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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

21
Nov20

Viver num jogo roubado

Talis Andrade

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Poetisa, escritora e atriz Elisa Lucinda fala sobre o racismo estrutural no Brasil no momento em que mais um negro é assassinado por "seguranças"de um supermercado
 
 

Por Elisa Lucinda, especial para os Jornalistas Livres

Hoje comemoramos 18 anos do Parem de Falar Mal da Rotina em cena e nesse tempo o conteúdo e suas formas foram também se transformando. Quem acompanha o espetáculo desde que nasceu, sabe que dentro dele há o tema do racismo e é parte importantíssima do roteiro. Me lembro que quando começamos esse trabalho os ouvidos eram mais turvos, as cabeças mais obtusas, os egos mais encastelados numa redoma em que era mais difícil se admitir o racismo. Já na primeira versão o Parem falava de cabelo ruim versus cabelo bom e protestava: “Meu cabelo é ruim por que, fez alguma coisa com o senhor?” De lá pra cá a “piada” ainda provoca riso mas algo mudou. Acredito que nas grandes cidades e nos espaços intelectuais e acadêmicos começa a ser admitida a possibilidade de assumir essa triste condição de racismo estrutural que infelizmente está entranhada na vida brasileira. Quero dizer que não é mais tempo para adiar o tema no divã de cada um. Não dá mais. É rasteira nas pernas dos progressistas, é uma grave contradição no discurso dos revolucionários. Quem no Brasil lutou contra a desigualdade e não fez nessa luta um recorte racial e de classe, me desculpe, mas não lutou contra a desigualdade. Ou ao menos deixou de ver o óbvio e essa não visão fez falta na análise final. Tornou fajuta aquela grande dissertação, aquela tese. Estou falando que só agora, grandes amigos meus, inteligentes, respeitados, alguns famosos, têm me confessado o quanto passaram grande parte de sua vida achando que raramente encontrar negros gerentes de banco, de empresas, protagonistas de novelas, dirigindo cinema, parlamentos, cidade, Estados e país era mera coincidência. Muita gente até aqui acreditou que 56 % da população brasileira estava desconsiderada e excluída unicamente por por falta de mérito próprio, por falta de competência. Creia-me, existe uma certa “inocência” branca, uma nebulosa visão sobre toda a injustiça exercida contra indígenas e negros desde o começo de nossa história em que é vista como uma simples coincidência.

André Rebouças, o mesmo que construiu o que é hoje a sede carioca da Ação e Cidadania, na Barão de Tefé, o primeiro prédio feito por mão de obra negra remunerada, era um engenheiro abolicionista, que fez muito mais que o Túnel Rebouças, sua proposta era uma república nova com a abolição: cada negro liberto, receberia uma terra para plantar, seria alfabetizado, seria indenizado pela escravização e teria acesso aos estudos. O bravo abolicionista e seus colegas perderam essa batalha. Não venceu a sensatez e, embora em nome de Deus tenha sido feita a nossa colonização, também não venceu a bondade. Ainda que, na sequência à imigração européia tenha sido oferecido terra e trabalho remunerado, o mesmo não se deu com a população negra, nem com a indígena. A branquitude sempre foi genocida com esses povos desde os primeiros contatos. Portugueses desembarcaram aqui doentes, sujos, famintos, perdidos em terras estrangeiras. Foram pelos indígenas curados, alimentados, banhados. Quando se viram recuperados trataram de trair os nativos. Quem nos colonizou sequestrou negros, estuprou indígenas, matou tribos inteiras na base do engano e da discrepância de recursos. Cheio de covardia e violência é o passado, cheio de covardia e violência é o presente. O que não se esperava era esse Brasil novo, disposto a botar fogo no parquinho a partir da morte de George Floyd, o que não se contava era com o resultado do sistema de cotas que fez com que os desconsiderados sociais entrassem nas universidades e derramassem dentro dela o seus saberes. Afinal, negros trazem a honra de terem sido os primeiros homens da Terra. Por muito fomos só nós, nos primórdios. O branco veio depois. Para dar só alguns exemplos, negros trazem a medicina, a arquitetura, a aritmética, a geometria, a engenharia, o papel, a escrita na bagagem de suas criações. Exigimos respeito. Há um Brasil recente feito de cidadãos que cresceram com seus cabelos crespos, conscientes de suas belezas, seguros de sua nobreza.Um Brasil que sabe que é diáspora, que veio do continente africano, que veio do Congo, país exemplar na arte da diplomacia, antes do sangrento negócio nos mares. Antes da carnificina, do sequestro e tráfico de pessoas negras, a África já tinha seu funcionamento coletivista e até monarquias à sua maneira. Hoje temos um Brasil que sabe que não descende de escravizados mas antes, de uma África anterior a essa safadeza. Cruel foi o nosso holocausto. Esse Brasil está disposto a mudar a cara das eleições. Esse Brasil se candidatou. Esse Brasil também tem sido eleito.

Concomitantemente, a cada hora uma pessoa branca se revela antirracista e quer mexer no seu lixo. Está disposta a meter a mão na própria cumbuca. Sabe que vai encontrar a deslealdade no jogo. Sabe que não é por acaso que nem ela e nem ninguém da família dela pode se casar com negro, sabe que muitas fortunas vieram de mão de obra praticamente escravizada. E estão correndo atrás. Concordo. Paga um mico imenso o racista hoje. E eu quero que fique constrangedor, que as pessoas de “bem” que vão às festas de aniversário de criança levando as babás dos seus filhos uniformizadas ainda por cima, se sintam constrangidas. A cada hora destampa-se mais um bueiro. Por exemplo, no ano passado eu fiz vários filmes, nove, precisamente, e nos últimos tempos, felizmente, tenho recebido muitos convites para o audiovisual. Então me vejo pela primeira vez com uns oito roteiros para ler. Agora depois de trinta e quatro anos vivendo na Cidade Maravilhosa! Imediatamente me lembrei de amigas minhas da mesma geração, só que brancas, e que há muitos anos estão sempre dizendo “que têm muitos roteiros para ler.” Eu me perguntava por que eu não recebia a mesma quantidade de convites? Por que era raro? Se eu contasse para uma amiga branca isso ela dizia que era paranoia minha. E quando eu perguntava a um produtor de elenco sobre a possibilidade de eu fazer esse ou aquele filme, a resposta era sempre a mesma “é difícil papel pra você; não tem papel pra você”.

Aviso ao leitor, isso aqui não é mimimi, isso aqui não é vitimismo, isso aqui é aquilo chamado fato acontecido do qual, por muito tempo, não havia nem espaço para falar. Felizmente há brancos abrindo suas redes para ocupações e há brancos dispostos a falarem os seus salários. Sim, dos seus salários, e por que? Há uma discrepância gigantesca entre o salário profissional negro e do profissional branco. Ponto. É verdade, ninguém inventou essa informação. A gente sempre soube que era diferente mas não sabíamos da proporção. Ninguém é obrigado a falar publicamente quanto ganha, mas podemos conversar pontualmente cada um com nossos amigos e estarmos preparados para a ajustar descalabrosa diferença. Se algum sindicato levasse a sério o tema, daria até cadeia, penso eu. Eu mesma tive um produtor que me disse logo que veio trabalhar comigo, quando soube do valor do meu cachê: “Nossa, isso é cachê de…” e citou uma atriz branca. Me lembro que fiquei chocada. O que será que ele queria me dizer? Somos duas artistas no mesmo mercado e eu ainda com o diferencial de ser escritora. De que será que ele falava? O que é que esse infeliz queria me dizer? Abriu-se a caixa de Pandora. Rompeu-se aquele silêncio e não somos mais tão poucos no corredor das vozes ouvidas. Estamos cada vez mais em bando e se cada um de nós é obrigado a se superar, a ser exímio em cada trincheira, nos imagine em grupo.Há muito tempo os movimentos sociais, em especial o movimento negro, vêm empunhando essas bandeiras e denunciando os mesmos absurdos que escrevi aqui. Mas só agora a branquitude parou para ouvir e descobriu que era ignorante, descobriu que quando estudou literatura, filosofia e cultura universal, ficou faltando a África. Descobriu que ser conhecedor somente da mitologia grega sem saber distinguir Exu de Oxum como bem mostra a mitologia negra, revela um déficit imenso na sua subjetividade. Toda a cultura universal ocidental que só se referenciou na sabedoria europeia é capenga, deficitária. É uma teoria falha porque falta-lhe um pedaço. Arrogante, o colonialismo ainda insiste em chamar a língua nativa dos povos de dialeto. E a voz dominadora de língua. Pois é, meus amigos, essa é a bagunça que temos nas mãos para organizar o caminho do que poderia se chamar o futuro de uma civilização. Para isso precisamos cuidar do presente.

Agora, nesse mês da Consciência Negra, algumas vezes eu tive que dizer: “Não aceito esse trabalho, não faço esse trabalho escravo, principalmente no mês da Consciência Negra, minha consciência não deixa! Fico achando sádico ser chamada para trabalhar de graça, para falar de antirracismo de graça, num mercado chefiado por brancos onde já valemos menos, e que nos obriga a lutar direitos all the time. Tem hora que dá cansaço. Flávia Oliveira costuma dizer quando perde a paciência com o que chamamos de white fragility: “Ai, gente, não é isso que eu queria dizer, será que isso é racismo? Eu não tive a intenção, minha babá é negra.” É quando Flavinha responde: “Ah, meu bem, o bloco de ensino fundamental é noutro prédio”.

