derrota eleitoral diante de Collor, mas conquistou uma vitória política. O PT foi uma ferramenta útil para elevar a resistência operária-popular a outro patamar na oposição ao governo José Sarney, e alcançou a posição de ser seu porta-voz. Essa posição estava em disputa com o brizolismo. Tanto foi assim que, dois anos depois, milhões de trabalhadores saíram às ruas, após a centelha do movimento estudantil incendiar a luta de classes, para impor o impeachment em 1992.

Em 2014, Dilma Rousseff ganhou as eleições, mas sofreu uma derrota política. A relação social de forças se inverteu e, dois anos depois, as camadas médias foram às ruas, aos milhões, para garantir a base social do golpe institucional de 2016. Quem conquistou a posição de porta-voz deste deslocamento reacionário foi Jair Bolsonaro.

Jair Bolsonaro tem planos de curto, médio e longo prazo. O primeiro objetivo do sete de setembro era gerar um impulso de arrastão para conquistar um segundo turno dia 2 de outubro. O segundo era manter em movimento sua corrente política neofascista para poder construir uma campanha de denúncia das eleições como fraude. O terceiro era garantir legitimidade para bloquear um processo judicial de investigação de crimes de responsabilidade que venha a condená-lo à prisão.

Derrotar Jair Bolsonaro nas eleições será uma grande vitória tática. Mas o bolsonarismo, o neofascismo á brasileira, infelizmente, permanecerá. O desafio estratégico da esquerda deve ser mais ambicioso. Será necessária uma inversão da relação social de forças que deixe a extrema-direita desmoralizada e encurralada. Isso exigirá, em primeiro lugar, uma relação política de forças que garanta condições de que Jair Bolsonaro seja preso.

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O maior obstáculo, até o momento, tem sido a dificuldade da esquerda ganhar, de forma incontestável, a supremacia nas ruas. Os comícios eleitorais de Lula têm sido, felizmente, grandes, na escala de algumas dezenas de milhares. Até muito grandes em algumas cidades, especialmente, no nordeste. Mas sem a presença de Lula, a capacidade da esquerda colocar em movimento as massas tem sido pequena. Por quê?

Trata-se de um tema de dialética complexa. Em condições normais, as pessoas estão consumidas, esgotadas e cansadas pela própria luta pela sobrevivência, uma rotina exaustiva e duríssima. Os trabalhadores e a juventude, as mulheres e os desempregados, os negros e os LGBTI’s, enfim, as massas populares só ganham confiança para lutar para derrotar um inimigo tão perigoso como Jair Bolsonaro: (a) primeiro, se percebem que a confusão na classe dominante é grande, que os inimigos estão divididos, semiparalisados, inseguros; (b) segundo, se percebem uma crescente inquietação e divisão nas camadas médias, e deslocamento para a oposição entre a intelectualidade e artistas, etc; (c) terceiro, se percebem que as organizações e as lideranças que as representam, de alguma maneira, estão unidas; (e) por último, mas não menos importante, se perceberem que suas reivindicações concretas de luta pela sobrevivência são colocadas na primeira linha e respeitadas.

Em resumo, as amplas massas só saem à luta quando acreditam que é possível vencer, mas isso não basta. É preciso que as direções em quem depositam confiança sejam incansáveis em deixar claro que é indispensável a sua mobilização. Que não se pode vencer sem um engajamento ativo na luta indo às ruas.

Por isso, a convocação para a luta é uma parte essencial da própria luta. Sejamos honestos, essa convocação não existiu até agora. Lula encanta, mas não acende a chama, inflama, incendeia. Não deveria nos surpreender que as mobilizações do dia 10 de setembro tenham sido atos de vanguarda militante. Mas, paradoxalmente, o favoritismo de Lula tem sido, também, um obstáculo. Ao permanecer estável, há pelo menos um ano, alimenta a ilusão de que será necessária somente uma confirmação previsível no dia das eleições.

