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10
Jul20

STF manda que Lava Jato compartilhe todos os dados com a PGR

Talis Andrade

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Deltan Dallagnol subiu nas tamancas. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, determinou à autodenominada Lava Jato, que envie à Procuradoria-Geral da República (PGR) todos os dados de investigações já colhidos pelos procuradores no âmbito da operação.

A decisão de Toffoli inclui os trabalhos da LJ em Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo. O ministro atendeu a pedido da PGR, comandada por Augusto Aras.

Após algumas solicitações, o procurador-geral apontou “resistência ao compartilhamento e à supervisão de informações” por parte dos procuradores da república de Curitiba.

A Lava Jato em Curitiba deverá entregar “todas as bases da dados estruturados e não-estruturados utilizadas e obtidas em suas investigações” à Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise do gabinete do procurador-geral, escreveu Toffoli em seu despacho.

Aras também relatou ao STF que há suspeita de que a Lava Jato possa ter burlado a lei para investigar os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre. Ambos têm foro privilegiado e, em caso de qualquer suspeita sobre suas condutas, só podem ser investigados depois de análise inicial do Supremo. 

A Lava Jato vem sendo acusada de outros crimes: de lesa-pátria, de colaboracionismo com espiões dos Estados Unidos, de entreguismo das grandes empresas brasileiras, destruição da construção pesada, destruição da indústria, o que causou graves danos à economia, provocando desemprego, miséria e fome. 

Deltan Dallagnol lamentou a decisão de Dia Toffoli sobre o acesso à base de dados da força-tarefa da Lava Jato. Ele destacou que a operação irá cumprir a decisão a contragosto. Dallagnol pretende continuar dono de um banco de dados adquiros inclusive sob tortura de presos ( prisão sob vara para forçar delação premiada, prisão de testemunha com filhos menores), escuta ilegal, assédio judial e terrorismo policial. Contragosto tem os seguintes sinônimos: antipatiaaversãorepulsaojeriza.

Dallagnol acredita que é um beato, 'cruelmente evangélico', acima da lei. Em entrevista ao portal UOL, afirmou que a PGR só teria acesso às íntegras das investigações por meio de decisão judicial e que sua equipe não entregaria os dados solicitados. O procurador chegou a dizer que a PGR estaria se comportando como um “gerente de banco que quer acessar a conta de um cliente sem autorização”. 

Dallagnol chamar Aras de gerente de banco foi ato falho, que na Lava Jato correu e corre muito dinheiro. A juíza Gabriela Hardt acaba de oferecer 500 milhões para o combate ao coronavírus. Dallagnol continua dono de uma conta gráfica de 2 bilhões e 500 milhões desviados da Petrobras, que a imprensa considera um 'presente' da espionagem estadunidense. Bufunfa sem prestação de contas, auditoria. Dinheirama ao deus-dará. 

Por essas & outra safadezas, Aras ameaça acabar com a formação da força-tarefa, e centralizar todos esses grupos marginais dentro da própria instituição.

A crise explodiu após a visita da subprocuradora Lindôra Araújo a Curitiba. Ela foi acusada pelos integrantes da Lava Jato de querer acesso a dados sigilosos da força-tarefa e de inspecionar os trabalhos da equipe. Sua ida à capital do Paraná causou uma crise que já culminou na saída de três integrantes do grupo de trabalho na PGR.

Visita aceitável para Dallagnol: a de espiões do FBI, da Cia. Espiões que conspiraram para derrubar o presidente Lugo do Paraguai. Os mesmos espiões & Lava Jato que abriram  as veredas para a queda de Dilma, posse de Michel Temer, prisão de Lula, eleição de Bolsonaro, & indicação de Sergio Moro para superministro. 

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