Por fim, fiquei estarrecida ao concluir mais uma obviedade: Ora, a ideologia escravocrata justificou o domínio sob nossos corpos acorrentados com uma teoria genética de inferioridade étnica. E tentou-se inutilmente embranquecer o Brasil com base nessa teoria eugenista. Ora, mas a pergunta que não quer calar é a seguinte: Se somos geneticamente inferiores, por que será então que é preciso roubar no jogo? Os brancos não ganhariam num jogo limpo? Enquanto fica a pergunta, chamo a branquitude esperta para a luta, para o aquilombamento contemporâneo. Por que não estudamos o Quilombo do Palmares é que não sabemos que nele viviam abolicionistas brancos, poetas, revolucionários, gays, humanistas, artistas, bravos anti escravagistas que se embrenhavam na luta contra aquele cancro social instalado. O racismo e sua necro política é um problema dos brancos e possui muitas formas de matar os pretos. Por isso é coisa para ser tratada imediatamente nesta hora furuncular. O cineasta Joel Zito Araújo sugere que todo dia é preciso matar o racista que existe dentro de cada um. Pois até quando vamos permitir e colaborar com o apartheid onde vivem os filhos brancos de tanta gente “bacana” brasileira? Quando Marthin Luther King fala contra o silêncio dos bons, é disso que ele estava falando, da grande omissão que muitas pessoas evoluídas, instruídas oferecem secularmente a essa causa. Eu vou repetir: No “esporte” da disputa econômica e social brasileira, os competidores não saem da mesma raia, não recebem o mesmo treino. De modo que os que não têm técnicos nem vitaminas, nem mestres, nem intercâmbios ficam predestinados pela sujeira do jogo, a limpar os sapatos dos campeões. Chega. A justiça, meus atentos leitores, é uma questão matemática. E o erro nosso não acontece na conta de somar, nem de multiplicar, nem de diminuir. O erro, minha cara gente branca, é na conta de dividir. Enquanto escrevo mais um negro é assassinado na porta do Carrefour.Todo racista está envolvido neste crime.

20 de novembro, pelo Direito ao direito, fim de primavera, 2020.

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09
Nov20

Lideranças de 46 países protocolam junto ao STF manifesto pela anulação dos processos contra Lula

Talis Andrade

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Manifesto internacional reúne 400 lideranças em defesa da anulação dos processos de Lula patrocinados ilegalmente pela Lava Jato. O documento será protocolado na terça-feira, 10, junto ao STF, em Brasília

Nesta terça-feira, 10, às 14 horas, representantes da Campanha Lula Livre protocolam junto ao STF, em Brasília, manifesto internacional que pede a anulação do julgamento patrocinado pela Lava Jato contra o ex-presidente Lula. A iniciativa faz parte do marco de um ano desde a soltura de Lula, depois de ter ficado 580 dias encarcerado injustamente na sede da Superintendência da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba.

O texto conta com a assinatura de 400 lideranças da América, Europa, Ásia e África e pede para que os ministros do Supremo Tribunal Federal “não se furtem à sua responsabilidade histórica, e atuem na plenitude de suas funções para reparar as injustiças cometidas contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”. O evento será acompanhado de um ato simbólico junto ao Supremo Tribunal Federal.

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MANIFESTO DE SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL AO PRESIDENTE LULA E PELA ANULAÇÃO DAS SENTENÇAS PELO STF
Exmos. Senhores Ministros do Supremo Tribunal Federal

Nós, os signatários da presente carta, nos dirigimos respeitosamente aos senhores, integrantes da máxima Corte judicial do Brasil, para expressar-lhe nossa profunda preocupação com curso do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os fatos revelados pelo site The Intercept, difundidos em diversos outros meios de comunicação do Brasil e do mundo, evidenciam que regras fundamentais do devido processo legal foram reiteradamente violadas. Ademais, a conduta do Sr. Sergio Moro, ex-juiz e ex-ministro da Justiça, bem como de outros membros das Forças Tarefas da Lava Jato e do Ministério Público, deixa claro não somente a existência de conluio em um processo altamente politizado, como também que foi negado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seu direito inalienável a um julgamento imparcial.

Recebemos com estranhamento as notícias de que houve ingerência do FBI e do Departamento de Justiça do governo dos EUA com os procuradores da Lava-Jato. Sabemos que é inaceitável que governos estrangeiros atuem sobre processos judiciais locais que agridem a soberania e escondem outras motivações políticas e econômicas.

Entendemos que o Estado de Direito, no Brasil ou em qualquer outro país, corre sérios riscos quando não há respeito ao devido processo legal, que garante a todos os cidadãos o direito a um processo justo e imparcial. Entendemos, ainda, que a Corte possui um papel essencial na salvaguarda das instituições e da democracia brasileira. Assim, pedimos respeitosamente aos Senhores Ministros do Supremo Tribunal Federal que não se furtem à sua responsabilidade histórica, e atuem na plenitude de suas funções para reparar as injustiças cometidas contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Lista de apoio ao manifesto

“Aprender Juntos” Voneinander lernen e.V. Alemanha

“Emigrados Sin Fronteras”, Asociación Sin Animo de Lucro, España

Adelina Escandell. Senadora por ERC-Sobiranistes, Catalunya

Adolfo Aguirre, Secretario de Relaciones Internacionales de la CTA Autónoma y Coordinador de la CNTI de Argentina

Adolfo Pérez Esquivel, ativista de direitos humanos, Argentina

Aida Garcia Naranjo MORALES, Partido Socialista, Peru

Ainur Kurmanov, Co-Presidente do Movimento Socialista do Cazaquistão

Aldo Marchetti, docente di sociologia, del lavoro alle Università di Milano e Brescia

Alejandra Placencia Concejala Ñuñoa, RM, Chile

Alejandro Forero Cuéllar, Profesor del Departamento de Derecho Penal y Criminologia, Universidad de Barcelona.

Alejandro Javier Rusconi, Secretario de Relaciones Internacionales del Movimiento Evita

Alessandro LucchiniI, Secretário-geral adjunto do Partido Comunista da Suíça e Vereador do parlamento municipal da cidade de Bellinzona (Suíça)

Alex Zanotelli, Padre, Napoles, Italia

Alfred Mofokeng, South Africa

Ali Ahmed Belkhadr, President of the General Federation of Yemeni Trade Unions

Alicia Lira Presidenta Agrupación de Familiares de Ejecutados Políticos, Chile

Amalia Pereira Campos, Vicepresidenta, Chile

Amaro Labra Diputado, Chile

Ana Miranda, Portavoz do BNG en Europa

Ana Pontón, Portavoz Nacional do BNG

Anders Soerensen, editor in chief Arbejderen, Denmark

André Chassaigne, Presidente da Bancada de Deputados da Esquerda Democrática e Republicana, França

Andrea Palacios Riquelme, encargada de la mesa del sector público, Chile

Andrej Hunko, membro do Bundestag (Parlamento) alemão e vice-presidente do grupo parlamentar DIE LINKE no Bundestag – Alemanha

Angela Di Scala, Italy

Angela Hidding, Grupo de solidariedade com os sindicatos brasileiros de Mannheim / Ludwigshafen, Alemanha

Antonino Quaranta, Presidente della Cooperativa Impresa Sociale “Della Terra contadinanza necessaria” ETS, Italia;

António Avelãs Nunes – Professor Catedrático aposentado da Universidade de Coimbra, Portugal

António Avelãs Nunes – Professor Catedrático Jubilado da Universidade de Coimbra

Antonio Bonfatti, Partido Socialista de Argentina

António Filipe – Deputado do Partido Comunista Português, Vice-Presidente da Assembleia da Republica Portuguesa

António Filipe – Deputado do Partido Comunista Português, Vice-Presidente da Assembleia da República Portuguesa

Antonio Lupo, médico, Itália

Antonio Vermigli, giornalista, direttore della rivista IN DIALOGO QUARRATA (PT) Italia

Ariel Ramos Concejal Macul, RM, Chile

Aymara Salamanca Consejera Nacional de la CUT, Chile

Ayuba Wabba, President Nigeria Labourt Congress – NLC and President of ITUC

Baltasar Garzón – jurista espanhol, foi Magistrado-Juiz da Central de Instrução do tribunal penal de máxima instância na Espanha, a Audiência Nacional.

Bárbara Figueroa Presidenta Central Unitaria de Trabajadores de Chile – CUT

Beatriz Bissio, Profesora Universitaria (UFRJ), Brasil

Benjamín Heisecke Duarte, Partido de la Participación Ciudadana, Paraguay

Bernd Riexinger, presidente do Die Linke (Alemanha)

Bertone Maria pensionata ITALIA

Bheki Ntshalintshali – Congress of South African Trade Unions (General Secretary) – South Africa

Boaventura de Sousa Santos – sociólogo, Professor Catedrático Jubilado da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.