Entretanto, a conjuntura ficou mais tensa. Dois dias depois do sete de setembro Benedito Santos foi assassinado em Mato Grosso, depois de um desentendimento com um bolsonarista. Na sequência, o medo cresceu como seria previsível.

Faltam duas semanas para as eleições, mas são raríssimos aqueles na esquerda que ousam usar um adesivo de apoio a Lula, fora de comícios ou ambientes protegidos. Não há plásticos nos automóveis. Por quê? Porque o perigo é real e imediato. Os medos políticos são incompreensíveis, quando não os relacionamos com os ódios sociais.

Os discursos de Jair Bolsonaro no sete de setembro foram uma convocação para a luta. Destilam ódios e inspiram medo. Infelizmente, são poderosas as pressões de inércia cultural e ideológica que aprisionam as amplas massas trabalhadoras. Acontece que não há força social mais poderosa na história do que a mobilização popular, quando ganha confiança em si mesma, e se organiza.

O medo de que a mudança não chegue nunca – que, entre os trabalhadores, é desencorajado pelo temor às represálias – precisa encarar medos ainda maiores: o desespero das classes proprietárias e sua clientela social, de perder tudo. No calor da luta de classes a descrença dos trabalhadores em suas próprias forças, a insegurança em seus sonhos igualitaristas, foram superadas pela esperança de liberdade, um sentimento moral e um anseio político mais elevado que a mesquinhez reacionária e a avareza burguesa.

Vencer o medo será um dos grandes desafios para garantir a derrota dos fascistas. Nas eleições e depois.

19
Set22

Com o voto livre e democrático nas urnas o povo vai calar para todo sempre o discurso golpista de Bolsonaro Ustra o torturador serial killer

Talis Andrade

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Em Londres, para onde levou como turistas os filhos senador e deputado federal e o pastor Silas (Caifás) Malafaia, Bolsonaro no enterro da rainha Elizabeth faz campanha eleitoral pelo voto e, contraditorialmente sobe o tom golpista, ameaçando o povo brasileiro com uma guerra civil. 

No dia 7 de Setembro, nos 200 anos da Independência disse o capitão Bolsonaro: "Queria dizer que o Brasil já passou por momentos difíceis, mas por momentos bons, 22, 35, 64, 16, 18 e agora 22. A história pode se repetir, o bem sempre venceu o mal. Estamos aqui porque acreditamos em nosso povo e nosso povo acredita em Deus".

Comenta Kennedy Alencar: "Essa declaração golpista, criminosa porque atenta contra a Constituição mais uma vez, merece ser analisada em detalhes.

As datas citadas se referiam à Revolta Tenentista, um movimento de oficiais das Forças Armadas de média e baixa patente contra as oligarquias da República Velha (1922), e à Intentona Comunista (1935), rebelião de militares de esquerda contra Getúlio Vargas (líder da Revolução de 1930).

Bolsonaro também mencionou o golpe militar de 1964, que acabou com a democracia durante 21 anos, torturando, matando e aprisionando opositores.

Outras datas foram 2016, o golpe parlamentar que resultou no impeachment de Dilma Rousseff, e 2018, ano da ascensão da extrema-direita ao poder com suporte decisivo da Lava Jato. Por último, citou 2022, eleição presidencial que Bolsonaro está na iminência de perder.

Quando diz que a a história pode se repetir, Bolsonaro ameaça a sobrevivência da democracia brasileira com mais um golpe dos militares, que, em diversos momentos da História, intercederam para romper a normalidade institucional do Brasil. Dizer que o bem sempre venceu o mal é uma mentira, como mostra 1964. Bolsonaro é o mal. Um mal que paira sobre o Brasil desde 1º de janeiro de 2019, piorando a economia, a pandemia, as políticas públicas e as instituições.

O trecho estamos aqui porque acreditamos em nosso povo e nosso povo acredita em Deus é puro suco da hipocrisia religiosa do presidente da República, que tenta assumir ares de messias explorando a fé de grande parte da população do país.

