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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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O CORRESPONDENTE

15
Ago18

STF barra complô eleitoral de Moro/TV Globo

Talis Andrade

Na lava jato, os Estados Unidos sempre ficam com a parte do leão

 

camelo moro nos estados unidos .jpg

 

O Sérgio Moro estava armando um circo com a TV Globo para fazer propaganda partidária, de baixarias, contra a eleição de Lula presidente no próximo dia 7 de outubro.

 

A sacanagem de sempre. Usar uma testemunha dos processos da lava jato de Curitiba, que assinou delação premiada, como fonte de boatos, meias-verdades e fake news. É o dá ou desce da justiça parcial, facciosa. A testemunha participa do jogo para não perder o status privilegiado de colaborador super favorecido, premiado com a liberdade, o bem maior, e o fim do bloqueio de bens.

 

Moro desarquivou uma testemunha que conhece propaganda política, que sabe, por vivência profissional,

o que interessa à TV Globo como mensagem persuasiva.

 

Visando mais uma vez ser peça chave do processo eleitoral, Moro desarquivou a marqueteira Mônica Moura, que foi na mosca: 

 

"Pela primeira vez na vida eu negociei diretamente com uma presidente e com candidato, valores. E depois ela me encaminhou a Guido [Mantega, ministro da Fazenda à época] para que eu resolvesse a parte por fora. A parte por dentro, não, foi toda negociada com ela o valor, mas o partido pagou, nota fiscal, o tesoureiro da campanha", disse a marqueteira.

 

"Pela primeira vez na vida em negociei diretamente com um candidato". Isso significa que Dilma, por burrice, só para se comprometer, caiu na besteira de ser "o primeiro candidato a negociar uma campanha". 


"No depoimento, Mônica também citou pagamentos via caixa 2 feitos pela Odebrecht nas campanhas de Fernando Haddad, para prefeito, em 2012, além de campanhas no exterior." Qual o interesses das campanhas no exterior?

 

Pronto. Matou dois coelhos com uma cajadada só:

 

1. Prejudicar a candidatura vitoriosa de Dilma a senador por Minas Gerais, que significa derrotar, mais uma vez, Aécio Neves. 

 

2. Macular Haddad o candidato a vice-presidente do PT, e possível candidato a presidente se a candidatura de Lula for impugnada.

 

Juristas e jornalistas alertaram para o golpe de Moro/ Mônica Moura/ TV Globo. A jogada foi levada ao STF. 

 

Resultado:

 

O Supremo Tribunal Federal decidiu nesta terça-feira (24) enviar para a Justiça Federal em São Paulo o processo contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com acusações de delatores da Odebrecht sobre o sítio de Atibaia. Por 3 votos a 1, a Segunda Turma do STF entendeu que o caso não tem ligação com a Petrobras e, portanto, não deve ser julgado pelo juiz Sérgio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba.

 

Os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski discordaram do relator, ministro Edson Fachin, que defendia que o processo continuasse nas mãos da força-tarefa da lava jato. Tofolli, que abriu a divergência, afirmou que não há "nenhuma imbricação específica dos fatos descritos com desvios de valores operados no âmbito da Petrobras".

 

A decisão ocorreu após os advogados de Lula entrarem com recurso contra a decisão de Fachin de enviar tais trechos de delações de executivos da Odebrecht para Curitiba. Em nota, a defesa do ex-presidente afirmou que a decisão do Supremo "faz cessar de uma vez por todas o juízo de exceção criado para Lula em Curitiba", e que não há no processo qualquer elemento concreto que justifique a competência de Moro para julgar o caso.

 

O procurador da República, Deltan Dallagnol, criticou, nesta quarta-feira, os três ministros do Supremo Tribunal Federal. Em entrevista à rádio CBN, Dallagnol disse que Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski “são os mesmos que sempre tiram tudo de Curitiba, que sempre dão os habeas corpus e formam uma panelinha”.

 

Para Dallagnol, a decisão não chega a enfraquecer a operação, mas “gera tumulto”.