Bogdan Iuliu HOSSU, Presedinte CNS “Cartel ALFA”

Boris Barrera Diputado, Chile

Bosse Johansson

Camila Donato Concejala Macul, RM, Chile

Camila Vallejo Diputada, Chile

Camilo Sánchez Sociólogo, Presidente de las Juventudes Comunistas de Chile

Capítulo Cubano y los Movimientos Sociales

Carlos Enrique Mancilla García, Secretario General – Confederación de Unidad Sindical de Guatemala CUSG

Carlos Insunza Consejero Nacional de la CUT, Vicepresidente ANEF

Carlos L. Sánchez, Secretario General de la Alianza por la Democracia (APD) y Diputado al Parlamento Centroamericano (PARLACEN) por la República Dominicana 2020-2024.

Carlos Rozanski, ex juez de Cámara Federal. Argentina.

Carmen Hertz Diputada, Chile

Cathy Feingold, Vice Presidente da CSI

Cecilia Díaz, Frères des Hommes, ONG de desenvolvimento e solidaridade, Bélgica

César Bunster Concejal Puente Alto, RM, Chile

Chadacki Kipulu, médico, República Democrática do Congo

Chantal Mouffe, University of Westminster, Inglaterra

Charlotte Casey, San Jose CA, USA

Christina S. Mfanga, SECRETARY GENERAL- TANZANIA SOCIALIST FORUM

Cícero Pereira da Silva, Secretario de Política Social de la CSA

Clark Pratt, Municipal Council Member, Odsherred, Denmark

Claudia Fanti – Italia

Claudia Pascual Ministra de la Mujer y la Equidad de Género, durante el segundo período de gobierno de la Presidenta Michelle Bachelet

Claudio De Negri, Encargado Relaciones Internacionales, Partido Comunista de Chile

Claudio Lozano, economista y ex Diputado Nacional de Argentina

Claus Westergreen, chairman tradeunion 3F BJMF (constructionsworkers etc) Copenhagen

Constanza Gabriela Román Vicepresidenta Mesa Interina Federación de Estudiantes de la Universidad Austral de Chile, Valdivia

Costas Douzinas, Professor of law, Birkbeck School of Law, director of the Birkbeck Institute for the Humanities at Birkbeck, University of London

Cristian Weibel Concejal Recoleta, RM, Chile

Cristina Meneses Albizu-Campos, Vice Presidenta, Partido Nacionalista de Puerto Rico, Movimiento Libertador

Damian Loreti – Es abogado por la Universidad de Buenos Aires y doctor en Ciencias de la Información por la Universidad Complutense de Madrid; profesor titular de la Cátedra Libre UNESCO-Libertad de Expresión de la Facultad de Periodismo y Comunicación Social de la Universidad Nacional de La Plata.

Daniel CATALANO, Secretario Adjunto – CTA de los Trabajadores Argentina

Daniel Jadue Alcalde Comuna de Recoleta RM, Chile

Daniel Núñez Diputado, Chile

Dave Gould, ASLEF Head of Policy and Communications, London.

David Abdulah, Political Leader Movement for Social Justice, Trinidad and Tobago

David Acuña Millahuelque, subsecretario, Chile

Davide Rossi, Professor e Diretor do Instituto de História e Filosofia do Pensamento Contemporâneo (ISPEC), Suíça

Diether Dehm, member of parliament for DIE LINKE/THE LEFT in Germany

Duarte Correa Piñeiro. Secretário de Relações Internacionais da União do Povo Galego

Edgardo Aníbal LLANO, Secretario Adjunto – CTA de los Trabajadores Argentina

Edoardo Cappelletti, Jurista e Vereador do parlamento municipal da cidade de Lugano (Suíça)

Eduardo Contreras Abogado de Derechos Humanos, Chile

Elena Hileg Iannuzzi, attivista, Italia.

Elena Salazar Concejala Independencia, RM, Chile

Elizabeth Jiménez Concejala Pedro Aguirre Cerda, RM, Chile

Emilio Camacho – jurista paraguayo, doctor en derecho Univ. Complutense de Madrid, Ex Senador Nacional, Juez Ad Hoc de la Corte Interamericana de Derechos Humanos. Actualmente Asesor Jurídico en la Honorable Cámara de Senadores.

Enrique Jaca, Partido Nacionalista de Puerto Rico, Movimiento Libertador

Eric campos bonta, vicepresidente de comunicación, Chile

Erick Campos Dirigente Nacional CUT, Presidente Sindicato 1 Metro, Chile

Esteban Silva Cuadra, Movimiento del Socialismo Allendista, Chile

Esther Latorre Larrodé, Espanha

Esther Mofokeng, South Africa

Fabián Caballero Vergara, vicepresidente de educación, Chile

Fabiana Rousseaux – Directora de la Asociación Civil Territorios Clinicos de la Memoria, Argentina

Fabien GAY, sénateur de Seine St Denis, France

Fabien ROUSSEL, Député du Nord, scerétaire nationale du PCF

Faissal Aoussar : Activiste Amazigh et militant des droits de l’homme, Alhoceima, Marrocos.

Fatima Rallo Gutiérrez, Cospp, Paraguay

Felipe Zavala Concejal Estación Central, RM, Chile

Fernando Manzur Concejal Recoleta, RM, Chile

Frances O’Grady, General Secretary, Trades Union Congress, Great Britain

Francis WURTZ, Député au Parlement Européen 1979 à 2009, Ancien Président du groupe de la Gauche Unitaire Européenne, de la Gauche Vert Nordique

Francisca Rodríguez Presidenta Asociación Nacional de Mujeres Rurales ANAMURI, Chile

Francisco Sierra Caballero, Catedrático de Teoría de la Comunicación de la Universidad de Sevilla y Presidente de ULEPICC – Unión Latina de Economía Política de la Información, la Comunicación y la Cultura (ULEPICC-Federação).

Franck Georges Wilbert, Coordonnateur de l’UNNOEH de la République d’Haïti

Freda Oosthuysen – Congress of South African Trade Unions (National Treasurer) – South Africa

Gabriella Campregher, Associazione di Volontariato Internazionale Tremembè Onlus Trento – ITALIA

Gerardo Lugo Segarra, Presidente, Partido Nacionalista de Puerto Rico, Movimiento Libertador

Gerardo Pisarello – político y jurista hispanoargentino, doctor en Derecho y profesor titular de Derecho Constitucional de la Universidad de Barcelona. Actualmente Diputado espanhol.

Gezim Kalaja, President of BSPSH Albania

Gianni Novelli per il Cipax (Centro interconfessionale per la pace di Roma, Italia)

Giovanni Russo Spena, ex-senatore (Italia)

Giuliano Granato, membro del Coordinamento Nazionale di Potere al Popolo, Italia

Gloria Rodríguez Concejala Pedro Aguirre Cerda, RM, Chile

Gonzalo Lizama Concejal Pudahuel, RM, Chile

Grace Arcos Concejala Cerrillos, RM, Chile

Graeme Morris, MP, Easington County Durham

Grahame Morris MP, Representing Easington County Durham.

Gregory Duff Morton, Bard College, USA

Grygorii Osovyi, President of Federation of Trade Unions of Ukraine

Guillermo Salinas Vargas, Vicepresidente de organización, Chile

Guillermo Teillier Presidente Partido Comunista de Chile. Diputado

Gustavo Arias Concejal San Joaquín, RM, Chile

Gyula Thurmer, President Hungarian Workers Party

Harold Correa – Magister Universidad del País Vasco, España. Fundador Estudio Jurídico Correa Asociados, Santiago de Chile Actualmente ejerce como Abogado y consultor internacional.

Hassan Yussuff, President, Canadian Labour Congress, Canada

Héctor Sánchez. Secretario General de Comunistes de Catalunya

Heike Hänsel, membro do Bundestag (Parlamento) alemão e vice-presidenta do grupo parlamentar DIE LINKE – Alemanha

Hugo Godoy, Secretario General de la Asociación Trabajadores del Estado de Argentina

Hugo Gutiérrez Diputado, Chile

Hugo Guzmán Periodista. Director del periódico El Siglo, Chile

Hugo Yasky, Secretario General – CTA de los Trabajadores Argentina

Ignacio Alejandro Escobar Presidente Mesa Interina Federación de Estudiantes Universidad Austral de Chile, Valdivia

Ilda Figueiredo – Presidente da Direção do Conselho Português para a Paz e Cooperação

Iñaki Rivera Beiras – (Prof. de Criminologia y Derecho Penal de la Universidad de Barcelona y Diretor del Observatório del Sistema Penal y Derechos Humanos de la UB)

Iraci Hassler Concejala Santiago, RM, Chile

Irene Clausen, teacher and postal worker, organizer og Palestine-solidarity

Isabel Gómez Vicepresidenta de la Sociedad de Escritores de Chile, poeta

Ishkra Wladimir Calderón Concejal Renca, RM, Chile

Isidoro Moreno Navarro, Catedrático emérito de Antropología Social, Universidad de Sevilla, Andalucía, Estado español.

Jabulane Motaung, Accounting, South African.

Jacobo Ramos, Presidente de la Confederación Nacional de Trabajadores Dominicanos – Reública Dominicana

Jacques Boivin, Educador, (França)

Jaime Gajardo Vicepresidente Colegio de Profesores de Chile

Jamal Ajbara, Democratic Way Party, Marrocos.