(...) De Bolsonaro, podemos esperar apenas que continue a fazer mal ao país. Que a atual geração de brasileiros não se engane: a tarefa civilizatória do bicentenário da Independência é tirar o fascismo do poder", finalizou Kennedy Alencar

 

Novas ameaças golpistas em Londres e Nova Iorque

 

12
Set22

Michelle e Jair Bolsonaro: O beijo da morte

Talis Andrade

Procure uma princesa', diz Bolsonaro em discurso antes de beijar Michelle -  07/09/2022 - UOL Universa

 

Não foi e nem é um beijo "de amor". É um ato repulsivo, de um macho inseguro, frustrado e dominante sobre sua presa

 

por Eduardo Ramos / Jornal GGM

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Viraliza nas redes sociais um vídeo que, entre outras coisas, desnuda de modo obsceno duas tragédias em nossa nação: a primeira, a fratura social abissal, porque para alguns é a prova da “macheza” do ser que ocupa a presidência, para outros, uma fonte de tristeza, perplexidade e vergonha pelos símbolos ali contidos. Na verdade, há uma terceira tragédia exposta no vídeo e sobre ela vou falar nesse artigo: o machismo, essa doença perversa e covarde tão presente no nosso país. O vídeo? Facilmente encontrado: um beijo de Jair Bolsonaro em sua mulher, ou, como assim mereceria ser tratada. Por isso o título da reflexão: “O beijo da morte” – quando um gesto tão lindo e repleto de signos de amor, erotismo, paixão, ternuras, é uma pantomima grotesca, um modo de usar o outro com um objetivo político-social – ou qualquer outro que seja, sempre será algo abominável. Mas falemos do machismo, tão óbvio no gesto eminentemente político de Bolsonaro.

O machismo não é apenas um processo psíquico e social covarde, sórdido, brutal… ele também pode apresentar um lado ultra perverso da “desconstrução do outro enquanto ser”, sua instrumentalização, uma coisa maligna que passa mensagens do tipo:

“tô te usando porque você não é só a minha mulher, é a minha COISA, que posso usar e usar e usar, no privado ou em público, do jeito que eu quiser…”

Esse filme viralizado é um trágico exemplo do quão longe essa perversão, essa maldade, essa humilhação com o outro pode chegar: A expressão corporal da sra. Michelle Bolsonaro, mas acima de tudo, seu olhar, triste, envergonhado, que vislumbramos num décimo de segundo, é de um constrangimento assustador!

Nem consigo julgá-la por mais nada, é como se tudo fosse ofuscado, tamanha a compaixão que sinto por alguém se permitir chegar a isso ou a isso ser levada sem ter forças para resistir.

Não foi e nem é um beijo “de amor”. É um ato REPULSIVO, de um macho inseguro, frustrado e dominante sobre sua presa, sua caça por assim dizer. O “beijo”, é a carne da presa exposta aos débeis mentais que idolatram esse ser bestial.

Bofetadas, tiros, as tragédias terríveis advindas do machismo, são seu ápice, mas jamais encerrariam suas únicas formas de manifestação cruel. Muito antes disso, durante todo o processo das relações onde o machismo está presente, o que temos é esse exemplo ABJETO e constante: uma mulher transformada em troféu “do macho dominante”, uma coisa a ser usada e exibida para um fim qualquer…

Sinto uma pena que me constrange, e uma repulsa que não dá para controlar….

O que vimos no triste filme é só mais um caso do que chamo “O beijo da morte”.

A ausência do amor é o absoluto presente nesses casos.

11
Set22

Imprensa francesa: Bolsonaro “confiscou festa da Independência para fazer campanha”

Talis Andrade

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A imprensa francesa analisa nesta quinta-feira (8) as celebrações do Bicentenário da Independência no Brasil, que “se transformaram em um imenso comício eleitoral” do presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição. Com multidões, as comemorações representaram uma “impressionante demonstração de força” do presidente, mas os riscos de rejeição dos resultados da eleição de outubro permanecem, avaliam os principais jornais da França.

