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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

19
Set22

Com o voto livre e democrático nas urnas o povo vai calar para todo sempre o discurso golpista de Bolsonaro Ustra o torturador serial killer

Talis Andrade

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Em Londres, para onde levou como turistas os filhos senador e deputado federal e o pastor Silas (Caifás) Malafaia, Bolsonaro no enterro da rainha Elizabeth faz campanha eleitoral pelo voto e, contraditorialmente sobe o tom golpista, ameaçando o povo brasileiro com uma guerra civil. 

No dia 7 de Setembro, nos 200 anos da Independência disse o capitão Bolsonaro: "Queria dizer que o Brasil já passou por momentos difíceis, mas por momentos bons, 22, 35, 64, 16, 18 e agora 22. A história pode se repetir, o bem sempre venceu o mal. Estamos aqui porque acreditamos em nosso povo e nosso povo acredita em Deus".

Comenta Kennedy Alencar: "Essa declaração golpista, criminosa porque atenta contra a Constituição mais uma vez, merece ser analisada em detalhes.

As datas citadas se referiam à Revolta Tenentista, um movimento de oficiais das Forças Armadas de média e baixa patente contra as oligarquias da República Velha (1922), e à Intentona Comunista (1935), rebelião de militares de esquerda contra Getúlio Vargas (líder da Revolução de 1930).

Bolsonaro também mencionou o golpe militar de 1964, que acabou com a democracia durante 21 anos, torturando, matando e aprisionando opositores.

Outras datas foram 2016, o golpe parlamentar que resultou no impeachment de Dilma Rousseff, e 2018, ano da ascensão da extrema-direita ao poder com suporte decisivo da Lava Jato. Por último, citou 2022, eleição presidencial que Bolsonaro está na iminência de perder.

Quando diz que a a história pode se repetir, Bolsonaro ameaça a sobrevivência da democracia brasileira com mais um golpe dos militares, que, em diversos momentos da História, intercederam para romper a normalidade institucional do Brasil. Dizer que o bem sempre venceu o mal é uma mentira, como mostra 1964. Bolsonaro é o mal. Um mal que paira sobre o Brasil desde 1º de janeiro de 2019, piorando a economia, a pandemia, as políticas públicas e as instituições.

O trecho estamos aqui porque acreditamos em nosso povo e nosso povo acredita em Deus é puro suco da hipocrisia religiosa do presidente da República, que tenta assumir ares de messias explorando a fé de grande parte da população do país.

(...) De Bolsonaro, podemos esperar apenas que continue a fazer mal ao país. Que a atual geração de brasileiros não se engane: a tarefa civilizatória do bicentenário da Independência é tirar o fascismo do poder", finalizou Kennedy Alencar

 

Novas ameaças golpistas em Londres e Nova Iorque

 

12
Set22

Michelle e Jair Bolsonaro: O beijo da morte

Talis Andrade

Procure uma princesa', diz Bolsonaro em discurso antes de beijar Michelle -  07/09/2022 - UOL Universa

 

Não foi e nem é um beijo "de amor". É um ato repulsivo, de um macho inseguro, frustrado e dominante sobre sua presa

 

por Eduardo Ramos / Jornal GGM

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Viraliza nas redes sociais um vídeo que, entre outras coisas, desnuda de modo obsceno duas tragédias em nossa nação: a primeira, a fratura social abissal, porque para alguns é a prova da “macheza” do ser que ocupa a presidência, para outros, uma fonte de tristeza, perplexidade e vergonha pelos símbolos ali contidos. Na verdade, há uma terceira tragédia exposta no vídeo e sobre ela vou falar nesse artigo: o machismo, essa doença perversa e covarde tão presente no nosso país. O vídeo? Facilmente encontrado: um beijo de Jair Bolsonaro em sua mulher, ou, como assim mereceria ser tratada. Por isso o título da reflexão: “O beijo da morte” – quando um gesto tão lindo e repleto de signos de amor, erotismo, paixão, ternuras, é uma pantomima grotesca, um modo de usar o outro com um objetivo político-social – ou qualquer outro que seja, sempre será algo abominável. Mas falemos do machismo, tão óbvio no gesto eminentemente político de Bolsonaro.

O machismo não é apenas um processo psíquico e social covarde, sórdido, brutal… ele também pode apresentar um lado ultra perverso da “desconstrução do outro enquanto ser”, sua instrumentalização, uma coisa maligna que passa mensagens do tipo:

“tô te usando porque você não é só a minha mulher, é a minha COISA, que posso usar e usar e usar, no privado ou em público, do jeito que eu quiser…”

Esse filme viralizado é um trágico exemplo do quão longe essa perversão, essa maldade, essa humilhação com o outro pode chegar: A expressão corporal da sra. Michelle Bolsonaro, mas acima de tudo, seu olhar, triste, envergonhado, que vislumbramos num décimo de segundo, é de um constrangimento assustador!