James Counts Early, Institute for Policy Studies Board, Former Assistant Secretary Education and Public Service Smithsonian Institution, Washington, DC., USA

Jamshid Ahmadi, Assistant General Secretary, Committee for the Defence of Iranian People’s Rights (CODIR), Irã

Javier Moreno, Profesor en la Facultad de Comunicación en la Universidad Carlos III, Madrid

Javier Vicente Tejada, USO Espanha

Jeanette Jara Ex Subsecretaria Previsión Social, Chile

Jeffrey Frank, National Cordinator Friends of the MST

Jehad Yousef Médico pediatra Diputado del consejo nacional palestino Palestina

Jeremy Corbyn, MP for Islington North, London

Joachim Wahl, cientista, Alemanha

Joan Josep Nuet. Diputado en el Congreso por ERC-Sobiranistes, Catalunya

Jodie Evans, co funder CODEPINK, Estados Unidos

Joergen Petersen, chairman of Danish Communist Party (KP)

John Bellamy Foster, Professor, Sociology, University of Oregon

John Mage, Esq.Attorney-at-law, Member of the Bar of the State of New York

Jordania Ureña Lora, Secretaria de Política Sindical y Educación de la CSA

Jorge Ceriani, Resp. Commissione Internazionale, PRC-SE (Roma, Italia)

Jorge Coulón Músico, Director Grupo Inti-Illimani, Chile

Jorge Drkos, Frente Transversal Argentina, Argentina

José A. Bayardi Lozano, Ex Diputado Nacional, ex Ministro de Defensa Nacional y ex Ministro de Trabajo y Seguridad Social, URUGUAY

José Cademártori Ex Ministro de Economía del gobierno de Salvador Allende

José Castillo Morales, Secretario General, Partido Nacionalista de Puerto Rico, Movimiento Libertador

José Manuel Díaz, vicepresidente de gestión y finanzas, Chile

Jose Maria Álvarez, Secretario General de UGT de España

José Rivera Rivera, Portavoz Frente Socialista de Puerto Ric

Juan Bustamante Concejal La Pintana, RM, Chile

Juan Carlos Burillo García, Presidente del Comité de Solidaridad Internacionalista, Zaragoza, Aragón. España.

Juan Carlos Concha Ex Ministro de Salud del gobierno de Salvador Allende

Juan Carlos Monedero- politólogo e escritor espanhol, professor de Ciência Política na Universidade Complutense de Madrid.

Juan Castillo, Secretario General, Partido Comunista Uruguay

Juan Moreno Gamboa, encargado de la. Secretaria del comercio, Chile

Judith Rodríguez Concejala Cerro Navia, RM, Chile

Judith Valencia Maestra Escuela Robinsoniana/FFM. Venezuela.

Julia Requena Castillo, vicepresidenta de la mujer, Chile

Julio Fuentes, Presidente de la CLATE

Karen PALMA tapia, encargada de secretaría de la salud, Chile

Karol Cariola Diputada, Chile

Kasongo Ilunga, Point Focal du Mouvement Citoyen Biso Peuple, République Démocratique du Congo

Kassahun Follo, President – Confederation of Ethiopian Trade Unions (CETU)

Kathrin Vogler, Member of the German Bundestag

Kemy Oyarzún Académica Universidad de Chile

Kevin Courtney, National Education Union, England

Khmais Bouguerra, Professor, Tunisia

Kol Nikollaj, President of Confederation of Trade Unions of Albania – KSSH

Laura Sofía Stella Pezoa Presidenta Federación de Estudiantes de la Universidad Diego Portales, Chile

Laurence COHEN, sénatrice du Val de Marne

Laurent Berger, Secretario general de la CFDT (Francia)

Lautaro Carmona Secretario General Partido Comunista de Chile

Leire Azkargorta, país Basco

Len McCluskey, General Secretary, Unite Kingdon

León Lev, Frente Amplio, Uruguay

Leonel Falcon Guerra, PARTIDO HUMANISTA PERUANO, Peru

Leticia Quagliaro, Presidente Unidad Popular de Argentina

Lorena Pizarro Presidenta Agrupación Familiares Detenidos Desaparecidos, Chile

Louisa Thipe – Congress of South African Trade Unions (2nd Deputy President)- South Africa

Luca Frei, Secretário-geral do Juventude Comunista Suíça

Lucio Gentili, Forum Italiano dei Movimenti per l’Acqua, Italia

Luigi Ferrajoli, Prof. Emérito Universitàt degli estudi Roma Tre.

Luis Díaz Concejal Quinta Normal, RM, Chile

Luis González Concejal Recoleta, RM, Chile

l’Union Nationale des Travailleurs du Mali UNTM

Lydia SAMARBAKHSH, membre de l’exécutif national du PCF, responsable du secteur international.

M.Haniff PEERUN, President All Workers Federation, president Mauritius Labour Congress

Madalena Santos – Presidente da Associação Portuguesa de Juristas Democratas

Maggie Bowden, United Kingdon

Maite Mola – Primeira Vice-presidenta do Partido da Esquerda Europeia

Malaoui Rachid, le president de la CGATA Argélia

Mamadou Niang -Confédération Générale des Travailleurs de Mauritanie (CGTM)

Manuel Ahumada Presidente Confederación Trabajadores del Cobre CTC, Chile

Manuel Romero Fuenzalida, subsecretario, Chile

Manuela Gutiérrez Vocera Coordinadora Nacional de Estudiantes Secundarios, Chile

Marc Leeman, President of ACV-CSC Belgium

Marcela Abedrapo Concejala La Florida, RM, Chile

Marco Consolo, Resp. Area Esteri e Pace, Partito della Rifondazione Comunista- Sinistra Europea (Italia)

Marcos Barraza Ministro de Desarrollo Social en el segundo período de gobierno Presidenta Bachelet

Margarita Isabel Urra Concejala El Bosque, RM, Chile

Maria Cristina Mocellin, ALERTANYC, EUA

Maria Joaquina Veiga de Almeida, Secretária Geral da UNTC-CS Cabo Verde

Maria José Fariñas Dulce – Doutora em Direito pela Universidade Complutense de Madri. Catedrática de Filosofia do direito pela Universidade Carlos III de Madri.

María Josefa Guzmán Secretaria General de la Federación de Estudiantes de Temuco., Chile

Maria N. D´Amico, presidente Associazione Shishu, Italia

Mariano Ciafardini partido Solidario Argentina

Marina Jakobsen, Ph.d. Teacher, Denmark

Marisela Santibáñez Diputada

Marisol Torres Pérez, Partido Nacionalista de Puerto Rico, Movimiento Libertador

Massimiliano AY, Secretário-geral do Partido Comunista da Suíça e membro do parlamento da República e Cantão de Ticino, Suíça

Maurizio Acerbo, Segretario Nazionale, Partito della Rifondazione Comunista- Sinistra Europea (Italia)

Mauro Castagnaro – Italia

Max Conteh, Secretary-General – Sierra Leone Labour Congress

Max Pardo Concejal San Ramón, RM, Chile

Messina Maurizio, Segreteria Fed. PRC-SE, Roma (Italia)

Michele O’Neil, President, Australian Council of Trade Unions (ACTU), Australia

Mick Whelan, General Secretary, Aslef

Mike Shingange – Congress of South African Trade Unions (1st Deputy President) – South Africa

Mikhail Shmakov, President – Federation of Independent Trade Unions of Russia (FNPR)

Mireya Baltra Ex Ministra del Trabajo del gobierno de Salvador Allende

Mitxel Lakuntza, Secretario General de ELA, País Vasco

Montse Prado, deputada do BNG no Parlamento da Galiza

Nabil Boukili, Membro do Parlamento Nacional, PTB, Bélgica

Natalia Cuevas Concejala Recoleta, RM, Chile

Néstor Rego, deputado do BNG no Congreso

Nicolás Hurtado Concejal La Florida, RM, Chile

Nidia Díaz, Diputada Propietaria y Coordinadora del Grupo Parlamentario del Frente Farabundo Martí para la Liberación Nacional de El Salvador.

Nolberto Díaz Sánchez, secretario gral, Chile

Olalla Rodil, deputada do BNG no Parlamento da Galiza

Ole Nors Nielsen, vicechair tradeunion 3F Transport Aalborg, member of conferation 3F board, Denmark

Onofre Rojas, Ex presidente Federacipn de Estudiantes Dominicanos, Ex Secretario de Estado para la Reforma del Estado en R.D., Ex Secretario de Estado Ordenador Nacional Fonds Europeos al Desarrollo, Republica Dominicana.

Oriana Zorrilla Presidenta Colegio Periodistas Región Metropolitana, Chile

Oscar Guardiola-Rivera Professor of International law and international affairs at Birkbeck School of Law, University of London

Osvaldo Zúñiga Encargado Asuntos Campesinos y Pueblos Originarios de la CUT. Presidente Confederación Nac Sindical Campesina Ranquil, Chile

Pablo Pereyra, Partido Comunista Congreso Extraordinario – PCCE, Argentina

Paola Pabón, Prefecta de Pichincha y Vicepresidenta de Compromiso Social por la Revolución Ciudadana

Paolo Ferrero, Vice Presidente del Partito della Sinistra Europea

Patrick LE HYARIC, Directeur de L’Humanité, Député au Parlement Européen 2009 à 2019

Patrik Köbele, presidente do Partido Comunista Alemão

Paulo Ríos, Secretario Xeral de Galiza Nova e deputado do BNG no Parlamento da Galiza

Paulo Ríos, Secretário-Geral de Galiza Nova e deputado do Bloco Nacionalista Galego no Parlamento da Galiza

Pertti Simula, psychoanalyst, Finland

Peter Rosset, PhD, El Colegio de la Frontera Sur (ECOSUR), México

Philippe Djoula, Secretaire General – COSYGA Gabon

Pierre LAURENT, vice-président du Sénat, France

Pietro Morace, Architetto, Membro del Coordinamento per la Democrazia Costituzionale, Milano, Italia

Rafael Chong Flores, abogado en la Ciudad de México.