“A comemoração, que deveria ser uma grande festa nacional, foi confiscada por Bolsonaro – não o chefe de Estado, mas o candidato. É como se um presidente francês usasse o 14 de Julho para fazer campanha”, compara o editorial da emissora RTL. “Bolsonaro chamou seus apoiadores para manifestar e parasitar as celebrações (…). Nem os nossos populistas são tão vulgares quanto Bolsonaro”, diz o texto.

O jornal Le Monde acompanhou a movimentação no Rio de Janeiro, transformado em um “imenso comício eleitoral”. Caminhões de som incitavam os participantes a “desligar a televisão” porque a “imprensa e as pesquisas mentem”.

 

Fake news no WhatsApp

 

O jornal ressalta que, pela manhã, em Brasília, o próprio Bolsonaro já havia colocado em dúvida os resultados das pesquisas. O diário frisa que, nas redes sociais, a propaganda bolsonarista se esforçava, por meio de montagens, a provar que os institutos de sondagens se enganam sobre o resultado do primeiro turno e até sobre a participação nas celebrações da Independência.

Apesar de ter feito discursos “mais moderados” ao longo do dia, para os padrões de Bolsonaro, o presidente “proferiu uma ameaça pouco velada, ao declarar que ‘a história pode se repetir’, enquanto falava de movimentos de insurreição no passado, entre os quais citou o golpe militar de 1964”.

“Neste ano, o presidente se privou de conclamar a ruptura institucional ou contestar a urna eletrônica. Mas seus apoiadores fizeram isso por ele e previam o apocalipse ‘se os comunistas’ voltarem ao poder”, destaca o Libération, também com cobertura no Rio de Janeiro.

 

Riscos de violências permanecem

 

“Agitar o espectro da volta ‘dos vermelhos’ contribuiu em peso para o sucesso de Bolsonaro há quatro anos”, lembra o jornal, que ouviu de militantes bolsonaristas que “se não ganharmos a eleição, é porque teve fraude”. “Comprem uma arma e munições! Vamos ter que tomar as ruas”, dizia outro, segundo Libération.

Le Monde diz que “o Brasil finalmente respira aliviado” depois da data, já que havia temores de incitações golpistas e atos de violência em plena comemoração do Bicentenário da Independência. Mas “a demonstração de força de Bolsonaro não tranquilizou a população quanto a sua intenção de respeitar a eleição presidencial em caso de derrota”, afirma o texto.

“Depois de o governo facilitar a compra de armas, o espectro da violência política assusta o país, às vésperas da votação”, continua o Libération.

Os jornais dão destaque para o fato de Bolsonaro ter colocado o empresário Luciano Hang ao seu lado na tribuna em Brasília, semanas depois de ele ser acusado de incitar um golpe de Estado em caso de vitória de Luiz Inácio Lula da Silva. “Como sempre, quando se fala em Bolsonaro, os próximos dias são incertos e carregados de ameaças”, observa Le Figaro.

11
Set22

Paraquedista ferido após queda em Copacabana segue estável

Talis Andrade

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Militares faziam treino para apresentação durante o 7 de setembro; Comando Militar do Leste fala que ocorrência foi ‘pontual’, causada por ‘evento meteorológico ocasional’; presidente Bolsonaro não visitou os feridos hospitalizados

 

por Pedro Medeiros /O Dia

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Os três paraquedistas caíram durante a tarde. Eles carregavam uma bandeira preta com brasão do exército e paraquedas nas cores do Brasil

 

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Rio - Um dos militares acidentados durante treinamento na Zona Sul do Rio para a demonstração em homenagem aos 200 anos da Independência segue internado com quadro de saúde estável. Segundo o Corpo de Bombeiros, há relato de salvamento de mais um paraquedista que caiu no telhado de um edifício, em Ipanema.

O primeiro acidente foi registrado às 15h25 nas proximidades da Rua Raul Pompeia com a Rua Souza Lima, em Copacabana, Zona Sul carioca. De acordo com o Corpo de Bombeiros, Izaquiel Luiz, 35, teve ferimentos graves e foi levado para o Hospital Municipal Miguel Couto. Posteriormente, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o militar foi transferido para o Hospital de Força Aérea do Galeão, na Zona Norte do Rio. O quadro de saúde é considerado estável, informou a unidade.