Nem consigo julgá-la por mais nada, é como se tudo fosse ofuscado, tamanha a compaixão que sinto por alguém se permitir chegar a isso ou a isso ser levada sem ter forças para resistir.

Não foi e nem é um beijo “de amor”. É um ato REPULSIVO, de um macho inseguro, frustrado e dominante sobre sua presa, sua caça por assim dizer. O “beijo”, é a carne da presa exposta aos débeis mentais que idolatram esse ser bestial.

Bofetadas, tiros, as tragédias terríveis advindas do machismo, são seu ápice, mas jamais encerrariam suas únicas formas de manifestação cruel. Muito antes disso, durante todo o processo das relações onde o machismo está presente, o que temos é esse exemplo ABJETO e constante: uma mulher transformada em troféu “do macho dominante”, uma coisa a ser usada e exibida para um fim qualquer…

Sinto uma pena que me constrange, e uma repulsa que não dá para controlar….

O que vimos no triste filme é só mais um caso do que chamo “O beijo da morte”.

A ausência do amor é o absoluto presente nesses casos.

11
Set22

Bolsonaro "atravessou barreira legal" ao fazer campanha no 7 de Setembro

Talis Andrade

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Cientista política aposta que a justiça não levará adiante pedidos de adversários de Jair Bolsonao para avaliar se ele cometeu abusos nos eventos do 7 de Setembro. Candidatos ao Palácio do Planalto disseram que feriado da Independência foi sequestrado pelo candidato à reeleição.

Analistas e políticos afirmam que o presidente Jair Bolsonaro ultrapassou as linhas da legalidade ao fazer dos atos oficiais pelos 200 anos de Independência do Brasil um claro palanque eleitoral. Se haverá punição, é outra história. Partidos políticos adversários do presidente anunciaram ações na justiça alegando abuso do poder político e econômico por parte de Bolsonaro na data nacional.

“Ficou claro que ele atravessou a barreira legal fazendo dos atos um comício eleitoral, mas acho muito difícil haver punição. Acredito que o TSE e o Supremo Tribunal Federal vão segurar o quanto puderem essas ações, até para não abrir caminho para os apoiadores de Bolsonaro usarem desse ambiente de guerra jurídica e questionarem a validade das eleições como um todo”, disse à RFI a cientista política Carolina de Paula, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade Estadual do Rio do Janeiro (UERJ).

“Era uma data representativa que pedia um balanço de nossa história e reflexões sobre nosso futuro”, lamenta a analista da UERJ. Ela lembra que não é a primeira vez que o presidente usa da estrutura montada pelo poder público para fazer discurso de campanha e que em nenhuma ocasião houve sanção da justiça. “Ele poderia perder parte do horário eleitoral, por exemplo, para que seus adversários tivessem o direito de resposta, mas isso dificilmente irá acontecer.”

7 de Setembro vira palanque eleitoral

 

Bolsonaro discursou pela manhã em Brasília assim que terminou o desfile cívico-militar de 7 de Setembro, no qual atacou adversários, sugeriu comparação entre as primeiras-damas em declarações machistas e jogou para seu eleitorado mais conservador e religioso. À tarde no Rio de Janeiro ele pegou novamente no microfone e falou abertamente de eleição enquanto aviões da Força Aérea faziam acrobacias no céu pela data comemorativa.

“Vocês sabem o que é preciso fazer para que esse governo continue a melhorar o Brasil. Esse é um governo que respeita seus militares, que respeita a família, que honra a Deus. E faremos um governo muito melhor com a reeleição”, afirmou Bolsonaro.

Adversários do presidente disseram que o feriado nacional foi sequestrado pelo presidente em benefício próprio, passando por cima da regras eleitorais. “Participei de dois feriados do 7 de Setembro em época eleitoral como presidente da República. E a gente nunca usou essa data como instrumento de política eleitoral", disse o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva. "O presidente atual, ao invés de discutir os problemas do Brasil, de dizer como vai acabar com a fome, com o desemprego, com o arrocho do salário mínimo, ele tenta me atacar.”

Para o candidato do PDT, Ciro Gomes, o balanço do feriado foi um misto de alívio, por não ter havido violência nas ruas, e revolta pelas atitudes de Bolsonaro. “Aliviado por não ter havido mortes, porque a gente temia que a irresponsabilidade do presidente pudesse estimular atos que descambassem para ações violentas. Mas profundamente frustrado, humilhado por assistir aos 200 de independência liderado por esse espetáculo de vulgaridade, de promiscuidade, de uso despudorado do dinheiro público para fazer comício, usando toda a estrutura do pode público”, criticou Ciro.

A candidata do MDB, Simone Tebet, destacou: “triste o país que tem um presidente preocupado com a sua masculinidade enquanto milhões passam fome, enquanto cinco milhões de crianças vão dormir sem ter o que comer. Um dia tão importante como esse e ele não fala em unir o país, não apresenta um projeto para tirar o país dessa situação. Lamentável o personalismo, o populismo desse presidente”.