Rafael Freire Neto, Secretario General de la CSA

Raoul Hedebouw, Membro do Parlamento Nacional, PTB, Bélgica

Raul Llarull, FMLN, El Salvador

Raúl Zurita Premio Nacional de Literatura. Poeta, Chile

Reiner Hoffmann, President Deutscher Gewerkschaftsbund I German Confederation of Trade Unions DGB

René Ortiz Muñiz, Partido político Morena, México

Ricardo Gracia, Ingeniero Agrícola, Zaragoza (España)

Ricardo Peidro, Secretario General de la CTA Autónoma de Argentina

Richard Trumka, Presidente da AFL-CIO dos EUA

Rigo Diaz, FMNL, El Salvador

Rikio Kozu, President – JTUC-RENGO JapanRoberto Baradel, Secretario de Relaciones Internacionales – CTA de los Trabajadores Argentina

Rodrigo A. Álvarez Galindez, Responsable de RRII del partido Colombia Humana-Unión Patriotica

Rodrigo Oyarzun, Subsecretario, Chile

Roger McKenzie, Assistant General Secretary (Organising and Recruitment), London

Rolando Alfonso Torres Prieto, Secretario General – Central Autónoma de Trabajadores del Perú

Rosa Cañadell Pascual, professora, Articulista, Cataluña

Rosa María Cabrera Lotfe, Partido de la Revolución Democrática, México

Rosa Meneses Albizu-Campos, Partido Nacionalista de Puerto Rico, Movimiento Libertador

Rosa Rinaldi, Segreteria Nazionale, Partito della Rifondazione Comunista- Sinistra Europea (Italia)

Roxanne Dunbar-Ortiz, historian and author, USA

Ruben Cela Díaz. Presidente da Fundação Galiza Sempre e membro da Executiva Nacional do Bloco Nacionalista Galego

Runa Evensen, presidenta do Partido Comunista da Noruega

Samuel Iembo, membro da Direção do Partido Comunista da Suíça

Sandra Pereira – Deputada do Partido Comunista Português no Parlamento Europeu, Vice-Presidente da Delegação à Assembleia Parlamentar Euro-Latino-Americana

Santiago Gomes Agencia Paco Urondo, Argentina

Sephanie Hennette-Vauchez, Professor of Public Law at Université Paris Nanterre, director of CREDOF (Centre de recherches sur les droits fondamentaux), member of the Institut universitaire de France.

Sevim Dagdelen, Member of Parliament, DIE LINKE, Germany

Sharan Burrow, Secretária Geral da CSI

Simone Romeo, Pedagogista e Doutorando em “ Educação na sociedade contemporânea”, Suíça

Solly Phetoe – Congress of South African Trade Unions ( Deputy General Secretary) – South Africa

Solong Senohe, Red Cross Building, Lesotho

Sonia Mabunda-Kaziboni – Congress of South African Trade Unions (International Secretary) – South Africa

Stefano Galieni, Resp. Immigrazione e movimenti, Partito della Rifondazione Comunista- Sinistra Europea (Italia)

Steffen Bruun Hjøllund, senior medical doctor, Denmark

Steven De Vuyst, Membro do Parlamento Nacional, PTB, Bélgica

Susanna Camusso, Responsável pela Política Européia e Internacional da CGIL Itália

Sven Tarp, professor at Aarhus University; Extraordinary Professor, Stellenbosch University, South Africa

Svend Haakon Jacobsen International Secretary of the Communist Party of Norway

Sven-Erik Simonsen, International Department Danish Communist Party Hillerødgade, Copenhagen

Tamara Muñoz Valenzuela, Vicepresidenta de RRII, Chile

Thierry BODSON, Président ABVV-FGTB Bélgica

Thorvaldur Thorvaldsson,Carpenter and chairman of The People’S Front of Iceland

Tirso Saenz, Professor/ pesquisador aposentado Dr./ Sc, Cuba

UNAI SORDO, Secretario General – CCOO Espanha

Valter Sanches, Secretário Geral da IndustriAll

Vanilson Gonçalves Vanilson, estudante de curso relações internacionais e diplomacia, Cabo Verde

Victor Baez, Secretário Geral Adjunto da CSI

Victor De Gennaro, fundador de la CTA Autónoma y dirigente de Unidad Popular de Argentina

Ville-Veikko Hirvelä, Chair of the New Wind Association, Finland

Villo Sigurdsson, previous mayor in Copenhagen.

Vito Meloni, Segreteria Nazionale, Partito della Rifondazione Comunista- Sinistra Europea (Italia)

Vladimir Kapuralin – Presidente do Partido Socialista dos Trabalhadores da Croácia

Waldo Salomon Rodriguez, presidente Grupo Salvador Allende en Dinamarca.

Wil van der Klift,nternational Secretary, Communist Party of the Netherlands

Wilfredo Pérez Bianco, Venezuela

Wilma Crespo, Partido Nacionalista de Puerto Rico, Movimiento Libertador

Yannis Panagopoulos, President – GREEK GENERAL CONFEDERATION OF LABOUR

Yun Shan Professor, Centre for Lexicographical Studies, Guangdong University, People’s Republic of China

Zanele Mathebula – Congress of South African Trade Unions (Deputy International Secretary) – South Africa

Zingiswa Losi – Congress of South African Trade Unions (President) – South Africa

Rafael Correa, ex Presidente Ecuador

Ernesto Samper, ex Pdte Colombia

Fernando Lugo, ex Pdte Paraguay

Andrés Araúz, candidato presidencial Ecuador

Carlos Sotelo, México

Mónica Xavier, Uruguay

Esperanza Martínez, Paraguay

Fernando Haddad, Brasil

Gabriela Rivadeneira, Ecuador

Daniel Martínez, Uruguay

Celso Amorin, Brasil

Alejandro Navarro, Chile

Jorge Taiana, Argentina

Ricardo Patiño, Ecuador

Mario Delgado, México

Clara Lopez, Colombia

Beatriz Paredes, México

Aída García Naranjo, Perú

Marco Enríquez-Ominami, Chile

Camilo Lagos, Chile

Hugo Martínez, El Salvador

María José Pizarro, Colombia

Lista de países com apoiadores do manifesto

África do Sul
Albania
Alemanha
Argélia
Argentina
Bélgica
Cabo Verde
Canada
Cazaquistão
Chile
China
Colômbia
Croácia
Cuba
Dinamarca
El Salvador
Espanha
Estados Unidos
Finlândia
França
Gabão
Haiti
Holanda
Inglaterra
Irã
Italia
Lesoto
Marrocos
México
Nigéria
Noruega
Palestina
Paraguai
Peru
Porto Rico
Portugal
República Democrática do Congo
República Dominicana
Serra Leoa
Suiça
Tanzânia
Trinidad e Tobago
Tunisia
Ucrânia
Uruguai
Venezuela

 

22
Out20

Para entender o Feminismo Decolonial

Talis Andrade

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“Gênero” e “raça”, categorias eurocêntricas, serviram ao extermínio de sociedades africanas e indígenas. O feminismo contra-hegemônico busca desfragmentar o olhar sobre a sociedade — e resgatar as experiências de base comunitária

21
Abr20

Tempos de peste e fome. ONU alerta para aumento da fome no mundo.

Talis Andrade

por El País

135 milhões de pessoas sofriam de fome aguda antes do coronavírus. Mais da metade, 73 milhões, na África, de acordo com o Programa Mundial de Alimentos (WFP na siga em inglês), da Organização das Nações Unidas. O órgão pede que os Governos não abandonem sua população mais vulnerável em meio à pandemia, para que dê condições das pessoas se alimentarem enquanto precisam ficarm em quarentena.

"Existem países com um grande número de pessoas pobres que não têm uma boa dieta; e quando você não está bem nutrido, seu sistema imunológico fica mais fraco", observa o economista-chefe das Nações Unidas. "E seus sistemas de saúde são muito, muito precários. Estamos falando de países de 12 milhões de pessoas para quatro ventiladores ou menos de 50 leitos de UTI. Esta é a realidade deste mundo. Por isso, estamos realmente preocupados com esses lugares. Sim não estamos preparados, o que acontecerá lá? ", diz Arif Hussein, economista-chefe do WFP e diretor de pesquisa.