 

Dallagnol, garoto propaganda que fez jejum pela prisão de Lula, ato masoquista e fanático, anunciou bombástica e mentirosamente que  "fechou, em 2016, acordo de leniência em valores recordes com a Odebrecht e a Braskem. 

 

A Braskem se comprometeu a pagar valor equivalente a R$ 3.131.434.851,37. Desse montante, aproximadamente R$ 2,3 bilhões serão devidos ao Brasil, para fins de ressarcimento das vítimas. Já a Odebrecht se obrigou a pagar o equivalente a R$ 3,828 bilhões dos quais aproximadamente R$ 3 bilhões também serão destinados ao Brasil, para ressarcir vítimas." Mais de um bilhão do acordo da Braskem, DD não falou o destino. Idem 828 milhões da Odebrecht. 

 

DD não revela o resultado final seja a desnacionalização da Braskem. Vendida para os Estados Unidos. Vide link para entender o prejuízo que representa para a ciência nacional, para economia brasileira.

 

A Odebrecht, uma empresa brasileira tão importante quanto a Vale, privatizada criminosamente por FHC, quanto a Petrobrás, Eletrobrás, Embraer e outras estatais que estão no fim de feira da lava jato/governo Temer.

 

Tudo que DD e Sérgio Moro realizam, em nome da honestidade do capitalismo, da pureza do liberalismo, resulta em bilionários lucros para os Estados Unidos, apenas considerando o caixa da justiça.

 

A lava jato recuperou 1 bilhão, e fez a Petrobras, em um acordo de vassalo, colonial, pagar dez bilhões, antes de uma decisão da justiça dos EUA, exclusivamente para acionistas estadunidenses. 

 

Publica a imprensa  estrangeira: 

Justiça dos EUA condena Odebrecht a pagar US$ 2,6 bi por corrupção

moro capacho agente.jpg

 

Um juiz dos Estados Unidos condenou a Odebrecht, em abril de 2017, a pagar 2,6 bilhões de dólares em multas num caso de corrupção, selando um acordo de leniência entre a construtora e autoridades do Brasil, dos EUA e da Suíça, noticiou a agência de notícias Reuters. Será esta condenação o acordo de leniência relatado por Dallagnol? A lava jato de Curitiba já realizou onze acordos de leniência, e (pamem!) 1.063 acordos de colaboração premiada. É uma indústria. Nestes tempos do Brasil em crise a única indústria que oferece espantosos lucros. 

 

O juiz distrital Raymond Dearie afirmou que cerca de 93 milhões de dólares serão pagos aos EUA, 2,39 bilhões de dólares ao Brasil, e 116 milhões de dólares à Suíça.

 

A Odebrecht e a petroquímica Braskem, controlada pelo Grupo Odebrecht, declararam-se culpadas por acusações de suborno em dezembro de 2016. Autoridades americanas acusaram a Odebrecht de desembolsar cerca de 788 milhões de dólares para subornar funcionários de governos de 12 países, a maioria deles na América Latina, para garantir lucrativos contratos.

 

A Odebrecht tenta negociar acordos de leniência com outros países, incluindo Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru, República Dominicana, Venezuela, Panamá e Portugal.

 

As denúncias contra a Odebrecht são resultado da Operação Lava Jato de Curitiba, deflagrada em 2014. A lava jato de Moro destrói as empresas transnacionais brasileiras e as nossas estatais. 

 

Tudo sobre a Odebrecht já foi investigado pela justiça de vários países, inicialmente por Moro, que volta a chafurdar, a remexer nos autos para criar fake news para o jornalismo da TV Globo, que espera eleger o tucano Geraldo Alckmin. Até Bolsonaro serve. A trama foi iniciada com a derrota de Aécio Neves para Dilma Rousseff, em 2014, e resultou nos golpes do impeachment, da entrega do poder a Temer, da prisão de Lula. A consolidação do golpe final depende do resultado das eleições de 7 de outubro.

 

Os dados estão lançados.  

ykenga moro agente.jpg

 

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