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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

13
Jun18

SOBRE A COPA DO MUNDO

Talis Andrade

por Cris Penha

 

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Vi alguns artigos nos jornais pedindo para os brasileiros torcerem pelo Brasil na Copa, que não podemos misturar política com futebol, que nosso futebol é um fator de união nacional entre todas as classes, blá blá blá. Agora dizem isso, mas em 2014, pra sabotar o governo e o país, diziam que haveria caos na Copa, que os aeroportos e estádios não ficariam prontos, que a segurança não funcionaria, que seria um desastre. Xingaram Dilma nos Estádios mostrando nossa falta de educação ao mundo. Usaram a camisa da seleção como arma política pra dar um golpe e colocar essa quadrilha no poder. A corrupção da Globo com a FIFA mostrou a podridão que gira em torno do futebol, sem que a Justiça daqui faça qualquer coisa, ao contrário da Justiça americana. Jogadores devem mais de R$ 100 milhões à Receita Federal e nada acontece.

 

Sinceramente, cada um faz o que quer, torce pra seleção se quiser, mas essa seleção não é o Brasil que sonhamos em campo. É o Brasil da corrupção, da malandragem, da sonegação, da manipulação, associada a esse golpe e a esse governo das elites, onde a Globo é a porta voz. Fosse uma seleção com um Sócrates, uma democracia corintiana, uma seleção de jogadores politizados como Messi e não um bando de analfabetos políticos, até torceria pelo Brasil como fiz sempre, em todas as Copas e em todos os governos. Mas dessa vez não. Quanto mais cedo a seleção for eliminada, melhor, para o povo se preocupar com o que realmente interessa num dos piores momentos da nossa história. Que país poderíamos nos tornar se o torcedor lutasse pelo Brasil do jeito que luta, e até morre, por futebol?