Espanha autoriza crianças a fazerem caminhadas “curtas”, acompanhadas de um adulto

A partir da próxima segunda-feira, 27 de abril, crianças de até 12 anos de idade poderão sair às ruas acompanhadas por um adulto, uma saída que será para uma "curta caminhada”, segundo informou o Governo espanhol. Ainda não será permitido ir a parques. Entre 12 e 18 anos, os menores têm autorização para saírem sozinhos, também sob a condição de que sejam passeios rápidos e que todos os cuidados sejam tomados. Na Espanha

Desde que o decreto do estado de alarme começou na Espanha, em 14 de março, 8,3 milhões de menores estão trancados em suas casas, proibidos de sair. Nas últimas semanas, houve pedidos para facilitar o estrito confinamento de crianças, que, segundo um relatório da Plataforma pelos Direitos da Criança, são as mais difíceis do mundo, seguidas pelas da Itália (onde, como na França ou na Alemanha, eles podem sair com restrições). Apenas crianças com transtorno de espectro autista tinham autorização para sair acompanhadas, com identificação, mas ainda assim pais e cuidadores relataram ter sofrido agressões verbais nos passeios com os filhos.

Trump ameaça “suspender a imigração” aos EUA devido à pandemia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou "suspender a imigração" para o país para, segundo ele, "proteger o emprego dos grandes cidadãos americanos". O mandatário norte-americano atribuiu à crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus para tomar sua decisão, que deve ser executada via decreto. 

O anúncio de Trump ocorreu via Twitter, mas não ficou claro a que o presidente estava se referindo, se essa ordem existe e se tal ação é viável. A covid-19 já causou mais de 42.000 mortes nos Estados Unidos e infectou 787.901 pessoas.

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19
Abr20

Guerra contra o vivo

Talis Andrade

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V - O direito universal à respiração

Por Achille Mbembe

_ _ _ 

É preciso portanto começar de novo, se, para as necessidades da nossa própria sobrevivência, for imperativo devolver a tudo o que é vivo (incluindo a biosfera) o espaço e a energia de que necessitam. Na sua versão noturna, a modernidade foi, do princípio ao fim, uma interminável guerra travada contra os vivos. Ela está longe de acabar. A sujeição ao digital é uma das modalidades dessa guerra. Conduz directamente ao empobrecimento e à dessecação de áreas inteiras do planeta.

É de temer que, finda esta calamidade, longe de santificar todas as formas do estar vivo, o mundo infelizmente não evite um novo período de tensão e brutalidade. No plano geopolítico, a lógica da força e do poder continuará a prevalecer. Na ausência de infraestruturas comuns, uma feroz divisão do globo acentuar-se-á e as linhas de segmentação intensificar-se-ão. Muitos Estados procurarão reforçar as suas fronteiras na esperança de se proteger da exterioridade. Lutarão igualmente por reprimir a sua violência constitutiva, que descarregarão, como de costume, nos mais vulneráveis entre os seus. A vida atrás de écrans e em enclaves protegidos por segurança privada tornar-se-á a norma.

Em África, em particular, e bem dentro das regiões do Sul do mundo, a extracção consumidora de energia, a expansão agrícola e a predação, razão de ser da venda de terras e da destruição de florestas, continuarão sem entrave. A alimentação e o arrefecimento de chips e super-computadores disso depende. O fornecimento e o encaminhamento de recursos e de energia, necessários à infraestrutura da computação planetária, far-se-ão à custa de uma maior restrição da mobilidade humana. Manter o mundo à distância será a norma, para poder expulsar para o exterior todo o tipo de riscos. Porém, como não ataca a nossa precariedade ecológica, esta visão catabólica do mundo, inspirada em teorias de imunização e de contágio, não permitirá sair do impasse planetário em que nos encontramos. (Continua)

07
Abr20

Chefe da OMS condena "comentários racistas" sobre testes de vacina na África

Talis Andrade

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por DW

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, condenou o que chamou de "comentários racistas" de dois pesquisadores franceses que sugeriram que uma vacina contra o coronavírus Sars-Cov-2 fosse testada na África.

O etíope Ghebreyesus é o primeiro africano a chefiar a OMS e denunciou "o resquício de mentalidade colonial" num momento em que ele havia pedido "solidariedade" entre os países para debelar a pandemia do coronavírus.

Na declaração, Ghebreyesus se referiu a comentários feitos durante um programa noticioso no canal francês LCI que causou revolta. Na TV, o médico Jean-Paul Mira, do respeitado hospital Cochin, em Paris, disse: "Se posso ser provocativo, não deveríamos fazer esse estudo na África, onde não há máscaras, não há tratamento, não há [medidas] de ressuscitação?"

[No Brasil não há mascaras. Não há testes. Não há isolamento dos infectados]

A microbióloga Camille Locht, do instituto de pesquisas Inserm, concordou com a declaração.

Em coletiva na segunda-feira, o diretor-geral da OMS afirmou que "a África não pode e não será um terreno de testes para qualquer vacina", acrescentando: "O resquício de uma mentalidade colonial precisa acabar, e a OMS não vai permitir que isso [testes na África] aconteça". "Foi uma desgraça, na verdade, e chocante ouvir esse tipo de comentário de cientistas no século 21." 

Mira se desculpou pelos comentários.

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03
Abr20

França não descarta nacionalizações e endividamento para superar crise do coronavírus

Talis Andrade

 

O ministro da Economia da França, Bruno Le Maire, foi entrevistado ao vivo nesta sexta-feira (3) pela RFI e pela TV France 24. Aos jornalistas Christophe Boisbouvier e Roselyne Febvre, ele declarou que desde o primeiro dia teve consciência da gravidade dessa crise e antecipou que a retomada econômica será “longa, difícil e cara”.

Assim que o confinamento entrou em vigor, o Executivo francês anunciou várias medidas para ajudar as empresas do país a superar o choque criado pela redução drástica das atividades. A decisão de avalizar em até € 300 bilhões (mais de R$ 1,7 trilhão) de empréstimos das firmas junto aos bancos é uma das mais expressivas. O volume equivale a 15% do PIB francês, e é «apenas uma primeira etapa», disse à RFI Bruno Le Maire. “Decidimos fazer tudo para salvar nossa economia, evitar falências em série e milhões de desempregados. Disponibilizamos muito dinheiro público, € 45 bilhões, para evitar a bancarrota econômica e social.”

Em relação à polêmica falta de equipamentos médicos, a começar pelas máscaras e pelos testes de diagnóstico do novo coronavírus, Bruno Le Marie lembrou que o objetivo é oferecer ao maior número de pessoas, mas a “prioridade absoluta é proteger as equipes de saúde”. As máscaras estão sendo compradas da China, mas o ministro fez questão de elogiar o esforço de fábricas francesas que reorientaram suas atividades e multiplicaram a produção nacional do produto. "Uma atitude patriota", afirmou.

Soberania econômica nacional e soberania econômica europeia

Le Maire insistiu sobre a necessidade de se obter uma soberania econômica nacional e europeia: “Existe uma necessidade absoluta de reconstruir alguns valores na França. Temos que reforçar nossa independência econômica”.

 

“Se a Europa não for fiel a suas raízes históricas, se ela não der provas de solidariedade humana, uma atitude que deve ser prioritária diante de considerações econômicas ou financeiras, ela não vai conseguir se reerguer”, martelou. Segundo ele, o bloco está numa encruzilhada. “Ou continuamos a ser solidários aos países mais atingidos pelo coronavírus, de maneira concreta, ou voltaremos aos egoísmos nacionais e a Europa desaparecerá”, prevê Le Maire.

Nesse sentido, o ministro da Economia propõe várias pistas. Ele pede a utilização do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MES), criado após a crise financeira de 2008 e dotado atualmente de cerca de € 410 bilhões, o desbloqueio de recursos do Banco Europeu de Investimentos (BEI) e do Fundo Europeu de Desemprego Temporário. Le Maire é favorável à criação de um novo fundo para enfrentar as consequências dessa crise econômica no bloco, que seria financiado por dotações dos países integrantes da União Europeia ou por uma taxa de solidariedade específica.

“Poderíamos mobilizar € 240 bilhões do Mecanismo Europeu de Estabilidade, que já é uma soma considerável. Além disso, cada país definirá suas necessidades”, detalhou. Le Maire defendeu a possibilidade dos Estados se endividarem. “É melhor se endividar hoje e ter meios financeiros à disposição do que deixar nossa economia afundar. A retomada econômica na França e na Europa custará caro”, reiterou.

Nacionalização

O pagamento das taxas fiscais e sociais das empresas será suspenso enquanto durar a crise sanitária. “Seremos coerentes. Não vamos suspender o dispositivo de ajuda antes da economia ser relançada”, assegurou.

Sobre a ideia de nacionalização de empresas francesas, ele informou que uma lista dos grupos fragilizados por esta crise foi feita e entregue ao presidente Emmanuel Macron, mas garantiu que a medida seria provisória. “A ideia é o Estado proteger, mas por um período limitado. As empresas seriam nacionalizadas temporariamente, pois o Estado não tem vocação a dirigir firmas do setor comercial no lugar dos empresários”, explicou.

Ao alertar mais uma vez que a crise será “longa e durável”, o ministro prometeu que o governo francês fará tudo o que estiver ao seu alcance “para proteger o emprego dos trabalhadores”.

Moratória da dívida de países africanos?

Na quinta-feita (2), Bruno Le Marie pediu para se evitar um “drama” nos países em desenvolvimento, particularmente na África. Ele propôs como medidas de apoio uma moratória da dívida dessas nações. Na entrevista à RFI, o ministro francês ressaltou que está “preocupado com o impacto violento que esta crise pode ter nos países africanos” e reafirmou que pediu no “G20 uma solidariedade total” ao continente.