Três paraquedistas do Exército Brasileiro caíram em Copacabana e Ipanema, na Zona Sul do Rio, nesta terça-feira (6). Um deles ficou preso em cima de uma árvore.

Crédito: Rede Social#ODia pic.twitter.com/HpPiOPqIaY

— Jornal O Dia (@jornalodia) September 6, 2022

Às 16h, os Bombeiros foram acionados para resgatar outro ferido, identificado como Roberto Pereira, de 40 anos, suboficial da Aeronáutica, que caiu em cima de um telhado de um imóvel na Rua Antônio Parreiras, altura do número 60, em Ipanema. De acordo com os Bombeiros, o paraquedista Pereira recusou o atendimento e embarcou em uma ambulância do Exército. Não há informações sobre o seu estado de saúde.

Já a terceira vítima, ainda não identificada, caiu no meio da Rua Francisco Sá, em Copacabana, e não se feriu.

O universitário Alexandre Nobre, 26 anos, que passava pelo local, contou que presenciou a queda. "Eu estava indo para academia e de repente ele caiu no meio da rua. Por sorte o trânsito estava lento na hora e ele caiu bem na frente de um táxi. Logo as pessoas foram ajudar e ele se levantou e saiu da rua sem muita dificuldade", disse.

Os três paraquedistas carregavam uma bandeira preta com brasão do Exército e paraquedas nas cores do Brasil. Em nota, o Comando Militar do Leste informou que militares são atletas de alto nível e que caso foi causado por "evento meteorológico ocasional".Image

"A Equipe de Salto Livre do Exército Brasileiro, os Cometas, e a Equipe Salto Livre da Força Aérea Brasileira, os Falcões realizaram, na tarde de hoje (6), treinamento para demonstração em homenagem aos 200 anos da Independência. Alguns militares pousaram fora do local previsto por conta de rajadas de vento, evento meteorológico ocasional. A ocorrência é pontual, não existe registro histórico. Ressalta-se que as equipes são compostas por atletas de alto nível e participam de competições nacionais e internacionais com resultados expressivos", disse o CML.

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10
Set22

Tratoraço militar golpista

Talis Andrade

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por Cristina Serra

 
 

Com a sustentação do que há de mais daninho na sociedade brasileira, Bolsonaro parte para o tudo ou nada neste 7 de Setembro e cava mais fundo o fosso da degradação das instituições.

As Forças Armadas fazem o movimento mais perigoso ao se imiscuírem em um ato de campanha eleitoral do presidente, como o que está previsto para o Rio de Janeiro, até mesmo com a exibição de equipamentos militares (pertencentes ao Estado e ao povo brasileiro). A mistura de motociata com aviões da Aeronáutica, navios da Marinha e canhões do Forte de Copacabana é promiscuidade institucional explícita.

A parte mais tosca e agressiva do mundo agrícola já avisou que também desfilará na Esplanada. É o tipo de gente que usa a “tecnologia” do correntão para desmatar, arrancando árvores pela raiz. É o método de terra arrasada. Não poderia ser mais ostensivo e simbólico o apoio do agronegócio ao vândalo ambiental.

É o mesmo agronegócio do voto de cabresto e que, se pudesse, ainda teria pelourinho nas suas fazendas. São donos da terra, como a ruralista Roseli D’Agostini Lins, da Bahia, que em vídeo conclama agricultores bolsonaristas: “Façam um levantamento, quem vai votar no Lula, demitam, e demitam sem dó.”. Não difere muito de parcela golpista do empresariado urbano.

Chegamos ao ponto em que a segurança do STF precisará ser reforçada e a localização dos ministros será mantida em sigilo, no feriado oficial, segundo o UOL. O criminoso serial apela para o banditismo para tentar se reeleger, continuar impune e proteger seu assombroso império imobiliário, formado com abundantes indícios de crime, como revelou a reportagem de Juliana Dal Piva e Thiago Herdy, também no UOL.

