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Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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06
Mai20

Sergio Moro "jogou fora" sua carreira "por causa de um delegado de polícia"

Talis Andrade

O que causa estranheza é a exigência de "ou é este delegado ou eu não trabalho e fico fora do governo"

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 O advogado de Jair Bolsonaro, Frederick Wassef, disse em entrevista à CNN, nesta quarta-feira, 6, que quem queria interferir na Polícia Federal era o próprio ex-ministro da Justiça Sergio Moro.

O advogado apontou que a relação de Moro com o ex-diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, era de “cunho pessoal e emocional”, pois o ex-juiz da Lava Jato “jogou fora” sua carreira “por causa de um delegado de polícia”. Ele afirmou que se não fosse uma relação pessoal e emocional entre os dois, não teria porque causar um “escândalo nacional e até internacional”.

“Isso me autoriza a acreditar que, então, a relação com o ex-diretor da Polícia Federal era muito forte e de cunho pessoal e emocional”, afirmou. “Talvez quem quisesse ter uma ingerência ou uma interferência na Polícia Federal era o próprio ministro Sergio Moro”, reforçou. E complementou: “o que estão acusando o presidente Bolsonaro… é o contrário. Todos indícios apontam que quem queria ter essa ingerência era o ministro”.

O advogado afirmou que nem ele nem o presidente estão preocupados com as acusações de Moro, que são apuradas em um inquérito sob responsabilidade do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal. Wassef defende Bolsonaro no caso, em conjunto com a Advocacia-Geral da União.

Segundo ele, a palavra de Moro não pode ser considerada "uma verdade dogmática". Wassef disse que a versão do ex-juiz, de que deixou o governo por discordar de uma troca sem motivação na direção-geral da Polícia Federal, "não para em pé".

"Por que esse apego a esse diretor da Polícia Federal a ponto de jogar a sua carreira fora?", questionou, lembrando que Moro largou a magistratura para ir para o cargo.

Wassef criticou Moro e afirmou ainda que a relação entre o ministro da Justiça e o diretor-geral da Polícia Federal deve ser "institucional, distante, equilibrada e imparcial", e que "não pode existir um cunho pessoal, emocional":

— Na verdade, o que causa estranheza é a exigência de "ou é este delegado ou eu não trabalho e fico fora do governo". E mais ainda da forma traumática como foi, expondo o Brasil internacionalmente e nacionalmente nessa crise, nesse escândalo, que eu chamo de tempestade em copo d'água, porque não houve nada. Temos um ministro que resolveu entrar em confronto com o presidente em função de um delegado de polícia.

 

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