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04
Nov19

Revolta contra Igreja Universal gera morte e crise diplomática em São Tomé e Príncipe

Talis Andrade
Polícia Militar interveio para conter a depredação de templos da Universal em São Tomé e Príncipe

Templo da Universal em São ToméPolícia Militar interveio para conter a depredação de templos da Universal em São Tomé e Príncipe

 

A cúpula da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) tenta conter uma revolta popular que provocou a depredação de vários templos da igreja e a morte de um adolescente em São Tomé e Príncipe, um dos 23 países africanos onde a denominação brasileira está presente.

A crise — que envolveu chefes de Estado africanos, mobilizou congressistas brasileiros e o Itamaraty — pode resultar na expulsão da Iurd de São Tomé e Príncipe, uma ex-colônia portuguesa insular com cerca de 200 mil habitantes no oeste da África.

O imbróglio teve início em 11 de setembro, quando um pastor são-tomense da Universal foi preso na Costa do Marfim, acusado de ser o autor de mensagens que denunciariam supostos abusos da igreja contra funcionários africanos.

O são-tomense preso, Iudumilo da Costa Veloso, virou pastor da Universal em seu país natal, mas foi transferido há 14 anos para a Iurd da Costa do Marfim. Nove dias após ser detido, ele foi considerado culpado pelas mensagens e condenado a um ano de prisão.

Os textos atribuídos a ele acusavam a Iurd de privilegiar pastores brasileiros e discriminar clérigos africanos. Segundo os posts, a Universal impedia muitos pastores africanos de se casar ou os obrigava a fazer vasectomia para que não tivessem filhos — assim, poderiam se dedicar integralmente à igreja.

O autor também acusava bispos e pastores brasileiros de se apropriar de dízimos recebidos pela igreja, além de "humilhar, insultar, esmagar e escravizar os (pastores) africanos". [Transcrevi trechos]

21
Fev19

Fome Zero, Programa de Lula, seguirá como meta da ONU para erradicar fome no mundo

Talis Andrade

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Após mais de sete anos na direção geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), José Graziano da Silva prepara-se para concluir o segundo e último mandato em junho próximo.

Graziano recebeu no início deste mês uma homenagem da União Africana pela contribuição para erradicar a fome também no continente africano.

 

Rafael Belincanta, especial de Addis Abeba para a RFI Brasil

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O reconhecimento coincidiu com a divulgação da notícia de que a fome na África voltou a aumentar. Apesar disso, Graziano afirmou ainda ser possível erradicar a fome no continente e no mundo caso a comunidade internacional empreenda esforços “como nunca antes visto” e que um desafio adicional está sob a mesa: lidar com a epidemia de obesidade e sobrepeso que afeta todos os quadrantes do planeta.

Nesta entrevista exclusiva concedida em Addis Abeba após a entrega do prêmio, Graziano fez um balanço do seu mandato e falou sobre o trabalho para regulamentar e alertar a população sobre alimentos não saudáveis, da globalização da obesidade, do sucesso do Fome Zero no mundo e das políticas de segurança alimentar do novo governo.

Hoje no mundo o número de pessoas obesas é quase igual ao de desnutridas. Como enfrentar esse novo cenário?

A busca por uma dieta saudável faz com que a FAO e a Organização Mundial da Saúde (OMS) se juntem para combater a epidemia de obesidade que já tem elementos claramente caracterizados como o consumo de alimentos com alto teor de açúcar, sal e gorduras saturadas. Nossa busca conjunta por dietas saudáveis abriu uma fronteira para nos associarmos à Organização Mundial do Comércio (OMC) e é aqui que entra a novidade. A OMC não tem nada a ver com saúde, tem a ver com regras para produtos importados e quer que essas regras sejam definidas por bases científicas. A OMC quer assegurar que os produtos importados não façam mal à saúde, que sejam inócuos. Nesse ponto, a FAO junto com a OMS aplica o Codex Alimentarius para fixar normas e standards que facilitem o comércio e impeçam que um país utilize normas ou restrições a importações de produtos para se beneficiar de um processo competitivo desleal. Essa é a nossa função e agora também queremos garantir que o produto seja saudável.

O Brasil é um dos países com mais obesos no mundo. Como diminuir o consumo de alimentos não saudáveis?

Inicialmente, é necessário que os países definam as suas normas e standards de dietas saudáveis. Já estamos conseguindo um progresso bastante importante na definição de quantidades máximas de açúcar nas bebidas gasosas, vários países já adotaram esse limites, inclusive o Brasil. Se discute se o limite que o Brasil adotou é ideal ou não, mas essa é uma outra discussão porque o Brasil já venceu a primeira etapa dessa discussão que é o direito do Estado intervir em dizer o que é saudável ou não. Isso até então era um atributo individual ou da família, a mãe que decide se a comida é ideal ou não para a criança. Hoje estamos entrando neste espaço que era privativo da família porque isso tem um custo cada vez maior nos orçamentos de saúde dos países: a obesidade custa 2,5 trilhões de dólares ao ano. Esse é o custo aproximado das consequências dos conflitos armados, é o equivalente das consequências do uso do tabaco. Aliás, as restrições ao uso do tabaco estão tendo um notável progresso e os limites na ingestão de açúcares deve ir pelo mesmo caminho, é preciso impor restrições cada vez maiores ao açúcar. Primeiro, aumentar as taxas para quem consome. Estamos começando a ver vários países aplicarem isso com resultados muito auspiciosos. O México foi um deles, aumentou a taxa sobre a quantidade de açúcar nas bebidas açucaradas e o consumo diminuiu drasticamente. Em outros países não se consegue essa eficiência simplesmente pela taxa porque são países com alto poder aquisitivo, o que acaba não afetando muito o consumo. Mas esse é um dos caminhos.

Como alertar o consumidor sobre os alimentos mais perigosos à saúde?

O caminho mais promissor que encontramos até agora é conseguir colocar uma etiqueta no produto que alerte o consumidor. Essa etiqueta hoje tem duas formas: uma delas é o famoso sinal verde, amarelo e vermelho. Contudo, esse sistema tem algumas falhas. Um produto como o mel provavelmente seria etiquetado como vermelho, mas é um produto saudável se consumido em determinada escala. Portanto, nós preferimos uma etiqueta na forma de tarjas pretas ou símbolos que alertem o consumidor para os elevados níveis de açúcar, sal e gorduras saturadas. Pensamos que a restrição da propaganda desses produtos, sobretudo para crianças, na televisão e na internet possa ser muito eficaz. Essa restrição funcionou com a propaganda de armas de brinquedo e cigarros e agora queremos fazer o mesmo com propagandas de produtos como salgadinhos e outros alimentos artificiais que definitivamente não são saudáveis.

 

Em junho termina o seu segundo mandato à frente da FAO, que balanço faz destes quase 7 anos e meio?

Quando entrei na FAO eu tinha um desafio muito grande porque substituía um africano após 18 anos. Jacques Diouf foi considerado um diretor que fez grandes mudanças e atualizou a organização, criou os nossos escritórios descentralizados. Por outro lado, eu tinha que corresponder a essa expectativa de uma organização que tinha perdido o elã, a força, que estava ausente dos grandes temas internacionais. E não só trazê-la de volta aos temas internacionais, mas dar-lhe mais agilidade, torná-la mais eficiente na gestão dos recursos. A FAO como todo o sistema Nações Unidas ainda gasta muito, poderia ser muito mais eficiente na forma do seu gasto e este é um desafio para todos nós. Além disso, havia o desafio de substituir um africano mas manter a África como prioridade porque não há dúvida que no mandato da FAO nos setores agrícolas incluindo florestas, pesca, água e solo, o continente africano é um dos que mais necessita de ajuda técnica. Então, eu tinha esse duplo desafio de organizar a instituição e manter a África como prioridade. Acredito que fizemos progressos e a FAO hoje está presente nos grandes temas, esse tema da alimentação saudável é um tema de vanguarda, mas ao mesmo tempo conseguimos manter uma presença contínua na África.

 

Como foi receber o prêmio da União Africana?

Eu fiquei muito emocionado com essa homenagem da União Africana. Eu acho que foi um reconhecimento à FAO acima de tudo. Eu entendo que a premiação que foi entregue a mim foi um reconhecimento ao trabalho da FAO feito na região, um reconhecimento que para a FAO é um muito importante, atesta a nossa presença nos países africanos. Eu sempre repito o que disse na primeira entrevista após a minha eleição: que eu gostaria de ter na FAO uma organização do conhecimento com os pés no chão. Não da grande ciência, mas daquela ciência e conhecimento que podem ajudar os agricultores a resolverem seus problemas e isso é um bom exemplo de que está funcionando.

 

O Fome Zero é a maior herança do seu mandato?