É uma infelicidade que as comemorações do bicentenário da Independência aconteçam com Bolsonaro no poder. Que seja o último 7 de Setembro sob o comando lesivo dos predadores da legalidade e da democracia. Daqui a menos de um mês, estará diante de nós a chance promissora de inaugurarmos um novo país.

 

09
Set22

A vingança de quem sabe que já perdeu as eleições: Bolsonaro corta 59% das verbas do Farmácia Popular

Talis Andrade

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Quantos brasileiros morreram de Covid com a militarização do Ministério da Saúde: o atraso na compra das vacinas e o kit cloroquina me engana? Quantos brasileiros vão morrer por não ter dinheiro para comprar medicamentos de uso contínuo?  O remédio é votar em Lula que criou o Programa Farmácia Popular

 

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Logo após fazer sua festa particular do 7 de setembro, Jair Bolsonaro (PL) corta cerca de 59% das verbas da Farmácia Popular, que atinge milhões de brasileiros, fornecendo medicamentos de graça ou a preço abaixo do mercado. Tudo isso para garantir o orçamento secreto em 2023.

O programa que atende mais de 23 milhões de brasileiros, sofreu cortes do governo Bolsonaro e um corte drástico de 59%, o que deve afetar diretamente os mais pobres. O corte ocorre para garantir os recursos do Orçamento secreto, esquema revelado pelo jornal Estado de São Paulo.

Na contramão do corte desses programas, as emendas de relator incluídas no orçamento da saúde cresceram 22%. 

O levantamento foi feito por Bruno Moretti, assessor do Senado e especialista em orçamento da saúde. Os dados completos serão publicados em Nota de Política Econômica do Grupo de Economia do Setor Público da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A parcela gratuita do Farmácia Popular é voltada para medicamentos de asma, hipertensão e diabetes. Em 2022, as despesas com a gratuidade do programa prevista no Orçamento somaram R$ 2,04 bilhões. Já no projeto de Orçamento de 2023, o governo previu R$ 842 milhões: corte de R$ 1,2 bilhão.Image

Geraldo Alckmin  
Aquele programa que garante a você o acesso gratuito a medicamentos para tratamento de asma, diabetes e hipertensão. Além de afetar a indústria farmacêutica nacional, essa ação desumana do governo vai retirar remédios gratuitos de quem mais precisa já a partir do próximo ano.
Mas, Bolsonaro não vai conseguir sufocar os brasileiros de novo. - quem criou o Farmácia Popular - e eu, com seu apoio, vamos fortalecer o SUS e reconstruir o Brasil.
 
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07
Set22

'Soberania nacional não existe sem soberania popular', dizem religiosos e cientistas em artigo conjunto na Folha de S. Paulo

Talis Andrade

www.brasil247.com -

 

247 - As comemorações do 7 de Setembro convocadas por Jair Bolsonaro (PL) parece “ter sido planejado em detalhes para funcionar como uma demonstração de força a menos de um mês das eleições exatamente por quem vem ameaçando não reconhecer seus resultados”, dizem Dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), José Carlos Dias, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns - Comissão Arns, Helena Nader, presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Octávio Costa, presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e Renato Janine Ribeiro, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em um artigo assinado de forma conjunta na Folha de S. Paulo

“Usurpar a comemoração oficial do bicentenário da Independência com interesse eleitoreiro e como parte de uma exaltação personalista não é algo que se possa aceitar. Ainda mais em um país que grita de fome. Onde o desemprego segue altíssimo em quase todos os setores, jogando milhões no olho da rua ou, quando muito, na informalidade. Onde milhões de crianças amargam o retrocesso de aprendizado e a evasão escolar, sem políticas públicas determinadas a resolver esta situação. Onde o preconceito e o racismo continuam a punir a população negra e pobre, os povos indígenas e os diferentes. Onde as estatísticas de feminicídio teimam em subir. E, não podemos nos esquecer, onde a mortalidade oficial da Covid-19 se aproxima de 690 mil vidas perdidas, deixando um rastro de desalento em todo o país”, destacam os autores. 

