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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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04
Jul18

Sérgio Moro agiu como os "juízes da inquisição"

Talis Andrade

"É como se a polícia conduzisse uma investigação e depois tirasse o capacete e colocasse a toga"

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Ilustração Vladimir Kazanevsky

 


247 - O advogado Geoffrey Robertson, responsável pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Organização das Nações Unidas (ONU), declarou nesta terça-feira 3 que a tese utilizada para condenar Lula é uma "farsa" e que Sérgio Moro agiu como os "juízes da inquisição".

 

As declarações de Robertson foram feitas em uma coletiva à imprensa internacional em Genebra, na Suíça, onde fica o Comitê de Direitos Humanos da ONU (EACDH). "É como se a polícia conduzisse uma investigação e depois tirasse o capacete e colocasse a toga", disse o advogado em relação à atuação de Moro.

 

Na entrevista, Robertson destacou que Lula foi condenado em um processo no qual não foram encontradas evidências de nenhuma contrapartida nos atos de corrupção atribuídos ao ex-presidente. Ainda segundo ele, Lula continua lutando para manter seus direitos políticos, mas a situação está se tornando mais dramática em função da aproximação da eleição presidencial de outubro.

 

Geofrey Robertson também comentou a afirmação feita pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) em 2017, que afirmou que a sentença imposta por Moro a Lula era "irrepreensível". Para o advogado, todo o processo foi "uma farsa comandada por um grupo de juízes determinados a destruir Lula como candidato".

 

Em maio deste ano, o EACDH rejeitou o pedido feito pela defesa pela liberdade de Lula, mas que continuaria a avaliar a admissibilidade e o mérito da questão, embora considerasse difícil que uma posição fosse tomada antes das eleições de outubro.

 

Os advogados Geoffrey Robertson e Valeska Teixeira Zanin Martins apresentaram nesta semana ao Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas restrições que têm sido impostas ao ex-presidente para fazer sua campanha eleitoral à presidência. "Preso, o ex-presidente não pode dar entrevistas, não pode fazer reuniões políticas, não pode se defender de acusações de outros candidatos, não pode fazer campanha", denunciaram.

 

 

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