Trouxemos do Brasil uma série de exemplos que foram utilizados no Fome Zero, que foi o programa de maior sucesso até hoje implementado para erradicar a fome. Não há um outro exemplo na era moderna de um país com mais de 200 milhões de habitantes que tenha conseguido erradicar a fome em menos de uma década, como foi o caso do Brasil entre 2003 e 2010. O que fizemos foi transplantar programas do tipo merenda escolar com compras de agricultura familiar, assim como o programa de cisternas que na região do Sahel, por exemplo, que é muito significativo. É impressionante o reconhecimento que existe do fato de termos transplantado uma série de tecnologias, algumas inclusive desenvolvidas pela Embrapa, como as ‘barraginhas’, onde um leito seco do rio é coberto com um plástico especial e quando vem a chuva aquela água fica retida ali, preservada, em vez evaporar ou ser drenada. Todo um conjunto de tecnologias muito simples que foram aplicadas em diferentes países da África com muito sucesso. Tudo isso explica esse reconhecimento pela União Africana, um reconhecimento também do apoio que tivemos do Instituto Lula, o próprio Lula esteve aqui em Addis Abeba em 2013. Eu me emocionei muito ao lembrar dele sentado na primeira fila com vários chefes de Estado quando lançamos o Fome Zero para a África que, no ano seguinte, se refletiu na Declaração de Malabo para a erradicação da fome na África até 2025.

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Erradicar a fome é a segunda meta de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas para 2030. O programa Fome Zero segue com o término do seu mandato?

Esse programa segue porque é um programa conjunto da FAO com a União Africana e seu parceiros. O Banco Africano de Desenvolvimento tem sido um dos grandes apoiadores da nossa iniciativa, um dos grandes financiadores desses programas. Além disso, contamos com outras organizações regionais como o Centro Internacional para a Pesquisa Agrícola em Áreas de Seca (ICARDA), que realiza toda a parte de novos métodos de irrigação em associação com a FAO. Também conseguimos mobilizar uma grande quantidade de organizações da sociedade civil e, assim como fez a ASA (Associação do Semi-Árido) com o programa 1 milhão de cisternas no nordeste brasileiro, nós estamos conseguindo fazer o mesmo para construir cisternas na região do Sahel.

 

Imaginava que programas locais brasileiros poderiam se tornar globais?

Essas coisas não acontecem por acaso, acontecem porque por trás disso há muito trabalho, muita persistência. Eu acho que tanto por parte dos nossos parceiros como por parte da FAO, acreditar que erradicar a fome é possível norteou todo esse trabalho de persistência. A cisterna não é uma invenção da FAO nem da ASA, a cisterna é uma invenção milenar dos árabes. O que fizemos foi adaptar isso às condições simples do semi-árido para que uma família que mora numa tapera pudesse construir uma cisterna e captar a água da chuva a partir de um telhado com um encanamento muito simples. Recentemente, eu inaugurei uma cisterna escolar no Níger e outra no Panamá, situações bem distintas. No Panamá era numa comunidade insular indígena que tinha um problema de dar água salobra para as crianças, o que estava comprometendo o funcionamento dos rins das crianças. Construímos uma cisterna com um pequena bomba elétrica movida a energia solar para que as crianças tivessem água em bebedouros. Depois de alguns meses eu fui inaugurar outra cisterna na região central do Níger, que é uma região quase desértica, é a mesma tecnologia aplicada lá no semi-árido, os dois lugares têm sol abundante. Nesse caso, além de levar a água, também mantê-la em um certo nível de refrigeração. São inovações que vamos introduzindo com o tempo, mas a ideia é muito simples: coletar água que está sendo desperdiçada e torná-la disponível.

 

Como avalia as políticas de segurança alimentar do novo governo brasileiro?

Eu acho que o Brasil está num momento de uma redefinição de suas prioridades políticas a partir de um processo bastante complicado de rever suas políticas anteriores. Eu acho que temos esperar um pouco antes de começar a falar de retrocesso, de recessão. Eu tenho uma grande esperança que a sociedade brasileira, que é uma sociedade muito desenvolvida, muito organizada, saiba encontrar seus próprios caminhos. Eu acho que o novo governo tem uma plataforma diferente dos governos anteriores e nem por isso ele é melhor ou pior, ou é legítimo ou ilegítimo, eu acho que vale a pena esperar para ver que resultados vamos alcançar com isso. Acho que é cedo para julgar, mas devo reconhecer que alguns indícios não são auspiciosos no momento.

30
Nov18

ANGOLA O Semba como ferramenta de libertação

Talis Andrade

semba.jpegFernando Carlos encenou em livro os acordes histórico-políticos de “Ritmos da Luta – o Semba como ferramenta de Libertação”. Tal como o romance histórico, o drama histórico reinventa o passado e ressuscita os actores reais do tempo marcado para durar, actores de uma cena imortal, tais como Liceu Vieira Dias, Amadeu Amorim, Zé Maria, Euclides Fontes Pereira, Nino Ndongo, Mário Pinto de Andrade, Lourdes Van-Dúnem, Belita Palma, Maria do Carmo Medinae muitos outros.Esta obra do género dramático glorifica o Conjunto Ngola Ritmos e foi publicada no Camões-Centro Cultural Português, no passado dia 13 de Novembro.


Em declarações ao jornal O PAÍS, o autor da obra referiu que se trata de uma obra que surge para homenagear os nacionalistas que estiveram envolvidos na luta anti-colonial de libertação, que veio a culminar com a independência a 11 de Novembro de 1975. O historial sobre as causas que levaram a que se formasse o conjunto, a introdução do violão na música nacional, com o dedilhar do “maestro” Liceu Vieira Dias, no estilo que veio a designar-se “Semba” estão na base desta obra, com 84 páginas.Fernando Carlos contou que sentiu-se motivado em retratar o historial, por se ter “apaixonado” pela causa que estes nacionalistas abraçaram. “Eles eram assimilados, ainda assim não se acomodaram com a posição que tinham e lutaram a favor dos indígenas”, apontou. “Liceu, enquanto líder do agrupamento transmitia estrategicamente mensagens de libertação através da música. Como lhe era permitido cantar, o ritmo surge precisamente para não dar a entender os códigos que passam, e ainda em língua Kimbundu”.


O livro começou a ser esboçado em 2015 e só agora ficou concluído. O autor disse ter enfrentado algumas dificuldades, sobretudo no acesso às fontes e fidelização das datas por cada período, bem como a limitação de conteúdos a respeito do percurso destes camaradas da clandestinidade. Entretanto, foi possível serem ultrapassadas à medida que pôde colher depoimentos do nacionalista Amadeu Amorim, único sobrevivente do conjunto Ngola Ritmos, e de Ruy Mingas, sobrinho de Liceu Vieira Dias.


Qualquer narrativa ou drama histórico, mesmo Mayombe, de Pepetela, é um eco do nosso tempo, aportam para a nossa era, o verdadeiro sentido do humanismo que os poderes políticos lenta e penosamente vão cedendo à sociedade.


A abrir o livro, na cena I, lemos este diálogo entre Mário Pinto de Andrade e Liceu Vieira Dias que levanta o problema maior da africanidade contemporânea: a libertação da alma do homem:

 

“Mário – Só se for agora mesmo e de pé. Tenho de me apressar, vou à Marginal de Luanda fotografar o sol a espreguiçar-se, depois o mar a assobiar o nosso Semba e os barcos que nele bailam, trazendo e levando vidas, o cais de sorrisos e choros, os que partem desejando ficar e os que ficam desejando partir.


Fotografar tudo com este meu terceiro olho e guardar na minha memória externa. O café aguça-me a inspiração. Vou começar contigo (tira uma fotografia a Liceu). Um dia, esta foto vai parar ao Jornal de Angola, algo que tenho sonhado e vislumbrado no dia-a-dia de um país livre.


Liceu (a dar-lhe palmadas suaves nos ombros) – Este teu jeito ninguém iguala, tudo te sabe a poema!

Mário – A minha alma adora e tudo faço por ela. Quem somos sem a alma?


Liceu – Somos colonos.


Mário (aponta no bloco) – Tem piada. Um homem sem alma é colono. O Jacinto vai-se babar a rir quando ouvir isto.”

 

Mitografia do prefácio

 

Está de parabéns a editora Asas de Papel, recém constituída para competir no mercado editorial angolano. Só um reparo: é urgente ultrapassar a mitografia do prefácio. O leitor busca, num livro, em primeira mão, o discurso do seu autor, não o do autor do prefácio. Em Ritmos da Luta, o prefácio de Kizua Gourgel só veio destoar o conteúdo da peça e deitar cá para fora uma incongruência de todo o tamanho ao colocar no mesmo diapasão musical o Ngola Ritmos e Eduardo Paim e O2. Entre o Ngola Ritmos e estes dois grupos da nova geração não existe nenhuma solução de continuidade.


De igual modo dizer que “já existe uma nova vaga musical denominada por alguns de NMA (nova música angolana), também ela baseada no resgate e no aprimoramento das linhas harmónicas e rítmicas nascidas dos Ngola Ritmos. Vários nomes sonantes, apesar de jovens, têm assumido esta linguagem musical como a «bossa nova» de Angola.” Dizer isto é demonstrar um desconhecimento da alma da música angolana. Pois, se Beto Gourgel deu ao filho o nome de Kizua (kimbundu) é precisamente para honrar a luta do Ngola Ritmos pela identidade cultural angolana. “Bossa Nova” é brasileiro. Não tem nada a ver com o Semba. Melhor faria o editor em remover da obra o prefácio e em colocar na capa o nome do seu autor. Que contribuição deu, afinal, o prefaciador, para esta obra?

 

 

 

 

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