“Diante de quadro tão grave, entendemos que é chegado o tempo de brasileiras e brasileiros chamarem para si a data do bicentenário, tomando nas mãos algo que a história lhes confere e, ao mesmo tempo, cobra, qual seja, a defesa da democracia”, ressalta o texto. “Sem democracia, apagam-se as luzes, quebra-se o espelho, perde-se a nação”, completam os autores.

“Cabe reafirmar algo muito importante: soberania nacional não existe sem soberania popular. As entidades aqui representadas conclamam que o bicentenário da Independência seja entendido não apenas como a celebração de algo transcorrido 200 anos atrás, mas como uma tarefa, uma missão, um projeto de futuro que finalmente garanta ao povo brasileiro ser o protagonista de seu destino”, finalizam. 

30
Ago22

Empresários que trocavam mensagens “pelo Brasil” no Ipês derrubaram Jango. É cedo para gritar contra Moraes

Talis Andrade

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EMPRESÁRIOS GOLPISTAS

INIMIGOS DA CLARIDADE 

 

por Denise Assis /TV 247

Nos Estados Unidos, o ex-presidente Ronald Trump levou para casa cerca de 300 documentos secretos, ultrassecretos e secretíssimos. A ação do FBI, de invadir a sua mansão para resgatá-los está sendo contestada por parte da população e, principalmente, o seu partido, o Republicano. Diante da revelação do conteúdo dos documentos, no entanto, a gritaria diminuiu e o fato já está sendo visto como gravíssimo.

No Brasil, as buscas e apreensões de celulares e computadores determinadas pela Polícia Federal, após ação do senador Randolfe Rodrigues (Rede), de oito empresários bolsonaristas tem sido contestada não só pela PGR - que reclama de o ministro não ter aguardado a sua manifestação para empreender as buscas -, como por colunistas e editoriais da grande mídia, que vê na atitude precipitação e abuso de autoridade. 

Lá (nos EUA) como aqui, o conteúdo do que foi apreendido não tem nada de inocente. Os documentos levados por Trump são claramente uma documentação de Estado e não poderia estar em mãos de um ex-presidente. Com o agravante de que em sua residência transitam funcionários e pessoas estranhas. Não ficou claro, inclusive, qual era o seu propósito ao se apropriar de papéis tão importantes...

Aqui, o que se viu foram fragmentos de um volume de mensagens ainda inimaginado e sem que se tenha noção do grau de comprometimento. É cedo, portanto, para falarmos em abuso. As investigações apenas começaram e elas têm de partir de algum lugar.

Em tempos mais lentos em termos de circulação de informações, os anos compreendidos de 1962 a 1964, foram montados exatamente por empresários, um pequeno segmento da Igreja e um grupo de elite dos militares, dois institutos com o fito da conspiração que derrubou o presidente eleito, João Goulart (PTB). Tratava-se, neste caso, do complexo Ipês/IBAD. Não havia Internet, Watsapp ou e-mail. As mensagens circulavam por papers levados por office boys. Seriam, hoje, os equivalentes às mensagens de zap

Com o teor da correspondência trocada entre o grupo, não se poderia imaginar o tamanho da articulação e da conspiração. Ela foi profundamente pesquisada, ordenada e publicada pelo historiador René Dreifuss (1981), que dividiu a história recente entre antes e depois do seu livro: “1964 – A conquista do Estado”. Nele, a partir de entrevistas e da documentação doada ao Arquivo Nacional, composta por esse leva-e-traz de bilhetes e esboço de ideias, René nos mostrou o final que hoje todos sabemos: Jango acabou derrubado por esta turma entocada nos institutos com fachada de Instituições culturais e de pesquisa, mantidos pelos empresários “amantes do Brasil”. 

Transpondo para os dias de hoje, quando Bolsonaro quer saber onde anda “aquela turminha da carta pela democracia”, é bom que ele separe o setor produtivo, dos grandes empresários e industriais. Sim, os relutantes em aceitar um governo progressista; sim, os que naquela época tiveram familiares compondo o bojo da conspiração contra Jango -, dos milionários que “costuram para fora”, vivem de investir em mão de obra barata, sonegar impostos e vender produtos sabe-se lá comprados onde. 

