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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

20
Jul17

Sangrenta ocupação nazista dos morros do Rio de Janeiro

Talis Andrade

Para cada pm morto, dez civis metralhados. Uma lei marcial que vale para o Brasil inteiro ou despedaçado pela violência

paz polícia repressão.jpg

                                                        Polícia de Pezão 

 

 

Dez civis para cada soldado morto. O vingativo preço dos nazistas nos países invadidos na Segunda Grande Guerra. A mesma lei existe no Brasil. 

 

Para negar tanta crueldade, o comandante-geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Wolney Dias, exige: "quem atenta contra a vida de polícias atenta contra o Estado. Esse é um ato de terrorismo. Eu defendo penas muito severas. Esse tipo de crime deveria ser [punido com] prisão perpétua". 

 

Proposta indecente, que nem um assassino de policial permanece vivo para ser julgado. Bem que seria uma solução, pelo menos, a prisão dos policiais assassinos.

 

Escreve Marco Aurelio Ribeiro: Somente de janeiro a junho deste ano ocorreram mais de 2,6 mil tiroteios no Rio. Estes foram responsáveis por quase 800 mortes, segundo o aplicativo Fogo Cruzado, da Anistia Internacional, que registra os dados da violência no estado. Um dado revelador é que a maioria dos tiroteios ocorreu em áreas onde estão implementadas as Unidades de Polícia Pacificadora, UPPs. Outro dado importante é que São Gonçalo foi o local com a maioria dos tiroteios. E esse é sintomático exatamente por ser o local onde se encontra o batalhão que sofreu recentemente uma operação que terminou com a prisão de quase um terço dos policiais locados lá. É de se suspeitar facilmente que apenas a polícia não resolve o problema da violência, e que em muitos casos, se não em todos, ela é ao menos um dos componentes diretos de responsabilidade por seu aumento.

 

A política da repressão praticada hoje em todo o país não apresenta resultados há décadas, a não ser o aumento da violência e do número de mortes, inclusive de policiais. No fundo essa política equivocada, que é muito lucrativa para diversos segmentos econômicos e até religiosos, apenas aprofunda e enraíza cada vez mais as segregações sociais e raciais.

 

A sociedade é a grande vítima dessa política desequilibrada, mas quem paga o preço maior são as pessoas residentes em regiões de vulnerabilidade e especial as negras. A classe média também é vítima da violência, mas em número representativamente inferior aos das classes D e E. Os policiais também o são, mas representam menos de 0,5% do total de vítimas no país, ao passo que são responsáveis por quase 10% destes. Leia mais

 

 

 

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