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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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12
Jun18

Sala VIP do STF só no aeroporto de Brasília custa 374,6 mil

Talis Andrade

Pela bagatela de R$ 374,6 mil por ano, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) terão uma área especial de embarque no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília. Os integrantes da Corte tinham uma outra sala, no terminal de passageiros, mas o STF entendeu que era preciso garantir a proteção dos ministros. O novo espaço foi contratado em julho do ano passado.

 

Na Sala Vip antiga, os ministros já eram dispensados da fila do check in, mas se juntavam aos pobres mortais passageiros no momento do embarque no portão determinado pela companhia aérea. Agora, a Suprema Sala Vip, no Terminal 2, fica a dois quilômetros do caminho de outros passageiros, e permite que os ministros aguardem pelo momento do embarque protegidos.

 

Daí são levados de van até o local onde está o avião da companhia aérea. São embarcados por escada lateral no finger e não precisam mais percorrer corredores intermináveis usados por passageiros e muito menos aguardar pela chamada para embarque no saguão de frente ao portão onde está a aeronave.

 
 

Como justificativa está a notoriedade que os ministros ganharam nos últimos anos e que cresceu desde o advento da Lava Jato, integrantes hostilizados por ‘militantes’. Fachin, relator da Lava Jato, diz o jornal O Globo, revelou em março que havia pedido auxílio da Polícia Federal para investigar ameaças dirigidas à sua família. Não foi no aeroporto. Mas ele anda com seguranças até hoje.

 

O Supremo se justifica, em nota, informando que a nova área entrou em cena depois que o antigo contrato de aluguel da sala de espera do tribunal, dentro do aeroporto, venceu. Segundo a nota, o Supremo teria tentado se desfazer da sala, mas assegurando as credenciais de segurança para acesso livre às áreas restritas do aeroporto. O que foi negado. Publicado no Jornal GGN. O STF não revelou quem negou as crendencias de segurança. Ninguém sabe que diabo o STF chama de credencias de segurança, quando vivemos em uma ditadura do judiciário.

 

Comenta Emanuel Cancella:"Essa história de sala VIP para o STF é para quem quer se esconder da sociedade. O ministro Gilmar Mendes e o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima já foram submetidos a teste de chão de fábrica. Gilmar foi saudado por uma chuva de tomate e Lima foi hostilizado no avião".

 

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