Essa “turminha” dele é, hoje, os que seriam os que mantinham o complexo Ipês/IBAD no passado. Suas mensagens e ações – vamos aguardar para avaliarmos o conteúdo mais amplo do que foi recolhido, mas pelo teor das conversas tudo indica que têm o mesmo objetivo golpista -, não está tratando da próxima partida no Gávea Golfe.

Basta lembrar que os filmes curta-metragem produzidos por eles para convencer um país inteiro a aceitar o golpe, projetados em pracinhas do interior, igrejas e na hora do almoço de empresas e fábricas, resultaram em marchas país a fora gritando pela queda do governo. Venceram. Com tanques e canhões. 

Achar no início das apurações que há exagero no que está sendo feito por Moraes é fazer como o senador Pedro Aleixo, relator da CPI Ipês/IBAD. Em 1963, ele fechou apenas o IBAD, onde foram descobertas armas, mas manteve aberto o Ipês, foco da disseminação de ideias, bilhetes, mensagens...Image

Moraes autoriza operação contra empresários suspeitos de defender golpe em  mensagens de celular | Jornal Nacional | G1Image

 

Estamos vendo, por enquanto, o presidente do TSE puxar uma pena. (Não vamos esquecer que o empresário Marcos Tolentino da Silva, sócio oculto da empresa Fib Bank, disse na CPI que contribuía com o site do hoje foragido, Alan dos Santos). Nós tanto podemos ver sair dali um molho de penas que mal dará para fazer uma peteca, quanto poderá vir junto uma plumosa galinha. É cedo para se pôr em oposição ao seu trabalho. Que venha outra leva de mensagens. Enquanto isto, Augusto Aras que tome muito Rivotril.

27
Ago22

“Caso que envolve Aras é um escândalo sem precedentes”, diz Eduardo Guimarães

Talis Andrade

Gilmar Fraga: Aras, o procurador... | GZH

 

“O que é que um PGR está fazendo com empresários bolsonaristas intimamente? Ele não sabe das restrições do cargo dele?”, questiona o jornalista. Quem mais do governo está envolvido na conspiração golpista para barrar a posse de Lula se eleito e proclamar Bolsonaro ditador? 

 

247 - “Nunca um procurador-geral da República foi pego em uma situação dessas. Ele vai se complicar com a lei”, disse o jornalista Eduardo Guimarães, em entrevista à TV 247, sobre a relação do PGR, Augusto Aras, com empresários golpistas investigados pela Polícia Federal por terem defendido um golpe de Estado se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhar a eleição.

Guimarães falou da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de ordenar a operação. “O que é que um procurador-geral da República está fazendo com esses empresários bolsonaristas intimamente? O que é que ele está fazendo lá? Ele não sabe das restrições do cargo dele? É um escândalo sem precedentes”.

>>> Aras se irrita com operação da PF contra empresários bolsonaristas

O jornalista discorda que a decisão de Moraes tenha sido arbitrária. “Foi o grupo de WhatsApp e não o ministro Alexandre de Moraes que decretou essas medidas contra os empresários”.

“Aquilo ali parece conspiração contra a República, tem cheiro de conspiração contra a República e, por isso, eu suponho que seja uma prova. Isso vai ficar muito evidente na operação surpresa que apreendeu os celulares dessa turma. Infelizmente o PGR [Aras] não teve o celular apreendido, mas pode ter mensagens do PGR naquele grupo”, concluiu. 

O procurador-geral da República, Augusto Aras, teria demonstrado irritação com a operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta terça-feira (23).

>>> Celulares apreendidos mostram troca de mensagens entre Augusto Aras e empresários bolsonaristas

Aras também teria demonstrado irritação pelo fato de a Procuradoria-Geral da República (PGR) só ter sido intimada sobre a operação na véspera da sua deflagração.

 

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