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15
Ago19

“Somos seres humanos como Bolsonaro”, diz índio brasileiro no Festival de Locarno

Talis Andrade
Por RFI
 
“Somos seres humanos como Bolsonaro”, diz índio brasileiro no Festival de Locarno
 
Regis Myrupu é o protagonista do filme "A Febre", de Maya Da-RinLocarno Film Festival/Massimo Pedrazzini
 

 

Regis Myrupu é o ator principal do filme “A Febre”, de Maya Da-Rin, que participa da competição de longas no Festival Internacional de cinema de Locarno, na Suíça. Índio desano da região amazônica, ele se orgulha de apresentar sua cultura para o mundo e chama a atenção para as ameaças atuais visando os povos indígenas no Brasil.

Rui Martins, correspondente da RFI na Suíça, de Locarno

O filme A Febre, que concorre ao Leopardo de Ouro no Festival de Locarno, conta a história de duas gerações de índios, representados por um pai e uma filha que vivem em Manaus. Regis Myrupu, que estreia nas telonas, é o protagonista da trama, interpretada no idioma tucano e legendada. “Aceitei porque gosto de coisas novas e positivas”, conta o ator, que também preside uma associação indígena.

O filme é apresentado em um momento em que a comunidade internacional se questiona, cada vez mais, sobre a situação dos nativos brasileiros, ameaçados pelas reformas assinaladas por Brasília. Myrupu aproveitou a presença em Locarno para expressar sua preocupação com o contexto atual.

“Nosso governo está sendo muito cruel com os povos indígenas” resume o protagonista do filme. “Ele acha que matar e eliminar seria a solução para a futura humanidade e sua melhoria de vida. Mas não é assim. Eliminando nossos povos, ele elimina indígenas, não-indígenas, a natureza em geral e o próprio planeta. Não haverá mais o passado, nem o presente, nem o futuro. Precisamos agir logo. Nós somos uma barreira protetora da vida na natureza”, alerta.

Myrupu também contesta a ideia dos que pretendem “civilizar” os índios. “Os indígenas não querem ser domesticados porque não são animais”, rebate. “Eles nasceram no meio da floresta, onde a natureza é completamente limpa e não aceitam ser civilizados. Os indígenas são seres humanos igual a ele”, disse, em referência o presidente Jair Bolsonaro.

 

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