 

Reflexo nas urnas

 

A analista ouvida pela RFI acredita que o tom conservador, ofensivo às mulheres e agressivo do presidente não atrai aquele eleitor que hoje é a menina dos olhos dos candidatos, os 20% de indecisos. “Não acredito que esse tipo de discurso tenha poder de convencer aquele eleitor que é menos radical, que ainda não decidiu o voto. A forma de falar, os assuntos abordados, isso tem ressonância entre os que já apoiam o presidente”, avalia Carolina de Paula.

Orientado por sua equipe, o presidente não falou em urnas eletrônicas e dosou as palavras sobre o sistema judiciário. “Todos temos que jogar dentro das quatro linhas da Constituição. Com a reeleição, irei colocar dentro dessas quatro linhas todos aqueles que insistem em atuar fora delas”, discursou Bolsonaro. Antes, num café da manhã, ele havia falado que a “história pode se repetir”, após citar eventos de tensão na política brasileira, alguns inclusive que terminaram com a ruptura institucional, como o golpe militar de 1964.

“Ele deixa no ar o que fará com o resultado das urnas. De todo jeito não vejo que Bolsonaro tenha apoio político para levar adiante um golpe, por exemplo. Veja que os presidentes da Câmara, do Senado e do STF não foram ao desfile, um evento que costuma contar com a participação dessas autoridades, ainda mais um bicentenário”, analisa de Paula. “Se o Exército estaria com ele numa ruptura institucional, não dá para saber com certeza. Acredito que não, pelas informações que temos hoje, mas podemos errar. De todo jeito, ele não conta com o apoio dos demais poderes”, completa.

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11
Set22

Imprensa francesa: Bolsonaro “confiscou festa da Independência para fazer campanha”

Talis Andrade

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A imprensa francesa analisa nesta quinta-feira (8) as celebrações do Bicentenário da Independência no Brasil, que “se transformaram em um imenso comício eleitoral” do presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição. Com multidões, as comemorações representaram uma “impressionante demonstração de força” do presidente, mas os riscos de rejeição dos resultados da eleição de outubro permanecem, avaliam os principais jornais da França.

“A comemoração, que deveria ser uma grande festa nacional, foi confiscada por Bolsonaro – não o chefe de Estado, mas o candidato. É como se um presidente francês usasse o 14 de Julho para fazer campanha”, compara o editorial da emissora RTL. “Bolsonaro chamou seus apoiadores para manifestar e parasitar as celebrações (…). Nem os nossos populistas são tão vulgares quanto Bolsonaro”, diz o texto.

O jornal Le Monde acompanhou a movimentação no Rio de Janeiro, transformado em um “imenso comício eleitoral”. Caminhões de som incitavam os participantes a “desligar a televisão” porque a “imprensa e as pesquisas mentem”.

 

Fake news no WhatsApp

 

O jornal ressalta que, pela manhã, em Brasília, o próprio Bolsonaro já havia colocado em dúvida os resultados das pesquisas. O diário frisa que, nas redes sociais, a propaganda bolsonarista se esforçava, por meio de montagens, a provar que os institutos de sondagens se enganam sobre o resultado do primeiro turno e até sobre a participação nas celebrações da Independência.

Apesar de ter feito discursos “mais moderados” ao longo do dia, para os padrões de Bolsonaro, o presidente “proferiu uma ameaça pouco velada, ao declarar que ‘a história pode se repetir’, enquanto falava de movimentos de insurreição no passado, entre os quais citou o golpe militar de 1964”.

“Neste ano, o presidente se privou de conclamar a ruptura institucional ou contestar a urna eletrônica. Mas seus apoiadores fizeram isso por ele e previam o apocalipse ‘se os comunistas’ voltarem ao poder”, destaca o Libération, também com cobertura no Rio de Janeiro.

 

Riscos de violências permanecem

 

“Agitar o espectro da volta ‘dos vermelhos’ contribuiu em peso para o sucesso de Bolsonaro há quatro anos”, lembra o jornal, que ouviu de militantes bolsonaristas que “se não ganharmos a eleição, é porque teve fraude”. “Comprem uma arma e munições! Vamos ter que tomar as ruas”, dizia outro, segundo Libération.

Le Monde diz que “o Brasil finalmente respira aliviado” depois da data, já que havia temores de incitações golpistas e atos de violência em plena comemoração do Bicentenário da Independência. Mas “a demonstração de força de Bolsonaro não tranquilizou a população quanto a sua intenção de respeitar a eleição presidencial em caso de derrota”, afirma o texto.

“Depois de o governo facilitar a compra de armas, o espectro da violência política assusta o país, às vésperas da votação”, continua o Libération.

Os jornais dão destaque para o fato de Bolsonaro ter colocado o empresário Luciano Hang ao seu lado na tribuna em Brasília, semanas depois de ele ser acusado de incitar um golpe de Estado em caso de vitória de Luiz Inácio Lula da Silva. “Como sempre, quando se fala em Bolsonaro, os próximos dias são incertos e carregados de ameaças”, observa Le Figaro.

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